terça-feira, 25 de julho de 2017

Talvez o apóstolo Paulo escrevesse assim hoje para a igreja brasileira

        Irmãos (calvinistas e arminianos), em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns indiscretos das redes sociais, de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que cada um de vocês afirma: "Eu sou de Calvino"; "eu de Arminio"; "eu de Daniel Berg"; e "eu de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi (Calvino ou Arminio crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Daniel Berg? Dou graças a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio; de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome. ( Batizei também os da casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei alguém mais. ). Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada. Cristo, Sabedoria e Poder de Deus. Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes". Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação. Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem. Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 1 Coríntios 1:10-27.

Abaixo texto original NVI
      Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que cada um de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; "eu de Apolo"; "eu de Pedro"; e "eu de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio; de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome. ( Batizei também os da casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei alguém mais. ) Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada. Cristo, Sabedoria e Poder de Deus Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes". 1 Coríntios 1:10-19.

         Creio que os confrontos entre os que professam Cristo nas redes sociais, causam um grande mal na mente daqueles que ainda não conhecem a Cristo. Eles vão nivelar a igreja de Cristo pelo que veem nas redes sociais e com certeza, muitos deles escandalizados, jamais virão a Cristo, e pergunto, quem vai responder diante de Deus por isto? Como nos dizem as Escrituras, daremos conta de toda palavra frívola, inclusive as publicadas nas redes sociais. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. Mateus 12.36-37.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ouvir a quem? Deus nos tem falado nestes últimos dias pelo seu filho Jesus Cristo

Atos 3.Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona.

2 Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham cada dia à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

3 Este, vendo a Pedro e a João, que iam entrar no templo, implorava-lhes que lhe dessem uma esmola.

4 Pedro, fitando os olhos nele, juntamente com João, disse: Olha para nós.

5 Ele, esperando receber deles alguma coisa, olhava-os com atenção.

6 Mas Pedro disse: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo o Nazareno, anda.

7 Tomando-o pela mão direita, o levantou; logo os seus pés e artelhos se firmaram

8 e, dando um salto, pôs-se em pé, e começou a andar; e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus.

9 Todo o povo, vendo-o andar e louvar a Deus,

10 e reconhecendo ser este o homem que se assentava a esmolar à Porta Formosa do templo, ficaram cheios de admiração e pasmo, pelo que lhe acontecera.

11 Segurando-se ele a Pedro e a João, todo o povo atônito acorreu para eles no pórtico chamado de Salomão.

12 Pedro, vendo isto, disse ao povo: Israelitas, por que vos maravilhais deste homem, ou por que fitais os olhos em nós, como se por nosso poder ou piedade o tivéssemos feito andar?

13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este havia resolvido soltá-lo;

14 mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida,

15 e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

16 Pela fé em seu nome, fortaleceu o seu nome a este homem, a quem vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por meio de Jesus, deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.

17 Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades;

18 mas Deus assim cumpriu o que já dantes anunciara por boca de todos os profetas que o seu Cristo havia de padecer.

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados, de sorte que da presença do Senhor venham tempos de refrigério,

20 e que envie aquele que já vos foi indicado, Jesus o Cristo,

21 ao qual é necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas de outrora.

22 Moisés, na verdade, disse: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.

23 Acontecerá que toda a alma que não ouvir a esse profeta, será exterminada do meio do povo.

24 Igualmente todos os profetas desde Samuel e os que sucederam, quantos falaram, anunciaram também estes dias.

25 Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.

26 Deus suscitou ao seu Servo, e a vós primeiramente vo-lo enviou para vos abençoar, apartando a cada um de vós das suas iniqüidades.


Hebreus 1.1 Deus, tendo falado em tempos passados ora mais ora menos e de muitos modos aos pais pelos profetas,


2 nestes últimos dias nos falou pelo Filho, ao qual constituiu herdeiro de todas as coisas, por quem criou igualmente os mundos;
3 o qual, sendo o resplendor da sua glória e a imagem expressa da sua substância, e sustentando todas as coisas com a palavra do seu poder, depois de fazer a purificação dos pecados, sentou-se à destra da Majestade nas alturas,
4 feito tanto mais excelente que os anjos, quanto tem herdado nome mais excelente que eles.
5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje eu te gerei? e outra vez: Eu lhe serei Pai, E ele ser-me-á Filho?
6 Mas quando outra vez introduzir o primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 A respeito dos anjos, diz: Quem faz aos seus anjos ventos, E aos seus ministros chama de fogo;
8 acerca do Filho, porém, diz: O teu trono, ó Deus, é pelos séculos dos séculos, E cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; Portanto Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria acima dos teus companheiros.
10 E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra das tuas mãos;
11 Eles perecerão, mas tu permaneces; Todos eles envelhecerão como um vestido,
12 Tu os enrolarás como um manto, Como um vestido, e eles serão mudados; Mas tu és o mesmo e os teus anos não minguarão.
13 Mas acerca de qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha mão direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés?
14 Não são todos eles espíritos ministrantes, enviados para exercer o seu ministério a favor dos que hão de herdar a salvação?

Todos querem falar, há muitas vozes, mas é necessário ouvir o que o Espirito diz sobre o Filho de Deus e Salvador Jesus Cristo, do qual testifica. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

NÃO SEJAS DOMINADO PELA MALEDICÊNCIA

    Você conhece alguém que dissemina contenda e Maledicência na igreja? Pois saiba que a maledicência é um pecado gravíssimo e odiado por Deus. É uma obra da carne que domina o cristão que não medita nas Escrituras constantemente. Para nós que fazemos parte da igreja e professamos a fé em Cristo, fica o alerta, precisamos observar estas verdades bíblicas e fugir das praticas carnais que afetam o corpo de Cristo. Paulo ao escrever a igreja de Corinto, citou algumas classes de pessoas que faziam parte daquela comunidade cristã, e que causavam grandes estragos nos relacionamentos entres irmãos na fé, um desses grupos, tratava-se dos MALDIZENTES, e que segundo Paulo, os tais, não herdarão o Reino de Deus. De uma forma geral, eles continuam no seio da igreja causando danos e apesar disto, creem que fazem parte dos que herdarão a salvação, mas Paulo diz o contrário. LEIA. NÃO ERREIS: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os MALDIZENTES, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10. Bem, este mal no meio do povo de Deus não é novo, na Antiga Aliança já havia sérias recomendações a respeito do assunto, veja o que diz o livro de Provérbios 6:16-19Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. Agora, qual é a causa destas pessoas agirem assim? Bem, as causas são várias, mas segundo Provérbios 6:14, há no coração destas pessoas a soberba e a perversidade ( há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas. Pv 6.14). Tais pessoas precisam se converter ou se arrependerem deste odioso pecado aos olhos de Deus e prejudicial ao bom convívio dos cristãos na igreja de Cristo. Finalizando, o meu intuito aqui, não é acusar ninguém, mas trazer este alerta aos que creem em Cristo para que fujam deste mal e não deem lugar a carne, e assim, um dia com certeza estaremos com Cristo e também em seu reino eternamente. Sem mais, que Deus abençoe a todos. Adalberto Pimentel. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O UNICO DEUS VERDADEIRO E A CRIAÇÃO


O Único E Verdadeiro Deus
João 17:3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
A origem do ensino da Trindade
A Bíblia menciona muitos deuses e deusas que as pessoas adoravam, incluindo Astorete, Milcom, Quemós e Moloque. (1 Reis 11:1, 2, 5, 7) Houve uma época em que até mesmo muitas pessoas na antiga nação de Israel acreditavam que Baal era o verdadeiro Deus. Assim, o profeta de Jeová, Elias, pôs diante deles o desafio: “Se Jeová é o verdadeiro Deus, ide segui-lo; mas se é Baal, ide segui-lo.” — 1 Reis 18:21.
A adoração de deuses pagãos agrupados em três, ou tríades, também era comum antes de Jesus nascer. “Do Egito vieram os conceitos duma trindade divina”, observou o historiador Will Durant. James Hastings escreveu, na Enciclopédia de Religião e Ética: “Na religião indiana, por exemplo, há o grupo trinitário de Brama, Xiva e Vixenu; e na religião egípcia, o grupo trinitário de Osíris, Ísis e Hórus”.
Quem é o “único Deus verdadeiro”?
JESUS orava freqüentemente a Deus, a quem chamou de Pai, e também ensinou outros a fazer o mesmo. (Mateus 6:9-11; Lucas 11:1, 2) Numa oração com os apóstolos — poucas horas antes de morrer — ele pediu: “Pai, veio a hora; glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique. Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:1, 3.
Note que Jesus orou a alguém a quem chamou de “o único Deus verdadeiro”. Ao continuar orando, ele mostrou a posição superior de Deus: “De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver o mundo. ” (João 17:5).
 O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
O Shemá  - Deuteronômio 6.4
O monoteísmo, ou seja a crença em um só DEUS, era uma característica distintiva da religião hebreia. Muitas religiões antigas acreditavam em muitos deuses. Mas o DEUS do Abraão, Isaque e Jacó é o DEUS de toda a terra, o único verdadeiro DEUS. Isto era importante para o Israel, porque estavam a ponto de entrar em uma terra cheia de gente que acreditava em muitos deuses. Mas tanto nesse então como agora, existe gente que prefere depositar sua confiança em muitos "deuses" diferentes. Mas o dia vem quando DEUS será reconhecido como o único. Será rei sobre toda a terra (Zac 14:9).
Deuteronômio 6.4 . Ouve, ó Israel
שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד Shema Yisrael, Yehovah Eloheinu, Yehovah Achad. Estas palavras podem ser variadamente traduzidas, mas quase todas as variedades possíveis verbais na tradução:   "Israel, ouvi o Senhor, nosso DEUS, é um só Jeová", ou, " O Senhor é nosso DEUS, o Senhor é um", ou," O Senhor é nosso DEUS, o Senhor sozinho", ou,"o Senhor é nosso DEUS, o Senhor, que é um", ou: "Senhor, que é o nosso DEUS, é o que está sendo". Neste versículo os judeus insistem muito, é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios, e escrever a última carta nas primeiras e as últimas palavras muito grandes, com a finalidade de atenção emocionante para a verdade de peso contém. É talvez em referência a este costume dos judeus que nosso bendito Senhor alude, Mateus 22:38; Marcos 12:29,30, onde ele diz: Este é o primeiro e grande mandamento, e isso é quase o comentário de que Maimonides dá a este lugar: "Ouve, ó Israel, porque nestas palavras a propriedade, o amor, e a doutrina de DEUS estão contidos."
A CRIAÇÃO
“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. Hebreus 11:3.
Todos nós conhecemos a história da criação. É uma história tão fantástica, tão maravilhosa e tão simples que a lembramos desde a nossa mocidade, e agora também a contamos para os nossos filhos. E às vezes, talvez justamente por sua simplicidade, ficamos contentes em deixar que o relato bíblico da criação seja relegado às aulinhas dominicais das crianças, enquanto os adultos estudam assuntos "mais profundos". Mas, será que a história da criação é somente uma "historinha" para as crianças?
Vamos lembrar primeiramente que "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). Se Deus revelou alguma coisa, é porque ele quer ensinar algo de valor para o nosso crescimento espiritual.
A verdadeira história da criação registrada na Bíblia é desconhecida por muitos. É uma pena, pois a Bíblia apresenta uma explicação lógica e confiável sobre o início do Universo. Além disso, essa explicação está de acordo com as descobertas científicas. Com certeza, você se surpreenderá ao descobrir a verdadeira história da criação contada pela Bíblia.
O Apóstolo Paulo e a criação
Em uma forte exortação aos cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apelou para a criação como um ato singular que por si só é prova da existência de Deus. Ele disse que Deus é justo em julgar com ira os que o rejeitam, porque, pela criação, os homens deveriam reconhecer claramente "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade" (Romanos 1:18-20). Quando olharmos para a criação, devemos ver o Deus vivo que está por trás dela. Até mesmo as pessoas que nunca leram a Bíblia são responsáveis de reconhecer que Deus existe, pois ele se manifestou em sua obra criadora (veja Salmo 19:1-4). Nós, os que somos abençoados por termos a Bíblia em nossas mãos, devemos olhar para a criação do modo como Deus a revelou em Gênesis capítulo 1. O que aprendemos na criação sobre o eterno poder e a divindade de Deus?
CRIACIONISMO X EVOLUCIONISMO
O que é evolucionismo?
Os cientistas antigos acreditavam que os gases existentes teriam formado as primeiras moléculas orgânicas e depois os primeiros seres vivos. Uma experiência realizada por Staley Miller ajudou a defender a teoria, pois ele construiu um equipamento que imitava as condições da Terra naquela época e obteve a presença de aminoácidos no líquido formado.
Outro pesquisador muito importante nessa área e que ajudou a concretizar a crença no evolucionismo foi Charles Darwin, ele afirmava que o homem era resultado de uma longa evolução que começou com os hominídeos até o homo sapiens. Foi ele que disse que o homem e o macaco teriam um mesmo ascendente em comum por causa das semelhanças biológicas, também disse que todos os seres vivos tiveram um ancestral comum.
Darwin também desenvolveu a ideia da seleção natural, na qual apenas os seres vivos mais adaptados ao ambiente poderiam sobreviver.
Para os evolucionistas, que são as pessoas que acreditam na evolução da espécie, o homem e os demais seres vivos são resultado de uma lenta e gradual transformação que começou a acontecer há milhões de anos. Eles afirmam que os fósseis e sua datação remota confirmam que a extinção de espécies também faz parte do processo evolutivo e não houve dilúvio algum.
O que é criacionismo?
É a crença de que Deus é o criador dos céus e da terra.
Gênesis 1:1-2: Antes do Princípio. - Os céus e a terra foram criados por Deus "no princípio" (Gênesis 1:1). Sendo este o caso, então o que existia antes do princípio? A única resposta é: Deus! O Criador, necessariamente, deve existir antes de sua criação. Deus é um ser eterno: ele existia já antes do princípio, e existirá depois de toda a criação ser desfeita (veja Isaías 41:4; 44:6; 2 Pedro 3:9-12). Deus é um ser poderoso: ele teve a força de criar do nada "os céus e a terra," ou seja, tudo o que há no universo, fora e dentro do nosso planeta (veja Hebreus 11:3; Atos 17:24; Colossenses 1:15-17). O Criador, necessariamente, é senhor de toda a sua criação. Deus, por seu eterno poder, criou e governa os céus e a terra.
“No principio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1)
O ato criativo divino, pelo qual Deus criou os céus e a terra, compreende todo o sistema planetário conhecido como “mundos” ou “universo”.
Os três atos criativos de Deus estão no capitulo 1 de Gênesis. Nesse capítulo encontramos todo ato criador de Deus que são:
a.         A criação do UNIVERSO, céus e terra ( Gênesis 1.1).
b.         A criação da vida ORGÂNICA, a vida animal ( Gênesis 1.21).
c.         A criação do GÊNERO HUMANO, o homem ( Gênesis 1.26).

O ATO CRIATIVO ORIGINAL.

Segundo as Escrituras na criação original de Deus, em Gênesis 1.1, há um principio defi-nido, um período desconhecido e longínquo, oculto da limitada e finita mente humana, o qual vai mais além da criação de Gênesis 1.1.
A criação original fala de uma terra bela e esplendorosa. Não cremos numa terra original sem forma e vazia. “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados” (Ezequiel 28.12,13).

A TERRA CÓSMICA.

Em Gênesis 1.2, vamos encontrar uma terra totalmente diferente da que foi originalmente criada. Alguma coisa aconteceu que provocou essa mudança brusca sobre a terra.
Em Isaías 45.18, diz que Deus não criou a terra em vão. No original hebraico, é usada a mesma expressão que traduz  Gênesis 1.2. “”sem forma e vazia” (Tohu e Bohu).

OS SETE PRIMEIRO DIAS DA HISTORIA.

Segundo a Geologia, a vida precedeu à luz, desenvolvendo-se nas profundezas dos mares. “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” A geologia também diz que primeiro houve uma luz química, não uma luz solar. “ Disse Deus. Seja a luz, e foi a luz”. Deus disse isso no primeiro dia, e o sol só apareceu no quarto dia. Assim a ciência confirma a Palavra de Deus.

1- PRIMEIRO DIA (Gênesis 1.3)
“E disse Deus. Haja luz. E houve luz”.
A luz é criação de Deus, totalmente oposta às trevas.

2- SEGUNDO DIA (Gênesis 1.6)
“E disse Deus:Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas”.  Aqui, a palavra hebraica “rakia”, significa simplesmente “expansão” ou “espaço”. Assim que se refere a esse espaço ou expansão que separa as nuvens que estão nas regiões mais altas dos mares e tudo o que está embaixo. A isto o chamamos “atmosfera”.

3- TERCEIRO DIA (Gênesis 11)
“E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi”.
Aqui neste versículo, podemos considerar a origem da vida em sua forma mais baixa.
São especificadas três classes de vida vegetal:
            a. A erva,
            b. A erva que dá semente
            c. A árvore que dá fruto.
A primeira é um organismo mais simples; a segunda já é mais complexa, tendo um ramo, e se propaga através de suas sementes; a terceira é mais complexa, pois tem ramos de madeira, e por isso pode elevar-se do chão, e dar fruto que contém a semente para sua propagação.

4- QUARTO DIA (Gênesis 1.14)
“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos”.
Notamos que no primeiro versículo de Gênesis, temos uma declaração que estabelece a criação dos céus e terra. Portanto, aqui não se refere a criação dos corpos celestes, porque não se emprega a palavra “criar”, mas indica seus ofícios de utilidades para a terra.

5- QUINTO DIA (Gênesis 1.20)
“E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a faze da expansão dos céus”.
Sabemos que a maioria das vidas está nos mares e rios. A fecundidade dos peixes é algo grandioso que o homem não pode nem imaginar. É o fiel cumprimento da Palavra de Deus.

6- SEXTO DIA (Gênesis 1.24-27)
“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie, e  répteis, e bestas feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi...”.

A CRIAÇÃO DO HOMEM.

Gênesis 1.26:  “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo  réptil que se move sobre a terra”.
No sexto dia da criação, depois de concluir sua ação criadora, Deus sentiu a necessidade de algo mais pessoal, algo inteligente e que pudesse ter comunicação direta com Ele.
Numa época completamente remota, num passado desconhecido, a Divindade propôs a criação de um ser que pudesse desfrutar  de comunhão com Deus e, para ser seu representante aqui na terra. Esse ser foi o HOMEM. Foi criado à IMAGEM e SEMELHANÇA de Deus.
IMAGEM, do hebraico “tselem”, significa a expressão da realidade. O homem possui uma natureza trina, pois é constituído de Espírito, alma e Corpo. “E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5.23).  Possui uma natureza espiritual que o coloca em contacto com Deus “Porque  qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” ( I coríntios 2.11).

A imagem é a substância espiritual e inseparável da alma e não pode ser separada do homem vivente.

A Palavra “SEMELHANÇA”, corresponde ao caráter moral, que pode separar-se  da substancia ou essência e que foi perdida  na queda do homem através do pecado original. Ele continuou tendo a alma, mas sem o caráter moral divino (I João 3.2; Salmo 17.15).

IMAGEM e SEMELHANÇA, não são termos para compreender-se materialmente, mas espiritualmente.
O sacrifício de Cristo na cruz foi para restaurar a semelhança através do novo nascimento (regeneração). “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, (João 3.3).   “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também em si todas as coisas”.  (Filipenses 3.20,21).///
                   Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

EMAIL:      adayl.alm@hotmail.com
Facebook:   Adayl Manancial

REFERENCIAS
Adaylton de Almeida Conceição – Dispensações (Períodos Bíblicos)
Carl D. Ballard - A Criação: Deus Se Manifestou
Élder Jeffrey R. Holland - O Único Deus Verdadeiro, e Jesus Cristo, a Quem [Ele Enviou]”
Paul Washer  - Quem é o “único Deus verdadeiro”?

           


A INSPIRAÇÃO DIVINA E A AUTORIDADE DA BIBLIA

   
REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO
Revelação - O termo significa "tirar o véu" e mostrar algo que estava encoberto. Neste sentido, revelação" é o conteúdo registrado pela inspiração. A relação entre os dois termos pode ser definido assim: a inspiração é o automóvel e a revelação é o passageiro.
Quando dizemos que "Deus se revelou" estamos dizendo que ele tirou o véu que o encobria diante dos homens (lembre-se da citação de Joachim Jeremias sobre Deus ter dado sua última palavra em Jesus) e se deu a conhecer à humanidade. O propósito da Bíblia é trazer a auto-revelação de Deus aos homens. Ele não revelou fatos ou o futuro ao homem. Esclareçamos a questão com a própria Bíblia. Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus. Então podemos entender bem este ponto com o texto de João 1.18: "Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer". Jesus é a maior revelação de Deus e a finalidade da revelação é tornar Deus conhecido dos homens. Nele, o Pai se dá a conhecer aos homens. 

Devemos, antes de considerar iluminação, deixar bem clara a conexão existente entre revelação e inspiração. Pensemos, então, nestas palavras de um teólogo chamado L. S. Chafer: 

Revelação e inspiração estão estreitamente ligadas., mas distinguem aspectos da verdade bíblica. Nas Escrituras, ambas, inspiração e revelação, se combinam para nos assegurar que a Bíblia é a Palavra de Deus e revela fatos sobre Deus com completa acurácia. A revelação foi o ato da divina comunicação aos escritores da Escritura. Inspiração foi a obra de Deus em guiar e dirigir os escritores da Bíblia para que o que eles escrevessem fosse absoluta verdade mesmo quando estivesse além do seu entendimento. A inspiração foi limitada à Bíblia em si, e é mais adequado dizer que as Escrituras foram inspiradas do que dizer que os escritores foram inspirados 16 

Iluminação – Esta palavra significa "fazer a luz brilhar". Nós não somos inspirados simplesmente porque não recebemos a revelação, mas somos iluminados para conhecê-la. 

Entendemos mais isto à luz de uma palavra de Paulo: "sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da vossa vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (Ef 1.18). A iluminação é para que os crentes descubram as grandes verdades reveladas por Deus na sua Palavra e sua aplicação para as suas vidas. 

A conexão entre estes três conceitos nos possibilita compreender um pouco mais como Deus se revelou e como podemos receber, hoje, essa revelação.

INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
Inspiração - Inspiração é a influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro. É o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão. 

Para o Apóstolo Paulo, a inspiração divina é a forte inspiração espiritual de Deus sobre os homens, capacitando-os a expressarem a verdade. É como se o próprio Deus houvesse falado cada palavra do livro – Toda a Escritura é divinamente inspirada, é dada pelo sopro de Deus (2 Tm 3:16).

Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés ou de Paulo. 

Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (II Tm.3:16; II Pe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em II Tm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (II Sm.23:2). Em II Pe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a ideia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada ( Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em II Tm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em II Pe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir.

Inspiração, revelação e iluminação 
Estes três conceitos caminham bem juntos, mantendo uma estreita ligação entre si, e são muito necessários para se compreender bem o ensino da Escritura. Algumas vezes, pela estreiteza de sua proximidade, confundem-se um com os outros, na maneira de nossos crentes se expressarem. "O Pastor estava inspirado hoje", diz alguém ao ouvir o sermão do pastor e gostar do que foi dito. Entende-se o que o irmão quis dizer, mas do ponto de vista teológico seria mais correta a declaração: "O Pastor estava iluminado hoje". Isto não é discussão ociosa nem perda de tempo. Vamos esclarecer o sentido de cada palavra. Desde o início, uma declaração de W. C. Taylor, um dos maiores missionários batistas pioneiros no Brasil, nos ajudará a entender a relação destes conceitos entre si e o sentido de cada um: Três doutrinas vão sempre juntas, na inteligente apreciação do valor da Es-critura: revelação, inspiração e iluminação. Para o autor (do texto bíblico) veio a REVELAÇÃO; para a Escritura que ele transmite veio a INSPIRAÇÃO; para o leitor que busca saber por meio dela a verdade e a vontade de Deus, virá, nas condições de espiritualidade, a ILUMINAÇÃO. O profeta e o apóstolo foram MOVIDOS. Suas Escrituras foram INSPIRADAS. Nós somos ILUMINADOS.

AS ESCRITURAS SAGRADAS
A revelação em forma escrita
É razoável que a mensagem divina tomasse forma de livro. Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. Portanto, Deus agiu com a máxima sabedoria dando ao homem a sua revelação em forma de livro, para que continuasse intacta através dos séculos e para que todos os povos pudessem obter a mesma norma de fé e prática. 

Assim, é natural concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, que não poderiam ser descortinadas pela razão humana. Finalmente, é razoável crer que Deus tivesse preservado, por sua providência, os manuscritos das escrituras bíblicas e que tivesse influenciado a sua igreja a incluir no cânon sagrado somente os livros que fossem divinamente inspirados.

A inspiração das Escrituras é:

1. Divina e não apenas humana (como a sabedoria ou esclarecimento dado aos filósofos). 

2. Única e não comum. Não é uma influência do Espírito Santo comum a todos os cristãos para ajudá-los a compreenderem as coisas de Deus (1 Co 2:4; Mt 16:17). Tal influência, prometida e experimentada pelos crentes não é o mesmo que inspiração. Ás vezes os profetas recebiam verdades por inspiração e lhes era negado esclarecimento necessário à sua compreensão (1 Pd 1:10-12).

3. Viva e não mecânica. A inspiração não significa ditado, no sentido de que os escritores fossem passivos, sem que tomassem parte as suas faculdades no registro da mensagem. Embora sejam algumas porções das Escrituras ditadas (os Dez Mandamentos e a Oração Dominical), Deus não falou pelos homens como quem fala por um alto-falante. Antes seu Divino Espírito usou as suas faculdades mentais, produzindo desta maneira uma mensagem perfeitamente divina, e que, ao mesmo tempo, conservasse os traços da personalidade do autor. Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés ou de Paulo.

4. Completa e não somente parcial. Segundo a teoria da inspiração parcial, os escritores seriam preservados do erro em questões necessárias à salvação dos homens, mas não em assuntos de história, ciência, cronologia e outras. De acordo com essa opinião, seria mais correto dizer que “A Bíblia contém a Palavra, em lugar de dizer que é a Palavra de Deus”. Mas quem poderia, sem equívoco, julgar o que é e o que não é essencial à salvação ou qual parte é a Palavra de Deus e qual não o é? E se a história da Bíblia é falha, então a doutrina também o é, porque a doutrina bíblica se baseia na história bíblica. Ao contrário disso, as próprias Escrituras reivindicam para si a inspiração total (Ex 24:4; 34:28; Js 3:9; 2 Rs 17:13; Is 34:16; 59:21; Zc 7:12; Sl 78:1; Pv 6:23). Cristo e seus apóstolos se referiram ao Antigo Testamento como a “Palavra de Deus” (Mt 5:18; Jo 10:35; Lc 18:31-33; 24:25, 44; Mt 23:1, 2; 26:54; Lc 3:4; Rm 3:2; 2 Tm 3:16; Hb 1:1, 2; 2 Pd 1:21; 3:2; At 1:16; 3:18; 1 Co 2:9-16).

5. Verbal e não apenas de conceitos. Segundo outra teoria, Deus inspirou os pensamentos e não as palavras dos escritores. Isto é, Deus inspirou os homens, e deixou ao critério deles a seleção das palavras e das expressões. Mas a ênfase bíblica não está nos homens inspirados, mas sim nas palavras inspiradas (Hb 1:1; 2 Pd 1:21). Um pensamento é uma palavra antes de ser ela proferida; uma palavra é um pensamento ao qual se deu expressão. Uma simples palavra pode ser o fundamento de doutrinas básicas (Jo 10:35; Mt 22:42-45; Gl 3:16; Hb 12:26, 27). Paulo nos fala de “palavras ensinadas pelo Espírito” (1 Co 2:13). Há uma distinção entre a revelação e a inspiração. Revelação é aquele ato de Deus pelo qual ele dá a conhecer o que o homem por si mesmo não podia saber. Inspiração é o que preserva o escritor de qualquer erro ao escrever essa revelação.

Precisamos distinguir também entre as palavras inspiradas e os registros inspirados. Muitos dizeres de Satanás são registrados nas Escrituras e sabemos que o diabo não foi inspirado por Deus ao proferi-los. Neste caso apenas o registro foi inspirado.

A INERRÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS

INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum.

A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc.

Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido

A REVELAÇÃO DE FORMA ESCRITA
É razoável que a mensagem divina tomasse forma de livro. Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. Portanto, Deus agiu com a máxima sabedoria dando ao homem a sua revelação em forma de livro, para que continuasse intacta através dos séculos e para que todos os povos pudessem obter a mesma norma de fé e prática. 

Em uma opinião acertada, o Dr. Keyser diz: "Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. A memória e a tradição não merecem confiança. Portanto, Deus agiu com máxima sabedoria e também de modo normal, dando ao homem a Sua revelação em forma de livro. De nenhuma outra maneira, pelo que podemos ver, podia ter Ele entregue aos homens um ideal infalível que estivesse acessível a todos os homens e que continuassem intacto através dos séculos e do qual todos os povos pudessem obter a mesma regra de fé e prática.

Assim, é natural concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, que não poderiam ser descortinadas pela razão humana 

Guardemos bem isto: temos uma revelação porque Deus se revelou, não porque o homem a descobriu ou arrancou dele. Nas palavras, já citadas, de João Batista: "O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu" (Jo 3.27). 

COMO ENTENDER A REVELAÇÃO DE DEUS PELA PALAVRA
A revelação é a autobiografia de Deus, ou seja, e a história que Deus faz de si mesmo. É o conhecimento acerca de Deus que procede de Deus. Em um sentido mais amplo, a revelação é a totalidade dos meios ou formas em que Deus se dá a conhecer.
- Para estabelecer um contato verdadeiro com o homem, a revelação há de vir numa forma cósmica (usando o termo de Kuiper), ou numa forma sacramental (usando o termos de Karl Barth), ou nua forma antrópica. O que Kuiper quer dizer com "cósmica", é que a revelação há de vir verdadeiramente em nosso mundo e vestir-se de sua forma a fim de ser compreendida por nós. Por "sacramental", Barth quer dizer que os elementos deste mundo são toados a serviço da revelação para servir como seus sinais. "Antrópica", quer dizer para nós que a revelação há de acomodar-se ao homem, sua linguagem, sua cultura e suas capacidade. Este caráter cósmico, sacramental e antrópico da revelação é a forma da grande condescendência de Deus.

O Dr. Berrnard Ramm, em seu livro "Special Revelation and the Word of God", diz que: "A religião sem os dados e a direção da revelação, não é mais que um esquema no qual os homens projetam a realidade divina. A razão pela qual muitos atualmente se opõem ao cristianismo, é que alguns eruditos pensam que este também é um sistema de projeções. Segundo eles, o cristianismo postula realidades religiosas (Deus, alma, imortalidade,) que não podem ser comprovadas. Porém, a revelação não é uma projeção, desde o ponto de vista encarado pelos religiosos se causa. Se quiséssemos dizer que a revelação é uma projeção, postularíamos que: A revelação é a projeção da vontade e a mente de Deus parra o nosso mundo. É a linguagem do homem ao serviço de Deus em virtude da projeção eu Deus faz de sua própria verdade ao nosso mundo. Assim estaríamos reafirmando as características da revelação como condescendência de Deus.

Concluindo: conceitualmente as verdades bíblicas são imutáveis, inerrantes apesar de que os que a leem, a estudam e a apregoam serem passíveis de erros e de interpretações equivocadas. 

A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de f é e prática.///

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

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