domingo, 11 de junho de 2017

MARIA, MÃE DE JESUS - UMA SERVA HUMILDE


MARIA, A MÃE DE JESUS – QUEM É ESTA MULHER?
Como cristãos, temos motivos de sobra para celebrar Maria como “mãe de Jesus”, mas corremos o risco de esquecer a história daquela mulher simples que viveu num pequeno povoado de uma região periférica no mundo daquele tempo.
Maria de Nazaré é alguém de nossa raça. Como os demais seres humanos, nasceu e viveu num contexto histórico, social, econômico, político e cultural.
Como as outras mulheres, sua natureza humana se desgastou; viu-se atingida pelas inclemências dos anos e envelheceu. Não viveu segregada e protegida. Não é fácil conhecer a história de Maria com objetividade, uma vez que as fontes são os Evangelhos, nos quais os fatos históricos já se apresentam interpretados a partir da fé.
No Novo Testamento há diversas tradições. Maria é referência indireta nos escritos paulinos. Marcos a apresenta como mulher do povo e participante de sua mentalidade. Os Evangelhos da infância apresentam uma teologia bem elaborada sobre a fisionomia espiritual da Virgem, enquanto o quarto evangelista destaca sua fidelidade e seu significado na comunidade cristã.
"O que diz a Bíblia sobre a virgem Maria?"
Maria, a mãe de Jesus, era uma mulher que foi descrita por Deus como “agraciada”. A palavra “agraciada” vem do grego, e significa, essencialmente, “muita graça”. Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. ” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18).
Por que Deus escolheu Maria?
Por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.
Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério.
O que diz o Antigo Testamento acerca de Maria?
O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.
Qual foi a atitude de Maria?
Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29) mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão.
MÃE DE JESUS”
O título acima com certeza causa impacto. O assunto é polêmico, levanta opiniões divergentes e vários questionamentos. O que a Bíblia fala a respeito deste assunto? Qual a importância que Maria recebe nas Escrituras?
Maria, mãe de Jesus certamente não imaginava que sua vida pudesse causar tantas discussões entre as pessoas ou que lhe atribuiriam honras que não lhe são devidas: adoração e glória. Isso certamente não era sua intenção. As pessoas se apegam aos conhecimentos humanos, deturpando a história da mãe de Jesus. Qual é, então, a verdadeira história?
A Palavra de Deus não mente e não deixa dúvidas; por isso está escrito: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” (Mateus 24: 35.) A Bíblia esclarece que toda a adoração pertence a Deus. No Evangelho de Lucas, capítulo 4, verso 8 diz: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”. Entretanto muitas pessoas insistem em adorar a ela. Na Bíblia não encontramos uma só citação que nos oriente a orar ou venerá-la. Ela não é co-redentora e não conduz ao caminho da salvação. A Palavra diz: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12.) Não há salvação em outro nome; Jesus é o único que pode levar a salvação. Ele é poder, o próprio poder. “O caminho, a verdade e a vida”. (João 14:6.)
MARIA, UM INSTRUMENTO USADO POR DEUS
Amamos e respeitamos Maria, pois ela foi um instrumento usado por Deus para que Sua promessa de salvação se cumprisse. Maria se dispôs ao propósito de Deus. E se não fosse ela, uma outra virgem seria mãe do Senhor Jesus, outra se disporia para que Jesus fosse gerado nela. Ela era uma virgem dotada de virtudes: pureza, obediência, fé e disposição que agradavam a Deus. Maria achou graça diante do Pai. “Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.” (Lucas 1:30.) E quando o Senhor Se manifestou à Maria por meio de um anjo, dizendo-lhe que ela seria mãe do Messias, ela declarou com humildade: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” (Lucas 1:38.) Ela se dispôs à ordem do Senhor Deus.
Não se pode torná-la igual ao Senhor Jesus. Deve-se ter respeito, carinho e amor por esta incrível mulher! Jesus, sendo Deus, precisou tomar a forma humana e para isso precisou nascer de uma mulher.
Maria estava perto da cruz quando Jesus morreu (João 19:25). Maria estava com os apóstolos no dia do Pentecostes (Atos 1:14). Entretanto, jamais se menciona Maria depois de Atos capítulo 1. Os Apóstolos, em nenhum lugar, dão a Maria papel proeminente. A morte de Maria não é registrada na Bíblia. Nada é dito sobre Maria subindo aos Céus, ou tendo qualquer forma de papel exaltado no Céu. Maria deve ser respeitada como a mãe terrena de Jesus, mas ela não é digna de nossa adoração ou exaltação. A Bíblia, em nenhum lugar, indica que Maria pode ouvir orações, ou que ela possa ser mediadora entre nós e Deus. Jesus é nosso único defensor e mediador no Céu (I Timóteo 2:5).
Está escrito: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (I Timóteo 2:5.) Isso vem salientar que Maria não é mediadora entre Deus e os homens e sim Jesus. Quando pedir alguma coisa, peça a Deus em nome de Jesus. “E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14:13,14.)
Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Em nenhum lugar das escrituras Jesus, ou qualquer outra pessoa, dirige qualquer louvor, glória ou adoração a Maria. Isabel, parente de Maria, a louvou em Lucas 1:42-44, mas seu louvor é baseado no fato de que Maria daria à luz Jesus. Não foi baseado em qualquer glória inerente a Maria.
A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Para entendermos um pouco melhor a missão de Maria, vamos, por um momento, sem querer nos comparar, pensar em nossas famílias.
Na condição de pais, pretendemos constantemente buscar o melhor para nossos filhos, preocupando-nos com seu bem-estar. Sofremos diante de suas dores e nos alegramos com suas alegrias. Isso é natural, para a maioria dos pais e mães encarnados, que desejam estar ao lado de sua prole, para que possam sentir-se amparada em sua caminhada.
Agora, imaginemos dentro de nossa condição limitada, como se sentiu Maria ao perceber que seu filho muito amado, sendo rejeitado e mortificado pela ignorância humana, nada podia fazer para impedir o sofrimento daquele que lhe encantara os dias com a luz de suas palavras e de seus sorrisos.
De qualquer forma, precisamos entender que quando Maria afirmou: “Eu sou a serva do Senhor” ela realmente queria dizer isso, ou seja, que compreendia que sua vida seria marcada pela renúncia e pela prática do amor incondicional.
CINCO ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE MARIA:
1- Maria só esteve virgem até o nascimento de Jesus (“Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”, Mateus 1:25), tendo depois outros filhos, como é comprovado em Marcos, capítulo 6, verso 3 que diz: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?” A expressão virgem Maria, portanto, não é apropriada.
2- Quando Jesus nasceu, os magos foram visitá-Lo e logo O adoraram: “Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando- se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”(Mateus 2:11). Os magos adoraram a Jesus e não à sua mãe, Maria.
3- Maria é bendita entre as mulheres e não bendita acima das mulheres. Confira: “Bendita és tu entre as mulheres.” (Lucas 1:42.) “Entre” quer dizer: está no meio, estar junto. Deus a distinguiu com um fim específico, entre as mulheres.
4- Maria é mãe de Jesus, não de Deus. Porque Deus sempre existiu. Além disso, em toda a Bíblia só será encontrada a expressão: “Maria, mãe de Jesus”.
5- Maria amava a Jesus e O tinha como o seu Salvador. Por isso ela declarou: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1:46,47.) Nesse cântico ela declara que também precisa de um Salvador: Jesus. Maria se coloca na posição de pecadora.
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32). JESUS é a verdade que liberta. Às vezes, muitas pessoas, se veem confusas diante de tantas religiões, tantas crenças e tantos caminhos que na verdade são “descaminhos”. Mas quando se lê a Palavra de Deus ou quando abrimos os olhos espirituais permitindo que Deus fale com cada um de nós, tudo se torna mais compreensível. A Bíblia não nos deixa sem respostas quanto à salvação e à adoração a Jesus.
Ele morreu, mas ressuscitou; Ele está vivo em nós, não por meio de imagens ou ídolos feitos por mãos, mas por meio do Seu Espírito Santo (confira no Evangelho de João, capítulo 14, versos 16 a 31). Jesus morreu para que tivéssemos acesso ao Pai. Maria foi uma irmã em cristo, agraciada por Deus, bendita entre as mulheres. Como nós, foi salva e justificada por Jesus Cristo. Não vamos dar a outros a adoração que só pertence ao nosso Deus!
CONCLUSÃO
A última noticia que temos de Maria, com certa garantia histórica, é o que encontramos em At 1,14: permanecia em oração com a primeira comunidade cristã, suplicando a vinda do Espírito. Nada dizem os escritos apostólicos sobre os últimos dias e a morte da Virgem. Segundo Jo 19,27, o “discípulo amado” acolhe em sua casa a mãe de Jesus. Embora a intenção principal do evangelista seja mais teológica que histórica, talvez tenha vindo daí a tradição popular: Maria ficou com o “discípulo amado” (que se veio identificando com João) em Patmos, e ali terminou seus dias///
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)

Facebook: Adayl Manancial
Email: adayl.alm@hotmail.com
BIBLIOGRAFIA
Paulo Oliveira - A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Jesus Espeja – Maria de Nazaré, quem é esta mulher?

Adriana Santos – Maria, mãe de Jesus
Publicação autorizada pelo autor do texto (estudo).

sábado, 3 de junho de 2017

MARIA, IRMÃ DE LAZARO, UMA DEVOÇÃO AMOROSA

"... e certa mulher, por nome Marta, O recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria ..." (Lucas 10:38,39).
Dentre tantas mulheres deixadas por Deus na Bíblia e que nos servem de exemplo , vamos conhecer mais duas que viveram no tempo de Jesus e que foram amadas por Ele. Marta e Maria viveram em um povoado chamado Betânia. Elas eram irmãs de Lázaro, grande amigo do nosso Senhor.
Ambas tinham personalidades diferentes, mas, cada uma a seu modo, amava Jesus. O Senhor também amava muito esta família
O EXEMPLO DE MARIA DE BETANIA
A família de Marta, Maria e Lázaro morava em Betânia. Jesus algumas vezes foi recebido em sua casa. Marta, a irmã mais velha, preocupava-se em servir com excelência ao Mestre. Maria, por sua vez, quedava-se aos pés de Jesus para aprender (Lc 10.38- 42).
Em Mateus 26.6-13, Marcos 14.3-9 e João 12.1-3, a protagonista é Maria, a “que escolheu a boa parte”, irmã de Marta e Lázaro, da aldeia de Betânia.
Os três evangelistas falam da murmuração dos que julgaram desperdício a oferenda, bem como da defesa de Jesus a Maria. Tanto Mateus quanto Marcos mencionam a promessa de que o gesto será contado onde o Evangelho for pregado.
Diferente da bíblia, as tradições judaicas eram incisivamente patriarcais, algo comum e notório na antiguidade. Por isso as mulheres não comiam com os homens, mas ficavam de pé enquanto eles comiam, servindo-os á mesa. Nas ruas e nos átrios do templo, elas ficavam a uma certa distancia dos homens. Sua vida se passava em casa, e com frequência ficavam nas janelas que davam para a rua e tinham grades, para que não fossem vistas.
Nos primeiros tempos elas nunca saiam sem véu, era impróprio que uma israelita falasse a um homem na rua, até mesmo – na verdade, acima de tudo – se fosse seu marido. Contudo cabia ao Marido dar total manutenção a mulher, que deveria dar-lhe teto, alimento e vestuário segundo sua posição e meios, caso não fosse mantida adequadamente, ela poderia pedir auxílio e proteção ao Pai e este repreenderia o genro. Em geral não era necessário, pois os israelitas gostavam de ver suas esposas bem vestidas, adornadas com colares, anéis e broches.
Percebe-se que Maria não tinha direito social de estar na mesma sala que Jesus, muito menos aos seus pés ouvindo-o, pois provavelmente estava falando para os discípulos que estavam com Ele e a família de Lázaro, ou seja, espaço do homem, mesmo com a justificativa de estar adorando ou ouvindo a Deus, ela não tinha este direito de ficar no espaço. Pois ela deveria fazê-lo num espaço para mulheres. Por isso o papel da mulher neste espaço era o de Marta, que era servi-lo e foi o que ela fez e se moeu de servir.
"um perfume muito caro" (João 12:3)
A adoração tem preço. É necessário preparação, esforço e sacrifício. Este perfume era importado da Índia em jarras de alabastro (vasos especiais para perfumes) seladas, a fim de conservar o perfume. Somente alguém muito rico, ao receber convidados especiais, quebrava o selo da jarra de alabastro, e procedia a unção em quem quisesse, como demonstração de uma honra toda especial.
Há muitos cristãos bons e sinceros, mas que tem o selo da religiosidade ou conceitos humanos que não permite o quebrantamento diante da presença do Senhor. É necessário quebrar o selo para o perfume destilar por todo o ambiente.
A vida de um adorador se sente no ar, leva em si o perfume de Cristo e é possível sentir esta fresca e agradável fragrância de um coração que está constantemente na presença do Senhor em adoração.


Para Maria era muito caro. Correspondia a 300 dias de trabalho (João 12:5). Ela levou quase um ano para ajuntar todo o dinheiro necessário para comprar aquele perfume para em um momento quebrar aos pés de Cristo? Sim, ela fez isto! Chamo esta atitude de “inversão na adoração”. 
Estar na presença de Deus não tem preço!
Quando fazemos o melhor para Deus?*
Maria descobriu este segredo. Não é uma questão material; muito ou pouco, não é tamanho ou largura...é “profundidade”!
Maria numa atitude de desprendimento material, social, emocional... pega um vaso de unguento e unge os pés de Jesus e enxuga-os com seus cabelos.
Para muitos, uma atitude desequilibrada, louca, sem sentido! Já que o unguento era de grande valor material e custava ao equivalente 300 dias de trabalho.
Enquanto “nós avaliamos” o valor das cifras do perfume, o que não foi diferente dos que ali estavam a contar também com os discípulos, em particular citado por João, o próprio traidor Judas; Jesus avalia o valor daquela atitude: 300 dias de luta, 300 dias economizando, 300 dias de sonhos... e tudo derramado aos seus pés.
Um vaso quebrado e um perfume caro derramado mexem com o bolso e pensamento dos homens; uma vida quebrantada e um ser contrito movem o coração de Deus!
Eis então o resultado de tamanha grandeza de atitude: Críticas de muitos que embora dizem andar com Jesus, não alcançaram tal grandeza. Estão alheios a esse relacionamento de intimidade e comunhão com Deus, não entende tais atitudes.
Jesus aprova o gesto de Maria
O evangelho de Marcos 14:4 e 6 nos deixa claro que alguns que estavam presente se indignaram, e Jesus a defende: “Deixai-a, para que a molestai?” Acho que eles queriam tirar Maria dos pés de Jesus, por estar fazendo o melhor para Deus - mas não conseguiram! Como se não bastassem os discípulos, ela também teve que resistir a sua irmã Marta
E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Lc.10:39-40
Que perfume Maria derramou sobre a cabeça de Jesus? Era o nardo puro. Nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta do Himalaia. Ficava muito caro o produto final deste raro perfume; desde a extração da planta, até o transporte à longas distâncias. Era o melhor perfume da época.
Qual era o valor do perfume? 300 denários. Naquele tempo um denário equivalia ao valor de um dia de trabalho, para um trabalhador comum. A 5,00€ a hora, a 8 horas diárias= 40,00€ x 300 dias= 12.000,00 euros. Hoje consegue-se obter um excelente perfume por 100 ou 200€. Imagine o esforço que fez Maria para economizar todo aquele dinheiro, e naquela época!
A SUA ADORAÇÃO TEVE A MARCA DA QUALIDADE
Maria ofereceu a Jesus o melhor que ela possuía. Maria ofereceu a Jesus um perfume de qualidade “preciosíssimo” diz a Bíblia, com um valor correspondente a aproximadamente um ano de trabalho de um trabalhador comum:
E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14:3. “Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.” Marcos 14:5.
A ADORAÇÃO DE MARIA FOI PRÁTICA
Maria teve uma agilidade crescente tremenda. Foi buscar o perfume, quebrou e derramou sobre a cabeça de Jesus. Maria só tinha um objetivo: Adorar Jesus. Ela não se importou com os outros, e nem com aquilo que iriam dizer. O ato de Maria causou indignação por parte dos discípulos, mas a aprovação de Jesus foi imediata, Ele disse:
Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória”. Marcos 14:6-9.
A ADORAÇÃO COMPLETA.
Aquela mulher fez algo para o Senhor, mas não fez pela metade ela terminou a obra que começou a fazer.
Será que muitos de nós temos realmente dado a Deus uma adoração completa?
Será que temos terminado o que começamos a fazer para o Senhor? Ou temos iniciado as obras e deixado de lado para outros terminarem? Temos demonstrado ao senhor nosso interesse em sua obra?
Aquela mulher além de ter derramado o óleo sobre os pés de Jesus, a Bíblia vai nos dizer que ela também enxugou com seus cabelos, ela sabia que Jesus ao terminar o jantar, iria embora, sabia que as ruas de Betânia não eram asfaltadas, portanto tinha muita poeira, e poeira aliada a óleo....não é uma mistura muito boa, então, tudo o que ela havia feito seria esquecido, o que era para ser bonito, passaria a ser asqueroso, nojento. Então ela completou a obra que começou a fazer, ela enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos.
O lucro de Maria
Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.42). Maria escolheu estar aos pés de Jesus, numa atitude de adoração e como discípula. Ela não precisava ser repreendida, mas sim elogiada, pois havia feito a melhor escolha.
Ela quebrou todas as etiquetas e presta uma homenagem ao Senhor: derrama um precioso perfume nos Seus pés e os enxuga com os cabelos. Foi a manifestação da sua alma, efeito de uma profunda afeição.
Uma manifestação de crítica
Que extravagância! Que desperdício!” disse Judas. E os demais discípulos concordaram (Mt 26.8).
Talvez nós tivéssemos, também, criticado Maria, se ali estivéssemos. Não é assim que fazemos? Criticamos a igreja, criticamos o pastor, criticamos os oficiais, criticamos os velhos, os moços, as crianças … A oferta que a mulher ofereceu a Jesus, inspirada pelo amor, mal interpretada pelos homens, foi bem recebida pelo Senhor e recompensada pela história. Maria se imortalizou e, por isso, estamos a falar dela, hoje (Mt 26.13). O seu desejo era mostrar amor e simpatia ao Senhor. Ele compre­endeu, aceitou e recompensou o gesto condescendente.
O que a adoração a Deus promove em minha vida? A) Sensibiliza o meu coração; pois adorar o Criador é uma atitude grandiosa, não é um ato qualquer. B) Edifica a minha fé. Ler a Bíblia, fazer orações, ir à igreja, cantar hinos, aumenta a minha fé em Deus. C) Promove a minha semelhança com Cristo, pois “pela contemplação somos transformados”. D) A adoração ajuda-me a ouvir Deus falando comigo. No ato da adoração ninguém pode ter pressa. Deus é perfeito, e a pressa é inimiga da perfeição E) A adoração expulsa os temores. Maria não teve medo dos preconceitos, embora tivesse recebido algumas críticas dos discípulos. F) A adoração aprofunda o relacionamento com Cristo.///
Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
Facebook: Adayl Manancial

Email: adayl.alm@hotmail.com

HULDA, A MULHER QUE ESTAVA NO LUGAR CERTO

Quem era a profetiza Hulda?
Hulda foi uma profetisa, mulher de Salum, filho de Ticvá e neto de Harás. Apesar de não ser tão conhecida entre os cristãos como Débora, Miriã e algumas outras mulheres citadas na Bíblia, Hulda teve uma importante participação em determina ocasião durante o reinado do rei Josias. Neste texto, conheceremos mais sobre quem foi Hulda.
A história da profetisa Hulda
A profetisa Hulda é mencionada em dois livros do Antigo Testamento que relatam o reinado do rei Josias, 2Reis 22:14 e 2 Crônicas 34:22. Como já dissemos, Hulda era esposa de Salum, um homem ilustre e de família nobre, responsável pela guarda das roupas, ou do Templo (manutenção das vestes sacerdotais) ou da corte de Josias (alfaiate das vestes reais). Não é possível determinar com exatidão qual das duas opções é a correta.
Nada se sabe sobre a biografia de Hulda além do que é mencionado muito brevemente nessas passagens. Somos informados ainda que ela morava na cidade baixa de Jerusalém. A localização exata desse lugar é incerta, porém é bem provável que seja o segundo quadrante de Jerusalém (cf. Sf 1:10; Ne 11:9), isto é, a segunda fileira de edifícios a partir do palácio real.
Hulda desempenhou um papel importante na história de Israel, apesar de aparecer apenas uma vez no palco da história dessa nação durante um tempo de deserção religiosa.
I Reis 22:14: ”Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém”.
Por causa de uma grande reforma, proporcionado em Jerusalém. E, nesta mudança, da parte do rei Josias, fez com que o sacerdote Hilquias, encontrasse um livro dentro da casa de Deus, que estava perdido.
E, este livro que foi encontrado, não era um livro comum. Mas quando o Sacerdote entregou o livro para Safã, o escrivão ,e , que ele o leu. Safã correu para o rei Josias e, também o leu para ele.
II Reis 22:11 - 13 “Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes. Ordenou o rei a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo:
Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito”.
E, através desta leitura, feita por Safã, o escrivão , o rei rasgas as suas vestes, temendo as palavras do livro, e ordena a Hilquias, ir em busca de uma confirmação, relacionada a está leitura, que tinha acabada de ser lida.
Hulda é consultada como uma mulher de Deus
Em lugar de Jeremias ou de Sofonias, ambos profetas ativos durante essa época, o rei escolheu consultar uma mulher, a profetisa Hulda. É importante observar que, com o número de profetas que viviam em Jerusalém na época, o sacerdote Hilquias e o resto dos conselheiros do rei voltaram-se para uma mulher em busca de uma Palavra de Deus.
Hulda tinha uma autoridade tão grande no Senhor, que foi escolhida pelo sacerdote para buscar ao Senhor pelo rei. E ela sabia da responsabilidade que tinha para com o serviço do Rei dos Reis. Mesmo num tempo em que tudo parecia escuro, contrário, Deus ainda falava. E por meio de uma mulher, Ele ressuscitou a vida espiritual de Israel.
A consideração pela integridade de Hulda e por sua autoridade como mulher de Deus fez com que sua confirmação do recém-descoberto Livro da Lei fosse à palavra necessária para uma ação imediata da parte do rei. A mensagem não procedia dela mesma, mas, sim, do Senhor. O fato de a frase “Assim diz o Senhor” ser repetida quatro vezes em sua profecia curta enfatiza que Hulda compreendia sua responsabilidade e oportunidade de ser um canal através do qual Deus transmitiria sua Palavra (2 Rs 22. 15- 17, 19. Todas as reformas apresentadas pelo rei Josias basearam-se na Palavra de Deus recebida por meio dessa mulher. Ao que parece, Hulda era tão conhecida como mulher de Deus e tão plenamente digna de confiança em sua compreensão da Lei do Senhor, que, por sua influência, durante algum tempo, houve um reavivamento da consciência e das práticas religiosas de sua nação na fidelidade a Deus.
É JUSTAMENTE NESTE MOMENTO EM QUE A PROFETIZA HULDA, E A CIDADE BAIXA, É O ALVO CENTRAL DA COMITIVA REAL, COM O SACERDOTE HILQUIAS:
II Reis 22:13 “Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito”.
II Reis 22:14-17: “Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém. Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e não se apagará”.
O rei Josias ficou perplexo, ele decidiu consultar um profeta porque havia aterrorizantes consequências descritas da Lei para aqueles que falhassem em obedecê-la.
Receber a orientação de Deus
A ordem de consultar o Senhor, naquele contexto significava pedir um parecer profético sobre aquela situação. Josias decidiu consultar um profeta, pois sabia que a nação merecia ser acometida por maldições divinas, porém ele não sabia exatamente como essas maldições se aplicavam naquela situação especifica. Para que pudesse entender perfeitamente a situação, ele precisava de um oráculo profético.
É nesse contexto que Hulda é consultada. Perceba que tal como Débora, Hulda foi procurada por aqueles homens, na ocasião, enviados por Josias. Isso significa que, diferente dos homens ordenados por Deus como profetas diante do povo no Antigo Testamento, não há registro bíblico dessas mulheres profetizando publicamente perante a nação, isto é, reunindo o povo para dizer: “Assim diz o Senhor”. Essas mulheres proclamaram a mensagem divina em particular, de modo que as pessoas foram até elas.
Sabemos que poucas foram as mulheres escolhidas pelo Senhor para serem profetisas. E, dentre tantas mulheres que viviam naquela época, Ele escolheu exatamente Hulda para servi-Lo. Ele a conhecia. Ele conhecia a sua coragem, capacidade de aconselhar, fé e muitos outros atributos que O levaram a esta decisão. Foi Hulda quem teve o privilégio de ser a mensageira do nosso Deus.
Hulda já sabia do conceito de Deus, pois ela era profetiza, ela não se tornou profetiza quando o sacerdote chegou lá, ela já era antes de qualquer reforma do rei.
Agora, imagine Hulda falando para os do seu convívio social, sobre o intento de Deus, pois o mal já iria acontecer, pois a palavra estava denunciando a iniquidade do povo.
Hulda era profetiza, e ouvia a voz de Deus.
Creio que muitos nem valorizavam as palavras de Hulda, mas quando alguém quer fazer a diferença, esta pessoa, sempre terá a participação especial da parte de Deus. E, assim foi com Hulda, chegou o momento de Deus; confirmar as palavras, e o ministério da vida de Hulda. E, isto foi perante os reis, e sua comitiva e os plebeus.
Aqueles homens foram ter com Hulda, a profetisa, mulher de Salum (filho de Tocate e neto de Hasra). Salum era o responsável pelo guarda-roupa real e morava no segundo bairro de Jerusalém. Quando lhe disseram a causa da perturbação do rei, respondeu: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: Digam ao homem que vos enviou: ‘Sim, o Senhor destruirá esta cidade e este povo. Todas as maldições escritas no rolo se concretizarão. Porque o meu povo me abandonou e se pôs a prestar culto a deuses pagãos. Estou extremamente indignado com os pecados deles. Por isso, o meu furor se derramará inevitavelmente sobre este lugar.’
26/32 Mas o Senhor diz também o seguinte ao rei de Judá, que vos mandou consultar-me: Digam-lhe então o que lhe é transmitido pelo Senhor Deus de Israel: ‘Visto que te entristeceste e te humilhaste diante de Deus quando ouviste as minhas palavras contra esta cidade e o seu povo, rasgando a tua túnica em desespero, e chorando perante mim — por isso te ouvi, diz o Senhor, e só mandarei o mal que prometi sobre esta cidade e o seu povo após a tua morte.’”
Foi então esta a mensagem do Senhor que eles trouxeram de volta ao rei. Este reuniu todos os anciãos de Judá e de Jerusalém, assim como os sacerdotes e levitas, juntamente com todo o povo, tanto grandes como pequenos, e fez-se acompanhar por todos eles até ao templo.
As reformas de Josias
Apesar da advertência de juízo, Josias ainda estava determinado a fazer o que era “reto perante o Senhor” (2Rs 22:2). Talvez o desastre não pudesse ser evitado, “mas ao anunciar os juízos retributivos do Céu, o Senhor não reteve a oportunidade para arrependimento e reforma; e Josias, discernindo nisso uma boa disposição da parte de Deus para temperar Seus juízos com misericórdia, decidiu fazer tudo que estivesse em seu poder para executar decididas reformas”.
2 Reis 23:1-28. Qual foi a essência da reforma que o rei procurou fazer em sua nação corrompida? Até que ponto as coisas tinham ficado ruins?
Josias reuniu todo o povo em Jerusalém para renovar a aliança com Deus. O recém-achado livro da lei foi lido, e então eles fizeram o voto de seguir ao Deus de Israel.
O rei não executou essa obra sozinho, mas pediu aos que tinham responsabilidades espirituais que fizessem o que fosse necessário. Por exemplo, ao longo dos séculos haviam sido colocados no templo diferentes objetos, como estátuas e símbolos que popularizaram o culto estrangeiro em Israel. Por vezes, esses objetos haviam sido colocados ali como parte das condições de paz impostas à nação; outras vezes, reis os haviam posto em exposição para demonstrar sua pacificação, como sinal de submissão. Não importando quais tenham sido as razões, o lugar deles não era ali, e Josias ordenou que fossem removidos e destruídos.
Além disso, a celebração da Páscoa durante a reforma de Josias não ocorreu nos lares, como tinha sido o costume anteriormente, mas dessa vez toda a nação a celebrou em conjunto. A mensagem simbólica dessa iniciativa foi que eles haviam deixado para trás a antiga era, e que estavam entrando em um novo tempo, no qual assumiam o voto de servir ao Deus verdadeiro, que os havia tirado do Egito, que havia providenciado um lar para as tribos, como tinha prometido, e que estava com eles em sua vida diária.
33 Josias retirou totalmente os ídolos das áreas habitadas por judeus, e requereu que todos adorassem Jeová, o seu Deus. Durante o resto da vida de Josias, o povo continuou servindo o Senhor, o Deus dos seus pais. //
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
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BIBLIOGRAFIA
Leilane Gabriela - Hulda, a profetisa que mudou uma nação
Valdenira Nunes de Menezes Silva – Hulda: A mensageira de Deus
Thassia Izabel – Hulda
Daniel Conegero - Quem Foi a Profetisa Hulda na Bíblia?