domingo, 26 de março de 2017

Espíritos enganadores

Elienai Cabral
      Pelas Sagradas Escrituras, compreendemos que estamos nos últimos tempos da Igreja na Terra. Todos os sinais que precedem a Vinda de Cristo estão tendo o seu cumprimento cabal. Entre eles, a apostasia da fé promovida por Satanás e seus demônios. “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”, 1Tm 4.1. Dentro da linguagem evangélica, entendemos que Satanás tem comissionado seus demônios como “espíritos enganadores” que se intrometem no seio da igreja para enganar. Não temos que adivinhar onde estão e como operam tais espíritos, porque temos o Espírito Santo, que habita na vida da Igreja para revelar os ardis e as obras de engano. 
      Na passagem citada, apóstolo Paulo reforçou o papel do Espírito Santo: “O Espírito expressamente diz...”. O contexto dessa passagem desvenda graciosamente para a Igreja “o mistério da piedade” na pessoa de Jesus Cristo e a Igreja como agente demonstrador desse mistério. Portanto, a Igreja está na Terra para sustentar essa revelação de Jesus Cristo contra os poderes do mal, porque ela é “a coluna e firmeza da verdade”.
      Precisamos entender que existem dois mistérios sobrenaturais propagados por agentes humanos: o de Deus e o do Diabo. O mistério de Deus é propagado pela Igreja e o mistério do Diabo é propagado por “espíritos enganadores” influenciados por demônios. O Espírito Santo vive na Igreja de Cristo para torná-la apta a refutar as sutilezas do Diabo. 
      A expressão espíritos enganadores pode ter uma referência dupla, tanto a demônios literalmente como a homens que se tornam agentes de demônios. A Bíblia os identifica como “homens maus e enganadores... enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13; 2Jo 7 e 2Pe 2.1). Existem pessoas que se colocam a serviço de Satanás para propagar e disseminar doutrinas falsas e negar as verdades divinas. Essas pessoas tornam-se, indubitavelmente, “espíritos enganadores”.
      “Últimos tempos” equivale à expressão “últimos dias” do apóstolo Pedro em sua mensagem no Dia de Pentecostes (At 2.17). A palavra de Paulo a Timóteo mostra que Satanás opera e manifesta o mistério da iniqüidade nestes últimos tempos, quando se constata a exploração do misticismo em nome do Evangelho de Cristo. “Espíritos enganadores” se intrometem no seio das igrejas e produzem falsos sinais e prodígios para impressionar as pessoas. Aqueles crentes incautos e símplices acabam se deixando levar pelo engano. A Palavra de Deus é torcida e heresias surgem de modo assustador.
      Os espíritos de engano envolvem a muitas pessoas, as quais acabam se tornando instrumentos de iniqüidade sob o comando subjetivo de Satanás. Esse tipo de problema tem produzido, também, racionalismo barato e incredulidade quanto aos milagres sobrenaturais. Para deter a operação do espírito do engano, a liderança evangélica precisa ensinar mais a Palavra de Deus ao povo. A liturgia de nossos cultos está sendo sufocada por programações tão extensas e intensas que não há mais espaço para a Palavra de Deus. Somente a Palavra poderá sufocar e deter ao poder dos espíritos enganadores que se intrometem em nossas igrejas.
      A palavra apostasia significa negação e abandono da fé cristã. Nos primórdios da Igreja, Paulo já percebia alguns sinais típicos do ataque sorrateiro dos espíritos de engano. O texto faz-nos entender que certas pessoas desqualificadas espiritualmente se deixariam levar por esses espíritos, tornando-se agentes do engano. Essas pessoas produziriam conceitos falsos de salvação, de santidade, de regras sociais. Algumas igrejas e lideranças acabam se desviando das prioridades divinas e aderem à práticas incoerentes com o verdadeiro cristianismo, insuflando falsos conceitos, para dominar os sentimentos e os corações das pessoas por procedimentos antibíblicos. Esses “espíritos enganadores” induzem as suas vitimas ao auto-engano, pois se escravizam a certos comportamentos que ofendem ao Espírito Santo. Nós fomos chamados à liberdade em Cristo, não à escravidão de regras de homens. Normalmente, esses espíritos enganadores enganam-se a si mesmos porque não conseguem praticar suas próprias regras e idéias. Que Deus nos guarde dos espíritos enganadores!
http://www.cpadnews.com.br/blog/elienaicabral/fe-e-razao/4/espiritos-enganadores.html

segunda-feira, 20 de março de 2017

Geração do fim, onde você se enquadra?

Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo:
Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados.
Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.
Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;
E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.
E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades.
Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.
Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.
Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré.
Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;
Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.
E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.
Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.
Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;
Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências.
Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito.
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,
Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne.
Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,
Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Cristo precisa ser gerado na mente da igreja atual

Gálatas 4.19 - Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;

Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Marcos 13:10.

O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Gálatas 1:7.

       Não é novidade para quem é bom ouvinte da Palavra de Deus observar que, nas igrejas de forma geral só se prega Velho Testamento e uma minoria de mensagens no Novo Testamento. Há os que pregam mensagens na Velha Aliança, sem mencionar, pasmem, ao menos uma vez o nome de Jesus! Paulo nosso exemplo, fazia um esforço muito grande para que o evangelho fosse gerado na mente de seus ouvintes. Não é a toa que a maioria dos cristãos e pregadores não conheçam o evangelho e aí vem a pergunta, como pregarão o que não conhecem ou então como crescerão em conhecimento se o evangelho não for pregado? Minha gente, a igreja precisa conhecer as doutrinas básicas das Boas Novas de Salvação, o evangelho ainda continua sendo o poder de Deus para salvar o homem. Mais uma vez como disse o apóstolo Paulo, precisamos gerar Cristo na mente da igreja

terça-feira, 7 de março de 2017

VIVENDO DE FORMA MODERADA

Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bonda-de, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22-23 RC)
Esta ultima parte do fruto do espírito é traduzida geralmente por temperança ou domínio próprio, no grego tata-se do termo “enkrateia” definido pelo Léxico Grego de Strong da seguinte forma: enkrateia, auto controle (virtude de alguém que domina seus desejos e paixões, esp. seus apetites sensuais).
Definição Bíblica; A palavra original traduzida por “temperança” aparece somente em três passagens no NT: Gl 5.22, At 24.25 e 2 Pe 1.6. Em Gálatas é usada para designar a última seção do fruto nônuplo do Espírito. Em Atos Paulo empregou o termo ao discorrer com Félix acerca “da justiça, e das temperança, e do juízo vindouro”. Em 2 Pedro a palavra é incluída na lista das qualidades que todo cristão deve desenvolver: “Acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade”.
A idéia principal de “temperança é força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância, brutalidade e vanglória. É o controle de si mesmo sob a orientação do Espírito Santo.
A falta de temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do Espírito Santo, porque desta maneira estaremos sob seu controle. Ele nos ajuda a dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade.
TEMPERANÇA (DOMÍNIO PRÓPRIO) – FRUTO DO ESPÍRITO SANTO
Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade”. Provérbios 16:32
Temperança significa ter moderação em suas atitudes, ter equilíbrio, e é um termo oriundo do latim. Temperança é uma das virtudes universais, e é a que faz com que as pessoas mo-derem seus desejos e vontades, como as paixões, alimentos, bebidas, e etc. Ter temperança é ter uma virtude, ou qualidade, de quem modera tudo que faz de quem não toma atitudes apenas pelas suas vontades, é alguém que sabe equilibrar, que tem parcimônia ao agir. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, "moderar a atração dos prazeres, assegurar o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados”. “Autocontrole”
Domínio próprio, portanto, é a capacidade de efetiva que o cristão deve ter de controlar seu corpo e sua mente. Quando fez o homem, Deus deu-lhe o privilégio de dominar sobre todas as coisas: “também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes  do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis 1.26). O salmista relembra esta competência humana, ao dizer que Deus deu ao homem domínio sobre todas as obras das suas mãos e dos seus pés: “Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: Salmos 8:6. Esta competência, no entanto, nem sempre se realiza quando se trata de homem dominar a si mesmo. Embora possa estar em nós desejar fazer o bem, nem sempre o fazemos. Afinal, como aprendemos também com Paulo, na nossa carne, não habita bem nenhum, “Pois o querer o bem está em cada um de nós; não, porém, o efetuá-lo, porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7.18-19). Outro versículo em Provérbios: 25:32, nos adverte: “Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”;  que perigo! Somos desafiados a buscarmos o “domínio próprio” sobre nossos “sentimentos e desejos”. Ter domínio próprio é fazer com que os sentimentos bons sejam fortalecidos e canalizados para que possam ser aperfeiçoados.
A temperança na vida do cristão
Aquele que está em Cristo é plenamente capacitado a nutrir apenas sentimentos nobres e abençoadores e a repreender todo sentimento destrutivo e maligno. Da mesma maneira é preciso buscar da parte de Deus esse domínio sobre nossos desejos quando forem de origem perniciosa e percebermos que a consumação do mesmo será uma afronta a santidade de Deus. Muitas pessoas se tornam absolutamente escravas de “sentimentos e desejos” e sofrem conseqüências trágicas por isso.  Dominando-nos diante das circunstâncias: Além dos sentimentos e desejos, que nós podemos controlar, em grau maior ou menor, existem as circunstâncias da vida, aquelas situações que não criamos, mas que nos  atingem. Quando nos enredam, elas provocam desânimo ou outros sentimentos perigosos. Diante delas, podemos perder o autocontrole, partindo para reações inadequadas, seja de desespero, seja com violência, seja agressividade verbal, etc...
Como podemos ver, a temperança ou domínio próprio, consiste no poder de auto dominar-se, não cedendo as nossas próprias paixões ou desejos, esmurrando o corpo para que não ame a preguiça, refreando a língua e as ações, controlando as faculdades mentais e emocionais. Temperança é o poder para rejeitar a nossa vontade e fazer a vontade de Deus. Temperança é “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
O homem sem Deus apesar de conhecer o bem e o mal (Gn 3:22), é totalmente incapaz de rejeitar o mal e escolher o bem.
Ele (Deus) vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos,” (Efésios 2:1-5 RA).
Em contraste com as obras da carne, o fruto do espírito possibilita uma vida digna e honrosa diante de Deus e da sociedade. Com as virtudes do fruto do Espírito, o crente torna-se participante do caráter e da natureza de Cristo. Estas virtudes são demonstradas no relacionamento com Deus (amor, alegria e paz), no relacionamento com as pessoas (longanimidade, benignidade e bondade) e na nossa conduta (fé, mansidão e temperança).
TEMPERANÇA, QUALIDADE DE QUEM É MODERADO
A temperança pode significar virtude pela qual o homem consegue refrear a sua língua como também a moderação no comer e no beber. A temperança é uma necessidade para o bom viver do cristão e uma demonstração de que realmente provamos o novo nascimento.
É o Espírito Santo que produz a temperança como parte do fruto do Espírito que se manifesta através de nove virtudes na vida daqueles que se dedicam em buscar o crescimento espiritual através da oração e do estudo da Palavra de Deus.
Porém, como tudo na vida, existe um preço a ser pago para alcançarmos as virtudes produzidas pelo fruto do Espírito, mas com ele em nosso coração conseguiremos controlar as próprias paixões, tornando-nos moderados em nossas atitudes e decisões.


TEMPERANÇA, NECESSIDADE DE AUTOCONTROLE
Nas palavras – Existe um ditado que diz: “não devemos falar tudo o que sabemos, mas sim, sabermos tudo o que falamos”. Encontramos na Bíblia  diversos exemplos de pessoas mal sucedidas porque falaram demais. Você lembra de alguém? (Sl 34:13; PV 13:3; Tg 1:26).
Nas ações – O crente deve sempre se ocupar com coisas boas e a melhor terapia é ler a Bíblia, ouvir e cantar cânticos cristãos, andar com pessoas que compartilham da mesma fé e fugir da aparência do mal (Ts 5:22). Onde você estiver pense e viva como Jesus.
Nos pensamentos - A falta de temperança nos leva a ceder à tentação, a naufragar no pecado e a sofrer suas conseqüências, muitas vezes, pelo resto da vida. Muitas vezes, quando percebemos o erro, já é tarde demais, pois o pecado já foi consumado (2 Sm 11:1-4).
A temperança atuando nas diversas áreas de nossa vida
  1. Controle da língua. A temperança começa com o controle da língua, e o apóstolo Tiago informanos o quão difícil é realizá-lo (Tg 3.2). Se você não controla sua língua, sua fala, sua conversa, não controla nada mais em sua vida. Se você realmente deseja o fruto da temperança, peça ao Espirito Santo para controlar sua língua.

b) Moderação nos hábitos contidiano. Em I Coríntios 6.12-20, aprendemos a importância de honramos a Deus através do nosso corpo. Nessa passagem, trata-se não só a respeito da imoralidade sexual, mas também sobre qualqer outra prática que desonre o corpo e, conseqüentemente, desonre a Deus.
A glutonaria e a bebedice são hábitos pecaminosos contra os quais somos advertidos na bíblia (Pv 23.20,21).

c) Autodomínio da mente. No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos aparentemente inofensivo com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com Deus. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto na nossa mente, e por isso precisamos da ajuda do Espirito Santo a fim de conservá-la pura (Fp 4.8). Acima de tudo Deus deseja que sejamos santos! Esta idéia é enfatizada inúmeras vezes ao longo da Bíblia. O Espirito Santo trabalha em nosso interior, aperfeiçoando a santidade e tornando Cristo uma realidade em nossa vida.
Somente o Espirito Santo pode fazer com que um homem tenha autocontrole
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1 Coríntios 6:12 RA)
A temperança é um mandamento para o Cristão:
Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,” (Tito 1:7-8 RC)
por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;” (2 Pedro 1:5-6 RA)
RECABITAS, UM EXEMPLO DE TEMPERANÇA: Ainda que não fosse proibido o consumo de vinho entre os judeus na época de Jeremias, os recabitas, em obediência ao seus antecipados, não aceitaram a proposta do profeta: “Mas habitamos em tendas, e assim obedecemos e fazemos conforme tudo quanto nos ordenou Jonadabe, nosso pai” (Jr. 35.10). Os princípios desses homens foram reconhecidos e recompensados pelo Senhor, pois serviram de instrução para os habitantes de Judá daquele tempo (Jr. 35.18,19). Isso porque a atitude dos recabitas deveria servir de exemplo para os líderes de Judá. Se o mandamento de um homem, Jeonadabe, era respeitado e obedecido pela sua família, por mais de duzentos anos, porque o povo de Judá não fazia o mesmo em relação aos princípios do Altíssimo? Se as palavras de homens eram colocadas em tal patamar, por que não as palavras do Senhor, expressas pelos profetas repetidamente? A dedicação que determinadas pessoas têm pelas tradições familiares, e mesmo por suas religiosidades, devem servir de reflexão para os cristãos, a fim de que esses possam atentar para o valor da Eterna Palavra de Deus
O que é glutonaria?
O significado de Glutonaria segundo nossos conceito, fala da tendência humana desregrada de se alimentar em demasia, em excesso.
Na Bíblia encontramos muitas vezes, e religiosamente a classificamos como um dos vícios capitais. A conceituação bíblica de glutonaria aparece na carta de são Paulo aos Gálatas. Vejamos em Gálatas 5,16,21: “Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne.... as invejas, as bebedices, glutonarias (as orgias), e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus”.
... Fugi da prostituição.

Por que a prostituição é tão perigosa? Veja o restante do texto de 1 Co. 18: "...Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.".

Em I Co 6.18 existe uma advertência a respeito da prostituição. O apóstolo Paulo nos ensina que aquele que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.A gravidade esta em dois pontos:
1º) I Co 6.19 diz que o corpo do crente é templo do Espírito Santo, ou seja, Deus habita em nosso corpo desde quando aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Onde Deus habita não pode haver imundície; isto significa que devemos ser santos (Hb 12.14;I Pe1.15 e16).

CONCLUSÃO: Jesus é o maior exemplo de temperança para o cristão. Pois ele, muito embora tenha sido tentado em tudo, não pecou (Hb. 4.15). Com base na experiência da tentação de Jesus, registrada em Lc. 4.1-13, podemos aprender, para o desenvolvimento da temperança, que é fundamental o contato contínuo com o Espírito Santo. A mente do cristão deva estar voltada para Deus, edificada pela Palavra do Senhor e pela oração, na prática de disciplina do domínio próprio. PENSE NISSO!///


Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – Ser Manso e Humilde





sexta-feira, 3 de março de 2017

Paulo prega o evangelho com poder, apesar dos levantes dos inimigos da fé

Breve reflexão
       Gosto muito deste texto, pois nele vemos o esforço dos cristãos da igreja primitiva, dos apóstolos e principalmente do apóstolo Paulo em divulgar as boas novas de salvação o evangelho. Eles tiveram muita oposição nesta tarefa, muitos inimigos se levantaram, mas eles com muita alegria, fé e confiança em Deus continuaram e divulgaram o evangelho em diversas nações. Atos capítulo 17, fala da viagem missionária do apóstolo Paulo a Atenas, onde ele encontrou um cenário que não é diferente de muitas cidades no mundo nos dias de hoje, ele encontrou muita incredulidade, idolatria terrível, oposição e crenças supersticiosas tal como nos dias de hoje, que o deixaram perplexo. Apesar do levante dos inimigos da fé, Paulo pregou em Atenas, de modo que muitos creram, porém,  não todos. Sempre há incrédulos que se recusam a ouvir as boas novas de salvação, preferem dar crédito as fábulas filosóficas, as falsas religiões etc. Agora deixo uma pergunta, se Paulo chegasse a sua casa ou cidade nos dias de hoje, o que Paulo encontraria? Prezado amigo, Paulo há muitos anos partiu para a eternidade para morar com seu Senhor, mas o evangelho que ele pregou ainda está em vigor conclamando a todos a crer em Cristo, que deu a sua vida para nos redimir de nossos pecado e nos livrar da condenação eterna. O evangelho não é filosofia e nem religião, tão pouco um código moral ou um rosário de exortações, mas ele é um ultimato a todo homem para que creia em Cristo e não seja condenado eternamente. Medite neste texto de Atos 17, e creia, foi para isto que Cristo de a sua vida, para nos livrar da condenação eterna, da terrível ira de Deus que está para vir sobre todos aqueles que insistem em não crer e não dar ouvidos a pregação das boas novas de salvação.          


Atos 17. 1 E passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

2 E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras,

3 Expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo.

4 E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais.

5 Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo.

6 E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui;

7 Os quais Jasom recolheu; e todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.

8 E alvoroçaram a multidão e os principais da cidade, que ouviram estas coisas.

9 Tendo, porém, recebido satisfação de Jasom e dos demais, os soltaram.

10 E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.

11 Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

12 De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens.

13 Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões.

14 No mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali.

15 E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram.

16 E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.

18 E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.

19 E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

20 Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos pois saber o que vem a ser isto

21 (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade).

22 E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;

23 Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

24 O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;

25 Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

26 E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;

27 Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;

28 Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

29 Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.

30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;

31 Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

32 E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.

33 E assim Paulo saiu do meio deles.

34 Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.

quarta-feira, 1 de março de 2017

MANSIDÃO TORNA O CRENTE APTO PARA EVITAR PELEJA

Pr. Adaylton de Almeida Conceição

MANSIDÃO. Não existe uma virtude mais incompreendida que a mansidão. O problema é o conceito coletivo, aquilo que as pessoas acreditam ser mansidão e quase sempre mansidão não é nada do que as pessoas definem como tal. O dicionário diz que mansidão é a característica do que é manso, diz que mansidão é sinônimo de gênio brando, de suavidade, de temperamento fácil, meiguice, mas o pior mesmo é definir mansidão como falta de agitação (lerdeza).

Mansidão não é lentidão, não é uma característica de quem é desprovido de atitude, de força, de vigor. Mansidão é tranqüilidade (como também define o dicionário), mas tranqüilidade de espírito, nada tem a ver com preguiça, com falta de pressa em fazer alguma coisa.

QUE É MANSIDÃO? (na Bíblia, “força sob controle” – era utilizada para falar, por exemplo, de um cavalo selvagem que foi domado. O cavalo selvagem, quando domado, continua tendo tanta força e energia como antes, mas agora pode ser controlado). Ser 
manso não significa ser fraco, covarde. 

O QUE É MANSIDÃO?
O termo grego empregado em Gl 5.23 é “prautes” que significa no português: manso, modesto, plácido, gentil, simples, calmo, brando.

Sinônimos de Mansidão: brandura, afabilidade, amenidade, bondade, delicadeza, docilidade, meiguice, moderação, suavidade, ternura, condescendência, flexibilidade, etc. 

Antônimo de Mansidão: Dureza, truculência, austeridade, rudez, braveza, crueldade, severidade, agressividade, etc.

A MANSIDÃO. Gl 5.22,23 “Mas o fruto do espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”. “Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra”. Mateus 5.5. 

A mansidão trata do meu relacionamento com outras pessoas. Fala da maneira como trato essas pessoas, como elas me vêem e como eu reajo diante delas. Ser manso não significa ser uma pessoa fraca e nem uma pessoa que tem um semblante triste. Ser manso é ser como Jesus. Ele disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Mansidão é uma qualidade espiritual produzida na pessoa cuja vida está submissa a atuação do Espírito Santo. O profeta Zacarias escreveu: “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). A mansidão é o ponto de equilíbrio entre dois extremos: de um lado, excessivamente zangado e do outro lado excessivamente bondoso. Paulo escreveu ao jovem pastor Timóteo: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim, deve ser brando (manso) para com todos, apto para instruir, paciente, discipulando com mansidão os que se opõem...” (II Tm 2.24-25).

A pessoa mansa se destaca na sociedade porque esta qualidade quase nunca é demonstrada. O mundo diz que devemos nos afirmar e defender nossos direitos, mas alguém com esta qualidade não exige a sua própria vontade e nem os seus próprios direitos. A pessoa mansa está disposta a entregar o seu caso a Deus, que julga retamente. Paulo aconselha: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fl 2.3-4).

Mansidão, uma virtude do Espírito
A Bíblia contém muitas promessas para os mansos. Citaremos algumas delas, como:

. Os mansos herdarão a terra (Mateus 5:5).

. Mansidão é condição para ter paz de espírito. Muitas pessoas reclamam não ter paz, mas um dos pré-requisitos para ter paz é buscar um caráter de mansidão (Salmo 37:11).

. Quem tem mansidão tem o Fruto do Espírito. Alguém que alcança a mansidão é porque tem o Fruto do Espírito em sua vida (Gálatas 5:22).

. Através da mansidão, conseguimos suportar-nos em amor, e guardamos a unidade do Espírito no Corpo (Efésios 4:1,2).

. Uma pessoa mansa recebe a palavra com muito mais qualidade do que alguém enraivecido. Ela vive mergulhada na Palavra de Deus (Tiago 1:21).

Talvez um dos textos bíblicos mais conhecidos por falar em mansidão é o Sermão da Montanha (Mateus 5). Jesus atraiu multidões e ali trouxe muitos ensinamentos sobre o povo, dentre eles, ensinou sobre mansidão. Jesus Se comunicava com as pessoas com amor e mansidão. Ele sabia como passar a Boa Notícia do Reino de Deus.

A palavra mansidão transmite o sentido de brandura, ternura. Uma pessoa mansa transmite paz e segurança, porque venceu a agitação do dia a dia, é uma pessoa que venceu a ira.

Quando Jesus ensinou o povo sobre mansidão, referindo-se que os mansos herdarão a terra, em Mateus 5:5, é porque para eles, desde o Antigo Testamento, terra simbolizava mais que um mero terreno, representava a bênção e a presença de Deus. Uma das causas de Moisés não ter herdado a terra, entrado na terra prometida, apesar de ser considerado pela Bíblia o homem mais manso, foi ter se irado diante das águas de Meribá.

O QUE NÃO É MANSIDÃO
È totalmente diferente de se depreciar! Veja as quatro ilustrações a seguir:

1ª) Existem “irmãos” que vivem dizendo: Eu não sou nada, sou menos que um verme; não olhe para a minha vida, etc...
Isto não é mansidão, e sim, falsa humildade!

2ª) Outro caso é daquele irmão bem relaxado; largado e desorganizado. Quando exortado, ele logo afirma: Eu sou humilde!
Triste é que muitos irmãos realmente acham que este tipo de gente é humilde.

3ª) Quem já ouviu aquele tipo de oração lastimosa e triste, quando aquele que está orando fala assim: Oh! Deus! Eu sou um porcaria; pior do que uma mosca; Não sou ninguém ...
Este é um tipo de hipocrisia.

4ª) O ultimo caso é daquele pastor, ou membro de igreja, que deixa tudo “correr frouxo” na sua igreja ou em casa, e as pessoas comentam ao seu respeito: Que homem humilde! Como ele é manso! Não briga com ninguém.

Os casos cita dois são exemplos de depreciação a si próprio, relaxamento e frouxidão!
Isto é pecado!

Ser manso não significa ser frouxo, se depreciar ou ser relaxado; muito menos falta de autoridade. Você pode muito bem chamar à atenção de alguém sendo manso (IITm 2.24-26).

O MAIOR EXEMPLO
Sem dúvida alguma, o maior exemplo de mansidão está no Senhor Jesus. Ele disse: “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração...” (Mt 11.29b).

Jesus é manso, por isso mansidão faz parte do Fruto do Espírito.

Jesus foi um homem de Seu tempo, cheio de atitude, de personalidade, de vigor físico e espiritual. Jesus nunca foi preguiçoso, lento, leniente (em quem há excesso de tolerância), antes, discutiu com os religiosos de Sua época, respondeu todas as perguntas que lhe fizeram e pegou em chicote para expulsar os comerciantes de dentro do Templo.

O mundo acredita que alguém manso é uma pessoa covarde, insegura, fraca e temerosa, mas Jesus jogou por terra esta definição, pois sendo Ele manso não se acovardou diante dos “poderosos” da terra e desafiou os hipócritas diante deles próprios e de toda a multidão. Jesus nunca falou mal de ninguém pelas costas, mas dizia a verdade “na lata”, sem rodeios, sem hesitar.

Mansidão é indispensável para: 
• Receber a palavra de Deus Tg 1:21. “Por isso, rejeitando toda a imundícia e super fluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.” (Tg 1:21 ACF)

• Atuação de Deus em meu favor Is 11:4. “Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com equidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio,” (Is 11:4 ACF)

• Conhecimento da vontade de Deus Sl 25:9. “Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.” (Sl 25:9 ACF)

• Autoridade no falar 2Co 10:1. “Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco;” (2Co 10:1 ACF)

• Em restaurar crentes mais fracos Gl 6:1. “Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” (Gl 6:1 ACF).

Podemos notar este espírito de mansidão nos grandes homens da Bíblia. Abraão deu a seu sobrinho Ló o direito de escolha, quando ele mesmo poderia ter escolhido as Campinas do Jordão. Isaque não brigou por causa dos poços que lhe foram tomados pelos pastores de Gerar. Davi, mesmo sendo ungido rei de Israel abriu mão de sua posição sendo perseguido por Saul. Moisés agüentou o povo murmurando durante quarenta anos na peregrinação do deserto.Você estaria disposto a submeter sua vontade à obra do Espírito Santo para que Ele desenvolva esta qualidade indispensável em sua vida? O preço será alto em termos de orgulho, poder e possessões, mas vale a pena sermos como Jesus: “Manso e humilde de coração”.Bem Aventurados os Mansos Entre todas as virtudes, parece que Jesus quis destacar duas: mansidão e humildade. Ele fez questão de dizer que devemos tomar o seu jugo e receber a sua doutrina ´porque eu sou manso e humilde de coração (Mt. 11.29).

“Como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,” (Ef 4:1-2 ACF)

Podemos notar este espírito de mansidão nos grandes homens da Bíblia. Abraão deu a seu sobrinho Ló o direito de escolha, quando ele mesmo poderia ter escolhido as Campinas do Jordão. Isaque não brigou por causa dos poços que lhe foram tomados pelos pastores de Gerar. Davi, mesmo sendo ungido rei de Israel abriu mão de sua posição sendo perseguido por Saul. Moisés agüentou o povo murmurando durante quarenta anos na peregrinação do deserto.Você estaria disposto a submeter sua vontade à obra do Espírito Santo para que Ele desenvolva esta qualidade indispensável em sua vida? O preço será alto em termos de orgulho, poder e possessões, mas vale a pena sermos como Jesus: “Manso e humilde de coração”. Bem Aventurados os Mansos Entre todas as virtudes, parece que Jesus quis destacar duas: mansidão e humildade. Ele fez questão de dizer que devemos tomar o seu jugo e receber a sua doutrina porque eu sou manso e humilde de coração (Mt. 11.29).

ALGUNS EXEMPLOS DE COMO MOSTRAR NOSSA MANSIDÃO
Primeiro, seja compreensivo, não exigente, com as pessoas que lhe prestam um favor.
Lemos em Fp 2.4,5: “Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha...” .
Vou lhe perguntar: Como você trata as pessoas que lhe prestam algum serviço? ...o balconista, o caixa do banco, a secretária? É indiferente, como se fizessem apenas parte da mobília do lugar?
Estão ali para prestar serviço, mas são pessoas! Cumprimente-as, dê-lhes um aperto de mão, um sorriso...
“Valorize as pessoas, elas não são descartáveis”. Seja manso! 

Mas em primeiro lugar, você tem de ser manso em casa.
A Bíblia diz em 1Pe 3.4 que as esposas devem se adornar com “um espírito manso e tranqüilo” – isso tem mais valor que qualquer roupa que vista ou perfume que passe no corpo! (a mansidão é um atributo atraente na mulher).
E na mesma página, a Bíblia diz aos maridos (1Pe 3.7): “Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações”.
Portanto, seja compreensivo, não exigente para com as pessoas que o servem e para com as que convivem com você.

Segundo, seja complacente, não crítico, com aqueles que erram.
Gl 6.1,2 diz: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaura-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado...”.
A tentação aqui pode ser muito bem a de ser crítico, de ser “mais santo do que o outro” e essa é a reação errada para com um irmão que está lutando contra o pecado.

Às vezes olhamos para os erros dos outros com lente de aumento e ficamos à dizer a mesma coisa que diz o lápis para o papel, quando quebra a ponta: “você vive me desapontando!” 
Rm 14.1: “Aceitem o que é fraco na fé...”.
Por que devemos nos esforçar para não ser críticos? Foi assim que Cristo nos tratou!
Rm 15.7 revela o seguinte: “...aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus”.

Terceiro, seja delicado com as pessoas que discordam de você, e não se sinta derrotado. 
É um fato da vida que você nunca poderá agradar a todo o mundo (você vai sempre conhecer pessoas que gostam de instigar, discutir e brigar).
Imagine ainda essa cena: - "Eu? Levar desaforo para casa? É ruim, hein! Mas nem morto! Você não me conhece!" - "Espere aí, você não é crente?" - "Sou, sou crente mas não tenho sangue de barata! Até lá na igreja mesmo, quando fazem alguma coisa que me provoca, eu solto os bichos!!!" - "Mas, irmão... - "Que irmão o quê! Me larga, me larga!!" 

Como você deve reagir diante dessas pessoas? ...você tem três alternativas: pode se calar, reagir com ira, ou responder com mansidão.
Se você se calar diante de pessoas briguentas, é como se dissesse à elas: “Está bem, seja como você quiser”. É a paz a qualquer preço, mas isto não compensa.
Se você reagir com ira, irá em frente, atacará seja quem for que fique contra a sua opinião; mas a ira é geralmente um sinal de insegurança – a pessoa se sente insegura, imagina que vai perder, então, pra compensar, fica irada.

Mas a terceira alternativa é responder com mansidão; é o método que Deus quer que você escolha.
Esse tipo de reação exige equilíbrio, mas é abençoado!
Pv 15.1 diz: “A resposta calma [branda] desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”. 

AS PELEJAS (discórdias)

PELEJAS (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

Meus amados, a luta pelo poder é algo bastante comum entre as pessoas neste mundo voltado para o eu e cheio de orgulho e soberba. Apesar de ser comum, o cristão não deve ser levado por essa busca ambiciosa, mais o triste é que muitos se envolvem nesta luta, e, pior ainda, é encontrar este sentimento dentro da igreja no que se refere a cargos, posições, serviços e ministérios. Jesus já afirmava em certa ocasião, quando os apóstolos “ensaiaram” uma disputa entre eles, que no reino de Deus as coisas não deviam ser assim (Mt 20:26-28).
Nosso assunto de hoje é justamente a respeito desta disputa pelo poder.

Quando verificamos o original grego, percebemos que a palavra para ‘peleja’ é “eritheiai” que é mais corretamente traduzida para a língua portuguesa como discórdias.

A palavra discórdia tem o mesmo sentido que desavença, divergência, desarmonia e discordância pensamentos. Esta tradução nos fornece uma melhor definição e diferenciação com relação à porfia.

Considerando o fato de que no momento em que existe desarmonia e divergências de pensamentos dentro da igreja sempre haverá uma busca por primazia por parte de alguém, as discórdias são acompanhadas pela ambição de poder e formação de partidos dentro da congregação. Aquele que busca a primazia busca também atrair outros após si mesmo.
Esta é uma das formas em que se manifesta o egoísmo e a soberba. De fato, no original grego o termo para discórdia dá sempre uma noção de luta pelo poder.

O Senhor Jesus orientou aos seus discípulos para que não houvesse entre eles qualquer espé-cie de luta por poder (Mc 9. 33-35).João, o apóstolo, viu-se em uma situação bastante difícil com um tal de Diótrefes que buscava o domínio da igreja ( III Jo. 9-11 ).

Uma das causas da formação de partidos na igreja de Corinto eram as discórdias e contendas entre os irmãos (I Co 1.11- 13). Existiam os “defensores de Apolo”, “os defensores de Jesus”, “os defensores de Paulo” e “os defensores de Pedro”.

Como vencer a carne 
Somente alguém que busca santidade vence a carne que nos assola diariamente. O homem santo vence a carne, a carnalidade, o pecado, porque sabe que não depende dele mesmo, mas de Deus. Vence porque vive os Princípios. As pessoas que vivem os Princípios não se deixam enganar pelas obras da carne. 

O homem que vive no espírito está em cobertura segura. Este livra sua rota da carne e se consolida no espírito. Precisamos de pessoas que tenham o Fruto do Espírito em suas vidas. Quem tem o Espírito Santo é transformado a ponto de as pessoas que caminham ao seu redor, também serem transformadas. 

Deus quer nos dar a bênção de não permitirmos que as obras da carne tenham mais poder do que o viver no espírito em nós. Viver em santidade, pelo Fruto do Espírito, é a garantia que temos de que viveremos para Deus, agradando-O em toda nossa forma de viver.///

Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.) 
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
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BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – Ser Manso e Humilde
Walter Pacheco da Silveira – Mansidão