domingo, 12 de fevereiro de 2017

A BONDADE QUE CONFERE VIDA


Pr. Adaylton de Almeida Conceição
Na lista de Galatas 5.22, uma das virtudes que consta é a BONDADE: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade”.
Efésios 2:10   “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
Palavra do grego para Bondade é Agathosune. Significa“benevolente” e “ o bom em ação”.
A pessoa mostra sua Agathosune, seu zelo pela bondade e verdade, mesmo repreendendo, corrigindo ou castigando. Podemos ver obvias diferenças nessas 2 palavras, mas as Escrituras provam que elas compartilham uma forte relação.
Mateus 10:16   “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas.“Vimos a qualidade da Gentileza associada a”inocência da pomba”.
Efésios 2:1-10“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. 3 - Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. 4 - Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 5 - Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; 7 - Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. 8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”.
Como uma faceta do fruto do Espírito, “chrestotes” indica amabilidade, afetuosidade, gentileza, delicadeza, suavidade, cortesia, brandura, carinho, meiguice, ternura e doçura no trato com as pessoas. Por meio da “chrestotes” o crente tem uma pré-disposição para ser agradável e para demonstrar sensibilidade, finura e educação no relacionamento com as pessoas. A pessoa que ama o próximo como a si mesmo (Mc 12.31) necessariamente deve evidenciar essa qualidade na sua vida.
No Novo Testamento Grego a palavra “chrestotes” ocorre dez vezes (Rm 2.4; 3.12; 11.22; 2Co 6.6; Gl 5.22; Ef 2.7; Cl 3.12 e Tt 3.4), sendo que só em Rm 11.22 ela ocorre três vezes. Em primeiro lugar, devemos entender que Deus é rico em “chrestotes” (Rm 2.4) e nos trata com “chrestotes”, ou seja, com amabilidade ou benignidade (Rm 11.22; Ef 2.7; Tt 3.4).
Uma qualidade à imagem de Deus
É natural sermos bondosos com aqueles de quem gostamos, como nossos parentes. Mas a bondade, que é uma qualidade divina, vai, além disso. Jesus disse que seu Pai celestial é benigno, ou bondoso, não só com aqueles que o amam, mas também “com os ingratos”. Jesus incentivou seus seguidores a imitar a Deus nesse respeito: ‘Vocês têm de ser perfeitos [ou completos], assim como o seu Pai celestial é perfeito.’ — Lucas 6:35; Mateus 5:48; Êxodo 34:6.
Essencial aos olhos de Deus
É interessante que, depois de falar sobre mostrar bondade a estranhos, o apóstolo Paulo disse: “Por meio dela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” Como você se sentiria se tivesse a oportunidade de hospedar anjos? Mas Paulo usou a expressão “sem o saberem”. O que ele quis dizer é que, se tivermos o hábito de mostrar bondade a outros, incluindo estranhos ou pessoas que não conhecemos bem, poderemos ser recompensados de maneiras inesperadas.
Pelo Espírito Santo, podemos produzir bondade, embora não sejamos bons.  
1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de Deus, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a Deus, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.  
2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade Deus nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de Deus que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.  
3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os judeus, porque se aplica completamente aos cristãos: “Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em Deus; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,  instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (....) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por qe abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (Romanos 2.17-23).
Bondade é uma virtude típica da pessoa que não mede esforços para levar o bem aos outros e nunca o mal. O bondoso sempre estende sua mão para alguém.A riqueza dessa virtude está no interesse de gerar dentro de si, o contínuo desejo de promover satisfação, alegria e bem estar a aqueles que estão a sua volta, não considerando para isso, nenhum tipo de atributo a aquele que irá receber, mas se importando apenas em favorecê-lo.
A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade. O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco.
A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia.
A bondade é uma virtude interior que inunda todas as ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por Jesus acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar.
Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida.
O fruto do Espírito Santo é bondade
A bondade é uma qualidade piedosa demonstrada por bons atos, necessários para glorificar a Deus. Mas não somos bons por nós mesmos e, por isso, a fim de praticar bons atos, devemos estar unidos a Cristo, como o ramo é um rebento da videira.
Pense nisto: Por que temos problema em nos descrever como sendo bons? Jesus declarou que só um é bom (veja Lc18:18, 19  - Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus). 
O que aconteceu com a criação de Deus, que a fruta, as flores ou o gatinho são bons, mas nós não somos bons? O que em nós é bom, e o que em nós não é bom? Recapitule Romanos 3:12-20  -  todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 
Que tipo de obra Deus espera que executemos depois de termos sido salvos por Ele?
Fomos salvos para BOAS obras. Esta é a palavra que vamos estudar hoje – a sexta qualidade do fruto do Espírito. Vamos lembrar a definição de Agathosune: o bom em ação. Não fomos chamados para somente uma disposição de Gentileza, ternura, afeição, mas somos energizados no caráter    para entrarmos dentro  do bom em atitude de bondade. especificamente Deus está dizendo : “Estamos aqui para fazer algo de bom do Reino em terreno carnal”. Somos salvos para cumprir essa missão que Deus nos atribuiu com antecedência.
Romanos 8: 29-30   “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou.”
Efésios 1: 5,11   “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade.” “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.”
O ABORTO
Não existe em todo o mundo, assunto mais controvertido do que a prática do aborto”. Ao considerarmos essa questão, é preciso questionar o que leva uma jovem a se arrepender de sua gravidez ao ponto de provocar o aborto.
O aborto, que é a interrupção espontânea ou provocada da gravidez, antes do tempo normal, na maioria das vezes, torna-se traumático para a mulher e a família, que nem sempre estão preparados para enfrentar “essa barra”. Porque, independente de quaisquer posições filosóficas, morais, religiosas, econômicas, etc., envolve riscos físicos e psicológicos inegáveis.
Hoje, os meios de comunicação mostram a liberação sexual como algo moderno. O objetivo é atingir a camada mais jovem da população, porque ela representa os consumidores em potencial. Em contrapartida, os jovens mais volúveis acabam seguindo caminhos não recomendados, aumentando as estatísticas da promiscuidade sexual.
No Brasil, o aborto é considerado crime, a não ser aqueles códigos previstos no código penal, quando é aplicado para fins terapêuticos e em casos de estupro. O aborto pode ser praticado por médico quando é o único recurso para evitar a morte da gestante.
O embrião é uma entidade distinta, uma vida humana individual, e não simplesmente um objeto exclusivo do corpo da Mãe”, como alguns defensores do aborto argumentam.
A Bíblia diz em Jeremias 1:5: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.”
Deus faz uma distinção
Desde a Criação, Deus fez uma distinção entre as diferentes formas de vida. Ele criou as plantas e os animais, e depois criou o homem. Este era claramente distinto das outras formas de vida pelo menos de duas maneiras: 1. o homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27), e 2. o homem foi colocado acima de todas as outras formas de vida que Deus tinha criado na terra (Gênesis 1:28-30). Isso incluiu o direito do homem matar e comer plantas e animais (Gênesis 1:29-30; 9:2-3). Observe que o homem mata com permissão. Podemos matar uma bananeira, um frango ou uma vaca porque Deus nos deu permissão para matá-los.
Deus não nos deu permissão para matar seres humanos. Enquanto ele usa governos humanos para punir os malfeitores, especialmente os assassinos (Romanos 13:1-7; Gênesis 9:6), ele nunca deu para nós o direito de matar seres humanos inocentes.

Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” (Gn4:9)
Esse tópico da Palavra do Senhor, destacado do Livro de Gênesis, traduz o primeiro homicídio da História. Poucas pessoas não sabem dele, ainda que não conheçam de perto ou com certa profundidade a Palavra.
Ainda, no Velho Testamento, sobressai o mandamento (determinação de Deus, a que se chama Lei de Moisés): “Não matarás.” (Êx20:13)
Outras passagens do Velho Testamento falam sobre o pecado de matar, porém, na essência, todas decorrem da máxima referida.
Assim, conviveu o mundo antigo com a prescrição legal de Moisés, exteriorizada nas duas tábuas da lei. Ocorre que, na verdade, a sociedade dos judeus e de outros povos a ela não deram a mínima.
O Novo Testamento, relatado no início da Era Cristã, diferentemente, foi bem mais além, conforme se vê dos ensinamentos de Jesus Cristo:
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas quem assassinar estará sujeito a juízo. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a juízo; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar Tolo estará sujeito ao inferno de fogo.” (Mt 5:21-22)
CONCLUSÃO:
Devemos ser gentis com àqueles que estão a nossa volta, principalmente com os nossos irmãos na fé ( Gl 6.9,10). A bondade deve ser estimulada entre os cristãos ( Hb 10.24); não basta apenas ser benigno, mais sim, colocar em prática a nossa disposição em fazer o bem; muitos ficam apenas na vontade!
O homem bondoso receberá a benção do Senhor ( Pv 22.9 ).///
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Cirilo Veloso Moraes - O verdadeiro significado da bondade.

Israel Belo de Azevedo – Bondade como fruto do Espírito Santo.

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