terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

FIDELIDADE, FIRMES NA FE

Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um senti-mento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.
Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.
De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.
No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência. A fé é também sinônimo de religião ou culto. Por exemplo, quando fala-mosda fé cristã ou da fé islâmica.
A fé cristã implica crer na Bíblia Sagrada, na palavra de Deus, e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado de Deus. Na Bíblia há inúmeras referências ao comportamento do cristão que age com fé. Uma das frases sobre o tema afirma que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1).
Os principais elementos da “fé” em sua relação com o Deus invisível, distinta da “fé” no homem, estão especialmente englobados no uso desse substantivo e do verbo correspondente, pisteuo; sendo eles (1) uma firme convicção, que produz um reconhecimento pleno da revelação ou da verdade de Deus, por ex., 2 Tes. 2:11,12; (2) uma entrega pessoal a Ele, João 1:12; (3) uma conduta inspirada por essa entrega, 2 Co. 5:7.
FIDELIDADE
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gálatas 6:9).
O fruto do Espírito conhecido como fidelidade fala de persistência, firmeza de propósito, especialmente quando o caminho é árduo.
Fidelidade inclui firme lealdade, submissão inabalável; persistência, sugere liberdade da incerteza; firmeza envolve tal submissão aos princípios ou propósitos que não sejam abandonados, e resolução que destaca determinação sem vacilar.
No entanto, “fé” e “fidelidade” embora estejam bem próximas, não é a mesma coisa. A fé é aquele poder indefinível, dom de Deus, pelo qual podemos crer em uma realidade que ainda permanece invisível. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11:1). Fidelidade, em contraste, é o funcionamento desse sistema de crenças interiores. Quando temos fé em Deus, agimos com fidelidade. Os atos de fidelidade são a demonstração de nossa fé e as linhas que dão coesão ao nosso sistema de crenças e comportamento.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas acreditam, erroneamente, que ser bom é ser fraco. Mas, tal virtude revela um caráter maduro e forte, leal a Deus e ao próximo. Como discípulos de Jesus, nosso exemplo maior de bondade, precisamos evidenciar nossa afabilidade por intermédio de ações e palavras. Não basta apenas dizer que é bondoso, as pessoas precisam ver esse aspecto do fruto do Espírito em suas palavras e ações, em seu dia a dia. Fidelidade, firmes na Fé.
No inicio da conversão, muitos desenvolvem uma fé inabalável, revelando sua fidelidade ao Senhor. Mas com o passar dos anos, diante das muitas dificuldades, os crentes vão esmorecendo na fé e comprometendo a sua fidelidade para com o Senhor. Não podemos nos esquecer que precisamos permaneceríeis até o fim (Ap 2.10). É preciso perseverar! Vivemos tempos difíceis e somente um coração fiel a Deus e a sua Palavra pode nos livrar das heresias e da apostasia.
ARGUMENTO TEOLÓGICCO
A fidelidade como fruto do Espírito tem muito a ver com a moral e ética crista. Esse fruto abençoado coloca o padrão cristão no nível de responsabilidade em palavras e ação. Houve um tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor, e um aperto de mão era tão bom quanto um contrato assinado. Isto não parece ser verdade em nossos dias. Mas o homem que anda com Deus é diferente, porque nele está o fruto que é lealdade, honestidade e sinceridade. O Espírito Santo sempre concede poder para o cristão ser um homem de palavra.
A fidelidade como fruto do Espírito nos torna leais a Deus, leais a nossos companheiros, amigos, colegas de trabalho, empregados e empregadores. O homem leal apoiará o que é certo mesmo quando for mais fácil permanecer calado. Ele é leal quer esteja calado. Ele é leal quer esteja sendo observado, quer não. Este princípio é ilustrado em Mateus 25.14-30. Os servos que eram fiéis e fizeram como foram instruídos mesmo na ausência do senhor foram elogiados e recompensados.
Princípios de Fidelidade Objetivo
Combinar os termos identificadores com os princípios de fidelidade. Lemos no texto de Romanos 5:1-2: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual, também, temos entrada, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes...”. Posto isto, a fé o fundamento da fidelidade e das outras virtudes que fazem parte do fruto do Espírito. Anova vida que temos em Cristo deve caracterizar-se pela fidelidade e pela sinceridade em contraste com a antiga vida pecaminosa. Vamos estudar agora alguns importantes princípios da fidelidade. Esses princípios devem moldar o estilo de vida do crente, atingindo todos os seus relacionamentos.1. A fidelidade e o amor. Diz Gálatas 5:6: “Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma; mas, sim, a fé que opera por amor”. A fé como alicerce requer o amor para que se expresse e opere. Da mesma maneira que marido e mulher provam o seu amor mútuo pela sua fidelidade um ao outro, assim também provamos o nosso amor a Deus pela nossa fidelidade à Sua Palavra e à Sua vontade.
Precisamos entender o significado da palavra fé.Examinemos, portanto, os seus aspectos
- A fé natural. Todo homem nasce com uma fé natural, relacionada simplesmente ao raciocínio humano. Quando embarcamos em um avião, precisamos acreditar que o avião está em condições mecânicas suficientes para o voo, e que o piloto possui o treinamento e a aptidão necessária para conduzir o avião. Exercemos esta fé em nosso cotidiano de variadas formas. Sendo assim, podemos crer em Deus, sem, contudo, relacionarmo-nos com Ele.
-A fé salvífica. É concedida a nós quando ouvimos a Palavra de Deus ungida pelo Espírito Santo (Romanos 10.17/ Efésios 2.8,9). Diante disso, fundamentados nesta fé, devemos confessar nossos pecados e aceitar o dom da salvação divina (Atos 16.30,31).
-A fé ativa. Depois que aceitamos a Cristo, alcançamos uma fé duradoura, ou seja, uma crença firme e resoluta em Deus. Mediante esta, permanecemos confiando em Deus independentemente das circunstâncias. A fé viva impede-nos de sermos vencidos pelas provações (2 Coríntios 4.13).
-O dom espiritual da fé. É outorgado à igreja de forma sobrenatural como apraz ao Espírito Santo (1Co 12.9). Esta fé manifesta-se na igreja através de milagres, curas e outras demonstrações de poder do Espírito de Deus. É a fé divina mediante um dos dons do Espírito Santo, operando no homem (confere: Marcos 16.17,18).
-O fruto da fé (fidelidade). Diferente do dom, esta fé cresce dentro de nós (2 Coríntios 10.15/ 2 Tessalonicenses 1.3). Jesus mencionou-a em Marcos 11.22: “Tende fé em Deus”. Esta é a fé revelada num caráter íntegro e santificado segundo a Palavra de Deus.
-A fé como crença. Aquilo que é crido ou o conteúdo de uma crença é chamado de fé pessoal (At 6.7). Nesta passagem, os sacerdotes aceitaram a doutrina do Evangelho; que passou a ser a sua fé; seu modo de crer em Deus.
Há alguns princípios importantes relacionados à fidelidade. Estes devem moldar o estilo de vida do cristão e nortear seus relacionamentos.
A fé, como fundamento, requer amor para expressar-se e manter-se ativa (Gálatas 5.6). Da mesma forma que os cônjuges demonstram seu amor um pelo outro mediante a fidelidade, provamos o nosso amor a Deus por meio da fidelidade à Sua Palavra e à Sua vontade.
A fé nos mantém na presença de Deus.
Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hb 11.6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de Seu Filho para buscar os Seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (1Co 1.9).
A fé nos mantém fiéis ao Criador.
Quando o homem consegue desenvolver a fé do fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lc 9.23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos colocam debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hb 10.22-23).
A fé nos garante a vitória do arrebatamento.
Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (1Pe 1.6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (1Co 15.58).
A fidelidade de Deus e a mídia.
Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Rm 12.2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (At 2.40; Tt 2.12; Hb 3.12-13; Tg 4.4; 1Pe 1.13-15).
A fidelidade e o sofrimento.
A fidelidade inclui o sofrer por Cristo e com Cristo. Quanto a isso, a fidelidade está intimamente associada à persistência ou resistência, que já estudamos na lição anterior. A Epístola aos Hebreus foi escrita numa época em que os cristãos estavam sob feroz perseguição. Num ambiente assim é que a nossa fé é realmente provada. Em Hebreus 6:12, os elementos da fidelidade e da resistência no sofrimento são destacados: “Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas”. A fidelidade é fruto do Espírito, sendo capaz de resistir firme sob quaisquer circunstâncias.
A fidelidade e os nossos votos.
A fidelidade como fruto do Espírito muito tem a ver com a moral e a ética cristã. Este bendito fruto faz com que o padrão cristão se caracterize pela responsabilidade nas ações e nas palavras. Já houve tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor; quando um aperto de mão valia tanto como um contrato escrito. Infelizmente isso não acontece muitas vezes, nos nossos dias. Porém,o homem que anda na presença de Deus precisa de ser diferente, pois nele manifesta-se o fruto do Espírito, que também envolve a lealdade, a honestidade e a sinceridade. O Espírito Santo confere o Seu poder ao crente para que ele seja fiel à palavra empenhada – alguém que cumpre os seus votos. Diz Eclesiastes 5:5: “Melhor é que não votes do que votes e não pagues”.
IDOLATRIA
Eu sou o Senhor; este é o meu nome a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvor à imagens de escultura” Isaias 42 :8
O que Deus diz sobre idolatria?
A idolatria ofende a Deus. Tudo que toma o lugar de Deus em nossa vida é idolatria. Só Deus merece adoração. O segundo mandamento proíbe a idolatria (Deuteronômio 5:8-10).
Os povos vizinhos de Israel adoravam ídolos, que são imagens de deuses. Eles acreditavam que os deuses moravam dentro das imagens e que podiam ser manipulados com rituais e sacrifícios. Muitos israelitas adotaram os ídolos e os rituais idólatras desses povos (Juízes 2:11-12).
Mas a Bíblia diz que só há um Deus, que é espírito e não pode ser representado por imagens nem objetos criados por homens (João 4:24). Deus não mora dentro de estátuas nem pode ser manipulado. Não existem outros deuses; quem acredita neles acredita em uma mentira.
Os Querubins da Arca
A Passagem Bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da arca da aliança (Êx. 25:18-20), advogada pelo teólogos romanistas para justificar a prática idólatra, não se reveste de sustento algum.
Porque não existe na Bíblia nenhuma passagem sequer que mostre um Israelita dirigindo as suas orações aos querubins. O propiciatório era a figura da redenção de Cristo (Hb. 9:5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de esculturas no meio do altar (Êx. 20:4-5; Dt. 5:8-9), Jesus disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.” (Mt. 4:10). O Anjo disse a João: “Adora somente a Deus” (Ap. 19:10; 22:9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At. 10:25-26)
Os idólatras não entrarão no Céu.
Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”I Co 06:09-10 -
O que é heresia?
Heresia é ensinamento desviado da Palavra de Deus, em outras palavras: facção que é obra da carne (Gl5:20). Herege é um termo usado na Bíblia para se referir ao indivíduo ou grupos que, deixando a sã doutrina do Senhor, preferem andar teimosamente segundo o seu próprio pensamento e interpretação abraçando erros doutrinários. Nas epístolas do N.T. nos é recomendado evitar tais homens, porque não passam de falsos irmãos (2Co 11:13). Preste atenção na mensagem abaixo:
Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade” (2Pe 2:1-2)
O perigo da heresia
Desde os tempos bíblicos, os pensamentos e costumes mundanos procuram se misturar à doutrina do SENHOR. Por isso, observamos que um terço das mensagens do Novo Testamento está relacionado ao combate às heresias. A igreja de Deus, cheia do Espírito Santo, precisa vigiar e defender a sua fé perante as heresias que constantemente ameaçam a sã doutrina recebida pelo Senhor.
Cuidado que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas,conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2:8)
CONCLUSÃO - Alcançamos misericórdia para sermos fiéis (1 Coríntios 7.25). A salvação de Jesus nos põe na fidelidade a Ele e nos mantém firmes na obediência à Sua Palavra.
A fidelidade nos envolve pessoalmente e em nosso relacionamento com Deus. Fiel é quem não duvida de Deus. Fiel é quem não começa com o Espírito e segue a procissão da carne. Fiel é quem começa com Deus e continua caminhando com Ele (Apocalipse 17.14).
Sejamos fiéis até a morte para alcançarmos a Coroa da Vida (Apocalipse 2.10).///
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Anderson Quadros – Mensagens Bíblicas
Josaphat Batista – Fidelidade
Carlos Roberto Martins de Souza – Idolatra, eu?

Jefferson Montanha – O que é idolatria?

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A PREGAÇÃO DE PEDRO

Atos dos apóstolos capítulo 2
       A pregação de Pedro inspirado por Deus, continua tão forte nos dias de hoje trazendo uma alerta a todo pecador. Assim, convido o prezado leitor a meditar nesta mensagem e dar ouvido ao convite de Cristo para a salvação. Alguns textos estão em destaque para destacar a sua importância. 
1 E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;

2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?

8 Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?

9 Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,

10 E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

11 Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

12 E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

14 Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:

17 E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos;

18 E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;

19 E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo.

20 O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor;

21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

22 Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;

23 A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;

24 Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela;

25 Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido;

26 Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança;

27 Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção;

28 Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo.

29 Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.

30 Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono,

31 Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.

32 Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.

33 De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz:Disse o Senhor ao meu Senhor:Assenta-te à minha direita,

35 Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.

36 Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

37 E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?

38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

40 E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,

42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.

45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.

46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

A BONDADE QUE CONFERE VIDA


Pr. Adaylton de Almeida Conceição
Na lista de Galatas 5.22, uma das virtudes que consta é a BONDADE: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade”.
Efésios 2:10   “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
Palavra do grego para Bondade é Agathosune. Significa“benevolente” e “ o bom em ação”.
A pessoa mostra sua Agathosune, seu zelo pela bondade e verdade, mesmo repreendendo, corrigindo ou castigando. Podemos ver obvias diferenças nessas 2 palavras, mas as Escrituras provam que elas compartilham uma forte relação.
Mateus 10:16   “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas.“Vimos a qualidade da Gentileza associada a”inocência da pomba”.
Efésios 2:1-10“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. 3 - Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. 4 - Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 5 - Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; 7 - Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. 8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”.
Como uma faceta do fruto do Espírito, “chrestotes” indica amabilidade, afetuosidade, gentileza, delicadeza, suavidade, cortesia, brandura, carinho, meiguice, ternura e doçura no trato com as pessoas. Por meio da “chrestotes” o crente tem uma pré-disposição para ser agradável e para demonstrar sensibilidade, finura e educação no relacionamento com as pessoas. A pessoa que ama o próximo como a si mesmo (Mc 12.31) necessariamente deve evidenciar essa qualidade na sua vida.
No Novo Testamento Grego a palavra “chrestotes” ocorre dez vezes (Rm 2.4; 3.12; 11.22; 2Co 6.6; Gl 5.22; Ef 2.7; Cl 3.12 e Tt 3.4), sendo que só em Rm 11.22 ela ocorre três vezes. Em primeiro lugar, devemos entender que Deus é rico em “chrestotes” (Rm 2.4) e nos trata com “chrestotes”, ou seja, com amabilidade ou benignidade (Rm 11.22; Ef 2.7; Tt 3.4).
Uma qualidade à imagem de Deus
É natural sermos bondosos com aqueles de quem gostamos, como nossos parentes. Mas a bondade, que é uma qualidade divina, vai, além disso. Jesus disse que seu Pai celestial é benigno, ou bondoso, não só com aqueles que o amam, mas também “com os ingratos”. Jesus incentivou seus seguidores a imitar a Deus nesse respeito: ‘Vocês têm de ser perfeitos [ou completos], assim como o seu Pai celestial é perfeito.’ — Lucas 6:35; Mateus 5:48; Êxodo 34:6.
Essencial aos olhos de Deus
É interessante que, depois de falar sobre mostrar bondade a estranhos, o apóstolo Paulo disse: “Por meio dela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” Como você se sentiria se tivesse a oportunidade de hospedar anjos? Mas Paulo usou a expressão “sem o saberem”. O que ele quis dizer é que, se tivermos o hábito de mostrar bondade a outros, incluindo estranhos ou pessoas que não conhecemos bem, poderemos ser recompensados de maneiras inesperadas.
Pelo Espírito Santo, podemos produzir bondade, embora não sejamos bons.  
1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de Deus, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a Deus, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.  
2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade Deus nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de Deus que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.  
3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os judeus, porque se aplica completamente aos cristãos: “Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em Deus; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,  instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (....) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por qe abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (Romanos 2.17-23).
Bondade é uma virtude típica da pessoa que não mede esforços para levar o bem aos outros e nunca o mal. O bondoso sempre estende sua mão para alguém.A riqueza dessa virtude está no interesse de gerar dentro de si, o contínuo desejo de promover satisfação, alegria e bem estar a aqueles que estão a sua volta, não considerando para isso, nenhum tipo de atributo a aquele que irá receber, mas se importando apenas em favorecê-lo.
A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade. O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco.
A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia.
A bondade é uma virtude interior que inunda todas as ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por Jesus acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar.
Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida.
O fruto do Espírito Santo é bondade
A bondade é uma qualidade piedosa demonstrada por bons atos, necessários para glorificar a Deus. Mas não somos bons por nós mesmos e, por isso, a fim de praticar bons atos, devemos estar unidos a Cristo, como o ramo é um rebento da videira.
Pense nisto: Por que temos problema em nos descrever como sendo bons? Jesus declarou que só um é bom (veja Lc18:18, 19  - Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus). 
O que aconteceu com a criação de Deus, que a fruta, as flores ou o gatinho são bons, mas nós não somos bons? O que em nós é bom, e o que em nós não é bom? Recapitule Romanos 3:12-20  -  todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 
Que tipo de obra Deus espera que executemos depois de termos sido salvos por Ele?
Fomos salvos para BOAS obras. Esta é a palavra que vamos estudar hoje – a sexta qualidade do fruto do Espírito. Vamos lembrar a definição de Agathosune: o bom em ação. Não fomos chamados para somente uma disposição de Gentileza, ternura, afeição, mas somos energizados no caráter    para entrarmos dentro  do bom em atitude de bondade. especificamente Deus está dizendo : “Estamos aqui para fazer algo de bom do Reino em terreno carnal”. Somos salvos para cumprir essa missão que Deus nos atribuiu com antecedência.
Romanos 8: 29-30   “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou.”
Efésios 1: 5,11   “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade.” “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.”
O ABORTO
Não existe em todo o mundo, assunto mais controvertido do que a prática do aborto”. Ao considerarmos essa questão, é preciso questionar o que leva uma jovem a se arrepender de sua gravidez ao ponto de provocar o aborto.
O aborto, que é a interrupção espontânea ou provocada da gravidez, antes do tempo normal, na maioria das vezes, torna-se traumático para a mulher e a família, que nem sempre estão preparados para enfrentar “essa barra”. Porque, independente de quaisquer posições filosóficas, morais, religiosas, econômicas, etc., envolve riscos físicos e psicológicos inegáveis.
Hoje, os meios de comunicação mostram a liberação sexual como algo moderno. O objetivo é atingir a camada mais jovem da população, porque ela representa os consumidores em potencial. Em contrapartida, os jovens mais volúveis acabam seguindo caminhos não recomendados, aumentando as estatísticas da promiscuidade sexual.
No Brasil, o aborto é considerado crime, a não ser aqueles códigos previstos no código penal, quando é aplicado para fins terapêuticos e em casos de estupro. O aborto pode ser praticado por médico quando é o único recurso para evitar a morte da gestante.
O embrião é uma entidade distinta, uma vida humana individual, e não simplesmente um objeto exclusivo do corpo da Mãe”, como alguns defensores do aborto argumentam.
A Bíblia diz em Jeremias 1:5: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.”
Deus faz uma distinção
Desde a Criação, Deus fez uma distinção entre as diferentes formas de vida. Ele criou as plantas e os animais, e depois criou o homem. Este era claramente distinto das outras formas de vida pelo menos de duas maneiras: 1. o homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27), e 2. o homem foi colocado acima de todas as outras formas de vida que Deus tinha criado na terra (Gênesis 1:28-30). Isso incluiu o direito do homem matar e comer plantas e animais (Gênesis 1:29-30; 9:2-3). Observe que o homem mata com permissão. Podemos matar uma bananeira, um frango ou uma vaca porque Deus nos deu permissão para matá-los.
Deus não nos deu permissão para matar seres humanos. Enquanto ele usa governos humanos para punir os malfeitores, especialmente os assassinos (Romanos 13:1-7; Gênesis 9:6), ele nunca deu para nós o direito de matar seres humanos inocentes.

Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” (Gn4:9)
Esse tópico da Palavra do Senhor, destacado do Livro de Gênesis, traduz o primeiro homicídio da História. Poucas pessoas não sabem dele, ainda que não conheçam de perto ou com certa profundidade a Palavra.
Ainda, no Velho Testamento, sobressai o mandamento (determinação de Deus, a que se chama Lei de Moisés): “Não matarás.” (Êx20:13)
Outras passagens do Velho Testamento falam sobre o pecado de matar, porém, na essência, todas decorrem da máxima referida.
Assim, conviveu o mundo antigo com a prescrição legal de Moisés, exteriorizada nas duas tábuas da lei. Ocorre que, na verdade, a sociedade dos judeus e de outros povos a ela não deram a mínima.
O Novo Testamento, relatado no início da Era Cristã, diferentemente, foi bem mais além, conforme se vê dos ensinamentos de Jesus Cristo:
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas quem assassinar estará sujeito a juízo. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a juízo; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar Tolo estará sujeito ao inferno de fogo.” (Mt 5:21-22)
CONCLUSÃO:
Devemos ser gentis com àqueles que estão a nossa volta, principalmente com os nossos irmãos na fé ( Gl 6.9,10). A bondade deve ser estimulada entre os cristãos ( Hb 10.24); não basta apenas ser benigno, mais sim, colocar em prática a nossa disposição em fazer o bem; muitos ficam apenas na vontade!
O homem bondoso receberá a benção do Senhor ( Pv 22.9 ).///
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
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BIBLIOGRAFIA
Cirilo Veloso Moraes - O verdadeiro significado da bondade.

Israel Belo de Azevedo – Bondade como fruto do Espírito Santo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

DOIS CAMINHOS

O CURSO DESTE MUNDO
Efésios 2

1 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;

3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

11 Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;

12 Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.

13 Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,

15 Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;

18 Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;

20 Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;

21 No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.

22 No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

O NOVO E VIVO CAMINHO
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,
Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,
E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,
Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. Hebreus 10:19-23.

DOIS CAMINHOS
DOIS DESTINOS
DOIS TIPOS DE ESPIRITO
DUAS MULTIDÃO

VOCÊ ESCOLHE, OUVIR O ESPÍRITO SANTO OU O ESPÍRITO QUE AGE SOBRE OS FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA, ANDAR COM OS QUE SEGUEM A CRISTO OU OS QUE SEGUEM O DEUS DESTE SÉCULO, IR PARA O CÉU PELO NOVO E VIVO CAMINHO QUE É CRISTO OU PERMANECER NO CAMINHO QUE LEVA A PERDIÇÃO.



Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Apocalipse 3:20-22.  

         Prezado leitor, não siga o caminho dos seguem o curso deste mundo e indiferentes ao Evangelho. Se você ainda não mudou, mude agora o curso de sua vida, conheça a verdade, entre pelo novo e vivo caminho que é Jesus Cristo o Salvador. Saia já da multidão dos que seguem o curso deste mundo e que são dominado por satanás. Neles permanece a ira de Deus por causa da rejeição, indiferença e desobediência a Deus. É isso, que Deus abra seu entendimento e que você entregue seus caminhos e a direção de sua vida ao controle do Espirito de Deus. Deus lhe abençoe.

PACIÊNCIA: EVITANDO AS DISSENSÕES


De acordo com a versão eletrônica do dicionário Caldas Aulete, a palavra paciência significa “virtude que consiste em suportar os males e incômodos sem reclamar, sem se revoltar ou irritar; resignação; saber esperar com calma; qualidade ou comportamento de quem não desiste nem desanima ; perseverança”.
Calma é algo raro neste início do século XXI, especialmente nas mais populosas cidades brasileiras. É exatamente o contrário da prática habitual no trânsito, nos conflitos conjugais e nas relações interpessoais em geral. E até mesmo na vida de alguns cristãos, a paciência é uma atitude em desuso.
É fácil não desistir nem desanimar quando as circunstâncias da vida são boas. Contudo, muitas pessoas vêm, paulatinamente, irritando-se com facilidade em qualquer situação adversa. Uma situação ruim no trânsito, ainda que corriqueira, causa revolta. Algo desagradável no ambiente de trabalho provoca reclamação e insatisfação.
O apóstolo Paulo afirma: “e não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5:3–5).
O CRISTÃO, A PACIENCIA E SUA RELAÇÃO COM DEUS
A nossa paciência depende da qualidade da nossa relação pessoal com Deus. A Bíblia diz em Apocalipse 14:12. “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Os cristãos são pacientes uns com os outros. A Bíblia diz em Efésios 4:2 “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.”
Algumas coisas foram criadas para agirmos sem paciência, por exemplo: microondas (um eletrodoméstico que prepara refeições prontas em minutos), o celular que podemos nos comunicar com pessoas em questão de segundos e em qualquer lugar do mundo, a internet e outras coisas mais.
Quando tudo está indo do jeito que queremos, é fácil demonstrar paciência. O verdadeiro teste de paciência aparece quando nossos direitos são violados; quando o carro esporte nos corta no trânsito; quando um grupo de adolescentes estão se comportando de forma inadequada; quando o nosso colega de trabalho ridiculariza a nossa fé mais uma vez. Algumas pessoas acham que têm o direito de ficar chateadas quando enfrentando irritações e provações. Impaciência é quase como uma ira justa. A Bíblia, no entanto, fala de paciência como um fruto do Espírito (Gálatas 5:22), o qual deve ser produzido por todos os Cristãos (1 Tessalonicenses 5:14). Paciência revela nossa fé no fato de que Deus sabe qual o melhor tempo para tudo e que Ele é onipotente e amoroso.
É claro que paciência não acontece da noite para o dia na vida de um crente. O poder e a bondade de Deus são muito importantes para o desenvolvimento da paciência em Seus filhos. Colossenses 1:11 nos diz que somos fortalecidos, “segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo”, enquanto Tiago 1:3-4 nos encoraja a saber que provações são a forma que Deus usa para aperfeiçoar nossa paciência. Nossa paciência se desenvolve e fortalece ainda mais quando descansamos na perfeita vontade de Deus e no Seu tempo, mesmo quando à face de homens perversos: “Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos” (Salmo 37:7). No fim das contas, nossa paciência é recompensada: “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:7-8). “Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lamentações 3:25).
A PACIÊNCIA NOS AJUDA A ATINGIRMOS NOSSOS OBJETIVOS
Diz a bíblia, Eis que temos por felizes os que perseveram firmes, tendes ouvido a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu. (Tiago 5.11)
O maior exemplo bíblico de paciência foi Jó, a paciência dele fez o Senhor abençoá-lo para que ele atingisse o seu objetivo, você pode até querer debater: Ser paciente? Você está louco? Eu tenho pressa? Pouco tempo? Eu estou impaciente demais para praticar a paciência?
Quando somos pacientes adotamos uma visão de longo prazo, a paciência nos faz ter poder de persuasão para vermos importantes decisões mudarem, todos aqueles que desejam alcançar seus objetivos devem ser pacientes, considere alguns dos versículos bíblicos sobre este tema.
Mas se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.” (Romanos 8.25)
A IMPACIENCIA
Abraão e Sara. Deus prometeu a Abraão que ele teria descendentes tão numerosos quanto as estrelas (Gênesis 15: 1-6). Isso apesar do fato de que Abraão e sua esposa Sara serem incapazes de ter filhos, e estarem velhos demais para ter filhos, no momento da sua promessa. No entanto, sabemos que Abraão crer em Deus, e Deus representou a ele com justiça, apesar deste fato (Gênesis 15: 5-6). Deus reforçando a promessa ao longo de vários anos, como a promessa não foi cumprida de imediato, Sara sua esposa sugeriu que Abraão tivesse um filho com sua serva Agar (Gênesis 16). Abraão aceitou seu conselho e a criança resultante e foi Ismael. Foi só muitos anos depois que o a promessa de Deus foi cumprida, quando Abraão tinha 100 anos de idade e Sara tinha 99 anos de idade que a promessa foi cumprida com o nascimento de Isaac através de Sara ( Gênesis 17:15 ; Gênesis 21: 1-8).
 Porque Isaac era o filho da promessa, não Ismael, causou conflitos no lar, porque a herança de Abraão foram para Isaac. As consequências dessa precipitação continuam até hoje, através dos descendentes de Ismael (árabes) e os descendentes de Isaac (judeus), eles continuam a lutar sobre quem deve possuir terras na região da Palestina.
Paciência de Jó
Jó foi provavelmente, o mais conhecido como uma pessoa de paciência e fé na Bíblia. Na verdade, o ditado "paciência de Jó" ou “fé de Jó” é comum de se ouvir em alguns círculos, quando se fala de alguém com paciência e fé. Um breve resumo do livro de Jó nos mostra que Deus considerava Jó um homem que era perfeito e justo em todas as suas formas (Jó 1: 1-8; Jó 2: 3). O demônio tenta fazer com que Jó perca sua fé em Deus, lhe tirando tudo que possuía, Deus permite que Satanás testa-se Jó, atacando a vida de Jó, e de sua família. O ataque de Satanás foi tão cruel que a sua mulher e seus amigos lhe disseram que ele deveria amaldiçoar a Deus. Apesar disso, Jó repreendeu a sua própria mulher, e se recusou a amaldiçoar a Deus (Jó 2: 9-10).
Ao longo do livro de Jó, vemos que na procura de respostas, de por que isso tinha acontecido com ele. Seus amigos tentaram aconselhá-lo, mas, seus conselhos foram um pouco contraditórios, e acusaram Jó de merecer o que lhe tinha acontecido. Mas Jó teve paciência e acreditou em Deus, e Deus abençoou abundantemente Jó.
O exemplo do agricultor
O apóstolo Paulo, na unção do Espírito Santo, falando à Timóteo sobre a espera, exemplifica-a com o agricultor; à respeito da dedicação, usa o atleta como exemplo; sobre a entrega, seu exemplo é o soldado e faz observações tão importantes, e nos ensina que precisamos abraçar, vivenciar e praticar estas coisas. Sobre a espera, lembra-nos do agricultor, porque ninguém entende melhor de paciência e espera do que ele. Em seu trabalho, primeiro prepara a terra, depois lança a semente e depois pacientemente começa a esperar – o sol, a chuva, o crescimento, o tempo da colheita. Temos uma parte a fazer e depois esperamos que Deus faça a d’Ele.
É muito difícil encontrar alguém que espera pacientemente. Muitos desistem de esperar e vão embora e às vezes a benção, a resposta de Deus chega e a pessoa não está mais lá; mudou de idéia; mudou de opinião; reformulou o seu pedido. Deus não fez, ela mesma o fez; Deus não orientou, ela se orientou; Deus não deu, ela “se arranjou” de outra forma; não esperou porque esperar é difícil. Se uma pessoa não aprender a esperar, vai aprender rapidamente a desesperar, o que é muito pior.
A Bíblia fala com detalhes que Deus é longânimo (2 Pe 3.9). Ele não é afobado, nem precipitado. Não tem pressa e nem corre atrás do sucesso como se não fosse dar tempo. Deus é calmo, sereno e tranquilo porque quer que todos se salvem. Se Deus é longânimo, temos que aprender a esperar no Senhor com paciência (veja Lc 21.17).
DISSENSÕES NO CORPO DE CRISTO
Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós I Co 1.11.

Dissensões, discórdias e divergências se encontram em todos os seguimentos da sociedade, elas acontecem pelas diferenças existentes nos indivíduos, eles são diferentes em número, gênero e grau, mesmo assim temos a possibilidade de nos relacionar bem uns com os outros, embora isso dependa de outros fatores, bem como o reconhecimento dos valores sociais. O ser humano é o único que não consegue viver em sociedade sem conflitos, pois os problemas estão presentes em lugares que jamais pensaríamos que houvesse “na igreja”. Paulo recebeu informações que na igreja de Corinto havia algumas questões a serem resolvidas, inclusive grupos de cristãos disputando liderança (I Co 1.12).

O espírito mundano causa dissensões nas igrejas
E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem, tão-pouco, ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais, e não andais segundo os homens” (I Corintios 3.1-3)
Nesta revelação dada por Paulo, os coríntios que não faltava nenhum dom, tinham pessoas que ainda eram carnais, que ainda estavam andando segundo o mundo, e isso tudo estava acontecendo na igreja em corinto que foi edifica na rocha onde Paulo foi o arquiteto ministrando o verdadeiro evangelho, mas Paulo não ficou calado, mostrou na cara deles seus erros; ele não falou assim, vou deixar com DEUS como muitos afirmam. Mas hoje porque não se pode fazer o que Paulo fez?
Orgulho e inveja causam divisão
Nenhuma carta do Novo Testamento fala mais sobre divisão do que 1 Coríntios. As facções na igreja coríntia eram o resultado de comportamentos carnais de pessoas que estavam mais preocupadas com suas próprias reputações e influências do que estavam com o povo de Deus (leia cuidadosamente 1 Coríntios 3:1-17). Quando os homens são apanha-dos na carnalidade de tentar mostrar que nossas igrejas são maiores do que as igrejas deles, que nossos projetos são melhores do que os projetos deles e que nossos pregadores são mais eloquentes do que os pregadores deles, as contendas são inevitáveis. Se pensarmos que somos maiores e melhores, seremos dominados pelo orgulho.
Como os crentes de Corinto, constantemente nos achamos em luta contra dois inimigos: o mundanismo e a carnalidade. O primeiro é exterior, e o segundo, interior. Os coríntios raramente os venciam; frequentemente sucumbiam a ambos. Em consequência, cometiam sérios pecados, um após outro. Quase toda a primeira epístola visa identificá-los e corrigi-los.
O pecado das divisões na igreja coríntia foi acompanhado de outros pecados, pois estão sempre inter-relacionados. Não existe pecado isolado – um leva a outro, e o segundo reforça o primeiro. Cada pecado é uma combinação de pecados. A primeira epístola aos coríntios confirma essa realidade e nos exorta a cortar o mal pela raiz.
A causa da existência dos partidos (1Co 3.1-3)
O motivo do partidarismo não era somente externo – a influência do mundanismo; mas também interno – a carnalidade. Os coríntios não só haviam sucumbido às pressões do mundo, mas também haviam sido seduzidos pela própria carne.
Antes de começar a repreender os coríntios, Paulo os chama de “irmãos”. Isso é a indicação de que eram salvos por Cristo, e que o apóstolo assim os considerava. Entretanto, não podia diminuir a gravidade do pecado que haviam cometido. Não convinha dirigir-se a eles como crentes espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo” (1Co 3.1). O crente espiritual é aquele que se deixa controlar pelo Espírito, enquanto o crente carnal se entrega ao controle da sua natureza carnal (Rm 8.9,14).
As manifestações da carne (1Co 3.3-4)
A carnalidade não é inevitável. É uma questão de escolha. Os cristãos de Corinto não cresciam porque alimentavam os apetites carnais. Era por essa causa que a congregação de Corinto colocava em evidência os ciúmes e as contendas.
O ciúme é a atitude ou a condição emocional interna; e a contenda é a ação que resulta dela ou a sua expressão exterior. O primeiro se revela como forma de egoísmo, que é uma característica comum às crianças, e não aos adultos! Crentes maduros são altruístas.
Essas duas manifestações são sintomas carnais mais destrutivos do que se possa pensar. Entre outras coisas, causaram as divisões na igreja de Corinto. Quando a congregação desenvolveu lealdade em torno de indivíduos, foi manifesto o ciúme entre os grupos, e surgiram as contendas (1Co 3.4).
Romanos 15:1,2. Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
CONCLUSÃO. Temos na Bíblia alguns exemplos de pessoas que estiveram bem próximas de perder uma grande benção de Deus em suas vidas, por se desesperarem – Moisés, Naamã, Jonas, Tiago, João. Davi é um exemplo diferente – a sua vida estava falida publicamente, mas em seu coração ele continuava esperando no Senhor. Precisamos esperar no Senhor até Ele se inclinar para nós e ouvir o nosso clamor.//
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
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BIBLIOGRAFIA
Beth Moore - Paciência – A esperança que vem de Deus
Dennis Allan - Discórdias, Dissensões e Facções: Obras da Carne
Elis Clementino - Dissensões na Igreja
Leonardo Silva Horta - Paciência