domingo, 11 de junho de 2017

MARIA, MÃE DE JESUS - UMA SERVA HUMILDE


MARIA, A MÃE DE JESUS – QUEM É ESTA MULHER?
Como cristãos, temos motivos de sobra para celebrar Maria como “mãe de Jesus”, mas corremos o risco de esquecer a história daquela mulher simples que viveu num pequeno povoado de uma região periférica no mundo daquele tempo.
Maria de Nazaré é alguém de nossa raça. Como os demais seres humanos, nasceu e viveu num contexto histórico, social, econômico, político e cultural.
Como as outras mulheres, sua natureza humana se desgastou; viu-se atingida pelas inclemências dos anos e envelheceu. Não viveu segregada e protegida. Não é fácil conhecer a história de Maria com objetividade, uma vez que as fontes são os Evangelhos, nos quais os fatos históricos já se apresentam interpretados a partir da fé.
No Novo Testamento há diversas tradições. Maria é referência indireta nos escritos paulinos. Marcos a apresenta como mulher do povo e participante de sua mentalidade. Os Evangelhos da infância apresentam uma teologia bem elaborada sobre a fisionomia espiritual da Virgem, enquanto o quarto evangelista destaca sua fidelidade e seu significado na comunidade cristã.
"O que diz a Bíblia sobre a virgem Maria?"
Maria, a mãe de Jesus, era uma mulher que foi descrita por Deus como “agraciada”. A palavra “agraciada” vem do grego, e significa, essencialmente, “muita graça”. Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. ” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18).
Por que Deus escolheu Maria?
Por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.
Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério.
O que diz o Antigo Testamento acerca de Maria?
O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.
Qual foi a atitude de Maria?
Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29) mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão.
MÃE DE JESUS”
O título acima com certeza causa impacto. O assunto é polêmico, levanta opiniões divergentes e vários questionamentos. O que a Bíblia fala a respeito deste assunto? Qual a importância que Maria recebe nas Escrituras?
Maria, mãe de Jesus certamente não imaginava que sua vida pudesse causar tantas discussões entre as pessoas ou que lhe atribuiriam honras que não lhe são devidas: adoração e glória. Isso certamente não era sua intenção. As pessoas se apegam aos conhecimentos humanos, deturpando a história da mãe de Jesus. Qual é, então, a verdadeira história?
A Palavra de Deus não mente e não deixa dúvidas; por isso está escrito: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” (Mateus 24: 35.) A Bíblia esclarece que toda a adoração pertence a Deus. No Evangelho de Lucas, capítulo 4, verso 8 diz: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”. Entretanto muitas pessoas insistem em adorar a ela. Na Bíblia não encontramos uma só citação que nos oriente a orar ou venerá-la. Ela não é co-redentora e não conduz ao caminho da salvação. A Palavra diz: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12.) Não há salvação em outro nome; Jesus é o único que pode levar a salvação. Ele é poder, o próprio poder. “O caminho, a verdade e a vida”. (João 14:6.)
MARIA, UM INSTRUMENTO USADO POR DEUS
Amamos e respeitamos Maria, pois ela foi um instrumento usado por Deus para que Sua promessa de salvação se cumprisse. Maria se dispôs ao propósito de Deus. E se não fosse ela, uma outra virgem seria mãe do Senhor Jesus, outra se disporia para que Jesus fosse gerado nela. Ela era uma virgem dotada de virtudes: pureza, obediência, fé e disposição que agradavam a Deus. Maria achou graça diante do Pai. “Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.” (Lucas 1:30.) E quando o Senhor Se manifestou à Maria por meio de um anjo, dizendo-lhe que ela seria mãe do Messias, ela declarou com humildade: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” (Lucas 1:38.) Ela se dispôs à ordem do Senhor Deus.
Não se pode torná-la igual ao Senhor Jesus. Deve-se ter respeito, carinho e amor por esta incrível mulher! Jesus, sendo Deus, precisou tomar a forma humana e para isso precisou nascer de uma mulher.
Maria estava perto da cruz quando Jesus morreu (João 19:25). Maria estava com os apóstolos no dia do Pentecostes (Atos 1:14). Entretanto, jamais se menciona Maria depois de Atos capítulo 1. Os Apóstolos, em nenhum lugar, dão a Maria papel proeminente. A morte de Maria não é registrada na Bíblia. Nada é dito sobre Maria subindo aos Céus, ou tendo qualquer forma de papel exaltado no Céu. Maria deve ser respeitada como a mãe terrena de Jesus, mas ela não é digna de nossa adoração ou exaltação. A Bíblia, em nenhum lugar, indica que Maria pode ouvir orações, ou que ela possa ser mediadora entre nós e Deus. Jesus é nosso único defensor e mediador no Céu (I Timóteo 2:5).
Está escrito: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (I Timóteo 2:5.) Isso vem salientar que Maria não é mediadora entre Deus e os homens e sim Jesus. Quando pedir alguma coisa, peça a Deus em nome de Jesus. “E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14:13,14.)
Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Em nenhum lugar das escrituras Jesus, ou qualquer outra pessoa, dirige qualquer louvor, glória ou adoração a Maria. Isabel, parente de Maria, a louvou em Lucas 1:42-44, mas seu louvor é baseado no fato de que Maria daria à luz Jesus. Não foi baseado em qualquer glória inerente a Maria.
A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Para entendermos um pouco melhor a missão de Maria, vamos, por um momento, sem querer nos comparar, pensar em nossas famílias.
Na condição de pais, pretendemos constantemente buscar o melhor para nossos filhos, preocupando-nos com seu bem-estar. Sofremos diante de suas dores e nos alegramos com suas alegrias. Isso é natural, para a maioria dos pais e mães encarnados, que desejam estar ao lado de sua prole, para que possam sentir-se amparada em sua caminhada.
Agora, imaginemos dentro de nossa condição limitada, como se sentiu Maria ao perceber que seu filho muito amado, sendo rejeitado e mortificado pela ignorância humana, nada podia fazer para impedir o sofrimento daquele que lhe encantara os dias com a luz de suas palavras e de seus sorrisos.
De qualquer forma, precisamos entender que quando Maria afirmou: “Eu sou a serva do Senhor” ela realmente queria dizer isso, ou seja, que compreendia que sua vida seria marcada pela renúncia e pela prática do amor incondicional.
CINCO ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE MARIA:
1- Maria só esteve virgem até o nascimento de Jesus (“Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”, Mateus 1:25), tendo depois outros filhos, como é comprovado em Marcos, capítulo 6, verso 3 que diz: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?” A expressão virgem Maria, portanto, não é apropriada.
2- Quando Jesus nasceu, os magos foram visitá-Lo e logo O adoraram: “Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando- se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”(Mateus 2:11). Os magos adoraram a Jesus e não à sua mãe, Maria.
3- Maria é bendita entre as mulheres e não bendita acima das mulheres. Confira: “Bendita és tu entre as mulheres.” (Lucas 1:42.) “Entre” quer dizer: está no meio, estar junto. Deus a distinguiu com um fim específico, entre as mulheres.
4- Maria é mãe de Jesus, não de Deus. Porque Deus sempre existiu. Além disso, em toda a Bíblia só será encontrada a expressão: “Maria, mãe de Jesus”.
5- Maria amava a Jesus e O tinha como o seu Salvador. Por isso ela declarou: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1:46,47.) Nesse cântico ela declara que também precisa de um Salvador: Jesus. Maria se coloca na posição de pecadora.
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32). JESUS é a verdade que liberta. Às vezes, muitas pessoas, se veem confusas diante de tantas religiões, tantas crenças e tantos caminhos que na verdade são “descaminhos”. Mas quando se lê a Palavra de Deus ou quando abrimos os olhos espirituais permitindo que Deus fale com cada um de nós, tudo se torna mais compreensível. A Bíblia não nos deixa sem respostas quanto à salvação e à adoração a Jesus.
Ele morreu, mas ressuscitou; Ele está vivo em nós, não por meio de imagens ou ídolos feitos por mãos, mas por meio do Seu Espírito Santo (confira no Evangelho de João, capítulo 14, versos 16 a 31). Jesus morreu para que tivéssemos acesso ao Pai. Maria foi uma irmã em cristo, agraciada por Deus, bendita entre as mulheres. Como nós, foi salva e justificada por Jesus Cristo. Não vamos dar a outros a adoração que só pertence ao nosso Deus!
CONCLUSÃO
A última noticia que temos de Maria, com certa garantia histórica, é o que encontramos em At 1,14: permanecia em oração com a primeira comunidade cristã, suplicando a vinda do Espírito. Nada dizem os escritos apostólicos sobre os últimos dias e a morte da Virgem. Segundo Jo 19,27, o “discípulo amado” acolhe em sua casa a mãe de Jesus. Embora a intenção principal do evangelista seja mais teológica que histórica, talvez tenha vindo daí a tradição popular: Maria ficou com o “discípulo amado” (que se veio identificando com João) em Patmos, e ali terminou seus dias///
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)

Facebook: Adayl Manancial
Email: adayl.alm@hotmail.com
BIBLIOGRAFIA
Paulo Oliveira - A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Jesus Espeja – Maria de Nazaré, quem é esta mulher?

Adriana Santos – Maria, mãe de Jesus
Publicação autorizada pelo autor do texto (estudo).

sábado, 3 de junho de 2017

MARIA, IRMÃ DE LAZARO, UMA DEVOÇÃO AMOROSA

"... e certa mulher, por nome Marta, O recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria ..." (Lucas 10:38,39).
Dentre tantas mulheres deixadas por Deus na Bíblia e que nos servem de exemplo , vamos conhecer mais duas que viveram no tempo de Jesus e que foram amadas por Ele. Marta e Maria viveram em um povoado chamado Betânia. Elas eram irmãs de Lázaro, grande amigo do nosso Senhor.
Ambas tinham personalidades diferentes, mas, cada uma a seu modo, amava Jesus. O Senhor também amava muito esta família
O EXEMPLO DE MARIA DE BETANIA
A família de Marta, Maria e Lázaro morava em Betânia. Jesus algumas vezes foi recebido em sua casa. Marta, a irmã mais velha, preocupava-se em servir com excelência ao Mestre. Maria, por sua vez, quedava-se aos pés de Jesus para aprender (Lc 10.38- 42).
Em Mateus 26.6-13, Marcos 14.3-9 e João 12.1-3, a protagonista é Maria, a “que escolheu a boa parte”, irmã de Marta e Lázaro, da aldeia de Betânia.
Os três evangelistas falam da murmuração dos que julgaram desperdício a oferenda, bem como da defesa de Jesus a Maria. Tanto Mateus quanto Marcos mencionam a promessa de que o gesto será contado onde o Evangelho for pregado.
Diferente da bíblia, as tradições judaicas eram incisivamente patriarcais, algo comum e notório na antiguidade. Por isso as mulheres não comiam com os homens, mas ficavam de pé enquanto eles comiam, servindo-os á mesa. Nas ruas e nos átrios do templo, elas ficavam a uma certa distancia dos homens. Sua vida se passava em casa, e com frequência ficavam nas janelas que davam para a rua e tinham grades, para que não fossem vistas.
Nos primeiros tempos elas nunca saiam sem véu, era impróprio que uma israelita falasse a um homem na rua, até mesmo – na verdade, acima de tudo – se fosse seu marido. Contudo cabia ao Marido dar total manutenção a mulher, que deveria dar-lhe teto, alimento e vestuário segundo sua posição e meios, caso não fosse mantida adequadamente, ela poderia pedir auxílio e proteção ao Pai e este repreenderia o genro. Em geral não era necessário, pois os israelitas gostavam de ver suas esposas bem vestidas, adornadas com colares, anéis e broches.
Percebe-se que Maria não tinha direito social de estar na mesma sala que Jesus, muito menos aos seus pés ouvindo-o, pois provavelmente estava falando para os discípulos que estavam com Ele e a família de Lázaro, ou seja, espaço do homem, mesmo com a justificativa de estar adorando ou ouvindo a Deus, ela não tinha este direito de ficar no espaço. Pois ela deveria fazê-lo num espaço para mulheres. Por isso o papel da mulher neste espaço era o de Marta, que era servi-lo e foi o que ela fez e se moeu de servir.
"um perfume muito caro" (João 12:3)
A adoração tem preço. É necessário preparação, esforço e sacrifício. Este perfume era importado da Índia em jarras de alabastro (vasos especiais para perfumes) seladas, a fim de conservar o perfume. Somente alguém muito rico, ao receber convidados especiais, quebrava o selo da jarra de alabastro, e procedia a unção em quem quisesse, como demonstração de uma honra toda especial.
Há muitos cristãos bons e sinceros, mas que tem o selo da religiosidade ou conceitos humanos que não permite o quebrantamento diante da presença do Senhor. É necessário quebrar o selo para o perfume destilar por todo o ambiente.
A vida de um adorador se sente no ar, leva em si o perfume de Cristo e é possível sentir esta fresca e agradável fragrância de um coração que está constantemente na presença do Senhor em adoração.


Para Maria era muito caro. Correspondia a 300 dias de trabalho (João 12:5). Ela levou quase um ano para ajuntar todo o dinheiro necessário para comprar aquele perfume para em um momento quebrar aos pés de Cristo? Sim, ela fez isto! Chamo esta atitude de “inversão na adoração”. 
Estar na presença de Deus não tem preço!
Quando fazemos o melhor para Deus?*
Maria descobriu este segredo. Não é uma questão material; muito ou pouco, não é tamanho ou largura...é “profundidade”!
Maria numa atitude de desprendimento material, social, emocional... pega um vaso de unguento e unge os pés de Jesus e enxuga-os com seus cabelos.
Para muitos, uma atitude desequilibrada, louca, sem sentido! Já que o unguento era de grande valor material e custava ao equivalente 300 dias de trabalho.
Enquanto “nós avaliamos” o valor das cifras do perfume, o que não foi diferente dos que ali estavam a contar também com os discípulos, em particular citado por João, o próprio traidor Judas; Jesus avalia o valor daquela atitude: 300 dias de luta, 300 dias economizando, 300 dias de sonhos... e tudo derramado aos seus pés.
Um vaso quebrado e um perfume caro derramado mexem com o bolso e pensamento dos homens; uma vida quebrantada e um ser contrito movem o coração de Deus!
Eis então o resultado de tamanha grandeza de atitude: Críticas de muitos que embora dizem andar com Jesus, não alcançaram tal grandeza. Estão alheios a esse relacionamento de intimidade e comunhão com Deus, não entende tais atitudes.
Jesus aprova o gesto de Maria
O evangelho de Marcos 14:4 e 6 nos deixa claro que alguns que estavam presente se indignaram, e Jesus a defende: “Deixai-a, para que a molestai?” Acho que eles queriam tirar Maria dos pés de Jesus, por estar fazendo o melhor para Deus - mas não conseguiram! Como se não bastassem os discípulos, ela também teve que resistir a sua irmã Marta
E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Lc.10:39-40
Que perfume Maria derramou sobre a cabeça de Jesus? Era o nardo puro. Nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta do Himalaia. Ficava muito caro o produto final deste raro perfume; desde a extração da planta, até o transporte à longas distâncias. Era o melhor perfume da época.
Qual era o valor do perfume? 300 denários. Naquele tempo um denário equivalia ao valor de um dia de trabalho, para um trabalhador comum. A 5,00€ a hora, a 8 horas diárias= 40,00€ x 300 dias= 12.000,00 euros. Hoje consegue-se obter um excelente perfume por 100 ou 200€. Imagine o esforço que fez Maria para economizar todo aquele dinheiro, e naquela época!
A SUA ADORAÇÃO TEVE A MARCA DA QUALIDADE
Maria ofereceu a Jesus o melhor que ela possuía. Maria ofereceu a Jesus um perfume de qualidade “preciosíssimo” diz a Bíblia, com um valor correspondente a aproximadamente um ano de trabalho de um trabalhador comum:
E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14:3. “Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.” Marcos 14:5.
A ADORAÇÃO DE MARIA FOI PRÁTICA
Maria teve uma agilidade crescente tremenda. Foi buscar o perfume, quebrou e derramou sobre a cabeça de Jesus. Maria só tinha um objetivo: Adorar Jesus. Ela não se importou com os outros, e nem com aquilo que iriam dizer. O ato de Maria causou indignação por parte dos discípulos, mas a aprovação de Jesus foi imediata, Ele disse:
Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória”. Marcos 14:6-9.
A ADORAÇÃO COMPLETA.
Aquela mulher fez algo para o Senhor, mas não fez pela metade ela terminou a obra que começou a fazer.
Será que muitos de nós temos realmente dado a Deus uma adoração completa?
Será que temos terminado o que começamos a fazer para o Senhor? Ou temos iniciado as obras e deixado de lado para outros terminarem? Temos demonstrado ao senhor nosso interesse em sua obra?
Aquela mulher além de ter derramado o óleo sobre os pés de Jesus, a Bíblia vai nos dizer que ela também enxugou com seus cabelos, ela sabia que Jesus ao terminar o jantar, iria embora, sabia que as ruas de Betânia não eram asfaltadas, portanto tinha muita poeira, e poeira aliada a óleo....não é uma mistura muito boa, então, tudo o que ela havia feito seria esquecido, o que era para ser bonito, passaria a ser asqueroso, nojento. Então ela completou a obra que começou a fazer, ela enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos.
O lucro de Maria
Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.42). Maria escolheu estar aos pés de Jesus, numa atitude de adoração e como discípula. Ela não precisava ser repreendida, mas sim elogiada, pois havia feito a melhor escolha.
Ela quebrou todas as etiquetas e presta uma homenagem ao Senhor: derrama um precioso perfume nos Seus pés e os enxuga com os cabelos. Foi a manifestação da sua alma, efeito de uma profunda afeição.
Uma manifestação de crítica
Que extravagância! Que desperdício!” disse Judas. E os demais discípulos concordaram (Mt 26.8).
Talvez nós tivéssemos, também, criticado Maria, se ali estivéssemos. Não é assim que fazemos? Criticamos a igreja, criticamos o pastor, criticamos os oficiais, criticamos os velhos, os moços, as crianças … A oferta que a mulher ofereceu a Jesus, inspirada pelo amor, mal interpretada pelos homens, foi bem recebida pelo Senhor e recompensada pela história. Maria se imortalizou e, por isso, estamos a falar dela, hoje (Mt 26.13). O seu desejo era mostrar amor e simpatia ao Senhor. Ele compre­endeu, aceitou e recompensou o gesto condescendente.
O que a adoração a Deus promove em minha vida? A) Sensibiliza o meu coração; pois adorar o Criador é uma atitude grandiosa, não é um ato qualquer. B) Edifica a minha fé. Ler a Bíblia, fazer orações, ir à igreja, cantar hinos, aumenta a minha fé em Deus. C) Promove a minha semelhança com Cristo, pois “pela contemplação somos transformados”. D) A adoração ajuda-me a ouvir Deus falando comigo. No ato da adoração ninguém pode ter pressa. Deus é perfeito, e a pressa é inimiga da perfeição E) A adoração expulsa os temores. Maria não teve medo dos preconceitos, embora tivesse recebido algumas críticas dos discípulos. F) A adoração aprofunda o relacionamento com Cristo.///
Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
Facebook: Adayl Manancial

Email: adayl.alm@hotmail.com

HULDA, A MULHER QUE ESTAVA NO LUGAR CERTO

Quem era a profetiza Hulda?
Hulda foi uma profetisa, mulher de Salum, filho de Ticvá e neto de Harás. Apesar de não ser tão conhecida entre os cristãos como Débora, Miriã e algumas outras mulheres citadas na Bíblia, Hulda teve uma importante participação em determina ocasião durante o reinado do rei Josias. Neste texto, conheceremos mais sobre quem foi Hulda.
A história da profetisa Hulda
A profetisa Hulda é mencionada em dois livros do Antigo Testamento que relatam o reinado do rei Josias, 2Reis 22:14 e 2 Crônicas 34:22. Como já dissemos, Hulda era esposa de Salum, um homem ilustre e de família nobre, responsável pela guarda das roupas, ou do Templo (manutenção das vestes sacerdotais) ou da corte de Josias (alfaiate das vestes reais). Não é possível determinar com exatidão qual das duas opções é a correta.
Nada se sabe sobre a biografia de Hulda além do que é mencionado muito brevemente nessas passagens. Somos informados ainda que ela morava na cidade baixa de Jerusalém. A localização exata desse lugar é incerta, porém é bem provável que seja o segundo quadrante de Jerusalém (cf. Sf 1:10; Ne 11:9), isto é, a segunda fileira de edifícios a partir do palácio real.
Hulda desempenhou um papel importante na história de Israel, apesar de aparecer apenas uma vez no palco da história dessa nação durante um tempo de deserção religiosa.
I Reis 22:14: ”Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém”.
Por causa de uma grande reforma, proporcionado em Jerusalém. E, nesta mudança, da parte do rei Josias, fez com que o sacerdote Hilquias, encontrasse um livro dentro da casa de Deus, que estava perdido.
E, este livro que foi encontrado, não era um livro comum. Mas quando o Sacerdote entregou o livro para Safã, o escrivão ,e , que ele o leu. Safã correu para o rei Josias e, também o leu para ele.
II Reis 22:11 - 13 “Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes. Ordenou o rei a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo:
Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito”.
E, através desta leitura, feita por Safã, o escrivão , o rei rasgas as suas vestes, temendo as palavras do livro, e ordena a Hilquias, ir em busca de uma confirmação, relacionada a está leitura, que tinha acabada de ser lida.
Hulda é consultada como uma mulher de Deus
Em lugar de Jeremias ou de Sofonias, ambos profetas ativos durante essa época, o rei escolheu consultar uma mulher, a profetisa Hulda. É importante observar que, com o número de profetas que viviam em Jerusalém na época, o sacerdote Hilquias e o resto dos conselheiros do rei voltaram-se para uma mulher em busca de uma Palavra de Deus.
Hulda tinha uma autoridade tão grande no Senhor, que foi escolhida pelo sacerdote para buscar ao Senhor pelo rei. E ela sabia da responsabilidade que tinha para com o serviço do Rei dos Reis. Mesmo num tempo em que tudo parecia escuro, contrário, Deus ainda falava. E por meio de uma mulher, Ele ressuscitou a vida espiritual de Israel.
A consideração pela integridade de Hulda e por sua autoridade como mulher de Deus fez com que sua confirmação do recém-descoberto Livro da Lei fosse à palavra necessária para uma ação imediata da parte do rei. A mensagem não procedia dela mesma, mas, sim, do Senhor. O fato de a frase “Assim diz o Senhor” ser repetida quatro vezes em sua profecia curta enfatiza que Hulda compreendia sua responsabilidade e oportunidade de ser um canal através do qual Deus transmitiria sua Palavra (2 Rs 22. 15- 17, 19. Todas as reformas apresentadas pelo rei Josias basearam-se na Palavra de Deus recebida por meio dessa mulher. Ao que parece, Hulda era tão conhecida como mulher de Deus e tão plenamente digna de confiança em sua compreensão da Lei do Senhor, que, por sua influência, durante algum tempo, houve um reavivamento da consciência e das práticas religiosas de sua nação na fidelidade a Deus.
É JUSTAMENTE NESTE MOMENTO EM QUE A PROFETIZA HULDA, E A CIDADE BAIXA, É O ALVO CENTRAL DA COMITIVA REAL, COM O SACERDOTE HILQUIAS:
II Reis 22:13 “Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito”.
II Reis 22:14-17: “Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém. Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e não se apagará”.
O rei Josias ficou perplexo, ele decidiu consultar um profeta porque havia aterrorizantes consequências descritas da Lei para aqueles que falhassem em obedecê-la.
Receber a orientação de Deus
A ordem de consultar o Senhor, naquele contexto significava pedir um parecer profético sobre aquela situação. Josias decidiu consultar um profeta, pois sabia que a nação merecia ser acometida por maldições divinas, porém ele não sabia exatamente como essas maldições se aplicavam naquela situação especifica. Para que pudesse entender perfeitamente a situação, ele precisava de um oráculo profético.
É nesse contexto que Hulda é consultada. Perceba que tal como Débora, Hulda foi procurada por aqueles homens, na ocasião, enviados por Josias. Isso significa que, diferente dos homens ordenados por Deus como profetas diante do povo no Antigo Testamento, não há registro bíblico dessas mulheres profetizando publicamente perante a nação, isto é, reunindo o povo para dizer: “Assim diz o Senhor”. Essas mulheres proclamaram a mensagem divina em particular, de modo que as pessoas foram até elas.
Sabemos que poucas foram as mulheres escolhidas pelo Senhor para serem profetisas. E, dentre tantas mulheres que viviam naquela época, Ele escolheu exatamente Hulda para servi-Lo. Ele a conhecia. Ele conhecia a sua coragem, capacidade de aconselhar, fé e muitos outros atributos que O levaram a esta decisão. Foi Hulda quem teve o privilégio de ser a mensageira do nosso Deus.
Hulda já sabia do conceito de Deus, pois ela era profetiza, ela não se tornou profetiza quando o sacerdote chegou lá, ela já era antes de qualquer reforma do rei.
Agora, imagine Hulda falando para os do seu convívio social, sobre o intento de Deus, pois o mal já iria acontecer, pois a palavra estava denunciando a iniquidade do povo.
Hulda era profetiza, e ouvia a voz de Deus.
Creio que muitos nem valorizavam as palavras de Hulda, mas quando alguém quer fazer a diferença, esta pessoa, sempre terá a participação especial da parte de Deus. E, assim foi com Hulda, chegou o momento de Deus; confirmar as palavras, e o ministério da vida de Hulda. E, isto foi perante os reis, e sua comitiva e os plebeus.
Aqueles homens foram ter com Hulda, a profetisa, mulher de Salum (filho de Tocate e neto de Hasra). Salum era o responsável pelo guarda-roupa real e morava no segundo bairro de Jerusalém. Quando lhe disseram a causa da perturbação do rei, respondeu: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: Digam ao homem que vos enviou: ‘Sim, o Senhor destruirá esta cidade e este povo. Todas as maldições escritas no rolo se concretizarão. Porque o meu povo me abandonou e se pôs a prestar culto a deuses pagãos. Estou extremamente indignado com os pecados deles. Por isso, o meu furor se derramará inevitavelmente sobre este lugar.’
26/32 Mas o Senhor diz também o seguinte ao rei de Judá, que vos mandou consultar-me: Digam-lhe então o que lhe é transmitido pelo Senhor Deus de Israel: ‘Visto que te entristeceste e te humilhaste diante de Deus quando ouviste as minhas palavras contra esta cidade e o seu povo, rasgando a tua túnica em desespero, e chorando perante mim — por isso te ouvi, diz o Senhor, e só mandarei o mal que prometi sobre esta cidade e o seu povo após a tua morte.’”
Foi então esta a mensagem do Senhor que eles trouxeram de volta ao rei. Este reuniu todos os anciãos de Judá e de Jerusalém, assim como os sacerdotes e levitas, juntamente com todo o povo, tanto grandes como pequenos, e fez-se acompanhar por todos eles até ao templo.
As reformas de Josias
Apesar da advertência de juízo, Josias ainda estava determinado a fazer o que era “reto perante o Senhor” (2Rs 22:2). Talvez o desastre não pudesse ser evitado, “mas ao anunciar os juízos retributivos do Céu, o Senhor não reteve a oportunidade para arrependimento e reforma; e Josias, discernindo nisso uma boa disposição da parte de Deus para temperar Seus juízos com misericórdia, decidiu fazer tudo que estivesse em seu poder para executar decididas reformas”.
2 Reis 23:1-28. Qual foi a essência da reforma que o rei procurou fazer em sua nação corrompida? Até que ponto as coisas tinham ficado ruins?
Josias reuniu todo o povo em Jerusalém para renovar a aliança com Deus. O recém-achado livro da lei foi lido, e então eles fizeram o voto de seguir ao Deus de Israel.
O rei não executou essa obra sozinho, mas pediu aos que tinham responsabilidades espirituais que fizessem o que fosse necessário. Por exemplo, ao longo dos séculos haviam sido colocados no templo diferentes objetos, como estátuas e símbolos que popularizaram o culto estrangeiro em Israel. Por vezes, esses objetos haviam sido colocados ali como parte das condições de paz impostas à nação; outras vezes, reis os haviam posto em exposição para demonstrar sua pacificação, como sinal de submissão. Não importando quais tenham sido as razões, o lugar deles não era ali, e Josias ordenou que fossem removidos e destruídos.
Além disso, a celebração da Páscoa durante a reforma de Josias não ocorreu nos lares, como tinha sido o costume anteriormente, mas dessa vez toda a nação a celebrou em conjunto. A mensagem simbólica dessa iniciativa foi que eles haviam deixado para trás a antiga era, e que estavam entrando em um novo tempo, no qual assumiam o voto de servir ao Deus verdadeiro, que os havia tirado do Egito, que havia providenciado um lar para as tribos, como tinha prometido, e que estava com eles em sua vida diária.
33 Josias retirou totalmente os ídolos das áreas habitadas por judeus, e requereu que todos adorassem Jeová, o seu Deus. Durante o resto da vida de Josias, o povo continuou servindo o Senhor, o Deus dos seus pais. //
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Leilane Gabriela - Hulda, a profetisa que mudou uma nação
Valdenira Nunes de Menezes Silva – Hulda: A mensageira de Deus
Thassia Izabel – Hulda
Daniel Conegero - Quem Foi a Profetisa Hulda na Bíblia?



sexta-feira, 19 de maio de 2017

ABIGAIL: UM CARÁTER CONCILIADOR

Há pessoas que são especialistas em construir muros: vivem erguendo barreiras entre aqueles com os quais convivem, trabalham, estudam, congregam. Fazem isto promovendo discórdias, semeando contendas, espalhando fofocas, denegrindo a imagem de outro, inventando histórias. Não é sem razão que, de um modo geral, tantas crises façam parte das relações humanas. Mas hoje vamos ler sobre uma mulher que era especialista em construir pontes. O seu nome? Abigail. Além de linda, ela era sábia e usou essa sabedoria para construir uma ponte entre Davi e Nabal, o seu marido.
E havia um homem em Maom, que tinha as suas possessões no Carmelo; e era este homem muito poderoso, e tinha três mil ovelhas e mil cabras; e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. E era o nome deste homem Nabal, e o nome de sua mulher Abigail; e era a mulher de bom entendimento e formosa; porém o homem era duro, e maligno nas obras, e era da casa de Calebe.” (I Samuel 25:2,3)
A Bíblia retrata Abigail como uma mulher de bom entendimento e formosa, ou seja, dotada de sabedoria e beleza. Ela casou com um homem que apesar de ser da geração de Calebe, era duro e maligno nas coisas que fazia. Com certeza, por causa da sabedoria, conseguia conviver com Nabal, um marido tolo, que não levava em consideração preservar o legado de Calebe, homem honrado em Israel.
Logo depois do sepultamento de Samuel, Davi partiu e desceu de Parã, região desértica e inóspita. Desse lugar, soube que Nabal estava cortando a lã das suas ovelhas, num vilarejo chamado Carmelo. Esse pecuarista, extremamente poderoso e próspero, descendente do famoso Calebe, era casado com Abigail, uma mulher muito linda e muito gentil. O tempo da tosquia era um tempo de mostrar hospitalidade e generosidade, quando os envolvidos eram servidos com muita comida e bebida. Sendo assim, esta era a ocasião certa para Davi pedir uma ajuda a Nabal. Foi o que fez. Enviou a Nabal dez homens, com o objetivo de solicitar-lhe ajuda material para suprir as necessidades daqueles que o acompanhavam.
I Samuel 25.5 "Enviou dez moços e lhes disse [Ele esperava trazer muito de volta], Subi ao Carmelo, ide a Nabal, perguntai-lhe, em meu nome, como está. Davi era um herói de Israel, mesmo que estivesse fugindo naqueles dias, e foram os seus homens que guardaram os rebanhos de Nabal, então David disse, 'Eu quero que vocês lhes digam que é Davi quem os está enviando’ Isto certamente abrirá portas.
A recusa estúpida:
Ao chegarem à presença de Nabal, os homens enviados fizeram uma abordagem altamente diplomática, civilizada e conveniente. Fizeram exatamente conforme a orientação de Davi. Não se utilizaram, em tempo algum, de mecanismos chantagistas ou ameaçadores para extorquir dinheiro e favores de Nabal. Eles simplesmente disseram: "dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, qualquer coisa que tiveres à mão" (I Sm 25: 8b). Assim que deram este recado, sentaram-se e aguardaram a resposta. Eles devem ter imaginado uma resposta igualmente educada e bondosa. Nabal, porém, respondeu aos polidos mensageiros de Davi de maneira altamente grosseria e insultuosa. Apesar de possuir um nome com significado negativo – Nabal significa estupidez e insensatez –, aquele homem poderia ter reagido de maneira positiva e agradecida, oferecendo sua bebida e sua comida àqueles homens.
Vejamos o que ocorre quando chegamos ao verso 9: Chegando, pois, os moços de Davi e tendo falado a Nabal todas essas palavras em nome de Davi, aguardaram. [Para ver se as portas se abririam por causa do nome de Davi] Respondeu Nabal aos moços de Davi e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos são hoje em dia, os servos que fogem ao seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores e o daria a homens que eu não sei donde vêm?
Sem nada mais a fazer, diante do pedido negado por Nabal, os homens voltaram a Davi. “Então os moços de Davi puseram-se a caminho e voltaram, e chegando, lhe anunciaram tudo conforme a todas estas palavras. Por isso disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e cingiu também Davi a sua; e subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.” (I Samuel 25:12,13)
Assim Nabal faz alusão a este tipo de gente que está no bando de Davi andando de um lado para o outro. Por que? Porque fazendo qualquer favor para Davi, Nabal estaria em grandes apuros com Saul. E Nabal escolheu o lado mais favorável aos seus olhos espertos. Mas ele escolheu a quem Deus rejeitou e rejeitou a quem Deus escolheu, e esta é uma péssima decisão.
Tomando conhecimento dos fatos
Chegou ao ouvido de Abigail os maus tratos de Nabal e a forma infeliz como se dirigiu aos servos de Davi. “Porém um dentre os moços o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizen-do: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; porém ele os destratou. Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados por eles, e nada nos faltou em todos os dias que convivemos com eles quando estavam no campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. Considera, pois, agora, e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa, e ele é um homem vil, que não há quem lhe possa falar.” (I Samuel 25:14-17)
Abigail, quando tomou conhecimento dos fatos, ficou preocupada com a sua casa e com os seus. Ela sabia que dessa vez Nabal havia ido longe demais e colocado em risco a vida dele, a vida dela, da família e de todos os criados que os serviam.
Avisada por um servo que sabia o quanto o momento que viviam era delicado e que sabia também o quanto sua senhora era equilibrada e dotada de sabedoria, Abigail precisava tomar uma providência que resultasse em livramento para todos e que beneficiasse ambas as partes.
Conhecendo muito bem o marido que tinha, Abigail sabia de toda a sua impetuosidade e intolerância. Então, decidiu ter uma atitude contrária à insensatez de Nabal e imediata-mente agiu com sabedoria, tolerância e sensatez.
O momento inspirava cuidado, pois a sua missão era salvar vidas e não destruí-las. Qual-quer gesto ou qualquer fala fora de lugar poria tudo a perder. Mas, além de bela, Abigail era muito sábia. O seu gesto de enviar a sua frente algo para Davi e sua gente comerem e beberem serviria para apaziguar aqueles homens dominados pela cólera e pela amargura. Assim que os servos dela foram, Abigail partiu, em cima do seu animal. "De repente, numa curva, na descida, encontrou Davi e os seus homens, que vinham na sua direção" (I Sm 25:20). De novo, Abigail se mostrou sábia. Tão logo viu Davi, desceu do animal, prostrou- se com o rosto em terra e pediu uma chance para lhe falar. Primeiramente, Abigail pediu perdão a Davi: "Ah! Senhor meu, caia a culpa sobre mim (...) eu, porém, tua serva, não vi os moços de meu senhor, que enviaste" (I Sm 25:24a,25b). A seguir, Abigail pediu a Davi que deixasse seus inimigos com o Senhor, que os jogaria longe, "como um homem que atira pedras com a sua funda" (I Sm 25:29b). Depois, após afirmar que, no tempo certo, o Senhor poria Davi no trono de Israel, Abigail frisou: "E, quando isso acontecer, o senhor não terá motivo para se arrepender, ou sentir remorso por haver matado sem razão, ou por ter se vingado por si mesmo" (I Sm 25:31a).
Agindo em favor da sua casa
Algumas guerras vencemos pela força do braço, outras não precisamos de força, apenas de sabedoria e de uma direção em Deus. Abigail sabia que estava enfrentando uma crise, e toda crise precisa da intervenção divina e da ação do homem.
Há pessoas que recriminam a atitude de Abigail e julgam que o fato dela ter agido sem o conhecimento de Nabal revela uma mulher que não era submissa ao marido. Eu discordo! Afinal, que mulher sensata não tomaria providências diante de um grande erro cometido pelo marido?
Abigail saiu em busca de livramento para evitar uma catástrofe, como podemos ler no texto de I Samuel 25:20-22. “E sucedeu que, andando ela montada num jumento, desceu pelo encoberto do monte, e eis que Davi e os seus homens lhe vinham ao encontro, e ela encontrou-se com eles. E disse Davi: Na verdade que em vão tenho guardado tudo quanto este tem no deserto, e nada lhe faltou de tudo quanto tem, e ele me pagou mal por bem. Assim faça Deus aos inimigos de Davi, e outro tanto, se eu deixar até amanhã de tudo o que tem, até mesmo um menino.”
Davi estava decidido a destruir totalmente Nabal e tudo o que ele tinha. Podemos ver nas entrelinhas toda a ira de Davi. Mas uma mulher sensata e sábia, quando tem oportunidade para agir em favor da sua casa, não medirá esforços para evitar que o mal alcance a sua casa, sua família e todos os que ama.
Encontrando favor diante de Davi
Então Davi disse a Abigail: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me impediste de derramar sangue, e de vingar-me pela minha própria mão. Porque, na verdade, vive o Senhor Deus de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, que se tu não te apressaras, e não me vieras ao encontro, não ficaria a Nabal até a luz da manhã nem mesmo um menino. Então Davi tomou da sua mão o que tinha trazido, e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; vês aqui que tenho dado ouvidos à tua voz, e tenho aceitado a tua face.” (I Samuel 25:32-35)
Davi reconheceu que a atitude de sabedoria de Abigail aplacou a ira dele e disse que o Senhor Deus de Israel era quem havia enviado aquela mulher ao seu encontro. É lindo vê-lo dizer que por Abigail ser uma mulher abençoada, seu conselho também era abençoado.
A atitude de intercessão de Abigail evitou o derramamento de sangue. E a Bíblia diz que Davi recebeu das mãos dela tudo que tinha trazido, como confirmação de que ela poderia voltar em paz à sua casa, porque o seu pedido fora aceito.
A morte de Nabal e a restituição de Abigail
E aconteceu que, passados quase dez dias, feriu o Senhor a Nabal, e este morreu. E, ouvindo Davi que Nabal morrera, disse: Bendito seja o Senhor, que julgou a causa de minha afronta recebida da mão de Nabal, e deteve a seu servo do mal, fazendo o Senhor tornar o mal de Nabal sobre a sua cabeça. E mandou Davi falar a Abigail, para tomá-la por sua mulher. Vindo, pois, os criados de Davi a Abigail, no Carmelo, lhe falaram, dizendo: Davi nos tem mandado a ti, para te tomar por sua mulher. Então ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva servirá de criada para lavar os pés dos criados de meu senhor.
E Abigail se apressou, e se levantou, e montou num jumento com as suas cinco moças que seguiam as suas pisadas; e ela seguiu os mensageiros de Davi, e foi sua mulher.”
Conclusão
Deus quer que você seja um pacificador, ou seja, alguém que atua restaurando e fortalecendo relacionamentos. Antes, porém, de agir numa situação conflituosa, ore a Deus, pedindo a sabedoria do alto, que é pacífica (Tg 3:17 ). Peça-lhe autocontrole para neutralizar a gritaria, com palavras suaves; para responder às ameaças, com tranquilidade; para falar claramente, sem usar de sarcasmo; para não utilizar intrigas; para não ser um permanente alimentador de fofocas e não fomentar contendas; para ser um melhor ouvinte e um melhor observador. Seja um pacificador ativo; construa pontes de aproximação.
A recompensa pelo seu esforço, com certeza, será boa. No caso de Abigail, ela acabou se casando com o Rei Davi! Da mesma maneira, Deus tem tesouros para você. Creia nisso, e viva em Paz! Amém!///
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
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BIBLIOGRAFIA
PC Amaral - Abigail Uma mulher pacificadora - "Série Homens e Mulheres da Bíblia" .
Marita Terra Nova - Abigail, uma mulher sábia.
Rosana Salabai - A pacificadora
Ludgero Bonilha Morais - Davi e Abigail I



quarta-feira, 5 de abril de 2017

AFINAL, QUE EVANGELHO É ESSE?

INTRODUÇÃO

Mudanças aconteceram no mundo muito rapidamente. Em todas as áreas. Tudo muito rápido, ligeiro. Aconteceu o surgimento da geração “micro-ondas”. Tudo rapidinho.
Infelizmente, inserido neste contexto de mutações, os evangélicos também mudaram, e muito. Aliás, como citou alguém, “o mundo pouco mudou porque os evangélicos mudaram muito.” Degenerou a ponto de não mais “transtornarem o mundo” e, tristemente (mas profetizado), ser transtornado pelo mundo.
É claro que tais evangélicos pregam “um outro evangelho” inspirado por “um outro espírito” anunciando “um outro Jesus” (2ª Cor. 11:4). Sem comprometimento e sem cruz. Evangelho fácil e sem renúncia. Promete o céu sem o “caminho estreito”. O homem ocupa o centro do “culto”. É o “evangelho” do “é proibido proibir” e “não tem nada a ver”. Evangelho sem cruz. Apóstata, irreverente e inspirado pelas potestades das trevas..
Ao mesmo tempo em que entristece ver a mente do anticristo já profanando os cultos no arraial cristão, consola-nos a aproximação do arrebatamento dos salvos, pois está escrito:
“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (2 Ts. 2:3,4).
Assim como a humanidade vem sendo preparada para “dar crédito à mentira”, a Igreja foi cedendo às imposições do mundo e, com isso, abrindo as portas ao “evangelho” da Nova Ordem Mundial. Isso nos leva a compreender o porquê do surgimento de tantas novidades dentro de muitas igrejas. O evangelho apóstata transformou o culto em show de religiosidade.
O saudoso evangelista Wim Malgo, sobre o namoro da Igreja com o mundo,escreveu: ...Com horror vemos muitas igrejas desmoronando do ponto de vista espiritual. Pois, de que outro modo a maldita teologia moderna poderia ter penetrado em nossas igrejas? Ou não crês que é obra dos demônios... pessoas nos púlpitos, pregando, apesar de não crerem mais que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que negam a ressurreição de Cristo?... Evangeliza-se trazendo “especialistas”, pretendendo-se que eles reanimem a vida da Igreja, mas não existe poder para o renascimento.(...) Atualmente o Senhor é muito procurado (Is. 58:2), mas há pouco poder para o renascimento...(ORAÇÃO E DESPERTAMENTO - pg. 66 - autor citado).
É interessante observar que a obra citada foi escrita em 1972. De lá até agora o terreno foi sutilmente trabalhado por Satanás. Os desafios missionários e as pregações sobre santidade, inferno e a volta de Jesus Cristo foram banidas da Igreja apóstata. O essencial é não incomodar as pessoas confrontando-as com a vida pecaminosa condenada pelos Escritos Sagrados. Para os pregadores do “outro evangelho” não interessa os meios desde que haja “casas lotadas”. O triste resultado é um rebanhão sem identificação com o Supremo Pastor. O rebanhão da cruz de isopor.
Pensando neste assunto de tremenda importância escatológica, vamos buscar na Palavra de Deus a resposta à pergunta afinal, que evangelho é esse(?!) - que perdeu a visão da volta de Jesus e amigou-se com o mundo e seus padrões?!
  

I. É APRESENTADO NO PÚLPITO


O surgimento de “outro evangelho” trouxe consigo “outros pastores”. Melhor dizendo, “cães mudos”, como os denunciou Isaias e João (Is. 56:10,11 e Ap. 22:15).
Uma Igreja não muda da noite para o dia, embora as mudanças atualmente sejam rápidas. Uma nova geração de obreiros mais interessados em atrair massas, não importando os meios, tem se levantado contra “as santas tradições que nos foram ensinadas por palavras ou epístolas” (2 Ts. 2:15), apregoando novos métodos de culto e evangelização. São os pregadores novidadeiros. Sempre apresentam novidades para manter o “rebanho” entretido. Não há compromisso. Uma pregação sem cobranças é facilmente “degustada”. A Igreja incha. Poucos fiéis inconformados, ou se retiram ou são colocados de lado. São ultrapassados, segundo os pregadores modernos. Tradicionais, conservadores que exalam “cheiro de naftalina” (como alguns já foram epitetados), atrapalham o “crescimento” (inchação) prometido pelo “outro evangelho”. As divisões são inevitáveis. Os escândalos também. Púlpitos, outrora trincheiras contra o pecado, hoje são destituídos de poder e cenário para anedotas, “sopros poderosos”, “revelações bombásticas” (totalmente carnais para promover o ego do “revelador”), promessa de prosperidade e “apólice” contra doenças . Um evangelho que não condena “as iguarias do mundo”.
A grande verdade é que estamos dentro de uma “falência doutrinária” – apostasia – que está produzindo insensibilidade e superficialidade. Preciosas linhas foram publicadas no Jornal Batista (6/5/07), que considero uma ultra-sonografia do espantoso quadro hodierno.
...Assim, em nome da paz, do politicamente correto, verifica-se: 1) Cristãos aceitando o homossexualismo como natural; 2) Cristãos optando por darem ou não o dízimo, de participarem ou não das ofertas; 3) Cristãos compactuando com a imoralidade; 4) Cristãos vendendo o evangelho como produto de feira: barato, com garantia e, se o cliente quiser, ainda se emite uma nota fiscal; 5) Cristãos não comprometidos com a evangelização, com a oração, com o discipulado...”(Pr.Darlyson Feitosa).
O quadro é desolador, porém profético. Paulo, sobre tais dias escreveu: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2 Tm. 4:3,4). Ainda sobre assunto de tamanha importância escatológica, o mesmo apóstolo vaticinou: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” (I Tm. 4:1,2).
Assim, pelos Escritos Sagrados, compreendemos o surgimento de tantos “falsos mestres” divulgando um “outro evangelho” e um “outro Jesus”, com sinais operados por um “outro espírito”.
O declínio do cristianismo é visível. A falta de mudança na vida dos homens se deve, em parte, pela mudança radical dos evangélicos. Para pior, infelizmente. Às vezes me vejo pensando se um mártir do evangelho de Cristo, permitido lhe fosse ressuscitar e passar alguns dias neste mundo visitando igrejas, o que pensaria ou sentiria ele? Que mensagens ou cânticos penetrariam nos seus ouvidos? Choraria tocado pelas verdades que o levou a morrer por Jesus ou choraria de vergonha diante do que veria e ouviria ? Creio que choraria, choraria muito, vendo um evangelho mundano “entretendo bodes” apregoado por “pastores que a si mesmos se apascentam” (Jd. 12).
Um importante trecho escrito por John Mc Carthur é o fiel retrato do cristianismo sem cruz.

 

“Há milhares de igrejas...que não querem ouvir a sã doutrina. Não agüentariam, por duas semanas, um ensino bíblico firme que refutasse seus erros doutrinários, que confrontasse o seu pecado, que lhe trouxesse convicções e as exortasse a obedecer a verdade. Não desejam ouvir pregação sadia. Por quê? Porque os que se encontram nas Igrejas desejam possuir a Deus sem abrir mão do seu estilo de vida pecaminoso; por isso não toleram que alguém lhes diga o que a Palavra de Deus declara a esse respeito.
Então, o que desejam eles ouvir? “Cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm. 4:3). Ironicamente, eles procuram mestres. Escolhem mestres que lhes ensinem o que desejam ouvir, ou seja, aquilo que satisfaz a coceira de seus ouvidos... Ajuntam ao redor de si uma porção de professores que satisfazem seus apetites insaciáveis e egoístas. O pregador que traz a mensagem que mais necessitam ouvir é aquele que eles menos gostam de ouvir.
Infelizmente pregadores com mensagens que satisfazem as coceiras nos ouvidos são abundantes em nossos dias. “Em épocas de fé instável, de ceticismo e de mera especulação curiosa em relação aos aspectos espirituais, mestres de todo tipo proliferam, tal como as moscas da praga no Egito. A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro ‘que fábrica bezerros’ logo é encontrado”.
Esta avidez por mensagens que agradam a coceira nos ouvidos conduz a um final terrível. O versículo 4 diz que, por fim, essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdadeentregando-se às fábulas”... A frase ‘se recusarão a dar ouvidos’ está na voz ativa. Isto significa que as pessoas deliberadamente escolhem essa atitude. A frase “entregando-se àsfábulas” está na voz passiva, descrevendo o que acontece a elas. Tendo dado as costas à verdade, tornam-se instrumentos de Satanás. A ausência de luz são trevas.
Isso está acontecendo na Igreja contemporânea... A Igreja flerta com os mais graves erros doutrinários. Os cristãos buscam imprudentemente a revelação extra-bíblica na forma de profecias e sonhos. Os pregadores negam e ignoram a realidade do inferno. O evangelho moderno promete o céu sem uma vida de santidade. As igrejas ignoram o ensinamento bíblico acerca do papel da mulher, do homossexualismo e de outras questões sensíveis. Os recursos humanos substituíram a mensagem divina...
Observe novamente a frase-chave do versículo 3: “Como que sentindo coceira nosouvidos”. Por que não suportam a sã doutrina? Por que se cercam de mestres e voltam às costas para a verdade? Porque no seu íntimo o que pretendem é satisfazer a coceira de seus ouvidos. Não querem ser confrontados. Não querem sentir convicção de pecado... Desejam sentir-se bem. Querem satisfazer a coceira de ouvidos ouvindo anedotas, psicologia, palestras motivacionais, estímulos, pensamento positivo, auto-satisfação e sermões que fortalecem o ego. Correção, repreensão e exortação bíblicas são inaceitáveis.
Mas a verdade de Deus não faz cócegas em nossos ouvidos; ela esbofeteia nossos ouvidos. Ela os queima. Primeiramente, ela corrige, repreende e traz convicção; depois, ela exorta e encoraja. Os que pregam a Palavra precisam ter o cuidado de manter esse equilíbrio.
Em João 6, após Jesus ter pregado um sermão bastante severo, a Bíblia nos diz: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (v.66). Enquanto as multidões se retiravam, nosso Senhor voltou-se a seus discípulos e perguntou: “Porventura, quereis também vós outros vos retirar?” (v. 67). A resposta de Pedro, em nome dos demais apóstolos, é significativa: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (v. 68). Esta é a resposta correta. Revela a diferença entre os verdadeiros discípulos e os demais: a fome pela Palavra. Jesus afirmou: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo. 8:31). Pessoas que buscam ser entretidas e gente que apenas segue as multidões não são, de forma alguma, discípulos verdadeiros. Os que amam a Palavra são os verdadeiros seguidores de Cristo. Esses não desejarão ouvir pregadores que cocem seus ouvidos” (COM VERGONHA DO EVANGELHO - pp 35 a 37 – autor citado).
A apostasia é um dos maiores sinais de que o arrebatamento está às portas. Jesus disse: “voltando Ele, acharia fé na terra?” O que nos consola diante da tristeza causada pelo “evangelho que diverte bodes”, é sabermos que o “Bom Pastor” virá buscar “as ovelhas do seu pastoreio”. Ora vem, Senhor Jesus!
II. É APRESENTADO NO SISTEMA DE CULTO

Através do que leio e ouço de crentes perplexos, coisas absurdas estão sendo introduzidas na ordem dos cultos. Coreografias, música e instrumentos estridentes, somados a outros ingredientes estranhos, enseja a pergunta: Afinal, Que Evangelho é Esse?
O diálogo entre Deus e Moisés no alto do Sinai foi interrompido bruscamente. O profeta estava recebendo as devidas instruções - através dos mandamentos divinos - de como deveria ser o culto ao Santo de Israel. Enquanto isso, aos pés do monte, o povo cultuava um bezerro com “sonidos estranhos”. Disse o Senhor: “...vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, e depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.” (Ex. 32:7,8).
Como poderia o Senhor prosseguir orientando um povo que “se corrompeu e, depressa”, passou para “outro deus” e “outro culto,” se deixando levar por “outro espírito”? Aconteceu uma interrupção imediata. É o que tem acontecido no chamado “arraial evangélico”. Há um “bezerro” e um sistema de culto com “alarido estranho”.
Afastado do acampamento e aguardando o profeta num determinado local do monte Sinai, Josué, logo que encontrou Moisés, disse: Alarido de guerra há no arraial. Porém ele respondeu: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam, eu ouço.” (Ex. 32:17,18).
Era costume entoar cânticos de vitória quando vitoriosos. No caso de derrotas ou sofrimentos, entoavam cânticos de lamentações. Naquele momento era, como logo foi percebido pelo profeta, um cântico estranho a Deus e aos verdadeiros adoradores.
Quando coisas estranhas vão acontecendo no “lugar santo”, tristemente o Senhor se retira. Saindo o verdadeiro, imediatamente o falso toma conta. O triste resultado da mescla igreja-mundo é a perca da visão dos assuntos do céu: missões, volta de Cristo e o culto de adoração ao Deus Santo por um povo santo. O sábio escreveu: “... por falta de visão o povo se corrompe” (Pv. 29:18). Sem a revelação profética de Deus (tudo está na sua Santa Palavra) o povo perece e facilmente dá crédito ao engano “adorando bezerros”.
O sistema de “culto ao bezerro” leva ao bizarro. As igrejas começam a abraçar excentricidades... e coisas absurdas acontecem. A reverência acaba diante da chocarrice e “novidade de moda” (não de vida). Li sobre uma senhora que, inconformada com sua Igreja, que aderiu aos meios de um “outro evangelho”, queixou-se com tristura: “quando é que a Igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?” (de um recorte da Internet). Tal afirmativa diz tudo sobre o “culto” apresentado pelo “outro evangelho”.
Sabemos que tudo tem um começo. O envolvimento de uma igreja por “alarido estranho” principia com a música. Costumo dizer que a música é o “carro-chefe” da apostasia. Aos poucos, sutilmente e fantasiada com uma piedade estranha, corinhos destituídos de valor bíblico doutrinário vão ocupando maior espaço na liturgia do culto. Acusa-se o “velho hinário” de ultrapassado e sonolento. As lutas e lágrimas que nos legaram os mais belos hinos da fé cristã são totalmente desprezadas, ignoradas e desterradas da grei. A “moçada” exige o “período de louvor”. É mais “entusiasmado”. A maioria dos pastores (há exceções, graças a Deus), para não entrar em choque com famílias ou porque querem “casa cheia”, aceita a tese dos jovens e, assim, a “batucada” tem início com conjuntinhos que logo introduzem as palmas, bateria, atabaques e tudo o mais que o “outro evangelho” oferece.
Alguém, num passado não muito distante, afirmou: “estas coisas atraem a juventude”. Mas foi o Senhor Jesus Cristo quem disse: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” (Jo. 12:32)É somente Jesus quem atrai. Se numa Igreja Cristo não mais atrai, infelizmente ela o trai. Duríssima verdade ... crudelíssima realidade.
Sobre este assunto de música e louvor, há uma interessante resposta de Dave Hunt, publicada no Jornal Chamada da Meia-Noite - edição de março/2002. Alguém perguntou sobre os “corinhos repetitivos e de pouco conteúdo, que, supostamente, promoveriam adoração”. O leitor manifestava-se perturbado vendo a situação de sua Igreja sendo envolvida cada vez mais pelo “tempo de louvor”.
A resposta de Dave Hunt foi muito elucidativa e edificante. Disse ele: Muitas vezes fico aflito quando uma “equipe de louvor” de uma Igreja dirige a congregação cantando corinhos superficiais e repetitivos sobre adoração, mas sem adoração de fato. Meu coração fica angustiado por causa da pobreza espiritual daqueles que tão seriamente repetem palavras como “viemos te adorar..., te damos graças..., amamos louvar-te..., adorar-te..., elevamos o teu nome e etc.
Adoração não consiste de palavras sobre adoração, mas sobre o Senhor. Louvar não é dizer “nós te louvamos”. Ele é o que Ele revelou - o que Deus é e faz é que nos leva a nos curvarmos diante dele, maravilhados e em adoração. Isto é algo que falta muito nos hinos contemporâneos.
Serão as melodias atraentes que fazem com que muitos grupos substituam os antigos hinos - tão ricos na sã doutrina, que evoca verdadeiro louvor e adoração - por canções superficiais e repetitivas? Consideremos as seguintes linhas de dois de muitos hinos semelhantes, que foram impensadamente abandonados. As palavras adoração e louvor não aparecem, mas em ambos, nossos corações se prostram em adoração:

Amavas-me Senhor, no tempo em que imolado
Foi numa cruz sangrenta o meigo Salvador,
Levando sobre Si, sim, todo o meu pecado,
O Santo de Israel, o teu Cordeiro amado.
Meu Deus, que amor!
Meu Deus, que imenso amor! (Hino 20 CC).

Ó fronte ensangüentada com chagas e com dor,
Ó fronte coroada de espinhos: meu Senhor!
Ó fronte outrora ornada de eterna glória e luz,
Agora desprezada, saúdo-Te, Jesus!
O que tens suportado, foi minha própria dor;
Eu mesmo sou culpado de Tua cruz, Senhor.
Ó, vê-me aflito e pobre, castigo mereci,
Com Tua graça encobre o mal que cometi.

Lamentavelmente muitos dos jovens cristãos de hoje - inclusive os participantes das “equipes de louvor”- não ouviram palavras comoventes como essas e, como conseqüência, encontram-se espiritualmente desnutridos.
E, evidentemente, deve haver uma pausa nos cânticos para que os presentes elevem ao Senhor, em suas próprias palavras, o seu louvor, adoração e ações de graças que brotam de seu coração. Entretanto, a concepção atual de adoração parece ser: uma incansável repetição de canções cujas letras têm pouco conteúdo, e, muitas vezes, quanto maior o volume de som, melhor. Precisamos de tempo para pensar - e precisamos que nos seja apresentado um conteúdo digno de profunda reflexão” (autor e fonte citados).
A música produzida pelo arraial evangélico atual (repito, para enfatizar bem, que há benditas exceções) é fruto do que se entende por “Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is. 6;3). Uma grei é aquilo que canta. Se o conhecimento da santidade de Deus é real no coração da Igreja, a música que canta há de expressar tal fato. Se a grei ignora a essência que fez “tremer e fumegar o Sinai”, a música não será afinada com o caráter e santidade do Altíssimo. Cantar samba, rock, pagode, rap e outros ritmos irreverentes a pretexto de “louvar a Jesus”, é, no mínimo, total falta de“Examinai as Escrituras” (Jo 5:39). Jesus foi contundente: “errais por não conhecerdes as Escrituras...” (Mt. 22:29). Isolar versos para apoiar o que gosta é incorrer em graves erros doutrinários. É tão somente falta de temor a Deus. Em muitos casos... falta de conversão.
A grande verdade que se evidencia nesse contexto é o ódio do diabo ao “som solene”. Satanás quer acabar com os hinos que perturbam o inferno. Quer ver a Igreja se identificando com o mundo, cantando músicas que em lugar de fazer o inferno tremer, fazem os “demônios dançarem”. Músicas que mexem com o corpo e não tocam o coração.
Pensemos em Jesus após ter participado da última ceia com os discípulos. O que fez Ele? Vejamos o que diz o texto sagrado: “E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.” (Mt. 26:30). É interessante observar que Jesus cantou com os discípulos um hino de louvor.Numa rápida reflexão sobre a santidade de nosso Senhor e transportando aquele fato para os nossos dias, cabe uma pergunta: se fosse hoje, diante do que estamos presenciando, que tipo de hino Jesus cantaria numa Igreja? Rock, samba ou “pop gospel”? É para pensar, tão somente pensar. Certamente o Santo Cordeiro do Deus Altíssimo cantaria um hino identificado com o seu perfeito caráter. Hinos que assombram as trevas e as suas potestades malignas. Hinos que falam ao coração daqueles que, pelo Espírito Santo, têm discernimento para identificar a música de Deus. Ela é inconfundível. Som solene e mensagem edificante. Traz consolação e alívio ao coração.
Hoje, produto da apostasia escatológica, o profano vai tomando conta do lugar santo, impondo uma música irreverente incitada por “outro espírito” que é fruto do “outro evangelho”. A profanação é real e os estragos também. Poucos pastores que se levantam contra tal afronta acabam , por maioria dos jovens e pais dos mesmos, sendo colocados para fora. Há, também, não se sabe até quando (Cristo precisa voltar logo!), os que estão preservando os valores do culto bíblico oferecido ao Altíssimo. É uma luta constante. Sem tréguas. Exige vigilância, oração e intrepidez. Só pela misericórdia de Jesus Cristo ainda se pode lutar contra aqueles que insistem em servir o “santo alimento da palavra de Deus” em penicos. É isso mesmo, penicos.
O Pr. Lourinaldo P. Araújo (missionário no Timor Leste) escreveu um folheto maravilhoso que revela bem o quadro do “outro evangelho” e seu sistema de “culto”. Tremenda verdade no referido escrito. É intitulado O BANQUETE NO PENICO. Leia e, de coração aberto, medite, medite bem no assunto, à “luz da candeia”:
“Queridos irmãos em Cristo, escrevi este artigo movido por profunda tristeza no coração, pelos estragos que tenho visto no meio evangélico causados pelo “Movimento Gospel” e pelos chamados “Roqueiros Cristãos”.
A situação em que se encontra o que deveria ser o louvor a Deus em várias igrejas chamadas evangélicas, faz-me lembrar de uma história que ouvi no final da década de 80, que contarei a seguir.
O pastor de uma igreja estava muito perturbado em seu espírito, por causa das músicas barulhentas, com ritmos mundanos, que o grupo de louvor estava introduzindo naquela igreja. Com muita “criatividade” eles colocavam textos bíblicos em ritmos irreverentes, e outras vezes pegavam música mundana, mudando somente a letra, que ficava, às vezes, totalmente completa de versículos.
O pastor, sendo um homem de Deus, zeloso pelo seu rebanho, procurou mostrar aqueles “irmãozinhos” que tal pratica era incorreta e inconveniente. Mas aqueles irmãos alegavam que toda música é de Deus e, portanto, podiam louvar a Deus com o rock, o samba, o axé, o pagode e qualquer outro ritmo, desde que colocassem uma mensagem de louvor a Deus em tais ritmos.
Naquele impasse, o nosso Deus que não desampara aqueles que O levam a sério, deu uma excelente idéia ao pastor: ele daria um grande banquete servido em penicos, para o grupo de louvor da sua igreja.
No dia marcado, quando todos os convidados chegaram para o banquete, o pastor conduziu-os a uma espaçosa sala, onde os mesmos depararam-se com uma farta e apetitosa mesa de alimentos, mas tudo servido em penicos, até mesmo no lugar dos pratos estavam dispostos penicos menores, para que os convidados se servissem neles. Todos ficaram chocados e chateados com a ofensa do pastor. Enquanto ele saiu um instante da sala, alguns comentaram que aquilo era uma brincadeira de muito “mau gosto” que um pastor não devia fazer. Onde já se viu oferecer um banquete a convidados em repulsivos penicos! Chegando o pastor, começou a tranqüilizar seus convidados, dizendo que a maioria dos penicos eram novinhos, e que alguns poucos que foram usados, tinham sido lavados cuidadosamente. Afinal comer em pratos era algo tão tradicional, que ele resolvera fazer algo diferente, para quebrar preconceitos e inovar um pouco a maneira de se fazer um banquete. Como ninguém aceitou as explicações do pastor, ele então usou o argumento que tinha preparado, dizendo: Vós tendes servido o santo alimento da Palavra de Deus em ritmos inconvenientes, sujos e profanos, e querem que Deus e os salvos, aceite-os, engula tudo sem reclamar! Por que pois não quereis o meu banquete em penicos? Porventura não estais acostumados a praticar tais aberrações? E aquele pastor com essas e outras palavras de sabedoria de Deus, mostrou a incoerência daqueles que deturpavam o louvor em sua igreja.
Queridos irmãos, o louvor a Deus é coisa séria, e tem que ser servido como banquete espiritual, em salmos e hinos e cânticos espirituais (não carnais), que são os santos utensílios que Deus mesmo escolheu para o seu louvor (Cl. 3:16). O rock, o happy, o pagode, o samba, o axé, o funk, o olodum e outros ritmos semelhantes, são como penicos profanos para Deus, e não servem para conter a Sua mensagem. São profanos porque foram criados para promover irreverência, imoralidade e até mesmo o culto aos demônios, visto que muitos desses ritmos vieram dos rituais pagãos de invocação aos demônios. Por que alguns insensatos insistem em tomar penicos usados pelo diabo para servir a mesa de Deus? Aceitaria ele tal aberração? É certo que não!
Para que as igrejas engulam este “louvor esdrúxulo”, os chamados “roqueiros de Cristo” assumem uma falsa fachada espiritual e dizem: “temos que quebrar tradições ultrapassadas. Precisamos de inovações”. Eu digo: ... deturpar não!
Esses deturpadores de louvor são tão sem criatividade, que não são capazes nem de criar um novo ritmo decente e reverente para o louvor a Deus. Só sabem imitar aquilo que há de pior no mundo. São meros plagiadores (imitadores) daquilo que tem deteriorado o mundo. A imitação tem sido tão extrema, que comparando fotos da banda Oficina G3 e outras que se dizem evangélicas, com as fotos de roqueiros da revista HEAVY (especializada em roque), percebemos que até o “visual” e os gestos arrogantes são copiados de roqueiros que defendem ideologias satânicas, como por exemplo, Iron Maiden. Será que estes nunca leram que o mundo inteiro jaz no maligno? (I Jo. 5:19). Será que não viram que Tiago 4:4 diz: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”.
Os que querem ser inconvenientes, que comam em seus penicos de ritmos profanadores, mas saibam que responderão pela imundícia que têm praticado diante de Deus. Em Campo Grande - MS - algumas mocidades de igrejas evangélicas denominam-se como “Galera de Cristo”. Galera é o nome dado a grupos de vândalos e baderneiros que praticam desordens e delitos sociais. Até nisso alguns insistem em emitir o lixo do mundo. Que incoerência!
A “Galera de Cristo” e a “turma gospel” dizem “abaixo os hinos; viva o louvorzão, o axé, o rock, o olodum, etc....” e eu respondo apoiado pela Palavra de Deus: “Abaixo a incoerência e o banquete no penico”. Que horror! Comem em penicos e dizem: é nossa nova proposta, é a modernidade.
A minha alma que sempre foi bem nutrida pelo puro alimento da Palavra, e bem servida em recipientes adequados, se revolve diante dos penicos que são colocados diante de mim.
Considerai com sobriedade o que digo. Penso eu que penicos não foram feitos para servirem banquetes, mas para outros fins considerados “um tanto escuso”; e, mesmo sendo novinhos, nunca serão adequados para se servir alimentos. Assim os ritmos que foram criados para incentivar os desejos carnais e o pecado, não deveriam ser usados para alimentar o povo de Deus. O louvor contaminado por ritmos que incentivam a imoralidade, drogas e até o culto a demônios, certamente produzirá uma geração de cristãos profundamente enfermos.
Alguns pastores, que sempre gostam de agradar a gregos e troianos antes do que a Deus, procuram apaziguar a questão dizendo tratar-se apenas de um “choque de gerações”. Contudo essa teoria é inconsistente para explicar o assunto, porque quando analisamos a prática de culto e louvor da chamada “nova geração”, à luz da Bíblia percebe-se que a mesma está se chocando contra as verdades bíblicas e o bom senso, e não apenas contra costumes da “velha geração”.

OS RESULTADOS DA DETURPAÇÃO DO LOUVOR

Quais são os resultados desses “novos louvores”? Seriam conversões verdadeiras? Edificação e santificação dos jovens? Temos provas suficientes para dizer que NÃO. Os ritmos profanos produzem exatamente aquilo para os quais foram criados: concupiscências carnais, irreverências e decadência moral. Para ilustrar isso, quero citar o exemplo de uma das primeiras “bandas de rock cristão” em MS, a qual foi responsável pela divulgação...do rock e outros ritmos mundanos nas igrejas evangélicas da região. A tal banda Selah, depois de desfrutar de grande popularidade, e espalhar muita irreverência com seus “shows”, a banda foi dissolvida por causa de brigas internas, adultérios e até mesmo (pasmem!) trocas de esposas entre os componentes do grupo; como me contou com tristeza, um irmão que participou do processo de dissolução do grupo. O escândalo causado pela “banda” foi grande decepção e surpresa para muitos, mas não para mim. Afinal, há alguns anos atrás, eu li a entrevista de um roqueiro americano, o qual declarou: “O rock tem como objetivo incentivar o amor (imoralidade), a irreverência e a rebelião contra o sistema” (autoridades, pais, etc...). Querido irmão, se um roqueiro fala que esses são os objetivos do seu estilo de música, como eu ofenderia a Deus colocando-o dentro da Igreja do Senhor?
Num SBT-Repórter saiu uma reportagem sobre a violência jovem no Brasil, onde um roqueiro falou que algo misterioso acontecia com ele quando ouvia tais ritmos, e ele sentia-se impulsionado à violência, como se quisesse “arrebentar o mundo”. Essa linguagem é inconveniente porque foi copiada daqueles que se dedicam a Satanás, e não convém àqueles que se dizem discípulos de Cristo.
Aqueles que estão fazendo banquetes em penicos (shows) em nossas igrejas, têm argumentos bonitos e certa aparência de piedade, contudo o seu fim será certamente desastroso, porque quem começa trocando pratos por penicos, é porque perdeu todo bom senso e coerência cristã, e acabará praticando aberrações maiores, amparados pelo falso argumento: “não tem nada a ver”.
Tenho um exemplar da revista HEAVY (outubro /1986), onde o roqueiro Tony Parsons já dizia (blasfemando) a seguinte afronta a Deus: “SE DEUS NÃO DESTRUIR O MERCADO DO ROCK, ELE DEVE DESCULPAS POR ESCRITO A SODOMA E GOMORRA”. O que o roqueiro estava dizendo, é que o mercado do Rock tem produzido mais podridão (homossexualismo, devassidão, etc) para o mundo, do que aquelas cidades que Deus destruiu por causa desses pecados. É extremamente lamentável ver o mercado de rock entrando em lares e em igrejas.
Queridos irmãos, nós jovens, merecemos coisa melhor do que os shows carnais e irreverentes que nos estão sendo oferecidos. Satanás quer destruir a vida dos jovens com esse louvor mundano. Ele sabe bem, e muito, as conseqüências danosas que conseguirá sutilmente com tais ritmos alucinantes que está infiltrando no meio cristão através do Movimento Gospel.
Os estilos de músicas extravagantes produzem estilos de vida irreverentes. Tanto é verdade, que nestes “shows evangélicos” é muito comum a presença de mocinhas com roupas indecentes, marcando o corpo e transparentes, fazendo requebros sensuais sob olhares carnais de “adoradores extasiados”. Mas o Senhor adverte em sua Palavra: “Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene” (Isaias 1: 10,13).
“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas” (Amós 5:21,23).
Muitos continuarão tocando suas profanações, afinal, a Bíblia diz que haveria apostasia nos últimos tempos, mas eu e você, que conhecemos a verdade, não precisamos fazer parte dela! (I Tm. 4:1-2; II Tm. 3:4-5).
Os que levam Deus a sério devem dizer NÃO ao banquete no penico, à decadência e às profanações. Continuemos louvando com alegria ao Senhor da maneira que ele nos orienta em Sua Palavra: A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” como é conveniente aos santos de Deus (Cl. 3:16 e Ef. 5:19).
(Autor e fonte citados).
O Banquete no Penico diz tudo. É o que, com tristeza afirmo, vem acontecendo em muitas formas de culto. São “maçãs de ouro” servidas em penicos. “Balidos de Amaleque”, estranho aos ouvidos dos servos de Deus e insultando a santidade de Jesus Cristo. Como já disse, se por um lado há a tristeza de ver o evangelho santo mangado pelo profano, há também, para consolo dos salvos, as preciosas palavras do Senhor: Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.” (Lc. 21:28). Assim, biblicamente, é necessário que tais coisas aconteçam. Todavia, como nos ensina a Palavra, é necessário “Clama em alta voz... o que convém à sã doutrina.”(Is 58:1 - Tt 2:1), para ver se, ainda, diante do panorama apóstata que vai grassando muitas igrejas, algumas atendam ao apelo do “Noivo”: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” (Ap. 2:5).
A cada dia que passa o “outro evangelho” vai ganhando espaço. O culto solene e de grande edificação à Igreja na glorificação do nome de Jesus Cristo, vai cedendo lugar às novidades mundanas inspiradas por “outro espírito”. Coreografias e bailarinas de Cristo, somadas a outras atrações carnais vão, estimuladas por pregadores modernistas, “removendo marcos antigos” e produzindo um “rebanhão” sem compromisso com o Deus vivo. Afinal, Que Evangelho é Esse?
À tal pergunta, uma resposta extraída do site do fundamentalismo bíblico: “Nos Estados Unidos, já tem igrejas promovendo lutas de boxe antes dos cultos para atrair mais adeptos. Outra Igreja mandou colocar em seu templo, todos os efeitos especiais de um cassino de Las Vegas para manter a nova clientela. Uma Igreja de São Paulo(...) além de fazer todo o auditório dançar, mantém na plataforma do templo quatro dançarinas, dançando de modo semelhante...as dançarinas dos programas de auditórios. Tem dona de Boate... se dizendo evangélica” (fonte citada).
Este é, sem dúvida alguma, o sistema de culto do “outro evangelho” inspirado por “outro espírito” à adoração de um “outro Jesus”.
  
III. A IRREVERÊNCIA DOS ADEPTOS DO OUTRO EVANGELHO

A Timóteo, sobre “os tempos difíceis”, Paulo fala de uma geração “profana e irreverente”. Como não poderia deixar de acontecer, tal irreverência adentrou no chamado “arraial evangélico”. Os “novos crentes”, gerados por “outro espírito”, introduziram novos métodos para “removerem os antigos limites” da sã doutrina. E, é bíblico, estão conseguindo. Os cultos cada vez mais são irreverentes. Multiplicam-se os shows dentro dos templos. A quantidade de adeptos do evangelho fácil vai aumentando e, com eles, uma geração que Paulo denunciou como “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te... que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade... E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles” (2 Tm. 3:5,7,8a,9).
A geração “Janes e Jambres” (magos do Egito que, com poderes das trevas, intentaram oposição a Moisés - conforme escritos judaicos) se rebela contra a sã doutrina. Mistura o sagrado com o profano. Não compreende que “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg. 4:4).
Assim, dentro deste princípio que norteia o “outro evangelho”, é possível encontrar jovens cantando em igrejas – anestesiados por um som estridente - com os seus piercings, tatuados e levando a platéia a um gingado carnal. Não há compromisso. Proliferam as roupas sensuais com pinturas “jezabelescas”, blusas decotadas e calças que defraudam expondo a “barriguinha evangélica”. Indiferença total aos preceitos bíblicos que condenam o abominável mundanismo. Sobre tatuagens, piercings e sensualismo a Palavra diz: “...nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” (Lv. 19:28b); “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (I Pe. 1:16). Sobre vestes, Salomão e Paulo exortaram; Como jóia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição.” (decência; percepção moral) “...Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto...” (Pv. 11:22 - I Tm. 2:9a).
A irreverência dos adeptos do “evangelho light” chegou a tal ponto, que os incrédulos, diante de trios elétricos gospel e blocos carnavalescos denominados evangélicos, admirados afirmam: “é, já não se faz mais crentes como antigamente”. Tal afirmativa procede, pois o arraial evangélico mudou, mudou muito... para pior. É profético. Jesus disse: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt. 24:12). Graças a Deus, misericórdia divina, há um QUASE!
Para se ter uma idéia do alarmante acinte ao sagrado, transcrevo algumas notícias que vão ao encontro do que estamos abordando. Não se trata de sensacionalismo, pois o fato existe e é bíblico. Sirva, isso sim, para “despertar os que dormem” diante do momento escatológico que estamos vivendo. Sirva também, assim desejamos, para que muitos, ludibriados pelo evangelho sem renúncia, sejam tocados a “tomar a cruz” e seguir pelo “caminho estreito”. O dia do Senhor se aproxima. Será dia de juízo. Ainda há oportunidade de abandonar o falso e dar-se ao verdadeiro. Leia, atento, as notícias que transcrevo lembrando, tão somente lembrando, de que Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.” (Mt. 24:33).

Como Adão e Eva no paraíso. Integrantes das igrejas evangélicas descobrem que o naturismo também é uma forma de comunhão com Deus e vão à praia nus.
Este foi o titulo da matéria publicada pelo jornal O Dia, um dos principais no Rio de Janeiro, a respeito de alguns evangélicos que estão praticando o chamado naturismo. Tais “crentes” estão freqüentando praias de nudismo e - pasmem! - levando até mesmo a Bíblia! De acordo com o jornal, até mesmo “pastores se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias freqüentadas por nudistas...”
O jornal diz, com ares de naturalidade, que o nudismo evangélico é uma idéia tão inovadora que muitos preferem o anonimato, como a líder de instituição pentecostal há 15 anos, Márcia, (...) que trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis. A pastora se converteu ao naturismo (...) após visitar a praia Olho de Boi, em Búzios. ‘Me encontrei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor’, defende ela...” (extraído do Desafio das Seitas - 1º trimestre de 2003).
A princípio pensei em comentar este assunto. Todavia, depois de refletir mais, não é necessário comentário algum, pois como se lê, o fato fala por si. Assim agem os adeptos do evangelho sem compromisso. Todo aquele que se define como evangélico e não vê nada de
mais no naturismo, no rock para Jesus, samba e em novidades estranhas à sã doutrina ,creia, é um adepto do “outro Jesus”. O Jesus Cristo, unigênito de Deus, disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”(Mt. 7:21,23).

“Sou pastor e sou gay”. A afirmativa abominável é de um “teólogo” chileno (Revista Época) que, deturpando as Escrituras, procura justificar o homossexualismo. Sobre os tais profetizou Enoque, dizendo: “... Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito.” (Jd. 14 a 16, 18,19).
“Homossexuais serão ordenados pastores”. De um recorte de jornal (sem data) outra notícia sobre a deturpação do Sagrado. Entre outras coisas, a citada matéria diz o seguinte: Pela primeira vez no país, dois homossexuais serão oficialmente ordenados pastores (...). O local abriga a Comunidade Cristã Gay ... que pretende ser a primeira igreja homossexual do Brasil.
... Um casal de homossexuais vai participar da cerimônia. O pastor Neemias Marien... presidirá a ordenação.
...Vários membros da Comunidade Cristã Gay continuam ligados e freqüentando suas igrejas.
...Queríamos uma comunidade onde pudéssemos viver nossas vidas. Queremos o direito de entrar no templo de mãos dadas com os nossos namorados e de fazermos juntos nossas orações...”
A proliferação do homossexualismo - incentivado abertamente por novelas impuras impondo a inversão dos valores à sociedade - é fator de cumprimento da Palavra profética. Diante do número crescente de gays e o apoio de autoridades e simpatizantes, é cada vez mais festejado o dia da parada do orgulho gay. Já é parte do calendário turístico de muitas nações. Até em Israel. Um cartaz promovendo o evento mostra um casal gay se beijando, tendo ao fundo o Monte das Oliveiras.Tal fato nos leva às palavras de Jesus discorrendo sobre o final dos tempos: “Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.” (Lc. 17:29,30).
Diante das palavras de Cristo, é claro o ensino de que, quando o arrebatamento dos salvos estivesse “às portas”, aumentaria o homossexualismo sobre a terra. Cartilhas estão sendo colocadas nas mãos das crianças ensinando-as a assumirem sua homossexualidade. Não dá nem para citar determinadas expressões dos tais “manuais”, pois até transcrevê-las é torpe. Bem disse o profeta Jeremias: “Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o SENHOR. Porventura envergonham-se de cometerem abominação? Não; de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo em que eu os visitar, diz o SENHOR.” (Jr. 6:15 e 8:12).
Como já vos disse, causa tristeza o que o “outro evangelho” e seus adeptos estão fazendo em prejuízo ao evangelho santo. Porém, para consolo dos salvos, “é necessário que se cumpra a Escritura”.
CAMBALHOTA PARA JESUS. Os adeptos do evangelho estranho são novidadeiros. Gostam de novidades. Precisam delas. Para os tais, quanto mais novidade aparecer no “culto”, mais “avivamento” acontece. Esquecem-se eles que “avivamento não é descer a rua com um grande tambor; é subir ao Calvário em grande choro”, como disse Roy Hession. Não é o pensamento dos novidadeiros. Querem um evangelho barulhento. Apreciam gritarias. O emocional supera a razão e o espiritual. Vivem para dividir. Lançam os mais variados epítetos aos que, com oração e discernimento, lutam para “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2 Ts. 2:15). Infelizmente muitas igrejas estão sofrendo divisões oriundas da invasão do evangelho estranho. O Dr. Jeiel Ferreira de Souza, num pequeno artigo publicado pelo Jornal Batista em tempos idos, já naquela época mostrava como surgem as “porfias e divisões” no seio da Igreja, comandadas pelos “fervorosos crentes do outro evangelho”:
“Dois grupos de irmãos estavam numa igreja batista, disputando a primazia de exercer influência no programa de culto. Um desejava que a congregação continuasse, como vinha, cantando hinos de adoração e exaltação a Deus, com os coros e cantores entoando expressivas letras com apreciadas harmonias e agradáveis melodias. Outro queria que o culto se “renovasse”, que a congregação passasse uma a duas horas cantando “corinhos”, acompanhado por guitarras e baterias em alto volume, em ritmo de rock, com bateção de palmas e gingado no corpo. Torcia, também, para que o espírito colocasse no coração do pastor o desejo de não pregar a Palavra (o espírito que coloca no coração do pastor de não pregar a Palavra , não é o de Deus).
Em face dessas circunstâncias, começaram as rivalidades entre os aficionados das duas linhas de culto.
Num domingo, antes do serviço religioso, duas irmãs começaram, no vestíbulo do templo, uma calorosa discussão:
- Para louvar - dizia uma - eu canto, bato palmas, bato o pé, rebolo e até dou cambalhota para Jesus (grifo nosso).
A outra replicou:
- Quem foi que disse que Jesus precisa de suas cambalhotas? O que Ele quer é um coração quebrantado e contrito (Sl. 51:17) (autor e fonte citados).
O “outro evangelho”, quando não elimina a sã doutrina em uma Igreja e impõe os seus padrões de cultos irreverentes, certamente a divide. A especialidade dos grupos que defendem o evangelho sem cruz é, com certeza, dividir ou solapar igrejas que permanecem fiéis aos padrões bíblicos. As coisas vão acontecendo aos poucos, sutilmente. Grupos com “aparência de piedade” (normalmente jovens, com fala adoçada de falsa espiritualidade) vão se mobilizando pelos cantos da Igreja, fazendo reuniões de oração secretas a pretexto de acabar com o “tradicionalismo” da Igreja. Muitos pais (alguns líderes e diáconos) vão, por questão de sangue, aderindo as “novas idéias” que, segundo o grupo, vai “revolucionar” a igreja. E assim, dia após dia, o “fermento vai levedando toda a massa”. Lamentavelmente, então, chega o dia do choque inevitável. O escândalo acontece. A igreja é dividida ou começa a bater palmas, cantar rock, dançar e a deixar claro sua amizade com o mundo, infelizmente.
Fenômenos estranhos, palavras ininteligíveis, gritaria e etc., para os adeptos do “outro evangelho” são frutos de “avivamento”. É o que tem acontecido. As Escrituras advertem que “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.” (2 Pe. 2:2). É o que tem acontecido. É o final dos tempos!
Creio, diante dos exemplos já expostos, não ser mais necessário elucidar quem são os adeptos do “outro evangelho”. Ficou claro que não querem compromisso com Deus. São lobos com pele de cordeiros. São irreverentes... “Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Tm. 3:4,5).
A irreverência chegou a tal ponto, que hoje, por incrível que pareça, há “igrejas com cinzeiros, cartazes “faça sexo seguro”, igrejas escondendo pedofilia, alcoolismo, divórcio, apostasia de elevados membros, igrejas com pastores divorciados e recasados, com boletim declarando “Deus não está mais interessado em virgindade... há jovens doentes por falta de sexo...” e citando Frei Leonardo Boff...” (Revista Fundamentalista da Fé - 02/01/03 - pg 17).
Para bem responder a pergunta Afinal, Que Evangelho é Esse?, basta simplesmente dizer que é um evangelho sem compromisso com Deus e, conseqüentemente, com a sã doutrina.É carnal e sem cruz. É o velho gnosticismo. Inimigo da grei de Cristo. Fazem muita programação com o objetivo de enfraquecer a Igreja, embora neguem o fato. Células, Encontros, Técnicas Explosivas etc., no fundo é o desejo de afirmar que a Igreja fracassou. Surge, depois de tais movimentos, um rebanhão que crê não ser necessário filiar-se à Igreja. Muitos membros, em decorrência destas “novidades”, deixam suas igrejas para “servirem” grupos novidadeiros. Normalmente, dando suporte a tais “técnicas de programação”, há grupos de “pescadores de aquários” visando o crescimento do rebanhão. O objetivo é alcançado, pois, como escreveu Paulo, há sempre os “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Ef. 4:14).
Muitos pastores fiéis passam pelo sofrimento de “perderem” alguns membros por causa de tais movimentos. Por mais que uma Igreja seja bem doutrinada sempre vai se deparar com os insatisfeitos, os “Janes e Jambres” da vida.
Os tempos são difíceis. É o cumprimento da palavra profética de Paulo que, escrevendo a Timóteo e apontando (naquela época) para o futuro, disse: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” (2 Tm. 3:1). Olhando o quadro feio do mundo e o panorama do “arraial evangélico”, será que existem dúvidas ser a nossa geração a testemunha ocular dos “tempos difíceis”?
Há uma Nova Ordem Mundial sendo planejada sutil e aceleradamente dominando a mente dos homens sem Jesus Cristo. É um plano mundial para o estabelecimento do reino do anticristo. Paralelamente, é necessário, cresce a necessidade de uma Religião Mundial que terá no “iníquo” o seu “deus”. É o dito antigo (diabólico) de que “todos os rios (religiões) correm para o oceano (Deus)” se tornando realidade através do ecumenismo. O “outro evangelho” conclama a união religiosa e descarta a doutrina da separação. É o “avivamento das trevas” inspirado pelo “deus deste século”. O movimento de “renovação católica” (R.C.C.) se expande juntamente com movimentos evangélicos (neopentecostal). Que evangelho um pentecostal pregará a um católico pentecostal? Como pode condenar o “espírito” da R.C.C se é o mesmo “espírito” que o leva a tal “segunda bênção”? Sutileza diabólica. É como escreveu Paulo apóstolo: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2ª Tm. 4:3,4).
Enfim, enquanto proliferam palmas no culto, línguas estranhas, teologia da prosperidade, shows com música gospel, louvorzão, pregações exageradas sobre curas, soprões, marcha para Jesus, culto que mais se fala no demônio do que no Senhor da glória e etc., vamos preparando-nos para “encontrar Jesus nos ares”. Deus vai intervir. Algo está para acontecer. Os salvos bem o sabem. Há um clamor que vem das entranhas dos fiéis diante do que vem acontecendo no mundo e no meio evangélico, principalmente. É o mesmo clamor que levou João a dar o fecho do Apocalipse: “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap. 22:20). E virá, para glória do Deus vivo e consolo dos que “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Ap. 22:14)

EPÍLOGO

Quanto mais vamos aproximando-nos do arrebatamento dos salvos, mais Satanás tem seu campo de ação aumentado. Permissão divina, é claro. É necessário, por ser bíblico, um prefácio à grande tribulação. Está diante dos nossos olhos uma geração pronta a dar as boas-vindas ao “homem da iniqüidade”. Homens desafeiçoados, implacáveis, cruéis, céticos, escarnecedores, depravados e violentos, cujo objetivo, inspirado pelo inferno, é “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Rm. 1:25a).
O momento atual é “dores de parto”, gemidos que anunciam que uma “nova era” vai nascer trazendo consigo o seu “messias”.
O medo e a perplexidade que vai se alastrando no mundo incita os homens a levantarem um forte clamor pela paz. Nesse contexto de anarquia, valores invertidos, escassez de alimentos, água e emprego, somados a violência, impotência das autoridades e languidez do evangelho, é que surgirá o “cristo” da nova era “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,” (2 Ts. 2:9). O mundo está pronto para recebê-lo. Nosso Senhor disse: Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.”(Jo. 5:43).
A apostasia é um dos sinais mais evidentes de que o arrebatamento se aproxima. Nunca o evangelho de Cristo foi tão ultrajado como nos dias de hoje. E por pessoas que se dizem “evangélicas”!
Embora não sendo novidade – diante do que já foi exposto pela mídia – fiquei angustiado diante da matéria de VEJA (4/7/07) sobre a mansão do “bispo”. Doeu-me a alma vendo o que estão fazendo com o evangelho de Jesus. Leia e se segure na cadeira:
“O bispo Edir Macedo...está construindo um paraíso na terra. Trata-se de uma casa em Campos do Jordão (SP) , o refúgio de inverno dos paulistas ricos... avaliada em 6 milhões de reais. VEJA visitou os 35 cômodos do imóvel, distribuídos em quatro andares. Ao todo, são 18 suítes, todas equipadas com banheiras de hidromassagem...A casa conta, ainda, com adega,sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico...Um muro de 5 metros de altura resguarda a privacidade do bispo...” (trecho da fonte citada).
É a exegese viva e a cores das palavras do Senhor: Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”(Mt 7:22,23).
Tal evangelho destituído de compromisso com Deus, deve levar os crentes sinceros a uma reflexão sobre a aproximação do “dia do Senhor”. É hora de “colocar azeite na candeia” e aguardar o “Noivo Amado” que virá em socorro da “Noiva Fiel”, a Igreja que não se contaminou com os manjares da apostasia dos últimos dias.
O impacto da pregação das boas novas está enfraquecido pelo grande número de escândalos que, de modo negativo, é claro, impactaram o mundo. É óbvio que continuaremos a pregar até o arrebatamento acontecer, mas os frutos diminuirão cada vez mais. Ninguém quer comprometimento e renúncia quando há “pregadores” anunciando um evangelho sintético...de caminho “asfaltado”.
Querido irmão do “caminho estreito”, não desanime. Persevere.Volte-se à oração. Santifique-se mais. Leia a Bíblia. Procure e achará uma Igreja que, mesmo sendo difícil o momento presente, está lutando e “batalhando pela fé que uma vez foi dada aos santos”. A.Tozer, visualizando o quadro apóstata dos “tempos difíceis”, alertou sobre a necessidade de pastores clamarem contra a apostasia e defenderem as ovelhas e a sã doutrina:
“...Quando o rebanho de Deus está em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas inspirativos. Está moralmente obrigado a pegar suas armas e a correr para defendê-lo. Quando as circunstâncias exigem, o amor tem de usar a espada, embora tenha o desejo de enfaixar o coração quebrantado e cuidar do ferido. Chegou o tempo de o profeta ser ouvido novamente. Durante as últimas décadas, a timidez disfarçada em humildade tem-se mantido no seu canto, enquanto a qualidade espiritual da cristandade evangélica tem se tornado pior a cada ano que passa. Por quanto tempo ainda, Senhor? Por quanto tempo?” (autor citado).
A “fome e sede de justiça” dos fiéis levam ao desabafo “Por quanto tempo ainda, Senhor”?Bem sabemos que há, são poucos, pastores que não se dobram  diante do “outro evangelho”. Assim também poucas são as igrejas semelhantes as “virgens prudentes”. Entendemos estas verdades pelas palavras de Jesus Cristo, quando disse: “Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18:8).Claro fica que serão poucas as que permanecerão fiéis obedecendo a ordem: “Mas o que tendes, retende-o até que eu venha.” (Ap. 2:25).
A maneira bíblica para enfrentarmos o caos da sociedade e o evangelho sem cruz é clamar por um avivamento. É difícil entender avivamento coletivo quando o “amor de quase todos esfriará”. Mas o “quase” pode clamar ao Senhor por um “mover do Espírito”. É possível por ser bíblico. Jesus disse: “E quem é santo, seja santificado ainda”(Ap. 22:11b). Precisamos, precisamos muito, levantar um clamor profundo ao trono do Altíssimo. O avivamento individual ainda é possível. E o mover do Espírito, à luz bíblica, está explicitado nas palavras do salmista: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.”(Sl 51:10).

Nós precisamos de um avivamento é o titulo de um edificante e desafiante artigo do Pb. Haroldo Reynean, publicado pela revista Proposta UPH Informativo (editorial). Tocou-me profundamente. Transcrevo para auxilio daqueles que, qual o salmista, “suspiram por Deus”:
...a necessidade da presente hora é de um avivamento! A palavra avivamentofreqüentemente some do nosso meio. Isso jamais deveria acontecer; a busca deve ser constante. Precisamos de avivamento em todos os corações. Precisamos de um avivamento na freqüência à Escola Dominical, ... em nossas Sociedades Internas... na leitura da Bíblia, na honestidade moral e nas certezas espirituais. Avivamento nos padrões sociais e religiosos; avivamento de poder espiritual e consciência das coisas espirituais.Um avivamento de paixão e fervor em nossa alma.
Nós precisamos de avivamento de lágrimas e oração de intercessão.Um avivamento do interesse pelas reuniões de oração e pelos cultos semanais; avivamento de ousadia santa e pureza de coração. Necessitamos de avivamento de amor pelos perdidos e errantes.
Carecemos de avivamento nos cultos domésticos e na religião da família. Um avivamento no amor pela Igreja e por sua liderança espiritual na localidade. Um avivamento na oração individual e secreta.
Precisamos de um avivamento do temor a Deus e do pavor ao pecado. É preciso avivamento na observância do dia do Senhor e no viver cuidadoso. Um avivamento de gloriosa experiência pessoal de vitória e salvação.
Urge que tenhamos um avivamento de luta contra as influências más que estão solapando nossas igrejas, nossa vida cristã, nossa vida moral. Precisamos de um avivamento no combate ao que chamamos “pecados pequenos”.
Carecemos de um avivamento de noites inteiras de oração, um avivamento de generosa e concreta contribuição para sustento da causa, de testemunho e louvor.
Nós precisamos de um avivamento! E é a oração - oração fervorosa que nos leva à santificação completa. É essa oração que sobe até os céus pela fé e que tudo conquista. É uma profunda convicção individual de pecado que trará o avivamento de que tanto precisamos... começando dentro do seu lar, a busca desse avivamento.
“Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.” (Hb. 3:2) (Autor e fonte citados).
Preciosas linhas que fortalecem o anseio de um avivamento para enfrentarmos a ira do diabo nestes dias de prefácio à tribulação. Precisamos orar e chorar mais pelos nossos pecados. Somente assim, no ocaso da graça, podemos, como Igreja, agredir o inferno arrebatando aqueles que para lá cambaleiam sem esperança. Ainda é possível enviar obreiros à seara. É possível, no meio de tanto engano e novidades do “outro evangelho”, preservar os santos valores.
“Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia.”. (Sl. 66:20).
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap. 3:12 e 22:20).

Autor: Pastor José Infante, Jr.
Fonte: www.palavraprudente.com.br