quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ouvir a quem? Deus nos tem falado nestes últimos dias pelo seu filho Jesus Cristo

Atos 3.Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona.

2 Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham cada dia à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

3 Este, vendo a Pedro e a João, que iam entrar no templo, implorava-lhes que lhe dessem uma esmola.

4 Pedro, fitando os olhos nele, juntamente com João, disse: Olha para nós.

5 Ele, esperando receber deles alguma coisa, olhava-os com atenção.

6 Mas Pedro disse: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo o Nazareno, anda.

7 Tomando-o pela mão direita, o levantou; logo os seus pés e artelhos se firmaram

8 e, dando um salto, pôs-se em pé, e começou a andar; e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus.

9 Todo o povo, vendo-o andar e louvar a Deus,

10 e reconhecendo ser este o homem que se assentava a esmolar à Porta Formosa do templo, ficaram cheios de admiração e pasmo, pelo que lhe acontecera.

11 Segurando-se ele a Pedro e a João, todo o povo atônito acorreu para eles no pórtico chamado de Salomão.

12 Pedro, vendo isto, disse ao povo: Israelitas, por que vos maravilhais deste homem, ou por que fitais os olhos em nós, como se por nosso poder ou piedade o tivéssemos feito andar?

13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este havia resolvido soltá-lo;

14 mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida,

15 e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

16 Pela fé em seu nome, fortaleceu o seu nome a este homem, a quem vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por meio de Jesus, deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.

17 Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades;

18 mas Deus assim cumpriu o que já dantes anunciara por boca de todos os profetas que o seu Cristo havia de padecer.

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados, de sorte que da presença do Senhor venham tempos de refrigério,

20 e que envie aquele que já vos foi indicado, Jesus o Cristo,

21 ao qual é necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas de outrora.

22 Moisés, na verdade, disse: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.

23 Acontecerá que toda a alma que não ouvir a esse profeta, será exterminada do meio do povo.

24 Igualmente todos os profetas desde Samuel e os que sucederam, quantos falaram, anunciaram também estes dias.

25 Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.

26 Deus suscitou ao seu Servo, e a vós primeiramente vo-lo enviou para vos abençoar, apartando a cada um de vós das suas iniqüidades.


Hebreus 1.1 Deus, tendo falado em tempos passados ora mais ora menos e de muitos modos aos pais pelos profetas,


2 nestes últimos dias nos falou pelo Filho, ao qual constituiu herdeiro de todas as coisas, por quem criou igualmente os mundos;
3 o qual, sendo o resplendor da sua glória e a imagem expressa da sua substância, e sustentando todas as coisas com a palavra do seu poder, depois de fazer a purificação dos pecados, sentou-se à destra da Majestade nas alturas,
4 feito tanto mais excelente que os anjos, quanto tem herdado nome mais excelente que eles.
5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje eu te gerei? e outra vez: Eu lhe serei Pai, E ele ser-me-á Filho?
6 Mas quando outra vez introduzir o primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 A respeito dos anjos, diz: Quem faz aos seus anjos ventos, E aos seus ministros chama de fogo;
8 acerca do Filho, porém, diz: O teu trono, ó Deus, é pelos séculos dos séculos, E cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; Portanto Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria acima dos teus companheiros.
10 E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra das tuas mãos;
11 Eles perecerão, mas tu permaneces; Todos eles envelhecerão como um vestido,
12 Tu os enrolarás como um manto, Como um vestido, e eles serão mudados; Mas tu és o mesmo e os teus anos não minguarão.
13 Mas acerca de qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha mão direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés?
14 Não são todos eles espíritos ministrantes, enviados para exercer o seu ministério a favor dos que hão de herdar a salvação?

Todos querem falar, há muitas vozes, mas é necessário ouvir o que o Espirito diz sobre o Filho de Deus e Salvador Jesus Cristo, do qual testifica. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

NÃO SEJAS DOMINADO PELA MALEDICÊNCIA

    Você conhece alguém que dissemina contenda e Maledicência na igreja? Pois saiba que a maledicência é um pecado gravíssimo e odiado por Deus. É uma obra da carne que domina o cristão que não medita nas Escrituras constantemente. Para nós que fazemos parte da igreja e professamos a fé em Cristo, fica o alerta, precisamos observar estas verdades bíblicas e fugir das praticas carnais que afetam o corpo de Cristo. Paulo ao escrever a igreja de Corinto, citou algumas classes de pessoas que faziam parte daquela comunidade cristã, e que causavam grandes estragos nos relacionamentos entres irmãos na fé, um desses grupos, tratava-se dos MALDIZENTES, e que segundo Paulo, os tais, não herdarão o Reino de Deus. De uma forma geral, eles continuam no seio da igreja causando danos e apesar disto, creem que fazem parte dos que herdarão a salvação, mas Paulo diz o contrário. LEIA. NÃO ERREIS: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os MALDIZENTES, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10. Bem, este mal no meio do povo de Deus não é novo, na Antiga Aliança já havia sérias recomendações a respeito do assunto, veja o que diz o livro de Provérbios 6:16-19Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. Agora, qual é a causa destas pessoas agirem assim? Bem, as causas são várias, mas segundo Provérbios 6:14, há no coração destas pessoas a soberba e a perversidade ( há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas. Pv 6.14). Tais pessoas precisam se converter ou se arrependerem deste odioso pecado aos olhos de Deus e prejudicial ao bom convívio dos cristãos na igreja de Cristo. Finalizando, o meu intuito aqui, não é acusar ninguém, mas trazer este alerta aos que creem em Cristo para que fujam deste mal e não deem lugar a carne, e assim, um dia com certeza estaremos com Cristo e também em seu reino eternamente. Sem mais, que Deus abençoe a todos. Adalberto Pimentel. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O UNICO DEUS VERDADEIRO E A CRIAÇÃO


O Único E Verdadeiro Deus
João 17:3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
A origem do ensino da Trindade
A Bíblia menciona muitos deuses e deusas que as pessoas adoravam, incluindo Astorete, Milcom, Quemós e Moloque. (1 Reis 11:1, 2, 5, 7) Houve uma época em que até mesmo muitas pessoas na antiga nação de Israel acreditavam que Baal era o verdadeiro Deus. Assim, o profeta de Jeová, Elias, pôs diante deles o desafio: “Se Jeová é o verdadeiro Deus, ide segui-lo; mas se é Baal, ide segui-lo.” — 1 Reis 18:21.
A adoração de deuses pagãos agrupados em três, ou tríades, também era comum antes de Jesus nascer. “Do Egito vieram os conceitos duma trindade divina”, observou o historiador Will Durant. James Hastings escreveu, na Enciclopédia de Religião e Ética: “Na religião indiana, por exemplo, há o grupo trinitário de Brama, Xiva e Vixenu; e na religião egípcia, o grupo trinitário de Osíris, Ísis e Hórus”.
Quem é o “único Deus verdadeiro”?
JESUS orava freqüentemente a Deus, a quem chamou de Pai, e também ensinou outros a fazer o mesmo. (Mateus 6:9-11; Lucas 11:1, 2) Numa oração com os apóstolos — poucas horas antes de morrer — ele pediu: “Pai, veio a hora; glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique. Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:1, 3.
Note que Jesus orou a alguém a quem chamou de “o único Deus verdadeiro”. Ao continuar orando, ele mostrou a posição superior de Deus: “De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver o mundo. ” (João 17:5).
 O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
O Shemá  - Deuteronômio 6.4
O monoteísmo, ou seja a crença em um só DEUS, era uma característica distintiva da religião hebreia. Muitas religiões antigas acreditavam em muitos deuses. Mas o DEUS do Abraão, Isaque e Jacó é o DEUS de toda a terra, o único verdadeiro DEUS. Isto era importante para o Israel, porque estavam a ponto de entrar em uma terra cheia de gente que acreditava em muitos deuses. Mas tanto nesse então como agora, existe gente que prefere depositar sua confiança em muitos "deuses" diferentes. Mas o dia vem quando DEUS será reconhecido como o único. Será rei sobre toda a terra (Zac 14:9).
Deuteronômio 6.4 . Ouve, ó Israel
שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד Shema Yisrael, Yehovah Eloheinu, Yehovah Achad. Estas palavras podem ser variadamente traduzidas, mas quase todas as variedades possíveis verbais na tradução:   "Israel, ouvi o Senhor, nosso DEUS, é um só Jeová", ou, " O Senhor é nosso DEUS, o Senhor é um", ou," O Senhor é nosso DEUS, o Senhor sozinho", ou,"o Senhor é nosso DEUS, o Senhor, que é um", ou: "Senhor, que é o nosso DEUS, é o que está sendo". Neste versículo os judeus insistem muito, é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios, e escrever a última carta nas primeiras e as últimas palavras muito grandes, com a finalidade de atenção emocionante para a verdade de peso contém. É talvez em referência a este costume dos judeus que nosso bendito Senhor alude, Mateus 22:38; Marcos 12:29,30, onde ele diz: Este é o primeiro e grande mandamento, e isso é quase o comentário de que Maimonides dá a este lugar: "Ouve, ó Israel, porque nestas palavras a propriedade, o amor, e a doutrina de DEUS estão contidos."
A CRIAÇÃO
“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. Hebreus 11:3.
Todos nós conhecemos a história da criação. É uma história tão fantástica, tão maravilhosa e tão simples que a lembramos desde a nossa mocidade, e agora também a contamos para os nossos filhos. E às vezes, talvez justamente por sua simplicidade, ficamos contentes em deixar que o relato bíblico da criação seja relegado às aulinhas dominicais das crianças, enquanto os adultos estudam assuntos "mais profundos". Mas, será que a história da criação é somente uma "historinha" para as crianças?
Vamos lembrar primeiramente que "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). Se Deus revelou alguma coisa, é porque ele quer ensinar algo de valor para o nosso crescimento espiritual.
A verdadeira história da criação registrada na Bíblia é desconhecida por muitos. É uma pena, pois a Bíblia apresenta uma explicação lógica e confiável sobre o início do Universo. Além disso, essa explicação está de acordo com as descobertas científicas. Com certeza, você se surpreenderá ao descobrir a verdadeira história da criação contada pela Bíblia.
O Apóstolo Paulo e a criação
Em uma forte exortação aos cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apelou para a criação como um ato singular que por si só é prova da existência de Deus. Ele disse que Deus é justo em julgar com ira os que o rejeitam, porque, pela criação, os homens deveriam reconhecer claramente "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade" (Romanos 1:18-20). Quando olharmos para a criação, devemos ver o Deus vivo que está por trás dela. Até mesmo as pessoas que nunca leram a Bíblia são responsáveis de reconhecer que Deus existe, pois ele se manifestou em sua obra criadora (veja Salmo 19:1-4). Nós, os que somos abençoados por termos a Bíblia em nossas mãos, devemos olhar para a criação do modo como Deus a revelou em Gênesis capítulo 1. O que aprendemos na criação sobre o eterno poder e a divindade de Deus?
CRIACIONISMO X EVOLUCIONISMO
O que é evolucionismo?
Os cientistas antigos acreditavam que os gases existentes teriam formado as primeiras moléculas orgânicas e depois os primeiros seres vivos. Uma experiência realizada por Staley Miller ajudou a defender a teoria, pois ele construiu um equipamento que imitava as condições da Terra naquela época e obteve a presença de aminoácidos no líquido formado.
Outro pesquisador muito importante nessa área e que ajudou a concretizar a crença no evolucionismo foi Charles Darwin, ele afirmava que o homem era resultado de uma longa evolução que começou com os hominídeos até o homo sapiens. Foi ele que disse que o homem e o macaco teriam um mesmo ascendente em comum por causa das semelhanças biológicas, também disse que todos os seres vivos tiveram um ancestral comum.
Darwin também desenvolveu a ideia da seleção natural, na qual apenas os seres vivos mais adaptados ao ambiente poderiam sobreviver.
Para os evolucionistas, que são as pessoas que acreditam na evolução da espécie, o homem e os demais seres vivos são resultado de uma lenta e gradual transformação que começou a acontecer há milhões de anos. Eles afirmam que os fósseis e sua datação remota confirmam que a extinção de espécies também faz parte do processo evolutivo e não houve dilúvio algum.
O que é criacionismo?
É a crença de que Deus é o criador dos céus e da terra.
Gênesis 1:1-2: Antes do Princípio. - Os céus e a terra foram criados por Deus "no princípio" (Gênesis 1:1). Sendo este o caso, então o que existia antes do princípio? A única resposta é: Deus! O Criador, necessariamente, deve existir antes de sua criação. Deus é um ser eterno: ele existia já antes do princípio, e existirá depois de toda a criação ser desfeita (veja Isaías 41:4; 44:6; 2 Pedro 3:9-12). Deus é um ser poderoso: ele teve a força de criar do nada "os céus e a terra," ou seja, tudo o que há no universo, fora e dentro do nosso planeta (veja Hebreus 11:3; Atos 17:24; Colossenses 1:15-17). O Criador, necessariamente, é senhor de toda a sua criação. Deus, por seu eterno poder, criou e governa os céus e a terra.
“No principio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1)
O ato criativo divino, pelo qual Deus criou os céus e a terra, compreende todo o sistema planetário conhecido como “mundos” ou “universo”.
Os três atos criativos de Deus estão no capitulo 1 de Gênesis. Nesse capítulo encontramos todo ato criador de Deus que são:
a.         A criação do UNIVERSO, céus e terra ( Gênesis 1.1).
b.         A criação da vida ORGÂNICA, a vida animal ( Gênesis 1.21).
c.         A criação do GÊNERO HUMANO, o homem ( Gênesis 1.26).

O ATO CRIATIVO ORIGINAL.

Segundo as Escrituras na criação original de Deus, em Gênesis 1.1, há um principio defi-nido, um período desconhecido e longínquo, oculto da limitada e finita mente humana, o qual vai mais além da criação de Gênesis 1.1.
A criação original fala de uma terra bela e esplendorosa. Não cremos numa terra original sem forma e vazia. “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados” (Ezequiel 28.12,13).

A TERRA CÓSMICA.

Em Gênesis 1.2, vamos encontrar uma terra totalmente diferente da que foi originalmente criada. Alguma coisa aconteceu que provocou essa mudança brusca sobre a terra.
Em Isaías 45.18, diz que Deus não criou a terra em vão. No original hebraico, é usada a mesma expressão que traduz  Gênesis 1.2. “”sem forma e vazia” (Tohu e Bohu).

OS SETE PRIMEIRO DIAS DA HISTORIA.

Segundo a Geologia, a vida precedeu à luz, desenvolvendo-se nas profundezas dos mares. “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” A geologia também diz que primeiro houve uma luz química, não uma luz solar. “ Disse Deus. Seja a luz, e foi a luz”. Deus disse isso no primeiro dia, e o sol só apareceu no quarto dia. Assim a ciência confirma a Palavra de Deus.

1- PRIMEIRO DIA (Gênesis 1.3)
“E disse Deus. Haja luz. E houve luz”.
A luz é criação de Deus, totalmente oposta às trevas.

2- SEGUNDO DIA (Gênesis 1.6)
“E disse Deus:Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas”.  Aqui, a palavra hebraica “rakia”, significa simplesmente “expansão” ou “espaço”. Assim que se refere a esse espaço ou expansão que separa as nuvens que estão nas regiões mais altas dos mares e tudo o que está embaixo. A isto o chamamos “atmosfera”.

3- TERCEIRO DIA (Gênesis 11)
“E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi”.
Aqui neste versículo, podemos considerar a origem da vida em sua forma mais baixa.
São especificadas três classes de vida vegetal:
            a. A erva,
            b. A erva que dá semente
            c. A árvore que dá fruto.
A primeira é um organismo mais simples; a segunda já é mais complexa, tendo um ramo, e se propaga através de suas sementes; a terceira é mais complexa, pois tem ramos de madeira, e por isso pode elevar-se do chão, e dar fruto que contém a semente para sua propagação.

4- QUARTO DIA (Gênesis 1.14)
“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos”.
Notamos que no primeiro versículo de Gênesis, temos uma declaração que estabelece a criação dos céus e terra. Portanto, aqui não se refere a criação dos corpos celestes, porque não se emprega a palavra “criar”, mas indica seus ofícios de utilidades para a terra.

5- QUINTO DIA (Gênesis 1.20)
“E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a faze da expansão dos céus”.
Sabemos que a maioria das vidas está nos mares e rios. A fecundidade dos peixes é algo grandioso que o homem não pode nem imaginar. É o fiel cumprimento da Palavra de Deus.

6- SEXTO DIA (Gênesis 1.24-27)
“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie, e  répteis, e bestas feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi...”.

A CRIAÇÃO DO HOMEM.

Gênesis 1.26:  “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo  réptil que se move sobre a terra”.
No sexto dia da criação, depois de concluir sua ação criadora, Deus sentiu a necessidade de algo mais pessoal, algo inteligente e que pudesse ter comunicação direta com Ele.
Numa época completamente remota, num passado desconhecido, a Divindade propôs a criação de um ser que pudesse desfrutar  de comunhão com Deus e, para ser seu representante aqui na terra. Esse ser foi o HOMEM. Foi criado à IMAGEM e SEMELHANÇA de Deus.
IMAGEM, do hebraico “tselem”, significa a expressão da realidade. O homem possui uma natureza trina, pois é constituído de Espírito, alma e Corpo. “E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5.23).  Possui uma natureza espiritual que o coloca em contacto com Deus “Porque  qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” ( I coríntios 2.11).

A imagem é a substância espiritual e inseparável da alma e não pode ser separada do homem vivente.

A Palavra “SEMELHANÇA”, corresponde ao caráter moral, que pode separar-se  da substancia ou essência e que foi perdida  na queda do homem através do pecado original. Ele continuou tendo a alma, mas sem o caráter moral divino (I João 3.2; Salmo 17.15).

IMAGEM e SEMELHANÇA, não são termos para compreender-se materialmente, mas espiritualmente.
O sacrifício de Cristo na cruz foi para restaurar a semelhança através do novo nascimento (regeneração). “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, (João 3.3).   “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também em si todas as coisas”.  (Filipenses 3.20,21).///
                   Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

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Facebook:   Adayl Manancial

REFERENCIAS
Adaylton de Almeida Conceição – Dispensações (Períodos Bíblicos)
Carl D. Ballard - A Criação: Deus Se Manifestou
Élder Jeffrey R. Holland - O Único Deus Verdadeiro, e Jesus Cristo, a Quem [Ele Enviou]”
Paul Washer  - Quem é o “único Deus verdadeiro”?

           


A INSPIRAÇÃO DIVINA E A AUTORIDADE DA BIBLIA

   
REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO
Revelação - O termo significa "tirar o véu" e mostrar algo que estava encoberto. Neste sentido, revelação" é o conteúdo registrado pela inspiração. A relação entre os dois termos pode ser definido assim: a inspiração é o automóvel e a revelação é o passageiro.
Quando dizemos que "Deus se revelou" estamos dizendo que ele tirou o véu que o encobria diante dos homens (lembre-se da citação de Joachim Jeremias sobre Deus ter dado sua última palavra em Jesus) e se deu a conhecer à humanidade. O propósito da Bíblia é trazer a auto-revelação de Deus aos homens. Ele não revelou fatos ou o futuro ao homem. Esclareçamos a questão com a própria Bíblia. Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus. Então podemos entender bem este ponto com o texto de João 1.18: "Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer". Jesus é a maior revelação de Deus e a finalidade da revelação é tornar Deus conhecido dos homens. Nele, o Pai se dá a conhecer aos homens. 

Devemos, antes de considerar iluminação, deixar bem clara a conexão existente entre revelação e inspiração. Pensemos, então, nestas palavras de um teólogo chamado L. S. Chafer: 

Revelação e inspiração estão estreitamente ligadas., mas distinguem aspectos da verdade bíblica. Nas Escrituras, ambas, inspiração e revelação, se combinam para nos assegurar que a Bíblia é a Palavra de Deus e revela fatos sobre Deus com completa acurácia. A revelação foi o ato da divina comunicação aos escritores da Escritura. Inspiração foi a obra de Deus em guiar e dirigir os escritores da Bíblia para que o que eles escrevessem fosse absoluta verdade mesmo quando estivesse além do seu entendimento. A inspiração foi limitada à Bíblia em si, e é mais adequado dizer que as Escrituras foram inspiradas do que dizer que os escritores foram inspirados 16 

Iluminação – Esta palavra significa "fazer a luz brilhar". Nós não somos inspirados simplesmente porque não recebemos a revelação, mas somos iluminados para conhecê-la. 

Entendemos mais isto à luz de uma palavra de Paulo: "sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da vossa vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (Ef 1.18). A iluminação é para que os crentes descubram as grandes verdades reveladas por Deus na sua Palavra e sua aplicação para as suas vidas. 

A conexão entre estes três conceitos nos possibilita compreender um pouco mais como Deus se revelou e como podemos receber, hoje, essa revelação.

INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
Inspiração - Inspiração é a influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro. É o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão. 

Para o Apóstolo Paulo, a inspiração divina é a forte inspiração espiritual de Deus sobre os homens, capacitando-os a expressarem a verdade. É como se o próprio Deus houvesse falado cada palavra do livro – Toda a Escritura é divinamente inspirada, é dada pelo sopro de Deus (2 Tm 3:16).

Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés ou de Paulo. 

Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (II Tm.3:16; II Pe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em II Tm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (II Sm.23:2). Em II Pe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a ideia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada ( Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em II Tm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em II Pe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir.

Inspiração, revelação e iluminação 
Estes três conceitos caminham bem juntos, mantendo uma estreita ligação entre si, e são muito necessários para se compreender bem o ensino da Escritura. Algumas vezes, pela estreiteza de sua proximidade, confundem-se um com os outros, na maneira de nossos crentes se expressarem. "O Pastor estava inspirado hoje", diz alguém ao ouvir o sermão do pastor e gostar do que foi dito. Entende-se o que o irmão quis dizer, mas do ponto de vista teológico seria mais correta a declaração: "O Pastor estava iluminado hoje". Isto não é discussão ociosa nem perda de tempo. Vamos esclarecer o sentido de cada palavra. Desde o início, uma declaração de W. C. Taylor, um dos maiores missionários batistas pioneiros no Brasil, nos ajudará a entender a relação destes conceitos entre si e o sentido de cada um: Três doutrinas vão sempre juntas, na inteligente apreciação do valor da Es-critura: revelação, inspiração e iluminação. Para o autor (do texto bíblico) veio a REVELAÇÃO; para a Escritura que ele transmite veio a INSPIRAÇÃO; para o leitor que busca saber por meio dela a verdade e a vontade de Deus, virá, nas condições de espiritualidade, a ILUMINAÇÃO. O profeta e o apóstolo foram MOVIDOS. Suas Escrituras foram INSPIRADAS. Nós somos ILUMINADOS.

AS ESCRITURAS SAGRADAS
A revelação em forma escrita
É razoável que a mensagem divina tomasse forma de livro. Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. Portanto, Deus agiu com a máxima sabedoria dando ao homem a sua revelação em forma de livro, para que continuasse intacta através dos séculos e para que todos os povos pudessem obter a mesma norma de fé e prática. 

Assim, é natural concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, que não poderiam ser descortinadas pela razão humana. Finalmente, é razoável crer que Deus tivesse preservado, por sua providência, os manuscritos das escrituras bíblicas e que tivesse influenciado a sua igreja a incluir no cânon sagrado somente os livros que fossem divinamente inspirados.

A inspiração das Escrituras é:

1. Divina e não apenas humana (como a sabedoria ou esclarecimento dado aos filósofos). 

2. Única e não comum. Não é uma influência do Espírito Santo comum a todos os cristãos para ajudá-los a compreenderem as coisas de Deus (1 Co 2:4; Mt 16:17). Tal influência, prometida e experimentada pelos crentes não é o mesmo que inspiração. Ás vezes os profetas recebiam verdades por inspiração e lhes era negado esclarecimento necessário à sua compreensão (1 Pd 1:10-12).

3. Viva e não mecânica. A inspiração não significa ditado, no sentido de que os escritores fossem passivos, sem que tomassem parte as suas faculdades no registro da mensagem. Embora sejam algumas porções das Escrituras ditadas (os Dez Mandamentos e a Oração Dominical), Deus não falou pelos homens como quem fala por um alto-falante. Antes seu Divino Espírito usou as suas faculdades mentais, produzindo desta maneira uma mensagem perfeitamente divina, e que, ao mesmo tempo, conservasse os traços da personalidade do autor. Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés ou de Paulo.

4. Completa e não somente parcial. Segundo a teoria da inspiração parcial, os escritores seriam preservados do erro em questões necessárias à salvação dos homens, mas não em assuntos de história, ciência, cronologia e outras. De acordo com essa opinião, seria mais correto dizer que “A Bíblia contém a Palavra, em lugar de dizer que é a Palavra de Deus”. Mas quem poderia, sem equívoco, julgar o que é e o que não é essencial à salvação ou qual parte é a Palavra de Deus e qual não o é? E se a história da Bíblia é falha, então a doutrina também o é, porque a doutrina bíblica se baseia na história bíblica. Ao contrário disso, as próprias Escrituras reivindicam para si a inspiração total (Ex 24:4; 34:28; Js 3:9; 2 Rs 17:13; Is 34:16; 59:21; Zc 7:12; Sl 78:1; Pv 6:23). Cristo e seus apóstolos se referiram ao Antigo Testamento como a “Palavra de Deus” (Mt 5:18; Jo 10:35; Lc 18:31-33; 24:25, 44; Mt 23:1, 2; 26:54; Lc 3:4; Rm 3:2; 2 Tm 3:16; Hb 1:1, 2; 2 Pd 1:21; 3:2; At 1:16; 3:18; 1 Co 2:9-16).

5. Verbal e não apenas de conceitos. Segundo outra teoria, Deus inspirou os pensamentos e não as palavras dos escritores. Isto é, Deus inspirou os homens, e deixou ao critério deles a seleção das palavras e das expressões. Mas a ênfase bíblica não está nos homens inspirados, mas sim nas palavras inspiradas (Hb 1:1; 2 Pd 1:21). Um pensamento é uma palavra antes de ser ela proferida; uma palavra é um pensamento ao qual se deu expressão. Uma simples palavra pode ser o fundamento de doutrinas básicas (Jo 10:35; Mt 22:42-45; Gl 3:16; Hb 12:26, 27). Paulo nos fala de “palavras ensinadas pelo Espírito” (1 Co 2:13). Há uma distinção entre a revelação e a inspiração. Revelação é aquele ato de Deus pelo qual ele dá a conhecer o que o homem por si mesmo não podia saber. Inspiração é o que preserva o escritor de qualquer erro ao escrever essa revelação.

Precisamos distinguir também entre as palavras inspiradas e os registros inspirados. Muitos dizeres de Satanás são registrados nas Escrituras e sabemos que o diabo não foi inspirado por Deus ao proferi-los. Neste caso apenas o registro foi inspirado.

A INERRÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS

INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum.

A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc.

Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido

A REVELAÇÃO DE FORMA ESCRITA
É razoável que a mensagem divina tomasse forma de livro. Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. Portanto, Deus agiu com a máxima sabedoria dando ao homem a sua revelação em forma de livro, para que continuasse intacta através dos séculos e para que todos os povos pudessem obter a mesma norma de fé e prática. 

Em uma opinião acertada, o Dr. Keyser diz: "Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. A memória e a tradição não merecem confiança. Portanto, Deus agiu com máxima sabedoria e também de modo normal, dando ao homem a Sua revelação em forma de livro. De nenhuma outra maneira, pelo que podemos ver, podia ter Ele entregue aos homens um ideal infalível que estivesse acessível a todos os homens e que continuassem intacto através dos séculos e do qual todos os povos pudessem obter a mesma regra de fé e prática.

Assim, é natural concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, que não poderiam ser descortinadas pela razão humana 

Guardemos bem isto: temos uma revelação porque Deus se revelou, não porque o homem a descobriu ou arrancou dele. Nas palavras, já citadas, de João Batista: "O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu" (Jo 3.27). 

COMO ENTENDER A REVELAÇÃO DE DEUS PELA PALAVRA
A revelação é a autobiografia de Deus, ou seja, e a história que Deus faz de si mesmo. É o conhecimento acerca de Deus que procede de Deus. Em um sentido mais amplo, a revelação é a totalidade dos meios ou formas em que Deus se dá a conhecer.
- Para estabelecer um contato verdadeiro com o homem, a revelação há de vir numa forma cósmica (usando o termo de Kuiper), ou numa forma sacramental (usando o termos de Karl Barth), ou nua forma antrópica. O que Kuiper quer dizer com "cósmica", é que a revelação há de vir verdadeiramente em nosso mundo e vestir-se de sua forma a fim de ser compreendida por nós. Por "sacramental", Barth quer dizer que os elementos deste mundo são toados a serviço da revelação para servir como seus sinais. "Antrópica", quer dizer para nós que a revelação há de acomodar-se ao homem, sua linguagem, sua cultura e suas capacidade. Este caráter cósmico, sacramental e antrópico da revelação é a forma da grande condescendência de Deus.

O Dr. Berrnard Ramm, em seu livro "Special Revelation and the Word of God", diz que: "A religião sem os dados e a direção da revelação, não é mais que um esquema no qual os homens projetam a realidade divina. A razão pela qual muitos atualmente se opõem ao cristianismo, é que alguns eruditos pensam que este também é um sistema de projeções. Segundo eles, o cristianismo postula realidades religiosas (Deus, alma, imortalidade,) que não podem ser comprovadas. Porém, a revelação não é uma projeção, desde o ponto de vista encarado pelos religiosos se causa. Se quiséssemos dizer que a revelação é uma projeção, postularíamos que: A revelação é a projeção da vontade e a mente de Deus parra o nosso mundo. É a linguagem do homem ao serviço de Deus em virtude da projeção eu Deus faz de sua própria verdade ao nosso mundo. Assim estaríamos reafirmando as características da revelação como condescendência de Deus.

Concluindo: conceitualmente as verdades bíblicas são imutáveis, inerrantes apesar de que os que a leem, a estudam e a apregoam serem passíveis de erros e de interpretações equivocadas. 

A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de f é e prática.///

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

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domingo, 11 de junho de 2017

MARIA, MÃE DE JESUS - UMA SERVA HUMILDE


MARIA, A MÃE DE JESUS – QUEM É ESTA MULHER?
Como cristãos, temos motivos de sobra para celebrar Maria como “mãe de Jesus”, mas corremos o risco de esquecer a história daquela mulher simples que viveu num pequeno povoado de uma região periférica no mundo daquele tempo.
Maria de Nazaré é alguém de nossa raça. Como os demais seres humanos, nasceu e viveu num contexto histórico, social, econômico, político e cultural.
Como as outras mulheres, sua natureza humana se desgastou; viu-se atingida pelas inclemências dos anos e envelheceu. Não viveu segregada e protegida. Não é fácil conhecer a história de Maria com objetividade, uma vez que as fontes são os Evangelhos, nos quais os fatos históricos já se apresentam interpretados a partir da fé.
No Novo Testamento há diversas tradições. Maria é referência indireta nos escritos paulinos. Marcos a apresenta como mulher do povo e participante de sua mentalidade. Os Evangelhos da infância apresentam uma teologia bem elaborada sobre a fisionomia espiritual da Virgem, enquanto o quarto evangelista destaca sua fidelidade e seu significado na comunidade cristã.
"O que diz a Bíblia sobre a virgem Maria?"
Maria, a mãe de Jesus, era uma mulher que foi descrita por Deus como “agraciada”. A palavra “agraciada” vem do grego, e significa, essencialmente, “muita graça”. Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. ” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18).
Por que Deus escolheu Maria?
Por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.
Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério.
O que diz o Antigo Testamento acerca de Maria?
O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.
Qual foi a atitude de Maria?
Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29) mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão.
MÃE DE JESUS”
O título acima com certeza causa impacto. O assunto é polêmico, levanta opiniões divergentes e vários questionamentos. O que a Bíblia fala a respeito deste assunto? Qual a importância que Maria recebe nas Escrituras?
Maria, mãe de Jesus certamente não imaginava que sua vida pudesse causar tantas discussões entre as pessoas ou que lhe atribuiriam honras que não lhe são devidas: adoração e glória. Isso certamente não era sua intenção. As pessoas se apegam aos conhecimentos humanos, deturpando a história da mãe de Jesus. Qual é, então, a verdadeira história?
A Palavra de Deus não mente e não deixa dúvidas; por isso está escrito: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” (Mateus 24: 35.) A Bíblia esclarece que toda a adoração pertence a Deus. No Evangelho de Lucas, capítulo 4, verso 8 diz: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”. Entretanto muitas pessoas insistem em adorar a ela. Na Bíblia não encontramos uma só citação que nos oriente a orar ou venerá-la. Ela não é co-redentora e não conduz ao caminho da salvação. A Palavra diz: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12.) Não há salvação em outro nome; Jesus é o único que pode levar a salvação. Ele é poder, o próprio poder. “O caminho, a verdade e a vida”. (João 14:6.)
MARIA, UM INSTRUMENTO USADO POR DEUS
Amamos e respeitamos Maria, pois ela foi um instrumento usado por Deus para que Sua promessa de salvação se cumprisse. Maria se dispôs ao propósito de Deus. E se não fosse ela, uma outra virgem seria mãe do Senhor Jesus, outra se disporia para que Jesus fosse gerado nela. Ela era uma virgem dotada de virtudes: pureza, obediência, fé e disposição que agradavam a Deus. Maria achou graça diante do Pai. “Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.” (Lucas 1:30.) E quando o Senhor Se manifestou à Maria por meio de um anjo, dizendo-lhe que ela seria mãe do Messias, ela declarou com humildade: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” (Lucas 1:38.) Ela se dispôs à ordem do Senhor Deus.
Não se pode torná-la igual ao Senhor Jesus. Deve-se ter respeito, carinho e amor por esta incrível mulher! Jesus, sendo Deus, precisou tomar a forma humana e para isso precisou nascer de uma mulher.
Maria estava perto da cruz quando Jesus morreu (João 19:25). Maria estava com os apóstolos no dia do Pentecostes (Atos 1:14). Entretanto, jamais se menciona Maria depois de Atos capítulo 1. Os Apóstolos, em nenhum lugar, dão a Maria papel proeminente. A morte de Maria não é registrada na Bíblia. Nada é dito sobre Maria subindo aos Céus, ou tendo qualquer forma de papel exaltado no Céu. Maria deve ser respeitada como a mãe terrena de Jesus, mas ela não é digna de nossa adoração ou exaltação. A Bíblia, em nenhum lugar, indica que Maria pode ouvir orações, ou que ela possa ser mediadora entre nós e Deus. Jesus é nosso único defensor e mediador no Céu (I Timóteo 2:5).
Está escrito: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (I Timóteo 2:5.) Isso vem salientar que Maria não é mediadora entre Deus e os homens e sim Jesus. Quando pedir alguma coisa, peça a Deus em nome de Jesus. “E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14:13,14.)
Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Em nenhum lugar das escrituras Jesus, ou qualquer outra pessoa, dirige qualquer louvor, glória ou adoração a Maria. Isabel, parente de Maria, a louvou em Lucas 1:42-44, mas seu louvor é baseado no fato de que Maria daria à luz Jesus. Não foi baseado em qualquer glória inerente a Maria.
A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Para entendermos um pouco melhor a missão de Maria, vamos, por um momento, sem querer nos comparar, pensar em nossas famílias.
Na condição de pais, pretendemos constantemente buscar o melhor para nossos filhos, preocupando-nos com seu bem-estar. Sofremos diante de suas dores e nos alegramos com suas alegrias. Isso é natural, para a maioria dos pais e mães encarnados, que desejam estar ao lado de sua prole, para que possam sentir-se amparada em sua caminhada.
Agora, imaginemos dentro de nossa condição limitada, como se sentiu Maria ao perceber que seu filho muito amado, sendo rejeitado e mortificado pela ignorância humana, nada podia fazer para impedir o sofrimento daquele que lhe encantara os dias com a luz de suas palavras e de seus sorrisos.
De qualquer forma, precisamos entender que quando Maria afirmou: “Eu sou a serva do Senhor” ela realmente queria dizer isso, ou seja, que compreendia que sua vida seria marcada pela renúncia e pela prática do amor incondicional.
CINCO ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE MARIA:
1- Maria só esteve virgem até o nascimento de Jesus (“Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”, Mateus 1:25), tendo depois outros filhos, como é comprovado em Marcos, capítulo 6, verso 3 que diz: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?” A expressão virgem Maria, portanto, não é apropriada.
2- Quando Jesus nasceu, os magos foram visitá-Lo e logo O adoraram: “Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando- se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”(Mateus 2:11). Os magos adoraram a Jesus e não à sua mãe, Maria.
3- Maria é bendita entre as mulheres e não bendita acima das mulheres. Confira: “Bendita és tu entre as mulheres.” (Lucas 1:42.) “Entre” quer dizer: está no meio, estar junto. Deus a distinguiu com um fim específico, entre as mulheres.
4- Maria é mãe de Jesus, não de Deus. Porque Deus sempre existiu. Além disso, em toda a Bíblia só será encontrada a expressão: “Maria, mãe de Jesus”.
5- Maria amava a Jesus e O tinha como o seu Salvador. Por isso ela declarou: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1:46,47.) Nesse cântico ela declara que também precisa de um Salvador: Jesus. Maria se coloca na posição de pecadora.
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32). JESUS é a verdade que liberta. Às vezes, muitas pessoas, se veem confusas diante de tantas religiões, tantas crenças e tantos caminhos que na verdade são “descaminhos”. Mas quando se lê a Palavra de Deus ou quando abrimos os olhos espirituais permitindo que Deus fale com cada um de nós, tudo se torna mais compreensível. A Bíblia não nos deixa sem respostas quanto à salvação e à adoração a Jesus.
Ele morreu, mas ressuscitou; Ele está vivo em nós, não por meio de imagens ou ídolos feitos por mãos, mas por meio do Seu Espírito Santo (confira no Evangelho de João, capítulo 14, versos 16 a 31). Jesus morreu para que tivéssemos acesso ao Pai. Maria foi uma irmã em cristo, agraciada por Deus, bendita entre as mulheres. Como nós, foi salva e justificada por Jesus Cristo. Não vamos dar a outros a adoração que só pertence ao nosso Deus!
CONCLUSÃO
A última noticia que temos de Maria, com certa garantia histórica, é o que encontramos em At 1,14: permanecia em oração com a primeira comunidade cristã, suplicando a vinda do Espírito. Nada dizem os escritos apostólicos sobre os últimos dias e a morte da Virgem. Segundo Jo 19,27, o “discípulo amado” acolhe em sua casa a mãe de Jesus. Embora a intenção principal do evangelista seja mais teológica que histórica, talvez tenha vindo daí a tradição popular: Maria ficou com o “discípulo amado” (que se veio identificando com João) em Patmos, e ali terminou seus dias///
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)

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BIBLIOGRAFIA
Paulo Oliveira - A Difícil Missão da Mãe de Jesus
Jesus Espeja – Maria de Nazaré, quem é esta mulher?

Adriana Santos – Maria, mãe de Jesus
Publicação autorizada pelo autor do texto (estudo).

sábado, 3 de junho de 2017

MARIA, IRMÃ DE LAZARO, UMA DEVOÇÃO AMOROSA

"... e certa mulher, por nome Marta, O recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria ..." (Lucas 10:38,39).
Dentre tantas mulheres deixadas por Deus na Bíblia e que nos servem de exemplo , vamos conhecer mais duas que viveram no tempo de Jesus e que foram amadas por Ele. Marta e Maria viveram em um povoado chamado Betânia. Elas eram irmãs de Lázaro, grande amigo do nosso Senhor.
Ambas tinham personalidades diferentes, mas, cada uma a seu modo, amava Jesus. O Senhor também amava muito esta família
O EXEMPLO DE MARIA DE BETANIA
A família de Marta, Maria e Lázaro morava em Betânia. Jesus algumas vezes foi recebido em sua casa. Marta, a irmã mais velha, preocupava-se em servir com excelência ao Mestre. Maria, por sua vez, quedava-se aos pés de Jesus para aprender (Lc 10.38- 42).
Em Mateus 26.6-13, Marcos 14.3-9 e João 12.1-3, a protagonista é Maria, a “que escolheu a boa parte”, irmã de Marta e Lázaro, da aldeia de Betânia.
Os três evangelistas falam da murmuração dos que julgaram desperdício a oferenda, bem como da defesa de Jesus a Maria. Tanto Mateus quanto Marcos mencionam a promessa de que o gesto será contado onde o Evangelho for pregado.
Diferente da bíblia, as tradições judaicas eram incisivamente patriarcais, algo comum e notório na antiguidade. Por isso as mulheres não comiam com os homens, mas ficavam de pé enquanto eles comiam, servindo-os á mesa. Nas ruas e nos átrios do templo, elas ficavam a uma certa distancia dos homens. Sua vida se passava em casa, e com frequência ficavam nas janelas que davam para a rua e tinham grades, para que não fossem vistas.
Nos primeiros tempos elas nunca saiam sem véu, era impróprio que uma israelita falasse a um homem na rua, até mesmo – na verdade, acima de tudo – se fosse seu marido. Contudo cabia ao Marido dar total manutenção a mulher, que deveria dar-lhe teto, alimento e vestuário segundo sua posição e meios, caso não fosse mantida adequadamente, ela poderia pedir auxílio e proteção ao Pai e este repreenderia o genro. Em geral não era necessário, pois os israelitas gostavam de ver suas esposas bem vestidas, adornadas com colares, anéis e broches.
Percebe-se que Maria não tinha direito social de estar na mesma sala que Jesus, muito menos aos seus pés ouvindo-o, pois provavelmente estava falando para os discípulos que estavam com Ele e a família de Lázaro, ou seja, espaço do homem, mesmo com a justificativa de estar adorando ou ouvindo a Deus, ela não tinha este direito de ficar no espaço. Pois ela deveria fazê-lo num espaço para mulheres. Por isso o papel da mulher neste espaço era o de Marta, que era servi-lo e foi o que ela fez e se moeu de servir.
"um perfume muito caro" (João 12:3)
A adoração tem preço. É necessário preparação, esforço e sacrifício. Este perfume era importado da Índia em jarras de alabastro (vasos especiais para perfumes) seladas, a fim de conservar o perfume. Somente alguém muito rico, ao receber convidados especiais, quebrava o selo da jarra de alabastro, e procedia a unção em quem quisesse, como demonstração de uma honra toda especial.
Há muitos cristãos bons e sinceros, mas que tem o selo da religiosidade ou conceitos humanos que não permite o quebrantamento diante da presença do Senhor. É necessário quebrar o selo para o perfume destilar por todo o ambiente.
A vida de um adorador se sente no ar, leva em si o perfume de Cristo e é possível sentir esta fresca e agradável fragrância de um coração que está constantemente na presença do Senhor em adoração.


Para Maria era muito caro. Correspondia a 300 dias de trabalho (João 12:5). Ela levou quase um ano para ajuntar todo o dinheiro necessário para comprar aquele perfume para em um momento quebrar aos pés de Cristo? Sim, ela fez isto! Chamo esta atitude de “inversão na adoração”. 
Estar na presença de Deus não tem preço!
Quando fazemos o melhor para Deus?*
Maria descobriu este segredo. Não é uma questão material; muito ou pouco, não é tamanho ou largura...é “profundidade”!
Maria numa atitude de desprendimento material, social, emocional... pega um vaso de unguento e unge os pés de Jesus e enxuga-os com seus cabelos.
Para muitos, uma atitude desequilibrada, louca, sem sentido! Já que o unguento era de grande valor material e custava ao equivalente 300 dias de trabalho.
Enquanto “nós avaliamos” o valor das cifras do perfume, o que não foi diferente dos que ali estavam a contar também com os discípulos, em particular citado por João, o próprio traidor Judas; Jesus avalia o valor daquela atitude: 300 dias de luta, 300 dias economizando, 300 dias de sonhos... e tudo derramado aos seus pés.
Um vaso quebrado e um perfume caro derramado mexem com o bolso e pensamento dos homens; uma vida quebrantada e um ser contrito movem o coração de Deus!
Eis então o resultado de tamanha grandeza de atitude: Críticas de muitos que embora dizem andar com Jesus, não alcançaram tal grandeza. Estão alheios a esse relacionamento de intimidade e comunhão com Deus, não entende tais atitudes.
Jesus aprova o gesto de Maria
O evangelho de Marcos 14:4 e 6 nos deixa claro que alguns que estavam presente se indignaram, e Jesus a defende: “Deixai-a, para que a molestai?” Acho que eles queriam tirar Maria dos pés de Jesus, por estar fazendo o melhor para Deus - mas não conseguiram! Como se não bastassem os discípulos, ela também teve que resistir a sua irmã Marta
E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Lc.10:39-40
Que perfume Maria derramou sobre a cabeça de Jesus? Era o nardo puro. Nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta do Himalaia. Ficava muito caro o produto final deste raro perfume; desde a extração da planta, até o transporte à longas distâncias. Era o melhor perfume da época.
Qual era o valor do perfume? 300 denários. Naquele tempo um denário equivalia ao valor de um dia de trabalho, para um trabalhador comum. A 5,00€ a hora, a 8 horas diárias= 40,00€ x 300 dias= 12.000,00 euros. Hoje consegue-se obter um excelente perfume por 100 ou 200€. Imagine o esforço que fez Maria para economizar todo aquele dinheiro, e naquela época!
A SUA ADORAÇÃO TEVE A MARCA DA QUALIDADE
Maria ofereceu a Jesus o melhor que ela possuía. Maria ofereceu a Jesus um perfume de qualidade “preciosíssimo” diz a Bíblia, com um valor correspondente a aproximadamente um ano de trabalho de um trabalhador comum:
E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14:3. “Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.” Marcos 14:5.
A ADORAÇÃO DE MARIA FOI PRÁTICA
Maria teve uma agilidade crescente tremenda. Foi buscar o perfume, quebrou e derramou sobre a cabeça de Jesus. Maria só tinha um objetivo: Adorar Jesus. Ela não se importou com os outros, e nem com aquilo que iriam dizer. O ato de Maria causou indignação por parte dos discípulos, mas a aprovação de Jesus foi imediata, Ele disse:
Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória”. Marcos 14:6-9.
A ADORAÇÃO COMPLETA.
Aquela mulher fez algo para o Senhor, mas não fez pela metade ela terminou a obra que começou a fazer.
Será que muitos de nós temos realmente dado a Deus uma adoração completa?
Será que temos terminado o que começamos a fazer para o Senhor? Ou temos iniciado as obras e deixado de lado para outros terminarem? Temos demonstrado ao senhor nosso interesse em sua obra?
Aquela mulher além de ter derramado o óleo sobre os pés de Jesus, a Bíblia vai nos dizer que ela também enxugou com seus cabelos, ela sabia que Jesus ao terminar o jantar, iria embora, sabia que as ruas de Betânia não eram asfaltadas, portanto tinha muita poeira, e poeira aliada a óleo....não é uma mistura muito boa, então, tudo o que ela havia feito seria esquecido, o que era para ser bonito, passaria a ser asqueroso, nojento. Então ela completou a obra que começou a fazer, ela enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos.
O lucro de Maria
Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.42). Maria escolheu estar aos pés de Jesus, numa atitude de adoração e como discípula. Ela não precisava ser repreendida, mas sim elogiada, pois havia feito a melhor escolha.
Ela quebrou todas as etiquetas e presta uma homenagem ao Senhor: derrama um precioso perfume nos Seus pés e os enxuga com os cabelos. Foi a manifestação da sua alma, efeito de uma profunda afeição.
Uma manifestação de crítica
Que extravagância! Que desperdício!” disse Judas. E os demais discípulos concordaram (Mt 26.8).
Talvez nós tivéssemos, também, criticado Maria, se ali estivéssemos. Não é assim que fazemos? Criticamos a igreja, criticamos o pastor, criticamos os oficiais, criticamos os velhos, os moços, as crianças … A oferta que a mulher ofereceu a Jesus, inspirada pelo amor, mal interpretada pelos homens, foi bem recebida pelo Senhor e recompensada pela história. Maria se imortalizou e, por isso, estamos a falar dela, hoje (Mt 26.13). O seu desejo era mostrar amor e simpatia ao Senhor. Ele compre­endeu, aceitou e recompensou o gesto condescendente.
O que a adoração a Deus promove em minha vida? A) Sensibiliza o meu coração; pois adorar o Criador é uma atitude grandiosa, não é um ato qualquer. B) Edifica a minha fé. Ler a Bíblia, fazer orações, ir à igreja, cantar hinos, aumenta a minha fé em Deus. C) Promove a minha semelhança com Cristo, pois “pela contemplação somos transformados”. D) A adoração ajuda-me a ouvir Deus falando comigo. No ato da adoração ninguém pode ter pressa. Deus é perfeito, e a pressa é inimiga da perfeição E) A adoração expulsa os temores. Maria não teve medo dos preconceitos, embora tivesse recebido algumas críticas dos discípulos. F) A adoração aprofunda o relacionamento com Cristo.///
Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
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