terça-feira, 1 de novembro de 2016

Peregrinação nos cemitérios

PERGUNTA: Uma reportagem do jornal O ESTADO DE SAO PAULO DE 17 de dezembro de 1995 ocupa uma página inteira e traz algumas manchetes, que gostaria de ler e lhe fazer algumas perguntas que serão de grande interesse pera nossos ouvintes: Diz assim: “CEMITÉRIOS DE SP ABRIGAM ‘SANTOS’ NÃO ACEITOS PELA IGREJA”. E a notícia prossegue: “Paulistanos transformam em pontos de peregrinação túmulos de pessoas que sofreram durante a vida e a quem são atribuídos milagres; são quase 30 casos em todas as regiões da cidade”. Diz mais a reportagem: “Só na cidade de São Paulo contam-se quase 30 almas às quais os fieis recorrem em momentos de dificuldades, para que intercedam por eles junto a Deus”. Os mortos podem fazer intercessão por nós a Deus?

RESPOSTA: Não. Os vivos sim podem interceder por nós, também vivos, mas mortos intercederem por nós junto a Deus não é bíblico, é crendice popular. Há que fazer-se uma distinção entre intercessão e mediação. Ao passo que a Bíblia declara que há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Timóteo 2.5), exorta, no mesmo texto, que se “use a prática de súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todos os homens” (1 Timóteo 2.1).

PERGUNTA: o que é intercessão?

RESPOSTA: Intercessão é a súplica que alguém dirige a Deus em favor de outrem. Podemos interceder por pessoas, por coletividades, por um plano de trabalho, por um ideal na vida.

PERGUNTA: Podemos interceder pelos que já morreram?

RESPOSTA: Não. Absolutamente não. Os que já morreram atingiram seu destino irrevogável, como diz Hebreus 9.27: “Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.

PERGUNTA: E os mortos podem interceder pelos vivos?

RESPOSTA: Não. Jesus Cristo é o único intercessor ou mediador, como dissemos. Diz Hebreus 7.25 que Jesus vive sempre para interceder por nós. Em João 17 temos o início na terra de sua função de intercessor, que hoje Ele exerce no céu, desde que subiu para junto do Pai (1 João 2.1).

PERGUNTA: Diz a reportagem que “as segundas feiras é o dia dedicado às almas, e pessoas em grande número vão aos túmulos levar flores, queimar velas, rezar, pedir aos santos conhecidos pelos nomes de Santa Izildinha, Santa Filispina, São Bento do Portão e outros, embora esses ‘santos’ não sejam reconhecidos pelo Igreja Católica, mas são tidos pelo povo como santos milagreiros. O que diz a Bíblia sobre essa prática?

RESPOSTA: O apóstolo Paulo afirma que essas práticas são próprias de pessoas que estão entenebrecidas no entendimento, que estão separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, embora não se possa negar que essas pessoas são sinceras na sua forma de crer, mas estão crendo em desacordo com a Bíblia, pois essas práticas são idólatras e a idolatria é um pecado grave que leva a pessoa à perdição eterna (Apocalipse 21.8). Levar flores, queimar velas, reza e pedir aos mortos considerados como santos não passa de culto idólatra.

PERGUNTA: Quer dizer que só a sinceridades não basta em matéria religiosa?

RESPOSTA: Não basta. O fato de uma pessoa ser sincera na sua forma de crer não implica que essa forma de crer seja correta, que esteja na verdade. Sinceridade e verdade não são palavras sinônimas. Em Provérbios 16.25 está escrito: “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. É esse caminho que estão tomando essas pessoas mencionadas na reportagem. Embora sinceras, não estão fazendo aquilo que agrada a Deus (João 4.24).

PERGUNTA: Diz por fim a reportagem: “Segundo as tradições católicas populares, as crianças têm a alma pura, daí a ideia de se pedir a intercessão delas nas conversas com Deus”. Estavam penduradas nos braços de uma cruz sobre a sepultura de um menino doze chupetas e duas toucas, e que é muito comum encontrar balas, pirulitos e outros tipos de doces sobre esses túmulos. Isto seria uma forma de agradar à alma, numa mistura de catolicismo com ritos afro-brasileiros.

RESPOSTA: Nosso querido povo brasileiro é realmente muito supersticioso, e admite muitas crendices como as que você mencionou. A Bíblia declara que as crianças estão no céu (Mateus 19.14): “Deixai os meninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus”. Mas os que estão no céu não podem ouvir as orações feitas aqui na terra a eles. Se não podem ouvir, porque só têm conhecimento do que ocorre em torno deles no céu, então essas orações não são respondidas. Só uma pessoa – Jesus – está presente onde dois ou três estiverem reunidos no seu nome (Mateus 18.20) e só Ele pode ouvir nossas orações e respondê-las: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei”. “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. “Em verdade, em verdade vos digo, se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vô-lo concederá em meu nome” (João 14.13-14; 16.23). Se eu apresento um cheque ao banco, e esse cheque estiver assinado pela pessoa que tem fundos para cobrir o cheque, então o cheque será pago, mas se o signatário do cheque não tiver fundos o cheque não será pago. Só Jesus tem crédito infinito para com Deus o Pai; e o pedido em seu nome, por ele apoiado, é como um cheque que ele assinou – será com certeza atendido.
Por: Pastor Pr. Natanael Rinaldi
Fonte: http://www.iepaz.org.br/peregrinacao-nos-cemiterios/

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