sábado, 26 de novembro de 2016

O MILAGRE ESTÁ EM SUA CASA


Um dos homens de Deus a quem muito espaço é dado na Palavra é Eliseu. Eliseu era um seguidor de Elias, cujo ministério ele sucedeu (ver 2 Reis 2). Ele caminhou poderosamente com o Senhor e dos muitos milagres que Deus fez através dele. O foco estará na habilidade de Deus em libertar aqueles que procuram por Ele por qualquer problema que eles possam ter.

História da viúva

A sociedade de Israel era sobremodo injusta em relação às mulheres e crianças, vetando-lhes até mesmo os direitos e privilégios garantidos por Deus ao seu povo.
Elas eram vistas como seres inferiores, impedidas de participar dos cultos, das assembleias e das festividades religiosas. Imaginem, então, numa época de apostasia, em que o temor de Deus havia desaparecido; numa época em que cada um fazia o que queria, ignorando por completo as leis de Deus!

Foi naquele difícil contexto que a esposa de um profeta ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela.
A escravidão em troca de dividas era aceita com relutância, seus filhos foram penhora-dos. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos. Assim como os contemporâneos de Eliseu abusavam das crianças necessitadas, tirando-lhes o direito, o respeito e a dignidade.

Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise.

Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeita-dos. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”(Tg 1:27).

"Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;" Romanos 12:13

2 Reis 4:1: “E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.”

Profundo o testemunho que esta mulher dá a respeito do seu falecido marido. Ela vem a Eliseu demonstrando muito respeito e humildade. Com seu coração quebrantado, chama-o de Senhor, pois sabia que o seu pedido se dirigia a Deus, através do seu profeta.
A viúva em suas palavras, estava dizendo apenas uma verdade para Eliseu e não uma reclamação. Ela fala do fato inegável de que Eliseu conhecia a lealdade com que seu falecido marido servia a Deus e ao próprio Eliseu. Ela o relembra da vida piedosa que seu marido teve.
E na sua extrema necessidade, apenas apresenta a sua justa causa ao homem de Deus e ao próprio Deus. A causa dela era justa, não pedia por riqueza ou status, ou que Eliseu descumprisse a Lei, mas queria apenas um livramento, pela vida de seus filhos.
A forma como fala, demonstra a sua grande fé. Perceba que ela não pede nada a Eliseu, mas apenas o deixa ciente da sua miséria, ou seja, ela confiava que Deus sabia o que era melhor para a sua família. E se colocou totalmente debaixo da providência divina.

De acordo com a passagem, esta mulher era esposa de um homem que temia e reverencia-va profundamente, o Senhor. Infelizmente, seu marido morreu deixando a sua família uma dívida que eles não podiam pagar. Como resultado, o credor estava vindo para levar seus dois filhos para serem escravos. Disto nós podemos facilmente entender, a emergência da situação: a mulher por causa de uma dívida não paga estava perto de perder seus dois filhos. Para encarar este problema ela clamou a Eliseu, o homem de Deus. Com certeza, sua escolha em recorrer, neste tempo crucial ao homem de Deus não foi acidental. Realmente, quando o tempo é tão limitado (“o credor estava vindo” imperfeito, ou seja, ele estava a caminho) você não vai exceto para aqueles que você sabe que podem te ajudar. Obviamente, o homem que essa mulher acreditava que poderia ajudá-la era Eliseu, o homem de Deus 1. Evidentemente, ela determinou LUTAR contra essa dificuldade e lutar com Deus.

Quando todos os meios terrestre de ajuda estavam fechados para esta mulher aflita, ela foi procurar o profeta Eliseu, sem fazer quaisquer tipo de reclamações. Apenas derramou seus sentimentos de aflição nos ouvidos dele, contou-lhe que seu marido, um homem que fez parte do grupo de jovens profetas na escola criada por Eliseu, havia morrido recentemente e deixado uma dívida cujo valor ela não tinha condições de pagar.

Naquela sociedade e época, não havia perspectiva de um futuro feliz para uma mulher nas condições daquela mulher. Se ficasse sozinha, não teria nenhuma segurança na velhice, pois os filhos é que cuidavam de seus pais idosos, não existia o sistema do Estado efetuando ajuda financeira, como uma aposentadoria ou pensão às mulheres que perderam seus maridos. Consequentemente, restava a ela enfrentar a solidão, o luto, a miséria, o desses-pero, e até mesmo uma morte prematura por causa da opressão de um credor.

Escravidão

A Lei de Moisés permitia que dívidas poderiam ser pagas com a mão-de-obra escrava. Entretanto, era proibido a um credor israelita, a quem outro israelita foi vendido, "obrigá-lo a servir como escravo", e a agir sobre a vida dele rigorosamente. Apesar disso, em alguns casos o quadro era dramático ao extremo, pois os credores eram inescrupulosos e davam pouca atenção às regras impostas por Deus (Levítico 25.39-43).

A visão do profeta diante da viúva

Também é fato que se Eliseu havia atendido a pessoas importantes como os reis de israel e os capitães dos seus exércitos, ele da mesma forma não deixou de ouvir o clamor de uma pobre viúva.
Deus não abandona aqueles que lhe são fiéis. Deus é fiel na vida e na morte, e promete proteger até os filhos dos filhos de milhares daqueles que o amam e o obedecem.

OBEDIÊNCIA
A viúva demonstrou ser uma serva fiel e obediente ao Senhor, por adotar duas condutas principais: 1ª. Num momento de grande aflição e dor, ela foi se consultar com um homem de Deus (Profeta Elí). 2ª. Demonstrou confiar em Deus e em pessoas ungidas por Ele, pela forma como obedeceu a tudo que foi dito pelo profeta para que ela o fizesse.
2º Reis 4.2-4: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tem em casa [...]. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos. [...]. Então, entra e fecha a porte sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
Será que nos momentos de turbulências em nossas vidas, temos adotado a mesma conduta desta mulher? Ou será que estamos procurando pessoas erradas e lugares inadequados, para despejar nossas lamúrias e reclamações?
Que hei de te fazer? E ela disse: “Tua serva não tem nada em casa...” (2Rs 4.2). Quando a visão do nosso entendimento é aberta por uma verdade espiritual, aquilo que antes reputávamos como nada, pode se tornar a coisa mais valiosa que temos na vida. O profeta sabia que em sua casa havia o produto do milagre, então a despertou dizendo: “Dize-me que é o que tens em casa”. Para a mulher aquela botija de azeite não representava muita coisa, para o profeta era a fonte do milagre. Ela via apenas o azeite. Mas o profeta, viu além, viu o futuro. Enquanto ela viu uma pequena botija, ele estava vendo dezenas de vasilhas cheias a partir daquele azeite, ou seja, em situações de aperto a receita do sucesso é apresentar o pouco que temos Aquele que tudo pode!

2 Reis 4:2: “E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa.”

Veja a disponibilidade de Eliseu. Eliseu estava lá pronto para ajudar a viúva. Ele não a condenou por sua dívida. Em minha opinião, deve ter havido muito tempo antes da viúva ou seu marido ter chegado ao estágio de insolvência. Você certamente não chega a este ponto de um dia para o outro sem, entretanto, tratar muitas coisas de forma errada. Entretanto, o ponto não era o que aconteceu. O que aconteceu, aconteceu. O que conta agora não era o passado, mas que no recente momento ela precisava imediatamente de suporte e para encontrar isso ela procurou o Senhor. Vemos que Eliseu não tentou livra-se dela porque o problema era “muito difícil”. Ele certamente não tem uma solução para o problema dela. Porém, isto não significa que ele não estava disponível para ajudá-la. Ao contrário, sua resposta mostrou que ele estava pronto para ajudar na maneira que ele podia. O verso 2 nos dá a resposta da mulher para a pergunta de Eliseu:

2 Reis 4:2: “E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.”
A viúva estava realmente em grande pobreza. Não havia nada em sua casa além de uma botija de azeite. Obviamente, no seu esforço de livrar-se do débito ela vendeu tudo. Não havia mesa, camas, utensílios de cozinha. A única coisa que tinha sobrado era essa botija de azeite. Contudo, essa botija de azeite era suficiente para Deus trazer libertação para ela. Os versos 3-4 nos dizem: “Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.”

Milagres extraídos daquilo que não é aparente

Uma atitude de fé sempre estará alicerçada na espiritualidade e na sensibilidade (Gl 5.16; Tg 2.18). Essa mulher estava desesperada, com medo de perder seus filhos, por isso, não pôde ver que o pouco azeite daquela botija era a fonte para sanar suas dívidas.

Eliseu pede que aquela mulher corra até seus vizinhos, e lhes peça muitas vasilhas emprestadas para que o azeite daquela pequena botija venha enchê-las. Ela deveria confiar na palavra do profeta e agir por intermédio da fé no que ele disse. A fé também exige uma atitude, uma ação (Hebreus 11:1-6).  A vida cristã pode apresentar muitos contrastes. No caso dessa viúva, ela começa pedindo emprestado algo a alguém, e pedir nunca é fácil (Atos 20:35). Pelo empréstimo conseguido, observa-se que tinha relacionamento e boa convivência com seus vizinhos. Pois, sendo de má índole e sem relacionamentos seu milagre seria embargado. O profeta não fala a quantidade de vasos que ela deveria pedir, esse ato revela a qualidade e o nível daquilo que ela acreditava. Se ela pedisse mil, todos seriam cheios, se pedisse dez, aconteceria o mesmo. O que nos revela esse tipo de ação? Que podemos tanto limitar o milagre quanto ampliá-lo. Nossa fé pode determinar o tamanho do milagre que desejamos ver acontecer em nossas vidas (João 4:50-53 / II Coríntios 5:7). 

A matéria prima necessária para que Deus realize um milagre é o “NADA”. No texto original de Gênesis 1:1, o vocábulo usado para descrever a criação é “Bârâ”, que significa “criar do nada”. Basta apenas um pensamento do Criador para trazer à existência aquilo que jamais antes existiu, mas este método criativo não é utilizado por Deus quando se trata de sua mais preciosa criação: o homem. Deus literalmente colocou a mão na massa na concepção do corpo humano, moldando no barro suas formas e feições. Depois, soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou alma vivente.

O AZEITE DERRAMADO – A HORA DO MILAGRE
"Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.” 2 REIS 4:4-5
Recebida a Palavra da Revelação, devemos agir com fé. A viúva deveria encher as vasilhas a partir da botija de azeite que tinha. Era um milagre, pois o azeite de uma vasilha, indo contra todas as possibilidades, encheu várias outras. Uma botija só poderia encher uma botija. O milagre de Deus é a invasão do sobrenatural no material. A lógica de Deus é outra.
A necessidade do profético em nossos dias

Nós somos uma igreja carente de profetas (não nos referimos ao dom de profecia, que muitos estão manipulando e usando insensatamente). Os profetas veem o futuro, eles têm sensibilidade para penetrar no mundo espiritual e mostrar a realidade do amanhã. Assim é o ministério profético (Ef 4.16). No episódio aqui relatado devemos destacar duas coisas importantes: a visão da mulher e a visão do profeta. “Ela vê a botija de azeite como nada, ele vê como a fonte de tudo o que ela precisa”. Os profetas existem para nos ensinar a usar a ferramenta que temos para seguir adiante. Uma palavra profética pode mudar a nossa vida (Mt 8.8; Lc 7.7).

Feche a porta para a dúvida

Um fator muito importante na história deste milagre é o que aconteceu após a viúva ter tomado emprestadas as vasilhas vazias de seus vizinhos curiosos. Eliseu lhe disse: 'Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos...' Sempre haverá muitas pessoas para dizer ao contrário. Há os que replicam: 'Os antecedentes são contra isso. Tentamos antes e falhamos'. Há também os que se queixam: 'Não podemos suportar isso'. Eliseu simplesmente insistiu para que ela deixasse de fora os incrédulos, e fechasse os ouvidos para a dúvida.
Os vizinhos que estavam cientes de sua situação talvez fossem levados a pensar que as atitudes eram excêntricas e, com certeza, a ridicularizariam. Tachariam-na de tola por acreditar em algo tão impossível como que lhe propusera o profeta.
Jesus advertiu: 'Atentai no que ouvis' (Mc 4.24). Ele sabia que agimos e reagimos de acordo com aquilo que ouvimos daqueles que estão à nossa volta. Eliseu também sabia quão rapidamente as sementes de dúvida crescem no solo do desespero e da perversidade humana. Dessa maneira, recomendou à viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta da dúvida.

O milagre ficava então limitado a tanto quanto fosse a fé dela, pois quanto mais vasos conseguisse, mais puro azeite receberia. Ela seguiu a palavra profética de Deus, através de Eliseu, e o óleo não parou enquanto ainda havia vasos vazios.”

A mulher deitou azeite nos vasos até que os vasos ficaram vazios, mas não a botija de azeite. Precisamos aprender a nos esvaziar de nós mesmos para que o milagre aconteça.
O milagre ilimitado ficou limitado pela quantidade de vasilhas que ela conseguiu. O milagre nunca tem fim, pois a porta que Deus abre ninguém fecha.
PAGUE SUAS DIVIDAS E VIVA DO RESTO – O DIZIMO

Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto. (verso 7)
Quando falamos da bênção, principalmente da bênção financeira, muitos esquecem-se que tem dividas e querem logo gastar o que conseguiu. Os Shoppings são um grande atrativo quando entra um valor inesperado na conta, mas nós nunca deveremos esquecer que essa mulher só recebeu o milagre porque ela tinha dívidas. Essa viúva precisava saldar as suas contas, de qualquer jeito, senão levariam seus filhos como escravos. Pague primeiro suas contas, quando o milagre financeiro chegar, viva com as contas em ordem e viva do resto. Depois de pagas as contas, o restante use com sabedoria. O milagre era tão grande, que daria para a mulher viver o resto de sua vida sem contas, sem dever a ninguém.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Deus espera que ajamos com sabedoria em todos os momentos de nossa existência, sobretudo nas adversidades. O pouco que aquela mulher tinha em casa foi feito em muito, mas ela precisava ser sábia no tocante ao que fazer com aquele muito que o Senhor lhe dera. Ter recursos em abundância não é suficiente para que solucionemos problemas de escassez. É preciso que saibamos utilizar o que Deus nos deu.///

Pr. Adaylton de Almeida Conceição

Assembleia de Deus – Santos /Ministério do Belém
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Anastasios Kioulachoglou – Eliseu e a viúva e a sunamita.
Eliseu Antonio Gomes - Eliseu aumenta o azeite da viúva.
Barnett, Tommy. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
Miquéias Daniel Gomes – Eliseu e o milagre da multiplicação do azeite.

Paulo Sergio Larios –Segredos de prosperidade e o azeite da viúva.

A Escatologia e o dia de finados

Qua, 02/11/2016 por Ciro Sanches Zibordi
2 de novembro é o dia de finados, um termo mais suave para mortos. O que a Bíblia, a Palavra de Deus, diz a respeito dos finados? Um texto claro e objetivo sobre eles é Hebreus 9.27,28: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. De acordo com essa passagem do Novo Testamento, está ordenado que os seres humanos morram uma vez e compareçam ante o Justo Juiz. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento.


O que acontece com os finados entre a morte e o Juízo Final? Embora a vida após a morte ainda seja um mistério, a Palavra de Deus nos apresenta detalhes importantes a respeito desse estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem — sejam as salvas em Cristo, sejam as perdidas por rejeitarem ao Salvador (cf. Jo 3.16) —, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os perdidos, ímpios, vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso — por assim dizer — e Hades ficavam numa mesma região. E eram separados por um abismo separador, intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer na cruz, Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de antessala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23). Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido para “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar. O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (Mt 25.46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (Mt 5.22; 10.28; Lc12.5).

Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. Ele começará a ser povoado quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Geena, inaugurando-o (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo. O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia — figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade —, numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos foram cremados; outras morreram em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice (pleno), espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23), compareçam perante o Juiz.

Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica. A “morte” dará o corpo. E o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito). Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena. E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão — no sentido pleno — “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Como assim? O espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52). Consolemo-nos com essas palavras (1 Ts 4.18). Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Ciro Sanches Zibordi

Ignorância perigosa!

Um esclarecimento bíblico a respeito da superstição e da feitiçaria!
Em nossos dias o mercado do livro está saturado com literatura sobre o ocultismo. De modo especial, encontramos livros sobre a astrologia, magnetismo, espiritismo e vidência. Se as pessoas soubessem o que se esconde por detrás da superstição e da feitiçaria, jamais se dedicariam a essas práticas perniciosas. Quanta ignorância encontramos nesse campo perigoso. Quanta leviandade diante dessas atividades satânicas, que escondendo-se sob o manto de prestar grandes auxílios à humanidade, arrastam famílias e gerações inteiras à perdição eterna. Quantas pessoas poderiam voltar a ser felizes, alegres e livres, se reconhecessem que o seu infortúnio é consequência dessa ignorância leviana.
Quem fecha a porta à fé, abre a janela à superstição. Quem rejeita os anjos divinos, é atormentado pelos espíritos de Satanás” (E. Geibel).
Você foi à cartomante para prever o seu futuro. Você permitiu que lhe revelassem o seu horóscopo para pesquisar seu destino. Você deixou-se benzer para ficar curado. Você participou de reuniões onde espíritos foram consultados por meio de mesas girantes etc. Muitos pensam tratar-se de uma bobagem em grande estilo, riem do ocorrido e dizem não crer em tais coisas. Outros participaram dessas práticas ocultas por curiosidade, ou por sociabilidade, mas como consequência tornaram-se pessoas melancólicas, sofreram esgotamentos nervosos, chegando até ao desespero e à tentativa de suicídio. Essas pessoas não sabem, porém, que o ocultismo as colocou debaixo de um poder perigoso, que pode destruir totalmente as suas vidas e trazer os infortúnios de doenças, pecados, desgraças, ódio, obstinação, e sim, até o crime. Sempre, porém, nota-se uma incapacidade para crer e confiar na Palavra de Deus.
Como podemos explicar esses sintomas doentios, que tão frequentemente aparecem na vida de pessoas que se dedicaram às práticas ocultas, apesar de terem o seu juízo normal? A superstição e a feitiçaria têm a sua origem no inferno. Elas são resultado de um intensivo trabalho de Satanás, espíritos malignos, demônios, principados e potestades do mal, com os quais os quiromantes, cartomantes, feiticeiros e benzedores trabalham. Dessa maneira, consciente ou inconscientemente, afastam as pessoas de Deus. Essas pessoas são amarradas a Satanás por praticarem e crerem na superstição e, o que é pior, não somente em sua vida na terra, mas também depois da morte. O conhecido pastor Christian Blumhart, um pioneiro na luta contra a superstição e a feitiçaria, escreveu: “A mais triste conseqüência para uma pessoa, quando ela não reconhece e não se arrepende de suas idolatrias e superstições, vem após a morte. O que mais me horroriza em minhas batalhas contra o Inimigo é justamente isto: o elo com o qual a pessoa se ligou ao poder das trevas não foi desfeito pela morte, e a pessoa que tinha a ilusão de ser madura para a alegria do céu, é segurada pelo inimigo como decaída e contra sua vontade é forçada a servir a Satanás”.
Como é possível que em nossa época esclarecida, na qual a ciência influencia sobremaneira a humanidade, floresçam de tal maneira a superstição, a feitiçaria, as práticas ocultistas? O problema básico de nossa época não é científico, nem filosófico, ou social. O problema contemporâneo é somente o pecado que nos separa de Deus. Quantas preocupações e aflições, quanta miséria, têm sua origem no pecado (Provérbios 14.34).
A Palavra de Deus, a Bíblia, dá-nos pleno conhecimento da ação das forças satânicas e do poder do pecado (João 8.44 e Romanos 7.11). A superstição é uma fé que desligou-se de Deus; é uma filosofia de vida, pela qual pretende-se viver sem Deus. Não importa se alguém é rico ou pobre, são ou enfermo, culto ou ignorante; pela prática do ocultismo a pessoa torna-se cativa de Satanás. Todas essas práticas possuem o seu significado especial e têm influência muito grande e perigosa na vida espiritual das pessoas que a elas se entregam.
Da abominável lista de superstições perniciosas, iremos agora mencionar algumas formas mais comuns:
Interpretação de sinais: Há pessoas que acreditam que certos sinais trazem sorte ou azar, como, por exemplo: moeda da sorte, talismã, pata de coelho, ferradura, amuletos, trevo de quatro folhas, gato preto, mascotes, não varrer a casa em certas horas da noite, não passar por baixo de uma escada etc.
Interpretação de números: Considerar certos números como sendo de sorte ou de azar. Ninguém quer ser a 13ª pessoa à mesa, ou hospedar-se no quarto número 13 de um hotel.
A escolha de certos dias: Por motivos supersticiosos não viajar, casar, semear, plantar, lavar, cortar cabelos, cortar as unhas, fazer ou deixar de fazer alguma coisa em certos dias ou certas horas, atentar para as fases da lua em suas atividades.
Atentar ao grito dos pássaros: João de barro à noite, a coruja, a cotovia, o sabiá e outros mais, em que se conta quantos anos de vida ainda restam à pessoa.
Esconjurar para obter sorte, ou para afastar o azar. Fazer figa, usar amuletos como o cavalo marinho e outros, para obter sorte. Colocar pão e sal atrás do forno etc.
Astrologia: Observar o signo do zodíaco em que se nasceu. Utilizar-se da astrologia para realizar seus negócios, para plantar, tomar medicamentos; usar amuletos com o seu respectivo signo. A astrologia pretende, pela observação dos astros, prever o futuro de certas pessoas e até de povos. Ela é uma das maiores armas de Satanás para cegar as pessoas.
Feitiçaria: Enquanto a “magia branca” esconde-se por detrás de um manto de religiosidade, a “magia negra” age abertamente com as forças ocultas satânicas. E isso, para atingir objetivos gananciosos, praticando coisas sobrenaturais e prodígios da mentira. Muitas vezes, tudo isso está acobertado sob os pomposos nomes de “pesquisa” ou “ciência”.
Cartomancia: Pesquisar o passado, prever o futuro por meio de cartas, leitura das linhas das mãos, consulta a ciganas, através de horóscopos, por meio da interpretação de sonhos, pelo pó do café etc.
Benzimentos: Benzer doenças em pessoas e em animais através de curandeiros. Benzer-se a si mesmo por meio de palavras e fórmulas mágicas, usando os “três nomes mais sagrados”, cartas correntes etc.
Pêndulo sidérico: Para diagnosticar doenças e descobrir os respectivos remédios, usando-o sobre fotografias, peças de roupas, lenços, mapas. Para constatar se determinadas pessoas ainda estão vivas e onde podem ser localizadas. Isso, inclusive, com varas de pessegueiro.
Métodos de cura: Tentar diagnosticar e curar enfermidades por meio de métodos ocultos como: diagnose pela íris do olho, magnetopatia, curar à distância por forças ocultas etc.
Magia negra: Livros intitulados: “A Clavícula de Salomão”, “O Verdadeiro Livro de São Cipriano”, “Cartas Correntes”, “As Sete Fechaduras do Céu” etc.
Na teologia modernista encontramos muitas vezes um espírito de mentira e engano.
Orações mágicas ou fórmulas de oração: Orações para estancar hemorragias, apagar incenso, orações unidas com atitudes misteriosas (despachos) à meia-noite, nas encruzilhadas, cemitérios, em lugares escondidos e escuros, usando-se o nome de Deus em vão nessas ocasiões.
A desobediência à Palavra e à vontade de Deus é como um pecado de feitiçaria e a rebelião é como a idolatria e o culto a ídolos (1 Samuel 15.23). “Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos, Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 tessalonicenses 2.10).
Heresias, superstições pagãs ou filosóficas “…falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pedro 2.1). Cuidado! Todos afirmam ter a verdadeira doutrina, mas rejeitam a pura Palavra de Deus.
Quem, com os seus problemas, não se dirige somente ao Deus vivo e procura refúgio e auxílio na Sua Palavra, mas entrega-se a essas heresias e superstições, está entrando em uma relação pessoal com o diabo. Se essa pessoa o sabe ou não, se o quer ou não, a relação está estabelecida. É lógico que ninguém quer, nem sequer pensa, que seu ato possa ter conseqüências tão catastróficas. Aceita-se com prazer, entretanto, ajuda por esses meios, e alguns até pensam: “Tanto faz, se ela vem de Deus ou do diabo”. Porém, o que não sabem, é que Satanás cobra um preço altíssimo pelo seu auxílio. O pior, entretanto, é que essas pessoas não conseguem mais crer em Deus, que as ama e quer ajudá-las; Deus, que em Jesus Cristo oferece a salvação a todos.
Quais são as conseqüências desses pecados abomináveis? Na verdade, nem é possível enumerá-las todas. Mencionaremos, porém, algumas coisas para as quais não há médico que possa ajudar caso sejam conseqüências do pecado de superstição: intranqüilidade, angústias, melancolia, inclinação para o suicídio, sexualidade exagerada com inclinações para práticas contrárias à natureza, raiva incontida, avareza, pavorosas tensões íntimas, pesadelos, depressões, pensamentos terríveis, blasfêmias, aversão à Palavra de Deus, nenhuma vontade de orar, incapacidade para crer, alucinações visuais e auditivas, psicose mística etc.
Um exército de enfermos sofre sob as conseqüências desses pecados terríveis sem o saber ou crer, e sem dar crédito à verdade. Os médicos não podem diagnosticar essas enfermidades. Com razão. Realmente não se trata de doenças físicas ou orgânicas; trata-se dos pecados da superstição e da feitiçaria. Essas conseqüências não eram esperadas, mas vieram porque procurou-se auxílio através desses meios.
Com tremenda seriedade Deus admoesta os homens a respeito desses pecados: “Não vos voltareis para os necromantes nem para adivinhos… quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo” (Levítico 19.31 e 20.6). Portanto, quem se envolve com essas coisas separa-se de Deus e entrega-se aos poderes das trevas, que torturam dura e impiedosamente os homens.
Ouçam, ouçam, vocês que se envolveram com essas coisas, vocês adivinhos e videntes, vocês benzedores e ocultistas, astrólogos e líderes de seitas e todos vocês que correm para tais pessoas: Deus não tem mais Sua face voltada favoravelmente para vocês. Ele não pode mais abençoar a vocês e a seus filhos. Vocês tornaram-se seus inimigos e rejeitaram o Seu amor. Ele será o seu Juiz e os eliminará do Seu povo. “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10.31). “Porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12.19).
Ninguém pense que aquilo que dissemos é um exagero. — “Ora, a mãe tão religiosa sempre fez essas coisas e nada achou de mal nisso. Eram apenas inocentes remédios caseiros, que se não ajudam, também não prejudicam. Pois tudo isso não passa de meios bíblicos para procurarmos a cura, que Deus mesmo deu aos homens”. Isso é uma mentira de Satanás! Não são meios bíblicos para se curar, os meios onde o nome de Deus é usado em vão como fórmula mágica. São pecados, isso sim! Pecados abomináveis! “Todo aquele que pratica tal cousa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.12). Oh! Que estas palavras se gravem indelevelmente em seus corações com letras de fogo: “Quem faz tal cousa é abominação ao Senhor!”
Então, não há mais libertação para aqueles que se envolveram com essas coisas?
Alegra-te, ó alma! Há um caminho para a libertação total: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Louvado seja Deus, que nos libertou do poder das trevas, de tal maneira que o pecado não reina mais sobre nós. Você já se envolveu com essas coisas? Outros o envolveram? Você, por acaso, está sendo perturbado por pensamentos obscuros, de medo, de pensamentos obsessivos? Que Deus lhe abra agora mesmo os olhos, para que você reconheça que isso são conseqüências dos pecados de feitiçaria e superstição que você cometeu, ou nos quais outros o envolveram. Você reconheceu a sua situação? Então tome ânimo. Você pode e deve ser liberto da culpa e do poder desse pecado de conseqüências tão terríveis. “Não perca o ânimo; o Seu auxílio está à porta; O Senhor é magnânimo; Ele lhe ama e lhe conforta!”
Deus seja louvado: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado… se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados” (1 João 1.7-9).
 VOCÊ QUER SER LIVRE?
Reconheça que se trata de um grave pecado diante de Deus: “O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos” (Levítico 20.27). “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21.8). Não considere isso uma coisa inocente, mas largue-a definitivamente.
Queime todos os livros, panfletos, cartas, calendários, almanaques (do pensamento), pêndulos, amuletos e outras coisas que ainda o ligam a esses pecados. Procure minuciosamente em sua vida, sua casa, sua residência. Normalmente essas coisas são difíceis de reconhecer, pois quase sempre são de aspecto religioso.
Procure ter uma conversa com um servo de Deus consagrado, ou com um crente experimentado no campo do ocultismo.
Ore, de todo o coração, esta oração de renúncia ao diabo: “Eu renuncio a Satanás e a todas as suas obras malignas e me entrego a ti. Senhor Jesus, em fé e obediência, para ser-te fiel até o fim! Amém”. Faça esta aliança com ele agora mesmo: “Eu sou só teu, ó meu Jesus; Tu me salvaste sobre a cruz. Com gratidão e com amor, me lembrarei do meu Senhor. Para Cristo eu viverei, e o reino eterno alcançarei”.
Leia diariamente em sua Bíblia; tome o tempo necessário para isso, vença a antipatia e a aversão ou a sonolência, mesmo que você não entenda logo tudo o que lê. Peça pelo Espírito Santo, e clame sempre de novo a Jesus. Ele o auxiliará!
Tenha comunhão com outras pessoas que já fizeram essa mesma decisão por Cristo. Caso não haja esse tipo de congregação em sua localidade, procure obter literatura evangélica de boa qualidade e leia-a regularmente. Ore com freqüência, sempre que puder, e peça, se possível, a pessoas que já tomaram a decisão, que também orem por você.
Jesus está chamando por você agora! Ele não quer que você continue doente e miserável como se sente nesse momento. Ele quer libertá-lo, quer auxiliá-lo. Faça essa decisão com seriedade. Não o rejeite, não seja indiferente. Venha a Ele agora mesmo e clame a Ele em oração!
O Seu sangue liberta de toda a maldição e rompe as algemas. Não importa que sejam correntes fortes que o prendem ao vício, amarras de feitiçaria e de superstição, ou que sejam apenas fios de seda que o prendem aos prazeres deste mundo. Use, porém, de toda a sua sinceridade nesse momento. Facilmente poderia ser muito tarde, se você prorrogasse a decisão agora.
“Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo” (1 João 3.8). Jesus ajuda, salva e lhe dá a vida eterna. Venha a Jesus!
 Fonte: Folheto evangelístico da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, Pr. Wim Malgo.
http://www.iepaz.org.br/ignorancia-perigosa/

domingo, 13 de novembro de 2016

O que fazer quando todos os fundamentos são destruídos?

INTRODUÇÃO - Referência: Salmos 11.1-7
1. Os fundamentos da nossa civilização estão destruídos
1. Inversão de Valores – Estamos vivendo a inversão dos valores na sociedade contemporânea: chamam o mal de bem e o bem de mal; chamam luz de trevas e trevas de luz; chamam o doce de amargo e o amargo de doce (Is 5.20). A profecia de Rui Barbosa está se cumprindo: As pessoas parecem que têm vergonha de ser honestas. Esta semana vimos o principal traficante do Brasil sendo transportado de jato particular debaixo dos holofotes da imprensa para uma audiência, num gasto de R$ 41.000,00 reais sendo que as pessoas honestas são desamparadas e morrem à míngua.
A violência chegou a um nível insuportável. No Rio de Janeiro quatro jovens arrastaram um menino de seis anos pelas ruas da cidade preso ao sinto de segurança por sete quilômetros. Detalhe: o menino era da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca e o líder dos bandidos freqüentava igreja evangélica. Uma gangue invadiu esta semana uma escola pública da nossa cidade para matar três alunos. As igrejas estão sendo hoje um dos principais alvos dos bandidos para assaltos.
1. Vivemos numa sociedade onde a criminalidade parece estar fora de controle. O tráfico é um poder paralelo que desafio o Estado de direito.
2. O mundo fala de paz, mas gasta mais com a guerra.
3. As nações poderosas se fortalecem explorando as pobres.
2. A infidelidade
4. Vivemos numa sociedade onde a fidelidade parece ser uma virtude pré-histórica. A infidelidade conjugal está chegando a níveis intoleráveis. Onde escasseiam as famílias onde reina a harmonia, onde um deputado acaba de se eleger por um partido e muda de partido no dia seguinte.
3.A corrupção moral
5. Vivemos num país onde a corrupção é endêmica e sistêmica a ponto da três classes que deveriam ser o principal referencial de ética no país, são as três classes mais desacreditadas da nação: POLÍTICOS, POLÍCIA E PASTORES.
6. O homossexualismo que até a poucos anos era um assunto escondido, hoje a televisão faz apologia em suas novelas e documentários.
4. A decadência espiritual das igrejas
7. As igrejas evangélicas até alguns anos eram guardiãs dos valores absolutos, hoje muitas igrejas tornam-se covil de salteadores. A igreja está sendo mais conhecida nas páginas policiais do que pela sua vida piedosa.
8. O povo chamado cristão era considerado até a alguns anos como referência de honestidade, hoje ser evangélico está se tornando sinônimo de caloteiro, de mal pagador, de mau caráter. Muitas empresas já ficam com o pé atrás de contratar funcionários crentes.
5. Quando os fundamentos estão destruídos, a população se desespera
9. Davi estava sendo perseguido por Saul. Saul queria matar Davi e o procurava pelas cidades, campos, desertos e cavernas. Ele era o rei, ele era a lei, ele era a força. Ele não tinha a quem prestar contas. Ele era absoluto. Ele oprimiu, perseguiu e matou. Ele estava acima da lei. Quando reina a opressão, o povo se desespera. Quando faltam critérios de justiça o povo geme. Quando os valores estão invertidos, a população se desespera.
10. No Brasil alguns políticos, que foram acusados de corrupção, com provas fartas de sua implicação, foram reconduzidos ao poder, alguns com uma votação majestosa. Estamos ensinando as novas gerações que o crime compensa.
I. O PROCESSO DA DESTRUIÇÃO DOS FUNDAMENTOS
Toda a era moderna foi uma tentativa de destruir os fundamentos antigos e erigir em seu lugar novos fundamentos. Jesus, porém, alertou: “Aquele que ouve a sua Palavra e não a coloca em prática é como um homem que constrói sua casa sobre a areia”.
A HISTÓRIA DO PENSAMENTO MODERNO consiste na sucessão de fundamentos: 1) DO RACIONALISMO AO ILUMINISMO; 2) DO EMOCIONALISMO AO EXISTENCIALISMO; 3) DO EXISTENCIALISMO AO EXPERIENCIALISMO. Mas, quando a chuva cai, o vento sopra e os rios batem nesses alicerces eles entram em colapso.
A era moderna durou apenas 200 anos: Da queda da Bastilha em 1789 a 1989 com queda do Muro de Berlim. Desde 1989 nós vivemos o tempo da Pós-Modernidade: PLURALIZAÇÃO, PRIVATIZAÇÃO E SECULARIZAÇÃO. A proposta da pós-modernidade é construir sem fundamentos, construir sobre o caos.
Nossa sociedade não tem verdade absoluta. Acabaram os limites. Acabaram os princípios. Os marcos antigos foram removidos. Voltamos ao período dos Juízes de Israel, cada um faz o acha que deve fazer. A própria Igreja Evangélica está confusa. Na década de 1990 a 2000 crescemos 58% no Brasil, mas o país não mudou. As pessoas entram na igreja, mas não são transformadas. Constroem sobre a areia. O evangelho não está presente mais nos púlpitos. Os pregadores estão atrás de aplausos e riqueza em vez de buscarem a glória de Deus e a salvação dos perdidos.
No passado, as pessoas argumentavam em torno do que é certo e errado; do que é verdadeiro e falso. Hoje as pessoas negam o conceito de moralidade e verdade. Eles colocam seus sentimentos acima da verdade de Deus.
O PRAGMATISMO domina a ação do governo, das instituições de ensino e também das igrejas. O importante é levar vantagem. O importante é o sucesso. O que importa é não é a verdade, mas o que funciona. Não me interesso pelo certo, mas pelo que dá certo. O que importa é fazer a igreja crescer, mesmo que para isso eu precise mudar a mensagem. O que importa é agradar a clientela, mas que para isso eu sacrifique a verdade.
O pragmatismo está dominando as igrejas. Estamos vendo hoje o evangelho de consumo. As pessoas pregam o que o povo quer ouvir. Não há mais pregação poderosa; o povo quer testemunhos. As pessoas não querem mais a exposição das Escrituras, mas a revelação profética das últimas novidades.
ESSA QUESTÃO DA DESTRUIÇÃO DOS FUNDAMEMNTOS NÃO É UMA QUESTÃO NOVA
11. Na época de Davi os fundamentos estavam sendo destruídos. Saul era a lei e agia ao arrepio da lei.
12. Na época do Império Romano a sociedade era pluralista. Os romanos eram tolerantes com todas as religiões. Os cristãos só foram perseguidos porque criam numa verdade absoluta.
13. Durante o período do Iluminismo o mundo passou a desprezar a Bíblia. Muitas igrejas deixaram de crer no sobrenatural.
14. No século XIX o Liberalismo devastou os fundamentos e desprezou a infalibilidade, a inerrância e a suficiência das Escrituras.
15. No Século XX o Misticismo tomou conta das igrejas. As pessoas correm atrás de experiências, de milagres, de sinais, de profetas, de cura, de prosperidade. Buscam sentir-se bem e não a Deus. Estão atrás de emoções fortes e não da verdade. Estão centradas no homem e não em Cristo. Os fundamentos estão sendo destruídos.
16. No Século XXI temos assistido um esforço concentrado de pseudo-cientistas e escritores cheios de empáfia lançar seu veneno contra a fidedignidade dos relatos bíblicos, sobretudo, acerca de Jesus.
II. O CONSELHO INSENSATO DOS MEDROSOS (V.2)
17. Os amigos de Davi lhe aconselham: FUJA! ESCAPE! Não enfrente o inimigo, esta é uma causa perdida. Não há chance de sair vitorioso. Muitas vezes somos tentados a desistir, a desanimar, a entregar os pontos, a parar de lutar. Somos tentados a fugir como os soldados de Saul fugiram de Golias, fugir da escola, do trabalho, da empresa, da igreja, do casamento, da cidade, do país.
18. Os conselheiros de Davi argumentam com FATOS:
1) A violência do inimigo é implacável – Eles já armaram o arco e estão com a flecha pronta para atirar;
2) A política do inimigo é enganadora – Eles agem traiçoeiramente, na escuridão. É uma conspiração velada. É uma trama invisível. É uma armadilha fatal;
3) A ação do inimigo é demolidora – Os ímpios destruíram os fundamentos. Eles colocaram por terra os valores absolutos. Eles arrancaram os marcos antigos. Eles viveram os valores de ponta cabeça.
19. Fugir não é solução:
1) O profeta Jeremias queria fugir do ministério: “eu não vou mais falar no teu nome” (20.9).
2) O profeta Elias queria fugir da perseguição de Jezabel (19.10).
3) Jonas tentou fugir de Deus indo para Társis.
4) Pedro tentou levar Jesus a fugir da cruz.
III. O QUE FAZER QUANDO OS FUNDAMENTOS ESTÃO SENDO DESTRUÍDOS (v. 4-7)
20. Este Salmo fala de duas teologias:
1) A SEGURANÇA SÓ PODE SER ENCONTRADA NA FUGA – Se você está ameaçado, abandone as causas justas e fuja. Salve a sua pele. Proteja-se;
2) A SEGURANÇA É ENCONTRADA PELA CONFIANÇA NO CUIDADO PROTETOR DE DEUS (v.1) – Fugir é covardia. É negar nossa confiança em Deus. Davi encontrou quatro razões para triunfar sobre o medo. A cena sombria dos versos a 1 a 3 se desfaz diante do Senhor. Esse Rei está ocupando o seu lugar e não refugiado. Sua cidade tem alicerces (Hb 11.10). Quais são as razões que a fé encontra para triunfar sobre o medo?
1. A soberania de Deus (v. 4)
A resposta de Davi diante do conselho dos amigos para fugir e se esconder é que Deus reina. Ele está no trono. Ele não apenas reina no céu e a partir do céu. Mas também ele reina na terra. Ele está no seu santo templo, a igreja. Ele habita com a igreja e na igreja.
Ainda que a cultura destrua os fundamentos da sociedade, o povo de Deus está seguro. Deus está presente e não fugindo. Ele está no trono. Ele governa. Ele reina. A história não é uma nave espacial sem rumo. Deus está no controle de todas as coisas.
Deus conhece nossos inimigos, conhece suas estratégias. Ele nos guarda e nos dá a vitória. O mal não triunfará para sempre. Os ímpios não prevalecerão.
O Salmista olha os fundamentos destruídos debaixo dos seus pés, mas vê o trono inabalável de Deus acima da sua cabeça. A terra pode estar em crise, mas não o céu. O mundo pode estar transtornado, mas não o trono do Deus Todo-poderoso.
2. O conhecimento de Deus (v. 5)
O senhor prova os corações dos homens. Ele conhece suas intenções, seus projetos. Ninguém escapará do escrutínio de Deus e do seu julgamento.
a) O Senhor põe à prova ao justo para abençoá-lo – Deus fez isto com Abraão, Deus fez isto com os amigos de Daniel, Deus fez isto com Jó. O Senhor nos prova para nos fortalecer e nos colocar mais perto dele e mais dependentes dele.
b) O Senhor põe à prova o ímpio e sua alma o abomina – As intenções do ímpio são arrogantes e Deus resiste ao soberbo.
3. O juízo de Deus (v. 6)
Os ímpios que tramam, que corrompem, que destroem os fundamentos não escaparão do juízo de Deus. Podem escapar do juízo dos homens, mas jamais do juízo divino.
Eles serão banidos para sempre da face de Deus para o fogo eterno. Fogo e enxofre é uma alusão à destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24). Enquanto o Senhor distingue os justos e lhes dá morada eterna e comunhão, os ímpios recebem a chuva do juízo.
Deus mandou o seu juízo no dilúvio, em Sodoma, na Torre de Babel, no desalojamento das nações cananitas, na queda de Jerusalém, na queda da Babilônia, dos grandes impérios. Ah, mas o maior juízo de Deus será derramado no dia do juízo final. Todos vão ter que comparecer perante o tribunal de Deus e terão ser julgados segundo as suas obras.
4. A recompensa de Deus (v. 7)
O Salmo termina como começou, com o Senhor. Sua soberania, sua intervenção e suas recompensas são uma resposta ao medo do verso 3 e à frustração do verso 3b.
Davi olhou não para a sociedade sem fundamentos, mas para Deus. Ele viu não o poder do inimigo, mas a majestade de Deus. Em vez de buscar falsos refúgios, buscou a Deus.
Davi encontrou paz no meio da tempestade. Ilustração: Um dia de domingo eu cheguei na igreja e vi dois pássaros cantando na copa da mangueira defronte do nosso templo. Então, comecei a meditar sobre o que estavam cantando. Um conversava com outro ao ver os crentes entrando para o templo preocupados, ansiosos e com medo. Um perguntou: Por que eles estão preocupados e com medo? O outro respondeu: É por que eles não têm o Pai que nós temos ou pensam que não têm.
A maior recompensa do salvo é contemplar a face daquele que nos contempla todos os dias e nos sonda. Veremos o Senhor face a face e reinaremos com ele. Ah! O seu trono jamais será abalado e nessa cidade onde vamos morar os fundamentos jamais serão destruídos!
Rev. Hernandes Dias Lopes
http://ipbvit.org.br/2011/09/05/o-que-fazer-quando-todos-os-fundamentos-sao-destruidos/

sábado, 12 de novembro de 2016

AS MARCAS DA MASCULINIDADE

Quando um rapaz se torna homem?
A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.

1 - Maturidade espiritual suficiente para liderar uma esposa e filhos
A Bíblia é clara a respeito da responsabilidade do homem em exercer maturidade e liderança espiritual. De fato, essa maturidade espiritual demanda tempo para ser desenvolvida, bem como é um dom do Espírito Santo agindo na alma do crente. As disciplinas da vida cristã, incluindo a oração e estudo bíblico sério, estão entre os meios que Deus usa para moldar um rapaz em um homem e trazer maturidade espiritual à vida de alguém que tem a responsabilidade de guiar uma esposa e uma família. Esta liderança espiritual é central à visão cristã sobre o casamento e a família.
A liderança espiritual de um homem não é uma questão de poder ditatorial, e sim uma liderança e influência espiritual, firme e confiável. Um homem tem de estar pronto para liderar sua esposa e filhos de um modo que honre a Deus, demonstre piedade, inculque o caráter cristão e leve sua família a desejar a Cristo e a buscar a glória de Deus. A maturidade espiritual é uma marca da verdadeira masculinidade cristã; um homem espiritualmente imaturo é, pelo menos neste sentido crucial, apenas um rapaz no aspecto espiritual.

2 - Maturidade pessoal suficiente para ser um marido e pai responsável
A verdadeira masculinidade não é uma questão de exibir características supostamente masculinas destituídas do contexto de responsabilidade. Na Bíblia, um homem é chamado a cumprir seu papel de marido e pai. A menos que ele tenha o dom de celibato para o serviço do evangelho, o rapaz cristão deve almejar o casamento e a paternidade. Essa é, com certeza, uma afirmação contrária à nossa cultura, mas o papel de marido e pai é essencial à masculinidade. O casamento é incomparável em seus efeitos sobre o homem, visto que canaliza suas energias e direciona suas responsabilidades à consagrada aliança do casamento e à educação amorosa da família. Os rapazes cristãos devem aspirar ser aquele tipo de homem com o qual uma moça cristã se casaria alegremente, a quem os filhos obedeceriam, confiariam e respeitariam.

3 - Maturidade econômica suficiente para manter-se num emprego e lidar com o dinheiro
Os publicitários e os empresários sabem a que alvo devem direcionar suas mensagens — diretamente aos rapazes e adolescentes. Esse segmento específico da população é atraído por bens materiais, entretenimento popular, eventos esportivos e outras opções de consumo. O retrato da masculinidade juvenil tornado popular nos meios de comunicação e apresentado como normal por meio de entretenimentos é caracterizado por imprudência econômica, egoísmo e lazer.
Um verdadeiro homem sabe como segurar um emprego, lidar responsavelmente com o dinheiro e atender às necessidades de sua esposa e sua família. Não desenvolver maturidade econômica significa que os rapazes frequentemente pulam de um emprego a outro e levam anos para “se acharem” em termos de carreira e vocação. Novamente, a adolescência prolongada caracteriza grande segmento da população de rapazes em nossos dias. Um homem verdadeiro sabe como ganhar, administrar e respeitar o dinheiro. Um rapaz crente entende o perigo que existe no amor ao dinheiro e cumpre suas responsabilidades como um servo cristão.

4 - Maturidade física suficiente para trabalhar e proteger a família
A menos que seja incapacitado ou enfermo, um rapaz precisa desenvolver uma maturidade física que, por meio de estatura e vigor, identificam uma masculinidade reconhecível. É claro que os homens atingem diferentes tamanhos e demonstram diferentes níveis de vigor físico, mas a maturidade é comum a todos os homens, pela qual um homem demonstra sua masculinidade em ações, confiança e força. Um homem tem de estar pronto a usar sua força física para proteger a esposa e os filhos e cumprir as tarefas que Deus lhe designou. Um rapaz tem de ser ensinado a canalizar seu desenvolvimento e porte físico a um compromisso pessoal de responsabilidade, reconhecendo que o vigor adulto tem de ser combinado com a responsabilidade de adulto e a verdadeira maturidade.

5 - Maturidade sexual suficiente para casar e cumprir os propósitos de Deus
Mesmo quando a sociedade celebra o sexo em todas as formas e todas as idades, o verdadeiro homem cristão pratica a integridade sexual, evitando pornografia, fornicação e todas as formas de promiscuidade e corrupção sexual. Ele entende o perigo da lascívia, mas se regozija com a capacidade sexual e poder reprodutivo que Deus lhe deu, comprometendo-se com uma moça, ganhando o seu amor, confiança e admiração — e, eventualmente, sua mão em casamento. É crucial que os homens respeitem esse dom inefável e o protejam até que, no contexto de um casamento santo, sejam capazes de satisfazer esse dom, amem sua esposa e almejem os filhos, que são dons de Deus. A sexualidade masculina divorciada do contexto e da integridade do casamento é uma realidade explosiva e perigosa. O rapaz precisa entender, enquanto atravessa a puberdade e o despertamento da sexualidade, que ele é responsável para com Deus pela administração deste importante dom.

6 - Maturidade moral suficiente para liderar como um exemplo de retidão
O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso.
O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus.

7 - Maturidade ética suficiente para tomar decisões responsáveis
Ser um homem implica tomar decisões. Um das tarefas mais fundamentais da liderança é decidir. O estado de indecisão de muitos homens contemporâneos é a evidência de uma masculinidade atrofiada. É claro que um homem não se precipita a tomar uma decisão sem refletir, considerar e ter cuidado, mas ele se expõe a um risco, ao tomar uma decisão — e ao torná-la permanente. Isso exige uma responsabilidade moral que se estenda à tomada de decisões éticas e maduras, que glorifiquem a Deus, sejam fiéis à Palavra de Deus e estejam abertas ao escrutínio moral.
Um verdadeiro homem sabe como tomar uma decisão e viver com suas consequências — embora isso signifique que, mais tarde, ele terá de reconhecer que aprendeu por tomar uma decisão errada e por fazer a correção apropriada.

8 - Maturidade de percepção do mundo suficiente para entender o que é realmente importante
Uma inversão de valores caracteriza nossa era pós-moderna, e a situação desagradável da masculinidade moderna se torna mais apavorante pelo fato de que muitos homens não têm a capacidade de desenvolver uma percepção de mundo consistente. Para o crente, isso é duplamente trágico, pois nosso discipulado cristão tem de ser demonstrado no desenvolvimento de uma mente cristã.
O cristão tem de entender como interpretar e avaliar as questões pelo espectro dos campos da política, economia, moralidade, entretenimento, educação e uma lista aparentemente interminável de outros campos. A ausência de um raciocínio bíblico e consistente da percepção do mundo é uma característica fundamental da imaturidade espiritual. Um rapaz tem de aprender como traduzir a verdade cristã em uma maneira de pensar genuinamente cristã. Precisa aprender a defender a verdade bíblica perante seus colegas e em público; e deve adquirir a habilidade de estender sua maneira de pensar bíblica, fundamentada em princípios bíblicos, a todas as áreas da vida.

9 - Maturidade relacional suficiente para entender e respeitar os outros
Os psicólogos agora falam sobre a “inteligência emocional” como um fato importante no desenvolvimento pessoal. Embora o mundo tenha dado muita atenção ao QI, a inteligência emocional é tão importante como aquele. Os indivíduos que não têm a habilidade de relacionar-se com os outros estão destinados a fracassarem diante dos mais significativos desafios da vida e não cumprirão algumas de suas mais importantes responsabilidades e papéis.
Por natureza, muitos rapazes são direcionados por seu interior. Enquanto as moças aprendem a interpretar os sinais emocionais e se conectam, muitos rapazes não possuem essa capacidade e, aparentemente, não entendem a ausência dessa habilidade. Embora o homem tenha de demonstrar força emocional, constância e firmeza, ele tem de aprender a se relacionar com sua esposa, filhos, colegas e muitos outros, de uma maneira que demonstre respeito, entendimento e empatia apropriada. Ele não aprende isso jogando videogames e entrando no mundo pessoal, o que muitos rapazes adolescentes fazem.

10 - Maturidade social suficiente para fazer contribuições à sociedade
O lar é o lugar essencial e a ênfase inescapável da responsabilidade de um homem, mas ele é chamado a sair do lar para ir ao mundo, o mundo amplo, como uma testemunha e como alguém que dará uma contribuição ao bem comum. Deus criou os seres humanos como criaturas sociais e, ainda que nossa cidadania final esteja no céu, temos de cumprir nossa cidadania na terra.
Um rapaz tem de aprender a cumprir uma responsabilidade política como cidadão e uma responsabilidade moral como membro de uma comunidade. O homem crente tem uma responsabilidade civilizacional, e os rapazes devem aprender a se verem como formadores da sociedade, visto que a igreja é identificada pelo Senhor como luz e sal. De modo semelhante, um homem crente tem de aprender a se relacionar com os incrédulos, como testemunha e como cidadãos de uma pátria terrestre.

11 - Maturidade verbal suficiente para se comunicar e falar como homem
Um homem tem de ser capaz de falar, ser entendido e se comunicar de um modo que honre a Deus e transmita a verdade de Deus aos outros. Além do contexto da conversa, o rapaz deve aprender a falar diante de grandes grupos, vencendo a timidez natural e o temor que resulta de ver um grande número de pessoas e abrindo a boca e projetando palavras.
Embora nem todos os homens se tornarão oradores públicos, cada homem deveria ter a habilidade de levantar-se, formular suas palavras e argumentar quando a verdade está sob ataque e quando a fé e a convicção têm de ser traduzidas em argumentos.

12 - Maturidade de caráter suficiente para demonstrar coragem em meio ao fogo
A literatura sobre masculinidade está repleta de histórias de coragem, bravura e audácia. Pelo menos, é assim que ela costumava ser. Ora, estando a masculinidade tanto banalizada como marginalizada pelas elites culturais, e existindo subversão ideológica e confusão proveniente dos meios de comunicação, temos de recapturar um compromisso com a coragem, compromisso esse que é transportados aos desafios da vida real enfrentados pelo homem cristão.
Às vezes, a qualidade de coragem é demonstrada quando um homem arrisca sua própria vida para defender outros, especialmente sua esposa e filhos, mas também qualquer pessoa que necessita de resgate. Com muita frequência, a coragem é demonstrada em tomar uma posição em meio ao fogo hostil, recusando-se a sucumbir à tentação do silêncio e permanecendo como um exemplo e modelo para os outros, que assim serão encorajados a se manterem firmes em sua própria posição.
Nestes dias, a masculinidade bíblica exige muita coragem. As ideologias prevalecentes e as cosmovisões desta era são inerentemente hostis à verdade cristã e corrosivas à fidelidade cristã. Um rapaz precisa ter muita coragem para se comprometer com a pureza sexual, e um homem, para se dedicar exclusivamente à sua esposa. É necessário grande coragem para dizer não àquilo que esta cultura insiste serem os prazeres e deleites legítimos da carne. É necessário muita coragem para manter integridade pessoal em um mundo que desvaloriza a verdade, menospreza a Palavra de Deus e promete auto-realização e felicidade somente pela asseveração da absoluta autonomia pessoal.
A verdadeira confiança de um homem está arraigada nas fontes da coragem, e esta é evidência de caráter. Em última análise, o caráter de um homem é revelado no crisol dos desafios diários. Para a maioria dos homens, a vida também traz momentos em que coragem extraordinária será exigida, se ele tem de permanecer fiel e verdadeiro.

13 - Masculinidade bíblica suficiente para exercer algum nível de liderança na igreja
Uma consideração mais atenta de algumas igrejas revelará que um dos problemas centrais é a falta de maturidade bíblica entre os homens da congregação e a falta de conhecimento bíblico, o que torna os homens mal equipados e completamente despreparados para exercer liderança espiritual.
Os rapazes têm de familiarizar-se com o texto bíblico e sentir-se à vontade no estudo da Palavra de Deus. Precisam estar prontos a assumir seu lugar como líderes na igreja local. Deus estabeleceu oficiais específicos para a sua igreja — homens que são dotados e chamados publicamente —, por isso, todo homem crente deveria cumprir alguma responsabilidade de liderança na vida da igreja local.
Para alguns homens, isso pode significar um papel de liderança menos público do que o de outros. Em qualquer caso, um homem dever ser capaz de ensinar alguém e liderar algum ministério, transformando seu discipulado pessoal na realização de uma vocação santa. Há um papel de liderança para todo homem, em toda igreja, quer seja uma liderança pública ou privada, pequena ou grande, oficial ou extra-oficial. Um homem deve saber como orar diante dos outros, apresentar o evangelho e ocupar um lugar vazio quando a necessidade de liderança é evidente.

Sobre o autor:
Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.
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