sábado, 29 de outubro de 2016

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS

Quando Deus chamou a Abrão Ele o chamou para uma aliança. Quando Deus nos chama Ele nos chama para uma aliança. Deus convidou a Abrão para seu pai de nações.

Deus estava separando Abrão para um novo tempo. Deus queria tirá-lo do meio da idolatria de seu povo, queria ensiná-lo a ser diferente. Deus havia dado uma ordem a Ele. Para sair só. Ele e sua mulher e mais ninguém.
Quando Deus nos fala algo devemos obedecer, pois quando obedecemos caminhamos para a conquista, pois a nossa conquista vem da obediência em fazer tudo que o Senhor deseja que seja feito.
Tudo indica que Abraão, não obedeceu rigorosamente quando Deus o mandou deixar a terra e a parentela, que ficava em Ur da Caldéia (Iraque hoje).
Levou o pai e um sobrinho, Ló. O pai morreu em Harã (Norte da Síria, hoje).
Mas Ló foi com Abraão e deu muito trabalho ao tio e ele próprio sofreu muito.
Hoje e na próxima pregação aprenderemos algumas lições estudando a vida de Ló - a triste vida de Ló.

Antes de tudo, podemos afirmar que Ló era um homem crente.
Foi chamado de “justo” em 2 Pe 2.7, sinônimo de salvo. Mas um crente fraco. E é bem provável que essa fraqueza teve um claro início: a decisão infeliz, que praticamente definiu o padrão de vida que Ló teria dali em diante.

PRESO PELOS RELACIONAMENTOS

O texto de Gênesis 13:1-13 nos conta sobre a separação de Abrão (que ainda não tinha seu nome mudado para Abraão, conforme Gn 17:5) e seu sobrinho Ló. Eles se separaram porque enriqueceram e estava havendo contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló (veja em Gênesis 13:7).
Para resolver o problema, Abrão propõe que eles se separem, indo cada um para um lado (Gn 13:8). Abrão deixa que Ló escolha pra onde quer ir (Gn 13:9). Ló concorda e, olhando a terra ao seu redor, escolhe a campina do Jordão (Gn 13:11), acabando por ir viver em Sodoma (Gn 13:13).

Há histórias de vida que vão unindo cada vez mais as pessoas. Mas há histórias de vida que vão separando as pessoas. Não é nada predestinado, mas é o resultado de nossa convivência, nossas opções, valores, sabedoria ou falta de sabedoria. É o que aconteceu aqui com Abrão e Ló.
Nosso trabalho e a riqueza ou frustrações de nosso trabalho são motivos reais para unir ou separar pessoas. O conflito dos empregados de Ló e Abrão contaminou a convivência de ambos, levando-os a se separarem. Há gente que se separa por causa de dinheiro, de casa, de carro... Às vezes, é melhor ter menos coisas e mais companheirismo com as pessoas. Se por causa de um carro um casamento está ameaçado, é melhor andar de ônibus ou a pé e manter o amor da vida da gente do nosso lado.

O Relacionamento Fica Tenso (13:5-7)

Quando vieram de Ur com Terá, Abrão e Ló pareciam inseparáveis, mesmo quando Deus ordenara a Abrão para deixar seus parentes para trás.
Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei”. (Gênesis 12:1)

Mas, finalmente, os laços entre os dois foram se enfraquecendo. Basicamente sua separação foi causada por três fatores que estão registrados nos versos 5 a 7: Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro. Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. (Gênesis 13:5-7).

Os problemas começaram

O primeiro problema foi o sucesso de ambos como donos de rebanhos. Ambos, Abrão (13:2) e Ló (13:5), prosperaram. Agora suas manadas e seus rebanhos se tornaram tão grandes que eles não podiam mais habitar juntos (13:6). Isto era uma realidade para as tribos nômades que continuamente precisavam se deslocar à procura de pastagens para seu gado e suas ovelhas.

O segundo problema foi a disputa que parecia estar se desenvolvendo entre os pastores de Abrão e de Ló (13:7). Os pastores de cada um procuravam água e os melhores pastos para os animais de seu senhor. Esta competição inevitavelmente levou a um conflito entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló.

Se o primeiro problema é o sucesso de ambos, e o segundo é seu consequente desentendimento, o terceiro é o fato de que a terra onde habitavam era dividida com outros povos, ou seja, com os cananeus e os ferezeus (13:7).
É tão fácil esquecer que, até agora, nenhuma parte de Canaã pertencia a qualquer dos dois, Abrão ou Ló. Quando Abrão e Ló se separam neste capítulo, eles afastam seus trajetos; não repartem uma propriedade real. Ambos estão vivendo numa terra que é ocupada pelos cananeus e ferezeus.

As escolhas de Ló
Certo dia ouve uma contenda entre os pastores de Ló e os pastores do seu tio Abraão, uma contenda que chegou a ameaçar a relação familiar de Abraão com Ló. (Gen. 13:6-8) – Abraão como homem de Deus que era não era dados a contendas ( II TIM 2.24) e propõe para Ló que este escolha uma terra para si, onde possa ir peregrinar e levar em paz os seus rebanho  ( Gen. 13.9)
Disse Abrão a Ló: ”Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda”. (Gênesis 13:8-9)

Mais que qualquer outra coisa, Abrão queria manter a paz e resolver o conflito que se estabelecera entre eles. O princípio prevalecente é aquele em que a unidade entre os irmãos deve ser preservada. Estranhamente, apesar de muito prática, esta unidade deve ser preservada pela separação. Alguém devia partir, ou Abrão ou Ló.

Aparentemente era óbvio que eles deviam se separar. A única questão era: quem partiria, e para onde iria? Abrão deixou a decisão por conta de Ló. Qualquer caminho que Ló escolhesse, Abrão agiria de modo correspondente. O oferecimento dava a Ló a vantagem, e deixava Abrão vulnerável.

A Decisão e Suas Consequências (3:10-13)

Parecia que, quando Abrão fez sua oferta a Ló, ambos estavam num lugar alto de onde toda a terra em derredor era visível. A decisão de Ló foi friamente calculada. Com olhos de um expert, ele examinou a terra, pesando as vantagens e desvantagens das opções:

Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, como quem vai para zoar. Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente. Separaram-se um do outro. (Gênesis 13:10-11).

Abrão sendo mais velho e responsável pela promessa deveria escolher primeiro, mas deu ao sobrinho a chance de se beneficiar. O que Ló deveria ter feito era não aceitar a escolha, pois o tio deveria de escolher primeiro. Ló havia prosperado por causa de seu tio.

Mas Ló não fez como deveria ser feito ele escolheu primeiro. E o pior escolheu conforme a carne, conforme seus olhos poderiam ver. Ló não consultou a Deus em nada ele simplesmente escolheu o que naturalmente era melhor. Ele viu a campinas do Jordão.

Vs. 10. Fala que Ló levantou os olhos. Isso nos fala de olhar para longe, de ser esperto de calcular o objetivo. Naturalmente Ló foi espetacular. Ele observou bem toda a região, a água os pastos a cultura do lugar.
Ló considerara muito cuidadosamente os fatores econômicos de sua decisão, mas negli-genciou completamente as dimensões espirituais. Deus prometera abençoar a Abrão, e a outros através dele, à medida que eles o abençoassem (Gênesis 12:3).

Ao seguir para a Campina do Jordão Ló dera as costas à Terra Prometida. Ele ultrapassou a fronteira da abençoada terra. Ló virou as costas para Deus. Poderia ter feito como Rute na hora de escolher entre partir e ficar com a sogra Noemi:

"Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque onde quer que te fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti". Rt 1:16,17.

A ambição de Ló destruiu sua família. A esposa virou estátua de sal, aprisionada aos desejos profanos de Sodoma e Gomorra. Suas filhas o embebedaram, tendo relações com ele. Ló não foi um homem feliz. Era justo, mas viveu sufocado e cansado pela maldade alheia (II Pedro 2:7).

Veja os 5 erros de Ló: 1). Ele não honrou o seu Discipulador (v.6) 2). Ele tomou decisões pela aparência (v.10) 3). Ele fez escolhas sem avaliar as consequências (v.11) 4). Ele não consultou a Deus (v.12) 5). Ele não soube discipular a sua família (19.12,26,33-38)

A Reação de Abrão 13:18)

A reação de Abrão revelou uma fé crescente no Deus que o chamou. Ele mudou suas tendas em direção a Hebrom, e viveu próximo aos carvalho de Manre. Era um pedaço de terra que pertencia a outra pessoa, não a Abrão (cf. 14:3), mas era onde Deus queria que ele estivesse. Lá Abrão construiu um altar e adorou seu Deus.
Quão diferentes foram os caminhos desses dois homens depois que se separaram. Um foi avançando, quase imperceptivelmente, cada vez mais para perto da cidade de Sodoma, para viver entre homens ímpios e perigosos, e tudo por causa de vantagens financeiras.
Deus Restaura a Confiança de Abrão (13:14-17)
É interessante que Deus só fala com Abrão (pelo menos, no que se refere à Escritura) após ele tomar a decisão de se separar. Isso não foi casual, mas fundamental, pois lemos: “Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele...” (Gênesis 13:14
Até onde podemos ver, o chamado de Deus a Abrão (12:1-3) foi só para ele. Assim como a confirmação no capítulo 13. Deus lhe disse para deixar sua parentela (12:1). A bênção não poderia vir sem a obediência à Sua vontade revelada; nem a restauração. Em termos humanos, a única coisa que ficou no caminho da bênção divina foi a desobediência humana. Providencialmente, Deus remove essa barreira ao separar Ló de Abrão, e então, Ele reafirma Sua promessa.
Abraão - O resgate de Ló e a misericórdia de Deus
Sodoma e Gomorra foram saqueadas. Tudo e todos que podiam ser levados foram carrega-dos.
Tomaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e partiram. (Gênesis 14:12).
Tudo o que Ló parecia ter ganhado ao tirar vantagem de Abrão foi perdido num instante, e aparentemente por acaso. Ele foi capturado em meio a um incidente internacional. Será possível imaginar os pensamentos que se passavam pela sua cabeça, quando ele e sua família, e todos os seus bens, estavam sendo levados para um lugar distante? Ele, que tinha sido tão esperto, agora era escravo, e tudo por causa da sua escolha interesseira.

Ló é Salvo pelo Tio Abrão (14:13-16)

Alguém que escapou de Quedorlaomer encontrou Abrão e lhe contou o destino de Ló.
Ora, este habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; os quais eram aliados de Abrão. (Gênesis 14:13).
Ouvindo Abrão que seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa, e os perseguiu até Dã. (Gênesis 14:14).
Abrão, ao que parece, tinha uma poderosa mente militar. Ele empregou uma marcha forçada e realizou um ataque surpresa de várias posições. Ao que tudo indica, ele foi o comandante de seus próprios homens e também dos homens de seus aliados. A perseguição foi feroz e abrangente, até a vitória estar completa e os despojos inteiramente recuperados. Tudo foi retomado: os bens, as pessoas, e o pródigo — Ló.

CONCLUSÃO
As decisões tomadas por Abrão e por Ló são as mesmas que todos os cristãos precisam tomar. Precisamos decidir se confiamos na soberania de Deus ou na nossa própria astúcia e engenhosidade. Precisamos resolver se confiamos na “instabilidade da riqueza” ou no Deus que “tudo nos proporciona ricamente” (1 Timóteo 6:17). Precisamos escolher se investimos nos “prazeres passageiros do pecado” ou no futuro “galardão” prometido por Deus (Hebreus 11:25-26).
Na separação de Ló e Abrão, podemos ver o grande contraste entre suas decisões. Ló preferiu agir com base no que lhe era útil; Abrão com base na união. Em prol da união, Abrão estava disposto a ser passado pra trás (cf. 1 Coríntios 6:1-11).
Ele agiu com base na fé no Deus que lhe prometera suprir todas as coisas. Ló preferiu dirigir sua vida sobre a base incerta da segurança financeira. Abrão foi ricamente abençoado, Ló perdeu tudo o que tinha.
A forma do mundo para o sucesso é pensar só em si mesmo, procurando ser o número um. Foi assim com Ló. A forma de Deus para ser abençoado é erguer os olhos para o Número Um, preocupando-se com os outros (cf. Mateus 22:36-40). Esse tipo de vida só se pode ter pela fé. Esse tipo de vida só pode fazer a nossa fé em Deus crescer.//
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
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BIBLIOGRAFIA
Bob Deffinbaugh – A Escolha de Ló
Danielly Jesus - Abraão - O resgate de Ló e a misericórdia de Deus.
Rodryguez & Carvalho – A escolha errada de Ló

Ronan Boechat de Amorim - Sobre relacionamentos.

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