sábado, 29 de outubro de 2016

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS

Quando Deus chamou a Abrão Ele o chamou para uma aliança. Quando Deus nos chama Ele nos chama para uma aliança. Deus convidou a Abrão para seu pai de nações.

Deus estava separando Abrão para um novo tempo. Deus queria tirá-lo do meio da idolatria de seu povo, queria ensiná-lo a ser diferente. Deus havia dado uma ordem a Ele. Para sair só. Ele e sua mulher e mais ninguém.
Quando Deus nos fala algo devemos obedecer, pois quando obedecemos caminhamos para a conquista, pois a nossa conquista vem da obediência em fazer tudo que o Senhor deseja que seja feito.
Tudo indica que Abraão, não obedeceu rigorosamente quando Deus o mandou deixar a terra e a parentela, que ficava em Ur da Caldéia (Iraque hoje).
Levou o pai e um sobrinho, Ló. O pai morreu em Harã (Norte da Síria, hoje).
Mas Ló foi com Abraão e deu muito trabalho ao tio e ele próprio sofreu muito.
Hoje e na próxima pregação aprenderemos algumas lições estudando a vida de Ló - a triste vida de Ló.

Antes de tudo, podemos afirmar que Ló era um homem crente.
Foi chamado de “justo” em 2 Pe 2.7, sinônimo de salvo. Mas um crente fraco. E é bem provável que essa fraqueza teve um claro início: a decisão infeliz, que praticamente definiu o padrão de vida que Ló teria dali em diante.

PRESO PELOS RELACIONAMENTOS

O texto de Gênesis 13:1-13 nos conta sobre a separação de Abrão (que ainda não tinha seu nome mudado para Abraão, conforme Gn 17:5) e seu sobrinho Ló. Eles se separaram porque enriqueceram e estava havendo contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló (veja em Gênesis 13:7).
Para resolver o problema, Abrão propõe que eles se separem, indo cada um para um lado (Gn 13:8). Abrão deixa que Ló escolha pra onde quer ir (Gn 13:9). Ló concorda e, olhando a terra ao seu redor, escolhe a campina do Jordão (Gn 13:11), acabando por ir viver em Sodoma (Gn 13:13).

Há histórias de vida que vão unindo cada vez mais as pessoas. Mas há histórias de vida que vão separando as pessoas. Não é nada predestinado, mas é o resultado de nossa convivência, nossas opções, valores, sabedoria ou falta de sabedoria. É o que aconteceu aqui com Abrão e Ló.
Nosso trabalho e a riqueza ou frustrações de nosso trabalho são motivos reais para unir ou separar pessoas. O conflito dos empregados de Ló e Abrão contaminou a convivência de ambos, levando-os a se separarem. Há gente que se separa por causa de dinheiro, de casa, de carro... Às vezes, é melhor ter menos coisas e mais companheirismo com as pessoas. Se por causa de um carro um casamento está ameaçado, é melhor andar de ônibus ou a pé e manter o amor da vida da gente do nosso lado.

O Relacionamento Fica Tenso (13:5-7)

Quando vieram de Ur com Terá, Abrão e Ló pareciam inseparáveis, mesmo quando Deus ordenara a Abrão para deixar seus parentes para trás.
Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei”. (Gênesis 12:1)

Mas, finalmente, os laços entre os dois foram se enfraquecendo. Basicamente sua separação foi causada por três fatores que estão registrados nos versos 5 a 7: Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro. Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. (Gênesis 13:5-7).

Os problemas começaram

O primeiro problema foi o sucesso de ambos como donos de rebanhos. Ambos, Abrão (13:2) e Ló (13:5), prosperaram. Agora suas manadas e seus rebanhos se tornaram tão grandes que eles não podiam mais habitar juntos (13:6). Isto era uma realidade para as tribos nômades que continuamente precisavam se deslocar à procura de pastagens para seu gado e suas ovelhas.

O segundo problema foi a disputa que parecia estar se desenvolvendo entre os pastores de Abrão e de Ló (13:7). Os pastores de cada um procuravam água e os melhores pastos para os animais de seu senhor. Esta competição inevitavelmente levou a um conflito entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló.

Se o primeiro problema é o sucesso de ambos, e o segundo é seu consequente desentendimento, o terceiro é o fato de que a terra onde habitavam era dividida com outros povos, ou seja, com os cananeus e os ferezeus (13:7).
É tão fácil esquecer que, até agora, nenhuma parte de Canaã pertencia a qualquer dos dois, Abrão ou Ló. Quando Abrão e Ló se separam neste capítulo, eles afastam seus trajetos; não repartem uma propriedade real. Ambos estão vivendo numa terra que é ocupada pelos cananeus e ferezeus.

As escolhas de Ló
Certo dia ouve uma contenda entre os pastores de Ló e os pastores do seu tio Abraão, uma contenda que chegou a ameaçar a relação familiar de Abraão com Ló. (Gen. 13:6-8) – Abraão como homem de Deus que era não era dados a contendas ( II TIM 2.24) e propõe para Ló que este escolha uma terra para si, onde possa ir peregrinar e levar em paz os seus rebanho  ( Gen. 13.9)
Disse Abrão a Ló: ”Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda”. (Gênesis 13:8-9)

Mais que qualquer outra coisa, Abrão queria manter a paz e resolver o conflito que se estabelecera entre eles. O princípio prevalecente é aquele em que a unidade entre os irmãos deve ser preservada. Estranhamente, apesar de muito prática, esta unidade deve ser preservada pela separação. Alguém devia partir, ou Abrão ou Ló.

Aparentemente era óbvio que eles deviam se separar. A única questão era: quem partiria, e para onde iria? Abrão deixou a decisão por conta de Ló. Qualquer caminho que Ló escolhesse, Abrão agiria de modo correspondente. O oferecimento dava a Ló a vantagem, e deixava Abrão vulnerável.

A Decisão e Suas Consequências (3:10-13)

Parecia que, quando Abrão fez sua oferta a Ló, ambos estavam num lugar alto de onde toda a terra em derredor era visível. A decisão de Ló foi friamente calculada. Com olhos de um expert, ele examinou a terra, pesando as vantagens e desvantagens das opções:

Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, como quem vai para zoar. Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente. Separaram-se um do outro. (Gênesis 13:10-11).

Abrão sendo mais velho e responsável pela promessa deveria escolher primeiro, mas deu ao sobrinho a chance de se beneficiar. O que Ló deveria ter feito era não aceitar a escolha, pois o tio deveria de escolher primeiro. Ló havia prosperado por causa de seu tio.

Mas Ló não fez como deveria ser feito ele escolheu primeiro. E o pior escolheu conforme a carne, conforme seus olhos poderiam ver. Ló não consultou a Deus em nada ele simplesmente escolheu o que naturalmente era melhor. Ele viu a campinas do Jordão.

Vs. 10. Fala que Ló levantou os olhos. Isso nos fala de olhar para longe, de ser esperto de calcular o objetivo. Naturalmente Ló foi espetacular. Ele observou bem toda a região, a água os pastos a cultura do lugar.
Ló considerara muito cuidadosamente os fatores econômicos de sua decisão, mas negli-genciou completamente as dimensões espirituais. Deus prometera abençoar a Abrão, e a outros através dele, à medida que eles o abençoassem (Gênesis 12:3).

Ao seguir para a Campina do Jordão Ló dera as costas à Terra Prometida. Ele ultrapassou a fronteira da abençoada terra. Ló virou as costas para Deus. Poderia ter feito como Rute na hora de escolher entre partir e ficar com a sogra Noemi:

"Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque onde quer que te fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti". Rt 1:16,17.

A ambição de Ló destruiu sua família. A esposa virou estátua de sal, aprisionada aos desejos profanos de Sodoma e Gomorra. Suas filhas o embebedaram, tendo relações com ele. Ló não foi um homem feliz. Era justo, mas viveu sufocado e cansado pela maldade alheia (II Pedro 2:7).

Veja os 5 erros de Ló: 1). Ele não honrou o seu Discipulador (v.6) 2). Ele tomou decisões pela aparência (v.10) 3). Ele fez escolhas sem avaliar as consequências (v.11) 4). Ele não consultou a Deus (v.12) 5). Ele não soube discipular a sua família (19.12,26,33-38)

A Reação de Abrão 13:18)

A reação de Abrão revelou uma fé crescente no Deus que o chamou. Ele mudou suas tendas em direção a Hebrom, e viveu próximo aos carvalho de Manre. Era um pedaço de terra que pertencia a outra pessoa, não a Abrão (cf. 14:3), mas era onde Deus queria que ele estivesse. Lá Abrão construiu um altar e adorou seu Deus.
Quão diferentes foram os caminhos desses dois homens depois que se separaram. Um foi avançando, quase imperceptivelmente, cada vez mais para perto da cidade de Sodoma, para viver entre homens ímpios e perigosos, e tudo por causa de vantagens financeiras.
Deus Restaura a Confiança de Abrão (13:14-17)
É interessante que Deus só fala com Abrão (pelo menos, no que se refere à Escritura) após ele tomar a decisão de se separar. Isso não foi casual, mas fundamental, pois lemos: “Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele...” (Gênesis 13:14
Até onde podemos ver, o chamado de Deus a Abrão (12:1-3) foi só para ele. Assim como a confirmação no capítulo 13. Deus lhe disse para deixar sua parentela (12:1). A bênção não poderia vir sem a obediência à Sua vontade revelada; nem a restauração. Em termos humanos, a única coisa que ficou no caminho da bênção divina foi a desobediência humana. Providencialmente, Deus remove essa barreira ao separar Ló de Abrão, e então, Ele reafirma Sua promessa.
Abraão - O resgate de Ló e a misericórdia de Deus
Sodoma e Gomorra foram saqueadas. Tudo e todos que podiam ser levados foram carrega-dos.
Tomaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e partiram. (Gênesis 14:12).
Tudo o que Ló parecia ter ganhado ao tirar vantagem de Abrão foi perdido num instante, e aparentemente por acaso. Ele foi capturado em meio a um incidente internacional. Será possível imaginar os pensamentos que se passavam pela sua cabeça, quando ele e sua família, e todos os seus bens, estavam sendo levados para um lugar distante? Ele, que tinha sido tão esperto, agora era escravo, e tudo por causa da sua escolha interesseira.

Ló é Salvo pelo Tio Abrão (14:13-16)

Alguém que escapou de Quedorlaomer encontrou Abrão e lhe contou o destino de Ló.
Ora, este habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; os quais eram aliados de Abrão. (Gênesis 14:13).
Ouvindo Abrão que seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa, e os perseguiu até Dã. (Gênesis 14:14).
Abrão, ao que parece, tinha uma poderosa mente militar. Ele empregou uma marcha forçada e realizou um ataque surpresa de várias posições. Ao que tudo indica, ele foi o comandante de seus próprios homens e também dos homens de seus aliados. A perseguição foi feroz e abrangente, até a vitória estar completa e os despojos inteiramente recuperados. Tudo foi retomado: os bens, as pessoas, e o pródigo — Ló.

CONCLUSÃO
As decisões tomadas por Abrão e por Ló são as mesmas que todos os cristãos precisam tomar. Precisamos decidir se confiamos na soberania de Deus ou na nossa própria astúcia e engenhosidade. Precisamos resolver se confiamos na “instabilidade da riqueza” ou no Deus que “tudo nos proporciona ricamente” (1 Timóteo 6:17). Precisamos escolher se investimos nos “prazeres passageiros do pecado” ou no futuro “galardão” prometido por Deus (Hebreus 11:25-26).
Na separação de Ló e Abrão, podemos ver o grande contraste entre suas decisões. Ló preferiu agir com base no que lhe era útil; Abrão com base na união. Em prol da união, Abrão estava disposto a ser passado pra trás (cf. 1 Coríntios 6:1-11).
Ele agiu com base na fé no Deus que lhe prometera suprir todas as coisas. Ló preferiu dirigir sua vida sobre a base incerta da segurança financeira. Abrão foi ricamente abençoado, Ló perdeu tudo o que tinha.
A forma do mundo para o sucesso é pensar só em si mesmo, procurando ser o número um. Foi assim com Ló. A forma de Deus para ser abençoado é erguer os olhos para o Número Um, preocupando-se com os outros (cf. Mateus 22:36-40). Esse tipo de vida só se pode ter pela fé. Esse tipo de vida só pode fazer a nossa fé em Deus crescer.//
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Bob Deffinbaugh – A Escolha de Ló
Danielly Jesus - Abraão - O resgate de Ló e a misericórdia de Deus.
Rodryguez & Carvalho – A escolha errada de Ló

Ronan Boechat de Amorim - Sobre relacionamentos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A bruxaria como meio de cura hoje

Foi se o tempo em que as pessoas achavam que as terapias alternativas eram “coisas de outro mundo”, crenças supersticiosas, ou que eram mais crenças do que realmente terapias complementares com efeitos comprovados.
Devido aos resultados já obtidos através dos tratamentos naturais, hoje a medicina alternativa já é vista como um “complemento” eficaz na promoção da saúde e da qualidade de vida.
Nossa geração assistiu a mais revoluções científicas, tecnológicas e sociais do que todas as gerações anteriores. Com essa experiência de vida, fico pensando como será o futuro dos nossos netos.
Hoje vivemos num mundo onde as pessoas desconfiam dos cientistas e se entregam às crendices e superstições. Um mundo de violência, injustiça e desencanto, que abre espaço para a exploração do desespero da população.
A caminhada do homem na Lua, as fotos dos planetas distantes, como Marte, os computadores, a televisão direta dos satélites, as vacinas que eliminaram da face da Terra a varíola e a poliomielite, os remédios desenhados em computadores que curam o câncer quando detectado a tempo, os transplantes de coração e rins, a biotecnologia gerando plantas mais resistentes e mais produtivas. E, apesar disso, o que colhemos? Uma geração de crédulos sem capacidade crítica.
Até mesmo pessoas que seguiram carreira técnico-científica não entendem a racionalidade da ciência. Consomem toneladas de pseudomedicamentos sem nenhum efeito positivo para o organismo. Engolem comprimidos de vitaminas que serão eliminadas na urina. Consomem extratos de plantas com substâncias tóxicas e abandonam o tratamento médico. Há os que untam o rosto com colágeno – geleia de mocotó – e ovos ou aqueles que estão bebendo urina quentinha e acham que estão rejuvenescendo.
1 – o que são AS TERAPIAS ALTERNATIVAS?
Diferente da nossa medicina convencional (alopática), a medicina alternativa não vê a doença e sim o doente. Podemos simplificar isto, dizendo que na medicina alternativa o indivíduo é analisado como um ser completo e o tratamento é indicado para agir nas causas das doenças e não apenas em seus sintomas.
São práticas terapêuticas não utilizadas na medicina tradicional ou na psicologia científica. Apesar de haver algumas exceções, a grande maioria das terapias alternativas seria melhor definida como segue: práticas terapêuticas não comprovadas cientificamente.
MODALIDADES E FORMAS DE ACESSO
As terapias alternativas possuem princípios de ação catalogados por seus organizadores e teóricos, e incluem diferentes formas de acesso. Para efeitos didáticos, quanto à forma deste acesso pode-se diferenciá-las em:
  • a) Terapias que adotam o uso interno de substâncias de origem vegetal, animal ou mineral, que podem ser concentradas (Ayurveda, Fitoterapia), diluídas (Homeopatia, Florais e Aromaterapia), ou que utilizam meios físicos (Hidrocólonterapia, Ayurveda, Acupuntura, Moxabustão e Quiropraxia).
  • b) Terapias que adotam o uso externo de substâncias de origem vegetal, animal ou mineral (Ayurveda, Cristaloterapia e Hidroterapia);
  • c) Terapias que não utilizam substâncias (Cromoterapia, Reiki e Calatonia).
Os codificadores e estudiosos das terapias alternativas muitas vezes buscam explicações para a ação curativa na Física Moderna, embora em quase todos os casos o efeito da vontade pareça ser o fator mais relevante. A Psicologia Junguiana também pode contribuir para a compreensão dos mecanismos de cura despertados pelas terapias alternativas, especialmente no que tange ao estudo dos rituais e seus efeitos.
São consideradas, entre outras, práticas de medicina alternativa:
IRIDOLOGIA – O que é
Os praticantes da técnica afirmam que podem oferecer um diagnóstico físico, psicológico e emocional a partir da análise da íris.
NATUROPATIA – O que é
Motivada pelos ideais de “volta à natureza”, originou-se no século 19 como um fenômeno emocional e espiritual para melhorar a saúde geral do corpo. Prega, dentre outras coisas, que alimentos crus são mais bem aproveitados pelo organismo.
ORTOMOLECULAR – O que é
Técnica criada por Linus Pauling, Nobel de Química e da Paz, que emprega o uso de vitaminas, aminoácidos e minerais em quantidades superiores àquelas capazes de serem absorvidas pelo corpo. O diagnóstico é feito a partir da análise de um fio de cabelo.
REFLEXOLOGIA – O que é
Propõe que todos os órgãos internos do corpo têm pontos de reflexo no pé, na orelha, no nariz e em outras partes. Acredita que a manipulação desses pontos pode melhorar o fluxo de energia e, portanto, curar sintomas em certos órgãos.
REIKI – O que é
Rei significa “universal” e Ki “energia”. Reiki, portanto, é a energia do universo que poderia ser transmitida ao paciente por meio da imposição de mãos do praticante. A terapia vê a doença como um desequilíbrio energético do corpo.
RADIESTESIA – O que é
Baseia-se nas vibrações do universo, do ambiente e dos seres vivos. Sua prática mais difundida prevê uma sessão de perguntas e respostas a um pêndulo de metal que leva ao diagnóstico de doenças.
SHIATSU – O que é
Atua nos mesmos pontos que a acupuntura, usando apenas a pressão dos dedos.
URINOTERAPIA – O que é
Propõe a manipulação da urina do próprio indivíduo para curar diversas doenças. Tem origem, possivelmente, em rituais hindus criados há 4 mil anos.
OUTRAS
  • Acupuntura
  • Aromaterapia
  • Arte terapia
  • Auriculoterapia
  • Ayurveda
  • Biodança
  • Cromoterapia
  • Fitoterapia
  • Florais de Bach
  • Homeopatia
  • Magnetoterapia
  • Medicina natural
  • Musicoterapia
  • Quiropraxia
  • Reflexoterapia
  • Tratamento espiritual
Terapias alternativas funcionam?
A resposta a essa pergunta não é simples. As terapias alternativas não funcionam, mas fazer uso delas promove, sim, mudanças positivas. Essa resposta não é paradoxal; precisa ser analisada em duas etapas. Primeiro, a parte em que diz que elas não funcionam e, em seguida, a parte em que diz que elas produzem mudanças positivas.
Tratamentos alternativos reconhecidos
Alguns tratamentos são plenamente reconhecidos pelos órgãos governamentais de saúde. Outros, portanto, ainda estão sendo pesquisados. A AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira) lançou um informativo sobre a aceitação e o uso do público brasileiro dos tratamentos alternativos. O mesmo documento alerta quanto à carência de profissionais formados nessa área. Alguns dos tratamentos alternativos reconhecidos são: a homeopatia, a fitoterapia, a naturopatia, a quiropatia e a acupuntura. Contudo, verificamos que existe a tendência para a administração holística de tais tratamentos. É neste ponto que esbarramos com conceitos que nós, os cristãos, não aceitamos.
OS EQUÍVOCOS SOBRE A MEDICINA ALTERNATIVA
Eu acredito que será útil neste momento mencionar os muitos equívocos que as pessoas cometem a respeito da holística ou das práticas de medicina alternativa.
  • É Apenas o Senso Comum, Unificado Em Um Sistema De Cuidados Médicos Alternativos
  • É Apenas o Uso Sábio das Propriedades Naturais de Cura
  • Outro equívoco é o argumento de que desde que a dieta é uma importante parte da saúde em geral, a dieta deve ser a resposta completa para a saúde.
  • Desde que a Medicina Alternativa Pode Ajudar com Alguns Problemas, Ela Pode Curar Todas as Doenças
  • Você Pode “Comer o Peixe e Cuspir as Espinhas”
  • Outro equívoco é o argumento de que, já que o profissional da medicina alternativa parece realmente interessado em cuidar de mim, ele não vai me conduzir ao erro.
  • Um equívoco semelhante é o argumento de que as práticas da medicina alternativa “não podem ferir”.
  • Outro equívoco é o argumento de que é a vontade de Deus que sejamos sempre saudáveis e que, se seguirmos um plano natural inteligente, não vamos nunca ficar doentes.
  • Ninguém precisa ser um grande estudioso da Bíblia para refutar isto.
  • Um equívoco semelhante é a ideia de que o corpo é capaz de se curar sozinho de qualquer problema ou doença, se lhe é fornecido dieta e meio ambiente adequados.
  • Outro equívoco é o argumento de que a Bíblia define a dieta saudável ideal. George Malkmus tem a sua “Dieta Aleluia”.
  • Outro equívoco é o argumento de que se uma prática alternativa de saúde é utilizada de forma sincera por um crente, através de uma “perspectiva Cristã”, está tudo bem.
  • Outro equívoco é o argumento de que, se um produto ou plano de tratamento é acompanhado de testemunhos favoráveis e surpreendentes, deve ser bom.
  • Outro equívoco é o argumento de que se uma prática alternativa de saúde ajuda uma pessoa poderá ajudar toda e qualquer pessoa.
É importante compreender que, mesmo que um certo tratamento seja realmente eficaz para uma determinada pessoa, não significa que ele será eficaz em todos os outros. É verdade que um multivitamínico resolveu meu problema com resfriados frequentes, mas isso não significa que as multivitaminas são um remédio eficaz para todos os tipos de resfriados.
  • Outro equívoco é o argumento de que se é natural, deve ser bom.
  • Um equívoco semelhante é o argumento de que apenas as coisas que são “naturais” no campo da alimentação e dos cuidados com saúde são apropriadas.
Por que as terapias alternativas são perigosas?
Porque os indivíduos que confiam nelas não se curam de fato, e podem não procurar um profissional especializado que ajudaria em seus problemas. Apesar de haver o efeito placebo, ele se limita a produzir uma redução da ansiedade e da dor; pode melhorar o funcionamento do sistema imunológico, no entanto, não cura doenças físicas ou psicológicas, como depressão ou síndrome do pânico.
CONCLUSÃO
Nós estamos proibidos de adotar os caminhos dos gentios (Jeremias 10.2). Coisas associadas com a idolatria e as trevas pagãs são demoníacas, e a Bíblia nos proíbe de participar destas coisas (I Coríntios 10.19-21). A Palavra de Deus adverte: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as” (Efésios 5.11).
A investigação dos reinos secretos ou ocultistas é proibida. Essa é a própria essência da adivinhação e da magia. Ver Levítico 19.31 e Deuteronômio 18.10-12.
Assim como para a alimentação, não há nenhuma dieta bíblica que seja necessária para o povo de Deus nos dias de hoje, como havia antes no Antigo Testamento. Paulo advertiu que o vegetarianismo como prática legalista é uma doutrina de demônios, e ele ensinou que todas as coisas são boas para se comer, se recebido com ações de graças (I Timóteo 4:1-5). Para o cristão, a dieta é uma questão de saúde e preferência pessoal, não uma questão de doutrina bíblica.
Devemos tomar cuidado com uma ênfase exagerada na dieta. Isto pode se tornar uma idolatria. A Bíblia nos ensina a colocarmos nosso foco no que é espiritual ao invés daquilo que é físico.“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (I Timóteo 4.8).
Nós não vivemos no paraíso. Vivemos em um mundo amaldiçoado e em um corpo de morte (Rm. 8.22-23; 7.24). A vida é curta e isso é mais importante, e não importa que tipo de dieta você adote, você terá muitos problemas e doenças e, eventualmente, morrerá.
A Bíblia diz que devemos morrer para nós mesmos e vivermos para Cristo e por amor do Seu evangelho (Mc. 8.35). A Grande Comissão de Cristo nos instrui a irmos por todo o mundo e pregarmos o evangelho (Mt. 28.18-20; Mc. 16.15; At. 1.8).
Pr Joaquim de Andrade
Fonte: http://www.iepaz.org.br/a-bruxaria-como-meio-de-cura-hoje/

domingo, 16 de outubro de 2016

A PROVISÃO DE DEUS NO MONTE DO SACRIFICIO


FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO
A história do quase-sacrifício de Isaque é uma das mais tocantes da Bíblia. Além da sua dimensão psicológica (o que se passava pela mente do pai, que vai sacrificar o filho, e do filho, que vai ser sacrificado), tem uma dimensão existencial profunda, com uma aguda contemporaneidade.
A cena se desenrola em função do monte Moriá, lugar em que, um milênio mais tarde o rei Davi compraria um sitio pertencente a Ornã para nele construir o templo de Jerusalém (1 Crônicas 21.18). Foi neste monte onde Abraão esteve para oferecer Isaque que o rei Salomão construiu o templo que levou seu nome (2 Crônicas 3.1).
Esta é uma história de poucos diálogos narrados. Quase ninguém fala. Deus fala no início e no fim. No meio, está em silêncio. Abraão só fala o essencial. É assim mesmo: na provação, experimentamos o silêncio, tanto o silêncio de Deus, quanto o nosso próprio silêncio. Deus não deve dizer nada, para que a prova aconteça; nós ficamos em silêncio porque não temos o que dizer.
Abraão era um homem de muita fé em Deus! Era um homem que tinha uma vida íntima com Deus, ao ponto de ser chamado amigo de Deus (Isaías 41:8). Na maioria dos relatos acerca da vida de Abraão, é destacado por Moisés a fé e a obediência de Abraão para com Deus.
Apesar de toda fé e obediência de Abraão, ele não é a personagem mais importante neste relato. A personagem mais importante neste relato é o Grande e Poderoso Deus de Moisés, de Abraão e de Isaque. O Deus de cada um de nós.
Um pedido difícil
Por toda bíblia, encontramos indicações de que o mais grave pecado de todos era o sacrifício de crianças.
A Torah e os Profetas sempre se referiam com horror a este tipo de sacrifício. Era o que os antigos pagãos costumavam fazer em seus cultos de ocultismo e feitiçarias. O profeta Jeremias profetizou sobre isso:
"Porque edificaram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocaustos a Baal; o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me veio ao pensamento" Jeremias 19:5.
De forma semelhante o profeta Miquéias também o fez:
"Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma?" Miquéias 6:7.
Sacrifício de crianças foi o feitiço que o rei de Moabe fez, para que os deuses o fizessem vencer uma batalha contra os Israelitas:
"Mas, vendo o rei dos moabitas que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo sete-centos homens que sacavam espada, para romperem contra o rei de Edom, porém não puderam. Então tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro; pelo que houve grande indignação em Israel; por isso retiraram-se dele, e voltaram para a sua terra." 2 Reis 3:26-27.

Isso é o que os idólatras fazem. Assim, como pode a Torah chamar o sacrifício de Isaque de suprema realização, se Abraão estava por fazer o mesmo tipo de sacrifício que os piores pagãos idólatras fazem?
Contudo, em Gênesis 22:2, Deus ordenou a Abraão: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”. Gênesis 22:2. Isso parece estar em total contradição com o seu mandamento para não oferecer sacrifícios humanos.

O limite da capacidade humana

Abraão e Sara vinham esperando há décadas por um filho. Deus os tinha prometido repetida-mente que eles teriam muitos descendentes, tantos quantas fossem as estrelas do céu, ou o pó da terra, ou ainda os grãos de areia do mar. Mas o dia da provação é chegado.
A verdade nesta história é que Deus não quer que Abraão sacrifique seu filho. Deus não estava interessado em que Abraão viesse de fato a matar o seu filho, nem era esse o seu plano. O fato de o anjo do Senhor ter impedido que Abraão matasse Isaque (22:12) revela isso. O propósito de Deus foi provar a fé de Abraão, com o pedido de que entregasse completamente aquele seu único filho a Deus. O anjo do Senhor declarou que era a disposição de Abraão de entregar o seu filho, e não o ato de realmente matá-lo que satisfez as expectativas de Deus com respeito a Abraão. Deus disse explicitamente: “Não estendas a mão sobre o rapaz… pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho” (Gn 22:12

O conceito de que somos propriedade do Senhor, começava a ganhar força a partir de então.

O texto é de poucas palavras. Trata-se de uma narrativa seca, sem explicações. A Bíblia não descreve o que se passa no interior de Abraão, nem de Isaque, parceiro (não sabemos se consciente ou inconsciente) daquela "loucura".

A PROVAÇÃO DO MONTE MORIÁ

Abraão tinha obedecido a Deus muitas vezes em sua caminhada com Ele, mas nenhum teste poderia ter sido mais severo do que o de Gênesis 22. Deus comandou: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gênesis 22:2). Esse foi um pedido impressionante porque Isaque era o seu filho da promessa. Como Abraão respondeu? Com obediência imediata; na manhã seguinte, Abraão recomeçou a sua jornada com dois servos, um jumento, seu amado filho Isaque e com a lenha para o holocausto. Sua obediência inquestionável ao comando aparentemente confuso de Deus deu a Deus a glória que Ele merece e nos deixou um exemplo de como devemos glorificá-lO. Quando obedecemos da mesma forma que Abraão, confiando que o plano de Deus é o melhor possível, nós elevamos Seus atributos e O louvamos por eles. A obediência de Abraão à face de um comando tão difícil exaltou o amor soberano de Deus, Sua bondade, o fato de que Ele é digno de confiança, e nos deixou um exemplo a seguir. Sua fé no Deus que ele passou a conhecer e amar colocou Abraão na lista de heróis da fé em Hebreus 11.

A história do Velho Testamento sobre Abraão é a base do ensino do Novo Testamento sobre a Expiação, a oferta do sacrifício do Senhor Jesus na cruz pelo pecado da humanidade. Jesus disse, muitos séculos depois: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (João 8:56).
 
A prova da fé

Deus não estava em dúvidas quanto à fé de Abraão quando o submeteu a prova!
O que Deus pretendia com a ‘provação’?
Com a provação Deus estava cuidando de Abraão! Como?
Pedro nos diz: “Essas provações são para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1:7 e 1Pe 4:12 -14).

OBEDECENDO A ORDEM DE DEUS

Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado”. É muito provável que ainda não tivesse saído o primeiro raio de sol, e Abraão já estava pronto para cumprir a ordem do senhor Deus. Abraão tinha muita fé no Deus provedor. Em gálatas 3:6, 7 – Paulo escreve o seguinte: “É o caso de Abraão que creu em Deus e isso lhe foi imputado para a justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão”.
Abraão creu que Deus era sim capaz de trazer o seu filho à vida novamente. No versículo 5 lemos: “Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós”. Este “voltaremos” que está no versículo 5, em conjunto com o que nos é dito em Hebreus 11:17-19 mostram, claramente, que Abraão, quando posto à prova, não duvidou que Deus podia fazer um milagre, restaurando seu filho à vida.

O momento decisivo da prova

Quando Abraão ergueu a sua mão com o fim de matar Isaque, o SENHOR interveio: “Abraão! Abraão! Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças”. Agora, para Abraão, já não era mais necessário sacrificar o seu filho amado. A sua fé já havia sido confirmada. Foi Deus mesmo quem falou: “Pois agora sei que temes a Deus”. Esta fé tão grandiosa que Abraão tinha foi dada pelo próprio Deus. Deus providenciou esta fé tão magnífica ao seu servo Abraão. Deus não tinha interesse na morte de Isaque. Até porque o próprio Deus diz que não se agrada de sacrifício humano (Deuteronômio 12:31). Deus queria mesmo era confirmar a fé de Abraão.
Com relação ao versículo que diz: “Agora sei que temes a Deus, pois não me negaste o teu filho, o teu único filho” (Gn 22:12), temos um caso típico de antropomorfismo, ou melhor, é um dos ‘modos’ de Deus se manifestar ou comunicar-se utilizando a forma, o modo, a características ou a linguagem humana.
Do mesmo modo, ao fazer referência a Deus, diz-se que Deus descansou, uma vez que o homem descansa. Porém, surgem as questões: sendo Deus onisciente, onipresente e onipotente Ele pensa? Faz considerações? Chega a conclusões? Precisa descansar segundo a concepção humana? ( Is 40:8 -31).
CONCLUSÃO
Finalmente, a informação mais importante diz respeito ao carneiro que Deus providenciou para morrer no lugar de Isaque. Esse episódio prenunciou um evento muito importante que ocorreria quase 2 mil anos depois, ou seja, a morte de Cristo, "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). De fato, assim como o carneiro encontrado por Abraão no alto do monte, preso em um arbusto, substituiu Isaque morrendo em seu lugar (Gn 22.13), nosso Senhor também agonizou sobre um monte, preso ao lenho, ferido com espinhos, tudo a fim de morrer em nosso lugar.
Desse paralelo não se pode deixar de formular um convite à fé. Sim, pois um cordeiro morreu no Monte Moriá e Isaque escapou da morte. Da mesma forma, outro Cordeiro morreu no Monte Calvário e os que o recebem têm a vida eterna. Por que, então, continuar com medo? Creia nele e escape da morte também.
Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito. (1Pe 3.18).
A pergunta de Isaque ecoa na história da humanidade:
-- Onde está o cordeiro?
Abraão só pôde responder: "Deus proverá". Agora, no entanto, a resposta é outra. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).
Nós somos Isaque, não o Isaque de Abraão, mas o Isaque de Deus. Deus proveu um Cordeiro para morrer em nosso lugar, para que, como Isaque, pudéssemos descer de Moriá. Ele ficou lá, para que não precisássemos ficar.//
Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Edson Cavalcante – Porque Deus pediu que Abraão sacrificasse o seu filho Isaque.
Israel do Nascimento Silva - Abraão Oferece Isaque em Sacrifício.
Marcos Granconato – A grande prova de Abraão.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Lição 2: A obediência como adoração

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - JOVENS - 4º Trimestre de 2016

Título: Em Espírito e em verdade — A essência da adoração cristã

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 2: A obediência como adoração
Data: 9 de Outubro de 2016

TEXTO DO DIA
“Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR, teu Deus, pede de ti, senão que temas o SENHOR, teu Deus, e que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR [...]” (Dt 10.12).

SÍNTESE
Adoração e obediência são princípios muito interligados. Obedecer é dizer “não” para o eu e “sim” para Deus.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — 1Sm 15.22
A obediência voluntária é muito melhor que o sacrifício ritualístico
TERÇA — Jr 42.6
A obediência precisa ser incondicional
QUARTA — Lc 18.22
Não era sobre dinheiro, mas sobre adoração como obediência
QUINTA — Fp 2.8
Jesus, paradigma de obediência
SEXTA — 2Co 2.9
O desafio da obediência sincera
SÁBADO — Cl 3.20
Quando a obediência aos pais é adoração ao Pai Celeste

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
COMPREENDER que o fracasso de Israel no tempo dos Juízes tinha seu fundamento na desobediência.
IDENTIFICAR a obediência a Deus como a obediência à Palavra de Deus;
DEMONSTRAR que a adoração a Deus deve estar presente em nossas ações cotidianas através da obediência.

INTERAÇÃO
Vivemos em uma sociedade de valores absolutamente invertidos; aquilo que a Bíblia Sagrada declara como honroso e digno, o mundo retrata como ridículo e atrasado. Um dos conceitos mais atacados em nossos dias é o de “obediência”; para muitos jovens “obedecer” é sinônimo de fraqueza, covardia e medo. Há entre nós, até mesmo em nossas Igrejas, a cultura da rebeldia. Essa cultura é alimentada por ícones da cultura Pop contemporânea. Faz parte de seu ministério, enquanto educador, ressignificar a definição de “obediência” entre os jovens que frequentam sua sala de aula. Para tanto, apresente exemplos positivos de pessoas que, por serem obedientes aos pais, às leis, a Deus, foram bem-sucedidas em suas vidas. Por fim, mui amorosamente, revele a eles que servir a Deus é um processo longo, contínuo e progressivo de obediência ao Pai. É algo árduo, mas que o fruto de comunhão com Deus, advindo de tal comportamento, é excelentíssimo.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Solicite aos alunos que façam uma tabela com o título: “Meu Plano de Vida” e que criem as seguintes colunas: “Vida Profissional, Acadêmica, Espiritual, Sentimental” (e outras colunas que você, educador, achar necessárias). Em seguida, oriente-os a preencher cada coluna com suas expectativas — pode ser apenas palavras-chave, frases ou até mesmo datas que representem determinadas metas. Depois, peça-os que façam um círculo e coloquem sobre ele o título “Meu Plano de Vida”. Logo após, dê a eles o seguinte comando: “Livremente, conforme vocês bem acharem, preencham o plano de vida de vocês, sabendo de uma coisa: Tudo o que vocês colocarem dentro deste círculo precisa estar interligado entre si”. Ou seja, se eles escreverem “trabalho”, “igreja”, “amor”, “01/01/2020” eles precisam explicar como estas informações relacionam-se entre si simultaneamente. Ao final, pergunte-os sobre qual destes planejamentos foi mais fácil de fazer e por quê.

TEXTO BÍBLICO
Juízes 2.8-10;16-19.
8 — Faleceu, porém, Josué, filho de Num, servo do SENHOR, da idade de cento e dez anos.
9 — E sepultaram-no no termo da sua herdade, em Timnate-Heres, no monte de Efraim, para o norte do monte Gaás.
10 — E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco a obra que fizera a Israel.
16 — E levantou o SENHOR juízes, que os livraram da mão dos que os roubaram.
17 — Porém tampouco ouviram aos juízes; antes, se prostituíram após outros deuses e encurvaram-se a eles; depressa se desviaram do caminho por onde andaram seus pais ouvindo os mandamentos do SENHOR; mas eles não fizeram assim.
18 — E, quando o SENHOR lhes levantava juízes, o SENHOR era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se arrependia pelo seu gemido, por causa dos que os apertavam e oprimiam.
19 — Porém sucedia que, falecendo o juiz, tornavam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e encurvando-se a eles; nada deixavam das suas obras, nem do seu duro caminho.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a respeito da íntima relação entre obediência e adoração. Veremos que todo ato de obediência a Deus pode naturalmente ser considerado uma ação que louva ao Senhor. Deste modo, rompemos com o conceito errôneo de que apenas atitudes cerimoniais ou litúrgicas associam-se à adoração.
Perceberemos que é possível louvar ao Rei do universo por meio de nossa vida cotidiana. Partindo do exemplo do povo de Israel no período dos Juízes, seremos conduzidos à compreensão de que a obediência não pode ser meramente formal, da boca para fora, pois é possível desobedecer a Deus fazendo aquilo que aparentemente é a coisa certa. A verdadeira obediência, assim como o genuíno louvor, é produzida dentro de nós.

I. UM POVO QUE DESAPRENDEU A OBEDECER E A ADORAR
1. O caráter integral da vida. É conhecida a história da decadência de Israel na época dos juízes, um momento em que cada um fazia o que achava ser certo. Aquele povo recém-acomodado no novo território não teve fundamento suficiente para permanecer nos princípios ensinados por Josué (Jz 2.10). A história do povo de Deus neste contexto histórico nos deixa valiosos ensinamentos. Um deles, talvez o mais importante, é a necessidade de compreensão da vida como um emaranhado de fatos, decisões e emoções. Tudo em nossa existência está interligado. Quem imagina que há uma divisão entre a instância espiritual e a física desconhece que somos pessoas integrais. O que faço no corpo tem implicações espirituais. Se nossa espiritualidade não vai bem, isto é um sinal que tudo em nós — ainda que aparentemente harmônico — está à beira do colapso.
2. Quando a exceção torna-se regra. Que o amor de Deus e sua paciência são incomensuráveis isso é verdade. Entretanto, o povo de Israel tornou o erro, a queda e o pecado em uma rotina em seu arraial (Jz 2.19). O Senhor é poderoso para perdoar, mas nestes ciclos de santidade e promiscuidade, muitos israelitas se perderam, morreram pelas mãos de opressores impiedosos. A pior consequência dessa desestruturação espiritual foi afastamento do temor do Senhor (Jz 3.7). As sucessivas quedas não eram fruto de “acidentes”, e sim de uma opção baseada na falta de comunhão com Deus. O povo passou a desenvolver um relacionamento idolátrico com Deus. Ele era o Deus verdadeiro, mas eles não lhe prestavam um louvor autêntico. Jeová era o amuleto a quem em tempos de crise eles clamavam e esperavam o resultado. Sem dúvida alguma, aquele povo desaprendeu a adorar.
3. Consequências para Israel. Os efeitos dessa irreverência deliberada da parte do povo de Israel foram trágicos. Vejamos: Primeiro eles foram gradativamente perdendo a fonte da misericórdia para suas vidas (2.20); a ação sobrenatural de Deus ajudando Israel a vencer as guerras por várias vezes cessou (2.21); e aqueles povos que deveriam ser vencidos tornaram-se seus opressores (3.1-8); o povo de Deus sofreu saques e pilhagens (6.3-6).
Eles escolheram um caminho de dor, e por isso este foi o principal cenário no qual Deus os ensinou. A fonte da dor e do mal que os israelitas viveram neste período foi resultado das escolhas tortuosas (21.25). Mas a despeito destas, o Senhor ainda foi capaz de revelar seu amor e misericórdia. Israel experimentou a amargura de perceber-se longe do Senhor, não por que Ele simplesmente os abandonou, mas em virtude da infidelidade espiritual do povo que os conduziu a um sistemático afastamento de Deus (Jz 2.19; 3.7; 8.33; 10.13).

Pense!
Deus não foi somente abandonado pelos israelitas. Eles entregaram aos falsos deuses aquilo que pertencia ao Senhor. Você ainda amaria essas pessoas?

Ponto Importante
Deus nunca foi desleal para com o seu povo. O Senhor jamais mudou em sua disposição de abençoar e acolher Israel. Todavia, eles repetidas vezes, trocaram a segurança do amor do Altíssimo pelos encantos de Baal e Astarote.

II. QUANDO ADORAR E OBEDECER SÃO SINÔNIMOS
1. Não é possível adorar sem obedecer. A trajetória de Israel, especialmente no período dos Juízes, é uma prova irrefutável de que é impossível declarar-se adorador do Pai, e ao mesmo tempo, ser surdo e desleal às suas ordenanças (Is 43.8).Louvar a Deus implica relacionar-se com Ele. Quem tem comunhão com o Altíssimo sabe que Ele é o Senhor e nós seus servos. Quando obedecemos a Deus estamos louvando-o e quando o desobedecemos estamos em pecado (Pv 28.5; Rm 5.19). Se não gosto de ouvir e não quero obedecer a Deus, como o adorarei? Por isso, muitos estão apenas fingindo, conforme denunciou Isaías e ratificou Jesus (Is 29.13; Mt 15.8). Amar a lei de Deus é parte fundamental do louvor que agrada ao Senhor (Sl 119.163).
2. É possível louvar ao Senhor desobedecendo sua Palavra? Esta resposta precisa ser categórica: NÃO! A Bíblia cita vários casos onde as pessoas agiram sob o pretexto de adorar ao Criador, mas o resultado foi desastroso, pois as ações que tomaram confrontavam diretamente a vontade de Deus. Saul poupou excelentes animais para serem sacrificados ao Senhor, contudo, foi rejeitado como rei daquele momento em diante, pois a ordem dada por Deus havia sido outra (1Sm 15.1-3,24-28). Uma multidão resolveu seguir a Jesus, deslocando-se e desejando estar perto dEle; tais pessoas estavam agradando a Deus? Não, pois seu interesse não era por salvação, e sim, por alimento fácil (Jo 6.22-26). Davi teve uma excelente ideia: construir uma casa para adoração ao Eterno, algo extremamente louvável, e a princípio foi até incentivado pelo profeta (2Sm 7.3). Contudo, esta não era a vontade de Deus para a vida dele, pois se ele fizesse aquela construção não agradaria a Deus (1Cr 22.7,8).
3. Como posso obedecer se não sei o que o Senhor quer? Esse é um velho argumento que algumas pessoas procuram utilizar para isentarem-se de suas responsabilidades diante de Deus. Supor-se ignorantes não nos dá autorização para sairmos pecando e desagradando a Deus. A vontade do Mestre está expressa em sua Palavra, tudo o que fazemos e que contradiga a Bíblia é desobediência. Não há como escondermo-nos por trás da máscara da ignorância, nossa responsabilidade é conhecer o plano de Deus declarado nas Escrituras (Sl 40.8; 143.10; Cl 1.9). Se aquilo que você vive é uma questão absolutamente específica do mundo contemporâneo, mesmo assim os preceitos eternos de Deus continuam valendo (Sl 119.44). Não se esqueça: A Bíblia traz os princípios de Deus para nossas vidas!

Pense!
Declarar que a Bíblia é um livro de princípios e não de regras significa dizer que os valores que ela defende são imprescindíveis, universais e eternos.

Ponto Importante
Você conhece suficientemente a Bíblia para compreender a vontade de Deus para sua vida?

III. ADORANDO A DEUS NO DIA A DIA
1. Superando a dicotomia: vida secular X vida espiritual. Dicotomia é a palavra que usamos para expressar a ideia de uma separação radical. Para muitas pessoas aquilo que fazemos no cotidiano (trabalhar, estudar, responsabilidades domésticas, relacionamentos familiares e com amigos) não possui qualquer relação com nossa vida espiritual, a qual seria exercida exclusivamente nos momentos em que nos dedicamos a atividades religiosas (ler a Bíblia, orar, ir ao culto etc.). Isto é um perigoso engano. Não há divisões em nossa vida, tudo o que fazemos deve ser dedicado ao Senhor, em todo o momento e em todo lugar (1Pe 1.15).
2. Adorando a Deus na obediência diária. Entendendo que tudo em nossa vida é do Pai, compreendemos também que devemos louvá-lo em nossas atividades diárias. Por isso, aquele que lidera uma equipe no trabalho, deve agir com justiça e equidade (Cl 4.1), sem ameaças sabendo que o Senhor de tudo está no céu (Ef 6.9). O cristão que exerce um cargo de chefia com opressão e desrespeito está pecando contra Deus. Já o crente que é empregado em um estabelecimento deve saber que quando trabalha com seriedade e produtividade, faz de sua profissão seu sacerdócio (Ef 6.5-8; Cl 3.23,24; Tt 2.9,10).
3. Fazendo da vida um altar de adoração. As verdades que aprendemos nesta lição devem nos inspirar a ter responsabilidades em nossas escolhas. Devemos sempre pensar: As pessoas com que me relaciono são inspiradas a ter uma vida com Deus a partir de meu testemunho? Sou reconhecido como um profissional de referência, um estudante dedicado ou constantemente escuto críticas negativas a meu respeito? Afasto as pessoas de Deus com minha falta de obediência à vontade do Pai? Que nossa vida, hoje e sempre, seja um altar vivo de adoração (Sl 34.18).

Pense!
Ao aplicar-se com amor a suas atividades você despertará nas pessoas o desejo de saber porque você é tão feliz e dedicado em tudo o que faz; nessas oportunidades, declare com alegria: Não sou eu, é Cristo em mim!

Ponto Importante
Algumas pessoas fazem de sua existência um emaranhado de subdivisões: vida profissional, acadêmica, amorosa, espiritual, familiar, etc. Você não possui várias “vidas” separadas entre si.

CONCLUSÃO
Como vimos, adoração e obediência não podem ser separadas uma da outra. Somente quem possui um coração de servo, disposto a obedecer em todas as instâncias de sua vida, é capaz de adorar a Deus com excelência.

ESTANTE DO PROFESSOR
KESSLER, Nemuel. Deus não desistiu de você. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015.

HORA DA REVISÃO
1. Em que sentido adoração e obediência estão interligadas?
Sempre que alguém está adorando a Deus, esta pessoa está obedientemente submetendo-se à vontade de Deus; todas as vezes que agimos debaixo de obediência, Deus é glorificado em nossas vidas.

2. Qual foi o grande erro do povo de Israel, no período dos Juízes, quanto à obediência e adoração?
Acreditar que a obediência e a adoração podiam ser dissociadas de tal modo que, mesmo em desobediência frontal à vontade de Deus, eles poderiam ainda assim adorá-lo.

3. Se a Bíblia é um livro escrito há quase 2.000 anos, num contexto cultural diferente, como ela pode ser nosso manual de vida e prática?
A Bíblia contém princípios que são imprescindíveis, universais e eternos.

4. É possível louvar a Deus desobedecendo sua Palavra? Justifique sua resposta.
Não. Resposta pessoal. SUGESTÃO: pois a materialização da obediência a Deus está diretamente vinculada às ordenanças por Ele apresentadas na Bíblia.

5. Como posso adorar a Deus em minhas atividades do dia a dia?
Sendo exemplo de obediência e honradez no cumprimento de minhas responsabilidades.

SUBSÍDIO I
“Quando Deus criou os dois primeiros seres humanos, Adão e Eva, estabeleceu um limite moral: ‘E ordenou o Senhor Deus ao homem,dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás’ (Gn 2.16,17). Adão e Eva eram livres para acreditar em Deus e obedecer a sua lei, ou desobedecê-lo e sofrerem as consequências. Essa mesma escolha confronta cada pessoa no decorrer da história. Obediência a Deus não é uma questão de seguir regras arbitrariamente impostas por um mestre severo. Mas um meio de entrar na vida real, uma vida cheia de significado e propósito: ‘Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal... escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente’ (Dt 30.15-19). A obediência também não é apenas sobre ações externas. Mas uma reação interna a Deus como um ser pessoal; é a escolha de conhecer e amar (Dt 6.5). No âmago dos mandamentos de Deus não está um conjunto de princípios ou uma lista de expectativas, mas a essência de um relacionamento. Somos feitos para amar a Deus com todo o nosso ser” (COLSON, Charles & PEARCEY, Nancy. E Agora Como Viveremos? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2000. pp.235,236).

SUBSÍDIO II
“Quando chegamos no Novo Testamento, a primeira coisa que notamos é que todo o povo de Deus é dotado e chamado para fazer várias obras pelo Espírito de Deus (veja Atos 2.17; 1 Coríntios 12.7), e não apenas as pessoas especiais como os artesãos do Templo, reis ou profetas. Todo o trabalho humano, quer seja complicado ou simples, é possibilitado pela operação do Espírito de Deus na pessoa que trabalha. Como poderia ser diferente? Se a vida inteira do cristão é por definição uma vida no Espírito, então o trabalho não pode ser exceção, quer seja trabalho religioso ou trabalho secular, trabalho ‘espiritual’ ou trabalho mundano. Em outras palavras, trabalhar no Espírito é uma dimensão do andar cristão no Espírito (veja Rm 8.4; Gl 5.16-25). Deus deseja que todos os cristãos utilizem pelo trabalho que fazem os vários dons que Ele lhes deu. Deus chama os indivíduos para entrar no seu Reino e viver uma vida de acordo com as suas demandas. Quando eles respondem, Deus os capacita a dar o fruto do Espírito e os dota cada um com os múltiplos dons do Espírito. Na qualidade de pessoas dotadas pelo Espírito e guiadas pelas demandas do amor, os cristãos devem fazer seu trabalho na obra de Deus e da humanidade” (PALMER, Michael D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001. p.228).
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/cpad-sumario-jovens-2016-4t.htm