quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL NESTA ÚLTIMA HORA

A missão evangelizadora da Igreja tem várias dimensões e assume também um papel de trans-formação social. Esta componente inclui todo o vasto espectro das preocupações sociais, que vai da atenção concreta à educação, à saúde ou à família até à promoção do bom governo ou da paz.

A verdadeira missão evangelizadora da Igreja é constituída por diversos componentes e dimensões, que fazem parte integrante da mesma. Esta visão integral serviu bem a Igreja durante as últimas décadas. 

A IGREJA E A NECESSIDADE DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Podemos entender a missão da Igreja em três esferas, ou seja, em relação a Deus que é a Igre-ja que adora e que glorifica o nome do Senhor, em relação a si mesma, onde promove a união e o crescimento espiritual de seus membros e em relação ao mundo, sendo instrumento de transformação da sociedade como um todo

Sabemos que Deus deseja que todos os homens sejam salvos (I Timóteo 2.4), porém sabemos que a população do mundo aumenta em proporções maiores que o número daqueles que aceitam a Cristo como Seu Senhor e Salvador. Assim que, enquanto passam os anos o número de pessoas não convertidas aumenta, e a igreja vai ficando mais e mais em dívida com o Senhor no cumprimento de sua missão. Não é por falta de consagração ou dedicação dos Pastores e líderes, mas por falta de um número maior de obreiros.

Nos últimos tempos, o Senhor tem tocado nos líderes de Sua Igreja, a fim de que façam um chamado geral a todo cristão, lembrando-lhes do seu compromisso e responsabilidade pessoal como cristão. Pois só desta maneira a igreja poderá levar o evangelho às multidões que estão sem Cristo. 

O alcance do evangelho será cada vez maior, na medida que cada um de nós sejamos conscientizados de nossa missão como filho de Deus e mensageiro de Cristo. Baseado neste propósito, o Apostolo Paulo nos ensina em Efésios 4, que não bastam algumas horas na Escola Dominical ou em algumas reuniões evangelística na congregação. Também sabemos que a seara é grande, e os crentes ociosos são muitos. Oremos para que o Senhor desperte em cada um de nós (Pastores e Cristãos em geral), um sentimento de multiplicação, e que nos induza a sair das quatro paredes de nossos templos a fim de que possamos permitir um brilho maior da luz do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos que a necessidade de obreiros é ilimitada. Isso faz com que a igreja esteja atrasadíssima no cumprimento de sua suprema missão. É necessário que ela (a igreja – nós) assuma o lema: “Esta geração de cristãos terá que evangelizar a esta geração de inconversos”.

A evangelização integral demanda um chamado universal
Há um motivo pelo qual todos os cristãos convertidos ao Senhor Jesus são chamados para proclamar o evangelho. Sabemos que a vida e a natureza de Jesus Cristo, a Cabeça da Igreja, se caracterizam pelo amor às almas perdidas e por um grande espírito de evangelismo (Lucas 19.10). Se nosso Senhor Jesus Cristo como cabeça da Igreja, derrama sua vida pelos perdidos e constantemente procura salvá-los, certamente que o corpo (nós) que participa da mesma vida e natureza da Cabeça, buscará a salvação dos perdidos. Caso contrario não fazemos parte deste corpo, pois um corpo é orientado pela cabeça (Romanos 12.4; João 15.1-8).

A Bíblia nos diz que todos os cristãos recebem o poder da mesma autoridade do Senhor para fazer as mesmas obras que Ele realizou e obras maiores (João 14.12).

A evangelização integral também demanda uma integração dos novos discípulos

Antes de subir aos céus Jesus nos deu um comando (Mateus 28:18-20). Ele nos ordenou a fa-zermos discípulos, introduzindo as pessoas no reino, também salientou a necessidade de ensi-ná-los a guardar todas as coisas que Ele havia ordenado. Isto é o Caminho, aprender a viver conforme Jesus ensinou.

“O discipulado é uma relação comprometida e pessoal onde um discípulo mais maduro ajuda outros discípulos de Jesus Cristo a aproximarem-se mais dEle e assim reproduzirem”

Para ajudar o novo convertido em sua fé é necessário um contínuo acompanhamento para edificá-lo na Palavra de Deus. Não apenas ministrar estudos bíblicos, mas envolvê-lo na prá-tica do evangelho. É muito importante providenciar algum material impresso para ajudá-lo neste sentido. 

Uma das grandes lástimas das igrejas evangélicas de nossos dias é ver um grande número de convertidos que frequentam a igreja e que até se tornam membros, mas que não estão integra-dos à comunidade. Estes cristãos são passivos, comparecendo à igreja como espectadores, para ver, ouvir e talvez sentir a presença de Deus. Não têm compromisso com a igreja, não participam ativamente das atividades e das decisões do grupo, não assumem responsabilida-des e não desenvolvem relacionamentos de fraternidade com outros membros. Não há integração à vida da igreja.

Estes cristãos são também extremamente deficientes no conhecimento bíblico de base, nas disciplinas espirituais em sua vida (leitura da Bíblia, oração, meditação, jejum, evangelização, etc.) e na mordomia cristã (gerenciamento de seu tempo, dos bens materiais e de seus dons e habilidades). Não receberam orientação no início da sua vida cristã e agora se arrastam ano após ano sem crescimento espiritual.

Não é desta forma que a Bíblia ensina o cristão a viver. A igreja cristã é uma comunidade em que todos participam do Corpo de Cristo.

A evangelização integral demanda um treinamento discipular
Jesus não apenas informou e ensinou. Ele formou discípulos. A Igreja do Senhor Jesus é composta de discípulos. Jesus sempre teve a multidão ao seu redor, mas Ele não se iludia com a multidão, pois a multidão vem e vai. Contudo, Ele se dedicou a um pequeno grupo de pessoas, próximas a Ele, que estavam dispostas a tudo por Ele: os discípulos. Jesus procurou enraizar neles a visão do Pai e fez dos discípulos pessoas capazes de dar continuidade à sua obra. Através de um relacionamento intenso com o Mestre os discípulos aprenderam tudo e então aplicaram da mesma maneira à Igreja.

Não vamos encontrar na Bíblia as palavras “membro de igreja” nem “evangélico” como refe-rência aos cristãos e, sim, discípulos. Sempre que a Igreja estava reunida, ali estavam reunidos os discípulos de Jesus. A Igreja são os discípulos de Jesus! 

OS CRISTÃOS DOTADOS PARA UMA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Todos os cristãos são dotados ou capacitados para o serviço do Senhor e instruídos para trabalhar para Deus. Isso fica comprovado no que lemos em Atos 8.4. Naquela oportunidade, não eram os Apóstolos que pregavam, mas os que foram convertidos, isto é, os membros da Igreja Apostólica. A notável Igreja de Antioquia foi fundada por pregadores que não eram Pastores. “E havia entre eles alguns varões chiprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (Atos 11.20).

O plano de evangelização foi inaugurado por Jesus e praticado por Seus discípulos, resultou na proclamação do Evangelho a toda criatura daquela geração. (Col. 1.6-23).

É inegável que no campo da comunicação moderna, temos instrumentos de grande utilidade para uma maior difusão do evangelho. Através do Radio, da imprensa escrita, da Televisão e a Internet, podemos chegar simultaneamente a milhões de pessoas, mas isso não deve anular o testemunho de cada cristão em particular. Se a atual geração de cristãos, tanto de pastores como congregados das igrejas, estivessem tão cheios do Espírito Santos como a primeira geração de cristãos, mesmo que hoje contássemos com dez bilhões de pessoas, certamente que o evangelho já teria sido pregado a toda essa massa humana.

Peçamos a Deus que nos desperte ou que envie um avivamento ao seu povo e que sejamos muito mais que membros de um ministério ou denominação, e nos sintamos como membros do CORPO VIVO DE CRISTO.

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Quando a igreja proclama o Reino de Deus, ela está obedecendo ao mandado de Jesus, que ao falar aos onze discípulos na Galiléia, disse: “...É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinado-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (assim seja feito)” (Mat. 28:16-20). Proclamar o evangelho é manter-se ao alcance da promessa de Cristo, de estar com a igreja até a consumação dos séculos. O livro de Atos dos Apóstolos, registra o último encontro de Jesus com os onze. Nesta oportunidade, Jesus recomendou-lhes, que permanecessem em Jerusalém, à espera do Consolador que Ele haveria de enviar da parte do Pai. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (Atos 1:8). Em seguida Jesus sobe para os céus na presença de seus discípulos deixando esta recomendação mais uma vez, de que a igreja deve primar pela proclamação do evangelho. A proclamação virá sempre em primeiro lugar, se antecedendo a adoração na ordem dos fatores da missão da igreja. Somente pessoas convertidas, regeneradas e restauradas pelo sangue de Cristo poderão adentrar no Santo dos Santos e adorar a Deus em espírito e em verdade. 

A grande comissão
Aonde recorreremos para obter conselho e instrução acerca da obra de evangelizar o mundo? A comissão apostólica é o ponto de partida. Isso porque ela contém as ordens que Jesus deu aos seus apóstolos escolhidos ao enviá-los ao mundo. Ela apresenta a vontade dele — o que o Senhor de todo o universo queria ver executado no mundo.

Evangelizar é obedecer a grande comissão de Mateus 28:18. A igreja deve ter a evangelização como algo prioritário. Deve ser a grande meta e objetivo da igreja, evangelizar a tempo e a fora de tempo (II Tim. 4:2). É necessário, portanto que todo o corpo de Cristo abrace esse ideal que é apresentar a salvação a um mundo sem Deus e sem salvação. Em Mateus 9:35-38, está relatado que Jesus depois de percorrer cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas dos judeus, pregando e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo, vendo a multidão, teve grande compaixão, porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não tem pastor.

Há crentes que passaram a vida inteira dentro de uma igreja e comparecerão diante do Tribunal de Cristo sem ter ganho uma única alma para ele. A igreja do Senhor Jesus precisa desse algo mais que movia Paulo e outros cristãos da igreja primitiva a conduzirem homens e mulheres ao pleno conhecimento de Deus, apesar da perseguição que enfrentavam. Falta-nos esse ardor dos primeiros dias no evangelismo.

Evangelizamos para mostrar que o sacrifício do Senhor não foi em vão.

Quando crucificaram a Jesus, sua morte não foi uma derrota, e sim uma vitória. Mas a morte de Jesus só tem valor para quem o aceita. Não queremos que o sacrifício do nosso Senhor seja em vão, por isso devemos anunciar a todos quantos queiram ouvir que Jesus morreu pelos nossos pecados, e cada um é convidado a fazer parte do reino de nosso Pai celestial. Se você ama a Jesus, você também vai querer que o seu sacrifício tenha eficácia na salvação de muitas vidas.

O apóstolo Paulo amava tanto a Jesus que não queria que o sacrifício de Jesus fosse em vão e anunciava em todos os lugares, incansavelmente, o amor de Deus. Na sua casa, de porta em porta, nas esquinas, nas praças, em todos os lugares que podia ele anunciava a salvação em Cristo Jesus.

A igreja que não evangeliza, deixa de ser evangélica.
Evangelizar não é uma simples prática da igreja, mas sim é a razão dela existir, nós somos a continuidade do trabalho que Jesus iniciou aqui na terra, por isso que nós fomos definidos como corpo de Cristo (Ef 1:22-23) e Ele a cabeça desse corpo. É na cabeça que fica o cérebro, que é responsável por todos os movimentos do corpo, seja ele voluntário ou involuntário. Esses movimentos são produzidos por estímulos que são enviados para os músculos. O estímulo que produz o movimento do corpo de Cristo (igreja) é o Espírito Santo.

Quando uma igreja não evangeliza, ela perde a razão de existir, pois ela não está exercendo sua função de corpo. A palavra de Deus fala que Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades (Mt 4:23). Cristo continua essa obra ainda hoje, porém quem o leva somos nós, pois Cristo sendo a cabeça só consegue chegar aos lugares onde o seu corpo (igreja) o leva, afinal uma cabeça não anda sem um corpo para carregá-la.

CONCLUSÃO
A igreja deve estar preocupada com a sua expansão, criando espaços para novas frentes evangelísticas e missionárias. Enviando e sustentando obreiros de modo que o Reino de Deus se propague em todos os cantos e recantos.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade.

O nosso papel e testemunhar de Cristo (At 1:8) para que todos saibam que Deus amou o mundo e reconciliou toda a humanidade com Ele, através de Cristo, por isso sejamos cartas de Cristo (2 Co 3:2-3) conhecida e lida por todos e nela está escrito SOMOS PERDOADOS///

Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.;Th.D.) 
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – Obreiro aprovado
Augusto Bello de Souza Filho – A igreja e a evangelização
James H. Kroeger - Evangelização: As várias dimensões da missão 
Sebastião Luiz de Souza - Evangelizar: Vocação e missão da Igreja
L. A. Mott, Jr. – Os objetivos da evangelização
Rodrigo Goulart – Uma igreja que não evangeliza, deixa de ser evangélica

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