sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A pregação da Cruz

“Porque a palavra da Cruz é loucura para os que perecem; mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Cor. 1:18).
Algumas versões traduzem “pregação” em lugar de “palavra”. O termo “pregação” não é uma expressão típica usada pelo apóstolo Paulo quando se refere à proclamação da Cruz de Cristo. Por exemplo, em II Timóteo 4:2, Paulo instrui-nos a que cada um de nós “Pregue a Palavra”. Neste versículo Paulo utiliza a palavra grega kerusso, que significa “arauto”. Refere-se ao que anuncia claramente e de voz alta a entrada do Rei. Da mesma forma, é nosso dever apresentar o evangelho da salvação de uma forma clara. É interessante que em I Coríntios 1:18, Paulo emprega o termo Logos – a Palavra. Então, a Palavra da Cruz, é o poder de Deus para salvação. O objectivo do apóstolo Paulo é fazer o contraste entre a Palavra da Cruz e a palavra do homem.
Para o homem natural, a Cruz é uma mera loucura. Claro, é absurdo pensar que Deus tomaria a forma humana, seria crucificado e ressurgiria para redimir a humanidade! Para o homem natural isto está para além do que é racional. Perante isto, Paulo desafia o mundo tentar igualar a sua sabedoria e o seu conhecimento com a sabedoria e o conhecimento de Deus.
“Onde está o sábio [inteligente]? Onde está o escriba [doutor da lei]? Onde está o inquiridor [orador] deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” (I Coríntios 1:20).
O apóstolo Paulo convoca o mundo para responder às velhas questões, como: De onde veio o homem? Como pode o homem tornar-se justo perante Deus? Qual é o propósito desta vida? Qual é o fim do homem e o que vem depois da morte? O homem natural que tenta responder a todas estas questões excluindo Deus é semelhante a um homem cego, procurando num quarto escuro um gato preto que não existe. A filosofia do mundo pode ser apresentada da seguinte forma:
  1. Origem: Num passado imemorial, do nada surgiu algo, do qual acabou por surgir vida. Durante cerca de 5 milhões de anos, este algo, chamado ameba, evolui até chegar a uma forma complexa de milhões de células que veio a tornar-se no homem moderno.
  2. Justificação: Se as minhas boas ações igualarem ou superarem as minhas más ações, Deus vai aceitar-me no Céu quando eu morrer.
  3. Propósito: De um lado da moeda, a filosofia epicurista é: “Come, bebe, e sê feliz, porque amanhã morrerás.” No fim de contas, devemos experimentar tudo o que o mundo tem para dar. Mas do outro lado da moeda, o estoico diz que nos devemos privar dos prazeres mundanos para encontrar satisfação completa nesta vida.
  4. Destino Eterno: A maioria dos descrentes negam que haja vida para além da morte. Nas palavras de Carl Sagan, um famoso astrônomo, “A morte é o fim!”
De acordo com a Palavra de Deus, no princípio Deus criou o homem à Sua imagem (Gênesis 1:26; 2:7). John Milton um dia disse: “A grandeza e o carácter sagrado da alma do homem é certificada por dois factos: primeiro, a criação da sua alma à imagem do eterno Deus; e segundo, o preço necessário que teve de ser pago para a redimir.” Nos dias de hoje, o homem é justificado pela graça por meio da fé na obra redentora de Cristo, e nunca pelas obras que o homem possa fazer (Romanos 3:24; I Coríntios 15:1-4). Após a conversão, o fim principal do homem é glorificar a Deus, com quem vai passar a eternidade nos céus (Apocalipse 4:11; Colossenses 1:5).
Através do conhecimento humano, o homem nunca poderá conhecer a Deus! Assim, “aprouve a Deus salvar os crentes, pela loucura da pregação” (I Coríntios 1:21). A expressão “loucura da pregação” é a lógica do céptico: para eles, nada mais do que loucura. Mas a pregação da Cruz é, para aqueles que estão salvos, uma demonstração do poder de Deus. Convence-nos dos nossos pecados e traz-nos a salvação. O poder de Deus transformou as nossas vidas!
Redenção sem limites
“Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador. Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (I Timóteo 2:3-6).
A pregação da Cruz ensina-nos claramente que Cristo morreu por cada um de nós. A expressão “que quer que todos” na passagem anterior tem o sentido de que Deus “deseja” que todo o homem seja salvo. Nestes versículos podemos constatar a interligação entra a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Deus, na Sua soberania, declara o homem culpado do seu pecado através da Sua Palavra, mas é importante notar que Deus nunca vai infringir a vontade do homem. O homem é responsável por crer nas boas novas de que Cristo Jesus morreu pelos seus pecados.
Paulo acrescenta “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” Um mediador é alguém que serve de intermediário, que promove o acordo entre partes em conflito e que tecnicamente representa os dois lados. Que melhor representante pode haver entre a divindade e o homem do que a pessoa de Jesus Cristo? Ele é perfeitamente adequado para a obra da redenção, pelo simples facto de ser Deus manifestado em carne. Cristo é o único e perfeito Redentor!
Quando Cristo veio a este mundo, Ele deu-Se a Si mesmo em resgate de muitos. Nos tempos bíblicos, “resgate” era o preço a pagar pela libertação de um escravo. Da mesma forma, Cristo compareceu no mercado dos escravos do pecado para nos redimir e resgatar de volta para Deus. Esta salvação é de graça, mas teve um custo muito elevado. O resgate requerido por Deus era sangue, o precioso sangue de Seu amado e unigênito Filho, Jesus Cristo. Segundo o evangelho da graça, revelado pelo apóstolo Paulo, o alcance desta redenção é ilimitada. Cristo deu-se a Si mesmo “para” (do grego huper, que significa “em lugar de” resgate por todo o homem. A provisão foi realizada para cada um de nós, o qual é nos confirmado em II Coríntios 5:14: “que, se um morreu por todos, logo todos morreram.”
Certamente que o nosso leitor acreditará que todo o homem está morto em ofensas e pecados quando nasce neste mundo (Efésios 2:1-3). Se concorda com isto, da mesma forma estará de acordo que Cristo morreu por muitos porque este é o raciocínio da passagem.
De acordo com I Timóteo 2:6-7 todas estas coisas servem “de testemunho a seu tempo” através do apostolado de Paulo. Tal como ele diz, “fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios.” Podemos ver nestes versículos que foi dado a Paulo tornar claro o significado do Calvário. Ele foi o primeiro a revelar que Cristo era o único mediador entre Deus e os homens, o primeiro a ensinar de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, o primeiro a dar a conhecer que Cristo morreu por todos, o primeiro a revelar que Cristo é a propiciação para a remissão dos pecados passados (santos do Velho Testamento), através da paciência de Deus. Não reconhecer esta verdade é assumir como revelado algo que ainda não o tinha sido, o que é uma grande injustiça para com a Palavra de Deus.
A importância do sangue de Cristo
“O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor; em quem temos a redenção pelo Seu sangue, a saber, a remissão dos nossos pecados” (Colossenses 1:13-14).
À medida que o apóstolo Paulo nos apresenta a glória dos Céus, compreendemos que a nossa passagem para o reino celestial foi adquirida e paga com o sangue precioso de Cristo. A Palavra de Deus deixa bastante claro que “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22). Queridos leitores, nunca devemos menosprezar o valor do sangue de Cristo derramado para a nossa redenção. Há aqueles gostariam de roubar-nos esta maravilhosa verdade. Os liberais negam-na, os novos evangelistas tentam evitá-la, mas nós que procuramos defender a fé agradecemos a Deus pelo precioso sangue de Cristo. Declaramo-nos culpados de pregar um evangelho de sangue! A Bíblia é um livro de sangue; isso é claro ao longo das páginas do registo sagrado.
No dia 6 de Junho de 1944, vulgarmente conhecido como o Dia D, a maré da Segunda Guerra Mundial virou em favor dos aliados. O general Eisenhower montou uma das mais grandes invasões da história. Enquanto políticos e estrategas militares desempenhavam um papel na vitória na praia da Normândia, os jovens militares que lutavam corajosamente e morriam pela causa foram essencialmente aqueles que derrotaram o inimigo. Temos uma grande dívida de gratidão pelo seu ato de heroísmo. A Segunda Guerra Mundial foi ganha porque muitos daqueles homens pagaram um preço elevado.
Da mesma forma, na guerra de Deus contra o pecado, Ele conquistou o inimigo pelo precioso sangue de Cristo vertido na Cruz. Quando consideramos a vinda de Cristo a este mundo para redimir a humanidade, imediatamente somos confrontados com um problema que aparenta ser insuperável. Como pode o unigênito Filho de Deus ter vindo a este mundo em forma humana mas sem pecado? Sabemos que pais pecadores só podem gerar descendência pecaminosa. A resposta a esta pergunta pode ser encontrada em Hebreus 2:14: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo.”
Aqui está um exemplo clássico da importância de consultar as versões originais, para conseguirmos compreender o sentido original que o Espírito Santo pretendia. Felizmente não precisamos de ser eruditos em hebraico ou grego, porque todo esse trabalho já foi feito para nós por pessoas dotadas nessas línguas. Deus nunca nos abandona sem auxílio!
Quando a Palavra de Deus afirma que “os filhos participam da carne e do sangue,” o termo “participam” é a tradução da palavra grega koinoneo, que significa “partilhar em comum ou partilhar na totalidade.” Assim, a raça humana partilha algo (carne e sangue) através do qual passou de homem para homem a natureza pecaminosa. Mas o Espírito Santo de Deus é cuidadoso em estabelecer a distinção entre a raça humana e a identificação humana de Jesus Cristo.
“Ele participou das mesmas coisas”
Notemos que é dito que Cristo participou “das mesmas coisas”. A palavra grega aqui é metecho, que significa que Cristo “participou das mesmas coisas, mas não na sua totalidade.” Ao ser gerado miraculosamente e nascendo de uma virgem, Cristo tomou a carne humana mas não herdou a natureza pecaminosa do homem. Uma vez que “a vida da carne está no sangue,” podemos supor com segurança que o sangue de Cristo não estava manchado com o pecado. O mesmo não pode ser dito de nós mesmos. A vida da carne está no nosso sangue, apenas no sentido em que o sangue que corre nas nossas veias mantém-nos vivos para o pecado dia após dia. Não é de admirar que o apóstolo Pedro refere-se ao “precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pedro 1:19). O sangue de Cristo é o antídoto para a doença dos nossos pecados.
Embora negado por alguns, nós cremos que Cristo derramou literalmente o Seu sangue na Cruz. Quando o sacerdote em Israel derramava o sangue na base do altar, simbolizava os pés da Cruz de Cristo, onde o sangue do Cordeiro seria derramado (Levítico 4:32-34). O sangue tem um interessante paradoxo: os criminosos tentam livrar-se dele, mas Deus limpa os nossos pecados através dele. A teia carmesim é tecida através das epístolas de Paulo, deixando uma tapeçaria de redenção.
“Mas, Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9)
No presente tempo Deus justifica os pecadores unicamente pelo sangue derramado de Cristo. Neste contexto, a justificação significa ser declarado por Deus justo por toda a eternidade. Justificação é um termo jurídico. Por exemplo, se um prisioneiro for levado perante o tribunal, há uma e uma só forma de ser justificado. Ele tem ser considerado como não culpado do crime. Se for provado que não é culpado, então é um homem justo aos olhos das leis humanas.
Consideremos outro caso. Um homem comete um determinado crime, considerado culpado e condenado à morte. O presidente pode perdoar este homem, mas nunca o pode justificar. Apesar de este homem ser perdoado, continua a ser um criminoso culpado do seu crime. Não há forma humana possível de o justificar e remover a culpa do seu crime.

Mas maravilha das maravilhas, embora achados culpados diante do tribunal da justiça de Deus, somos justificados pela graça de Deus. A Lei aponta o seu dedo na nossa direção e diz: tu és pecador, culpado de todas as acusações, e portanto condenado a morrer. “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso, nenhuma carde será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:19-20). Quando a sentença dos nossos pecados está prestes a ser lida, Jesus Cristo diz ao Pai: “Eu vou pagar a sua culpa e sua punição.” Cristo deu-Se a Si mesmo em resgate por cada um de nós. Ele tomou o nosso lugar!
Deus não ignorou o castigo dos nossos pecados: a morte de Cristo na Cruz pagou-o na sua totalidade. Os nossos pecados e a nossa culpa foram colocados sobre Si e a Sua justiça foi imputada sobre nós. Em Cristo, somos totalmente inocentes diante de Deus, aceites no Amado e livres da ira futura. Esta é a ira de Deus que iríamos experimentar no grande trono branco do julgamento e consequentemente a sentença do lago de fogo. Pelo graça de Deus, estamos agora longe do alcance do justo juízo de Deus. Tal como o apóstolo Paulo declara em Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.”
Que haja em vós o mesmo sentimento
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). À medida que o apóstolo Paulo examinava cuidadosamente o carácter de Cristo do ponto de vista do sacrifício “de uma vez por todas, ele ele escreveu “que haja em vós o mesmo sentimento”. Por outras palavras, o apóstolo exorta-nos para que sejamos compassivos, humildes, generosos, perdoadores, etc. Cristo amou os que não eram amados. Vejamos uma ilustração:
George Whitefield, numa das suas viagens, encontrava-se uma noite numa pousada. Para sua surpresa, no quarto ao lado havia um grupo de homens a jogar. A sua linguagem era terrível. Whitefield e o seu amigo passaram um pouco de tempo em oração e a ler a Palavra de Deus e então ele disse: “Antes de me deitar, eu devo ir à sala ao lado para testemunhar àqueles homens,” e fê-lo. Ele entrou naquele quarto e falou-lhes falou acerca de Deus. Eles ouviram-no, mas pouco tempo depois de ter voltado para o seu quarto, eles voltaram a comportar-se como dantes. O seu amigo perguntou-lhe: “Irmão Whitefield, o que ganhou com isto?” Whitefield respondeu: “Eu ganhei um travesseiro macio. Agora posso dormir descansado.”
George Whitefield tinha um fardo pelas almas perdidas. Ele amava os que não eram amados. Apesar de as suas palavras parecerem ter caído em saco roto, ele podia estar tranquilo naquela noite pois tinha partilhado o evangelho e advertido aqueles homens acerca do julgamento vindouro. Temo que enquanto os crentes estão ocupados em mostrar que têm razão num determinado assunto, deixem as almas perdidas escapar em direcção a uma eternidade sem Deus.
Que possamos aprender isto no Calvário: um coração humilde é aquele que pode ser usado grandemente por Deus. Tal como tem sido dito, “A pessoa humilde não é aquela que não pensa muito de si mesma; ela simplesmente não pensa em si! Humildade é aquele característica que, quando pensas que a tens, perdeste-a!”
(por Paul M. Sadler)
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Lição 1: A sobrevivência em tempos de crise

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - ADULTOS - 4º Trimestre de 2016

Título: O Deus de toda provisão — Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises
Comentarista: Elienai Cabral

Lição 1: A sobrevivência em tempos de crise - Data: 2 de Outubro de 2016

TEXTO ÁUREO
“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

VERDADE PRÁTICA
As crises podem ser superadas com sabedoria, fé e com a ajuda de Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Hc 1.1,2 - O questionamento e o silêncio de Deus em meio à crise.
Terça — Hc 1.3,4 - Um profeta entristecido em meio à crise de violência e corrupção.
Quarta — Hc 2.2 - A resposta de Deus em meio à crise
Quinta — Hc 1.13 - Deus usa o ímpio, em meio à crise, como instrumento de correção.
Sexta — Hc 3.17,18 - A fé na provisão de Deus em tempos de crise
Sábado — Hc 3.19 - Deus é a nossa força em tempos de crise

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Habacuque 1.1-17.

1 — O peso que viu o profeta Habacuque.
2 — Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás?
3 — Por que razão me fazes ver a iniquidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio.
4 — Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido.
5 — Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo, em vossos dias, uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.
6 — Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e apressada, que marcha sobre a largura da terra, para possuir moradas não suas.
7 — Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua grandeza.
8 — Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos e mais perspicazes do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; sim, os seus cavaleiros virão de longe, voarão como águias que se apressam à comida.
9 — Eles todos virão com violência; o seu rosto buscará o oriente, e eles congregarão os cativos como areia.
10 — E escarnecerão dos reis e dos príncipes farão zombarias; eles se rirão de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as tomarão.
11 — Então, passarão como um vento, e pisarão, e se farão culpados, atribuindo este poder ao seu deus.
12 — Não és tu desde sempre, ó SENHOR, meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó SENHOR, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar.
13 — Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?
14 — E farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?
15 — Ele a todos levanta com o anzol, e apanha-os com a sua rede, e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija.
16 — Por isso, sacrifica à sua rede e queima incenso à sua draga; porque, com elas, se engordou a sua porção, e se engrossou a sua comida.
17 — Porventura, por isso, esvaziará a sua rede e não deixaria de matar os povos continuamente?

HINOS SUGERIDOS - 50, 140 e 474 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que as crises que enfrentamos em nossa nação e no mundo são resultado do mundo decaído.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Reconhecer que a crise é uma realidade do mundo atual;
II. Mostrar que a crise é consequência do pecado;
III. Explicar o porquê das crises política, econômica e espiritual.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
      Prezado professor, neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de estudarmos a respeito das crises que nossa nação e o mundo vêm enfrentando: crise espiritual, política e econômica. O comentarista do trimestre é o pastor Elienai Cabral — escritor e conferencista da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.
         Aproveite o tema do trimestre para mostrar aos seus alunos que o mundo está em crise, mas os céus não. Deus é Soberano e Senhor. Ele tem o suprimento para todos aqueles que nEle confiam.

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
        Neste trimestre, estudaremos as crises que o mundo decaído vem enfrentando ao longo do tempo. Jesus nos alertou que no mundo teríamos aflições, mas prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Não estamos sozinhos em meio às crises. Sabemos que o Brasil enfrenta uma séria crise política, moral e econômica sem precedentes. Já se fala em 13 milhões de desempregados. Muitas empresas estão fechando suas portas; a indústria não consegue escoar a produção, pois o comércio não tem para quem vender os produtos. E o resultado é a tão temida recessão econômica. A crise também tem afetado a área da saúde. Os que buscam os hospitais públicos sofrem nas filas de espera. Faltam médicos, remédios e leitos, e muitas pessoas morrem sem conseguir atendimento. A Educação também tem enfrentado crises. Vivemos em uma sociedade caótica, porém temos um Deus que cuida de nós. É o que veremos nesta lição.

PONTO CENTRAL
        A crise espiritual, política e econômica que o mundo enfrenta é consequência do mundo decaído.

I. A CRISE COMO UMA REALIDADE
1. Deus criou um mundo perfeito. Deus criou um mundo perfeito e nele colocou o homem, para cuidar da criação e com ela habitar. Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo. Por um período de tempo (não sabemos quanto tempo), Adão e Eva viveram sem crise e em harmonia, governando o mundo. Todavia, Adão e Eva caíram na tentação do Diabo, desobedecendo à ordem de Deus. Com o pecado veio o juízo divino sobre Adão, Eva e a serpente. A terra também sofreu as consequências do pecado (Gn 3.17). O pecado deformou a raça humana e fez com que o mundo viesse experimentar as diferentes crises que temos visto. A primeira crise que Adão enfrentou foi no seu relacionamento com sua esposa, Eva. Adão culpou a Deus e a mulher pelo seu erro (Gn 3.12). Em meio às crises, sejam elas de diferente ordem, temos a tendência de sempre culpar alguém.

2. Uma sociedade em crise. Com a Queda, vieram os males e as crises, que assolam a Terra até os dias atuais. A apostasia tornou-se universal. Hoje parece não haver mais limites ao adultério, a imoralidade e a corrupção. O homem está cada dia mais distante de Deus e cometendo toda sorte de torpeza. Nossa geração assemelha-se a dos dias de Noé. Contudo, Deus está no controle. O Dia do Senhor virá e a sua justiça será feita. Vivemos em uma sociedade corrupta e perversa, mas não pertencemos a este mundo, por isso, não podemos nos conformar com a sua maneira de pensar e agir (Rm 12.2).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
         A crise que atinge o mundo é real e é consequência da Queda.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
      “Adão e Eva tentaram igualar-se a Deus e determinar seus próprios padrões de conduta (Gn 3.22). O ser humano, através da Queda, tornou-se até certo ponto independente de Deus, e começou a fazer o seu próprio julgamento entre o bem e o mal. Neste mundo, o julgamento ou discernimento humano, imperfeito e pervertido, constantemente decide sobre o que é bom ou mau. Tal coisa nunca foi da vontade de Deus, pois Ele pretendia que conhecêssemos somente o bem, e para isso, dependendo dEle e da sua palavra. Todos quantos confessam Cristo como Senhor, retornaram ao propósito original de Deus para a humanidade. Passam a depender da Palavra de Deus para determinarem o que é bom” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.38).

CONHEÇA MAIS
Habacuque
“Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 — 597 a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que Deus castigaria o seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele?’. No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como Deus o requer: independentemente das circunstâncias”. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1336.

II. A CRISE COMO UMA CONSEQUÊNCIA DO PECADO
1. A crise na sociedade antediluviana. Depois da Queda, o pecado se alastrou pela raça humana como um vírus letal (Gn 6.5). Porém, o mundo antediluviano ainda não vivia o caos. Segundo as Escrituras Sagradas não havia fome e a saúde do homem era boa, pois a expectativa de vida era bem elevada, chegando quase a mil anos (Gn 5.27). Embora houvesse provisão, saúde e expectativa de vida, o homem continuava longe de Deus e entregue a toda a sorte de torpeza. A terra encontrava-se corrompida e cheia de violência (Gn 6.11). Muitos, erroneamente, acreditam que a violência é consequência da modernidade e do capitalismo. A violência é consequência do pecado e da dureza do coração do homem, que vive longe do Criador. Dizendo isso, não estamos negando que a pobreza, o desemprego e a falta de acesso à educação contribuem para o aumento da violência.
      Deus é santo e não pode tolerar o pecado, por isso, decidiu frear a maldade do homem trazendo o dilúvio (Gn 6.13). Mas Deus também é misericordioso. Em sua bondade e misericórdia, Ele determinou que Noé construísse uma arca. A arca serviria para abrigar Noé e sua família, os animais e todos aqueles que acreditassem na pregação do servo de Deus. A arca era um refúgio contra a ira de Deus. Mas aquelas pessoas não creram nas advertências de Noé e não quiseram buscar refúgio em Deus. Somente Noé e sua família foram salvos das águas do dilúvio formando uma nova civilização.

2. Crise na sociedade pós-dilúvio. Noé repovoou a terra, porém o homem continuou com a semente do pecado em seu coração. Não demorou muito para a crueldade adentrar na casa do próprio Noé. O servo do Senhor plantou uma vinha, fez vinho e se embriagou (Gn 9.20,21). Seu filho Cam, vendo o pai bêbado, expôs a sua nudez. Cam foi amaldiçoado por Noé (Gn 9.25), numa mostra clara de que o pecado traz maldição para a família e para a nação. Muitas vezes a crise é consequência do pecado.
      Os homens se estabeleceram na antiga planície da Suméria e não demorou muito para iniciarem a construção de uma torre. Esse era um monumento para engrandecimento do homem. Era a busca pelo poder. Muitos, na atualidade estão construindo monumentos para si mesmo (casas, carros importados, joias, roupas de grife), mas não ajudam aqueles que estão necessitados. Deus não se agradou desse projeto arrogante e fez com que cada um falasse uma língua diferente, dificultando o ajuntamento das pessoas em um só lugar. A sociedade pós-diluviana não se tornou melhor do que a antediluviana, pos a iniquidade humana continuou a crescer.

3. Crise nos tempos de Jesus e na Igreja Primitiva. Jesus nasceu na terra de Israel, em uma região conhecida como Palestina. O Filho de Deus veio ao mundo em um tempo em que o Império Romano dominava Israel. A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual. Mas, em meio às crises a luz raiou dissipando as trevas e trazendo esperança para a humanidade. Nos dias de Jesus, havia muitos pobres e necessitados. Por isso, o Mestre ensinava que era preciso cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías (Is 58.6,7). Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão, caso não desfizessem o jugo do oprimido e repartissem o pão com o faminto. Isso nos faz lembrar que a fé sem as obras é morta (Tg 2.15-17).
      A Igreja Primitiva enfrentou uma terrível perseguição. Havia muitos necessitados, todavia os irmãos acudiam os pobres e necessitados. Em tempos de crise, os bens eram partilhados (At 4.34,35). É em meio à crise que podemos ver o quanto as pessoas são generosas. A generosidade aliada à comunhão fazia com que muitos fossem atraídos a Jesus Cristo, contribuindo para o crescimento da igreja.

SÍNTESE DO TÓPICO (II) - A crise é uma consequência do pecado.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO - “Maldade e violência
      Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasab, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas. Quando qualquer sociedade é marcada por situações frequentes de maldade e violência corre o risco de receber o juízo de Deus.
      Noé deve ser honrado por sua constante fidelidade. Ele trabalhou durante anos na construção da arca numa planície sem água (Gn 6.3). Ele deve ter sofrido zombaria sem piedade dos seus vizinhos, nenhum dos quais respondeu às suas advertências acerca do juízo divino. Contudo, Noé não deixou de confiar em Deus. Manteve uma postura obediente. Percebemos a qualidade de nossa fé quando passamos por provações” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

III. A CRISE
1. A crise política. Israel enfrentou uma terrível crise política depois da morte de Salomão. Roboão, o filho sucessor, pede conselhos aos anciãos, mas ignora as orientações deles. Ele prefere seguir os conselhos de seus amigos (1Rs 12.10). Roboão buscou fazer aquilo que era melhor para si e não para o seu povo. Os resultados foram os piores possíveis. A nação foi dividida, afastando o povo de Deus. Essa divisão perdurou por muito tempo trazendo dor e sofrimento para todos. Quando homens insensatos assumem o poder, toda a nação sofre as consequências.
      Atualmente, o Brasil está enfrentando uma crise política sem precedentes. Ela tem sido destaque nos principais jornais do mundo. A cada dia surge um novo escândalo. Estamos vivendo um momento muito delicado. A corrupção tem se alastrado como um câncer, atingindo todos os poderes. Como Igreja do Senhor, temos que orar em favor da nossa nação e lutar contra toda a forma de corrupção, pois temos um Deus que é santo e que abomina tal condição. Quando escolhemos, de forma errada, uma pessoa para nos representar tanto no Executivo quanto no Legislativo, a injustiça se alastra e muitos problemas surgem, como os que ocorreram em Israel (Dt 16.18-20; Is 1.23).

2. A crise econômica. Muitos países já enfrentaram terríveis crises econômicas ao longo dos anos. Nas Escrituras Sagradas, encontramos, no livro de Gênesis, a extraordinária crise de alimentos pela qual passou toda a terra (Gn 41.55,56). Porém, a crise foi revelada a Faraó por intermédio de um sonho (Gn 41.1-8). Deus deu a José a interpretação do sonho e ele foi levantado como governador do Egito. José recebeu de Deus sabedoria para administrar em tempos de crise. A crise foi tão intensa que pessoas de todas as terras se dirigiam ao Egito para comprar alimento (Gn 41.57).
      No Brasil, a crise econômica que estamos enfrentando está diretamente ligada à crise política. Segundo alguns economistas, o “Brasil não sairá da crise econômica se não resolver a crise política e ética”. Em meio à crise não podemos nos desesperar nem nos entristecer. Precisamos orar e confiar no Deus de toda provisão.

3. A crise espiritual. No texto bíblico dessa lição, o profeta Habacuque, que viveu e ministrou em Judá, questionou a Deus a respeito da crise que seu povo estava enfrentando. O profeta estava em meio a uma sociedade agonizante, e por isso, desejava algumas respostas de Deus. Muitas vezes, como Habacuque, diante do caos também nos perguntamos: “Por que Senhor?”. O profeta ficou perturbado ao ver que os ímpios prosperavam e os justos iam mal. Deus, entretanto, ouviu os questionamentos do profeta. Ele ouve e responde nossas indagações, embora nem sempre tenhamos as respostas no momento em que queremos. O Senhor não deixou Habacuque sem resposta (Hc 2.1,2). O Senhor falou que o seu julgamento viria sobre Judá. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12).
      Habacuque questiona a Deus, porém ele era um homem de fé. Suas indagações não eram resultado de dúvida ou incredulidade. Ele confiava que Deus poderia suprir as necessidades do seu povo mesmo não florescendo a figueira e não havendo fruto na vide (Hc 3.17). Mesmo que não houvesse provisão, ele continuaria confiando na fidelidade do Senhor. Confiar em Deus em tempos de abundância é relativamente fácil; difícil é continuar confiando na provisão em meio à escassez.

SÍNTESE DO TÓPICO (III) - A crise que a nossa nação está enfrentando é espiritual, política e econômica.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO - “O profeta Habacuque viveu em Judá, provavelmente durante o reinado de Josias. Todavia, apesar do verniz superficial da religião, essa sociedade foi arruinada pela injustiça.
      No passado, muitos profetas já haviam identificado e condenado duramente a sociedade injusta de Judá, mas foi sobre o governo de Manassés, avô de Josias, que a sociedade hebraica comprometeu-se com a idolatria, atrelada aos males sociais. Josias, que assumira o trono aos oito anos de idade, conclamou a nação a que voltasse para Deus. Após ter encontrado um livro perdido da lei de Deus, extirpou a idolatria, restabeleceu o Culto no Templo e empenhou-se na administração da antiga lei de Deus. Muito embora, todos esses procedimentos não tenham conseguido eliminar a corrupção, profundamente enraizada entre o povo e suas instituições.
      Habacuque, ao rogar a Deus por uma explicação do porquê Ele permitiria que o iníquo pecasse e o inocente sofresse, recebe a resposta. Na época, Deus estava preparando os babilônios para ingressarem no rol das potências mundiais. O Senhor usaria as forças armadas desses pagãos para que seu próprio povo fosse punido. Habacuque entendeu o plano de Deus, pois o uso de nações inimigas para disciplinar Israel e Judá era um precedente bem arquitetado. Não obstante, havia ainda um problema de ordem moral que perturbava o profeta. Como poderia Deus usar um povo menos justo para disciplinar o mais justo? Desde o início, este tema palpitante tem causado preocupação aos crentes de uma forma ou de outra. Por que permitiria Deus que o iníquio alcançasse sucesso neste mundo? Por que Ele não tomaria atitude alguma de sorte que os bons e não os ímpios prosperassem? As respostas que encontramos em Habacuque deixam evidente que o ímpio não será bem-sucedido, pois não há quem, bom ou mau, que possa evitar a mão disciplinadora do Senhor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.560).

CONCLUSÃO
O mundo pode estar em crise, mas o Reino dos Céus não. O Senhor é soberano e não perdeu o controle da situação. O governo está em suas mãos. O Dia do Senhor virá e os justos e ímpios terão a sua recompensa. Não desanime. Confie, pois em breve o Senhor virá em nosso socorro.

PARA REFLETIR
A respeito da sobrevivência em tempos de crise, responda:
Qual era a missão de Adão antes da crise se instalar na Terra?
Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo.
As crises enfrentadas no mundo são consequência de quê?
São consequência da Queda.
A sociedade pós-diluviana tornou-se melhor que a antediluviana?
Não! O homem continuou a pecar de forma deliberada contra Deus.
Quais eram as crises e conflitos no tempo de Jesus?
A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual.
Quem Deus usou para administrar a crise de alimentos no Egito?
José recebeu de Deus sabedoria para administrar a crise.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A sobrevivência em tempos de crise
       Estamos vivendo tempos de crise! A Palavra de Deus relata várias vezes que esses tempos não seriam uma novidade para a Igreja de Cristo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2Tm 3.1). Seriam tempos marcados pela avareza dos homens, presunção, soberba, blasfêmia, ingratidão, profanação, desobediência aos pais, calúnia, traição, obstinação. Um tempo onde o ser humano olhará mais para si mesmo do que para o outro. Entretanto, nas palavras de Jesus, que é espírito e vida, há uma exortação para nós: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).
        Em Cristo somos convidados a ter paz em meio à “guerra” e às demais lutas enfrentadas em nosso dia a dia. Por quê? Ora, as Escrituras Sagradas nos apresentam um Deus onisciente, isto é, que sabe de todas as coisas, que não é pego de surpresa e que em tudo conhece a nossa fragilidade e limitação.
      As Escrituras também nos mostram um Deus pessoal, que apesar de ser onipotente, transcendente, soberano e todo-poderoso, se aproxima do seu povo, pois “eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem seu ouvido agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1).
         A lição do presente trimestre traz uma proposta para o povo de Deus refletir a respeito de um Deus que provê. Aqui há uma excelente oportunidade de nos reencontrarmos com um tema sempre presente ao longo da teologia prática da igreja pentecostal. Nossa mensagem sempre proclamou a intervenção de Deus na história.
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2016/2016-04-01.htm 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SOBREVIVENCIA EM TEMPOS DE CRISE

Pr. Adaylton de Almeida Conceição
No livro de Gênesis nós temos a história da criação do mundo e de tudo o que nele contem. O homem foi criado por Deus para ser seu representante no planeta terra e para desfrutar de plena comunhão com Ele.
Segundo as Escrituras na criação original de Deus, em Gênesis 1.1, há um principio definido, um período desconhecido e longínquo, oculto da limitada e finita mente humana, o qual vai mais além da criação de Gênesis 1.1.
A criação original fala de uma terra bela e esplendorosa. Não cremos numa terra original sem forma e vazia. “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados” (Ezequiel 28.12,13).
Mesmo que já tivesse ocorrido a rebelião de Satanás, o homem foi criado em um mundo de mil maravilhas e colocado por Deus para ser seu fiel administrador. Sabemos que o homem não conhecia o pecado por experiência e tinha plena comunhão com Deus.
A CRIAÇÃO DO HOMEM.
Gênesis 1.26: “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra”.
No sexto dia da criação, depois de concluir sua ação criadora, Deus sentiu a necessidade de algo mais pessoal, algo inteligente e que pudesse ter comunicação direta com Ele.
Numa época completamente remota, num passado desconhecido, a Divindade propôs a criação de um ser que pudesse desfrutar de comunhão com Deus e, para ser seu representante aqui na terra. Esse ser foi o HOMEM. Foi criado à IMAGEM e SEMELHANÇA de Deus.
O homem foi criado para ser perfeito, puro e maravilhoso. “Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Eclesiastes 29).
Deus deu ao homem todo poder sobre as coisas criadas (céu, terra e mar). Através da ciência, a tecnologia, podemos ver o poder dominante do homem. O homem com esse poder e sabedoria, deu nome a todos os seres viventes da terra. Era um conhecimento intuitivo. O homem era perfeito em todos os aspectos: físico, moral e espiritual.
A QUEDA E A MORTE DO HOMEM

A mulher caiu sob a tentação, levando seu marido, Adão a uma condição lamentável.
Assim , Adão que foi constituído como chefe da criação, se sujeitou a Satanás, passando sua lealdade de Deus ao Diabo. Naquele momento, ele, Adão entregou o mundo nas mãos do maligno. Desde então o diabo se constituiu como, príncipe deste mundo (João 14.30); deus deste século ( II Coríntios 4.4).
Os resultados da caída já eram conhecidos pelo homem. A “morte” foi o pior castigo que veio em consequência da desobediência do homem

Com a entrada do pecado no mundo, o que era para o homem e para todo o ser criado por Deus uma vida tranquila e em um mundo de delícias, se transformou em uma vida cercada por diferentes crises que, não só afastava o homem de Deus, mas que lhes sobreveio diferentes crises, conflitos e necessidades que permanecem até os dias de hoje.

O DILÚVIO – RESULTADO DO PECADO DO HOMEM

A crise na sociedade antediluviana.
O capitulo 6 de Gênesis, nos mostra que a condição do homem dominado pelo pecado, levou a Deus a decretar a destruição do gênero humano, preservando apenas uma família para dar continuação à espécie humana. Então veio o dilúvio, quando só Noé e sua família e os animais separados por ele escaparam com vida.

As causas morais do dilúvio. — O dilúvio não foi uma mera catástrofe física. Foi um acontecimento de tremendo cunho moral. Gênesis 6:5. A sociedade estava moralmente insalubre, sem esperança. As causas da apostasia não são difíceis de se achar. Leia-se Gênesis 6:1– 5. Lembrando o que foi dito a respeito das duas linhagens de Caim e Sete, é provável que a degeneração total foi resultado de casamentos entre a linhagem de Sete (“filhos de Deus”) e a linhagem de Caim (“filhas dos homens”). Como todas as concessões ao pecado, as vantagens estavam todas no lado errado. A consequência da apostasia foi a destruição da raça. Um crime extremo demanda uma pena extrema.

A CRISE PERDUROU NO PERÍODO PÓS-DILUVIANO

Mesmo sendo conhecedores da experiência do dilúvio e de que o pecado foi o causador do mesmo, o homem não demorou muito a manifestar sua natureza caída e contaminada pelo pecado. A construção da Torre de babel foi a mostra mais visível de uma vida afastada de Deus e que colocava em dúvida a fidelidade do Criador para com o homem.

Dão início à construção de uma grande torre com o propósito duplo de se fazerem grandes e de impedirem a dispersão. O plano de Deus, expresso na aliança com Noé, era que se distribuíssem e povoassem a terra. O pecado deles não estava na torre, mas em seus corações. Deus frustrou tal propósito confundindo-lhes a fala, o que os obrigou a se dispersarem; daí o nome Babel, que significa confusão.

Habacuque
Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 – 597 a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que Deus castigaria o seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele?’ No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como Deus o requer: independentemente das circunstâncias.”

Com as sucessivas crises que se seguiram ao pecado do homem, Deus, apesar de ter sido abandonado pelo homem, em nenhum momento abandonou o homem que criara. Isso pode ser visto com as diferentes provisões do Criador, visando sempre a restauração do homem e sua reconciliação. O próprio Dilúvio aponta para a preservação da raça humana, logo depois o chamado de Abraão, Moisés, dos Juízes, dos profetas e muitos outros meios que foram usados por Deus para restaurar o homem.

Com o aumento do pecado e o distanciamento cada vez maior da raça humana, conforme vemos em Isaias 53, Deus envia o seu Filho Jesus para reconciliar, de uma vez para sempre, o homem com Deus.

Quando Jesus nasceu, o mundo estava envolto em crises, o que humanamente parecia impossível ser o momento oportuno para a mediação entre Deus e o homem. A nação de Israel estava na condição de cativa do império romano, havia crise moral, política, social e espiritual. O povo que supostamente seria o detentor do testemunho de Deus, os israelitas, estava vivendo segundo o curso deste mundo, o que os levou a rejeitar a Jesus como enviado de Deus. João 1.12.

AS CRISES NOSSA DE CADA DIA

Estamos vivendo a fase mais moderna da história do homem. Porém, apesar de todos os avanços modernos, o mundo está enfrentando as maiores crises de todos os tempos.
É inegável que vivemos na época da ciência e da tecnologia, dos avanços na medicina e em todas as áreas de pesquisas tecnológicas. O homem trabalha menos e vive mais.

A maior das ironias: Nunca houve uma sociedade tão desenvolvida e com tanto acesso a informações e recursos tecnológicos e, ao mesmo tempo, tão pobre, carente e doente.
Por tudo isto, vivemos a era das CRISES: crise de valores, crise financeira, crise moral, crise religiosa, crise do judiciário, crise conjugal, crise de identidade, crise política, crise educacional e tantas outras. Trata-se de um problema social crônico! Salvo raríssimas exceções, as pessoas, independentemente da sua posição social, estão com problemas na alma, feridas emocionais abertas ou enfrentando sérios problemas familiares.

O MUNDO VIVE A MAIOR CRISE DE VALORES DE SUA HISTÓRIA

Na sociedade atual nossa vida é marcada por ter que fazer diariamente escolha, escolha estas
que nem sempre condiz com a moral ética exigida pela massa. Essas escolha possibilitou a filosofia dos valores a cair no positivismo e neo positivismo. Neste sentido os valores adqui-riram nos dias atuais uma grande importância e passou a ser objeto de tematização.
Este relativismo nos levou a não possuirmos critérios seguros que nos leve a distinguir o bem do mal, o belo do feio, o certo e o errado, tudo é relativo e depende da concepção de cada um. Tudo isso nos levou a uma grande crise de valores. Eles não são mais como antes imutáveis e sim muda a cada instante conforme o desejo da humanidade.

Uma das maiores crises que enfrentamos hoje nos dias hodiernos é nos modelos e nas relações familiares. Que modelo de família foi passado para nós pelos nossos antepassados? E qual modelo de família que a sociedade tem nos apresentado hoje? Sendo na família o lugar onde nós adquirimos primeiramente nossos valores. Nossas famílias hoje estão em crise, por essa mutabilidade de modelos que temos hoje.

Parece que o mundo está de pernas para o ar. A gente olha para os lados e vê que os bons não chegam a lugar nenhum. E enquanto isso, os espertos, os desonestos e os indolentes quase sempre arranjam um "jeitinho" de passar a perna nos outros e levar a melhor. O "jeitinho" brasileiro já virou até folclore, e as notícias de corrupção envolvendo políticos nem chegam a causar espanto.

CRISE ECONOMICA E CRISE POLÍTICA

Estamos numa crise econômica e não há como negar que 2016 naquilo que eles estão falando ser um ano de “ajustes”, na verdade, é o ano do pagamento de uma fatura dos gastos irresponsáveis de governantes que olharam somente para o seu umbigo.
Os juros estão cada vez mais altos; os impostos aumentam e os benefícios diminuem. O resultado disto tudo? Famílias endividadas que vão à busca de crédito.

A inflação ou o baixo poder aquisitivo das família, o desemprego e o desespero. Só no Brasil se calcula que Há cerca de 11 milhões de desempregados. Segundo a ONU quase dois bilhões de pessoas padece de fome, e isso ocorre tanto no campo como na cidade.
As grandes indústrias dão mostra de falência. Os governos tentam acalmar os ânimos, mas a realidade está patente, aos olhos de todos. Já se fala em uma moeda universal.

No mundo político, as crises são internas e externas. Em todo o mundo, o ambiente político está convulsionado. O alarme é geral, o desemprego chegou à grande nação do mundo; os EUA entraram em depressão, o seu presidente, homem de convicção, já reconhece o momento de recessão em que vivem.

Nossos medos e incertezas em tempos de crise provêm da capacidade que achamos ter, fruto da comparação que fazemos com aquele que está, ou acima, ou abaixo do nosso padrão. Confiamos em nosso talento, entretanto, chega uma hora que as nossas forças se esvai.
Devemos colocar nossa esperança unicamente em Deus. Vamos buscar recursos para nos aperfeiçoar; precisamos nos esforçar para fazer o melhor; todavia, nossa confiança deve estar em Deus que nos supre. Jesus manda que vivamos o dia sem se preocupar o que nos acontecerá amanhã (Mt 6.34). Mas ansiosos que somos, com o medo do fracasso, vivemos o mês, o ano e a década.

Ser rico não é pecado como ser pobre não é maldição. A questão é o amor ao dinheiro, como disse Paulo Romeiro: “O problema da teologia da prosperidade não é a prosperidade, mas a teologia”. Ser prospero é bênção de Deus.

CRISE ESPIRITUAL

Todas as crises mencionadas anteriormente nos têm conduzido der forma vertiginosa a uma grande Crise Espiritual entre todos os credos. Muitos líderes religiosos perguntam: “Que fazer para conformar os fiéis?”

O Profeta Habacuque, no capitulo primeiro do seu livro nos dá u exemplo do que é viver em um mundo em crise, principalmente em crise espiritual.

Diferente de nós, Deus sabe o que acontecerá amanhã, na próxima semana, no próximo ano, na próxima década. Ele diz : “Eu sou Deus, e não há ninguém como eu, declarando o fim desde o inicio.” (Isaías 46:9) Ele sabe o que acontecerá no mundo. Mais importante, ele sabe o que acontecerá na sua vida e pode ajudá-lo, se você tiver escolhido incluí-lo em sua vida. Ele nos diz que pode ser “nosso refúgio e força, auxílio sempre presente em momentos de dificuldades.” (Salmos 46:1) Mas devemos fazer um esforço sincero para buscá-lo. Ele diz, “vocês me buscarão e me encontrarão, quando me procurarem de todo coração.” (Jeremias 29:13).///

Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Maria Helena Brito Izzo - Crise de valores
Fabio Campos – O que a Bíblia tem a dizer-nos sobre a crise brasileira

Fábio Konder - Significado e perspectivas da crise atual

Lição 8: As mudanças dos valores morais

Lições Bíblicas CPAD Jovens - 3º Trimestre de 2015

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho

Lição 8: As mudanças dos valores morais - Data: 23 de Agosto de 2015

TEXTO DO DIA
“Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra” (Sl 2.10).

SÍNTESE
Acima das leis humanas, está a Lei de Deus. Quando as primeiras atropelam a segunda, a Igreja precisa sempre obedecer ao Senhor, e não aos homens.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 18.25 - O Juiz de toda a Terra
TERÇA — Êx 18.13 - O primeiro legislador do povo de Deus
QUARTA — Dt 16.18 - O estabelecimento dos juízes
QUINTA — Lv 19.15 - Julgar o povo com justiça
SEXTA — Pv 21.3 - O julgamento justo vale mais que sacrifícios
SÁBADO — At 4.19 - A Deus devemos toda a nossa obediência

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
DISSERTAR a respeito da existência dos valores morais desde o princípio.
ELENCAR alguns exemplos das absurdas novas leis.
CONSCIENTIZAR de que a Igreja do Senhor deve estar preparada para enfrentar um mundo de valores invertidos.

INTERAÇÃO
Professor, a lição de hoje tem como objetivo discutir acerca do futuro da igreja em relação às mudanças das Leis e dos valores morais em nosso tempo. Qual deve ser a posição da igreja quando as Leis dos homens atropelam as Leis divinas? Sabemos que para o cristão as leis de Deus devem estar acima das Leis dos homens. Porém, diante dos muitos projetos de leis que contrariam as Escrituras, e que atualmente tramitam no Congresso Nacional à espera de aprovação, não podemos deixar de fazer a seguinte indagação: “Como servos do Senhor, estamos dispostos até mesmo sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo?”. Esta é uma questão relevante do nosso tempo que precisa, com urgência, ser debatida, à luz da Palavra de Deus, pela Igreja do Senhor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Divida a classe em três grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões abaixo. Cada grupo terá, no máximo, três minutos para discutir seu tema e outros dois minutos para expor sua opinião à classe. Conclua o debate explicando que embora vivamos em uma sociedade que tem procurado erradicar os princípios morais e éticos do cristianismo, não podemos ser complacentes com o pecado, pois sua prática é fatal para a igreja e para a sociedade em que estamos inseridos. A lei de Deus deve estar acima das leis dos homens.

1. “Importa obedecer a Deus ou aos homens?”.

2. “O que devemos fazer quando as leis dos homens atropelam as leis de Deus?”.

3. “A igreja está preparada para lidar com questões como, por exemplo, o casamento homossexual?”.

TEXTO BÍBLICO - Romanos 13.1-7.
1 — Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.
2 — Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
3 — Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.
4 — Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.
5 — Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
6 — Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
7 — Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
As leis que visam regulamentar a prostituição como atividade profissional e tornar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo” reconhecida pelo Estado não pretendem outra coisa senão uma mudança na concepção dos valores morais.
O proselitismo homossexual, inclusive com o patrocínio do Estado, já é uma realidade. O que será das novas gerações? Quais valores morais orientarão a vida das futuras famílias? A lição de hoje tem como objetivo discutir o papel da igreja em relação a esse contexto.

I. A EXISTÊNCIA DOS VALORES MORAIS DESDE O PRINCÍPIO

1. O ilusório sonho de um mundo sem valores morais. A mentalidade moderna acostumou-se à ideia de que um mundo melhor só será possível quando não mais houver nenhum valor moral, nenhuma regra e quando cada um puder andar conforme os seus caprichos. Já houve um tempo assim na história de Israel e, podemos seguramente dizer, não deu certo (Jz 21.25). Nessa época houve a necessidade de o Senhor levantar os juízes para orientar o povo (Jz 2.10-23).

2. A existência dos princípios em um mundo perfeito. Ainda no Éden, em meio a um mundo perfeito, o Criador orientou o casal progenitor, oferecendo-lhe uma constituição que é básica para qualquer sociedade até os dias atuais:

a) Deveres: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”.

b) Direitos: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,”

c) Restrições/Proibições: “mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás;”

d) Punições: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Adão e Eva não foram deixados à mercê da sorte ou de suas vontades próprias, mas receberam, da parte do Senhor, as necessárias normas para o seu viver e agir (Gn 2.15-17).

3. A luta humana contra a inclinação para o mal. Ao primeiro assassino da história humana, disse o Senhor: “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta, o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7b — ARA). Séculos depois, o apóstolo Paulo falou de uma luta interior constante que existia em seu ser, de forma que mesmo querendo fazer o bem, não conseguia fazê-lo. Trata-se do poder do pecado, inerente à natureza humana (Rm 7.7-24).

Inclinados naturalmente ao mal, todas as nossas tentivas de livrarmo-nos, por nós mesmos e com mecanismos e exercícios puramente humanos, da maldição do pecado, é como tentar fugir da própria sombra. Precisamos do auxílio do Espírito Santo de Deus que nos ajuda e acompanha-nos em nossas fraquezas (Rm 8.26; 2Co 12.9). Na realidade, as práticas religiosas que têm como objetivo “proteger” as pessoas do pecado, redundam em fracasso e, invariavelmente, transformam muitos em orgulhosos que vivem a contar vantagem, pois acreditam ser eles mesmos a causa de seu próprio processo de santificação.

Pense!
Sendo o homem perfeito, como se explica o fato de Deus ter concedido um breve código legislativo a ele, mesmo antes da Queda?

Ponto Importante
Inclinados ao mal, precisamos da graça de Deus que, através do sacrifício de Jesus Cristo e da companhia do Espírito Santo, nos capacita a viver em santidade.

II. ALGUNS EXEMPLOS DAS ABSURDAS “NOVAS LEIS”
1. União civil entre pessoas do mesmo sexo. Totalmente à revelia da própria Carta Magna, a constituição federal (que fala acerca do casamento ser entre um homem e uma mulher), ativistas políticos e judiciais propõem uma flexibilização no texto constitucional, conferindo status de família à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Para a aceitação popular da ideia, os programas, seriados e folhetins televisivos, sob o patrocínio do próprio Estado, fazem uma ampla divulgação, transformando-se em um verdadeiro proselitismo homossexual. Tal perversão é condenada na Bíblia do Antigo ao Novo Testamento (Gn 18.17-19.29; Lv 18.22; 1Co 6.10).

A aprovação do casamento homossexual visa institucionalizar o pecado, como se a legalidade pudesse fazer dessa atitude algo admirável. Nesse caso, a Palavra de Deus não apenas reprova quem pratica tais atos, mas inclui nessa mesma reprovação, os que os aprovam (Rm 1.32).

2. A homofobia. O que eles denominam crime de homofobia é a aversão à homossexualidade. O cristão evangélico não tem aversão às pessoas, e sim aos seus pecados. Biblicamente, o homossexualismo é algo imoral e pecaminoso (Rm 1.26-32). Não podemos chamar o mal de bem (Is 5.20; 1Co 6.10,11). Não obstante, nossa condenação da prática do homossexualismo, é prudente lembrar que a incitação ao ódio e outras posturas de reconhecido teor de violência, não devem ser vistas entre aqueles que foram chamados por Deus e aceitaram a Palavra do Evangelho.

3. Entorpecentes e aborto generalizado. Lamentavelmente, todos os dias, milhares de pessoas destroem suas vidas por causa das drogas. Portanto, a legalização de entorpecentes, como a maconha, por exemplo, é uma perversão total dos bons valores. É institucionalizar a destruição do próprio corpo (1Co 3.16,17). A prática criminosa do aborto é claramente condenada na Palavra de Deus (Êx 20.13), pois a vida pertence ao bondoso Criador (Dt 32.39; Ne 9.6; Jó 33.4),

A ilusória promessa de que o uso de drogas e a prática do aborto darão liberdade às pessoas, não leva em conta a questão do pecado e muito menos os efeitos físicos e psicológicos que tais abominações produzem. São muitos os prejuízos decorrentes desses crimes.

Pense!
É possível ser combativo em relação ao pecado sem incorrer na chamada homofobia?

Ponto Importante
As novas leis que tramitam no Congresso soam, a muitos desavisados, como um avanço social, mas na verdade subjugam o ser humano ao levá-lo a cometer crimes que, mesmo dentro da legalidade humana, continuarão sendo pecados graves.

III. A IGREJA PREPARADA PARA ENFRENTAR UM MUNDO DE VALORES INVERTIDOS

1. As autoridades como “ministros de Deus”. Paulo fala sobre a submissão às autoridades, e afirma que elas foram constituídas por Deus (Rm 13.1-7). Evidentemente que o Criador não poderia deixar uma humanidade, divorciada dEle, fazer o que achasse correto (Gn 6.5; Rm 3.10). Assim, as autoridades foram instituídas por Deus — Paulo utiliza a expressão “ministro”, querendo dizer que elas são instrumentos do Senhor — para o bem da sociedade e, ao mesmo tempo, para punir o mal(Rm 13.4).

É nessa perspectiva que o apóstolo dos gentios instrui-nos a sermos obedientes às autoridades, até mesmo na questão tributária (Rm 13.6,7). Em outras palavras, Paulo fala de representantes do poder público que têm compromisso com o bem-estar social, com a manutenção da ordem, e servem para correção divina na terra (Rm 13.1,2).

Não obstante, fica a dúvida: E quando a “lei” humana contraria a vontade de Deus? Nesse caso específico, a nossa atitude deve ser a mesma dos apóstolos diante das autoridades religiosas, pois não se acovardaram quando lhes proibiram de pregar, antes responderam: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29b). Assim agiram também em relação às autoridades políticas (At 24.1—26.32). Aliás, o fato de padecerem perseguições era motivo de alegria para os primeiros crentes (At 5.40,41).

2. A inversão dos papéis pelos legisladores. Pelos poucos exemplos das leis absurdas que citamos concluímos que, infelizmente, os que deveriam servir como “ministros de Deus” preferiram desobedecer tal chamado e passaram a defender o indefensável. Nesse particular, a igreja não pode curvar-se à imoralidade, ainda que essa tenha sido institucionalizada (Dn 3.1-30; 6.1-27).

Infelizmente esse é o cenário que temos diante de nós ainda nesse início de século. O que será das gerações futuras? Qual referência de família elas terão? Como podemos ajudá-las?

3. Uma real e dolorosa conclusão. Diante do exposto, perguntamos: “Será que, em vez de ficarmos unicamente tentando evitar que determinadas leis sejam aprovadas — uma vez que mais cedo ou mais tarde elas acabarão sendo uma realidade —, não deveríamos ensinar a igreja a lidar com tais situações?”.

Tal raciocínio está não apenas correto, mas também é bíblico, pois o próprio Cristo disse: “bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11,12). Tal constatação leva-nos a refletir acerca da verdade de que, mesmo lutando contra o pecado, não poderemos deter a marcha insana do mal no mundo (Sl 11.3). O que podemos fazer?

Para enfrentarmos os tempos trabalhosos prenunciados pelo apóstolo dos gentios (2Tm 3.1-5; 4.1-5), uma das medidas mais eficazes consiste em solidificar nossos valores cristãos, através de um vigoroso e qualitativo programa de educação cristã na igreja local (At 2.42; 5.42; 15.35; 16.4,5: Ef 4.11-16; 6.4; 2Tm 2.2; 3.14-17).

Pense!
Enquanto cristãos, como proceder caso tais leis sejam aprovadas?

Ponto Importante
A conclusão de que, cedo ou tarde, tais leis serão aprovadas, leva-nos a pensar em formas de, ainda que não aceitando, conviver com tais práticas pecaminosas.

CONCLUSÃO
Precisamos, independentemente das circunstâncias, estar preparados até mesmo a sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo (Jo 16.2; Fp 1.29). Demonstremos amor pelas pessoas que não servem a Deus, mas sejamos rigorosos com os atos imorais, pois para isso nos chamou o Senhor (Ef 5.11).

ESTANTE DO PROFESSOR
COLSON, Charles; PEARCEY. Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000.
PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um mundo Pós-Moderno. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

HORA DA REVISÃO
1. Como é chamado o período histórico vivido por Israel quando o povo de Deus ficou sem orientação?

O período dos juízes.
2. Cite os quatro pontos da constituição que Deus determinou a Adão e Eva.

Deveres, Direitos, Restrições/Proibições, Punições.
3. Enumere os quatro exemplos de Leis absurdas que estão tramitando no Brasil.
Casamento homossexual, crime de homofobía, a legalização da maconha e do aborto.

4. Que perfil devem ter as autoridades que Paulo disse para obedecermos?
Devem ter compromisso com o bem-estar social e com a manutenção da ordem.

5. Em vez de simplesmente combater, o que podemos ensinar à Igreja em relação a tais leis?
Ensinar a igreja a lidar com tais leis de acordo com a Palavra de Deus.

SUBSÍDIO 1
“A defesa da liberdade
A Bíblia não é um documento político, mas tem implicações políticas profundas que são importantes para o bem-estar geral de todos os cidadãos. Aqueles que dizem que Jesus e os apóstolos ignoravam a política deixam de ver as implicações políticas da máxima: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus’ (Mt 22.21). Os cristãos do século I sabiam exatamente o que significavam essas palavras de Jesus — e foi por causa de um ato político (eles não iriam dizer ‘César é o Senhor’) que eles foram crucificados, torturados e atirados aos leões.

Qual o ensinamento escritural fundamental no Estado? Por um lado, devemos viver submissos ao Estado. Para o nosso bem, Deus apontou reis e governantes para executar as tarefas do Estado: restringir o mal, preservar a ordem e promover a justiça. Assim, devemos ‘honrar o rei’ e submetermos ‘às autoridades superiores; porque... as autoridades que há foram ordenadas por Deus’. Algumas pessoas interpretam estas passagens como uma outorga absoluta de autoridade, significando que o governo deve ser obedecido em todas as épocas e em todas as circunstâncias. Mas a ordem para obedecer é condicionada pela suposição de que oficiais e magistrados estão realizando os objetivos para os quais Deus ordenou o governo (em Romanos 13.4, o governo é chamado de ‘ministro de Deus’). Assim, se os governantes agirem de modo contrário à sua delegação de autoridade, se não agirem como servos de Deus, então os cristãos não são obrigados a obedecer-lhes” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.212,213).

SUBSÍDIO 2
“Tomás de Aquino fala sobre a Lei e a Justiça

O Tratado sobre a Lei de Tomás de Aquino, começa com uma discussão na Questão 90 da Suma Teológica que trata das qualidades que todas as leis devem ter. Tomás de Aquino argumenta primeiramente que todas as Leis devem ser determinadas pela razão. Quer dizer, as leis não podem ser insensatamente arbitrárias. As leis são feitas para alcançar um fim, e só usando a razão podemos determinar como alcançar esses fins. Assim, a razão tem de entrar na elaboração de todas as leis.

Tomás de Aquino sustenta que todas as leis devem ser projetadas para alcançar o bem da sociedade inteira. Fazemos leis para assegurar nossa felicidade, mas só podemos fazer isso se a sociedade como um todo passar a funcionar bem. É evidente então que se devemos alcançar a felicidade, temos de projetar nossas leis de forma a beneficiar toda a sociedade. Tomás de Aquino assevera que só o povo como um todo — ou alguém que esteja preocupado com o bem da sociedade inteira — tem o direito de fazer leis. As leis devem ser projetadas para obter o bem de toda a sociedade, portanto devem ser feitas por alguém que tenha este bem em mente. Mas só o povo como um todo ou um representante agindo em seu benefício se lembrará do bem de toda sociedade” (MCNUTT, Dennis. Panorama do Pensamento Cristão: Política para Cristãos (e Outros Pecadores). 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.456).
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/lbj-2015-03-08.htm