sábado, 18 de junho de 2016

TODAS AS RELIGIÕES LEVAM A DEUS?

Essa é uma pergunta intrigante e provocativa! Todas as religiões são boas? Todas levam a Deus? Etimologicamente falando a palavra Religião vem do latim: "religio" e significa “ligar novamente", ou simplesmente "religar". Segundo o Dicionário Aurélio significa “crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo, e que como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s); virtude do homem que presta a Deus o culto que lhe é devido; reverência às coisas sagradas e crença numa determinada fé e culto”. Religião é o esforço humano para se chegar a Deus, e chamar sua atenção através da adoração, oferendas e sacrifícios. Religião é a tentativa do homem de se “religar” com Deus, pois essa ligação um dia foi rompida e perdida.

O homem se sentido longe e abandonado por Deus pratica a religião para ter novamente essa ligação com o Divino. Para Sigmund Freud (o pai da psicanálise) “a religião surgiu de uma necessidade de defesa contra as forças da natureza, como todas as outras realizações da civilização. No indivíduo, ela surge do desamparo. Esse desamparo é inicialmente o desamparo da criança, e posteriormente, o desamparo do adulto que a continua. Quando o indivíduo cresce e descobre que está destinado a permanecer uma criança para sempre, que nunca poderá passar sem proteção contra os poderes superiores (da morte, da natureza, etc), empresta a esses poderes as características pertencentes à figura do pai; cria para si próprio os deuses a quem teme e, não obstante, confia sua própria proteção”. Para Karl Max o fundador da ideologia comunista, a religião “é o ópio do povo (uma droga alucinógena), bem como uma ferramenta utilizada pela classe dominante (os ricos e os patrões) para se manter no poder e controlar a massa (os pobres e os operários)”. Porque será que tais pensadores tiveram uma idéia tão distorcida de Deus e da religião? A ponto de negarem a existência de Deus.

Na tentativa de se limpar da mente do homem a existência de Deus criou-se o ateísmo com suas filosofias e idéias, e o comunismo marxista instrumentalizado por assassinos como Stalin e Lenin (União Soviética), Mao Tse-Tung (China) e Fidel Castro (Cuba). Esses homens admirados e idolatrados por muitos, incendiaram igrejas, queimaram Bíblias em praças públicas, perseguiram e executaram muitos cristãos. Mas porque tanto ódio e confusão? Na realidade a religião conseguiu criar todo esse ruído e emaranhado de conceitos, filosofias e pensamentos. O resultado é que a religiosidade não consegue mover o coração de Deus e cria no homem uma imagem distorcida do seu Criador.

Religião não é caminho para se ir a Deus. Religião nada mais é que uma tentativa frustrada do homem para se chegar a Deus. Então o que Deus fez? Vendo toda essa confusão e sabendo da impossibilidade do homem de se reconciliar, o próprio Deus nos reconciliou consigo mesmo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. (2 Co 5.17-19). Para que o homem voltasse a adorar o seu Criador e reencontra-se novamente o verdadeiro e único caminho foi nos dado o Ministério da Reconciliação.

Quando o homem pecou no Jardim do Édem perdeu sua comunhão com o Deus Eterno. Lembre-se que na viração do dia Deus vinha pessoalmente falar com Adão e Eva.O pecado além de trazer a morte física trouxe também a morte do espírito do homem (morte espiritual). Rompeu-se a comunhão.

A pergunta: Como restaurar essa comunhão e intimidade com Deus novamente?

A resposta: Somente com o novo nascimento o “paraíso” é restaurado novamente. O Senhor Jesus tem poder para que o homem tenha seu espírito nascido de novo: Na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. Necessário vos é nascer de novo. (Jo 3.3,7). Nicodemos nessa passagem descrita pelo Apóstolo João imaginava que o homem necessitaria retornar ao ventre de sua mãe (carne) e nascer de novo, porém, Jesus estava falando que era o espírito do homem que necessitava nascer de novo. “O que nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. (Jo 3.6). Com o novo nascimento (regeneração) passamos a ter uma nova vida com Deus em Cristo Jesus e o Espírito Santo passa a habitar na vida do homem regenerado. Esse novo homem “não nasce do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. (Jo 1.13).

Esse assunto fica mais claro, quando entendemos que o homem é tricotômico (três partes em uma só pessoa): espírito, alma e corpo. É o espírito do homem que após seu novo nascimento volta a ter sua antiga função de adorarador e de receber de Deus a direção para sua vida (comunhão); na alma estão as emoções (tristeza, alegria e sentimentos), a vontade e a mente do ser humano e no corpo suas necessidades fisiológicas (comer, beber, dormir e sexo).

Nessa nova vida nasce um homem espiritual, e a sua vontade passa a ser de seu novo Senhor e o corpo para a pureza e santidade. “Que o próprio Deus de paz faça vocês inteiramente puros, e que o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam conservados fortes e irrepreensíveis até aquele dia quando nosso Senhor Jesus Cristo voltar”. (1 Te 5.23).

Na sua infinita misericórdia, Deus viu que o homem após sua queda tinha saudades do paraíso, e religião é isso: “saudades do paraíso”. Em cada canto desse mundo, por mais remoto que seja o lugar, na África ou na Amazônia, o homem tenta buscar desesperadamente a Deus, porém, sempre de maneira errada e pagã. Na verdade, todo o homem sabe “instintivamente” da existência de Deus. Por mais que ele negue a existência de Deus, ele sabe que Ele existe. “Pois a verdade sobre Deus é revelada entre eles instintivamente; Deus pôs esse conhecimento em seus corações. Desde os primeiros tempos os homens viram a terra, o céu e tudo quanto Deus fez, tendo conhecido sua existência e seu grande e eterno poder. Assim, eles não terão desculpa alguma (quando estiverem diante de Deus no Dia do Juízo)”. (Bíblia Viva - Rm 1.19-20).

Todo o cão, cavalo ou qualquer animal age por instinto, ou seja, Deus o criou de forma a agirem de igual modo em situações de fome, perigo, ataque e defesa. Eles não são ensinados e sim já nascem com esse conhecimento. Não queira ensinar uma vaca a voar e nem uma águia a agir como uma galinha no galinheiro. Assim é o homem, desde o seu nascimento, ele sabe “instintivamente” em seu coração da existência do seu criador, e com uma agravante: Ele não terá como se desculpar dizendo que não sabia.

O homem pode passar a vida inteira negando a existência de Deus, mas lá no silêncio e nas trevas de sua alma, ele sabe que está indo contra o que Deus pôs em seu coração. Ele sabe que negar o seu Criador tem um preço, e que no final de sua vida, quando o fôlego da vida estiver se acabando, dará conta de seu erro e trágico fim; naquele momento ninguém poderá alcançá-lo e entender o que está se passando, pois as chamas do inferno o esperam. Ali na agonia da morte seus escritos ateus e profanos não o ajudarão mais; muito pelo contrário, seu desejo será voltar atrás, rever seus conceitos e dizer a todos que estava errado – O estrago foi grande. Pobre homem! Morreu negando a existência do Deus Criador que escreveu em seu coração o seu amor e a sua existência. O seu fim será como na história do Rico e do Lázaro contada por Jesus. No inferno o rico pedia a Abraão que Lázaro retorna-se para avisar sua família de que todos estavam enganados e errados: “Então o rico disse: ó Pai Abraão, então por favor, mande Lazaro à casa do meu pai, pois eu tenho cinco irmãos para avisar todos a respeito deste lugar de sofrimento, a fim de que eles não venham para aqui quando morrerem. Mas Abraão disse: As Escrituras já os avisaram muitas vezes. Os seus irmãos podem ver isso a qualquer hora que quiserem. O rico respondeu: Não, Pai Abraão, eles não se darão ao trabalho de ler. Mas se alguém for mandado dos mortos a eles, então abandonarão os seus pecados. Porém Abraão disse: Se eles não prestam atenção a Moisés e aos profetas, não ouvirão mesmo que alguém volte do meio dos mortos”. (Bíblia Viva - Lc 16.28-31).

Por isso tudo que se faz necessário enfatizar que religião é uma coisa e Jesus Cristo é outra. Religiosidade não salva ninguém. Preste atenção. Repito, preste muito atenção: Guarda do sábado; uso do véu por parte das mulheres nos cultos; cumprimento do cabelo; mulher não poder usar calça; promessas de carregar uma cruz nas costas ou subir de joelhos numa escadaria de igreja; acender velas para santos ou anjos; não bater palmas no louvor da igreja, etc. Tudo isso é religiosidade e a pessoa passa dar mais importância as obras do que a crer no Senhor Jesus como Senhor e Salvador. Aquilo que é para fazer não faz. E pior, passam a julgar os outros que não cumprem tais coisas como incrédulos ou não salvos. Passam a serem arrogantes e “santarrões”. Jesus advertiu os líderes religiosos que sobrecarregavam os homens com uma carga difícil de levar: “Sim, disse Jesus, os mesmos horrores estão reservados a vocês, que esmagam os homens debaixo de exigências religiosas impossíveis - exigências que vocês mesmos nem pensariam em tentar obedecer”. (Bíblia Viva – Lc 11.46).

Outro lado perigoso da religião é dizer que: “O importante é ter Deus” ou “o bom é que todas as crenças levam a Deus”. A grande pergunta: Será que o deus do espiritismo é o mesmo Deus da Bíblia? Será que o deus do budismo, do islamismo, do hinduísmo, dos testemunhas-de-jeová, dos mórmons é o mesmo Deus dos cristãos? Antes de respondermos essa pergunta, devemos nos lembrar o que Deus diz a respeito: “Eu sou o SENHOR! Este é o meu nome e Eu não reparto a minha glória com ninguém; o louvor que Eu devo receber, não reparto com os ídolos feitos pelo homem”.(Is 42.8). Crer em espíritos desencarnados é uma coisa e crer em Jesus Cristo é outra. Crer em Jesus como um deus, profeta ou um médium é uma coisa e crer nele como Deus é outra coisa bem diferente. Essas diferenças criam um abismo muito grande entre Deus e o homem. O Senhor Jesus não divide a sua glória com o deus-vaca e nem com santos-homens. Deus deu seu Filho para ser o único e verdadeiro caminho. “Agora, porém, Deus nos mostrou um caminho diferente para o céu - não o fato de sermos "bonzinhos" e procurarmos guardar suas leis, mas um novo caminho (ainda que não seja tão novo assim - realmente, pois as Escrituras falaram dele há muito tempo). Agora Deus diz que nos aceitará e nos absolverá - Ele nos declarará "sem culpa" - se nós confiarmos em Jesus Cristo para Ele tirar os nossos pecados. - E todos nós podemos ser salvos deste mesmo modo, vindo a Cristo, não importa o que somos ou o que temos sido”. (Bíblia Viva - Rm 5.21-22).

Não há outros caminhos ou atalhos. Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida, ninguém vem ao pai, senão por mim. (Jo 14.6). Se houvesse outra forma de salvação, não haveria necessidade de Deus enviar seu Filho Jesus para morrer numa cruz. “Dizendo-se sábios sem Deus, tornaram-se em vez disso completamente tolos. E então, em vez de adorarem ao Deus glorioso, vivente, tomaram madeira e pedra e fizeram ídolos para si, esculpindo-os para que parecessem simples aves, animais, serpentes e homens mortais.Em vez de crerem naquilo que eles próprios sabiam ser a verdade sobre Deus, escolheram de vontade própria crer em mentiras. E assim fizeram suas orações às coisas que Deus fez, mas não obedecendo ao Deus bendito que criou essas mesmas coisas” (Bíblia Viva - Rm 1.22-23,25). Preste atenção: Buda não salva; Maomé não salva; Confúncio não salva; Santa Maria não salva; São Pedro não salva; boas obras não salvam; as vacas sagradas da Índia não salvam e o espiritismo é uma mentira. Esta observação confundiu os discípulos. "Então, quem neste mundo pode salvar-se?" perguntaram. Jesus olhou atentamente para eles e disse: "Humanamente falando, ninguém. Mas para Deus, tudo é possível". (Bíblia Viva - Mt 19.25-26).

Ao homem é posto duas opções: crer em Jesus Cristo ou não crer. São dois caminhos: Um caminho que o leva perto de Deus e outro que o leva mais distante ainda do seu Criador. “Quem crê nele (Jesus Cristo) não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. (Jo 3.18). Muitos dizem: “aquela pessoa era tão boa, um exemplo de vida, irá para o céu”. Lutero dizia que “ninguém faz boas obras para ser salvo, e sim já é salvo e faz boas obras”, ou seja, as boas obras são para glorificar a Deus e não quem faz as obras. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2.8-9). Ninguém poderá se gloriar diante de Deus com suas obras e méritos e “tentar” obter a sua própria salvação. A salvação é pela graça (um presente imerecido). Todos mereciam o inferno e a perdição eterna, e nós pecadores sem mérito ou algo de bom a oferecer, recebemos a salvação gratuitamente da parte de Deus. Não existe nada que possamos oferecer, entenda isso: nada! Nisso reside o amor de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. (Jo 3.16-17).

Para mostrar seu amor aconteceu uma das coisas mais maravilhosas do mundo: Deus se encarnou homem. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. (Jo 1.10-11). Antes de falar em encarnação, ou seja, de Deus se tornando carne como nós e habitando no mundo, trago uma importante informação: Durante a gestação, o sangue do bebê (não feto como dizem os abortistas) não se mistura com o sangue da mãe. Tal maravilha tem um propósito. Ele já sabia que a sua criatura cairia e que um dia teria que ser redimida. “Ele (Jesus) criou tudo o que há - não existe nada que ele não tenha feito”. (Bíblia Viva - Jo 1.3). Então “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. (Jo 1.14). Uma boa notícia: O sangue pecador e contaminado de Maria não se misturou com o sangue puro de Jesus. Sim, todos pecaram; todos fracassaram, e não puderam alcançar o glorioso ideal de Deus; (Rm 5.23). Maria tinha pecados como todo o homem, e tinha a exata noção que em seu ventre carregava aquele que a salvaria de seus pecados. Cantou Maria em sua gestação: “O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”. (Lc 1.47).

Agora somos participantes de uma Nova Aliança (Testamento, Pacto ou Concerto). Na antiga Aliança entre o Deus e o homem, o pecador tinha que oferecer um cordeiro pelos seus pecados, pois há lei dizia que “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Rm 9.22b), ou seja, um justo sem pecado tinha que morrer no lugar do homem pecador. A Bíblia nos ensina que o pecado gera a morte. Para o sacrifício escolhia-se uma ovelha branca, sem manchas, sem defeitos físicos e a melhor do rebanho. Tal ato apontava para um sacrifício perfeito futuro, a representação de Jesus: Sem pecado e sem defeito. “Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”. (Hb 4.15b). A morte do cordeiro inocente no altar de holocaustos e a apresentação desse sangue no Santuário (Tabernáculo ou Templo de Salomão) aplacariam a ira de Deus diante do pecado do homem. Deus aceitava a morte do animal inocente no lugar do culpado. O primeiro animal sacrificado descrito na Bíblia foi no Jardim do Édem. O próprio Deus teve que matar um animal para vestir Adão e Eva com peles de animal. Eles haviam se escondido de Deus entre as árvores e se vestido com folhas de figueira para esconder sua nudez. “E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu”. (Gn 3.21). Foi derramado sangue inocente no Jardim do Édem em razão do pecado do homem.

O Tabernáculo (feito de tendas quando Israel peregrinava no deserto) ou o Templo de Salomão tipificava a obra redentora de Cristo de levar os pecadores a Deus. O Santuário era dividido em três partes: O Átrio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos. Cada peça e utensílios utilizados no Santuário apontavam para o sacrifício de Cristo e tinham um significado especial. No Átrio estava o Lavatório (purificação pela água - batismo) e o Altar de Holocausto (a cruz de Cristo). O Lugar Santo abrigava o Altar de Incenso (a oração dos santos); o Candelabro (Cristo como luz do mundo) e a Mesa dos Pães (Cristo o pão da vida) e no Lugar Santíssimo estava a Arca da Aliança (simbolizando a justiça e a presença de Deus). Havia no Santuário uma cortina (véu) que separava o Lugar Santíssimo do Lugar Santo. Era no Lugar Santíssimo que o sangue do sacrifício era apresentado a Deus e derramado em cima do propiciatório (tampa da Arca da Aliança) e somente o Sumo Sacerdote poderia entrar e fazer tal ato e interceder pelos pecados do povo. Na Nova Aliança entre Deus e o homem é nos oferecido o sangue do próprio Deus, ou seja, do Cordeiro de Deus. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (Jo 1.29). Estava acontecendo o Ministério da Reconciliação. Deus provendo a reconciliação com o homem através da morte e ressurreição de seu Filho Jesus.

Um dos momentos mais intrigantes da Bíblia e talvez um dos mais marcantes da vida de Jesus foi a sua oração no Getsêmani (significa lugar de prensa), na última noite antes da crucificação. Nesse local no Monte das Oliveiras eram prensadas as oliveiras para extração do óleo de oliva. Um lugar bem sugestivo para esse momento de nosso Senhor. Creio que todos nós teremos de passar um dia pelo nosso Getsêmani. Lugar de prensa e decisão: Fazer a nossa a vontade ou a do Pai Celestial. Ali no Getsêmani o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue e orou ao Pai: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas tua”. (Lc 22.42). Que angústia, que dor na alma, que solidão! Muitos intérpretes das Sagradas Escrituras dizem que era em razão do sofrimento que passaria na cruz que Ele pedia para passar o cálice, porém, o cálice também é representado na Bíblia como a ira de Deus. A dor e a humilhação na cruz outros homens também passariam na história da Igreja.

O que então estava acontecendo naquele momento e o que se passaria na cruz? A resposta: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Co 5.21). Jesus era santo e não conhecia o pecado. Até a crucificação Deus não conhecia o pecado e para tanto o Filho sentiria o abandono do Pai. Uma comunhão e intimidade perfeita seria abalada pelo pecado. Um Deus puro e Santo conheceria o pecado. “E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.45-46). O Pai não suportou ver o filho se fazendo pecado por nós e levando a iniquidade da humanidade sobre si. O pai também seria afetado pelo pecado, pois os dois eram um, da mesma natureza divina. O que afetaria o Filho afetaria o Pai e vice-versa. Jesus não só sofreu o desprezo da humanidade, mas o abandono do Pai. Que missão mais árdua e sofredora: Perder por um breve momento a comunhão com o Pai por estar levando sobre si as nossas transgressões e enfermidades. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. (Is 53.4-5).

Não havia outra forma de o homem se reconciliar com Deus. Deus estava cansado de matanças de animais e de religiosidade. Um único e perfeito sacrifício. “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras”. (Mt 27.50-51). Aquele véu que separava o Lugar Santíssimo do Lugar Santo se rasgou, significando que a partir de agora não haveria mais a necessidade de sangue de cordeiros e nem do Sumo Sacerdote para interceder pelo povo. Jesus tornou-se ao mesmo tempo o Cordeiro de Deus (o sacrifício perfeito) e o Sumo Sacerdote (o mediador) entre Deus e o homens. O véu que impedia o acesso de outras pessoas ao Lugar Santíssimo estava rasgado, significando que o caminho ao Pai estava liberado para toda a humanidade, pois Jesus seria esse Caminho.

É fácil identificar nas Sagradas Escrituras o desejo do Deus Eterno em habitar com o homem. Primeiramente foi no Jardim do Édem até a queda do homem: “E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”. (Gn 2.15). Posteriormente mandou Israel construir um Santuário para ali habitar: “E me farão um Santuário, e habitarei no meio deles”. (Ex 25.8). Do Templo de Salomão não ficou pedra sobre pedra e na Nova Aliança o homem regenerado passou a ser habitação de Deus. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós”. (1 Co 3.16), “E que união pode existir entre o templo de Deus e os ídolos? Pois vocês são o templo de Deus, a casa do Deus vivo, e Deus disse a respeito de vocês: Eu morarei neles e andarei entre eles; serei seu Deus e eles serão meu povo”. (Bíblia Viva - 2 Co 6.16). A promessa de Deus é criar um novo céu e uma nova terra para habitar para sempre com o homem. Aleluia! “Eu ouvi um alto brado que vinha do trono, dizendo: "Atenção, a morada de Deus agora está entre os homens, e Ele morará com eles e eles serão o seu povo; sim, o próprio Deus estará entre eles. Ele enxugará todas as lágrimas dos olhos deles, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. Tudo isso passou para sempre". (Ap 21.3-4). Perceba a vontade de Deus em habitar com o homem.

Caro leitor, ainda há tempo de deixar de ser religioso e de participar de uma Nova Alinça e mudar a história de tua vida e de tua família. Nunca se esqueça: “O amor de Cristo nos contrange”. (2 Co 5.14), porém, “considerai, pois, a bondade e severidade de Deus”. (Rm 11.22). Pense no que foi escrito. Jesus é a solução para tua vida. Creia e receba hoje a Jesus Cristo como teu único SENHOR e Salvador. Jesus disse para Zaqueu: “Hoje, me convém pousar em tua casa”. (Lc 19.15). E depois de ter entrado em sua casa declarou: “Hoje, veio a salvação a esta casa”. (Lc 19.9). Não deixe para amanhã, pois o amanhã é uma coisa incerta. É hoje!

Não existe “10 passos” para a salvação do homem ou uma “fórmula” pronta feita por religiosos e até por pessoas bem intencionadas. A salvação está ao alcance de todo homem. A salvação não é um emaranhado teológico ou filosófico. A salvação do homem por parte de Deus é simples, infelizmente o homem que complicou tudo. Para ser salvo por Deus basta crer no Senhor Jesus. Primeiro eu tenho que confessar com minha boca que o Senhor Jesus é novo Senhor de minha vida. Conhecedor de minha humanidade peço a Ele para me aceitar e morar em meu coração. Porém, crendo em meu coração que Ele morreu numa cruz por minha causa e que Deus o ressuscitou dos mortos . “(...) esta é a palavra da fé, que pregamos,a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido”. (Rm 10.8-10).

Se você crê no que estou dizendo e ainda não recebeu o Senhor Jesus Cristo como teu Senhor e Salvador; que tal fazer isso neste momento? O Senhor te convida! Creia que o Senhor pode mudar tua história. Na realidade Ele quer!
Se você quer receber o Senhor Jesus como teu Senhor e Salvador, te convido a fazer a seguinte oração: Senhor Jesus Cristo eu te recebo como Único Senhor e Salvador de minha vida. Eu creio de todo o meu coração que Tu és o Filho de Deus e que morreste numa cruz para me salvar de todos os meus pecados. Eu creio que Tu ressuscitaste dos mortos e estás assentado à direita de Deus. Eu me arrependo de todos os meus pecados e renuncio a todos os pactos e alianças feitas com ídolos e demônios. Senhor Jesus restaura minha vida e de minha família. Segundo a tua Palavra, creio que sou uma nova criatura em Cristo Jesus e as coisas velhas já passaram. Creio que me tornei a casa do Deus Vivo e a minha vida a partir de agora será para a honra e glória de Deus. Amém!

Aleluia! Glória a Deus por tua vida e decisão. Creia nisso e serás salvo tu e tua casa. Freqüente uma Igreja Evangélica e leve toda sua família a participar dessa nova vida. A IJADE é uma Igreja que quer lhe ajudar e abençoar. Fique com Deus!


Calixto Antonio Fachini. Pastor Presidente da IJADE.
Bacharel em Segurança Pública pela Polícia Militar de Santa Catarina.
Pós Graduado em Teologia pela Faculdade Luterana de Teologia/ MEUC. São Bento do Sul.
Pós Graduado em Administração Pública pela UNISUL/Polícia Militar de Santa Catarina.
Pós Graduado em Altos Estudos Estratégicos pela UNISUL/ Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Este texto faz parte do Jornal "Folha IJADE" da Igreja Evangélica Jardim de Deus (IJADE). www.ijade.com.br

E-mail: calixtofachini@hotmail.com / pastor.fachini@gmail.com
Fonte: http://www.ijade.com.br/home/artigos_ler.php?idartigo=10

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço e será um prazer receber seu comentário que depois de aprovado será publicado.