quinta-feira, 26 de maio de 2016

As mães reféns do crack

A Revista VEJA, edição de 22 de junho de 2011, nas páginas 94/100, traz vários relatos de pessoas jovens viciadas em drogas, e os problemas que sofrem seus familiares, notadamente as mães, diante das situações pelas quais passam. Vamos relatar um caso citado: “Meu filho tinha 14 anos quando começou a usar crack. O poder da droga de viciar é imediato. Ele chegou a ficar mais de um ano internado. Mas entrava em casa e já ia direto para o morro comprar crack. Ele pegava roupa, televisão e, quando não tinha mais nada, até alimentos, talher, prato…” Outra senhora, mãe, relata o seu caso: “Em pleno Dia das Mães, no ano passado, recebi a pior notícia da minha vida. Meu filho, Nevyson, havia sido assassinado a tiros. Ele tinha 20 anos e usava crack fazia um ano. Roubava dentro e fora de casa para manter o vício. Certa vez, por causa do crack, passou quatro dias sem comer nem dormir. Cheguei a acorrentá-lo ao pé da cama para impedir que ele se drogasse”. Um terceiro caso, relatado por uma mãe de 85 anos, diz o seguinte: “Carla, minha filha, começou a usar cocaína aos 14 anos. Esteve sete vezes internada em clínicas. Nas fases em que ficou sóbria, tentou cursar psicologia, casou-se duas vezes e teve três filhos. Com o segundo marido conheceu o crack. A droga a levou para o fundo do poço”.

Pergunta: Que relatos dolorosos são esses citados na revista VEJA! Como pode, um ser criado à imagem e semelhança de Deus, viver uma vida tão oprimida pela droga. Deus não poderia agir para impedir que tais jovens viessem cair na mão de traficantes e viver uma vida mais digna?

Resposta do Pr. Natanael: Sem dúvida. Se a Bíblia declara que Deus é amor, como poderíamos admitir que por sua vontade pudesse consentir que um ser humano, criado à sua imagem e semelhança, viesse a ter uma vida tão miserável como os casos relatados? E a Bíblia faz menção da bondade de Deus. Tiago 1.17 diz: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”.

Pergunta: Então como se explica isso, pois as pessoas acusam Deus de não interferir para evitar tais situações vexatórias?

Resposta do Pr. Natanael: A explicação está em que os homens ignoram o que diz a Bíblia sobre a criação do ser humano. Ele não foi criado como um autómato, mas criado com vontade própria. E se o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e, considerando que Deus é um ser pessoal – o que significa que ele tem vontade própria, inteligência e sensibilidade( isto implica reconhecer que também nós possuímos os mesmos atributos e sendo assim, somos pessoalmente responsáveis pelas escolhas, como também pelas consequências que advém delas.

Pergunta: Que passagens bíblicas podem ser citadas sobre a capacidade pessoal que temos de escolher o que queremos, sem Deus interferir, a não ser com nosso consentimento?

Resposta do Pr. Natanael: Jesus nos faz um convite universal em Mateus 11.28-30: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Para o que ele nos convida? Para nos livrar do jugo pesado de qualquer vício e nos oferece alívio e descanso. Que melhor tipo de vida pode haver, senão a pessoa ser liberta da opressão do vício e tomar suas decisões próprias dentro do que lhe trará felicidade? Jesus definiu sua missão: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10.10).

Pergunta: E quando esse convite é rejeitado, quais são as consequências?

Resposta do Pr. Natanael: O apóstolo Paulo apontou consequências funestas para a rejeição da vontade de Deus, quando prevalece a vontade do homem. Explica Paulo que Deus se deu a conhecer mediante as obras da criação, sem deixar ninguém sem o conhecimento de quão grande Ele é: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis” (Romanos 1.20) O que faz o homem diante da grandeza de nosso Deus, criador dos céus e da terra? Procura ignorar e prefere dizer que Deus não existe. Então vem ainda o apóstolo Paulo e declara as consequências dessa postura: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza” (Romanos 1.21-26).

O que são as “paixões infames” para as quais os homens são conduzidos como castigo de Deus?

Resposta do Pr. Natanael: Dissemos a princípio que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ora, como não se importaram de manter comunhão com Deus, o pecado infiltrou-se nos relacionamentos sexuais entre os seres humanos de tal forma, que hoje a sociedade convive com uma variação enorme de perversões sexuais, tais como: narcisismo, homossexualismo, masturbação, sadismo, masoquismo, exibicionismo, pedofilia, gerontofilia, fetichismo, travestismo, incesto, pluralismo, necrofilia, bestialidade, zoofilia entre outros. E nesses outros está o ser humano envolvido com drogas, convivendo como as misérias relatadas pela revista que ora comentamos. Mas há uma saída: Jesus Cristo. De maneira tão singular Ele afirmou em João 15.13-14: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. Jesus morreu para nos resgatar do vício, qualquer que seja ele.

Pr. Natanael Rinaldi

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