terça-feira, 1 de março de 2016

Um Inocente morreu por você

      “Todos nós nascemos com um terrível problema espiritual: o pecado (Romanos 6.23). Por isso somos todos pecadores. O salmista Davi afirmou: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5). Como consequência direta do pecado, nascemos também com uma sentença certa: a morte. É o ciclo da vida, dizem os estudiosos: “todos os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se e morrem”.
      O pecado, entretanto, não causa apenas a morte física. Há algo pior do que isto: a morte espiritual, que determina um destino eterno terrível (Hebreus 9.27). Os que morrem no pecado estão eternamente perdidos; esta é a mais dura das sentenças.
      O plano de Deus para nos livrar da morte eterna foi enviar o seu único filho para assumir o nosso lugar. O profeta Isaías já anunciava: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (Isaías 53.6). Cristo foi o substituto legalmente providenciado por Deus para assumir a nossa culpa e pagar a nossa pena (2 Coríntios 5.21). Sendo Deus santo e justo, os pecados não deveriam ser esquecidos ou perdoados, sem que a exigência da justiça fosse cumprida. A morte de Cristo satisfez a justiça divina, pagando a pena e eliminando a condenação.
      A Bíblia nos conta uma história que ilustra bem esta verdade. Tudo aconteceu quando o povo de Israel estava escravizado no Egito e Deus enviou Moisés para libertá-los. O rei do Egito, Faraó, não permitiu que o povo saísse, mas Deus tinha um plano diferente. Vejamos como aconteceu.
      Após haver castigado o Egito com nove pragas, destruindo o país e castigado Faraó e seu povo, Deus prepara um ato final, para consumar o juízo e libertar o povo de Israel do cativeiro. Esta última praga atingiria todos os primogênitos do Egito “desde os homens até os animais” (Êxodo 12.12), causando morte em todos os lares.
      O povo de Israel, entretanto, deveria ser poupado. Assim sendo, Deus deu ordens a Moisés para que, no décimo dia do primeiro mês, cada família separasse para si um cordeiro macho, de um ano, sem máculas ou defeitos, o qual deveria ser sacrificado, em um ritual coletivo, ao cair da tarde do dia quatorze, do mesmo mês.
    Uma vez sacrificado o cordeiro, seu sangue deveria ser recolhido e aspergido nos umbrais e na verga da porta da residência de cada hebreu, e a carne deveria ser assada e comida, à noite, com pães asmos, isto é, sem fermento, e ervas amargosas.
      Naquela noite o Senhor traria a morte sobre os primogênitos do Egito e apenas as casas dos hebreus, em cujas portas houvesse o sangue aspergido, seriam poupadas (Êxodo 12.13). A palavra hebraica Pesach, significa “passar por sobre” ou “passar de largo”. Era uma referência ao que ocorreria naquela noite: quando a morte passasse pela terra do Egito, na casa em que encontrasse o sangue aspergido, “passaria por cima”.
      Aquele cordeiro representava Jesus, pois a Bíblia o apresenta como tal: João Batista afirma que ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo” (João 1.29); no livro de Apocalipse o cântico dos anjos diz: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5.12). Leia também os textos de 1 Pedro 1.19 e 1 Coríntios 5.7.
      Através da morte daquele cordeiro, Deus estava nos ensinando muitas verdades importantes: Deveria ser macho, de um ano, uma referência à idade adulta de Cristo em seu ministério terreno; não podia possuir defeitos ou manchas, indicando a condição de Jesus sem pecados (Hebreus 4.15); o cordeiro deveria ser sacrificado ao décima quarto dia, ao cair da tarde, um referência ao momento da morte de Cristo, no Calvário (João 19.14); o sacrifício deveria ser feito por toda a congregação, demonstrando o caráter universal do sacrifício de Cristo; a carne do cordeiro deveria ser assada no fogo, o que indica o juízo divino executado na pessoa de Cristo e nenhum osso do cordeiro deveria ser que brado (Êxodo 12.46), o que foi uma profecia concernente a Cristo (Salmo 34.20), cumprida no momento da crucificação (João 19.36).
      Uma coisa, porém, é importante observar: a salvação da morte não era uma questão de mérito pessoal, ou de posição social, mas de obediência. Os que foram salvos, não o foram por serem desta ou daquela tribo ou família, nem por serem bons ou merecedores. Apenas a obediência ao mandamento divino de sacrificar o cordeiro e cumprir o ritual garantia a salvação. Esta mesma verdade aplica-se à redenção por intermédio de Cristo, que não é por mérito próprio, mas através da obediência, pela fé.
      O único meio de alcançar o perdão dos pecados e livrar-se da condenação eterna é confessar a Jesus como seu único salvador e, assim, apropriar-se dos benefícios da Sua morte (Romanos 5.6-8). Aceite a Jesus como seu salvador pessoal e serás salvo.
Por, Márcio Klauber Maia

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