sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A necessidade da confissão dos pecados

Por: Carlos Kleber Maia.
      Todos nós, seres humanos, somos sujeitos a cometer pecados, falhas, omissões e, com isto, transgredir a vontade de Deus. Na verdade, a Bíblia Sagrada afirma que todos somos pecadores (Romanos 3.9, 23; Eclesiastes 7.20; 1 João 8.10) e exorta o ser humano a evitar o pecado, mas “se pecardes…”, pelo fato de ainda termos uma natureza carnal, inclinada ao pecado (Romanos 7.19), devemos confessá-los, arrepender-nos e deixar de praticá-los para que possamos alcançar perdão. Muitas vezes também pode ser necessária a reparação do erro ou do prejuízo causado a outros (Lucas 19.8).

Por que confessar pecados?
      Ninguém pode esconder-se de Deus (Gênesis 3.9; Salmos 139.7-12). Ele conhece os segredos do coração (Salmo 44.21). Se alguém comete pecados, mais cedo ou mais tarde o pecado se revelará (Números 32.23; Mateus 10.26). Assim, necessitamos urgentemente arrepender-nos e confessá-los. Se tivermos verdadeira contrição, ela nos levará a confessarmos nossas faltas. A confissão trará benefícios ao arrependido, pois o pecado encoberto causa grandes prejuízos àquele que o cometeu (Salmos 32.3-5) e ainda a outros ao seu redor (Josué 7), pois o pecado costuma alastrar-se.
      Mesmo que alguém seja sábio, importante, exerça atividades na igreja, ou seja bem-sucedido financeiramente, se houver cometido pecados e os encobrir (não confessar), não terá verdadeira prosperidade em sua vida (Provérbios 28.13).

A quem devemos confessar os pecados?
a) Confessar a Deus. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser confessado para recebermos perdão (1 João 1.9). Há pecados que não precisamos confessar a outra pessoa. Se o pecado foi entre mim e Deus, afetou apenas o meu relacionamento com Ele, dessa forma, eu devo confessá-lo num momento a sós com o Senhor. Não preciso cochichá-lo no ouvido de nenhum mortal (Salmo 51.4).

b) Confessar a quem ofendemos. Se eu fiz algo contra uma pessoa, devo confessar o pecado não somente a Deus, mas também a esta pessoa, para que ambos os ofendidos me perdoem (Mateus 5.23, 24; Lucas 17.3, 4). Se eu pequei contra meu irmão, devo procura-lo para a reconciliação; se pequei contra a Igreja, é a ela que deve pedir perdão, se pequei contra o Estado, transgredindo a lei, tenho que pagar pelo que fiz contra o Estado. “Jamais se deve confessar um pecado fora de seu círculo de influência”.

c) Confessar publicamente. Outros pecados devem ser confessados publicamente (Mateus 18.15-17; 1 Timóteo 5.20). Se alguém foi conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado e se arrepende de seus pecados, deve fazer uma confissão pública (Atos 19.18). A confissão deve ser tão pública quanto foi a transgressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra pessoa na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.

d) Podemos também confessar os nossos pecados as pessoas que podem nos ajudar. Quando o ex-mágico Simão reconheceu seu erro, ele pediu as orações de Pedro (Atos 8.24). A tentação para repetição de um pecado se trona cada vez mais forte enquanto esse pecado permanecer escondido. Mas, uma vez confessado, ele se enfraquece, porque a vergonha toma conta do pecador e, principalmente, porque os verdadeiros fieis irão interceder por ele, para que o Senhor conceda-lhe força para resistir às tentações. Isto deve ser feito apenas a pessoas confiáveis, discretas e verdadeiramente interessadas em ajudar, que busquem tão somente a restauração em vez da exposição da pessoa diante dos outros.

Como confessar
     É preciso ser direto, específico, e claro na confissão dos pecados. Não confessar “todos os pecados que tenho cometido”, mas nomeá-los um a um e pedir perdão por eles. É necessário ser honesto consigo mesmo e com Deus na hora de confessar, pois não há nada oculto aos olhos do Senhor (Lucas 12.2). Não adianta tentar minimizar a culpa e procurar uma desculpa pelo erro. É preciso ter humildade pra reconhecer o erro e arrepender-se de verdade, buscando sinceramente o perdão de Deus.
      Ao confessarmos as nossas transgressões, é necessário que sintamos a dor pelo pecado (Salmo 38.18), reconhecendo que entristecemos o Espírito Santo quando o cometemos e nos humilharmos, sem hipocrisia, na presença de Deus, sem nos justificarmos diante das pessoas, da Igreja e da sociedade.

Efeitos da confissão
      A confissão prepara o caminho para o perdão (1 João 1.9), para o batismo (Mateus 3.6) e para a adoração (Neemias 9.3), ajuda as pessoas a alcançarem sucesso (Provérbios 28.13); torna a consciência limpa (Hebreus 10.22) e traz uma libertação profunda que produz alívio ao coração.
      O ato da confissão não é para que Deus tome conhecimento do que está acontecendo a seu respeito, pois Deus já sabe de tudo. A confissão serve para que você se refaça.

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