sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O INICIO DO GOVERNO HUMANO

Antes do dilúvio, é sugerido que havia tensão entre os humanos e um animal em particular, a serpente, em Gênesis 3.
Outra coisa importante a ser discutida é o menu, Já que instantes após o dilúvio e até os dias de hoje, é normal que as pessoas comam carne, sejam carnívoros - אוֹכְלֵי בָּשָׂר– och’lei basar. Em Gênesis 1, homem e mulher comiam apenas frutas e sementes da terra - o mundo antes do dilúvio era vegetariano. No entanto, após o dilúvio está escrito:
"Tudo que se move e esteja vivo pode servir de comida para você; eu lhe dou tudo, como dei as plantas verdes. Só que você não deve comer a carne com a sua vida, ou seja, o seu sangue." (Gênesis 9:3-4)
O GOVERNO HUMANO
Este período ou dispensação começou quando Noé sua família saiu da arca Conforme Gn 8.20, pendurou se por 427anos, durando ate a aliança com Abraão. Noé entra em uma nova situação com Deus. Deus estava colocando a nova descendência humana a outra prova ou teste.
Nesta dispensação Deus delega área de sua autoridade, nas quais ele tinha que obedecer a Deus através de submissão ao seu próximo. Assim o homem passar a obedecer a Deus, sujeitando a um governo humano. Porém o homem tem fracassado em governar com justiça, buscando mais seus interesses do que o interesse do próximo. No entanto um dia Deus colocará ou sobrepujara todo governo humano pelo reino glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo, cujo direito de reinar será incontestável. Is 9.6 “Para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecer e o firma mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”.
Justificativa para o estabelecimento do governo humano
Durante séculos os homens haviam abusado do amor e da graça de Deus, e gastaram seu tempo entregues a toda qualidade de pecado e vício. Após o Dilúvio, o caminho, o único Caminho para a vida eterna, ainda permanecia aberto diante deles, e cabia-lhes o direito de aceitar ou rejeita-lo. Mas se o rejeitassem, continuando desobedientes às leis divinas, eram passíveis de punição imediata por parte dos seus contemporâneos, pois Deus instituiu um governo terrestre que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. O pacto que Deus fez com Noé. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (Gn 6.11; 8.21), Deus procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade.
Logo após sair da arca que o salvou das águas, Noé se aproximou de Deus levantando o altar, com sacrifício de sangue (Gn 8.20).
E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR cheirou o suave cheiro e disse o SENHOR em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz”. Gn 8.20,21.
Os governos humanos fazem parte de um governo moral de Deus e são necessários para a preservação da sociedade humana na terra Rm 13:1-2 Rm 13:5-7 I Pe 2:13-14;
O principal alvo do governo civil moral é o bem acima de tudo, e os governos civis e familiares são necessários para se assegurar ou alcançar esse fim;
É dever de todos ajudar a estabelecer, manter, apoiar e tomar parte em governos humanos para a preservação da sociedade;
Na dispensação do governo humano, várias leis foram dadas e o governo foi estabelecido por Deus, com o homem agora sendo responsável por reinar ou administrar para o bem de todos; Sem a existência, execução de leis e punição, nenhum governo pode durar muito tempo.
Importância e objetivos das primeiras leis civis dadas por Deus
Algumas dessas leis formaram a base das leis humanas, em todas as eras ao longo dos anos;
Elas são necessárias para punir criminosos sejam indivíduos ou nação Rm 13:3-4;
Testar o homem sob o novo padrão de conduta. O homem tinha falhado em viver corretamente sem leis e sem ameaça de punição. Agora ele era forçado a obedecer ao certo e rejeitar o errado.
Deus faz aliança com o homem
Deus faz aliança com Noé, prometendo não destruir mais o homem com águas de Dilúvio, Deus remove a possibilidade de um novo dilúvio sobre a terra, mas reafirma sua aliança com a nova descendência.
Deus coloca o arco nas nuvens selando assim sua aliança com Noé. Nenhum maldição é anunciada sobre a terra, nem o homem deve temer outro dilúvio universal Gn 8.20-21 “Levantou Noé um altar ao Senhor , e, tomando de animais limpo e de aves limpas, ofereceu holocausto sobre o altar .. E o Senhor aspirou suave cheiro, e disse consigo mesmo: Não tornarei amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é maus o desígnio do seu íntimo desde a sua mocidade: nem tornarei a ferir todo o vivente como fiz”.
Noé recebe ordem de povoar a nova terra
Em GN 9.7 – “Sede fecundo e multiplicai-vos, povoai a terra e multiplicai-vos”.
Noé começa uma nova geração, cuja geração não ia muito longe também, pois a tendência do homem é pecar, sai da direção de Deus, o homem caiu novamente no fracasso e recebe o juízo divino.
CIRCUNSTANCIAS FAVORAVEIS
A. Noé, o guia, tinha 601 anos al sair da arca. Era uma pessoa com experiên-cia natural e espiritual.
B. Tinha a promessa de Deus que não destruiria a humanidade outra vez por água. Gênesis 9.13-15. O arco-íris foi o sinal.
C. Receberam um novo paco de Deus. Gênesis 9.9.
D. Tinham o costume de adorar ao Deus verdadeiro. Gênesis 8.20-21.
E. Tinha a completa vontade e liberdade de Deus. Gênesis 9.1-7. Isso incluía:
- Permissão para formar um governo humano e governar-se a si mesmo.
- Permissão para comer carne.
(Adão não tinha permissão para fazê-lo. Ainda que se crer que alguns pecadores no seu tempo o fizeram).

Assim, Noé era conhecedor de todos os grandes acontecimentos do período antediluviano e dos primeiros tempos no Jardim do Éden, ou pela experiência própria ou por ouvir do seu avô, Matusalém.
Por meio de Noé toda tradição do velho mundo transferiu-se para o novo.
Esse novo mundo foi povoado pelos filhos do grande e justo Noé. Durante 350 anos seus filhos conviveram com o piedoso patriarca, sob a influencia do seu santo testemunho.
Além de ser um “pregador da justiça”, em razão de sua integridade moral e comunhão com Deus, ele era a grande testemunha do juízo de Deus sobre o mundo ímpio que acabara de perecer, podendo apontar esse fato como prova e ilustração nas suas asserções.
Seus três filhos, Sem, Cão e Jafé, também foram considerados dignos de escapar a essa catástrofe e testemunharam do juízo que sobreveio ao mundo.

Noé, o segundo patriarca
Noé se tornou então o segundo patriarca (pai) da humanidade através dos seus três filhos: Sem, Cão e Jafé que repovoaram a Terra.
Sem e sua descendência
O texto bíblico informa que Sem, com a idade de cem anos, gerou a Arpachade, dois anos depois do dilúvio. Depois ainda viveu mais quinhentos anos, sendo pai de muitos filhos, chegando, portanto, a seiscentos anos de vida. Assim, pela biblia e pelos cálculos aritméticos, Sem teria alcançado até a décima geração de sua descendência, isto é, o patriarca Jacó. Sem é o ascendente da raça semita tanto é que semita (sem+ita quer dizer descendentes de Sem).
Através da descendência de Sem surgiram Abraão e Ló. E também seria através de Sem que Abraão é dito que o patriarca hebreu teria herdado o Sacerdócio e a terra da Palestina, confirmando que havia sido dito por Noé, quando este disse que Canaã seria escravo de Sem. E também foi a linhagem de Sem que foi preservada para a vinda do Messias ao mundo.
Os hebreus são descendentes de Sem, conhecidos pelo termo "hebreus" a partir de Héber.
A sua pátria era Canaã ou Palestina. Mas foram dominados pelos caldeus, persas, gregos e romanos. Como foram rebeldes, foram dispersos pelo mundo despatriadamente. Em 1948 d.C foi criado o estado de Israel. Muitos judeus deixaram os países onde moravam e voltaram à pátria dos seus ancestrais, Israel, cuja capital é Jerusalém; e ainda estão voltando nos dias de hoje.
Jafé e sua descendência
Jafé seria o pai dos europeus: Foi o terceiro filho de Noé, é conhecido pela sua contribuição intelectual para o mundo. Jafé teve, no total, sete filhos, Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. De Gomer vieram os Sumerianos, que residiram onde hoje é a Rússia, até que os Scitianos, que eram descendentes de Magogue (outro filho de Jafé), os expulsaram.
Também vieram da linha de Magogue os Eslavos, os Russos, os Búlgaros, os Boêmios, os Poles os Eslovacos e os Croatas. Madai, o terceiro filho de Jafé, é antepassado dos Medos, Persas, Afegãos e Curdos. Tubal deu seu nome aos tubalinos, que foram os iberos e que hoje são os espanhois.
Cam e sua descendência
Cão é o ascendente da raça camitica (Africana).
Após anos do Dilúvio, Cão teria visto Noé embriagado e viu a sua nudez em sua tenda, e teria delatado a seus irmãos, ao invés de cobrir o pai (Gênesis 9). Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou o filho de Cão, Canaã, referindo-se a ele como o "servo dos servos". Gênesis 9:25 "e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos".
Noé continua abençoando seus outros dois filhos, e novamente dizendo que Canaã será escravo deles (Gn 9:25-26 ). Mesmo tendo sido a sua linhagem condenada a ser o mais baixo dos escravos diante dos seus irmãos, ainda assim os seus descendentes floresceram. Entretanto, ao proferir tais palavras, Noé estaria profetizando que um dos descendentes de Sem (seu irmão), iria herdar a terra dos cananeus, apontando assim para a descendência de Abraão.
Diz-se que da linha de Cão veio a maior porcentagem dos não brancos (os negros). De Cão vieram as pessoas da África, e os Aborígines da Austrália.
Fracasso e desobediência:
Nesse período toda terra era uma só língua, devido o desejo de grandeza o homem começa o seu fracasso em edificar uma cidade e uma torre que chegue ao céu. GN 11.4, Edifiquemos-nos uma cidade e uma torre cujo cume toque ao céus, e façamo-nos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” . Nessa edificação, Deus vê o orgulho do homem e então aplica o Seu juízo, cujo juízo foi a confusão das línguas.
Gn 11.5 Então desceu o Senhor para ver a cidade e torre, que os filhos dos homens edificava V.6 ....Disse: eis que povo é uma só língua.. V.7 “Vinde, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem”.
A torre passou a se chamar Babel. Gn 11.9 Chamou o seu nome babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra.
O pecado do povo na terra de Sinar foi a ambição de dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, à parte de Deus, através da união política centralizada, poder e grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e rebeldia contra Deus. Deus frustrou o propósito deles, multiplicando idioma sem seu meio, de tal maneira que não podiam comunicar-se entre si (Gn 11.7,8). Isso deu origem à diversidade de raças e idiomas no mundo. Nesse tempo, a raça humana deixando a Deus, voltou-se para a idolatria, a feitiçaria e a astrologia (Is 47.12; Ex 22.18; Dt 18.10). As funestas consequências deste estado espiritual nos seres humanos é descrita em Rm 1.21-28. Deus os entregou à impureza dos seus próprios corações (Rm1.24,26,28), e, com Abrão, Ele prosseguiu dando cumprimento ao propósito da salvação da raça humana (Gn 11.31).
Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
(O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário, Psicanalista e Pós Graduado em Ciências Políticas e em Psicanálise, Doutor em Psicologia e em Humanidade, Diretor da Faculdade Teológica Manancial e Professor do Seminário Teológico Kerigma).
Blog: www.adayltonalm.spaceblog.com.br
Facebook: Adayl Manancial
Email: adayl.alm@hotmail.com
BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – Dispensações (Períodos Bíblicos)
Flávio Josefo - Para onde foram os descendentes de Noé após o dilúvio?
Jaime Bergamim – As sete dispensações
João da Cruz Gomes Feitosa – Estudo da Dispensação do Governo Humano
Sergio Baruch – a Dispensação do Governo Humano

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