quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lição 5: Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério

Lições Bíblicas CPAD - Adultos - 3º Trimestre de 2015
Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Lição 5: Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério
Data: 2 de Agosto de 2015
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

TEXTO ÁUREO
“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1).

VERDADE PRÁTICA
A apostasia e a infidelidade a Deus são características marcantes dos tempos do fim.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Mt 7.15 - O cuidado com os ensinos dos falsos profetas

Terça — Hb 3.12 - Que não haja em nós um coração infiel

Quarta — 1Pe 2.2 - Desejando o “leite racional, não falsificado”

Quinta — 1Pe 1.15 - Santos em toda a nossa maneira de viver

Sexta — Jr 48.10 - A maldição de se fazer a obra do Senhor relaxadamente.

Sábado — Hb 12.14 - O cultivo da santificação na nossa vida diária

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Timóteo 4.1,2,5-8,12,16.

1 — Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,
2 — pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,
5 — porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada.
6 — Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
7 — Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.
8 — Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
12 — Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.
16 — Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

HINOS SUGERIDOS - 210, 306 e 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Mostrar que a apostasia e a infidelidade a Deus são características do tempo do fim.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Tratar a respeito da apostasia dos homens.
II. Compreender que o bom ministro deve ser fiel ao Senhor.
III. Refletir a respeito da diligência no ministério.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
      Na lição de hoje estudaremos a respeito da apostasia, fidelidade e diligência no ministério cristão. O termo apostasia vem do grego apostásis e significa o abandono premeditado e consciente da fé cristã. Ao estudar a Palavra de Deus, vemos que no Antigo Testamento, Israel por várias vezes apostatou da fé. Em tempos de apostasia, os profetas eram levantados pelo Senhor para denunciar o pecado e conduzi-los novamente ao Senhor. O profeta tinha o dever de confrontar o povo, alertando contra o pecado. Mesmo sendo perseguidos, muitos profetas foram fiéis ao Senhor e ao seu ministério, não permitindo a apostasia do povo. Atualmente, o pastor, não pode se calar diante da apostasia do nosso tempo. É preciso confrontar as pessoas mediante o ensino das Escrituras Sagradas. Paulo foi incisivo ao orientar Timóteo para que ele doutrinasse a igreja a fim de que os membros não fossem seduzidos pelos falsos ensinos, apostando da fé. Atualmente, por falta de ensino, muitos estão abandonando a fé genuína em Jesus Cristo, caindo nas garras do Inimigo. Para combater a apostasia, a liderança precisa investir no ensino bíblico. Jesus certa vez, declarou: “Errais não conhecendo as Escrituras” (Mt 22.29).

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição vamos enfatizar o cuidado que os líderes devem ter com os falsos mestres a fim de que não destruam o rebanho do Senhor. Timóteo foi enviado à igreja de Éfeso para combater os falsos mestres e suas heresias e é exortado por Paulo para que realize a sua missão com excelência.

PONTO CENTRAL
Na atualidade, muitos estão apostatando da fé genuína em Jesus Cristo por falta de ensino das Sagradas Escrituras.

I. A APOSTASIA DOS HOMENS
1. A apostasia. A igreja em Éfeso estava sob o ataque dos falsos mestres. Paulo não se omitiu nem se intimidou diante deles, mas com coragem e ousadia combateu os ensinos heréticos que estes disseminavam. Ele tomou todas as providências necessárias para coibir a ação maligna. Paulo foi incisivo ao advertir Timóteo, para que ele doutrinasse a igreja em Éfeso a fim de que os irmãos não viessem apostatar da fé cristã. O que significa apostasia? Significa “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. Sabemos que no Antigo Testamento foram muitas as apostasias cometidas pelos israelitas. Para Deus a apostasia é vista como um “adultério espiritual”.

2. Doutrinas de demônios (v.1). Os falsos mestres eram e continuam sendo uma ameaça para a Igreja de Cristo. Há uma igreja, na América Central, cujo líder e fundador dizia ser Jesus Cristo. Esse “falso Cristo” faleceu há pouco tempo. Na igreja por ele fundada, um dos símbolos mais importantes é o número 666, a quem atribuem perfeição e santidade, quando a Palavra de Deus diz que tal número é símbolo que identifica “a besta” ou o Anticristo (Ap 13.18). Isso é exemplo de “doutrina de demônio”. O líder precisa estar atento e alertar suas ovelhas quanto a estas doutrinas.

3. Espíritos enganadores. Os falsos mestres eram mentirosos e faziam de tudo para que os crentes da Igreja em Éfeso seguissem “espíritos enganadores”. Sabemos que Satanás é enganador. Ele procura, de todas as formas, iludir os crentes a fim de que estes abandonem a fé verdadeira. Atualmente, temos visto a atuação de muitos espíritos enganadores. A internet tem contribuído para disseminar muitas heresias e enganar muitos que são fiéis ao Senhor. Uma das doutrinas malignas que se tornou comum, nos tempos atuais é a desvalorização do casamento heterossexual (homem e mulher), enquanto o casamento entre homossexuais vem sendo incentivado pelos meios de comunicação.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Paulo advertiu a Timóteo para que ele combatesse os falsos mestres e seus ensinos que levavam as ovelhas à apostasia.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo.

Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas.

A popularidade dos ensinos antibíblicos vem, sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa posição cerrada à obra de Deus. A segunda vinda de Cristo será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismos, ocultismos, possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja.

A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consiste na lealdade total a Deus e à sua Palavra inspirada, e a conscientização de que os homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se, e enganar os outros com suas misturas de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do crente praticar a vontade de Deus (Jo 7.17) e de andar na justiça e no temor dEle.

Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato da apostasia predominar dentro do cristianismo nesses últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do NT não será bem-sucedido. Deus prometeu que nos ‘últimos dias’ salvará todos quanto invocarem o seu nome e que se separarem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu Espírito Santo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1870).

II. A FIDELIDADE DOS MINISTROS
1. O bom ministro (v.6). Timóteo deveria dar instruções ao rebanho do Senhor, agindo como um “bom ministro de Cristo”. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “a palavra grega traduzida por ministro (diakonos) é a mesma palavra traduzida por ‘diáconos’ em 3.8”. O bom ministro é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas. Pois todo o crente precisa estar firmado na fé e na doutrina cristã (v.6b). O bom ministro zela pela vida espiritual do rebanho do Senhor. O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia a fim de “conhecer a sabedoria e a instrução” para entender as palavras da prudência (Pv 1.2). O estudo das Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.

2. Rejeitando as fábulas profanas. “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (v.7). As “fábulas profanas e de velhas”, segundo o Comentário Bíblico Beacon, seriam as superstições ou mitos e lendas a respeito de determinados assuntos. Paulo ensina a Timóteo que tais crendices são profanas e não edificam a Igreja. Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos espirituais. Daí porque há tanto emocionalismo e modismos nos cultos. Tais pessoas, por não conhecerem a Palavra e não estarem firmados nela, acabam sendo levadas por todo vento de doutrinas e engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente (Ef 4.14).

3. O exercício físico e a piedade (v.8). Paulo não estava desaprovando a ideia do bem-estar físico. O que ele queria dizer, para uma comunidade que valorizava excessivamente os exercícios físicos e o corpo, é que tais práticas, ainda que saudáveis, só serviam para esta vida. Enquanto que “a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (v.8b). Sabemos que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
A fidelidade do ministro no ensino da Palavra de Deus e no combate as heresias.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados. Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja, principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho, não estará ‘limpo do sangue de todos’. Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1677).

III. A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO
1. O ensino prescritivo. “Manda estas coisas e ensina-as” (v.11). Era uma determinação de Paulo a Timóteo, para que ele não fraquejasse na ministração da doutrina à igreja em Éfeso, visto que as heresias estavam se espalhando com certa facilidade. A exortação de Paulo é de grande valor para os dias atuais, em que, em muitas igrejas, há um desprezo pela Palavra de Deus.

2. O exemplo dos fiéis (v.12). Timóteo era um jovem pastor, com cerca de 30 a 35 anos, e fora enviado para doutrinar uma igreja, onde já havia anciãos ou presbíteros, com mais idade. Por isso, Paulo o exorta a ser um exemplo em tudo. O pastor, não importa a idade que tenha, precisa ter consciência de que será sempre um exemplo para o seu rebanho, por isso, precisa ter cuidado com seu modo de falar, agir e até de se vestir.

3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado. “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (v.13). Um ministro do evangelho precisa estar constantemente estudando e aprendendo para que possa exortar, ensinar a Igreja. Infelizmente, há pastores que nunca leram a Bíblia toda. Além da Bíblia é preciso ler outros livros que vão edificar o pastor e contribuir para a edificação da Igreja.

É importante também ressaltar que neste versículo o vocábulo “ensinar” tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade. Todavia, para “ensinar”, o líder precisa gostar de aprender.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O ministro de Deus deve ser diligente quanto ao aprendizado da Palavra de Deus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“‘Ninguém despreze a sua mocidade [...]’ (1Tm 4.12). A palavra grega é neotes, que indica uma pessoa que é adulta, mas abaixo dos 40 anos. No mundo antigo, não era esperado que uma pessoa com a idade de Timóteo, provavelmente nos seus 30 anos de idade, tivesse obtido o discernimento e a sabedoria requerida para os líderes.

Podemos entender, em virtude do ambiente social, no qual os pagãos e judeus igualmente esperavam que uma pessoa tivesse entre 40 e 60 anos para ser qualificado a compreender e aconselhar, por que Timóteo, com 30 anos de idade, pode ter estado hesitante em afirmar sua autoridade.

É significativa a apresentação de novos critérios pelos quais a igreja deve avaliar os seus líderes. O que qualifica uma pessoa para a responsabilidade de liderança na igreja de Deus não é a idade, mas sim o caráter. Timóteo e os líderes devem dar exemplo para os crentes no modo de falar, na vida, no amor, na fé e na pureza” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.471).

CONCLUSÃO
Temos que ter cuidado, pois atualmente muitos estão apostatando da fé e se deixando levar por doutrinas de homens e de demônios. Para combater os falsos ensinos, o pastor deve conhecer a Palavra de Deus e ensiná-la ao rebanho. O pastor e seus auxiliares precisam conhecer as doutrinas bíblicas a fim de que possam ensinar a sã doutrina.

Que o Senhor guarde os ministros e as igrejas dos ataques do maligno, da apostasia nesses últimos tempos que antecedem a vinda de Jesus.

PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:
Como Deus vê a apostasia?
Como um adultério espiritual.

Segundo a lição, qual doutrina maligna que vem se tornando comum nos dias atuais?

A desvalorização do casamento hetero.

Quem é o bom ministro?

O bom ministro é aquele que serve a igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas.

De acordo com a lição, o que o bom ministro precisa fazer constantemente?

Ele precisa estudar a Palavra de Deus, ler bons livros e estar sempre aprendendo.

Qual o sentido da palavra “ensinar” no versículo 13?

O vocábulo ensinar tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério
Muitos confundem “apostasia” com o desvio de uma pessoa em relação a uma “instituição religiosa”. Não podemos insistir nesse tipo de dúvida, pois a apostasia está descrita na Bíblia como um acontecimento sério e pouco comum. Sim, não é comum quem teve um encontro pessoal com Deus, provando da sua boa Palavra, apostatar-se da fé, mas é biblicamente possível também não podemos confundir simples frequentadores de templos com lavados e remidos no sangue de Jesus.

A palavra “apostasia” vem do vocábulo do grego antigo apóstasis, que significa “estar longe de”, isto é, no sentido de “revolta”, “rebelião”, “afastamento doutrinário e religioso”, “apostasia da verdade”. Por isso, apostasia se refere, ao contrário da crença popular, uma decisão deliberada, consciente, aberta ou oculta, contra fé genuína do Evangelho.

Na “esteira” da apostasia precedem os ensinos falsos, malignos e fantasiosos. São as “doutrinas de demônio” que o apóstolo Paulo menciona na epístola. Uma das maneiras desses ensinos manifestarem-se na igreja é os seus propagadores elegerem um tema da Bíblia como ênfase doutrinária, como se o fiel que não conhecesse aquele assunto não teria acesso aos “mistérios de Deus”. Assim, no interior do homem que influência outras pessoas com esses falsos ensinos, nasce a egolatria e cresce a síndrome de autossuficiência.

O apóstata não se vê apóstata. Não reconhece nem considera a possibilidade de ele ter-se transformado deliberadamente num apóstata da fé. Por isso, o elemento fundamental para ele voltar atrás é quase impossível de ocorrer: o arrependimento. Para os ministros de Cristo defenderem a Igreja da apostasia, antes de tudo, eles precisam honrar a fé em Jesus Cristo, a simplicidade do Evangelho, servindo a igreja com amor e fidelidade. Sendo arautos de Deus para toda boa obra. Os ministros de Deus, os servidores da Igreja de Cristo, devem estar aptos a ensinar e a contradizer os falsos ensinadores. Rejeitando as “fábulas profanas”, ensinamentos que em nada edificam a Igreja de Cristo.

Portanto, aos ministros de Cristo cabe a diligência na fé, ensinando as Sagradas Escrituras e apresentando-se como modelos ideais que estimulem os fiéis a viver a fé. Persistirem na pesquisa, no estudo exaustivo e sistemático das Escrituras Sagradas. Que o Senhor nosso Deus guarde o seu povo da apostasia!

Que o Senhor guarde o seu povo!
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-03-05.htm

terça-feira, 28 de julho de 2015

APOSTASIA, FIDELIDAD E DILIGENCIA NO MINISTÉRIO

                                    Surgirão Falsos Ensinos (4.1,2)

Paulo começa este capítulo falando de uma revelação que o Espírito Santo tinha dado a igreja, que nos últimos tempos alguns deixariam a fé em Cristo Jesus por dar ouvidos e obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.

A intenção deles era usar pessoas fracas, soberbas e hipócritas e que tinham suas mentes fechadas para o verdadeiro evangelho, para que com seus ensinos pudessem diluir o verdadeiro evangelho, ensinando falsos ensinos, que vão contra a palavra de Deus, para que muitos deixem a verdadeira fé em Cristo e sigam falsas crenças.

    Éfeso foi atingida pelas contracorrentes de muitas religiões e filosofias do Leste e do Oeste. Como a cidade se localizasse na estrada Pan-asiática, os diversos mestres que por ali passavam achavam-na um lugar conveniente de parada. Como resultado, os efésios ficaram expostos a uma miscelânea de cultos extravagantes e de diferentes doutrinas.

     Na sua Epístola aos Efésios, Paulo havia prevenido a igreja do perigo de serem “agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina” (Efésios 4.14)

     Foi esta a razão pela qual Paulo deixou Timóteo em Éfeso. Paulo refere-se ao problema dos efésios como “loquacidade frívola”, “fábulas” e “sabedoria falsa”, e menciona genealogias como se os cristãos de Éfeso estivessem interessados em descobrir suas origens
     Através do Judaísmo daquela época, elaboradas interpretações fantasiosas do Antigo Testamento estavam-se espalhando com rapidez. E como os efésios estivessem numa posição que permitia o conhecimento de tudo o que surgia, os cristãos estavam sempre contando novidades e especulando como poderiam encaixar a última novidade em sua teologia eclética

    O apóstolo passa a tratar dos falsos ensinos que vinham infestando a igreja em Éfeso, cuja dificuldade ele alude no capítulo 1. O erro sempre se opõe à verdade do evangelho, conflito ao qual Deus prepara a sua igreja: Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé (1). Paulo está se referindo ao Espírito Santo, que é o espírito de profecia. E impossível determinar que profecia em particular o escritor tinha em mente. Às vezes, o apóstolo era movido pelo Espírito para profetizar. Um dos numerosos exemplos dessa inspiração envolvia esta igreja em Éfeso, onde Timóteo servia: "Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (At 20.29,30). Este desdobramento, tão claramente previsto poucos anos antes, está próximo; na verdade, já começou. 

     Esses falsos mestres, não estão longe, estão no meio do rebanho, são cabritos, mas, agem como se ovelhas fossem, ganham a confiança da igreja, e por serem conduzidos por espíritos satânicos, logo armam o seu bote, e começam de uma forma sutil, demoníaca a contaminarem o alimento sólido servido as ovelhas, e se não for pela misericórdia do Deus Jeová, que alerta os pastores, e a liderança local, o rebanho se contamina, enfraquece, para de comer e morre. Se desvia.

II Pedro 2:1 – “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”.

Falsos mestres ensinam doutrinas diferentes

    A palavra usada por Paulo para “diferente” é “heteros” que significa radicalmente diferente, de outro tipo. Isso significa que estavam ensinando algo completamente estranho à Palavra de Deus

Afastai-vos deles.

Romanos 16:17-18: "Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo nosso Senhor, e, sim, a seu próprio ventre e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos incautos."

Espíritos enganadores.

     Elienai Cabral, comentando sobre o tema diz: “Precisamos entender que existem dois mistérios sobrenaturais propagados por agentes humanos: o de Deus e o do Diabo. O mistério de Deus é propagado pela Igreja e o mistério do Diabo é propagado por “espíritos enganadores” influenciados por demônios. O Espírito Santo vive na Igreja de Cristo para torná-la apta a refutar as sutilezas do Diabo”. 

    A expressão espíritos enganadores pode ter uma referência dupla, tanto a demônios literalmente como a homens que se tornam agentes de demônios. A Bíblia os identifica como “homens maus e enganadores... enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13; 2Jo 7 e 2Pe 2.1). Existem pessoas que se colocam a serviço de Satanás para propagar e disseminar doutrinas falsas e negar as verdades divinas. Essas pessoas tornam-se, indubitavelmente, “espíritos enganadores”. 

Entre o falso e o verdadeiro

     É Jesus quem dá a primeira dica em Mateus 7.22-23. Ele fala sobre os que se apresentarão diante dele com afirmativas como: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

   Don Bashan, escritor e pastor já falecido afirma: “Não é coincidência que o alerta de Jesus sobre os falsos profetas venha precedido do alerta sobre o caminho largo e o estreito. Obviamente, porque muitos que pensam que o caminho em que estão seja o caminho da vida, mas estão sendo enganados pelos falsos profetas ou porque que estão sob o ministério dos falsos profetas!”. 

      Este espírito enganador é um espírito sedutor, que usa a palavra de Deus destorcendo e criando as suas doutrinas, as doutrinas de satanás. Note como este espírito sedutor e enganador tentaram contra o Cristo. Mateus 4:3-11.

Quando será o inicio de tudo isso?

       Esta Levedura de erro está em ação hoje. Alguns já se desviaram da fé, seduzidos pelos "estratagemas de Satanás e seus aliados". Paulo denomina essas forças sobrenaturais de "principados, [...] potestades, [...] príncipes das trevas deste século, [...] hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6.12). A palavra grega traduzida por espíritos enganadores significa, de fato, "curandeiros ambulantes" ou "vagabundos, errantes" (Simpson), indicando o poder de iludir e enganar. Esses espíritos malignos empregam suas vítimas sucessivamente como agentes dos seus propósitos abomináveis. Prosseguindo na descrição destes agentes do erro, diz o apóstolo: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. O termo ‘hipocrisia’ fala do esforço consciente e deliberado em enganar, o conhecimento moral de que os ensinos que eles propagam são mentiras. Esses indivíduos estão tão cegos pela incredulidade e são tão endurecidos de coração que a consciência não é mais capaz de exercer suas funções designadas. Ela está cauterizada. Em Efésios 4.19, o apóstolo descreve a pessoa nesta condição moral: "havendo perdido todo o sentimento".

Asceticismo Sem Sentido (4.3-5)

       Paulo define dois detalhes do ensino que ele está denunciando: “Proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças”. Esta proibição de casar-se e comer certos alimentos mostra que o erro que ganhara posição segura na igreja em Éfeso era um tipo inicial de gnosticismo. Todas as formas de gnosticismo defendiam em comum a ideia de um dualismo fundamental entre matéria e espírito. Isto significava que tudo que pertencesse ao corpo era intrinsecamente mau. Estes mestres mal orientados promoviam um asceticismo rígido e essencialmente falso. Seus adeptos tinham de evitar o casamento e praticar a abstinência de certos alimentos.

A APOSTASIA E INDIFERENÇA GENERALIZADA.

     “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns apostataram da fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade.” Tm. 4.1-3.

      O termo apostatar-se significa desviar-se ou afastar-se. Esse sinal já está acontecendo nos dias de hoje. Muitas autoridades das igrejas têm distorcido o verdadeiro evangelho, dando lugar ao orgulho, à ganância, posição social e cada vez menos à seriedade do evangelho.

       A apostasia e a indiferença espiritual generalizada, bem como o espírito de desobediência e anarquia, fazem parte da preparação final do mundo pelo Diabo, para o reino do Anticristo, também chamado de a Besta

      Assim como Deus preparou todas as coisas para a vinda de Jesus, o Diabo prepara todas as coisas para o reino do Anticristo, quando a igreja sair daqui. 

        Isso porque esse preparo não pode ser feito de improviso, nem na última hora. Já começou há muito tempo e de diferentes maneiras. Isso podemos observar no espírito de desobediência, rebelião, ateísmo, corrupção, materialismo, baixo nível moral e imoralidade generalizada, e tudo isso está a serviço do maligno executando sua obra destruidora a passos gigantescos. 

    As bases do direito, da ética e dos bons princípios estão desmoronando-se na sociedade, nos lares, nas organizações civis, militares, comerciais, estudantis, científicas e culturais, em todas as classes sociais, em todos os países, na cidade e no campo. É o contrario do que determina as Escrituras.

        Nunca antes presenciamos a angustia das nações como nos dias de hoje (Luc.21.25). Os interesses do mundo estão voltados unicamente para as coisas materiais (Mat. 24.38), dentro de todos os prismas políticos, não há quem busque a Deus (Rom. 3.11), e não se interessam pela pregação do Evangelho (Os. 53.1). Na própria igreja, o amor está desaparecendo (Mat. 24.12), apesar da boa e agradável advertência do Senhor (Mat.24.13; Luc.21.34-36).

       Paulo fala que o Espírito lhe disse claramente sobre a apostasia nos últimos dias, fala sobre homens que se entregaram a mentiras, tendo suas mentes cauterizadas entregues a espíritos enganadores, estes espíritos são o próprio homem enquanto humanidade destituída da glória de Deus. Paulo diz ainda que os ensinos dos falsos mestres são doutrinas de demônios, onde influências sobrenaturais malignas direciona o agir deles. 

      A mente cauterizada se relaciona com o fato de usar ferro em brasa para queimar, marcando escravos ou animais. Entende-se que o contato do ferro em brasas com o corpo, torna o tecido queimado insensível e morto, podendo não mais perceber as diferentes sensações de contato. Assim seria a mente cauterizada, insensível, morta para a verdade libertadora do evangelho.

Fábulas substituindo a sã doutrina.

      Que é uma fábula? Fábula é um apólogo, e apólogo é uma verdade moral, expressa sob forma de fábula ou alegoria, ou sob o véu da ficção. Fábula é lenda, conto popular, mito. A mitologia contém os deuses fabulosos. O monte Olimpo dos Gregos era o lugar onde viviam os deuses gregos. Fábula é, finalmente, um conto, lenda, ou mito, que não tem existência real. É uma mentira.

     Na Igreja nascente proliferavam as fábulas, isto é, lendas ou contos fabulosos que atrapalhavam a edificação da Igreja e do reino de Deus. Na mesma carta a Timóteo, mais à frente, Paulo declara que as tais fábulas, eram profanas. Ora, profanar é violar a santidade do Evangelho. Profanar é violar uma coisa sagrada.

      Lendo o texto de I Timóteo 4.1-7, vemos que, neste texto, Paulo revela que as fábulas profanas são doutrinas de demônios, e espíritos enganadores, próprias para os hipócritas. Paulo ainda adverte a Igreja que as fábulas que tanto perturbavam e minavam a Igreja do seu tempo, eram coisas do Velho Testamento. “Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé, não dando ouvido às fábulas Judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade” (Tt. 1:13-14).

      Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos espirituais. Daí porque há tanto emocionalismo e modismos nos cultos. Tais pessoas, por não conhecerem a Palavra e não estarem firmados nela, acabam sendo levadas por todo vento de doutrinas e engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente (Ef 4.14).

      Pedro, o apóstolo, na sua segunda carta, diz: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (II Pd. 1:16). É claro que Pedro, assim como Paulo, fez referência às fábulas judaicas.

EXERCITA-TE A TI MESMO NA PIEDADE

"O cristão deve se exercitar? O que a Bíblia diz sobre a saúde?"

1 Timóteo 4:8 nos informa: “Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Note que este versículo não diz que o exercício não tem valor! Ele diz que o exercício tem algum valor, mas mantém as prioridades corretamente ao dizer que a piedade é de maior valor. O apóstolo Paulo também menciona o treinamento físico ao ilustrar a verdade espiritual. 1 Coríntios 9:24-27: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. 2 Timóteo 2:5: “Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas.” 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.”

       Então, claramente não há nada de errado no fato de um cristão se exercitar. Na verdade, a Bíblia é clara ao dizer que nós devemos cuidar bem dos nossos corpos (1 Coríntios 6:19-20). Efésios 5:29 nos diz: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida...” A Bíblia também nos adverte contra a gula (Deuteronômio 21:20; Provérbios 23:2; 2 Pedro 1:5-7; 2 Timóteo 3:1-9; 2 Coríntios 10:5). Ao mesmo tempo, a Bíblia nos adverte contra a vaidade (1 Samuel 16:7; Provérbios 31:30; 1 Pedro 3:3-4). O que a Bíblia diz sobre a saúde? Seja saudável! Como alcançamos este objetivo? Ao fazermos exercícios não muito pesados e comendo moderadamente. Este é o padrão Bíblico para a saúde e para o exercício físico.

      No versículo 8 Paulo diz que “o exercício físico para pouco é proveitoso”, mas não diz que para nada é proveitoso. Esse proveito não é pessoal, mas para servir o Senhor. Se tivermos boa saúde, poderemos servir melhor. Quando o Senhor nos envia para a obra, nas cidades, nos lugares, às vezes sofremos muito. Pessoas com saúde fraca não aguentam. Por isso, precisamos exercitar também o lado físico.

UM BOM MINISTRO DE CRISTO JESUS

v.6. Timóteo deveria dar instruções ao rebanho do Senhor, agindo como um “bom ministro de Cristo”. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “a palavra grega traduzida por ministro (diakonos) é a mesma palavra traduzida por ‘diáconos’ em 3.8”. O bom ministro é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas. Pois todo o crente precisa estar firmado na fé e na doutrina cristã (v.6b). O bom ministro zela pela vida espiritual do rebanho do Senhor. O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia a fim de “conhecer a sabedoria e a instrução” para entender as palavras da prudência (Pv 1.2). O estudo das Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.

O MINISTRO VERDADEIRO – 1. 12 -20

      Esta passagem é um forte contraste entre o ministro verdadeiro do evangelho e os falsos mestres. Eles são um testemunho de Paulo que era um verdadeiro ministro.

Ser considerado fiel

     O primeiro princípio dos ministros da palavra é ser considerado fiel. Em 1 Timóteo 1:12, Paulo mostra-nos a sua experiência: "Sou grato para com aquele que me fortaleceu,Cristo Jesus,nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério".É bom percebermos que primeiramente Paulo foi considerado fiel pelo Senhor e somente depois foi designado para o ministério. Portanto a base para sermos ministros é sermos fieis.

O ministério da Palavra

     A palavra "ministros" é "huperetes" que traduz-se como "remador de baixo" e é uma alusão aos escravos que remavam "em fila" no porão do navio, como no romance "Ben-Hur". Portanto, Paulo diz que o importante é que os homens vejam os ministros como servos deste tipo. Ora, o "doulos" era um escravo até de elite em comparação aos "huperetes" (v.1).

        Mas, Paulo também, considera os obreiros como "oikonomos" (despenseiro), que na verdade era um mordomo que devia prestar contas ao seu senhor. Oikos (casa), nemo (distribuir, determinar), portanto, alguém que controla uma casa distribuindo tarefas e recursos e que deve prestar contas. O ministro é um mordomo (despenseiro) e distribui "os mistérios de Deus", ou seja, as verdades bíblicas (v.1). A fidelidade do despenseiro está em entregar o que recebeu (Lc 12.42). O despenseiro deverá prestar contas a respeito de suas atitudes para com as pessoas. Todos somos despenseiros (1 Pe 4.10, 5.1-3).

O CUIDADO DO MINISTRO

      Há três responsabilidades fundamentais na vida do obreiro do Senhor:

1-O cuidado consigo mesmo; 2- O cuidado com a doutrina;3- O cuidado com o rebanho.

Todas as demais responsabilidades do obreiro derivam destas três.

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1Timóteo 4:16)

    “Tem cuidado de ti mesmo”. Consideremos este solene mandamento: “Tem cuidado de ti mesmo”. Seria difícil expressar todo o alcance moral destas palavras. É importante que todo crente as observe, mas principalmente um obreiro do Senhor, pois a este se dirigem em particular. Este, mais do que tudo, necessita de cuidar de si mesmo. Deve cuidar do estado do seu coração, da sua consciência, dos seus afetos, do seu espírito, do seu caráter, da sua linguagem - tudo deve manter-se sob o santo controlo do Espírito e da Palavra de Deus. É necessário que esteja instruído com a verdade e vestido com a couraça da justiça. A sua condição moral e a sua marcha prática devem concordar com a verdade que ministra; de contrário, o inimigo, com certeza, ganhará vantagem sobre ele.

O OBREIRO DEVE TER CUIDADO COM A DOUTRINA – (I Tm 4.16)

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina”. (Tt 2.1).

O QUE É DOUTRINA BÍBLICA

      A palavra doutrina se origina do grego: “didache”, que significa ensino ou instrução dos apóstolos. Entendemos que a sã doutrina é a revelação do Eterno Deus por meio das sagradas escrituras e representa o alicerce e o sustentáculo da verdadeira fé cristã. 

     Ainda podemos dizer que a doutrina é um conjunto de princípios que, tendo como base as Sagradas Escrituras, orienta o nosso relacionamento com Deus, com a Igreja e com os nossos semelhantes.
Ao contrário da filosofia, a doutrina cristã não se perde em especulações. Se por um lado, conduz-no a conhecer mais intimamente a Deus; por outro, constrange-nos a ter uma vida santa e irrepreensível.

    "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1Timóteo 4:16)

    As palavras do texto citado são muito solenes e devem ser examinadas por todos aqueles que têm que apresentar às almas a Palavra de Deus e a doutrina. O inspirado apóstolo dirige estas palavras ao seu amado filho Timóteo, as quais contêm a mais preciosa instrução para cada um dos que são chamados por Deus para ministrar na assembleia ou para pregar o Evangelho. Tomar parte em tal ministério é, seguramente, um santo privilégio; mas ao mesmo tempo, o que o exerce tem uma enorme responsabilidade.

O OBREIRO DEVE TER CUIDADO COM O REBANHO (At 20.28, I Pe 5.2, Jo 21.15-17).

      Um homem que governe bem a igreja de Deus. Só o homem que governa bem a si próprio e governa bem a sua casa, terá autoridade para cuidar da igreja de Deus.

      A Bíblia compara a igreja com um rebanho de ovelhas. O povo escolhido é formado por ovelhas e Deus é o seu pastor. Jesus declara: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Para esse rebanho Jesus constituiu pastores para cuidá-lo, (Ef. 4:11). O pastor deve saber que ele não é dono do rebanho, mas foi constituído para cuidar do mesmo de acordo com as ordens Bíblicas sem querer dominar-lo veja o que diz em (1 Pedro 5:3). “Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.

       Nunca li na Bíblia que Jesus tenha constituído mercenários para cuidar de Seu rebanho, porém, mercenários aparecem na área como se fossem pastores. A Palavra de Deus (Ezequiel 34: 2 a 4) “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?” Veja o que diz em Jeremias 5.6: “ O meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as fizeram errar e as deixaram desviar para os montes; do monte passaram ao outeiro, esqueceram-se do seu redil.”

      Jesus fez um alerta contra o mercenário que vem para matar, roubar e destruir. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge. Então, o lobo as arrebata e dispersa. (Jo 10:11 e 12).

   Que sejamos preservados contra a apostasia, sejamos encontrados fiel e que sejamos diligentes no servir ao nosso Senhor Jesus Cristo. //////

Pr. Adaylton de Almeida Conceição


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BIBLIOGRAFIA

Adaylton de Almeida Conceição – Introdução à Escatologia Bíblica

Pastor João – Espíritos Enganadores

Gustavo Buriti. – Exercita-te na Piedade

Olavo S. Pereira – Fábulas

Pércio Coutinho Pereira – O Bom Ministro e Sua Doutrina

Dong Yu Lan – O Exercício da piedade e o exercício físico.

sábado, 25 de julho de 2015

Conselhos de Deus em Provérbios capítulo 3. Leia e seja abençoado (a)

1 Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração aguarde os meus mandamentos.
2 Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.
3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração
4 e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens.
5 Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te destribes no teu próprio entendimento.
6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
7 Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.
8 Isso será remédio para o teu umbigo e medula para os teus ossos.
9 Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda;
10 e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares.
11 Filho meu, não rejeites a correção do SENHOR, nem te enojes da sua repreensão.
12 Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.
13 Bem-aventurado lo homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.
14 Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino.
15 Mais preciosa é do que os rubins; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela.
16 Aumento de dias há na sua mão direita; na sua esquerda, riquezas e honra.
17 Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas, paz.
18 É árvore da vida para os que a seguram, e bem-aventurados são todos os que a retêm.
19 O SENHOR, com sabedoria, fundou a terra; preparou os céus com inteligência.
20 Pelo seu conhecimento, se fenderam os abismos, e as nuvens destilam o orvalho.
21 Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;
22 porque serão vida para a tua alma e graça, para o teu pescoço.
23 Então, andarás com confiança no teu caminho, e não tropeçará o teu pé.
24 Quando te deitares, não temerás; sim, tu te deitarás, e o teu sono será suave.
25 Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier.

Linda mensagem em Prevérbios capítulo 2

A excelência da Sabedoria 
1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,
2 para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento,
3 e, se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz,
4 se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,
5 então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.
6 Porque co SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento.
7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; escudo é para os que caminham na sinceridade,
8 para que guarde as veredas do juízo e conserve o caminho dos seus santos.
9 Então, entenderás justiça, e juízo, e eqüidade, e todas as boas veredas.
10 Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será suave à tua alma.
11 O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará;
12 para te livrar do mau caminho e do homem que diz coisas perversas;
13 dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas;
14 que se alegram gde mal fazer e folgam com as perversidades dos maus,
15 cujas veredas são tortuosas e desviadas nas suas carreiras;
16 para te livrar da mulher estranha e da estrangeira, que lisongeia com suas palavras,
17 a qual deixa io guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus;
18 porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para os mortos;
19 todos os que se dirigem a elas não voltarão e não atinarão com as veredas da vida.
20 Para que andes pelo caminho dos bons e guardes as veredas dos justos.
21 Porque os retos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela.
22 Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.

Meditação em Provérbios cap 1

Não te deixes seduzir por pecadores

7 O temor do SENHOR é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.

8 Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a doutrina de tua mãe.

9 Porque diadema de graça serão para a tua cabeça e colares para o teu pescoço.

10 Filho meu, se os pecadores, com blandícias, te quiserem tentar, não consintas.

11 Se disserem: Vem conosco, espiemos o sangue, espreitemos sem razão os inocentes,

12 traguemo-los vivos, como a sepultura, e inteiros, como os que descem à cova;

13 acharemos toda sorte de fazenda preciosa; encheremos as nossas casas de despojos;

14 lançarás a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa.

15 Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas.

16 Porque os pés deles icorrem para o mal e se apressam a derramar sangue.

17 Na verdade, debalde se estenderia a rede perante os olhos de qualquer ave.

18 E estes armam ciladas contra o seu próprio sangue; e a sua própria 2vida espreitam.

19 Tais são as veredas de todo aquele que se entrega à cobiça; ela prenderá a alma dos que a possuem.

O convite e exortação da Sabedoria

20 A suprema Sabedoria altissonantemente clama de fora; pelas ruas levanta a sua voz.

21 Nas encruzilhadas, no meio dos tumultos, clama; às entradas das portas e na cidade profere as suas palavras:

22 Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento?

23 Convertei-vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.

24 Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção;

25 antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão;

26 também eu me rirei na vossa perdição e zombarei, vindo o vosso temor,

27 vindo como assolação o vosso temor, e vindo a vossa perdição como tormenta, sobrevindo-vos aperto e angústia.

28 Então, a mim clamarão, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, mas não me acharão.

29 Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do SENHOR;

30 não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão.

31 Portanto, comerão do fruto do seu caminho e fartar-se-ão rdos seus próprios conselhos.

32 Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá.

33 Mas o que me der ouvidos habitará seguramente e estará descansado do temor do mal.

quinta-feira, 23 de julho de 2015


     Depois que Jesus concedeu Dons Espirituais aos homens, Ele mesmo, não outra pessoa, concedeu Dons à Sua Igreja. Efésios 4:11: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. 

O pastorado eficiente é um dom de Cristo. Não depende de um curso especial, nem é produto de treinamento. Cristo deu a sua igreja (Efésios 4.11). Não pode ser substituído por nenhum preparo intelectual. A instrução pode ser importante no exercício do ministério pastoral, mas para que este seja uma verdadeira benção para a igreja, necessita ser um dom vindo do alto.

Os dons do Senhor, não só habilitam como também capacitam para o trabalho e levam aos vocacionados a realizarem o trabalho do Senhor com zelo. Através da experiência, notamos que aquele ministro cujo trabalho é infrutífero possui apenas o título e não o dom. O evangelista que não tem mensagem e não ganha almas, é alguém que recebeu um título inadequado.

Não é o título que atrai o dom ministerial, ao contrario, o título deve corresponder ao dom ministerial em evidência. O dom de pastor se qualifica por varias virtudes, exigidas para este ofício. 

PASTOR, CARGO OU DOM ESPIRITUAL?
Pastor: ποιμην (gr. poimen). De todos os ministérios cristão, o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. A função é tão honrosa, que o Antigo Testamento frequentemente atribui a Deus o título de pastor de Israel ( Jr. 23:4; Sl. 23:1; Sl. 80:1 ).

O vocábulo originalmente aplicado a um guardador de ovelhas significa apascentador, guia protetor (Is. 40:11). Estas definições correspondem às varias fases das atribuições e deveres do pastor. Como no caso dos demais ministérios, encontramos em Jesus o grande exemplo de pastor.

A função pastoral através do dom consiste na habilitação divina do ministro para governar a igreja; na maneira correta de dirigir as reuniões, sem aquele caráter de rotina, de uma liturgia sem vida, mecânica. Que não se deixe levar pelo formalismo nem pelo fanatismo. Que sabe reconhecer e utilizar os valores existentes na igreja. Que sabe orientar e instruir nas decisões a serem tomadas pela assembleia, sem desprezar as opiniões construtivas dos demais. Que sabe ir ao máximo de seus deveres e não excede ao limite de seus direitos.

PASTORES/ANCIÃOS NO VELHO TESTAMENTO 
Sabemos que o Novo Testamento, o evangelho de Cristo, fornece o padrão para a igreja de hoje (veja João 12:48-50; Hebreus 8:6-13; 2 João 9; Colossenses 3:17). Mas o Antigo Testamento contém exemplos instrutivos que ajudam para entender a vontade de Deus (1 Coríntios 10:1-13; Romanos 15:4). No Velho Testamento, encontramos líderes entre o povo de Israel chamado, às vezes, anciãos (o sentido da palavra presbítero no Novo Testamento). Os anciãos das cidades israelitas resolveram problemas que surgiram entre as pessoas (Deuteronômio 21:2,19; 22:15-17; Rute 4:1-11). Quando não conduziram o povo no caminho de Deus, ele cobrou: "O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes. Vós sois os que consumistes esta vinha; o que roubastes do pobre está em vossa casa. Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? — diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos" (Isaías 3:14-15). Deus condenou os pastores gananciosos que não compreenderam a vontade dele e conduziram o povo ao pecado (Isaías 56:9-12). Jeremias transmitiu as palavras do Senhor sobre pastores maus: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos" (Jeremias 10:21). "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! — diz o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o Senhor" (Jeremias 23:1-2).

PASTORES NAS IGREJAS NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, encontramos muitas referências aos pastores/presbíteros/bispos. Descobrimos em Atos 20:17 e 28 que esses três termos se referem aos mesmos homens (veja, também, 1 Pedro 5:1-2, onde os presbíteros pastoreiam). Não temos nenhuma base bíblica para usar o termo "bispo" para descrever um cargo, "pastor" para outro e "presbítero" para ainda outro. Pastores, bispos e presbíteros são os mesmos servos. Lendo o livro de Atos, achamos vários versículos que mencionam presbíteros: na Judéia (11:30); em cada igreja na Ásia Menor (14:23); em Jerusalém (15:2,4,6,22,23; 16:4); da igreja em Éfeso (20:17,28) e, mais uma vez, em Jerusalém (21:18). As epístolas, também, se referem aos homens que pastoreavam as igrejas: "pastores e mestres" (Efésios 4:11); "bispos" em Filipos (Filipenses 1:1); "o presbitério" (1 Timóteo 4:14); "presbíteros que há entre vós" (1 Pedro 5:1; aqui aprendemos que Pedro era presbítero, um dos dois apóstolos assim identificados—veja 2 João 1 e 3 João 1). Atualmente, por uma questão denominacional e querendo primar por uma hierarquia, algumas igrejas os tem como se fossem funções distintas.

AS QUALIFICAÇÕES BÍBLICAS DE PASTORES/PRESBÍTEROS/BISPOS.
Paulo cita as qualificações dos bispos/presbíteros em duas cartas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). A linguagem dele deixa bem claro que ele não está dando meras sugestões, e sim requerimentos. Em 1 Timóteo 3:2 ele diz: "É necessário, portanto, que o bispo seja... ". Tito 1:7 diz: "Porque é indispensável que o bispo seja....". Os requerimentos que encontramos nesses dois trechos são qualidades que o Espírito Santo revelou, através de Paulo, como exigências. Para servir como presbítero, um homem precisa de todas essas qualidades. Ninguém tem direito de apagar nenhum "i" ou "til" do que Deus falou.

Vamos ler o que o Espírito falou nessas duas listas paralelas (bem semelhantes, mas não exatamente iguais).

"Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo" (1 Timóteo 3:1-7).

"Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tito 1:5-9).

O CUIDADO DO PASTOR
O cuidado que Cristo tem de nós, como Pastor e Bispo de nossas almas, pode ser expresso nestas palavras: "instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselhos" ( Sl. 32:8 ). 

O pastorado eficiente é um Dom de Cristo. Não depende de curso especial, nem é produto de treinamento ou de simpatia de nenhum líder. Cristo o deu à sua Igreja (Ef. 4:11). Não pode ser substituído por nenhuma preparação intelectual. A instrução, a preparação através de uma escola teológica é importante e fundamental para o exercício do ministério pastoral, para aqueles quem receberam o chamado, não há duvida de que este, para ser proveitoso, para ser uma verdadeira benção para a Igreja, necessita ser um Dom vindo do alto ( Tg. 1:17 ).

Em João 21:15-17, no diálogo que Jesus manteve com Pedro, antes de sua restauração ao ofício pastoral, o mestre usou dois termos, que sugerem dupla função do pastor, que são:

1. Apascentar. "Apascenta meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas". O vocábulo significa "alimentar, dar de comer, sustentar, nutrir". A linguagem é figurada e traduz o dever de doutrinar ensinando a Palavra, ministrar conhecimento, dirigir no bom caminho;

2. Pastorear, guardar: pastoreia as minhas ovelhas. O sentido de pastorear vai além de apascentar, isto é, o dever de guiar o rebanho, e não somente alimentar, mas conduzir ao pasto, ou mesmo prover pastagem para o rebanho. 

Em João 21.16, Jesus usou o termo: “apascentar”; “apascenta as minhas ovelhas”. No versículo anterior, Ele disse “apascenta os meus cordeiros”. Sabemos que o termo “apascen- tar”, vais mais além de pastorear, incluindo tudo o que significa o ofício de pastor, ou seja, o dever de guiar o rebanho e, não apenas alimentar, mas conduzir, prover o alimento para o rebanho. No tempo de seca, o pastor necessitava encontra pasto e água para alimentar o rebanho. O verdadeiro pastor de almas, deve, pela graça de Deus, se sobrepor à diferentes crises que tenha que enfrentar. 

Também é função do pastor, a obrigação ou dever de ir buscar e recuperar a ovelha fraca ou doente, ou afastada do rebanho “Vivo eu, diz o Senhor Jeová, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas a s feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas”. (Ezequiel 34.8). Esta doutrina foi confirmada por Cristo em Lucas 15.1.

QUALIDADES DE UM PASTOR
“Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível,...” - I Timóteo 3.1-6.

Analisando este texto, encontramos três qualidades fundamentais para um ministério eficaz:

1. Um homem que governa a si mesmo. Sem sombra de dúvida, o domínio se próprio constitui na qualidade básica de um ministro de Deus. Paulo ao falar sobre as piores classes de homens faz uma referencia a uma classe que está muito longe de desejar o pastorado (2 Timóteo 3.1-5). Quando ele fala sobre as características do bispo, entre outras coisas, ensina que convém que “seja dono de si mesmo”. (Tito 1.8).

2. Um homem que governe bem a sua casa. O ministério de um pastor cuja família pode servir de exemplo para as demais famílias, é muito abençoado em todos os sentidos

3. Um homem que governe bem a igreja de Deus. Só o homem que governa bem a si próprio e governa bem a sua casa, terá autoridade para cuidar da igreja de Deus. Esta habilidade inclui: Capacidade para administração. A capacidade do pastor para cuidar das coisas da igreja de maneira honrada (principalmente da parte financeira) inspira confiança nos membros para servir, contribuir e brindar toda sua confiança no pastor. 

Em 1 Timóteo 3.1-5, Paulo faz uma exposição dos aspectos positivos e negativos de um ministro de Deus.

a. “Seja irrepreensível”. Um homem repreensível não tem autoridade para repreender e exortar para convencer a aqueles que contradizem (Tito 1.9). A Bíblia recomenda aos cristãos a imitar à fé de seus pastores. “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver” (Hebreus 13.7). Por isso é que dizemos: “Tal pastor, tal rebanho”.

b. Esposo de uma só mulher. O bígamo ou polígamo é um homem governado pelas mulheres. É uma pessoa que, moralmente, não tem autoridade.

c. Apto para ensinar. Isto significa que está capacitado e pronto para comunicar a outros os conhecimentos da Palavra de Deus.

d. Não neófito. O orgulho, a arrogância, a presunção, são coisas comuns ao neófito. A soberbia é comum ao ignorante espiritual, inexperiente. Às vezes, por necessidade da obra, um neófito é indicado para assumir uma determinada congregação, mas sabemos que essa congregação necessitará de uma constante supervisão de obreiros com mais experiência. O mais indicado, é compartilhar a experiência na obra para que os que assumirão o pastorado sejam verdadeiros pastores...

e. Não dado ao vinho. ... (Sem comentários).

O apóstolo Pedro ensina três regras de grande importância do pastoreio (I Pedro 5:2,3):

1ª - Não por constrangimento, mas espontaneamente, com o coração.

2ª - Nem por sórdida ganância, mas de boa vontade

3ª - Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelo do rebanho. (Pode mais a força do exemplo do que o exemplo da força)..

O pastor que observa estas normas nunca lutará só; terá sempre a mão divina a ajudá-lo na solução de todos os problemas na Igreja. Terá paz e estará tranquilo, na esperança de que, logo que o sumo pastor se manifestar, receberá a imarcescível coroa de glória (I Pe. 5:2,4 ) Isto significa que o pastor, tendo em vista sua responsabilidade como administrador do rebanho ou administrador da Igreja, tem de se destacar também como expositor da Palavra de Deus.

OS DIÁCONOS
“Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus”. (1 Tm. 3.13).

O termo diácono aparece 30 vezes no Novo Testamento, sendo que em 20 casos a palavra é traduzida por ministro, que de fato tem como significado e representação o servo (1 Tm. 3.10,13). 

O apóstolo Paulo de Tarso aborda o assunto em suas cartas às igrejas. Inclusive, ele recebe uma saudação em Filipos que diz: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Fl 1:1)

DIÁCONOS - Substantivo que foi transliterado para o português na forma de diácono e que se traduz por servo (ajudante, servente, aquele que ministra ou distribui, auxiliar, assistente, adjunto). Há no grego do Novo Testamento, duas outras palavras por vezes traduzidas por servo: DULOS - escravo, e UPERÉTES - subordinado, subalterno.

A ORIGEM DO OFÍCIO
É perfeitamente certo que temos a origem do diaconato no capítulo sexto de Atos. A palavra “servir” (diakoneo) em Atos 6:2 é exatamente a mesma que se usa para designar o ofício de diácono em 1 Tim. 3:10,13, que é o verbo correspondente para diáconos em Fil. 1:1; 1 Tim. 3:8,12.

ANALISANDO O TEXTO 
“Os doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: “não é justo que desamparemos a Palavra de Deus e sirvamos as mesas. Escolhei, pois, dentre vós, irmãos, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, a quem possais constituir sobre este negócio.” (Atos 6:2,3).

Os apóstolos investiram os diáconos do seu ofício, ou ordenou-os, como vemos no verso seis, sendo este o significado de “nomear” no verso três; mas os apóstolos não presumiram de elegê-los: isto deixou à igreja. Nem mesmo recomendaram à igreja os que ela devia escolher: deixaram a igreja achar isto do Espírito Santo. Foi isto um assunto excepcionalmente importante, mas os apóstolos não se arrecearam de confiá-lo à igreja.

Hoje em dia, há muitos que não entendem o assunto, “Diaconato,” e existe muita confusão a respeito. Há igrejas pequenas com muitos diáconos. Há igrejas com nenhum. Há irmãos que pensam que o pastor tem que ser diácono antes de ser pastor. Outros acham que “uma vez diácono, sempre diácono,” e também que quando um diácono muda de uma igreja para a outra, é automaticamente considerado diácono da igreja de destino. Há igrejas que têm diácono, mas usam outro membro como tesoureiro. Outros não provam o candidato antes da consagração ao diaconato. Outros são diáconos e ficam na expectativa de uma promoção para um degrau eclesiástico superior. Será que não devemos repensar a nossa posição sobre o diácono e sua atuação na igreja?

Jesus não escolheu diáconos, assim como escolheu os apóstolos. O diaconato surgiu a partir de uma necessidade ministerial, quando a igreja já estava consolidada. O livro de Atos dos Apóstolos conta a história da igreja a partir de sua edificação que se deu em Jerusalém, no dia de Pentecostes. 

A necessidade dos diáconos.
Pessoas de várias classes, línguas e povos abraçaram a nova doutrina e, dessa forma a igreja cresceu em quantidade e qualidade. Contudo, esse crescimento trouxe alguns problemas, principalmente em relação àqueles que não eram judeus, como vemos. "Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano." (Atos 6: 1).

A igreja vivia no seu primeiro amor, e, neste amor, ela seguia o ensino que foi legado pelo Senhor que era o amor incondicional ao próximo. Mas, ao que parece, alguns crentes judeus ainda não haviam entendido que o próximo não era somente aquele que fazia parte do povo de Israel e assim, nutriam certo preconceito em relação aos gentios (povos não judeus). Isto fez com que as viúvas helenistas (gregas), ficassem de fora na repartição diária das contribuições da igreja.

Este problema chegou ao conhecimento dos Apóstolos, que imediatamente, tomaram posição em relação ao problema. Estes, reunindo a igreja expuseram a situação, bem como apontaram a solução para o mesmo.

QUAIS SÃO AS QUALIFICAÇÕES DO DIÁCONO?
“E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constitua-mos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”. (Atos 6: 1-4).

O critério para a separação
Os Apóstolos tinham ciência de suas responsabilidades quanto à oração e ao ensino da Pala-vra, quais eram essenciais para edificação da igreja, portanto, não podiam desviar sua atenção para outras causas. Por isso, eles delegaram à igreja a responsabilidade de escolherem entre si, aqueles que assumiriam aquilo que eles denominaram de importante negócio.

Coube a igreja a responsabilidade de separar homens capacitados para exercerem tal responsabilidade e assim foram separados: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia (Atos 6: 5).

O Ministério dos Diáconos
Os diáconos são muito importantes. Uma igreja não funciona sem eles. Aliás, o normal de cada igreja é que seja composta de “bispos e diáconos” (Fp 1:1).

Quais são as qualificações bíblicas do diácono? 
Além dos requisitos mencionados em At. 6:3, há uma lista dos mesmos em I Tm. 3:8-13 (1Tm 3.8-13).

Depois de elencar as virtudes que devem ornar a vida do presbítero, o apóstolo Paulo passa a falar dos atributos do diácono (1Tm 3.8-13). Muitas das qualificações do diácono são as mesmas do presbítero. O diácono, (diáconos), é o servo que coopera com aqueles que se dedicam à oração e ao ministério da palavra. Os primeiros diáconos foram nomeados assistentes dos apóstolos. Há dois ministérios na igreja: a diaconia das mesas (At 6.2,3) e a diaconia da palavra (At 6.4); a ação social e a pregação do evangelho. O ministério das mesas não substitui o ministério da palavra, nem o ministério da palavra dispensa o ministério das mesas. Nenhum dos dois ministérios é superior ao outro. Ambos são ministérios cristãos que exigem pessoas espirituais, cheias do Espírito Santo para exercê-los. A única diferença está na forma que cada ministério assume, exigindo dons e chamados diferentes.

QUAIS SÃO AS QUALIFICAÇÕES DO DIÁCONO?
Em primeiro lugar, o diácono precisa ser um homem respeitável (1Tm 3.8a). “Semelhan-temente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis…”. O diácono precisa ser um homem digno de respeito, de caráter impoluto, de vida irrepreensível, de conduta ilibada.

Em segundo lugar, o diácono precisa ser um homem de uma só palavra (1Tm 3.8b). “… de uma só palavra…”. O diácono precisa ser um homem verdadeiro, íntegro em suas palavras e consistente em sua vida. 

Em terceiro lugar, o diácono não pode ser um homem inclinado a muito vinho (1Tm 3.8c). “… não inclinados a muito vinho…”. O diácono deve ser cheio do Espírito (At 6.3) e não cheio de vinho (Ef 5.18). Quem é governado pelo álcool não pode administrar a casa de Deus. 

Em quarto lugar, o diácono não pode ser um homem cobiçoso de sórdida ganância (1Tm 3.8d). “… não cobiçosos de sórdida ganância”. O diácono lida com as ofertas do povo de Deus e administra os recursos financeiros da igreja na assistência aos necessitados. Não pode cobiçar o que deve repartir. Não pode desejar para si o que deve entregar para os outros. 

Em quinto lugar, o diácono precisa ser um homem íntegro na doutrina e na vida (1Tm 3.9). “Conservando o mistério da fé com consciência limpa”. O termo “mistério” significa “verdades outrora ocultas, mas agora reveladas por Deus”. O diácono precisa compreender a doutrina cristã, crer na doutrina cristã e viver a doutrina cristã. Sua vida, sua família e seu ministério precisam ser pautadas pela palavra de Deus.

Em sexto lugar, o diácono precisa ser um homem provado e experimentado (1Tm 3.10). “Também sejam experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaco-nato”. Como com os bispos, assim com os diáconos; “sobre nenhum homem imporíamos mãos repentinas ou apressadamente” (1 Tim. 5:22). 

Em sétimo lugar, o diácono é um homem recompensado por Deus (1Tm 3.13).“Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus”. Jesus foi o diácono por excelência. Ele não veio para ser servido, mas para servir. Nunca somos tão grandes como quando servimos. 

Sobre mulheres diaconisas
Uma análise de todas as ocorrências da palavra diakonos no NT mostra uma verdade impressionante sobre a questão de mulheres serem ou não diaconisas. Das 31 ocorrências desta palavra, apenas uma vez é usada em relação a mulheres; na verdade, mais especificamente de uma mulher. Em Rm 16:1 Febe é chamada de “nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia”. A palavra traduzida “serve” é diakonos. Esta é a única vez que essa palavra é usada neste sentido. Baseados nisto podemos dizer que uma irmã é uma “diaconisa”; ela é uma serva de Deus.

CONCLUSÃO
Na verdade, o Diaconato é um dos mais lindos MINISTÉRIOS, porque apresenta características próprias e jamais entra em colisão com o ministério do pastor. O diaconato, uma vez entendido e liberado no contexto ministerial da igreja, pode se constituir ao lado do seu pastor, num poderoso instrumento de sustentação de trabalho do Senhor (intercessor da igreja).///////////////// 

Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.;Th.D.)

www.adayltonalm.spaceblog.com.br

adayl.alm@hotmail.com 

Face: Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA

Adaylton de Almeida Conceição – Em “O Ministério Pastoral”

Alaine Silva – Diácono

A.J. Anthero – O Ministério dos Diáconos

Bruno Paiva –Diácono – Um Obreiro Aprovado