quarta-feira, 27 de maio de 2015

A LIMITAÇÃO DOS DISCÍPULOS

INTRODUÇÃO: "... Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.” “...A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou a realizar a sua obra...” (Jo. 4:19-38).

Os discípulos não conheciam essa “comida” espiritual que Jesus tinha para comer: levar vidas à salvação através da pregação da palavra! (Jo. 4:32). Quando deixamos o lugar do egoísmo, da murmuração e da desonra, passamos a entrar no lugar da vontade de Deus.

Os discípulos de Cristo demonstraram, em certos momentos da vida, exclusivismo, egoísmo, imaturidade, bairrismo, etc. Eles erraram quando se esperava que acertassem (Lc 9.40,41). Jesus censurou tais comportamentos e corrigiu o grupo, mas não abandonou os discípulos. 

JESUS PREPARA SEUS DISCIPULOS PARA SEUS ULTIMOS MOMENTOS AQUI.

Marcos 10,32-45. Naquele tempo, os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre. queremos que faças por nós o que vamos pedir”. Ele perguntou: “Que quereis que eu vos faça?” Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” Jesus então lhes disse: ‘Vos não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. E para aqueles a quem. foi reservado”. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João, Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo: e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”

JESUS, O HOMEM PERFEITO E A INSUFICIENCIA DOS SEUS DISCIPULOS

- Lucas mostra Nosso Senhor e Salvador como sendo o homem perfeito, o último Adão, aquele homem sem pecado que veio restaurar a comunhão entre a humanidade pecadora e Deus.

- Ao mesmo tempo, Lucas mostra como sendo um homem compassivo, que veio ao encontro do homem a fim de restaurar-lhe a dignidade perdida com o pecado (Lc.1:52-54,74,75)

- Jesus veio, com Seu exemplo e vida, abrir um caminho para a salvação do homem, salvação que é poderosa (Lc.1:69), mas que é oferecida a homens débeis e frágeis, que precisam reconhecer a sua debilidade e fragilidade e, assim, atender ao chamado divino, alcançando a restauração da dignidade espiritual perdida.

- Ao longo de seu relato, Lucas mostra claramente que os que se acham autossuficientes, os que acreditam não necessitar de qualquer ajuda, não alcançam a salvação. O Senhor veio dissipar os pensamentos dos corações dos soberbos (Lc.1:51) e envergonhar aqueles que se envergonhassem de Suas palavras (Lc.9:26).

- Lucas não esconde as limitações dos discípulos de Jesus, a fim de mostrar não só a singularidade da perfeição de Cristo, mas também para comprovar a compaixão e a misericórdia do Senhor em apontar e suprir as carências e necessidades apresentadas pelos Seus discípulos.

- Outra conseqüência da falta de abnegação dos discípulos de Cristo é o sectarismo, ou seja, a atitude de excluir todos quantos não fazem parte de nosso grupo, de se distanciar da sociedade onde vivemos, achando-nos superiores aos demais.

- Os discípulos do Mestre adotaram uma atitude sectarista logo após terem discutido entre si quem era o maior, proibindo que alguém fora do grupo expulsasse demônios em nome de Jesus (Lc.9:49,50).

- A dimensão do reino de Deus extrapola as organizações humanas que são criadas para pregar o Evangelho e fazer a obra do Senhor. Não podemos sobrepor nosso grupo ao reino de Deus.

- Quando renunciamos a nós mesmos, não temos este tipo de orgulho que é nefasto e só contribui para criar embaraços à obra de Deus.

- Mas há um outro fator que limitava os discípulos e que, de certo modo, é também um efeito do egocentrismo: a falta de longanimidade, a falta de misericórdia, a falta de amor para com o próximo.

- Ao contrário do Senhor Jesus, que se compadecia de todos os homens, a ponto de perdoá-los e resolver morrer em seu lugar, os discípulos tinham imensa dificuldade em perdoar e em ser longânimos para com o próximo.

- Ao passar por Samaria, Jesus não foi bem recebido pelos samaritanos (Lc.9:52,53).

- Diante desta atitude, Tiago e João quiseram descer do fogo do céu para destruir os samaritanos, sendo duramente repreendidos pelo Senhor, que disse que não viera para matar, mas, sim, para salvar (Lc.9:54-56).

INSUFICIENCIA DOS DISCIPULOS - FALTANDO COM O AMOR (Lc 9:49 e 50)

O apóstolo João veio até Jesus com o seguinte testemunho: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e lho proibimos, porque não segue conosco. (v. 49). No mínimo, João e os que com ele estavam foram intolerantes para com o tal homem que expulsava demônios em nome de Jesus. A intolerância é sintoma de falta de amor. Neste engano corremos o risco de tratarmos um aliado como um adversário, simplesmente porque ele não comunga no nosso grupo! Observe a resposta de Jesus: Não lho proibais; porque quem não é contra vós é por vós (v. 50).

O mesmo João, que depois veio a se destacar pelo amor, protagonizou outro vexame. Os versos 54 e 55 expõem uma lamentável falta de amor aos perdidos samaritanos: Vendo isto os discípulos Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir como Elias também fez? 

INSUFICIENCIA DOS DISCIPULOS - O ERRO DE ENTRAR NA BATALHA SEM O DEVIDO PREPARO (Lc 9:37-45)

O texto bíblico descreve que ao retornar do monte da transfiguração Jesus encontrou seus discípulos numa grande dificuldade. Um pai e seu único filho estavam em meio a uma multidão que procurava benefícios em Jesus. O problema que assolava aquele menino é descrito no verso 39: um espírito se apodera dele, fazendo-o gritar subitamente, convulsiona-o até escumar e, mesmo depois de o ter quebrantado, dificilmente o larga. Em Marcos 9:21 e 22 temos um relato ainda mais dramático da situação daquele menino: E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir...

A dificuldade dos discípulos de Jesus consistir em não conseguir lidar com aquele tipo de demônio. Observe no verso 40 de Lc 9 que o pai do menino conta a Jesus: e roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas não puderam.

JESUS ANDANDO SOBRE O MAR E A INCREDULIDADE DOS DISCIPULOS

A passagem bíblica que relata Jesus andando sobre as águas está relatada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João.

De acordo com as escrituras, Jesus havia ordenado aos seus discípulos que entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto ele se despedia a multidão. Após ter concluído a sua obra com aquele povo, ele subiu ao monte para orar, à parte, e já era muito tarde quando ainda estava só naquele local. Consta que o barco estava já no meio do mar, e era açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário; mas Jesus dirigiu-se para eles andando por cima do mar.

Neste momento os discípulos viram Jesus andando sobre o mar, mas se assustaram, pensando ser um fantasma, de tão extraordinária aquela visão. Pois não tinham compreendido o milagre dos pães e o coração deles estava ainda endurecido. Chegaram a ficar com medo e gritar que era mesmo um fantasma. Jesus, porém, percebendo a reação deles, os acalmou dizendo “Tende bom ânimo, sou eu, não temais” (Mt 14:27). 

PEDRO E OS CONTRASTES DOS DISCIPULOS DE JESUS

Pedro foi um discípulo de Jesus de grandes contrastes, de altas e baixas, de grandes acertos e grandes mancadas. Mas, uma coisa que temos que admirar em Pedro – apesar das suas falhas e tropeços, ele sempre continuou crescendo, amadurecendo e progredindo. Tudo isso se deu em sua vida porque ele continuava com Jesus. 

Na ocasião em que Jesus perguntou aos discípulos quem “os outros” diziam que ele era, Mateus registra que pelo menos alguns deles falaram. “Eles responderam” diz Mateus. Ou seja, pelo menos dois ou três ou mais comentaram. 

O que se percebe pelos comentários dos discípulos é que havia uma certa confusão a respeito da pessoa de Jesus. O povo estava dividido. Uns diziam uma coisa, outros outra. A situação naquela época é parecida com o mundo de hoje. Há quem diga que Jesus era um grande homem, até um profeta. Outros grupos dizem que ele era um espírito elevado, no último estágio de desenvolvimento. Outros afirmam que ele nada mais era que um ser humano comum, só que super-dotado de inteligência e carisma. 

Mas, quando Jesus pergunta aos discípulos quem eles diziam que Jesus era, logo Pedro se destaca com a resposta. Note que a pergunta foi dirigida ao grupo “E vocês”? Jesus pergunta. Mas, Pedro responde logo, como se fosse por todos. A resposta de Pedro, talvez precipitada, contudo é certeira – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. 

Mas, logo em seguida, vemos Pedro mais uma vez falando, só que desta vez para sua própria vergonha. 

“Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: ‘Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!’ Jesus virou-se e disse a Pedro: ‘Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens’.” Mateus 16:21-23 (NVI

OS DISCIPULOS E A DIFICULDADE DE ENTENDEREM A MISSÃO DE JESUS.

Decidido a subir a Jerusalém para morrer, Jesus pede aos discípulos que sigam na frente. “Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: ‘Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?’ Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: ‘Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los’; e foram para outro povoado” (Lc 9:51-56).

Veja a seqüência de falhas no comportamento dos discípulos. Primeiro, no monte da transfiguração, Pedro sugeriu igualar Jesus com Moisés e Elias, fazendo uma tenda para cada um. Enquanto isso, os discípulos que ficaram ao pé do monte não conseguiam libertar um menino possesso, por lhes faltar a oração e o jejum. Em seguida eles passaram a discutir qual seria o maior no reino e queriam proibir um homem de expulsar demônios em nome de Jesus, por não andar com eles. Agora Tiago e João querem matar os samaritanos que se recusam a receber Jesus.

OS DISCIPULOS NO CAMINHO DE EMAÚS - Lucas 24:13–35. 

Dois discípulos estavam indo de Jerusalém para uma aldeia chamada Emaús. Esta caminhada não estava sendo fácil porque Jesus havia morrido e, sem saber da ressurreição do Mestre, estavam tomados de tristeza e angústia, fato que estava tornando os onze quilômetros que separavam Jerusalém de Emaús uma caminhada extremamente difícil.

Neste texto bíblico aprendemos uma verdade importante: esses discípulos estavam tristes e angustiados.

O versículo quinze do texto nos informa que, enquanto conversavam, Jesus se aproximou deles. Jesus pergunta e insiste em saber qual o motivo da tristeza dos discípulos. É evidente que Jesus sabia, exatamente, porque estavam tristes, mas queria ouvir deles. Deus sabe de tudo o que nos cerca, de tudo o que necessitamos, mas Ele quer ouvir de nós.

A ESPERANÇA DESFEITA

Ao responder a pergunta de Jesus, os discípulos disseram: “...nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel ”. (V. 21). 

Logo depois de dizerem que Jesus era um profeta poderoso em obras e em palavras, os discípulos revelam que a esperança deles havia se desfeito. Não tinham mais esperança porque não compreendiam quem era Jesus. 

Os discípulos estavam procurando algo que ainda lhes desse esperança, pois relataram o discurso das mulheres que tinham ido ao túmulo e disseram que Jesus havia ressuscitado, mas olhando para Jesus, afirmavam: “ninguém o viu”. (V. 24).

O que mais chama atenção no texto é o fato deles , sendo discípulos de Jesus, tendo convivido com Ele, não O reconhecerem.

Por que eles demoram tanto a reconhecer Jesus? Porque estavam preocupados, aflitos, descrentes, amedrontados. A crucificação havia acabado com a fé deles. A esperança do Messias Salvador, tinha se esvaído, como fumaça. Eles foram capazes de descrever para Jesus todos os últimos acontecimentos de Jerusalém, da conversa sobre ressurreição, mas o coração estava endurecido. Para eles, tudo já não passava de uma fábula, um engano. Se Jesus fosse mesmo o Messias teria triunfado em vida, sobre a morte. E Jesus repreende os dois: “ Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Por ventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E Jesus lhes contou sobre as Escrituras” Lc 24:25-27. 

CONCLUSÃO. Notamos que os discípulos escolhidos por Jesus não eram perfeitos, eram pessoas comuns como nós. Por isso é que o Mestre lhes disse: "Vinde após mim e aprendei de mim". Os discípulos não nasceram discípulos, mas na escola do discipulado, dos Evangelhos.

O mesmo que Jesus fez com aqueles homens rudes e sem noção do que seria o cristianismo, também pode e deseja fazer conosco.

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Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)


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REFERENCIAS

Leonardo Nascimento - A difícil caminhada para Emaús.

Mozart Correia Lima - A pedra de construção e de tropeço.

Claudio van Balen - Discípulos de Emaús.

Alaine Silva - Jesus anda sobre o mar.

Wilma Rejane - Jesus e os discípulos a caminho de Emaús.

terça-feira, 26 de maio de 2015

O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS

      Durante seu ministério, Jesus mostrou o seu poder sobre a doença, a morte, a natureza e os demônios. Embora Deus tivesse se utilizado de outros profetas para realizar sinais e prodígios que envolveram a agitação das leis naturais, como a passagem do mar vermelho por intermédio de Moisés (Ex 14:15-26), ou a passagem pelo rio Jordão por Elias (2Rs 2:8), ou, ainda, o flutuar do ferro de um machado por Eliseu (2Rs 6:5-7), Jesus a todos superou, a ponto de Seus discípulos, em um destes milagres, ter exclamado: “…quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? ” (Mc 4:41). Enquanto Moisés passou o mar em seco (Ex 14:22), Jesus andou sobre as águas (João 6:19); enquanto Eliseu fez com que vinte pães satisfizessem cem homens (2Rs 4:42-44), Jesus, partindo poucos pães, por duas oportunidades, saciou a milhares de homens, fora mulheres e crianças (Mt 14:14-21, Mc 6:34-44, Lc 9:11-17, João 6:3-14; Mt 15:32-38: Mc 8:1-9).

JESUS E AS FORÇAS DA NATUREZA
      Até este ponto, Lucas já havia mostrado Jesus exercendo poder sobre demônios e enfermidades (Lc 4.31-44). Agora, ele o mostra exercendo o seu poder sobre as forças da natureza (Lc 8.23-25A tempestade surge, aqui, como uma força impessoal revelando que a harmonia original da criação se perdeu. Nesse momento, ela se levanta como uma força poderosa que precisa ser detida. Ao receber a voz de comando do Filho de Deus, as forças descontroladas da natureza param. Jesus põe ordem no caos. A cena foi tão dramática para os discípulos, que arrancou deles a pergunta: "Quem é este que até aos ventos e a água manda?" 

JESUS ANDA SOBRE AS ÁGUAS.
      A noite era escura. O mar estava bravio. O vento fuzilava com fúria, encrespando as ondas. O naufrágio parecia inevitável. Eles estavam diante de uma catástrofe iminente. De repente, um vulto estranho se movimenta sobre a tormenta, caminha com firmeza e segurança sobre a superfície das águas. Jamais alguém vira algo semelhante. Os discípulos se apavoram e gritam: "É um fantasma!". Os discípulos esperavam Jesus, mas não daquele jeito. Esperavam vê-lo noutro barco, chegando por um caminho convencional. Jesus mostra a sua autoridade e poder sobre aquilo que aflige os seus filhos. As ondas representavam o perigo real que conspirava contra os discípulos. O mar se tornara o grande gigante que os ameaçava. A turbulência das águas era um monstro indomável. Quando Jesus aparece, subjuga aos seus pés aquilo que amedronta os discípulos.

JESUS E A REALIDADE DOS DEMÔNIOS
      Uma realidade bíblica. A Bíblia desconhece a ideia de um Diabo mitológico ou que é um produto da cultura humana. Nas Escrituras, Satanás e seus demônios são mostrados como seres reais. Uma das mais poderosas armas usadas pelo Diabo é tentar mostrar que ele não existe. A Bíblia, no entanto, trata Satanás e seus demônios como seres dotados de pessoalidade. O próprio Cristo enfrentou pessoalmente Satanás no deserto e o derrotou (Lc 4.1-13). Jesus também revelou que o Diabo possui um reino e que trabalha de forma organizada (Lc 11.18). Tal reino é tão "organizado" que o apóstolo Paulo mostra que esse reino maligno está organizado de forma hierárquica (Ef 6.10-12

Mc 3.27 “Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar o valente; e, então, roubará a sua casa”.

Um dos destaques principais do Evangelho segundo Marcos é o propósito firme de Jesus: derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em 3.27, isto é descrito como “manietar o valente” (i.e., Satanás) e, “roubará a sua casa” (i.e., libertar os escravos de Satanás). O poder de Jesus sobre Satanás fica claramente demonstrado na expulsão de demônios (gr. daimonion) ou espíritos malignos.

A MANIFESTAÇÃO DO PODER DE DEUS EM CRISTO (Marcos 5.1 a 9 
O ministério de nosso Senhor Jesus Cristo aqui na terra mostrou-nos o Seu poder contra os demônios os quais demonstravam temor e repeito pelo Filho de Deus, neste episódio Jesus não só expulsou-os daquele homem como também lhe indagou, ao que o mesmo respondeu ser uma legião, considerando-se que uma legião de soldados romanos era de 6.000 homens podemos dizer que havia naquele homem 6.000 demônios. 

Quando falamos em uma legião entendemos que ali estavam agindo demônios de todo tipo, o próprio texto nos mostra algumas característica dos demônios que estavam possuindo aquele homem, Sim, ele estava possuído por completo, já não podia mais determinar suas atitudes tão forte eram os ataques sobre a vida dele.

OS DEMÔNIOS.
O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita; menciona também o conflito de Jesus com os demônios. O Evangelho segundo Marcos, e.g., descreve muitos desses casos: 1.23-27, 32, 34, 39; 3.10-12, 15; 5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17.

Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás.

Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios

Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc 9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus; Mat.4.24; Lc 5.12,13).

O PODER DE JESUS PARA EXPULSAR DEMÔNIOS Mc 3,22-30

Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam, desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos poderes. Finalmente, decidiram alegar que ele expulsava demônios pelo poder do próprio Satanás. Paralelo ao texto de hoje estão Mateus 12:22-32 e Lucas 11:14-23. E com apenas três argumentos Jesus responde e faz uma advertência:

1. Como é que Satanás pode expulsar a si mesmo?

2. Se eu expulso demônios por Satanás, por quem os expulsam os vossos filhos?

Depois de Seus debates com os fariseus, e outros inimigos, sobre como guardar o sábado, eis que surge nova questão: de onde vinha o poder de Cristo para expulsar demônios?

Não podendo negar Seus muitos e poderosos milagres, os líderes judaicos tentaram vinculá-los a Belzebu – ou seja, a Satanás. Interiormente, sentiam que esses milagres eram resultado da manifestação divina, mas após terem acusado e perseguido Jesus, ficava difícil admitir a origem divina da obra feita por Ele. O orgulho, ou seja, a falta de humildade, levou tais líderes a essa situação.

JESUS E OS DEMÔNIOS.

Nos seus milagres, Jesus freqüentemente ataca o poder de Satanás e o demonismo (e.g., Mc 1.25,26, 34, 39; 3.10,11; 5.1-20; 9.17-29; cf. Lc 13.11,12,16). Um dos seus propósitos ao vir à terra foi subjugar Satanás e libertar seus escravos (Mt 12.29; Mc 1.27; Lc 4.18).

Jesus derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo pleno, através da sua morte e ressurreição (Jo 12.31; 16.17; Cl 2.15; Hb 2.14). Deste modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de Deus (ver o estudo O REINO DE DEUS).

JESUS E A LIBERTAÇÃO DOS ENDEMONIADOS.
Quando questionado sobre ter curado no sábado uma mulher com um espírito de enfermidade, Jesus respondeu: "E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa?" (Lc 13.16). O verbo grego traduzido como "libertar" é luo, e significa, nesse contexto, "livrar de laços", "desamarrar", "tornar livre". Jesus veio para libertar os cativos do Diabo. Essa libertação é, também, tida como uma cura ou livramento do poder do mal (Lc 6.18). A palavra "curados" traduz o grego therapeuo, de onde vem o vocábulo português terapia, e significa "sarar", "curar", "restaurar a saúde". Ao libertar dos demônios, Jesus trata, também, de todos os efeitos colaterais (Lc 10.19).

OS ENDEMONIADOS NOS DIAS DE JESUS
O registro dos Evangelhos é que havia muitas pessoas oprimidas e possuídas pelos demônios no antigo Israel. De fato a missão de Jesus, como o Messias prometido, incluía a libertação das pessoas dominadas pelo Diabo. “Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.16-19).

Nesses confrontos uma coisa ficou logo evidente — Jesus, durante o seu ministério terreno exerceu autoridade sobre todas as castas de demônios! As pessoas viram isso e admiradas, se perguntavam que poder era aquele, pois Jesus ordenava aos demônios que eles saíssem e eles obedeciam! Até os próprios demônios estavam conscientes do poder de Jesus sobre eles: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Lc 4.34). 

Lucas mostra que Jesus não apenas possuía autoridade sobre os demônios como também delegou para seus discípulos essa autoridade. “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.17-19).

O poder que os apóstolos receberam

Lucas 9:1-2. Jesus convocou os doze discípulos e deu-lhes poder e autoridade sobre os demônios e para curarem enfermidades.

Lucas 10:17-19. Voltaram os setenta com alegria dizendo: Senhor, pelo Teu nome até os demônios se submetem. Disse-lhes Jesus: Eu vi Satanás, como raio cair do céu, eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões e toda a força do inimigo e nada vos fará mal algum. Os verdadeiros discípulos receberam, recebem e sempre receberão esse poder da parte de Deus para expulsar demônios e curar pessoas enfermas em nome de Jesus, através da oração. Mas existem aqueles que não crêem, e como conseqüência, satanás lhes cegam o entendimento para que falem e divulguem que isso não existe, e que Jesus não deu esse poder para Seus discípulos.

Jesus expulsou os demônios e seus discípulos também o fizeram

Mar. 1:24-25. Disse o demônio: Ah! Que temos contigo, Jesus de Nazaré? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o santo de Deus. Jesus respondeu dizendo: Cala-te e sai dele. E no v. 34 Jesus cura a muitos doentes de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios.

Atos 16:18. E isso fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, ordeno-te que saia dela, e na mesma hora saiu. Isso aconteceu após a ressurreição de Jesus.

Lucas 4:40-41. Ao pôr-do-sol todos os que tinham enfermos de varias moléstias lhes traziam e pondo as mãos sobre cada um deles, ele os curava também de muitas saiam demônios, clamando: Tu és o Cristo, o Filho de Deus, e ele repreendendo-os não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Cristo.

Mar. 9:21-22. Perguntou Jesus ao pai do menino: Quanto tempo há que sucedeu isto? Respondeu ele: Desde a infância, muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para o matar. Mas se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. V. 23 Disse-lhe Jesus: Se tu podes? Tudo é possível ao que crê. V. 25 Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhes: espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais entre nele.

Atos 8:6-8. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia; Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade.

Mat.9:32-34. E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. Mas os fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios.

Nos dias atuais muitos dizem ser cristãos, mas não crêem que Jesus deu poder de expulsar demônio para os Seus discípulos e nem o dom de curar, porém, serão considerados como incrédulos por Jesus.

São muitos os pontos doutrinários que igrejas atuais não pregam, não ensinam e ainda batalham contra aqueles que defendem. Paulo diz a Timóteo: Toda a Escritura devidamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (II Tim. 3:16). E hoje, muitos que se dizem defensores da bíblia, desprezam grande parte dela, sendo que toda a Escritura só beneficia o homem, principalmente o dom de curar e o poder de expulsar demônios, os quais Cristo deu e continua dando aos Seus discípulos, aos que crêem. /////////////////////////////////

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

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REFERENCIAS
Ben Clausen – Natureza e o poder de Deus
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD
Comentário Lucas – à Luz do Novo Testamento Grego. A.T. ROBERTSON. CPAD
Luciano de Paula Lourenço 
Luiz Gregório – Expulsar demônios e Curar
Rerison Brazão – O poder sobre a natureza e os demônios

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A VINDA DE CRISTO NÃO VAI ACONTECER AGORA

Os servos de Deus que já eram adultos nas décadas de 70 e 80 do século passado certamente se recordam de um grande avivamento que ocorreu em praticamente todas as igrejas, relacionado com a Segunda Vinda de Cristo.

Muitos hinos foram compostos e entoados por toda a nossa grande nação.

Os púlpitos foram maravilhosamente inundados com inspiradas mensagens sobre esse relevante tema.

Livros foram escritos e espalhados em grande quantidade, tanto por autores nativos quanto de outros países.

Foi um tempo de grande fervor e expectação.

Não estou procurando ser saudosista. Estou apenas recordando uma fase áurea na vida da Igreja brasileira.

Passados os anos, os ânimos foram sendo reduzidos e a explosão de mensagens, livros e hinos foi dando lugar a outros temas, de sorte que atualmente pouco se fala, pouco se canta e muito pouco se ouve sobre o próximo retorno de Cristo a este mundo.

Em alguns Congressos tem sido dada preferência a temas ocos e vazios, ao invés de uma abordagem fervorosa sobre a vinda do Cordeiro.

Creio que os líderes da Igreja do Senhor deveriam estar mais conscientes da iminência da volta de Cristo e deveriam, de diferentes maneiras, tornar isso público ao Povo de Deus.

Existem várias razões para isto.

Entendemos pelas Escrituras que os tempos que antecederão a volta do Salvador serão marcados por acontecimentos surpreendentes, tradicionalmente chamados de sinais dos tempos ou, mais precisamente, de sinais da volta de Cristo.

Precisamos voltar a meditar nas profecias, pois elas são abundantes em ambos os Testamentos da Sagrada Escritura.

Muitos pensavam que o tempo das perseguições aos fiéis seguidores de Cristo havia ficado para trás, mas na verdade esse método de violência e crueldade recrudesceu de modo alarmante.

O líder da I.C.A.R. acaba de reconhecer publicamente o Estado Palestino.

Mais um terremoto de proporções gigantescas acaba de acontecer, desta feita no Nepal.

A vida de luxúria e permissividade, o sepultamento dos valores morais e éticos que foram preservados por séculos e a abominável onda de perversão sexual certamente nos constrangem a pensar um pouco no seu significado escatológico.

Muitos acham que Mt 24.42 é o texto-áureo do Sermão Profético, a grande mensagem de Cristo sobre os tempos e os fatos que deveriam preceder seu retorno a este mundo.

Desde 1948 a figueira profética tem brotado e o que acontece em Israel sempre tem a ver com o relógio profético das Escrituras.

A avassaladora onda de preocupação com o bem-estar material e principalmente com a prosperidade fácil, totalitária, mirabolante e miraculosa tem afastado milhões de servos de Deus do centro da revelação bíblica, que preconiza dias difíceis para o tempo do fim.

Os pregadores deveriam voltar a ministrar sobre a bem-aventurada esperança e o aparecimento em glória do Senhor Jesus.

Quem sabe, os compositores sacros deveriam oferecer novas opções aos milhares de cantores que superlotam nossas igrejas e nossas reuniões. Por exemplo, seria lindo ouvir mais hinos sobre a Cruz, a Morte, a Ressurreição e a Volta do Amado das nossas almas!

Isto ajudaria mais as pessoas do que simplesmente cantar vitórias sem oração e sucesso sem devoção.

Deveríamos ouvir menos hinos sobre vingança dos nossos inimigos e mais sobre o grande dever de evangelizar os perdidos.

Cantar não é uma questão de ibope, e sim de obediência aos princípios bíblicos.

Teremos que esperar mais tsunamis, para poder despertar?

Teremos que esperar o esfacelamento final da família brasileira, para crer que é preciso cuidar dos nossos lares e levar nossos filhos, de volta, ao altar sagrado da dedicação e da consagração ao único Deus verdadeiro?

Por quanto tempo mais teremos de acompanhar o descalabro atual, quando emissoras de TV de propriedade de cristãos se tornaram agentes destruidores de nossa juventude, com programas deletérios, em uma escala descendente de apostasia e torpor espiritual?

Por quanto tempo mais parlamentares cristãos se deixarão contaminar pela lama que se espalha nos gabinetes palacianos e se calarão diante de leis aviltantes e perversas, contra a Pessoa, a Palavra e a Igreja do Senhor Deus?

Por quanto tempo mais a evangelização do Mundo será esquecida das agendas dos grandes eventos da Noiva de Cristo?

O homem moderno conquistou a Lua, mas está perdendo de vez os princípios da Honra, da Fé e da Moral.

Milhões estão fitando apenas o rosto do livro (facebook) quando deveriam estar contemplando o faceGod (rosto de Deus).

A única voz que pode reagir parece estar rouca e cansada.

Chega de fantasias. Basta de entretenimento. Já se fez shows em demasia. Já se brincou muito de religião. Já se pôs muito dinheiro no lixo. Já se perdeu muito terreno. Já se andou muito para trás.

Como Israel, já se deu muitas voltas ao redor da mesma montanha. Já se cantou muito para ninguém.

Nossos dias são como os dias de Noé. Talvez palavras como estas se percam em meio ao grande alvoroço e, como antigamente, não se perceba que Noé já está dentro da Arca, visto que já vai começar a chover.

Nossos dias são como os dias de Ló. Talvez muitos desprezem este aviso, mas não custa nada dizer que Ló já está sendo pressionado pelos anjos a deixar a cidade do pecado.

Nossos dias precedem o Grande Dia do Senhor.

É tempo de vigiar, pois Jesus virá brevemente.

É tempo de orar, pois Jesus virá brevemente.

É tempo de santidade, pois Jesus virá brevemente.

Muitos e muitos estão dizendo que a vinda de Cristo não vai acontecer agora, mas os que têm o Espírito de Cristo sabem que ela está muito próxima.

A porta está para se fechar. O som do toque da trombeta está bem perto de ser ouvido. A voz do Arcanjo está muito próxima de ser ouvida.

Vigiemos, pois, e aguardemos o Senhor.
Pr Geziel Gomes

Fonte: https://www.facebook.com/geziel.gomes/posts/702696446522653

quarta-feira, 13 de maio de 2015

PODER SOBRE A DOENÇA E A MORTE

Qual a relação que existe entre pecado e doença?
A doença, considerada em si, é uma conseqüência natural do desequilíbrio ou desgaste dos órgãos e humores que constituem o corpo humano. Decorre, pois, do fato de ser o corpo um composto de elementos sujeitos a sofrer desajustamento entre si. A possibilidade de adoecer é assim inerente ao conceito mesmo de natureza humana.
 
A fé, porém, ensina que a doença, como ela hoje ocorre, não é fenômeno meramente natural.
 
Deus, ao criar os primeiros pais no estado de inocência, houve por bem conferir-lhes o privilégio de evitar a doença e a própria morte (dons da impassibilidade e da imortalidade). Caso perseverassem na amizade com Deus, não somente teriam sido isentos de qualquer moléstia, mas também haveriam gerado filhos possuidores da mesma prerrogativa.
 
Aconteceu, porém, que os primeiros pais pecaram. Em conseqüência, perderam o dom da impassibilidade; os achaques físicos ficaram sendo a sorte do gênero humano. Disto se segue que a doença que hoje acomete o homem, tem caráter religioso, é efeito de um pecado, de uma revolta contra Deus.
O pecado continua sendo o grande problema do ser humano. Porém, o que acontece hoje é que ele não representa mais um grande problema; pelo contrário, chega a ser glamourizado. Aquilo que no passado foi repudiado hoje é visto como virtude; ambição, ganância, vaidade, promiscuidade, consumo são valores em alta. Com o avanço da ciência, o pecado deixou de ser um conceito teológico para se transformar em “doenças” e ser tratado com remédios. A dor da culpa que Davi sentiu por ter ofendido a Deus e ao próximo, que ele descreve nos salmos de confissão, hoje não é mais tratada com arrependimento e confissão, mas com terapia. Porém, a raiz do problema da humanidade continua sendo o pecado, a cobiça década
um de nós, que vem dando à luz este assassino serial, colocando em risco a pessoa, a família e a sociedade.
Sabemos que a força última que move o ser humano é seu desejo por Deus. Em suas “Confissões”, Agostinho expressa assim este desejo: “Contudo, esse homem, uma partícula da tua criação, quer louvar-te. Tu mesmo o incitas a deleitar-se nos teus louvores, porque nos fizeste para ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em ti”. Por outro lado, se Deus não permanece no centro dos nossos desejos, eles se tornarão vulneráveis e confusos, levando-nos a ceder às seduções da mentira e do engano, envolvendo-nos em ilusões e paixões, numa busca insana de falsas realizações, adoecendo a alma e assassinando o corpo.
MILAGRES DE JESUS
Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte. É importante notar que em nenhum momento Jesus usou seus poderes para benefício próprio. Nem ao ficar quarenta dias em jejum, quando foi levado ao deserto para ser tentado por Satanás (Mateus 4:1-11).
Mateus 4:23) - E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. (Mateus 4:24) - E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava. (Mateus 4:25) - E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.

(Mateus 9:35) - E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte.

Os Milagres de Jesus – A Bíblia apresenta 35 milagres. Se considerarmos como alguns teólogos a ressurreição e a ascensão então serão 37 catalogados.

Sem dúvida alguma, os milagres relatados na Bíblia não representam a totalidade de maravilhas que Jesus realizou durante seus 3 anos e meio de pregação do Reino de Deus.
A Bíblia diz que Jesus operou diversos milagres que não foram registrados, os que foram registrados são apenas para nutrir a nossa fé.

(João 20:30) - Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. (João 20:31) - Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

(João 21:25) - Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem.

Jesus operou milagres de ordem: Física, mental, espiritual e financeira.
Jesus é completo

O que é milagre?

1.    Milagre é aquilo que está além das possibilidades humanas.
2.    Milagre é a manifestação da onipotência de Deus em nossas vidas
3.    Milagre é o sobrenatural agindo naquilo que é natural
4.    Milagre é a interferência da lei divina nas leis naturais
5.    Milagre é um evento extraordinário que não obedece à ordem natural nas coisas em que se dá
6.    Milagre é algo extraordinário que ninguém explica
7.    Milagre não se explica, se acredita e aceita : ou cremos ou não cremos nele.

Milagre vem do latim miraculum.
Na Antigüidade clássica era um fato excepcional ou inexplicável, um fato maravilhoso ou extraordinário que suscita admiração, considerado como sinal e manifestação de uma vontade divina.

Geralmente três conjuntos de termos para falar de milagres:
Sinal - No hebraico a palavra é ´ôth (sinal, marca, indício, prova) e no grego é sêmeion (sinal sobrenatural ; uma prova). Significa algo que aponta ou indica outra coisa.
Prodígio. No hebraico é môpheth (maravilha, milagre, feito) e no grego teras (maravilha ; coisa portentosa). Indica um acontecimento que deixa as pessoas assombradas ou maravilhadas.
Milagre ou poder miraculoso. No hebraico a palavra é gebûrah (poder) e no grego é dynamis (poder; poder maravilhoso). Revela o poder divino que opera o milagre.
JESUS CURA OS ENFERMOS DE CAFARNAUM
Jesus cura todos os enfermos de Cafarnaum

21/06/2014
Ao entardecer, estando o sol já posto, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos, e ele, com uma palavra, expulsava os espíritos impuros e curava todos os doentes. Todos os habitantes da cidade estavam então reunidos diante da porta. 
Impondo-lhes as mãos, curou a muitos que sofriam de várias enfermidades. De muitos deles saíam espíritos impuros, não permitindo que eles falassem, porque sabiam que ele era o Messias e gritavam ao deixar suas vítimas: 
Tu és  o Filho de Deus!”
Deste modo se cumpria o que foi dito pelo profeta Isaías: 
Levou nossas enfermidades e carregou nossas doenças . (Evangelhos de: Mateus, cap. 8, vv. 16 e 17 – Marcos, cap. 1, vv. 32 a 34 – Lucas, cap. 4, vv. 40 e 41).

Cafarnaum foi a cidade escolhida por Jesus para o seu domicílio durante a sua vida pública e foi onde ele mais curou. A luz brilha mais forte quando próxima de sua fonte. Ao curar na sinagoga de Cafarnaum, Jesus tornou público o seu poder de cura, atraindo para si os enfermos do corpo e da mente que residiam na cidade e regiões vizinhas. Uma multidão de enfermos foi levada até a casa de Pedro, onde Jesus residia, para que ele pudesse curá-la. Todos os enfermos que foram levados ao divino Mestre foram curados, sem exceções. 

Jesus sabia que por meio da cura do corpo era possível avançar para curas mais profundas vinculadas às enfermidades morais, causadoras de todas as doenças físicas. Ele não veio para curar corpos, mas necessitou dos corpos para curar espíritos, buscando restabelecer o vínculo consciencial entre a criatura e o Criador. Uma conexão outrora rompida por meio do mau uso do livre arbítrio, constituindo a causa primária das enfermidades morais do espírito.

O EVANGELHO DE MARCOS E OS MILAGRES DE JESUS
Dentre os quatro Evangelhos, o de Marcos é o mais enxuto e direto, também chamado de Evangelho catequético e inicia mostrando que o seu objetivo é responder à pergunta: “Quem é Jesus?”, e isso ele já deixa claro já no seu início: “Começo da Boa Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus” (Mc 1,1), e depois em 3,11, 8,29, 14,61 e 15,39.
Marcos quer deixar claro que “Jesus é o Messias, o Filho de Deus”, revelando sua condição divina, demonstrando que os milagres realizados por Jesus asseguravam ser ele o Messias prometido.
Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural de Jesus. Oito deles provam seu poder sobre as enfermidades. Cinco demonstram seu poder sobre a natureza. Quatro demonstram sua autoridade sobre os demônios e dois demonstram sua vitória sobre a morte. Marcos escreveu seu Evangelho com o objetivo de encorajar os cristãos romanos perseguidos, mostrando, também, Cristo como um servo em ação: “Porque o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mc 10,45), identificando-o com “o servo do Senhor” citado por Isaias: “Vejam o meu servo, a quem eu sustento: ele é o meu escolhido, nele tenho todo o meu agrado”. (Is 42,1). As narrativas mostram sempre Jesus agindo, fazendo milagres, curando, viajando, pregando, enfim, servindo.

JESUS, A LEPRA E O PECADO
A lepra não era pecado, mas servia para ilustrar o pecado. Jesus se compadeceu do corpo manchado por esta terrível doença e tocou neste homem para tirar seu sofrimento. Mas o foco de Jesus nunca foi apenas o sofrimento temporário e físico. Se as batalhas foram contra doenças como a lepra, a guerra foi contra o próprio pecado e seu poder de morte. Mateus comentou sobre as mesmas curas de Jesus e ligou suas obras a uma profecia de Isaías. Mateus disse: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:16-17). Enquanto muitos ainda perdem o significado do comentário de Mateus e focalizam as curas físicas, uma leitura do contexto de Isaías 53 tira qualquer dúvida. As curas físicas ilustravam o poder de Jesus para curar as doenças espirituais que ameaçam trazer a morte eterna e espiritual.

Em outro momento, o próprio Jesus explicou este propósito dos seus milagres: “Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa” (Lucas 5:24).

Se Jesus tivesse apenas resolvido alguns problemas de saúde, ele teria se colocado na mesma categoria de médicos. Podem ajudar com algumas doenças, mas com tempo o corpo ainda adoece e morre. Suas batalhas contra doenças do corpo serviam para mostrar visivelmente seu poder para vencer uma batalha invisível. Jesus veio para vencer o pecado e destruir a sua conseqüência, a separação de Deus causada pelo pecado, ou seja, a morte espiritual. Paulo falou da vitória de Jesus sobre o pecado e a morte: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:56-57).


JESUS E SEU PODER SOBRE A MORTE
Das muitas pessoas que Jesus curou, ensinou e interagiu, conhecemos apenas algumas consideradas por Ele amigos chegados. Maria, Marta e Lázaro eram grandes amigos de Jesus.
A história. A ressurreição de Lázaro foi a razão que faltava para os líderes religiosos decidirem colocar em prática um plano para matar Jesus. Em João 11:47 lemos: “Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram: ‘O que é que nós vamos fazer? Esse Homem está fazendo muitos milagres!” A conclusão que chegaram foi relatada no verso 53: “Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus.” Apesar de suscitar esse plano maligno no coração dos fariseus, a ressurreição de Lázaro é uma das histórias mais emocionantes da Bíblia, pois serve como lembrete constante de que Deus realmente tem poder sobre a morte.

A história apresenta frases profundas como: “O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o Seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada” (João 11:4) e “Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). Até mesmo um dos versos mais curtos da Bíblia — “Jesus chorou” — faz parte dessa história. Por que Jesus chorou? Não foi apenas pela morte de Seu amigo ou pela tristeza que sentiu, mas também devido à teimosia de Seus seguidores.
A missão de Cristo foi claramente revelada ao ir até o sepulcro de Lázaro para salvá-lo. Muitos não sabem como acontecerá, outros nem mesmo acreditam nessa promessa maravilhosa; mas, assim como Jesus ressuscitou Lázaro no passado, quando voltar ressuscitará todos os que creram em Seu nome e obedeceram aos Seus mandamentos.

OS MILAGRES DE JESUS
  1. - Transformação de Água em Vinho - João 2.1-1102 - Cura do filho do Oficial - João 4.46-5403 - Cura do paralítico de Betesda - João 5.1-904 - Primeira Pesca - Lucas 5.1-1105 - Libertação do Endemoninhado - Marcos 1.23-28; Lucas 4.31-3606 - Cura da sogra de Pedro - Mateus 8.14,15; Marcos 1.29-31; Lucas 4.38,3907 - Purificação do leproso - Mateus 8.2-4; Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-1608 - Cura do paralítico - Mateus 9.2-8; Marcos 2.3-12; Lucas 5.18-2609 - Cura da mão ressequida - Mateus 12.9-13; Marcos 3.1-5; Lucas 6.6-1010 - Cura do criado do centurião  - Mateus 8.5-13; Lucas 7.1-1011 - Ressurreição do filho da viúva de Naim - Lucas 7.11-1512 - Cura de um endemoninhado mudo - Mateus 12.22 e Lucas 11.1413 - Acalma a tempestade - Mateus 8.18,23-27; Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-2514 - Cura do endemoninhado geraseno - Mateus 8.28-33; Marcos 5.1-14; Lucas 8.26-3915 - Cura da mulher enferma - Mateus 9.20-22; Marcos 5.25-34; Lucas 8.43-4816 - Ressurreição da filha de Jairo - Mateus 9.18, 23-26; Marcos 5.22-24, 35-43; Lucas 8.41,42,49-5617 - Cura de dois cegos - Mateus 9.27-3118 - Cura do mudo endemoninhado - Mateus 9.32,3319 - Primeira multiplicação de pães - Mateus 14.14-21; Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-1320 - Anda sobre as águas - Mateus 14.24-33; Marcos 6.45-52; João 6.16-221 - Cura da filha da Cananéia - Mateus 15.21-28; Marcos 7.24-3022 - Cura de um surdo e gago - Marcos 7.31-3723 - Segunda multiplicação de pães - Mateus 15.32-39; Marcos 8.1-924 - Cura do cego de Betsaida - Marcos 8.22-2625 - Cura do jovem possesso - Mateus 17.14-18; Marcos 9.14-29; Lucas 9.38-4226 - Pagamento do Imposto - Mateus 17.24-2727 - Cura de um cego de nascença - João 9.1-728 - Cura de uma mulher enferma - Lucas 13.10-1729 - Cura de um hidrópico  - Lucas 14.1-630 - Ressurreição de Lázaro - João 11.17-4431 - Cura dos leprosos - Lucas 17.11-1932 - Cura do cego Bartimeu - Mateus 20.29-34; Marcos 10.46-52; Lucas 18.35-4333 - A figueira é amaldiçoada - Mateus 21.18,19; Marcos 11.12-1434 - Restauração da orelha de Malco - Lucas 22.49-51; João 18.1035 - Segunda grande pesca - João 21.1-11

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)
EMAIL: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: Adayl Manancial


REFERENCIAS
Emídio Silva Falcão Brasileiro - Jesus cura todos os enfermos de Cafarnaum Ricardo Barbosa de Sousa - Pecado, a doença da alma
Dennis Allan – Jesus e a impureza