terça-feira, 31 de março de 2015

O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

Introdução
  A lição deste trimestre nos traz de volta à mensagem 'cristocêntrica' (um pouco ausente de nossos púlpitos). Creio que as lições do trimestre baterá de frente com os mensageiros egocêntricos, os quais tem retirado Cristo de suas mensagens e colocado muito intelectualismo, exibicionismo, religiosidade e menos cristianismo.

      O Novo Testamento é a fé literária da Boa Nova de Cristo e os quatro Evangelhos traz, as cartas dos apóstolos às primeiras comunidades cristãs. Los textos principales son los cuatro Evangelios de Marcos, Mateo, Lucas y Juan que narran

OS EVANGELHOS.
     O que é o Evangelho? Evangelho quer dizer “boas-novas”. As boas-novas a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos são apresentadas por quatro autores: Mateus, Marcos, Lucas e João, embora exista só um Evangelho, a bela história da salvação por Jesus Cristo, Nosso Senhor. A palavra “Evangelho” nunca é usada no Novo Testamento para referir-se a um livro. Significa sempre “boas-novas”. Os quatro evangelistas contaram a mesma história, cada qual a seu modo. Entretanto, desde os tempos antigos o termo “evangelho” tem sido usado com referência a cada uma das quatro narrativas da vida de Cristo.

Por que Deus deu-nos quatro Evangelhos?
      Por que quatro Evangelhos, se Cristo é o tema glorioso de todos eles? É que cada autor está absorvido com algum aspecto da pessoa e obra de Cristo e o desenvolve com poder convincente. E é o desdobramento dessa visão particular da obra de Cristo que marca o propósito de cada livro.

Pregunta: "¿Por qué Dios nos dio cuatro Evangelios
Respuesta: Estas son algunas razones por las que Dios nos dio cuatro Evangelios en vez de uno:Aqui estão algumas razões porque Deus nos deu quatro Evangelhos, em vez de um: 

(1) Para proporcionarnos una descripción más completa de Cristo. Aunque toda la Biblia está inspirada por Dios (2 Timoteo 3:16), Él utilizó autores humanos con diferentes trasfondos y personalidades para llevar a cabo Sus propósitos a través de sus escritos. (1) Para fornecer uma descrição mais completa de Cristo. Apesar de toda a Bíblia é inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16), Ele usou autores humanos com diferentes formações e personalidades para cumprir Seus propósitos através de seus escritos. Cada uno de los autores de los Evangelios tenía un propósito diferente tras su Evangelio, y para cumplir esos propósitos, cada uno enfatizó diferentes aspectos de la persona y el ministerio de Jesucristo. 

    Cada um dos escritores do Evangelho tinha um propósito diferente após o Evangelho, e para cumprir esses propósitos, cada enfatizou aspectos diferentes da pessoa e ministério de Jesus Cristo. 

      Mateo estuvo escribiendo para una audiencia hebrea, y uno de los propósitos de su Evangelio, era mostrar mediante la genealogía de Jesús, y el cumplimiento de las profecías del Antiguo Testamento, que Él era el Mesías largamente esperado, y por lo tanto debía ser creído.Mateus estava escrevendo para uma audiência em hebraico, e um único propósito de seu Evangelho era mostrar através da genealogia de Jesus e o cumprimento das profecias do Antigo Testamento que Ele era o Messias esperado e, portanto, deve ser acreditado . El énfasis de Mateo está sobre Jesús como el Rey prometido, el “Hijo de David” quien se sentaría para siempre sobre el trono de Israel (Mateo 9:27; 21:9). 

   A ênfase de Mateus está em Jesus como o Rei prometido, o "Filho de Davi" que se sentava sempre no trono de Israel (Mateus 9:27, 21:9). 

     Marcos, un sobrino de Bernabé (Colosenses 4:10), fue un testigo ocular de los eventos en la vida de Cristo, habiendo sido un amigo del apóstol Pedro.Marcos, um sobrinho de Barnabé (Colossenses 4:10), foi uma testemunha ocular dos acontecimentos na vida de Cristo, tendo sido um amigo do apóstolo Pedro.Marcos escribió para una audiencia de gentiles, como se aprecia por su falta de inclusión de datos importantes para los lectores judíos (genealogías, las controversias de Cristo con los líderes judíos de Sus días, las frecuentes referencias al Antiguo Testament

     Marcos escreveu para uma audiência de gentios, como mostrado por seu fracasso para incluir informações importantes para os leitores judeus (genealogias, as disputas entre Cristo e os líderes judeus de Seus dias, as frequentes referências ao Antigo Testamento, etc). Marcos enfatizó a Cristo como el Siervo sufriente, Aquel que no vino para ser servido sino para servir y dar Su vida en rescate por muchos (Marcos 1

      Marcos enfatiza Cristo como o Servo Sofredor, Aquele que veio não para ser servido mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos (Marcos 10:45).

         El evangelista Lucas, el “médico amado” (Colosenses 4:14) y compañero del apóstol Pablo, escribió tanto el Evangelio de Lucas como los Hechos de los Apóstoles.O evangelista Lucas, o "médico amado" (Colossenses 4:14) e companheiro do apóstolo Paulo, escreveu o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos. Lucas es el único autor gentil del Nuevo Testamento. 

     Lucas é o único autor gentio do Novo Testamento. Desde mucho antes, él ya era aceptado como un diligente y erudito historiador, por aquellos que habían utilizado sus escritos en estudios históricos y geológicos. 

      Como historiador, ele declara sua intenção de escrever uma vida ordenada de Cristo com base nos relatórios daqueles que foram testemunhas oculares (Lc 1,1-4). Como él escribió específicamente para el beneficio de Teófilo, aparentemente un gentil de cierto rango, su Evangelio fue redactado teniendo en mente a una audiencia gentil, y su intención es mostrar que la fe cristiana está basada en eventos históricamente confiables y verificables. 

      Como ele escreveu especificamente para o benefício de Teófilo, aparentemente uma pessoa de um certo nível, seu Evangelho foi escrito tendo em mente a um público gentio, ...e se destina a mostrar que a fé cristã é baseada em confiança e verificáveis ​​eventos históricos. Con frecuencia, Lucas se refiere a Cristo como “el Hijo del Hombre,” enfatizando Su humanidad, y comparte muchos detalles que no se encuentran en los relatos de los otros Evangelios. 

      Muitas vezes, Lucas se refere a Jesus como "Filho do Homem", enfatizando sua humanidade e compartilha muitos detalhes não encontrados nos relatos dos Evangelhos outros. 

    Muitas vezes nos referimos a Mateus, Marcos e Lucas como "Evangelhos Sinópticos" por causa de seu conteúdo semelhante e estilo, e porque eles oferecem uma visão geral da vida de Cristo. El Evangelio de Juan comienza, no con el nacimiento de Jesús o Su ministerio terrenal, sino con la actividad y características del Hijo de Dios antes de haberse hecho hombre (Juan 1:14). 
 
     El Evangelio de Juan, escrito por Juan el apóstol, es diferente a los otros tres Evangelios y posee un gran contenido teológico referente a la persona de Cristo y el significado de la fe.O Evangelho de João, escrito por João, o apóstolo, é diferente dos outros três Evangelhos e tem um grande conteúdo teológico sobre a pessoa de Cristo eo significado da fé. Con frecuencia se hace referencia a Mateo, Marcos y Lucas como los “Evangelios Sinópticos”, por su contenido y estilo similar, y porque ellos ofrecen una sinopsis de la vida de Cristo. 

      O Evangelho de João começa, não com o nascimento de Jesus ou de seu ministério terreno, mas a atividade e as características do Filho de Deus antes que ele tivesse feito homem (João 1:14). El Evangelio de Juan enfatiza la deidad de Cristo como se aprecia en su uso de frases como “El Verbo era Dios” (Juan 1:1), “el Salvador del Mundo” (Juan 4:42), el “Hijo de Dios” (usado repetidas veces), y “Señor y... 

      O Evangelho de João enfatiza a divindade de Cristo, como visto em seu uso de frases como "O Verbo era Deus" (João 1:1), "o Salvador do mundo" (João 4:42), "Filho de Deus" (usado repetidamente), e "Senhor e Deus "(João 20:28), para descrever Jesus. En el Evangelio de Juan, Jesús también afirma Su deidad con muchas declaraciones del “Yo Soy.” La más notable entre ellas está en Juan 8:58, en donde Él asegura que “... 

    João brinda explicação sobre o seu principal objetivo ao escrever este seu Evangelho: "Jesus fez muitos outros sinais na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Pero éstas se han escrito para que creáis que Jesús es el Cristo, el Hijo de Dios, y para que creyendo, tengáis vida en Su nombre.” (Juan 20:30-31). 

       Mas estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que, crendo, tenhais vida em seu nome. "(João 20:30-31). 

Assim se apresentam os Evangelhos:

Mateus ocupa-se com a vinda de um Salvador Prometido.

Marcos ocupa-se com a vida de um Salvador Poderoso.

Lucas ocupa-se com a graça de um Salvador Perfeito.

João ocupa-se com a posse de um Salvador Pessoal.

QUEM FOI LUCAS
         Homem crente, cheio do Espírito do Senhor, com ampla visão da necessidade da obra, Lucas empregou seus dons ligados à palavra escrita para proclamar o que sabia a respeito de Jesus Cristo. Ele fora evangelista, pastor e chamado de “médico amado”:

1) O médico amado - Esse é o tratamento afetivo que lhe dispensa Paulo em Cl. 4:14. Seus pais eram de origem grega. Lucas não fora discípulo de Jesus, em seu ministério. Provavelmente converteu-se com a pregação de Paulo. Por ter amplo vocabulário e dom da comunicação, ao escrever o terceiro Evangelho e Atos, Lucas oferece-nos maior quantidade de informações históricas do que qualquer outro autor do Novo Testamento.

2) Evangelista e pastor - Lucas foi companheiro nas viagens missionárias do apóstolo Paulo, permanecendo com ele até sua morte, Cl. 4:14; 2Tm. 4:11 e Fm. 24. Lucas ficou em Filipos, na segunda viagem missionária de Paulo, a fim de ajudar a estabilizar a nova igreja ali, At. 16: 40; 17: 1. 

      Su evangelio es el que narra los hechos de la infancia de Jesús, y en él se han inspirado los más famosos pintores para representar en imágenes tan amables escenas.Seu evangelho é o único que narra os acontecimentos da infância de Jesus, e ele inspirou os pintores mais famosos de representar em imagens para cenas agradáveis. 

O LIVRO DE LUCAS
     O livro de Lucas é o evangelho mais detalhado, mais minucioso, que narra tudo desde o princípio revelações mais profundas dAquele que é desde o Princípio Jesus.

     Desde os primeiros cânones da Bíblia Sagrada, como o Cânon Muratório (170-180 d.C.), que é uma das listas mais antigas que se conhece do Novo Testamento, que o terceiro Evangelho é reconhecido como de autoria de Lucas. Irineu, um dos pais da Igreja, já citava o Evangelho Segundo Lucas em seus escritos, por volta do ano 180 d.C.

   Esse Evangelho forma um par com o livro de Atos dos Apóstolos, a linguagem e a estrutura desses livros mostram que ambos foram escritos pela mesma pessoa. São endereçados ao mesmo indivíduo, Teófilo, e a segunda obra faz referência à primeira (At 1.1).

DATA E OCASIÃO
      Lucas pode ter sido escrito por volta de 63. Alguns intérpretes argumentam a favor de uma data entre 75 e 85 d.C., afirmando que algumas passagens de Lucas pressupõem a destruição de Jerusalém, fato ocorrido em 70 d.C. (ex. 19.43; 21.20, 24). Mas essas passagens falam daquilo que era costumeiro quando um exército sitiava uma cidade da época, e não se podem acrescentar novas conclusões além daquilo que foi profetizado por Jesus. Jesus profetizou que as políticas em vigência levariam à ruína da nação no devido tempo. Alguns poucos críticos argumentam a favor de uma data no século II, mas parece não haver boas razões para isso. Com as informações que dispomos a data mais razoável é no inicio dos anos 60.

FONTES Fuentes: Lucas utiliza el 70% del material de Marcos y dispone de fuentes propias, exclusivas, además de la Fuente Q, de las tradiciones orales y de los logia .FONTESF

     Lucas usa 70% do material em Marcos e têm suas próprias fontes, além única para a Fonte Q, tradições orais e da pousada. así, para componer su relato de la infancia de Jesús, probablemente la fuente fuera la misma virgen María, como parece intuírse leyendo el texto. bem, para escrever seu relato da infância de Jesus, provavelmente a fonte era a mesma Virgem Maria, como parece ser percebido pela leitura do texto. Los estudiosos llaman a esta fuente original de Lucas "Fuente L" y probablemente sea la fuente más antigua de todas las involucradas en la composición de los Evangelios, aunque no sabemos si se trató de una fuente oral o escrita. Estudiosos chamam essa fonte original de Luke "L Source" e é provavelmente a mais antiga fonte de todos os envolvidos na composição dos Evangelhos, não sabemos se foi fontes orais ou escritas. 

A chave do livro de Lucas 
     O autor diz, na introdução, 1:1-4, que muitos contemporâneos haviam empreendido a mesma tarefa, o que nos leva a concluir que havia, ao tempo do escritor, várias obras que continham relatos de partes da vida e obra de Jesus;

a. Os autores dessas narrações tinham tentado um arranjo sistemático das fontes disponíveis, 1: 1;

b. estes fatos eram bem conhecidos no mundo cristão; o autor sentia-se tão bem informado e capaz como os outros para escrever sua própria narrativa;

c. dirigia sua obra a uma pessoa de alta categoria, a quem trata de “excelentíssimo”. Teófilo provavelmente havia sido informado oralmente a respeito de Cristo, mas precisava de mais conhecimentos que o firmassem e o convencessem da verdade.

Parábolas 
    Das 35 parábolas registradas no NT, 19 são encontradas no Evangelho de Lucas, entre elas: a da figueira estéril, 13; a da grande ceia, da dracma perdida, 15; do administrador infiel, 16; do fariseu e do publicano, 18. 

A linguagem 
     O Evangelho de Lucas é o mais literário de todos. Contém no início quatro belos hinos: o cântico de Maria, 1:46-55, quando foi visitar Isabel; o cântico de Zacarias, uma palavra profética do pai de João Batista, 1:67-79; o cântico dos anjos, 2:14, quando Jesus nasceu e o cântico de Simeão, em 2:28-32, ao tomar o menino Jesus nos braços. 

DESTINATÁRIO E PROPÓSITO
     Esse Evangelho tem um destinatário específico, Teófilo (1.3). Esse nome se refere a uma pessoa e o emprego do adjetivo “excelentíssimo” junto com o nome, revela que se trata de alguém de posição importante. Teófilo era possivelmente o patrocinador de Lucas, responsável por mandar copiar e distribuir seus escritos. Dedicatórias como essa da abertura do livro de Lucas eram comuns naquela época.

     Teófilo, no entanto, era mais que um patrocinador. A mensagem desse Evangelho visava à instrução não só daqueles entre os quais o livro iria circular, mas também ao próprio Teófilo (1.4). O fato desse Evangelho ter sido inicialmente dirigido a Teófilo não reduz nem limita o seu propósito. Foi escrito para fortalecer a fé de todos os crentes e para reagir aos ataques dos incrédulos contra Jesus. O Evangelho de Lucas foi apresentado para substituir relatórios desconexos e infundados a respeito de Jesus. Lucas queria demonstrar que o lugar ocupado pelo gentio convertido ao Reino de Deus baseia-se nos ensinos de Cristo. Queria recomendar a pregação do Evangelho ao mundo inteiro, não apenas aos judeus.

PARA QUEM FOI ESCRITO
      O Evangelho de Lucas foi escrito para os gregos, por isso Jesus é apresentado como o Homem Perfeito, já que os gregos sempre buscaram a perfeição. Os gregos inventaram a matemática, a ciência e a filosofia; foram os primeiros a escrever histórias em lugar de meros anais; especularam livremente sobre a natureza do mundo e as finalidades da vida, sem que se achassem acorrentados a qualquer ortodoxia herdada. Foi para esses intelectuais que Lucas descreveu a vida e a obra de Cristo, o Homem e o Salvador Perfeito. Lucas o descreveu como um homem cheio de simpatia para com toda a humanidade, Salvador de todos os homens, sem distinção de qualquer espécie.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O LIVRO

a) Lucas apresenta Jesus como O Homem, O Filho dO Homem; então quando lermos o livro devemos ver em Jesus o homem, sujeito a tudo em que toso homem está, porém, vencendo a carne, para ser perfeito e ser oferecido sem pecado, para o perdão da humanidade. Quando o Adão peca, trouxe sobre sua cabeça o juízo de morte que estava decretado, mas Jesus se oferece para morrer em seu lugar, para que o homem não morresse pecador, então Ele sendo Deus, se faz homem, porém sem pecado, para morrer sem pecado em lugar de Adão, e assim vencer a morte. E foi o que fez.

b) O livro por apresentar Jesus como homem, como ser humano, traz a sua genealogia no capítulo 3:23-38;

c) O livro foi escrito aos gregos. Um povo terrivelmente idólatra, mas muito estudioso e quando foi-lhes apresentado O Jesus Salvador, buscava nas escrituras para saber se era realmente verdade tudo o que ouviam. Paulo fala que os que fazem isto são mais excelentes. Os gregos cultuavam os homens, a sabedoria... toda a mitologia que ainda hoje se ouve falar é de origem grega. Por esse motivo, também, Jesus é apresentado como homem, porém filho dO Homem (Deus);

A UNIVERSALIDADE DA SALVAÇÃO
    A historia da salvação. A história da Salvação no terceiro Evangelho é revelada em seu aspecto particular e universal. Sem dúvida a ênfase maior está na universalidade da Salvação. Jesus veio para os judeus, mas não somente para estes, ele veio também para os gentios. A Salvação é para todos! Esse princípio teológico de Lucas fica em evidência quando se observa o lugar que os excluídos ocupam nos seus registros. No anúncio do nascimento de Jesus feito pelos anjos aos camponeses foi dito: “Vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lc 2.10).

A SALVAÇÃO EM SEU ASPECTO UNIVERSAL.
     Todo o povo, e não apenas os judeus, era objeto da graça de Deus. E inegável a atenção que se dá aos pobres, excluídos e marginalizados no Evangelho de Lucas. O Espírito Santo estava sobre Jesus para “evangelizar os pobres” (Lc 4.18). É interessante observarmos que a palavra grega ptochoi, traduzida como pobres, significa alguém que possui alguma carência. E exatamente esses carentes que Jesus irá priorizar em seu ministério. Ele dará grande atenção aos publicanos, pecadores, mulheres e aos samaritanos que eram discriminados naquela cultura (Lc 5.32; 7.34-39;9.51-56; 10.3; 15.1; 17.16; 18.13; 19.10).

JESUS, O HOMEM PERFEITO
      Em seu livro “As Duas Naturezas do Redentor”, Héber Campos ensina que Jesus não é um homem que possui certas qualidades divinas dentro de si, nem o Deus que possui algumas qualidades humanas: Jesus é 100% homem e 100% Deus. Deixando claro que na humanidade de Jesus não existe qualquer concessão ou menção ao pecado (Jo 1:29), analisemos as expressões humanas do Filho de Deus que iluminam a nossa humanidade.

     Trechos bíblicos revelam que a humanidade de Jesus é como a nossa. Para ficar só em Hebreus: 2:14, 17, 18; 4:15; 5:1, 2, 7-10. Em sua vida física, Jesus sentia frio e calor (Jo 10:22, Lc 12:55); ficava cansado e tinha sede e sono (Jo 4:6 e7; Mc 4:38); chorou ao ver um amigo morto (Jo 11:35); ficava indignado e condoído com a dureza do coração (Mc 3:5); repreendeu educadamente o não entendimento das repetidas lições de amor (Lc 9:55).

      A paixão do Salvador, 18: 31-23: 56 - É interessante observar como Lucas, ao relatar os dias finais de Jesus, dá um toque característico de linguagem à última ceia, ao aviso de Jesus a Pedro, ao episódio de suor com sangue, à disposição dos acontecimentos em casa de Caifás, ao comparecimento de Jesus perante Herodes, ao discurso de Jesus às mulheres de Jerusalém, 23:27-31, ao ladrão arrependido, sem alterar a sua marcha nem o seu significado. As simpatias e os sofrimentos humanos foram postos em relevo por Lucas, ao mostrar como o Filho do Homem sofria na cruz em obediência ao Pai.

     Um artista desenhou o quadro de um crepúsculo invernal – as árvores cobertas de neve, e uma casa sombria solitária e desabitada no meio da tempestade. Era um quadro triste. Depois, com uma rápida pincelada de cor amarela, ele colocou uma luz numa janela. O efeito foi magnífico. Todo o cenário ficou transformado com o vislumbre de conforto e aconchego. A vinda de Cristo foi uma luz assim num mundo tenebroso.- (C. H. Mackintosh).

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)


Facebook: Adayl Manancial

(O Revdº. Dr. Adaylton de A. Conceição, é Bacharel, Licenciado, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário)

BIBLIOGRAFIA

-Adaylton de Almeida Conceição - Cristologia - Ed Manantial.

-Alessandro Silva - O Evangelho segundo Lucas.

-Bíblia de Estudos de Genebra – Editora Cultura .Cristã 

-História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – Editora Paulus.

-José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. Ed. CPAD. pag. 21

-J. DIAS - Estudo no Evangelho de Lucas.

-Renato Bromochenkel - Jesus o homem perfeito.

segunda-feira, 30 de março de 2015

"VIDA OU MORTE"

      Cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus. Hebreus 9:27 (LH).
      Alguém já disse que “a morte nivela a todos. Mendigos, ricos, artistas, desconhecidos, presidentes, reis e rainhas; todos enfrentam, um dia, a morte”. A morte não faz acepção de pessoas. Dinheiro, sucesso e posição social não fazem diferença quando a morte bate à porta. Esta é a realidade. A cultura popular desafia a morte constantemente. Muitos perguntam: “Por que precisamos morrer?”       Quando você é criança, ganha um lindo par de sapatos brancos com lacinhos e uma roupinha de veludo. Mais tarde, vai para a escola, conhece uma pessoa, casa-se, trabalha alguns anos e então precisa morrer. Que vida é está? Porque isto tem que ser assim? Simplesmente porque o homem pecou e com isso trouxe a morte em sua essência. Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12.
      Muitos que já conhecem o Senhor fazem de tudo para tirar os ímpios desta condição miserável, mas não do modo do Senhor que é a crucificação do velho homem. Muitos pensam que se pudessem chamar todos os seus amigos para uma festa, jogar algumas carnes na churrasqueira e pedir para Deus mandar fogo do céu, como Ele fez com o profeta Elias, então eles criam. Depois disso, para dar um impacto maior, andaria sobre a água da piscina! Isso seria demais, e eles creriam com certeza! Certo? Não, errado. Jesus disse em Mateus 12:39-40 Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.
      Em outras palavras Jesus estava dizendo que se eles quisessem um sinal ou um milagre para crer, nenhum sinal seria dado, senão o de Jonas. Aqui está o grande sinal: “Eu vou morrer numa cruz”. Vou pagar pelos pecados de todo mundo e levar todos a morrerem comigo na cruz, mas voltarei da morte e lhes daria nova vida, ou seja, uma vida de ressurreição. Fomos sepultados com Ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. Romanos 6:4 (LH). 
      As pessoas podem ou não se tornar cristãs por ouvir a Palavra de Jesus. Se crerem entra no descanso, se não crerem, vão para o lugar de tormento e para sempre. João 8:47a. e João 10:26 Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
Irmãos, quem não crê na Palavra de Deus, na obra consumada de Cristo na cruz, certamente serão levados ao rei dos terrores, como está escrito em Jó 18:14 e Salmos 9:17. O perverso será arrancado da sua tenda, onde está confiado, e será levado ao rei dos terrores. Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.
      Aqueles que não creem talvez podem pensar: “Como é que um Deus de amor pode fazer tal coisa? Isso não é justo. Por que deveria existir um lugar como esse?” As Escrituras nos dizem que Deus é luz e nEle não há trevas nenhuma. O pecado é rebelião contra Deus. Cada um de nós pecou e ficou separado da glória de Deus. Ele nos dá uma oportunidade de sermos perdoados de nossos pecados por meio de seu Filho. Em outras palavras, Deus não manda ninguém para o inferno; as pessoas vão sozinhas para lá quando deixam de atender à chamada de Deus para que creiam em Jesus. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:18.
      O problema de muita gente é crer naquilo que Deus disse em Sua Palavra. Como temos dificuldade para crer! Quando uma pessoa crê pela graça de Deus, e a graça só afiança aqueles que desejam crer. E todo aquele que crê entra no descanso de Deus. Ter conhecimento é muito diferente de crer. Quem crê repousa na certeza do conforto. Por outro lado, quem tem somente conhecimento não consegue se aquietar, pois anda sempre numa agitação religiosa terrível. Agora quando uma pessoa crê, o conhecimento espiritual será uma fonte de prazer para esta pessoa. Irmãos, quando cremos podemos desfrutar de tudo aquilo que Cristo é e fez em nosso beneficio. Ao contrário, um incrédulo é alguém que faz a opção deliberada de não crer, embora sua vida seja cheia de conhecimento da Bíblia. C. S. Lewis diz: “O caminho mais seguro para o inferno é gradual; um declive suave, piso macio, sem curvas acentuadas, sem sinalização, sem advertências. É por esse caminho escorregadio que você vai descendo conforme sua vida passa”. Jesus já nos falou deste caminho em Mateus 7:13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela).       Agora veja o contraste com Mateus 7:14 Porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.
Somos apresentados a dois caminhos em nossa vida, e cabe a nós crer em qual vamos tomar. A última coisa que Deus deseja é ver alguém passar a eternidade no inferno. É por isso que Ele tomou a drástica medida de enviar Seu Filho ao mundo para morrer numa cruz em nosso favor. Mas, se rejeitarmos a Sua amorosa oferta, não poderemos por a culpa em nenhuma outra pessoa a não ser em nós mesmos. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Lucas 13:34.
      Irmãos, a Bíblia é bastante clara em dizer que haverá um julgamento final. Vamos ler em Apocalipse 20:11-15 Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.
      Somente os incrédulos, aqueles que não creram em Jesus, estarão presentes nesse julgamento. Por quê? Porque rejeitaram a Cristo e Sua obra consumada no calvário. Sem dúvida haverá aquelas pessoas que dirão no dia do julgamento final: “Hei, espere um pouco! O que está acontecendo aqui? Eu pensei que tudo o que tinha de fazer era ser uma boa pessoa!” Está chegando o dia em que os livros serão abertos. Talvez um dos livros contenha um registro de tudo o que tenha sido dito ou feito. Leiamos Eclesiastes 12:14           Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.
      Irmãos, a Bíblia também nos diz que teremos de prestar conta por todas as palavras vãs que falamos; o que nos dá a ideia de que, ao que parece, Deus mantém um arquivo sobre tudo. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas. Hebreus 4:13.
      Muitas pessoas não o rejeitam; ao contrário o admiram. Mas o Senhor Jesus não disse: “Tenham admiração por mim”. Ele disse: “sigam-me”. O nosso Senhor fez apelos bastante específicos e exclusivos. Ele chamou a Si mesmo não somente de “a mensagem de Deus”, mas de “o Deus mensageiro”. Ele disse ser o Deus encarnado, um ser Humano, e o único caminho para o Deus Pai.           Você crê que Ele estava certo ou errado? A resposta a esta pergunta e nada mais define o destino eterno de uma pessoa. E então, o que vai ser? Céu ou inferno? Conforto ou tormento? Se você morreu, o Espírito de Deus habita em você, e a consequência é: Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita. Romanos 8:11. Amém. Graça e paz.
Pr Claudio Morandi

quinta-feira, 26 de março de 2015

O FRUTO DE UMA VIDA CRUCIFICADA

      O alvo de nosso Senhor para cada um de Seus discípulos é uma vida frutífera: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto, e assim vos tornareis meus discípulos” (João 15:8). Paulo nos dá o segredo de tal experiência nestas palavras aos Gálatas: “Estou crucificado com Cristo: não sou mais eu que vivo, mas Cristo vive em mim”. O que produz fruto? Na natureza é a vida da árvore fluindo dentro de cada ramo ou graveto. No caráter Cristão, qual é sua fonte? “Sem Mim nada podeis fazer”. Uma das grandes necessidades na vida Cristã é compreender que isto é literalmente verdadeiro. Quão difícil é morrer para a dependência de nossos próprios intelectos, ou para o orgulho em nossas habilidades, ou para nossa reputação, ou para nosso desejo natural pelo sucesso, ou para nossos próprios planos! Mas o fruto vem quando estamos dispostos a que tudo isso vá para a Cruz, enquanto Cristo se torna tudo e dependemos inteiramente do Espírito Santo a cada palavra que falamos cada obra que fazemos, e cada rumo que tomamos na vida. A co-crucificação com Cristo não gera uma máquina religiosa. Eu vivo. O fato é que vivo num sentido mais verdadeiro do que nunca. Vivo mais intensamente porque morri com Cristo e as raízes de minha nova vida estão na Cruz. “Vivo, não mais eu”. Isto também é verdadeiro. A nascente e o centro da minha vida, sua fonte, seu poder sobre a velha natureza, sua força para o culto diário não estão em mim, “Estou crucificado com Cristo, não sou mais eu que vivo”. Qual é o centro, e a fonte? “Cristo vive em mim”. Eis o segredo de se adentrar na magnificência da salvação de Cristo, e se alguma vez cedermos à tentação de limitar o lugar de Cristo em nossas vidas, limitaremos nossa experiência da Sua graça redentora. Mas se Cristo está em mim e dou a Ele o Senhorio sobre meu ser, haverá poder para ser o que Deus deseja e precisa que sejamos. Existirá poder para que vivamos no mais alto e alcancemos o melhor na prática da vida diária. O segredo desta nova vida e a sua fonte é a Cruz. Cristo e a Cruz são inseparáveis. Somente na medida em que nos rendemos ao Espírito Santo para executar em nós a obra da Cruz é que Cristo julga possível tornar isto real. “Cristo vive em mim”, e sem a Cruz isto nunca pode ser verdadeiro. Sejamos claros sobre essa questão. É o fruto de uma vida crucificada que Deus está procurando, não o fruto de uma vida natural, pois esta não pode produzir fruto para Deus. Não vamos confundir aquele fruto com bondade humana. Qualquer um, qualquer pagão, bárbaro ou homem do mundo pode viver uma bela vida natural na qual não precisa de Cristo e na qual ele não concede lugar algum para Cristo. Deus está procurando por algo muito diferente disto. Ele busca o fruto que permanece, fruto de caráter que testifica o poder de Seu Filho, fruto através s do qual Ele possa alimentar as nações. Somente uma vida crucificada é capaz de produzi-lo. Vida ressurreta, o resultado da crucificação, é uma vida que por si só pode dar frutos para Deus. Graça e paz.
Por: Pr Claudio Morandi

Explorando a Palavra de Deus

Sete razões e sete métodos para estudar a Bíblia.
Extraído de um ensino bíblico de Mark Staller
7 Razões
A Palavra de Deus pode ter um grande impacto em nossas vidas espirituais. Em 2 Timóteo 2:15, lemos: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” Aqui estão sete razões pelas quais a leitura da Bíblia é tão importante:
Deus espera que leiamos a Bíblia. É uma ordem! Moisés, falando aos Filhos de Israel, disse: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Deuteronômio 6:6-7). Deus estava falando aos Filhos de Israel, mas nós somos Seus filhos. É diferente para nós? Devemos ler a Bíblia porque a leitura da Bíblia é uma das coisas que Deus nos manda fazer e queremos obedecer ao Senhor!
Leitura da Bíblia pode desempenhar um papel em nossa salvação e santificação. Em 2 Timóteo 3:15, lemos que as Sagradas Escrituras “podem fazer-te sábio para a salvação.” Sim, a Bíblia pode ajudá-lo a obter a salvação salvo! Em João 17:17, Jesus orou ao Pai no Céu, “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade.” Então, se você tem procurado a salvação e a santificação, aprimore-se na Palavra. Isso pode ser apenas o que você precisa.
Um exemplo do fato de que a Palavra de Deus pode levá-lo a salvação é o testemunho de Agostinho, um famoso Cristão e teólogo, cujos escritos foram influentes no desenvolvimento do cristianismo ocidental. No início de sua vida, Agostinho era um jovem politicamente ambicioso que trabalhava para o Imperador, em Milão, na Itália. Ele também era imoral. Sua mãe, Mônica, era uma Cristã devota, e ela orava incansavelmente por sua salvação. Agostinho sucumbiu-se a convicção do Espírito Santo e um dia, enquanto chorava sobre seus vícios, ele ouviu uma voz dizer: “Pegue e leia.” Agostinho pegou uma Bíblia e abriu-a ao acaso em Romanos 13:13, “Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.” Este versículo da Bíblia mudou a sua vida. Ele dedicou sua vida a Jesus Cristo e se tornou um dos Cristãos mais influentes desde o apóstolo Paulo, tudo por causa da leitura de um versículo da Bíblia! Outros Cristãos proeminentes, como Martinho Lutero, John Bunyan, Jonathan Edwards, John Wesley, George Whitefield e Charles Finney também vieram para o Senhor através da Palavra de Deus. É incrível o poder que existe na Palavra de Deus para mudar vidas!
A Palavra de Deus neutraliza as falsas mensagens e mentiras do mundo. Os conceitos promovidos por programas de televisão, filmes, vídeos, vídeo games e sites da internet podem ser terríveis, falsos e produtores de miséria. Lemos em Romanos 12:2 que “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Só a Palavra de Deus pode transformar e renovar as nossas mentes.
A Palavra de Deus é a nossa fonte de nutrição espiritual. Jesus disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Pedro instruiu a Igreja Primitiva: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1 Pedro 2:2). É simples! Assim como nossos corpos físicos precisam de comida, nossas almas precisam da Palavra de Deus. Imagine alguém ir a um restaurante dia após dia, sentar-se e ver todo mundo comer, mas não comer. Essa pessoa ficaria cada vez mais fraca, não é? Às vezes, as pessoas fazem isso espiritualmente. A Palavra de Deus está disponível, mas eles não têm participação com ela, e o resultado é que eles ficam cada vez mais fracos espiritualmente. Nós precisamos da Palavra, porque é a fonte de nossa nutrição espiritual e é necessário para o crescimento.
A Bíblia fornece proteção poderosa. No Livro de Efésios, onde lemos sobre a armadura de Deus, a única arma mencionada é “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Hebreus 4:12 diz: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” Imagine ser um soldado no campo de batalha sem uma arma. Quando os soldados inimigos aparecerem no seu caminho, eles estarão brandindo as espadas e você estará lá de mãos vazias! É possível estar nessa posição no reino espiritual. Alguns vão para o campo de batalhas tentar enfrentar as batalhas da vida, mas sem uma espada. A Bíblia é a nossa proteção! Precisamos fazer uso dela, porque ela vai nos manter seguros.
A Palavra de Deus dá a direção divina. Salmo 119:105 diz: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Imagine tentar encontrar um lugar pela primeira vez sem o uso de um mapa, um GPS ou qualquer outro tipo de assistência. Provavelmente vagaríamos por vários lugares! Há pessoas que vagam pela vida porque estão perdidos espiritualmente. Eles não podem encontrar o seu caminho, mas as instruções estão no Livro! Mesmo como Cristãos, há momentos em que não sabemos que caminho devemos seguir. No entanto, a Palavra de Deus nos dará a direção que precisamos.
A Bíblia nos revela Cristo. A natureza revela Deus, o Criador. Podemos olhar para as belezas do mundo ao nosso redor e saber que há um Deus que criou tudo. No entanto, é apenas através da leitura da Bíblia que nós descobrimos o Redentor—o fato de que Deus nos amou tanto, que Ele enviou o Seu único Filho para pagar o preço pela nossa salvação. Jesus disse em João 5:39: “Examinais as Escrituras . . . são elas que de mim testificam.” Você quer conhecer melhor a Jesus? Conheça melhor a Bíblia. Jesus foi Deus encarnado em forma humana, e Sua aparição na terra é o acontecimento central de toda a história. O Velho Testamento prepara o terreno para ela, e o Novo Testamento a descreve. A Bíblia inteira é formada em torno do belo relato de Cristo e Sua promessa de vida eterna para aqueles que o aceitam, o amam e o seguem.
7 Métodos
Nós vimos as sete razões por que devemos ler as nossas Bíblias. Agora vamos considerar sete maneiras diferentes de ler a Bíblia, porque métodos diferentes apelam para diferentes personalidades.
Leia a Bíblia devocionalmente. Muitos livros e sites da internet oferecem devocionais diários. Na verdade, nossa igreja publica uma devocional todos os dias (em inglês) no nosso website www.apostolicfaith.org. Ela cita uma pequena Escritura e um pensamento inspirador baseado nessa passagem. A leitura de uma devocional diária nos proporcionará um pouco da Palavra todos os dias. Muitas devocionais são voltadas para idades específicas ou determinados grupos de pessoas. Se queremos ter certeza de que estamos recebendo uma alimentação diária da Palavra, podemos ler a Bíblia devocionalmente.
Leia a Bíblia sistematicamente. Ler a Bíblia de capa a capa é um outro método de leitura. Algumas pessoas seguem uma leitura sistemática da Bíblia, lendo uma porção do Velho e do Novo Testamento a cada dia. Podemos ler o Velho Testamento uma vez ao longo do ano, e o Novo Testamento duas ou três vezes durante o ano. Podemos ler diferentes tipos de livros da Bíblia de forma sistemática, por exemplo, um livro histórico, em seguida, um livro de poesia, um livro de profecia e uma epístola. Alternativamente, podemos apenas ser sistemáticos com o nosso tempo, nos disciplinando para lermos a Bíblia durante um determinado período de tempo a cada dia.
Leia a Bíblia, estudando temas. Uma terceira maneira de ler a Bíblia é estudar um tema bíblico. Eu sou um professor, e às vezes eu pergunto aos meus estudantes universitários: “Vocês estão gostando da faculdade?” Se eles disserem não, eu pergunto: “Quais são as classes que vocês estão tendo que vocês realmente gostam? Vocês precisam ter as classes que vocês gostam.” É fácil aprender quando somos apaixonados por alguma coisa. Qual é o aspecto em particular da Palavra que lhe interessa? Estude a Bíblia por tópicos, para se aprofundar em assuntos que lhe interessam. Por exemplo, eu sei que os meninos muitas vezes se interessam por batalhas e guerras. Você poderia estudar todas as batalhas da Bíblia. Algumas pessoas talvez gostem de estudar sobre alimentação na Bíblia ou sobre relações familiares. As possibilidades são infinitas!
Leia a Bíblia, estudando um personagem. Você é uma pessoa que gosta de pessoas? Escolha um personagem bíblico, como Noé, Abraão, Moisés, Davi, Miriã, Débora, Rute, Ester ou Maria. Ao ler todas as passagens sobre ele ou ela, pergunte a si mesmo: Que traços de personalidade são evidentes? Quais são os pontos fortes e fracos? O que posso aprender com essa pessoa? Esta é uma maneira muito reveladora para estudar a Bíblia.
Leia a Bíblia, procurando versículos-chave. Minha esposa chama esse método “Caça ao Tesouro”. Pegue uma caneta marcadora amarela e uma Bíblia mais barata, e comece a marcar versículos significativos. No verão passado, eu estipulei um objetivo para mim mesmo de encontrar um versículo especial de cada livro do Velho Testamento. Eu encontrei trinta e nove versículos desta forma—versículos que falaram ao meu coração.
Leia a Bíblia, concentrando-se em capítulos principais da Bíblia. Nós podemos ficar amarrados em certas porções da Bíblia, mas que tal pegar a Bíblia e escolher o que eu chamo de “Capítulos de Ouro.” Eu tentei este método, e acabei encontrando cem “Capítulos de Ouro” do Velho Testamento e outros cem, do Novo Testamento.
Leia a Bíblia ao ler um livro inteiro de uma só vez. É assim que eles originalmente liam a Escritura na Igreja Primitiva. Não haviam versículos marcados no texto original, por isso, quando eles liam a carta aos romanos, eles não pegavam o pergaminho e apontavam com o dedo em qualquer lugar para começarem a leitura dali. Eles liam a carta toda. Quando pegamos um livro da livraria ou da biblioteca, nós nunca pensaríamos em ler apenas um parágrafo aqui e outro ali a partir de pontos aleatórios do livro. Como poderíamos manter qualquer interesse na linha de história, se esse fosse o nosso método? A Bíblia é uma narrativa de Deus para o homem, um livro para começar, para examinar e terminar da mesma forma que lemos outros livros. Se apenas lermos a Bíblia em pequenos segmentos de lugares aleatórios, será muito difícil entender plenamente a sua mensagem.
Somos verdadeiramente seguidores de Jesus? Não queremos ser como Ele? A chave é mergulhar nas Escrituras. Isso é o que Ele fez! A leitura da Bíblia nem sempre é fácil, mas os resultados de um compromisso com o estudo da Bíblia serão evidentes em nossas vidas. Não devemos esperar obter uma elevação emocional ou uma sensação de tranquilidade cada vez que lermos a Bíblia, mas à medida que continuamos a alimentar-nos da Palavra, a nossa atitude, perspectiva e conduta se tornarão cada vez mais parecidas com o Deus da Bíblia, e Ele vai se tornar mais próximo e mais precioso para nós.
Você vai se comprometer, com a ajuda de Deus, para se aprodundar na Sua Palavra? Que Deus nos ajude a entender o verdadeiro valor em fazê-lo.
Mark Staller é pastor da Igreja da Fé Apostólica em Tehachipi, California, Estados Unidos.

Apostolic Faith Church
6615 SE 52nd Ave
Portland, Oregon 96206 U.S.A.

www.apostolicfaith.org

Aproximando-se de Deus

      Uma instrução em quatro partes, para como nos achegarmos diante do nosso Criador

Por Darrel Lee

      É importante considerar como devemos nos aproximar de Deus se queremos que Ele se encontre conosco. Encontramos instruções em relação a isto quando vemos como o povo de Israel foi ordenado a se apresentar diante de Deus.
      No Monte Sinai, o Senhor deu a Moisés uma ordem acerca de um lugar central, onde o povo de Israel viria para adorá-lo. Ele disse: “Então haverá um lugar que escolherá o Senhor vosso Deus para ali fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, os vossos dízimos . . .”. Ele passou a dizer que naquele lugar “vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e os vossos servos, e vossas servas” (Deuteronômio 12:11-12).
    No Livro de Êxodo, Deus falou da montanha, dando instruções sobre como construir o Tabernáculo e configurá-lo. Em Levítico, Deus falou do Tabernáculo, instruindo a respeito de como os adoradores deveriam usar esse lugar sagrado e se aproximar de Deus. Os princípios encontrados no Livro de Levítico sobre a abordagem adequada a Deus ainda são válidos hoje. Eles nos instruem sobre as quatro maneiras de como devemos nos achegar diante de um Deus santo. Em primeiro lugar, devemos nos achegar ao lugar onde Deus se encontra com Seu povo, reverentemente. Devemos nos aproximar em oração e em sacrifício. E, finalmente, devemos abordar coletivamente, em companhia de outros crentes. Se aplicarmos esta abordagem, vamos obter resultados.
Aproxime-se Reverentemente
     Moisés aprendeu sobre a aproximação com reverência na sarça ardente. Enquanto ele estava cuidando de ovelhas no deserto, ele viu uma sarça que estava em chamas, mas não se consumia. Ele virou-se para o lado para ver o que estava acontecendo, e ele ouviu a voz de Deus dizendo: “Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Êxodo 3:5).
     Onde quer que Deus está presente é terra santa! Quando chegamos à casa do Senhor, devemos nos lembrar que estamos vindo diante da presença de Deus, para que nos aproximemos com reverência.
     Em Levítico 10, lemos o que aconteceu quando indivíduos se aproximaram de Deus de forma imprudente. Nadabe e Abiú trouxeram fogo estranho perante o Senhor, e eles acabaram perecendo. Deus disse: “Serei santificado [separado como santo] naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo” (Levítico 10:3). Não estamos nos aproximando de um político ou de uma figura importante deste mundo. Estamos nos aproximando do Criador dos céus e da terra! Estamos nos aproximando de nosso Redentor, por isso queremos nos aproximar dEle com reverência.
    Em Levítico 26:2, o Senhor ordenou: “Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário: eu sou o Senhor.” A palavra santuário vem de uma palavra latina que significa “sagrado” ou “santo”. Quando nossas igrejas são dedicadas, elas são separadas para um uso santo. A oração no dia da dedicação de uma igreja é que Deus habite naquele lugar e que aquele seja um ponto de encontro onde Deus habitará no meio do Seu povo.
     Em Levítico 1:1, o ponto de encontro era chamado de “tenda da congregação”. Isso poderia ser chamado de “tenda das reuniões” ou “tenda dos compromissos”. Deus projetou a igreja para ser um lugar onde Ele poderia se encontrar com você e comigo. Quando nós viemos aqui hoje, nós tínhamos um compromisso—um compromisso para nos encontrarmos com Deus.
      O Tabernáculo no tempo de Êxodo e Levítico era uma estrutura temporária, mas uma abordagem reverente não é menos importante em uma estrutura permanente, como a desta igreja. O salmista disse: “Deus deve ser em extremo tremendo na assembléia dos santos, e grandemente reverenciado por todos os que o cercam” (Salmo 89:7). O profeta Habacuque disse: “O Senhor está no seu santo templo: cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2:20). Então o profeta passou a fazer uma oração, e em que ele ligou o avivamento com reverência. Ele disse: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi [no temor de Deus]: aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos” (Habacuque 3:2). Você pode imaginar o que aconteceria se houvesse um reavivamento da reverência em igrejas por toda a terra? Isso poderia levar a um avivamento dos nossos espíritos! No Novo Testamento, no Livro de Hebreus, encontramos um comando semelhante. Devemos servir a Deus “agradavelmente, com reverência e piedade” (Hebreus 12:28).
    Existem ações simples que cada um de nós podemos fazer que indicarão a nossa reverência. Acima de tudo, devemos nos aproximar da casa de Deus como um santuário, um lugar sagrado. Aqui em Portland, Oregon, Estados Unidos, temos uma parte separada e dedicada do nosso edifício que é o santuário. Seja qual for o design do edifício, quando uma estrutura está sendo usada como uma igreja, não estamos chegando a um auditório ou a uma instalação multi-uso. Estamos chegando a um lugar onde encontramos Deus, por isso queremos abordá-lo como um santuário.
      Queremos nos aproximar respeitosamente ao invés de casualmente. É por isso que nos vestimos com o melhor que podemos, em vez de nos vestirmos muito casualmente. Este é o nosso destino, e estamos vindo para nos reunirmos com o próprio Deus. Então, vamos mostrar o nosso respeito por Ele, vestindo-nos adequadamente para o evento.
      Nós não aplaudimos para os músicos que têm participação em nossas reuniões. Aplaudimos para artistas, mas aqueles que participam de nossas reuniões não são artistas; o propósito deles não é de entreter, mas sim de nos direcionar a Deus. Em uma reunião evangélica (com alguma exceção para as crianças), queremos dizer “amém” ao invés de aplaudir.
     A presença de Deus é a razão que dizemos “amém” em nossas reuniões. “Amém” é um termo bíblico. Manifesta afirmação—significa “que assim seja” para aquilo que “assim diz o Senhor”. Queremos ter zelo pelo que “assim diz o Senhor”. Na verdade, quando Davi entregou o que a Bíblia se refere como seu primeiro salmo, ele disse: “Louvado seja o Senhor Deus de Israel, de século em século. E todo o povo disse: Amém! e louvou ao Senhor” (1 Crônicas 16:36). Expressando nossa afirmação para a Palavra de Deus é uma maneira de se aproximar de Deus com reverência.
Aproxime-se em Oração
      Nós nos aproximamos em oração. Quando Jesus viu o Templo a ser profanado por compra e venda de mercadorias, Ele derrubou as mesas dos cambiadores e afugentou aqueles que estavam fazendo da casa de Deus um mercado. Ele disse: “Não está escrito – A minha casa será chamada por todas as nações casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões” (Marcos 11:17). Igreja não é o lugar para realizar negócios, falar de política ou discutir o resultado do jogo de bola de ontem. Viémos aqui para nos reunir com o Senhor! Estamos felizes em ver um ao outro, é claro, mas viémos à tenda da congregação para adorar a Deus. Isto não é um evento social. Nós gostamos de comunhão, mas a oração é o objetivo no final das nossas reuniões. Tudo, desde as notas iniciais de uma música até a bênção final, tem um objetivo em mente, e este objetivo é estarmos de joelhos para nos encontrarmos com o nosso Criador. Por meio do profeta Isaías, Deus prometeu que aqueles que “guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada . . . os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:4,7).
Aproxime-se Sacrificialmente
     Devemos nos aproximar de Deus em atitude de sacrifício. No primeiro capítulo de Levítico, encontramos estas palavras: “E chamou o Senhor a Moisés, e falou come ele da tenda da congregação, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas. Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha: à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade perante o Senhor” (Levítico 1:1-3).
      Deus havia projetado um lugar onde a congregação de Israel se reuniria com Ele e iria ouvir a Sua voz, e Ele ordenou que as ofertas fossem entregues continuamente. Isso indica o que devemos trazer quando nos aproximamos de Deus. Não devemos nos aproximar de mãos vazias.
   Muitas vezes nós encorajamos as pessoas a virem para a casa do Senhor com a expectativa de receber algo. Vamos entrar com a expectativa de dar, e dar, e dar um pouco mais! Vivemos em uma sociedade com uma mentalidade de que temos direitos ou com a perspectiva de que nos devem algo, e isso é muito comum. Até mesmo ouvimos que Deus nos “deve” uma chamada. Deus não nos deve nada! É pela graça de Deus que recebemos misericórdia. Então, nós não vamos a casa de Deus para ver o que podemos obter. Nós vamos a casa de Deus dizendo: “Senhor, o que posso dar?” Se você vem para dar, você vai receber o que Deus quer que você receba.
     Quando damos ao Senhor sacrificialmente, trazemos algo que nos custa. Os israelitas foram ordenados a trazerem seus rebanhos ou manadas. Não era para eles sairem e procurarem um animal selvagem que poderiam capturar e trazer para o Senhor. Um tipo de sacrifício como este não teria lhes custado nada. Era para eles trazerem um sacrifício de seu rebanho, um animal que eles haviam investido cuidado—e eles deveriam trazê-lo em sacrifício.
      Devemos oferecer voluntariamente. Levítico 1:3 diz ele deve oferecê-lo “de sua própria vontade”. Quando as crianças são pequenas, elas são trazidas para a casa do Senhor pelos seus pais. Quando elas se tornam mais velhas, algumas vêm somente porque os seus pais assim o exigem. No entanto, chegará o dia em que elas deverão tomar uma decisão de virem voluntariamente, e virem sacrifícialmente.
Aproxime-se Coletivamente
      Finalmente, devemos chegar diante de Deus coletivamente. Às vezes as pessoas dizem: “Oh, eu não sou do tipo de ir a igreja. Eu gosto de ir para as montanhas ou para a floresta, ou para um lago, para ter comunhão com Deus.” No entanto, Deus ordenou que nós o adoremos coletivamente. Ele diz: “Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali. E ali virei aos filhos de Israel, para que por minha glória sejam santificados” (Êxodo 29:42-43). Isso foi nos tempos do Velho Testamento, mas no Novo Testamento o escritor de Hebreus advertiu: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25). O próprio Jesus disse: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí, estou eu no meio deles” (Mateus 18:20). Que promessa maravilhosa! Sabemos que o Senhor está conosco aqui hoje, porque nós viemos de acordo com a Palavra de Deus. 
Os Resultados da Obediência
     Quando os Filhos de Israel terminaram o Tabernáculo de acordo com a direção de Deus, e se aproximaram dEle da maneira que Ele tinha prescrito, houve resultados. Lemos em Êxodo 40: “Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (Êxodo 40:34). Os Filhos de Israel viram a manifestação do poder de Deus.
     Ter a glória do Senhor enchendo esta igreja não está além do nosso alcance hoje. Assim como o povo de Israel obedeceu e aplicou o que Deus havia lhes dito, eles se tornaram um povo abençoado. Essa pode ser a nossa experiência também.
    Você vai aplicar esta simples abordagem para com Deus? Se você fizer isso, você verá os resultados. Deus se encontrará com você.
Darrel Lee é Superintendente Geral da Igreja da Fé Apostólica e pastor da igreja sede em Portland, Oregon, Estados Unidos.


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A idolatria emburrece o idólatra

Texto A. Isaías 44: 6 Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.



7 E quem proclamará como eu, e anunciará isto, e o porá em ordem perante mim, desde que ordenei um povo eterno? E anuncie-lhes as coisas vindouras, e as que ainda hão de vir.

8 Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.

9 ¶ Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados.

10 Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?

11 Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos.

12 O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece.

13 O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa.

14 Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer.

15 Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela.

16 Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo.

17 Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus.

18 Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam.

19 E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore?

20 Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?

21 ¶ Lembra-te destas coisas, ó Jacó, e Israel, porquanto és meu servo; eu te formei, meu servo és, ó Israel, não me esquecerei de ti.

22 Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.


23 Cantai alegres, vós, ó céus, porque o Senhor o fez; exultai vós, as partes mais baixas da terra; vós, montes, retumbai com júbilo; também vós, bosques, e todas as suas árvores; porque o Senhor remiu a Jacó, e glorificou-se em Israel.

Texto B. Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro. Não falei em segredo, nem em lugar algum escuro da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu sou o Senhor, que falo a justiça, e anuncio coisas retas. Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. Isaías 45:18-20

      A religião idólatra independente da placa denominacional, emburrece o homem. O idólatra toma um pedaço de madeira, corta-o no meio, de uma parte ele faz lenha e assa uma carne para alimentar seu corpo físico e da outra ele esculpe um ídolo mudo, surdo, perecível e sem vida e o adora, pensando com isto, suprir suas necessidades espirituais, quando na verdade está cometendo um torpe pecado contra o Deus vivo. É assim mesmo que acontece, o pecado e qualquer tipo de ídolo, mesmo os ídolos que não são estátuas ou imagens, também emburrecem o homem que perante eles se ajoelha. Adalberto Pimentel da Silva.    

sábado, 14 de março de 2015

O Arrependimento

      Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.

Assim, quero pregar tanto para os cristãos como para os não-convertidos, tanto para mim mesmo quanto para aquele que nunca conheceu a Cristo como seu Salvador.

Há cinco coisas que fluem do verdadeiro arrependimento:

1. Convicção.

2. Contrição.

3. Confissão de pecado.

4. Conversão.

5. Confissão de Cristo diante do mundo.

Convicção

Quando um homem não está profundamente convicto de seus pecados, é um sinal bem certo de que ainda não se arrependeu de verdade. A experiência tem me ensinado que as pessoas que têm uma convicção muito superficial de seus pecados, cedo ou tarde recaem em suas velhas vidas. Nos últimos anos tenho estado bem mais ansioso por uma profunda e verdadeira obra de Deus entre os já convertidos do que em alcançar grandes números. Se um homem confessa ser convertido sem reconhecer a atrocidade de seus pecados, provavelmente se transformará num ouvinte endurecido que não irá muito longe. No primeiro sopro de oposição, na primeira onda de perseguição ou ridículo, eles serão carregados de volta para o mundo.

Creio que é um erro lamentável conduzirmos tantas pessoas à igreja que nunca experimentaram a verdadeira convicção de pecados. O pecado no coração do homem é tão negro hoje quanto o foi em qualquer outra época. Às vezes penso que está mais negro. Porque quanto maior a luz que uma pessoa tiver, maior sua responsabilidade, e por conseguinte maior a sua necessidade de profunda convicção.

Até que a convicção de pecados nos faça cair de joelhos, até que estejamos completamente humilhados, até que tenhamos perdido toda esperança em nós mesmos, não podemos encontrar o Salvador.

Há três coisas que nos levam à convicção: (1) A Consciência; (2) A Palavra de Deus; (3) O Espírito Santo. Todos os três são usados por Deus.

Muito antes de existir a Palavra escrita, Deus tratava com o homem através da consciência. Foi por isto que Adão e Eva se esconderam da presença do Senhor Deus entre as árvores do Jardim do Éden. Foi isto que convenceu os irmãos de José quando disseram: “Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos. Por isso,” disseram eles (e lembre-se, mais de vinte anos haviam se passado depois que eles o venderam como cativo), “por isso nos vem essa ansiedade.”

É a consciência que devemos usar com nossos filhos antes de atingirem uma idade quando possam entender a Palavra e o Espírito de Deus. E é a consciência que acusa ou inocenta o ímpio.

A consciência é “uma faculdade divinamente implantada no homem, que o pede a fazer o que é certo.” Alguém disse que ela nasceu quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, quando seus olhos foram abertos e “conheceram o bem e o mal.” Ela julga, mesmo contra nossa vontade, os nossos pensamentos, palavras, e ações, aprovando ou condenando-os de acordo com a sua avaliação de certo ou errado. Uma pessoa não pode violar sua consciência sem sentir a sua condenação.

Mas a consciência não é um guia seguro, porque freqüentemente ela só dirá que uma coisa é errada depois de você a praticar. Ela precisa ser iluminada por Deus porque faz parte de nossa natureza caída. Muitas pessoas fazem o que é errado sem serem condenadas pela consciência. Paulo disse: “Na verdade, a mim me parecia que muitas cousas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno” (At 26.9). A própria consciência precisa ser educada.

Outra vez, a consciência freqüentemente é como um relógio despertador, que a princípio desperta e acorda, mas com o tempo a pessoa se acostuma com ele, e então perde o seu efeito. A consciência pode ser asfixiada. Creio que cometemos um erro em não dirigirmos as pregações mais para a consciência.

Portanto, no devido tempo a consciência foi suplantada pela Lei de Deus, que no seu tempo foi cumprida em Cristo.

Neste país cristão, onde as pessoas têm Bíblias, a Palavra de Deus é o meio que Deus usa para produzir convicção. A Bíblia nos diz o que é certo e o que é errado antes de você cometer o pecado, e assim o que você precisa é aprender e apropriar-se de seus ensinos, sob a direção do Espírito Santo. A consciência comparada à Bíblia é como uma vela comparada ao sol lá no céu.

Veja como a verdade convenceu aqueles judeus no dia de Pentecostes. Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou que “este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” “Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (At 2.36, 37).

Em terceiro lugar, enfim, o Espírito Santo convence. Algumas das mais poderosas reuniões de que já participei foram aquelas em que houve uma espécie de quietude sobre o povo e parecia que um poder invisível se apoderava das consciências. Lembro-me de um homem que veio à reunião e no momento em que entrou, sentiu que Deus estava lá. Um senso de reverência veio sobre ele, e naquela mesma hora sentiu convicção e se converteu.

Contrição

A próxima coisa é a contrição, o profundo sentimento de tristeza segundo Deus e humilhação de coração por causa do pecado. Se não houver verdadeira contrição, o homem voltará direto para o seu velho pecado. Esse é o problema com muitos cristãos.

Um homem pode sentir raiva e se não houver muita contrição, no dia seguinte sentirá raiva outra vez. A filha pode dizer coisas indignas, ofensivas à sua mãe, e porque sua consciência lhe perturba ela diz: “Mãe, sinto muito. Perdoe-me.”

Mas logo há um outro impulso genioso, porque a contrição não foi profunda nem verdadeira. Um marido diz palavras agressivas à sua esposa, e então para aliviar sua consciência, compra um buquê de flores para ela. Ele não quer enfrentar a situação como um homem e dizer que errou.

O que Deus quer é contrição, e se não houver contrição, não há arrependimento completo. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os de espírito oprimido.” “Coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus.” Muitos pecadores lamentam por seus pecados, lamentam por não poderem continuar pecando; mas se arrependem apenas com corações que não estão quebrantados. Não creio que saibamos como nos arrepender atualmente. Precisamos de um João Batista, que ande pelo país, gritando: “Arrependam-se! Arrependam-se!”

Confissão de pecado

Se tivermos verdadeira contrição, ela nos levará a confessarmos nossos pecados. Creio que nove décimos dos problemas em nossa vida cristã são resultado de não fazermos isso. Tentamos esconder e cobrir nossos pecados. Há muito pouca confissão deles. Alguém disse: “Pecados não confessados na alma são como uma bala no corpo.”

Se você não tiver poder, talvez seja porque há algum pecado que precisa ser confessado, alguma coisa em sua vida que necessita ser removida. Não importa quantos salmos você cante, ou a quantas reuniões você compareça, ou o quanto você ore e leia a sua Bíblia, nada disso encobrirá esse tipo de problema. O pecado deve ser confessado, e se o meu orgulho me impede de confessar, não devo esperar misericórdia de Deus nem respostas às minhas orações.

A Bíblia diz: “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará” (Pv 28.13). Pode ser um homem no púlpito, um sacerdote por trás do altar, um rei no trono – não me importo quem ele seja. O homem está tentando fazer isso há seis mil anos. Adão o tentou e falhou. Moisés o tentou quando enterrou o egípcio que matou, mas falhou.

“Sabei que o vosso pecado vos há de achar.” Por mais que você tente enterrar o seu pecado, este tornará a aparecer mais cedo ou mais tarde, se não for apagado pelo Filho de Deus. Se o homem nunca conseguiu fazer isso em seis mil anos, é melhor você e eu desistirmos de tentar.

Há três maneiras de se confessar pecados. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser confessado. Há pecados que eu não preciso confessar a pessoa alguma no mundo. Se o pecado foi entre mim e Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto. Não preciso cochichá-lo no ouvido de nenhum mortal. “Pai, pequei contra o céu e diante de Ti.” “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos.”

Mas se fiz algo errado a alguma pessoa, e ela sabe que a prejudiquei, devo confessar o pecado não somente a Deus mas também a esta pessoa. Se o meu orgulho me impede de confessar meu pecado, não preciso ir a Deus. Posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará. Primeiro confesse àquela pessoa, e depois a Deus, e veja com que rapidez Ele lhe ouvirá e lhe enviará a paz. “Se pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.” (Mt 5.23, 24). Esse é o caminho bíblico.

Há outra classe de pecados que devem ser confessados publicamente. Suponha que fui conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus pecados, devo ao público uma confissão. A confissão deve ser tão pública quanto foi a transgressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.

Somos bons em confessar o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro arrependimento, ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados. Quando alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali faltas dos outros; tem coisas demais a ver em si mesmo.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Obrigado Senhor pelo Evangelho! Crente, se há algum pecado em sua vida, resolva confessá-lo, e seja perdoado. Não deixe nenhuma nuvem entre você e Deus. Garanta o seu título para a mansão que Cristo foi preparar para você.

Conversão

A confissão leva à verdadeira conversão, e não pode haver uma verdadeira conversão, até que se tenha dado esses três passos.

Agora a palavra conversão significa duas coisas. Dizemos que uma pessoa é “convertida” quando nasce de novo. Mas conversão também tem um significado diferente na Bíblia. Pedro disse: “Arrependei-vos… e convertei-vos” (At 3.19). Existe uma versão que traduz assim: “Arrependei-vos e voltai-vos.” Paulo disse que não foi desobediente à visão celestial, mas começou a pregar a judeus e gentios para que se arrependessem e se voltassem para Deus. Um certo teólogo de outra época disse: “Todos nós nascemos de costas para Deus. O arrependimento é uma mudança de trajetória. É uma volta de cento e oitenta graus.”

Pecado é afastar-se de Deus. Como alguém disse, é aversão a Deus e conversão para o mundo; enquanto que o verdadeiro arrependimento significa conversão a Deus e aversão ao mundo. Quando há verdadeira contrição, o coração está entristecido por causa do pecado; quando há verdadeira conversão, o coração fica liberto do pecado. Deixamos a velha vida, somos transportados do reino das trevas para o reino da luz. Maravilhoso, não é?

A não ser que nosso arrependimento inclua essa conversão, não vale muito. Se alguém continua em pecado, é a prova de uma profissão inútil. É como bombear água para fora do navio, sem tampar os vazamentos. Salomão disse: “Se o povo orar… e confessar teu nome, e se converter dos seus pecados…” (2Cr 6.26).

Oração e confissão não seriam de proveito nenhum enquanto o povo continuasse em pecado. Vamos prestar atenção à chamada de Deus. Vamos abandonar o velho caminho perverso. Voltemos ao Senhor, e Ele terá misericórdia de nós, e ao nosso Deus, porque Ele perdoará abundantemente.

Confissão de Cristo

Se você é convertido, o próximo passo é confessar isso abertamente. Ouça: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9, 10).

A confissão de Cristo é o clímax da obra de verdadeiro arrependimento. Devemos isso ao mundo, aos nossos semelhantes cristãos e a nós mesmos. Ele morreu para nos redimir, e podemos estar envergonhados ou com medo de confessá-Lo? A religião como uma abstração, como uma doutrina, tem pouco interesse para o mundo, mas aquilo que as pessoas podem testemunhar da experiência pessoal sempre tem peso.

Ah, amigos, estou tão cansado de cristianismo medíocre. Vamos nos entregar cem por cento por Cristo. Não vamos dar um som inseguro. Se o mundo quer nos chamar de tolos, que o faça. É apenas por um pouco. O dia da coroação está chegando. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar a Cristo!

Dwight Lyman Moody
http://www.cacp.org.br/o-arrependimento/