sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SANTIFICARÁS O SÁBADO

INTRODUÇÃO 
     Um dos temas mais controvertido no meio cristão é sobre a guarda ou não do sábado. Na lição desta semana que te como tema “Santificarás o Sábado”, mais uma vez o comentarista do trimestre, Revdº. Dr. Esequias Soares, apresenta de forma magistral, como lhe é peculiar, um comentário abalizado e fundamentado na Bíblia sobre o tema. Assim que iremos apenas tecer alguns comentários e apresentar alguns pontos de vista para elucidar alguma dúvida porventura existente.

    Ao longo do meu ministério, muitas pessoas me escrevem ou perguntam sobre o sábado; algumas com dúvidas genuínas sobre o dia de repouso, e outras dizendo que tem duvidas. Porém notamos que essas pessoas não tem tanta dúvida e sim estão convencidos de algo que lhes foi ensinado.

    Que significado tem o shabat? Significa: “dia de descanso”, “sábado”, “semana” (Dicionario Bem-Iehúdah Hebreo-Iblgê pag. 289) e está relacionado com a palavra shvitáh, que significa “descansar” e “folga” (uma parada de obras ou trabalho). Originalmente não tinha nada que ver com o fato de ir ao templo.

       A primeira vez que se menciona o dia de repouso é em Gênesis 2.2,3 “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera”.

    Também encontramos dos 10 mandamentos, o quarto que diz: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” Êxodo 20.8. Os israelitas não podiam fazer nada de trabalho este dia, bem comprar, bem vender, nem recolher lenha, bem cozinhar etc. Os judeus ortodoxos que guardam o sábado, ficam dentro de suas casas exceto por razões religiosas, não cozinham, não acendem luzes (Ex. 16.23; 35.3), não usam transporte, etc.

     A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Testamento (Hb 8.6-13). O que nos chama a atenção é que, ultimamente, estão surgindo novos cristãos que, entre outras coisas, ensinam a guarda da lei e do sábado como meio de salvação. Isso é retrocesso espiritual: é voltar às práticas antigas.

    Nós cristãos evangélicos, preferimos ficar com Paulo e os demais apóstolos de Cristos, que julgavam a lei apenas uma sombra das coisas futuras (Hb 10.1), pois terminou a sua vigência com o advento d’Aquele a quem fora feita a promessa – Cristo, conforme (Gl 3.16-19).

      Mas, não há dúvida de que pela vinda do Senhor Jesus Cristo o que era aqui cerimonial foi abolido. Pois ele é a verdade, por cuja presença se desvanecemtodas as figuras; o corpo, a cuja visão são deixadas para trás as sombras. Com ele, sepultados através do batismo, fomos enxertados na participação de sua morte, para que, participantes de Sua ressurreição, ande-mos em novidade de vida (Rm 6.4). Por isso, escreve o Apóstolo que o sábado tem sido uma sombra da realidade futura, e que o corpo, isto é, a sólida substancia da verdade que bem explicou naquela passagem, está em Cristo (Cl 2.17).

DEVEMOS GUARDAR O SÁBADO?
      Segundo o rabino Dubov, a lei judaica (a lei que Deus deu a Moisés no A.T.) consiste em 39 tarefas proibidas no dia Shabat (Sábado), denominados por ele como os 39 Melachot. Será que os adventistas realmente guardam o sábado, e não fazem nenhuma dessas tarefas?

    "Carregar objetos na rua; queimar (acender fogo); extinguir (apagar as luzes); arrematar; escrever; apagar; cozinhar; lavar; costurar; rasgar; dar nó; desamarrar; modelar; arar; plantar; ceifar; colher; debulhar; joeirar; selecionar; peneirar; moer; misturar; pentear (algodão e lã); fiar; tingir; dar pontos; urdir; tecer; desemaranhar; construir; demolir; armar armadilha; tosquiar; abater animais; tirar a pele; curtir; alisar; marcar."

    Em uma passagem bíblica muito conhecida, um jovem rico pergunta a Jesus o que deve fazer para conseguir a vida eterna. Jesus responde o seguinte: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo." [Mt 19:18-19]. O mais peculiar é que Jesus nem ao menos cita o sábado. Se realmente este fosse importante, não teria Jesus perguntado ao rapaz?

      Em Oséias 2.11 está escrito: "E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados". Essa profecia se cumpriu em Colossenses 2:14-16. No versículo 16 lemos: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados". 
Sobre isso, os adventistas argumentam que a palavra sábado é no sentido dos sábados anuais ou cerimoniais de Levítico 23. Isso não é verdade, pois esses dias já estão incluídos na expressão "dias de festas.", explicação que é inclusive sustentada por Samuele Bacchiocchi, escritor adventista.

    Sobre o tema, observemos o seguinte versículo: "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" [Jo 5:18]. Ora, se o próprio Jesus 'quebrantava o sábado', por que eu devo cumpri-lo? Ah, Ele mesmo dá a resposta para esta: "porque o Filho do homem até do sábado é Senhor" [Mc 2:28].

   Os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que os homens guardavam o sábado desde os dias de Adão, mas isso contradiz o registro da própria Bíblia.

       Embora seja verdade que o sábado se originou no final dos seis dias da criação (Gênesis 2:1-3), ele foi o descanso de Deus, não do homem. Não há registro em Gênesis de que Deus deu o sábado ao homem. Os santos em Gênesis construíram altares, oravam, ofereciam sacrifícios, e dizimavam, mas a Escritura mantém-se silenciosa em relação à guarda do sábado.
Neemias 9:13-14 diz claramente que o sábado foi dado pela primeira vez a Israel no deserto: “E sobre o monte Sinai desceste, e dos céus falaste com eles, e deste-lhes juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. E o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, estatutos e lei lhes mandaste pelo ministério de Moisés, teu servo”.
Se o sábado tivesse sido dado a humanidade em geral após a criação, ele não poderia ter sido um sinal exclusivo para Israel. O fato é que o sábado pertence à nação de Israel e não a qualquer outro povo. Também é importante notar que o sábado será uma eterna possessão de Israel (Ex 31:16). 

     Este sinal nunca vai ser anulado ou transferido para outro povo. Isso explica por que os profetas anunciam que Israel guardará o sábado, mesmo após o reino de Cristo ter sido estabelecido na terra (Is 66:23). Isso também explica por que Jesus Cristo mencionou o sábado em sua profecias a respeito da tribulação (Mt. 24:20). Judeus (não cristãos), ainda hoje, guardam o sábado e não há restrições para sua observância na terra de Israel. A linha aérea El Al não possui vôos aos sábados, por exemplo.

Deus exige que os Cristãos guardem o Sábado?

Resposta: Em Colossenses 2:16-17, o Apóstolo Paulo declarou: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Da mesma forma, Romanos 14:5 diz: “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. Essas passagens deixam bem claro que, para o Cristão, guardar o Sábado é uma questão de liberdade espiritual, não um comando de Deus. Guardar o Sábado é um assunto sobre o qual a Palavra de Deus nos diz para não julgarmos uns aos outros. Guardar o Sábado é uma questão que cada Cristão deve estar convencido em sua própria mente. 

      Nos primeiros capítulos do livro de Atos, os primeiros Cristãos eram predominantemente judeus. Quando gentios começaram a receber o dom da salvação através de Jesus Cristo, os Cristãos judeus tinham um dilema: quais aspectos da Lei Mosaica e tradição israelita os Cristãos gentios deveriam ser instruídos a obedecer? Os apóstolos se reuniram e discutiram sobre o assunto no conselho de Jerusalém (Atos 15). A decisão foi: “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue” (Atos 15:19-20). Guardar o Sábado não era um dos mandamentos que os apóstolos julgaram ser necessário reforçar aos crentes gentios. É inconcebível que os apóstolos iriam deixar de incluir o guardar o Sábado se esse ainda fosse um comando de Deus para os Cristãos. 

     Um erro comum no debate de guardar o Sábado é o conceito de que o Sábado era o dia de louvor. Grupos como os Adventistas do Sétimo Dia defendem a ideia de que Deus exige que o culto da igreja seja no Sábado, o dia santo. Não é isso que o comando do Sábado era. O comando do Sábado era para não trabalhar naquele dia (Êxodo 20:8-11). Em nenhum lugar das Escrituras o sábado era para ser um dia de louvor. Sim, judeus no Velho Testamento, Novo Testamento e tempos modernos usam o sábado como um dia de louvor, mas essa não é a essência do comando do Sábado. No livro de Atos, quando uma reunião está acontecendo no dia de sábado, é uma reunião dos judeus, não dos Cristãos. 

      Quando os primeiros Cristãos se reuniam? Atos 2:46-47 nos dá a resposta: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Se tinha um dia que os Cristãos se reuniam regularmente era o primeiro dia da semana (nosso domingo), não no dia de sábado (Atos 20:7; 1 Coríntios 16:2). Em homenagem à ressurreição de Cristo no domingo, os primeiros Cristãos observaram o domingo, não como o “sábado Cristão”, mas como um dia para louvar e glorificar a Jesus Cristo de uma forma especial. 

     Há algo errado em louvar no sábado? Claro que não! Devemos louvar a Deus todos os dias, não só no sábado ou domingo! Muitas igrejas de hoje têm cultos no sábado e domingo. Há liberdade em Cristo (Romanos 8:21; 2 Coríntios 3:17; Gálatas 5:1).

O SABADO É UM SINAL PARA OS JUDEUS E NÃO UM MANDAMENTO PARA OS GENTIOS

   Não existe sequer um mandamento no Novo Testamento ordenando que os cristãos guardem o sábado como um dia santo. Na verdade, o que lemos no Novo Testamento é que ninguém seja julgado por causa do sábado (Colossenses 2.16) e que o homem não do criado para o sábado e sim o sábado para o homem (Marcos 2.27).

     O sábado foi dado como sinal para Israel (Êxodo 31.13-17); em lugar algum ele é dado como sinal para a Igreja. Milhares de anos após a entrega do mandamento, ainda podemos distinguir claramente o sinal que separa Israel do mundo - os judeus continuam a guardar o sábado.

O apóstolo Paulo não guardava o sábado.

     Os adventistas afirmam que o apóstolo Paulo guardava o sábado, usando Atos 16.13. Mas, ele não foi à sinagoga para atender ao quarto mandamento. A finalidade era debater com os judeus sobre Cristo. Seu jeito de evangelizar era comportar-se como judeu para com os judeus. Em seu coração, desejava alcançar sua própria nação com o Evangelho da Salvação. Isso está mais claro que o sol do meio-dia em dia de verão com céu de brigadeiro. Basta ler em 1ª Coríntios 9.20-22.

    Por que os adventistas alegam que o sábado foi criado para cultuar a Deus?

      O quarto mandamento não diz que devemos adorar a Deus nos sábados. Ele manda os judeus descansarem, assim como Deus descansou.

   Vejamos: "Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos,mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, (...) Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou"- Êxodo 20.8-11 (NVI).

CRISTO É O SENHOR DO SÁBADO

   “Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo...Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mt 12.6-8).

     O Senhor Jesus Cristo está afirmando diante dos judeus que ELE é o Todo Poderoso Legislador! E que, além disso, somente ELE pode ter autoridade acima de todos para agir como DEUS. E através da Sua afirmação de que ELE era maior que o templo e também possuía autoridade de dispensar os discípulos da observância do sabath judaico, pois somente DEUS pôde ordenar no passado a Lei e somente DEUS teve e tem autoridade para modificá-la.

SÁBADO OU DOMINGO – QUAL O DIA CERTO?
     "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado; de modo que o Filho do Homem é senhor até do sábado" (Marcos 2, 27).

     "Portanto, ninguém vos julgue por questões de comida e de bebida, ou a respeito de festas anuais ou de sábados, que são apenas sombra de coisas que haviam de vir, mas a realidade é o Corpo de Cristo" (Colossenses 2, 16).

     O que prova que o sábado não é intocável, pois existem coisas superiores ao sábado. 

     Alguns adventistas procuram impugnar esse trecho de S. Paulo argumentando que "sábados" se referem aos 'descansos', como a Páscoa, Pentecostes, etc. Todavia, o "Sábado", dia de guarda, fazia parte dos "sábados". O apóstolo apenas reforça o que foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando sem efeito o argumento adventista. 

     A ordem de observar o sábado era rigorosamente cumprida pelos Judeus. Aliás, foi no sábado que eles saíram do Egito rumo à Terra prometida. 

      O primeiro dia da semana judaica, posterior ao sábado, quando Cristo ressuscitou, tornou-se o dia de culto dos cristãos ou o dia do Senhor. No ano de 57/58, por exemplo, em Trôade, na Ásia Menor, os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana, conforme At 20, 7, para celebrar a Eucaristia. Em 1Cor 16, 2, S. Paulo recomenda aos fiéis a coleta em favor dos pobres no primeiro dia da semana - o que supõe uma assembléia religiosa realizada naquele dia. 

      O Domingo é o dia dedicado à glorificação do Senhor vitorioso sobre a morte, e tomou adequadamente o nome de "Kyriaké heméra", dia do Senhor (ou, propriamente, dia imperial), como se depreende de Ap 1, 10: "Fui arrebatado em espírito no dia do Senhor". O grego "Kyriaké heméra" deu em latim "Dominica dies", donde, em português, dominga ou domingo. 

      Pode-se crer que a celebração do domingo tenha tido origem na própria Igreja-mãe de Jerusalém, pois os apóstolos estavam reunidos no 50o. dia (Pentecostes), que era domingo, quando receberam o Espírito Santo (At 2, 1-3). Este quis se comunicar não num sábado, como Cristo também não quis ressuscitar num sábado, mas no dia seguinte, domingo. O dia da 'santificação' de sua Igreja foi o domingo e não o sábado. 

MAS O QUE DIZER SOBRE DOMINGO?
      Por que a igreja adotou o domingo como dia do Senhor? Há pelo menos 6 razões: 

     Cristo ressuscitou e apareceu a Maria Madalena no inicio do primeiro dia da semana [Mc 16:9] 

      Cristo reuniu com seus discípulos no primeiro dia da semana [Jo 20:19,26] 

     Jesus apareceu ao seu e povo e lhe disse que estava vivo novamente no primeiro dia da semana [Lc 24] 


       O Espírito Santo veio habitar na igreja como corpo de Cristo no primeiro dia da semana, chamado Pentecostes. [At 2:1] 

       A igreja primitiva celebrou a ceia do Senhor no primeiro dia da semana. [At 20:7] 

    Os crentes deveriam trazer suas dádivas no primeiro dia da semana. [I Co 16:2] 

   Por isso adotamos o domingo como o dia do Senhor. Convenhamos, se o sábado ainda vigorasse, todas esses eventos acima (importantíssimos, diga-se de passagem), deveriam ter ocorrido no dia Shabat. Isso também não quer dizer que o "guardar o sábado" da lei tenha sido transferido para o domingo. Basta entender apenas que o FIM da lei é Cristo para todo aquele que crê.

AO LONGO DA HISTÓRIA
      Examinemos agora um pouco a história: desde o século II, há depoimentos que atestam a celebração do domingo tal como foi instituída pelos apóstolos, conscientes do significado da ressurreição de Cristo. Assim Santo Inácio de Antioquia (+110, aproximadamente) escrevia aos Magnésios: "Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas, chegaram à nova esperança, não observando mais o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor, dia em que nossa vida se levantou mediante Cristo e sua morte" (9, 1) 

       O Catecismo dos Apóstolos, chamado de 'Didaqué', escrito no primeiro século de nossa era, também prescreve, em seu artigo XIV: "Reúnam-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro." 

      Em meados do século II, encontra-se o famoso depoimento de S. Justino, escrito entre 153 e 155: "No dia dito do sol, todos aqueles dos nossos que habitam as cidades ou os campos, se reúnam num mesmo lugar. Lêem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas... Quando a oração está terminada, são trazidos e vinho e água... Nós nos reunimos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia, aquele em que Deus transformou as trevas e a matéria para criar o mundo, e também porque Jesus Cristo Salvador,ressuscitou dos mortos nesse dia mesmo" (I Apologia 67, 3. 7). 

       Nessa passagem, S. Justino atesta a celebração da Eucaristia no domingo. Chama-o "dia do sol" porque se dirige a pagãos; faz questão, porém, de lembrar que tal designação é de origem alheia, não cristã: "no dia dito do sol". 

HÁ DIFERENÇA ENTRE EI MORAL E LEI CERIMONIAL?
       O Novo Testamento mostra que os cristãos não estão mais sob a obrigação de guardar a lei do Velho Testamento. Os adventistas e outros tentam escapar do significado destes textos, inventando a diferença entre a lei moral, que eles chamam a lei de Deus, e a lei cerimonial, que eles chamam a lei de Moisés. Normalmente, eles ensinam que a lei cerimonial foi abolida por Cristo (assim não guardamos a Páscoa nem oferecemos sacrifícios de animais), mas a lei moral ainda está vigente. Esta distinção não está na Bíblia. Esse tema já foi comentado em lições anteriores, mas vale a pena recordar.

      A Bíblia usa as expressões lei do Senhor e lei de Moisés, sem fazer distinção, nos mesmos casos:
2 Crônicas 34:14 "Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés."
Esdras 7:6 "Ele era escriba versado na lei de Moisés, dada pelo Senhor Deus de Israel; e, segundo a boa mão do Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira."
Neemias 10:29 "Firmemente aderiram a seus irmãos, seus nobres convieram numa imprecação e num juramento, de que andariam na lei de Deus, e que foi dada por intermédio de Moisés, servo de Deus; de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Deus, e os seus juízos e os seus estatutos."

CONCLUSÃO
      O crente é livre em Cristo, quando estamos nele, as obras da lei já não tem valor, mas a fé que obra pelo amor (Gal. 5.6) “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor”. Romanos 10.4-7 “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê... O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória,”

     Galatas 5.18 “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei”.

     Podemos resumir o significado do Novo Pacto nas seguintes palavras: “Já estou crucifi-cado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Galatas 2.20, ou seja, que nós, nosso eu com seus desejos carnais está morto, estamos mortos ao pecado (Romanos 6.11) e Jesus Cristo vive através de nós e por nós.

      Jesus é nosso repouso. Mateus 11.28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)


Facebook: Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA

1- 77 verdades sobre o Adventismo à luz da Bíblia - Revista Defesa da Fé Ano 1 - N° 8 - Julho/Setembro - 1997 

2- David Cloud - O Sábado foi primeiramente dado a Israel, e é o Sinal de Deus para Israel.

3- Elias Ribas - O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO

4- Gary Fisher - Deveriam os Cristãos Guardar o Sábado Hoje em Dia.

5- João Flávio Martinez - Por que não precisamos guardar o Sábado

6- Natanael Rinaldi - O sábado é um sinal para os judeus e não um mandamento aos gentios.

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