sábado, 24 de janeiro de 2015

NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURA

      Êxodo 20.4-6. “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o YHWH, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. 

INTRODUÇÃO

1. O primeiro dos dez (10) Mandamentos enfatiza a singularidade, e peculiaridade incomparável do Deus Criador. Ele chama a nossa atenção para o Deus Uno, sem o qual não haveria vida ou esperança de salvação. Ele é a fonte da vida, da verdade, da paz, da alegria e realizações. Assim, o primeiro mandamento lida com o que nós adoramos. Já, o segundo dos dez (10) mandamento abrange a maneira de como nós o adoramos.

Na verdade é um convite à verdadeira adoração (para cada negativa, existe uma correspondente positiva). Se eu digo: “não fique fora da casa”, estou dizendo: “fique dentro da casa”.

A idolatria é o maior de todos os pecados porque Jesus afirmou que o maior de todos os mandamentos é amar a Deus de todo o coração, alma e mente (Mt 22.37).

Ídolo e imagem. O termo hebraico empregado aqui para “imagem de escultura” (Êx 20.4; Dt 5.8) é péssel, usado no Antigo Testamento para designar os deuses (Is 42.17), como Aserá, a divindade dos cananeus (2Rs 21.7, TB — Tradução Brasileira). Esses ídolos eram esculpidos em pedra, madeira ou metal (Lv 26.1; Is 45.20; Na 1.14). A Septuaginta traduz péssel pela palavra grega eidolon, “ídolo”, a mesma usada no Novo Testamento (1Co 10.14; 1Jo 5.21). O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é a representação do ídolo.

Idolatria. O termo “idolatria” vem de eidolon, “ídolo”, e latreia, “serviço sagrado, culto, adoração”. Idolatria é a forma pagã de adoração a ídolos, de adorar e servir a outros deuses ou a qualquer coisa que não seja o Deus verdadeiro. É prática incompatível com a fé judaico-cristã, pois nega o senhorio e a soberania de Deus. Moisés e os profetas viam na idolatria a destruição de toda a base religiosa e ética dos israelitas, além de negar a revelação (Dt 4.23-25).

IMAGEM DA DEIDADE

A Bíblia nos informa que "...Ninguém jamais viu a Deus..." (João 1:18). No Velho Testamento Deus falou isto diretamente ao povo dizendo: "...Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma algum no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher;..." (Deuteronômio 4:15-16). Uma vez que ninguém jamais viu a Deus, tudo o que é feito para representá-lo seria obra das mãos do homem e portanto uma mentira. É útil lembrar que no Santo dos Santos não continha nenhuma representação de Deus. O Senhor disse a Moisés: "...Diga o seguinte aos israelitas: Vocês viram por si mesmos que do céu lhes falei: não façam ídolos de prata nem de ouro para me representarem. Façam-me um altar de terra e nele sacrifiquem-me os seus holocaustos e as suas ofertas de comunhão, as suas ovelhas e os seus bois. Onde quer que eu faça celebrar o meu nome, virei a vocês e os abençoarei. Se me fizerem um altar de pedras, não o façam com pedras lavradas, porque o uso de ferramentas o profanaria..." (Êxodo 20:22-25). Sendo assim, o segundo mandamento proíbe o uso de qualquer coisa que representa Deus, ou que pode tornar-se um objeto de veneração. Assim, Deus proíbe qualquer tipo de imagem de Cristo, como crucifixos, santinhos, estátuas, etc.

QUEM PODE SER CONSIDERADO IDÓLATRA?

Idólatra, é o adorador de ídolos. 1 Co 6. 9; Ap 21. 8; 22. 15. “Pois sabeis isto nenhum que se prostitui ou impuro, ou avarento ou idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus” Ef 5. 5. O pecado da idolatria e explicitamente condenado no primeiro e segundo mandamento da Lei de Deus. Ex 20. 3 a 5; Dt 5. 6 a 9. Os profetas da “antiga aliança” e os apóstolos na “nova aliança” condenam a idolatria. At 17. 16; 1 Co 10. 14; Gl 5. 20; Cl 3. 5; 1 Pe 4. 3. “Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o espírito se revoltava diante da idolatria dominante naquela cidade” At 17. 16. 

COMO DEUS TRATA AOS IDÓLATRAS?

O tema mostra que a lei de Deus condena e diz: Que é pecado de morte.

É exatamente o que se vê entre os povos errantes. Dt 7. 5; 12. 3. “Maldito seja o homem que fizer imagem esculpida, ou fundida, coisa abominável obra da mão do artífice Dt 27. 15. 1 Rs 21. 26. Todos os que adoram imagens serão envergonhados’ Sl 97. 7. Têm boca, mas não falam; têm olhos mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam Sl 115. 5 a 8. As imagens de escultura das nações são prata e ouro, obras feita por homens” Sl 135. 15 à 19. Is 30. 22; 31. 7.

“Retrocedendo, cobertos de vergonha serão aqueles que confiam em ídolos Is 42. 17; 44. 15 à 20. Nada sabem os que carregam sua imagem de madeira, e aqueles que intercedem por elas Is 45. 20; Jr 8. 19; 10. 10 a 14; Todo homem ficou estúpido, foi envergonhado todo ourives pelas imagens que ele esculpiu. Pois suas imagens são mentiras e não há espírito em nenhuma delas Jr51. 17. Pois vêm dias diz o Senhor, e castigarei suas imagens esculpidas” Jr 51. 52; Hc 2. 18, 19. Imagem de escultura é uma representação artificial de algo ou alguma coisa, a qual as nações errantes usam como objeto de adoração. Mas é expressamente proibido nos mandamentos e na Lei de Deus. ”Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima do Céu, nem em baixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás” Dt 5. 8.

A IDOLATRIA E A ADORAÇÃO

Tenho vários exemplares da Bíblia na minha biblioteca. Utilizo-os para estudo e meditação, mas mesmo que nunca os abrisse, ainda seriam de grande valor para mim. Basta-me vê-los ali, para pensar em Deus. Está claro que é possível adorar-se ao Senhor em qualquer lugar, mas é muito mais fácil cultuá-lo num templo. Não é somente pelo lugar, mas também pelo programa de culto. A música e o sermão são de grande valia na adoração.

O perigo está em que é muito fácil adorar o meio em vez do objetivo. A Bíblia, a igreja, os hinos, os pastores e todos os símbolos e recursos visuais utilizados no culto são sacros apenas porque nos conduzem a Deus. O sentimento denominacionalista, por exemplo, pode bem ser uma violação deste mandamento.

Deus ordena que não pequemos. Todavia, existem algumas coisas que desejamos fazer, não importando se são certas ou erradas. Por isso, criamos um Deus que não se preocupa muito com o que fazemos. Pensamos no Deus do céu azul, das montanhas majestosas, das flores belas, mas ignoramos o Senhor que disse: "Vós me roubais... nos dízimos e nas ofertas" (Mal. 3:8); ou o que disse: "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gál. 6:7).

É bem mais fácil reduzir Deus às proporções que nos são mais convenientes, do que nos arrependermos dos nossos pecados, modificarmos o nosso modo de viver e nos tornarmos santos.


A IDOLATRIA E O CONHECIMENTO DE DEUS

Os patriarcas de Gênesis e os israelitas do deserto conheciam pouco sobre os atributos de Deus, o Criador se relevou aos seres humanos de maneira gradual ao longo dos séculos. Hoje, nós sabemos que Ele é um espírito e um ser invisível (João 4.24; Colossenses 1.15; 1 Timóteo 1.17).

Na época em que Deus escreveu o Decálogo, o Egito era um dos maiores centros de idolatria do mundo. Quando, na condição de escravos, os judeus viveram entre imagens de esculturas e obeliscos por muitos anos. Na região em que os judeus se encontravam após escaparem da escravidão egípcia, as sociedades de então praticavam religiões extremamente pagãs, da modalidade politeísta. Assim sendo havia o risco dos judeus inclinarem-se à idolatria, então Deus mandou a nação israelita não reproduzir nenhuma imagem de escultura em culto, o objetivo da proibição era evitar que eles atribuíssem às falsas divindades a sua poderosa ação de libertação.
A idolatria se caracteriza por tudo aquilo que toma o lugar de Deus no coração da pessoa.

Temos que ter discernimento para não proibir o que a Bíblia não proíbe. O segundo mandamento refere-se a imagens com fíns cúlticos. Deus proíbe a adoração aos ídolos e o culto a qualquer imagem de escultura ou de pintura como o objeto de adoração. O contexto é religioso e remete à proibição de fazer imagens de escultura ou quaisquer figuras e se prostrar diante delas para as adorar. Portanto, desenvolver a arte de escultura para fins meramente culturais, apreciar o talento de artistas em galerias de artes, criar e manter acervos pessoais de fotografias, ou se deixar fotografar e possuir objetos decorativos em casa está fora deste contexto. Confira: Êxodo 35.30-35.

DEUS, A LEI E OS QUERUBINS DA ARCA.

Deus disse: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso” (Êxodo 20:4-5). Mas depois ele disse: “Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório” (Êxodo 25:18). Ele se contradisse?

Embora estas instruções específicas façam parte da lei dada aos israelitas, Deus também condena a adoração de imagens por qualquer pessoa ou povo, judeu ou gentio. No Antigo Testamento, ele castigou várias nações por suas práticas de adorar imagens e criaturas, ao invés de servirem o único Criador. Jeremias comunicou a sentença de Deus contra a Babilônia: “Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens de escultura da Babilônia, toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus cairão traspassados no meio dela” (Jeremias 51:47; cf. Isaías 21:9). O Egito, também, foi condenado por sua idolatria: “Assim diz o SENHOR Deus: Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis.... Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR” (Ezequiel 30:13,19).

Mas os querubins, feitos por ordem de Deus, não foram objetos de adoração. Representavam criaturas que servem a Deus, sempre próximos ao trono do Senhor. O propiciatório, que ficava em cima da arca da aliança, representava o trono de Deus. Os querubins serviam para lembrar o sumo sacerdote, quando entrava no Santo dos Santos, que esta sala do tabernáculo representava a presença de Deus. Mas jamais adoraria os próprios querubins.

Semelhança ou figura. A frase “Nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êx 20.4b; Dt 5.8b), à luz de Deuteronômio 4.12,15, proíbe adorar o próprio Deus verdadeiro por intermédio de qualquer objeto. A palavra hebraica para “semelhança” é “aparência, representação, manifestação, figura”. Sua ideia básica é de aparência externa, ou seja, uma imagem vista numa visão (Nm 12.8; Dt 4.12,16-18; Jó 4.16; Sl 17.15). Essa proibição inclui a representação de coisas materiais como homens e mulheres, pássaros, animais terrestres, peixes e corpos celestes (Dt 4.16-19).

VERSÕES DA IDOLATRIA (IDOLATRIA MODERNA):

Nem toda idolatria consiste de pau e pedra. Qualquer coisa que você amar mais que a Deus, qualquer coisa que você temer mais que a Deus, qualquer coisa que você servir mais que a Deus, qualquer coisa que você servir mais que a Deus, qualquer coisa que você der mais valor que a Deus, isso é o seu deus.

1. Astrologia – Dt 4.19,20; Is 44.25; Jr 10.2; Is 47.13; 2Re 17.16.

A astrologia não tem nenhuma relação com a astronomia. Enquanto a astronomia é uma ciência moderna e avançada, a chamada astrologia é a arte metafísica de adivinhar por meio de astros. O horóscopo nada mais é do que uma versão contemporânea popular e comercial do culto babilônico aos astros.

2. Ídolos dentro do coração – Ez 14.1-11.

Estes não estão visíveis e estão ligados á atitude do coração, mas desviam do Senhor e contaminam o pensamento humano (v.11) tanto quanto os ídolos visíveis e tangíveis.

AS IMAGENS E O CATOLICISMO ROMANO

1. O que dizem os teólogos católicos romanos? A edição brasileira do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1993, no período do pontificado do papa João Paulo II, afirma que o culto de imagens não contradiz o mandamento que proíbe os ídolos. Os teólogos católicos romanos ensinam que a confecção da arca da aliança com os querubins e a serpente de metal no deserto (Êx 25.10-22; 1Rs 6.23-28; 7.23-26; Nm 21.8) permitem o culto às imagens.

2. Uma interpretação forçada. O argumento da igreja católica é falacioso porque os antigos hebreus não cultuavam os querubins nem a arca, menos ainda a serpente de metal. O povo não dirigia orações a esses objetos. A arca e os querubins do propiciatório sequer eram vistos pelo povo, pois ficavam no lugar santíssimo (Êx 26.33; Lv 16.2; Hb 9.3-5). Quando o povo começou a cultuar a serpente que foi construída no deserto, o rei Ezequias mandou destruí-la (2Rs 18.4). As peças religiosas a que os teólogos católicos romanos se referem serviam como figuras da redenção em Cristo (Hb 9.5-9; Jo 3.14,15).

3. O uso de figuras como símbolo de adoração. A adoração ao Deus verdadeiro por meio de figura, símbolo ou imagem é idolatria. Isso os israelitas fizeram no deserto (Êx 32.4-6). Mica e Jeroboão I, filho de Nebate, procederam da mesma maneira (Jz 17.2-5; 18.31; 1Rs 12.28-33). Os ídolos que a Bíblia condena não se restringem a animais, corpos celestes ou forças da natureza, pois inclui também figuras humanas (Sl 115.4-8).

4. Mariolatria. É o culto de Maria, mãe de Jesus. Seus adeptos dirigem oração a ela, prostram-se diante de sua imagem e acreditam que sua escultura é milagrosa. Isso é idolatria! Os devotos, propagandeados pela mídia, atribuem a Maria uma posição que a Bíblia não lhe confere. Nós reconhecemos o papel honroso da mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, mas ela mesma jamais aceitaria ser cultuada (Lc 1.46,47; 11.27, 28; 1Tm 2.5). 

"...não te encurvarás diante delas, nem as servirás;..."

Não é segredo para ninguém que muitos religiosos da 'cristandade' tem o habito de curvar-se ou ajoelhar-se diante de estátuas de 'jesus' e de 'santos', e tentam de varias formas explicar esta pratica totalmente contraria a Bíblia, uma de suas explicações é que não estão adorando outro deus, mas venerando aos santos, e que curvar-se nem sempre é adoração. No Japão, as pessoas mostram respeito curvando-se em saudação (o equivalente ao aperto de mão ocidental). Da mesma forma, uma pessoa pode se ajoelhar diante de um rei sem adorá-lo como um deus, dizem eles. Isto de fato é verdade, mas é claro que em nenhum destes casos você verá a pessoa acendendo velas, repetindo rezas, ou cultuando a elas, nenhum japonês encontra um amigo na rua se curva a ele acende uma vela e lhe pede uma graça, ou coisas semelhantes as que fazem os da 'cristandade' adoradores de ídolos.

CONCLUSÃO

Cultuar a Deus com a mediação de imagens é colocá-lo no mesmo nível das falsas divindades, é cometer uma atitude de afronta ao verdadeiro Deus. O Criador não se deixa reproduzir em meras elaborações humanas, nunca se apresenta aos homens através de imagens inanimadas, concretas. É preciso vigiar, jamais esquecer que o sacrifício do Calvário nos dá livre acesso ao Trono da Graça, nos dá a condição de sem intermediários e artifícios nos aproximarmos de Deus, apresentar a Ele toda a nossa ansiedade sabendo que nos ouve e em nossa ansiedade cuida perfeitamente de nós (1 Pedro 5.7).

A idolatria nega a verdadeira natureza de Deus, a obediência ao segundo mandamento, determina a maneira como adoramos. Ela deve ser em espírito e em harmonia com a natureza de Deus, como a Bíblia revela, "...Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade..."(João 4:24). Portanto procurar adorar ou venerar a Deus através de uma imagem de escultura é uma prática corrupta. Esta falsa representação perverte sua realidade.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)


Facebook – Adayl Manancia

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A MATÉRIA ABAIXO FOI COPIADA DO SITE:
http://solascriptura- tt.org/Seitas/Romanismo/Adoracao
MaeComFilho-AECosta.htm


A Adoração da Mãe e do Filho
UM DOS EXEMPLOS MAIS destacados de como o paganismo babilônico tem continuado até nossos dias pode ser visto na maneira como a igreja romanista inventou a adoração a Maria para substituir a antiga adoração à deusa-mãe.

A história da mãe e do filho foi largamente conhecida na antiga Babilônia e desenvolveu- se até ser uma adoração estabelecida. Numerosos monumentos da Babilônia mostram a deusa-mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços (1) Quando o povo da Babilônia foi espalhado para as várias partes da terra, levaram consigo a adoração da mão divina e de seu filho. Isto explica porque muitas nações adoravam uma mãe e um filho – de uma forma ou de outra – séculos antes do verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, ter nascido neste mundo. Nos vários países onde este culto se espalhou, a mãe e o filho foram chamados por diferentes nomes, pois, relembramos, a linguagem foi confundida em Babel. 

Os chineses tinham uma deusa-mãe chamada Shingmoo ou “Santa Mãe”. Ela é representada com um filho nos braços e raios de glória ao redor da cabeça (2) 

Os antigos germanos adoravam a virgem Hertha com o filho nos braços. Os escandinavos a chamavam de Disa, que também era representada com um filho. Os etruscos chamavam-na de Nutria, e entre os druidas a Virgo-Patitura era adorada como a “Mãe de Deus”. Na Índia, era conhecida como Indrani, que também era representada com o filho nos braços. 

A deusa-mãe era conhecida como Afrodite ou Ceres pelos gregos; Nana, pelos sumérios, e como Vênus ou Fortuna, pelos seus devotos nos velhos dias de Roma, e seu filho como Júpiter (3) Por várias eras, Ísis, a “Grande Deusa” e seu filho Iswara, têm sido adorados na Índia, onde templos foram erigidos para sua adoração. (4)

Na Ásia, a mãe era conhecida como Cibele e o filho como Deoius. “Mas, a despeito de seu nome ou lugar”, diz um escritor, “ela foi a esposa de Baal, a virgem rainha dos céus, que ficou grávida, sem jamais ter concebido de varão”. (5)

Quando os filhos de Israel caíram em apostasia, eles também foram enganados por esta adoração da deusa-mãe. Como lemos em Juízes 2.13: “Eles deixaram ao Senhor: e serviram a Baal e a Astarote”. Astarote ou Astarte era o nome pelo qual a deusa era conhecida pelos filhos de Israel. É penoso pensar que aqueles que haviam conhecido o verdadeiro Deus, o abandonassem e adorassem a mãe pagã. Ainda assim era exatamente o que faziam repetidamente (Juízes 10.6; 1 Samuel 7.3,4; 12.10; 1 Reis 11.5; 2 Reis 23.13). Um dos títulos pelos quais a deusa era conhecida entre eles era o de “rainha dos céus” (Jeremias 44.17-19). O profeta Jeremias repreendeu-os por adorarem, mas eles se rebelaram contra sua advertência. 

Em Éfeso, a grande mãe era conhecida como Diana. O templo dedicado a ela, naquela cidade, dera uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia e em todo o mundo a deusa era adorada (Atos 19.27). 

No Egito, a mãe era conhecida como Ísis e seu filho como Horus. É muito comum os monumentos religiosos do Egito mostrarem o infante Horus sentado no colo de sua mãe.

Esta falsa adoração, tendo se espalhado da Babilônia para as diversas nações, com diferentes nomes e formas, finalmente estabeleceu- se em Roma e em todo o Império Romano. Diz um notável escritor com relação a este período: “A adoração da Grande Mãe... foi... muito popular sob o Império Romano. Inscrições provam que os dois (mãe e o filho) recebiam honras divinas... não somente na Itália e especial em Roma, mas também nas proximidades, especialmente na África, Espanha, Portugal, França, Alemanha e Bulgária”. (6)



Foi durante esse período quando o culto da mãe divina foi muito destacado, que o Salvador, Jesus Cristo, fundou a verdadeira Igreja do Novo Testamento. Que gloriosa Igreja ela foi naqueles dias primitivos. Pelo terceiro e quarto século, contudo, o que era conhecido como a “igreja” havia, em muitas maneiras abandonado a fé original, caindo em apostasia a respeito do que os apóstolos haviam avisado. Quando essa “queda” veio, muito paganismo foi misturado com o cristianismo. Pagãos não convertidos eram tomados como professos na igreja e em numerosas ocasiões tinham a permissão de continuar muitos dos seus rituais e costumes pagãos usualmente com umas poucas reservas ou mudanças, para fazer suas crenças parecerem mais semelhantes à doutrina cristã.

Um dos melhores exemplos de tal transferência do paganismo pode ser visto na maneira como a igreja professa permitiu que o culto da grande mãe continuasse – somente um pouquinho diferente na forma e com um novo nome. Veja você, muitos pagãos tinham sido trazidos para o cristianismo, mas tão forte era sua adoração pela deusa-mãe, que não a queriam esquecer. Líderes da igreja comprometidos viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança no cristianismo com a adoração da deusa-mãe, poderiam aumentar consideravelmente o seu número. Mas, quem podia substituiria a grande mãe do paganismo? E claro que Maria, a mãe de Jesus, pois era a pessoa mais lógica para eles escolherem. Ora, não podiam eles permitir que as pessoas continuassem suas orações e devoções uma deusa-mãe, apenas chamando-a pelo nome de Maria, em lugar dos nomes anteriores pelos quais era conhecida? Aparentemente foi este o raciocínio empregado, pois foi exatamente o que aconteceu. Pouco a pouco, a adoração que tinha sido associada à mãe pagã foi transferida para Maria. 

Mas a adoração a Maria não fazia parte da fé cristã original. É evidente que Maria, a mãe de Jesus, foi uma mulher excelente, dedicada e piedosa – especialmente escolhida para levar em seu ventre o corpo de nosso Salvador – mesmo assim nenhum dos apóstolos nem mesmo o próprio Jesus jamais insinuaram a idéia da adoração a Maria. Como afirma a Enciclopédia Britânica, durante os primeiros séculos da igreja, nenhuma ênfase, fosse qual fosse, era colocada sobre Maria (7) Este ponto é admitido pela The Catholic Encyclopedia também: “A devoção a Nossa Bendita Senhora, em última análise, deve ser olhada como uma aplicação prática da doutrina da Comunhão dos Santos. Vendo que esta doutrina não está contida, pelo menos explicitamente, nas formas primitivas do Credo dos Apóstolos, não há talvez qualquer campo para surpresa de não descobrirmos quaisquer traços do culto da Bendita Virgem nos primeiros séculos cristãos”, sendo o culto de Maria um desenvolvimento posterior. (8)

Não foi até o tempo de Constantino – a primeira parte do quarto século – que qualquer um começou a olhar para Maria como uma deusa. Mesmo neste período, tal adoração foi combatida pela igreja, como é evidente pelas palavras de Epifânio (403 d.C.) que denunciou alguns da Trácia, Arábia, e qualquer outro lugar, por adorarem a Maria como uma deusa e oferecerem bolos em seu santuário. Ele deve ser honrada, disse ele, “mas que ninguém adore Maria”. (9) Ainda assim, dentro de apenas uns poucos anos mais, o culto a Maria foi não apenas ratificado pela que conhecemos hoje como Igreja Católica, mas tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso em 431.

Em Éfeso? Foi nessa cidade que Diana tinha sido adorada como a deusa da virgindade e da fertilidade desde os tempos primitivos. (10) Dizia-se que ela representava os primitivos poderes da natureza e foi assim esculpida com muitos seios. Uma coroa em forma de torre, símbolo da torre de Babel, adornava sua cabeça.

Quando as crenças são por séculos conservadas por um povo, elas não são facilmente esquecidas. Assim sendo, os líderes da igreja em Éfeso – quando veio a apostasia – também raciocinaram que se fosse permitido às pessoas conservarem suas idéias a respeito de uma deusa-mãe, se isto fosse misturado com o cristianismo e o nome de Maria fosse colocado no lugar, eles poderiam ganhar mais convertidos. Mas este não era o método de Deus. Quando Paulo veio para Éfeso nos dias primitivos, nenhum compromisso foi feito com o paganismo. As pessoas eram realmente convertidas e destruíram seus ídolos da deusa (Atos 19.24-27). Quão trágico que a igreja em Éfeso, em séculos posteriores, se comprometesse e adotasse uma forma de adoração da deusa-mãe, tendo o Concílio de Éfeso finalmente transformado isto em uma doutrina oficial.

Uma posterior indicação que o culto a Maria passou a existir partindo do antigo culto à deusa-mãe, pode ser visto nos títulos que são atribuídos a ela. Maria é freqüentemente chamada “A Madona”. De acordo com Hislop, esta expressão é a tradução de um dos títulos pelos quais a deusa babilônica era conhecida. Em forma deificada, Nimrode veio a ser conhecido como Baal. O título de sua esposa, a divindade feminina, seria o equivalente a Baalti. Em Português, esta palavra significa “minha Senhora”; em Latim “Mea Domina”, e em Italiano, foi corrompida para a bem conhecida “Madonna”. (11) Entre os fenícios, a deusa-mãe era conhecida como “A Senhora do Mar” (12), e até mesmo este título é aplicado a Maria – embora não exista qualquer conexão entre Maria e o mar.

As Escrituras tornam claro que existe apenas um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Tm 2.5). Ainda assim o catolicismo romano ensina que Maria também é uma “mediadora”. As orações para ela formam uma parte muito importante do culto católico. Não existe base escriturística para esta idéia, embora este conceito não fosse estranho às idéias ligadas à deusa-mãe. Ela trazia como um dos seus títulos “Milita”, que é a “Mediatrix”, “Medianeira”, ou “Mediadora”. 

Maria é freqüentemente chamada “rainha dos céus”. Mas Maria, a mãe de Jesus, não é a rainha dos céus. “A rainha dos céus” foi um título da deusa-mãe que foi adorada séculos antes de Maria ter ao menos nascido. Bem antes, nos dias de Jeremias, o povo estava adorando a “rainha dos céus” e praticando rituais que eram sagrados para ela. Como lemos em Jeremias 7.18-20: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à rainha dos céus”. 

Um dos títulos pelos quais Ísis era conhecida era a “mãe de Deus”. Mais tarde este mesmo título foi aplicado a Maria pelos teólogos de Alexandria. Maria era, é claro, a mãe de Jesus, mas somente no sentido de sua natureza humana, sua humanidade. O significado original de “mãe de Deus” ia além disto; acrescentava uma posição glorificada à MÃE e a igreja católica da mesma maneira foi muito ensinada a pensar assim a respeito de Maria. 

A imagem da deusa-mãe com o filho nos braços estava tão firmemente gravada na mente pagã quando vieram os dias da apostasia que, de acordo com um escritor, à antiga imagem de Ísis e do filho Horus foi finalmente aceita, não somente na opinião popular, mas, por sanção episcopal formal, foi aceita como a imagem da Virgem e do seu filho. (13) Representações de Ísis e do seu filho foram freqüentemente colocadas em uma moldura de flores. Esta prática também foi aplicada a Maria, como aqueles que têm estudado arte medieval bem sabem. 

Astarte, a deusa fenícia da fertilidade, era associada com a lua crescente. A deusa egípcia da fertilidade, Ísis, era representada como estando de pé sobre a lua crescente com estrelas rodeando sua cabeça. (14) Nas igrejas católicas romanas por toda a Europa podem ser vistas pinturas de Maria exatamente da mesma maneira. 

De numerosas maneiras, líderes da apostasia tentaram fazer Maria parecer semelhante às deusas do paganismo e exaltá-la a um plano divino. Uma vez que os pagãos tinham estátuas da deusa, assim também estátuas eram feitas de “Maria”. Diz-se que em alguns casos, as mesmas estátuas que tinham sido adoradas como Ísis (com seu filho) simplesmente ganharam outro nome, como de Maria e Cristo menino. Quando o cristianismo triunfou, diz um escritor, “estas pinturas e figuras tornaram-se as figuras da madona e do filho sem qualquer quebra da continuidade: nenhum arqueólogo, de fato, pode agora dizer se alguns desses objetos representam uma ou outra”. (15)

Muitas dessas figuras renomeadas foram coroadas e adornadas com jóias – exatamente da mesma maneira das imagens das virgens hindus e egípcias. Mas Maria, a mãe de Jesus, não era rica (Lucas 2.24; Lv 12.8). De onde, então, vieram essas jóias e coroas que são vistas nestas estátuas que supostamente são dela? 

Através de compromissos – alguns muito óbvios, outros mais ocultos – a adoração da antiga mãe continuou dentro da “igreja” da apostasia, misturada, com o nome de Maria sendo substituto dos antigos nomes. 

Notas

01. Encyclopedia of Religions,vol. 2, p.398
02. Gross, The Heathen Religion, p.60
03. Hislop, The Two Babylons, p.20
04. Ibid.
05. Bach, Strange Sects and Curious Cults, p. 12
06. Frazer, The Golden Bough, vol. 1, p. 356.
07. Encyclopedia Britannica, vol. 14, p. 309
08. The Catholic Encyclopedia, vol. 15. p. 459, art. “Virgin Mary”. 
09. Ibid., p. 460
10. Fausset´s Bible Encyclopedia, p. 484
11. Hislop, The Two Babylons, p. 20
12. Harper´s Bible Dictionary, p. 47
13. Smith, Man and His Gods, p. 216.
14. Kenrich, Egypt, vol. 1, p.425. Blavatisky, Isis Unveiled, p. 49. 
15. Weigall, The Paganism in Our Christianity, p. 129. 

Fonte: Ralph Woodrow, Babilônia: a Religião dos Mistérios, 

Observação:

Na igreja da apostasia, Maria continua sendo a “Rainha do Céu e da Terra”, dentre outros muitos títulos: 

“Pela ligação maternal a Jesus, Maria está intimamente associada à sua obra redentora, merecendo o título de Co-redentora, que inclui outros que a piedade cristã lhe atribui: Advogada, Auxiliadora, Me­dianeira… Mãe de Jesus, Maria é também Mãe do seu Corpo Místico, pelo que lhe cabe o título de Mãe da Igreja,usado por Paulo VI (21.11.1964) , título que não chegou a ser objecto de definição dogmática pelo Conc. Vat. II, que o julgou pressuposto na sua Ma­ter­nidade Espiritual, função que perdura na sua vida celeste como Me­dia­ção Universal a favor de todos os homens. A coroar todas as outras prer­roga­tivas, temos finalmente a sua glo­ri­fica­ção como Rainha do Céu e da Terra. (Cf. Cat. 484-507; 721-726; 963- -975)” (Enciclopédia Católica Popular 


Pr. Airton E.da Costa

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

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