sábado, 3 de janeiro de 2015

Domínio sobre o falar

     Tg 3:2 Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo.

Introdução
    Temos estudado o livro de Tiago em nossa escola bíblica dominical semanal, e hoje, aproveitando esse tema, compartilharei algo a respeito do capítulo 3, que nos estimula a colocar em pratica a nossa fé.
    Tiago é rápido em afirmar que todos tropeçamos de várias formas, especialmente no falar. Na verdade, a pessoa que consegue controlar a língua prova ter controle sobre todo o corpo.
   Pedro é uma boa ilustração do que estamos tratando. Nos evangelhos, ele muitas vezes, perdia o controle sobre as suas palavras e tinha de ser repreendido e ensinado pelo Senhor enquanto comportou-se como um discípulo imaturo. No entanto, a disciplina espiritual dele ficou evidente pelo controle que passou a ter de sua língua depois do Pentecostes.
     Acerca do nosso falar Jesus faz questão de mencionar: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” (Mateus 12:36-37)
     Salomão em sua sabedoria conhecia o poder que nossas palavras tem de apaziguar um conflito ou aprofunda-lo. Em Provérbios 15:1, 4 ele diz: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. … A língua saudável é árvore de vida, mas a perversidade nela é um esmagamento do espírito.
    Em alguns livros antigos, como o eclesiástico de um escritor judeu chamado Bem Sirac, ele expressa seu pensamento sobre os potenciais prejuízos de palavras mal colocadas: “Honra e confusão acompanham o loquaz, e a língua do homem é a sua ruína. Não te faças chamar de caluniador, não armes uma emboscada com tua língua … e de amigo não te tornes inimigo. Porque herdarás má fama, vergonha, opróbrio; assim acontece com o pecador de palavra dúplice.” (Eclesiástico 5:13-6:1, BJ). “Feliz o homem que não pecou com a sua boca” (14:1, BJ). “Quem nunca pecou com a própria língua?” (19:16, BJ). “Quem me colocará um guarda na boca e sobre os lábios o selo da sagacidade, para que eu não caia por sua falta e minha língua não me arruíne?” (22:27, BJ).
As palavras podem realizar grandes coisas
    No verso 3:5 Tiago diz que a língua “…se gaba de grandes coisas..”.
     Talvez Tiago estivesse se referindo aos grandes oradores gregos que com suas palavras eram capazes de mobilizar multidões em favor de seus ideais.
     Nos tempos modernos homens foram capazes de exercer grande influência sobre milhares de pessoas com sua oratória. Temos visto como as palavras podem influenciar comportamentos para o bem ou para o mal.
     Um exemplo disso que dizemos é o de Martin Luther King que foi um dos organizadores da marcha pelos direitos civis em Washington (Estados Unidos), em 28 de agosto de 1963. Na ocasião, Luther King emocionou a multidão de 200 mil pessoas com o seu mais famoso sermão, “I Have a Dream” (“Eu tenho um sonho”). Um dos trechos dizia: “Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão em uma nação que não os julgará pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter.”
     Suas palavras nesta ocasião contribuíram para produzir mais tarde grandes mudanças.
     Tiago ilustra as potencialidades das nossas palavras ao comparar a língua a um leme de um navio. O pequeno leme, é capaz de manter o navio em seu devido curso. E de igual modo a língua apesar de ser pequena, tem grande influência sobre nosso corpo e a vida de outras pessoas.
    Pensando nestes exemplos e ilustrações que mostram a influencia de nossas palavras sobre outros, sou levado a pensar sobre a benção que seria se usássemos nossa boca para promover o bem e falar sempre o que edifica.
     Esse é o desafio que temos a cada dia: O de falar coisas que edificam e que ajudem os nossos irmãos a serem espiritualmente mais fortes e firmes no Senhor.
As nossas palavras podem ser uma fonte de benção ou maldição

Vejamos o que diz Tiago acerca disso:
Tg 3:9 Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Tg 3:10 Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Tg 3:11 Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Tg 3:12 Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.
    Do mesmo modo que achamos antinatural existir uma fonte de água doce e salgada, deveríamos achar o mesmo acerca de uma língua que é fonte de benção e maldição ao mesmo tempo. Não faz bem algum ao homem ser ele uma fonte de benção e uma maldição ao mesmo tempo. Isso é contrário a natureza.
    Ao dizer a língua pode ser fonte de maldição, não estamos ensinando que há poder em nossas palavras. Não somos deuses e nem nossas palavras tem poder, mas elas produzem influencias e podem abrir feridas em corações.
    Não é raro encontrar nos dias de hoje pessoas que adoram a Deus nos templos e lá fora amaldiçoam a outros com palavras de ruína e destruição.
   Se abençoamos aqui e amaldiçoamos ali, estamos em contradição com o princípio de Deus para nós que nos chama para que sejamos fonte de bênçãos em nosso falar.
Conclusão

Ilustração.
     Ouvi falar da história de um homem que gostava muito de falar mal dos outros e espalhar suas histórias. E certa vez ele procurando se retratar procurou o pastor da cidade.
     O pastor lhe disse que antes de conversar com ele gostaria que ele pegasse um travesseiro de penas, e subisse em um alto monte e soltasse as penas ao vento.” – “Só isso?” admirou-se o penitente. – “Sim. Depois volte aqui”.
        No dia seguinte o jovem voltou satisfeito e disse que tinha feito o que o pastor lhe pedira.
      Então o pastor disse: – “Agora você está preparado para cumprir a segunda parte de meu pedido: volte à planície e recolha todas as penas novamente no travesseiro, depois volte para que possamos conversar”.
       O jovem olhou sem entender e disse ao pastor: -“Mas isso é impossível pastor, as penas devem ter espalhado tanto que será impossível recolhe-las”.-“
     O pastor então lhe disse: “Agora você está pronto para conversar e compreender o mal que causou há muitas pessoas, pois da mesma forma é impossível reparar a fofoca. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, você poderá receber o perdão. Mas o mal que você provocou ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pense bem antes de falar novamente algo contra alguém!”. E o sacerdote orou pelo rapaz pedindo a Deus que o restaurasse e o perdoasse. A partir daquele dia, este jovem nunca mais agiu da mesma forma.
      Não podemos permitir que nossos lábios promovam o mal. Uma palavra errada, na hora errada pode partir um coração ou desviar uma pessoa.
     Mas, ao contrário, uma palavra sábia, pode resolver conflitos, e as vezes até mudar a história.
    As palavras de Cristo são um exemplo vivo de como palavras podem mudar a história de alguém. Suas palavras não morreram ou caducaram com o tempo. Elas permanecem vivas até hoje em cada um de nós. Suas palavras são fonte de vida e renovo para nós a cada dia. Em suas palavras e promessas firmamos a nossa fé. Nelas, encontramos a nossa salvação. Elas são vida e esperança para nós.
      Sigamos o exemplo de Cristo. Assim como Ele, que o nosso falar seja um instrumento de edificação para a vida de outros.

Que Deus nos ajude e nos abençoe.

Fonte: http://josiasmoura.wordpress.com/2014

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