domingo, 25 de janeiro de 2015

A reputação de Deus

Êxodo 20.7 - “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão.”

O ATO DE DAR NOMES
      Um dos deveres (ou privilégios!) dos pais é dar nomes aos seus filhos. Não é uma tarefa fácil. Fazemos listas, lemos livros e revistas sobre o assunto, ouvimos sugestões, pronunciamos os nomes para ver se soam bonito, estudamos os seus significados, consideramos os possíveis apelidos, etc. É tanta coisa, a responsabilidade é tão grande, que, em alguns casos, a criança nasce e os pais ainda não decidiram sobre qual nome escolher. O fato é que, cedo ou tarde, os pais é que escolherão os nomes e sobrenomes dos filhos. O que prova que dar nome é um ato de autoridade conferida por Deus.
      Por outro lado, uma das coisas notáveis sobre Deus é que ninguém o nomeou. O nome de Deus foi escolhido e revelado por ele mesmo. Nós não dizemos a Deus quem ele é; ele é que a si mesmo a nós se revela. Somente Deus tem o direito de se auto nomear; esse é um sinal de sua autoridade soberana. O nome dele vem antes de todos os outros nomes e por isso deve ser reverenciado (Is 43.10-13).

O NOME DE DEUS
    Ao tratar do nome de Deus, o Terceiro Mandamento está defendendo a reputação do Senhor:

Êx 20. 7 | “Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus (…)”

    Diferentemente dos dois primeiros mandamentos (p. ex.: “Não terás outros deuses além de mim” – Êx 20.3), aqui Deus faz referência a si mesmo na terceira pessoa. Há uma razão especial para essa revelação mais indireta de si mesmo.
      Em vez de dizer: “Não tomarás em vão o meu nome” (1a p.), ele diz: “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus” (3a p.). O objetivo é chamar a atenção para o nome próprio: Yahweh – o Senhor.
     O nome de Deus tem um significado especial: “Eu Sou o que Sou” (Êx 3.14-15) descreve a auto-existência de Deus, sua autossuficiência e soberania suprema sobre todas as coisas. Esse Deus auto-existente, autossuficiente, supremo e soberano é o Salvador gracioso de Israel.
     Êx 20.1-2, 7| 1 E Deus falou todas estas palavras: 2 Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão… 7 Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão.
     Portanto, pelo que ele é e pelo que ele fez, a sua reputação deve ser honrada em toda a terra. Deus deve ser reverenciado.

O SIGNIFICADO DO NOME
      “Yahweh”, que significa: “o Senhor”, ou “Eu Sou”, ou “Eu Sou o que Sou”, é muito mais que um nome. É revelação da identidade de Deus. Era assim que os hebreus entendiam todo o significado dos nomes.
    Para nós, por mais importante que eles sejam, os nomes se resumem a rótulos, a etiquetas, a registro. Para os hebreus, no entanto, os nomes eram inseparáveis das pessoas, pois eles expressavam a identidade delas; definiam quem elas eram; revelavam o seu caráter.
   Ao dizer seu nome, portanto, Deus não estava apenas se apresentando (“Muito prazer! Eu sou o Yahweh.”), ele estava descrevendo a essência da sua natureza, definindo o tipo de Deus que ele é e como cada criatura deveria viver diante dele. O salmista havia compreendido muito bem tudo isso ao dizer, por exemplo, o seguinte:
      Sl 8.1 | Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus.
   Sl 20.5 | Saudaremos a tua vitória com gritos de alegria e ergueremos as nossas bandeiras em nome do nosso Deus.
    Sl 111.9 | Ele trouxe redenção ao seu povo e firmou a sua aliança para sempre. Santo e temível é o seu nome.
   Tudo o que Deus é e faz (principalmente aquilo que está relacionado à Criação e à Redenção) está, de alguma forma, revelado em seu nome, por isso que o seu nome deve ser honrado e glorificado. O Terceiro Mandamento, portanto, tem como propósito, antes de qualquer outra coisa, revelar como a reputação do Senhor é sagrada e precisa ser reverenciada.

O MAU USO DO NOME
    Feitas essas considerações, agora nós teremos melhores condições de compreender o significado e a relevância do Terceiro Mandamento.
       O que significa “tomar em vão o nome do Senhor”? De forma simples, significa fazer mau uso do seu nome. Como assim?
    Tomado por si mesmo, o adjetivo “vão” significa: “vazio”, “fútil”, “falso”, “frívolo”. A ideia, no entanto, é muito mais profunda do que simplesmente usar de qualquer forma o nome de Deus. A ideia, literalmente, é a mesma que foi expressa no Salmo 20.5, ou seja:
      Êx 20.7 | Não erguerás o nome o nome do Senhor, o teu Deus, insignificantemente.
      Ou seja: Não farás uso do nome de Deus (com palavras ou com posturas) sem que isso represente dignamente o caráter e a natureza de Deus através de sua vida ou de sua voz. Pense nas implicações!
      Exemplo: Vestir a camisa da Seleção Brasileira e perder de sete a um!
     Logo: Quem faz uso ou menção do nome do Senhor deve fazer de tal forma a revelar o seu caráter e reverberar o louvor da sua glória, abençoando todas as pessoas ao seu redor.
    Jr 4.1-2 | 1 “Se você voltar, ó Israel, volte para mim”, diz o Senhor. “Se você afastar para longe de minha vista os seus ídolos detestáveis, e não se desviar, 2 se você jurar pelo nome do Senhor com fidelidade [verdade e amor], justiça [dentro da vontade de Deus] e retidão [integridade], então as nações serão por ele abençoadas e nele se gloriarão.”
      A nação de Israel nunca foi proibida de usar o nome do Senhor, desde que não fosse tomado de forma insignificante. Dessa forma, muitos judeus ortodoxos exageraram na dose ao legislar, por exemplo, que o nome de Deus (Yahweh) fosse pronunciado apenas uma vez ao ano, pelo sumo sacerdote, ao abençoar o povo no grande Dia da Expiação.
     Deus, porém, nunca proibiu o povo de usar o seu nome ou de “jurar” pelo seu nome (confessar o seu nome) reverentemente. Tanto é que em todo o Antigo Testamento o nome sagrado de Deus (Yahweh) é usado em abundância: mais de 7 mil vezes, sendo um dos vocábulos mais usados no hebraico. O que Deus proibiu não foi o uso do seu nome (Jr 4.1-2), mas o mau uso dele, fazê-lo insignificantemente (Lv 19.12).
      Mas, por quê? Além de desonrá-lo, o mau uso do nome de Deus, de alguma forma, amaldiçoa as pessoas ao redor (Jr 4.1-2).

OS MAUS USOS DO NOME DE DEUS
      Então, de forma bem prática, como alguém pode fazer mau uso do nome de Deus? Como alguém pode “erguer insignificantemente o nome do Senhor”?
      Há um estudo nos Dez Mandamentos muito cuidadoso feito em 1996 por um teólogo holandês, chamado Jochem Douma que é bem instrutivo sobre essa questão. Examinando o Terceiro Mandamento à luz do restante do Antigo Testamento, ele chegou a uma conclusão didática e esclarecedora. Na Bíblia Hebraica há três maneiras comuns de se “tomar em vão o nome do Senhor”: (1) cultos profanos; (2) ensinos pervertidos; e (3) atitudes perversas.

1. Cultos profanos
     Os “cultos profanos” são uma forma de religiosidade que desonra a Deus, o Senhor, no sincretismo religioso e no culto sem coração.

Desonra a Deus no sincretismo religioso:
      Dt 18.10-13 | 10 Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria 11 ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. 12 O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês. 13 Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus.

Desonra a Deus no culto sem coração:
     Is 29.13 | O Senhor diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens.”
     Ml 1.6-9, 14 | 6 “O filho honra seu pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?”, pergunta o Senhor dos Exércitos a vocês, sacerdotes. “São vocês que desprezam o meu nome! “Mas vocês perguntam: ‘De que maneira temos desprezado o teu nome? ’ 7 “Trazendo comida impura ao meu altar! “E mesmo assim ainda perguntam: ‘De que maneira te desonramos?’ “Ao dizerem que a mesa do Senhor é desprezível. 8 “Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não veem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não veem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?”, pergunta o Senhor dos Exércitos. 9 “E agora, sacerdotes, tentem apaziguar Deus para que tenha compaixão de nós! Será que com esse tipo de oferta ele os atenderá?”, pergunta o Senhor dos Exércitos. (…)14 “Maldito seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem defeito, promete oferecê-lo e depois sacrifica para mim um animal defeituoso”, diz o Senhor dos Exércitos; “pois eu sou um grande rei, e o meu nome é temido entre as nações.
     Cultos profanos (adoração sincrética e sem coração) fazem mau uso do nome do Senhor (“erguem insignificantemente” a sua reputação), pois não revelam a verdade do seu caráter, a beleza da sua glória, nem o valor da sua honra.

2. Ensinos pervertidos
      Os “ensinos pervertidos” falam de uma forma de pregação que desonra a Deus, pois apresentam uma mensagem mentirosa em nome do Senhor.
     Jr 14.14-15 | 14 Então o Senhor me disse: “É mentira o que os profetas estão profetizando em meu nome. Eu não os enviei nem lhes dei ordem nenhuma, nem falei com eles. Eles estão profetizando para vocês falsas visões, adivinhações inúteis e ilusões de suas próprias mentes”. 15 Por isso, assim diz o Senhor: “Quanto aos profetas que estão profetizando em meu nome, embora eu não os tenha enviado, e que dizem: ‘Nem guerra nem fome alcançarão esta terra’, aqueles mesmos profetas perecerão pela guerra e pela fome.
    Ml 2.1-8 | 1 “E agora esta advertência é para vocês, ó sacerdotes. 2 Se vocês não derem ouvidos e não se dispuserem a honrar o meu nome”, diz o Senhor dos Exércitos, “lançarei maldição sobre vocês, e até amaldiçoarei as suas bênçãos. Aliás, já as amaldiçoei, porque vocês não me honram de coração. 3 “Por causa de vocês eu destruirei a sua descendência; esfregarei na cara de vocês os excrementos dos animais oferecidos em sacrifício em suas festas e lançarei vocês fora, com os excrementos. 4 Então vocês saberão que fui eu que lhes fiz esta advertência para que a minha aliança com Levi fosse mantida”, diz o Senhor dos Exércitos. 5 “A minha aliança com ele foi uma aliança de vida e de paz, que na verdade lhe dei para que me temesse. Ele me temeu, e tremeu diante do meu nome. 6 A verdadeira lei estava em sua boca e nenhuma falsidade achou-se em seus lábios. Ele andou comigo em paz e retidão, e desviou muitos do pecado. 7 “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos esperam a instrução na Lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos. 8 Mas vocês se desviaram do caminho e pelo seu ensino causaram a queda de muita gente; vocês quebraram a aliança de Levi”, diz o Senhor dos Exércitos.
      Desde os tempos antigos, passando por toda a história da igreja, infelizmente, o que não tem faltado são falsos profetas tomando em vão o nome do Senhor, ensinando mentiras ao povo em nome de Deus.

3. Atitudes perversas
     A categoria de “atitudes perversas” envolve:

Falsos juramentos 
   Lv 19.12 | “Não jurem falsamente pelo meu nome, profanando assim o nome do seu Deus. Eu sou o Senhor.”

Conduta pecaminosa 
    Os 4.1-2 | 1 Israelitas, ouçam a palavra do Senhor, porque o Senhor tem uma acusação contra vocês que vivem nesta terra: “A fidelidade e o amor desapareceram desta terra, como também o conhecimento de Deus. 2 Só se veem maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! E o derramamento de sangue é constante.

Hipocrisia 
    Mt 7.21-23 | 21 “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ 23 Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal.
      Tt 1.16 | Eles [impuros e descrentes] afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.

Blasfêmias com o nome de Deus 
      Lv 24.15 | Diga aos israelitas: Se alguém amaldiçoar seu Deus, será responsável pelo seu pecado.

OS MAUS USOS DO NOME NO DIA-A-DIA
      Além do mau uso do nome de Deus nos cultos profanos, através de ensinos pervertidos e com atitudes perversas, há outras formas mais comuns de se fazer mau uso do nome de Deus; por exemplo: quando nós quebrando pactos ou promessas que assumimos diante de Deus e de testemunhas. William Barclay, em seu comentário nos Dez Mandamentos, sugere os quatro seguintes que nós comumente ferimos:

1. As pequenas promessas que fazemos às pessoas.

2. As promessas em contratos que nós comumente quebramos.
     Exemplo de cabeçalho de uma Escritura Publica: “SAIBAM quantos este instrumento público de escritura virem que, no dia tal, do mês tal, do ano tal do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta Cidade tal no Estado tal, no Tabelionato tal, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber: (…)

3. Juramentos e promessas em audiências e julgamentos.

4. Pactos e compromissos religiosos, principalmente: o Casamento, o Batismo e a Ceia.

LEI E GRAÇA
     Diante de tudo o que já foi exposto, é preciso que se diga algo fundamental. Ninguém conseguirá cumprir plenamente este e nenhum outro mandamento das tábuas da lei. Eles existem para nos revelar o caráter de Deus e demonstrar o quanto nós somos pecadores carentes de um Salvador, necessitados da obra de Jesus. O testemunho de Paulo é revelador:

     Rm 7.7 | Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: “Não cobiçarás”.
     A Lei de Deus tem revelado que você não consegue invocar corretamente o nome de Deus? Você não consegue honrar a reputação de Deus com palavras e posturas? Professa crer, mas não se conduz de forma coerente com o que você diz crer? Você (eu eu!) precisa de Jesus:
     Gl 3.24 | Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.

*** A importância dos Dez Mandamentos reside no fato de que Deus é santo e de que nós precisamos da santidade que é fruto da salvação oferecida por Jesus Cristo, o Senhor, por ter ele cumprido a Lei em nosso lugar (Mt 5.17-18).

INVOQUE O NOME DO SENHOR
      Há punição para quem faz mau uso do nome de Deus:

      Êx 20.7 | “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão.”
    Se o caráter e a glória de Deus forem profanados na vida de alguém, seja com palavras ou com posturas, o juízo de Deus cairá sobre o pecador. De Deus não se zomba.
    Porém, quem fez bom uso do nome do Senhor será salvo e servirá ao próximo com alegria e com amor.

Mt 1.21 | “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

O mau uso do nome do Senhor perverterá o caráter dele, afastando as pessoas do único nome capaz de dar salvação, pois as escandaliza:

At 4.12 | “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”.

Portanto, clame pelo nome do Senhor e encontre a salvação:

Rm 10.13 | porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

Seja salvo e passe…

A servir em nome de Jesus (Cl 3.17)

A abençoar os outros em nome de Jesus (Mc 16.17; At 3.6)

A orar em nome de Jesus (Jo 14.14)

A ser fortalecido pelo nome do Senhor – corra para ele e seja fortalecido (Pv 18.10)

A REPUTAÇÃO DE DEUS
      No último dia, todos tributarão glórias e louvores à reputação do Senhor, os que souberam fazer bom uso do nome do Senhor receberão a salvação, os demais serão eterna e justamente condenados.

Filipenses 2.9-11

9 Por isso Deus o exaltou

à mais alta posição

e lhe deu o nome que está acima de todo nome,

10 para que ao nome de Jesus

se dobre todo joelho,

nos céus, na terra

e debaixo da terra,

11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,

para a glória de Deus Pai.

Agora, imagine como será para aqueles que difamaram a reputação desse nome! Será apavorante.

Que o Senhor nos abençoe com salvação e com ministração de quem sabe fazer bom uso do nome do Senhor:

Jr 4.1-2 | 1 “Se você voltar, ó Israel, volte para mim”, diz o Senhor. “Se você afastar para longe de minha vista os seus ídolos detestáveis, e não se desviar, 2 se você jurar pelo nome do Senhor com fidelidade, justiça e retidão, então as nações serão por ele abençoadas e nele se gloriarão.”

Graça e paz sejam com todos. (Momento de oração)


Sermão de: Pr. Leandro B. Peixoto


Fonte: http://ibcentral.org.br/multimedia-archive/iii-a-reputacao-de-deus/

OS DEZ MANDAMENTOS (3) ESTUDANDO O TERCEIRO

      Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Êxodo 20:7.

      O segundo mandamento diz respeito à maneira que Deus deve ser adorado, ou seja, de acordo com a sua vontade revelada nas Escrituras. Já o terceiro mandamento nos ordena a cultuá-lo com sinceridade, humildade e reverência. O que quer que pensemos e o que quer que venhamos a dizer Dele deve exaltar o Seu nome, a sua Pessoa; deve celebrar a Sua grandeza, o Seu poder, a Sua majestade; deve ser tratado e falado com a maior sobriedade e solenidade. Quando pronunciamos o nome de alguém, imediatamente nos vem à mente a personalidade da pessoa. Isto porque o nome é o mesmo que caráter. E o nome de Deus esta acima de todo o nome. Deus colocou o Seu nome acima de tudo. Salmos 138:2. Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra.

      Muitas pessoas abusam do nome do Senhor inconscientemente. Na cultura brasileira, as expressões “meu Deus”, “Deus me livre”, “Deus é testemunha”, “juro por Deus” tornam-se tão frequentes, e até populares, que todos acabaram se acostumando. Não estamos postulando uma quebra da cultura, mas, antes uma transformação pela presença real de Cristo em nossas vidas. O problema não está no uso dessas palavras, mas na atitude do coração. Quando bem pensadas, tais expressões constituem uma oração, manifestam nossa confiança no Senhor e testificam a sinceridade da nossa fé. Por outro lado, não resta dúvida de que o uso impensado dessas frases não ajuda em nada; pelo contrário revela leviandade para com as coisas sagradas, e é isto o que está em pauta no terceiro mandamento. Quando um homem ou uma mulher que crê em sua crucificação com Cristo, ganha a vida eterna, ou seja, um nome eterno; seu nome é escrito no livro da Vida do Cordeiro. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 1 João 5:11.

      Existem muitas formas “sutis” de tomar o nome do Senhor em vão. Na Bíblia “vão” significa “vazio”, “sem conteúdo”, “sem valor”, “não produtivo”. Pronunciar o nome de Deus em vão demonstra um desprezo para com o Deus Todo-Poderoso. Por exemplo, a hipocrisia que se encaixa muito bem dentro desse contexto. São pessoas que se chamam pelo nome de Deus, mas não vivem sinceramente na presença de Deus. Professar e cantar publicamente, mas em casa não viver a verdade que confessa isto é hipocrisia. Ouvi isto, casa de Jacó, que vos chamais pelo nome de Israel e saístes da linhagem de Judá, que jurais pelo nome do SENHOR e confessais o Deus de Israel, mas não em verdade nem em justiça. Isaías 48:1.

      Usamos em vão o nome de Deus quando usamos o Senhor como espantalho na educação dos filhos, quando, por exemplo, ameaçamos dizendo: “Deus está te vendo! Deus vai te castigar!”. Com esses abusos do nome de Deus, muitas pessoas foram feridas na sua infância. A imagem curadora de Deus se transforma numa imagem ameaçadora, vingativa e muito exigente. Irmãos, quando é que tomamos o nome de Deus em vão? Quando o utilizamos sem a devida reverência. Em piadas, em jargões: “Ai meu Deus”. “Jesus Cristo!”. “Meu Pai”. “Jesus toma conta”. Não devemos utilizar o Nome Daquele diante de quem os serafins escondem o seu rosto, de qualquer jeito, em qualquer ocasião, de forma impensada. Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado. Provérbios 19:2.

      As Escrituras afirma que o nome de Jesus é poderoso, é sobre todos, é sublime, é santo, é puro, sara os feridos, levanta os mortos, é aquilo que nos possibilita ter acesso ao Pai. O nome de Jesus está acima de todos os nomes. Lucas diz no livro de Atos 4:12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

      Portanto, respeitemos o nome de Jesus! Não podemos tomar o nome de Deus em vão! Todas as vezes que eu falo em nome de Deus e não foi Ele quem me mandou falar, eu quebro o terceiro mandamento! Quando que tomamos o nome de Deus em vão? Quando transferimos para Deus responsabilidades. É a ideia que encontramos no vicio de linguagem que diz “Se Deus quiser”. “Se Deus quiser” pode ser usado equivocadamente! “Eu tenho uma conta para pagar amanhã”. Você vai pagar? “Se Deus quiser”. Deus quer! Deus quer que você honre os compromissos que você assumiu! Tem gente que não estuda para a prova e diz: “Se Deus quiser eu vou tirar uma boa nota. Se Deus quiser eu vou passar no concurso”. Ou seja, “se eu não passar foi porque Deus não quis”. Não adianta ficar com o nome de Deus na boca se não fizer o que Ele manda. Tomamos o nome de Deus em vão quando vivemos de forma incoerente. Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Lucas 6:46.

      Tomar o nome de Deus em vão é dizer que somos filho ou filha de Deus e continuar com a mesma vida de antes. Significa adotar esse santo nome sem experimentar uma genuína mudança em quem somos. Como resultado, equivale a adotar o nome de uma família sem realmente pertencer a ela. Quantas pessoas que tomam determinadas decisões afirmando estarem certas de que aquela foi a vontade de Deus e tempos depois ela fica desorientada, perdida, equivocada. Era melhor a pessoa ser honesta e corajosa e dizer: “Eu estou fazendo isto porque eu quero, porque eu estou com vontade”. Agora usar o nome de Deus para afirmar determinadas coisas quando Deus não tem nada a ver com a história, é seríssimo! Portanto, não tome o nome de Deus em vão. Lave a boca ao falar o nome de Jesus. Cuidado com a blasfêmia envolvendo o nome de Jesus! Somente uma pessoa crucificada falará o que é justo com a sua boca. A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo Salmos 37:30.

      O nome de Jesus não deve ser pronunciado como uma palavra mágica, e nem somente como uma forma de terminar uma oração com estilo. Com esse nome, fazemos ao Pai uma petição e assinamos com o Nome Daquele que tem autoridade nos céus e Terra, sabendo que o Pai não negará nada ao Seu Filho primogênito. E Jesus nunca pediu nada fora da vontade do Pai. Leiamos Colossenses 3:17 E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

      Nós não podemos continuar assistindo um filme ou lendo um livro onde o nome de Jesus é deliberadamente difamado. Já vi homens prontos a arriscar a vida para defender o nome e reputação de um ente querido. Os nomes são importantes! E o nome de Deus, o Nome acima de todo nome, é certamente importante. Por que Deus diria: “Quero que meu nome seja precioso para vocês?” Por que enfatizaria tanto a necessidade de nunca usarmos Seu nome de maneira casual? Amados irmãos, há salvação eterna no nome de Deus. Seu nome significa vida. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20:31.

      Aqui somos colocados frente à responsabilidade que esse Nome traz àqueles que o carregam. Quando você diz: “sou um cristão”, você está dizendo que está unido a Cristo em sua morte e ressurreição. Esses que morreram com Cristo são conhecidos Dele. Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor. 2 Timóteo 2:19. Amém.

Por: Pr Claudio Morandi
Fonte: http://ievpalavradacruz.blogspot.com.br/

sábado, 24 de janeiro de 2015

NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURA

      Êxodo 20.4-6. “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o YHWH, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. 

INTRODUÇÃO

1. O primeiro dos dez (10) Mandamentos enfatiza a singularidade, e peculiaridade incomparável do Deus Criador. Ele chama a nossa atenção para o Deus Uno, sem o qual não haveria vida ou esperança de salvação. Ele é a fonte da vida, da verdade, da paz, da alegria e realizações. Assim, o primeiro mandamento lida com o que nós adoramos. Já, o segundo dos dez (10) mandamento abrange a maneira de como nós o adoramos.

Na verdade é um convite à verdadeira adoração (para cada negativa, existe uma correspondente positiva). Se eu digo: “não fique fora da casa”, estou dizendo: “fique dentro da casa”.

A idolatria é o maior de todos os pecados porque Jesus afirmou que o maior de todos os mandamentos é amar a Deus de todo o coração, alma e mente (Mt 22.37).

Ídolo e imagem. O termo hebraico empregado aqui para “imagem de escultura” (Êx 20.4; Dt 5.8) é péssel, usado no Antigo Testamento para designar os deuses (Is 42.17), como Aserá, a divindade dos cananeus (2Rs 21.7, TB — Tradução Brasileira). Esses ídolos eram esculpidos em pedra, madeira ou metal (Lv 26.1; Is 45.20; Na 1.14). A Septuaginta traduz péssel pela palavra grega eidolon, “ídolo”, a mesma usada no Novo Testamento (1Co 10.14; 1Jo 5.21). O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é a representação do ídolo.

Idolatria. O termo “idolatria” vem de eidolon, “ídolo”, e latreia, “serviço sagrado, culto, adoração”. Idolatria é a forma pagã de adoração a ídolos, de adorar e servir a outros deuses ou a qualquer coisa que não seja o Deus verdadeiro. É prática incompatível com a fé judaico-cristã, pois nega o senhorio e a soberania de Deus. Moisés e os profetas viam na idolatria a destruição de toda a base religiosa e ética dos israelitas, além de negar a revelação (Dt 4.23-25).

IMAGEM DA DEIDADE

A Bíblia nos informa que "...Ninguém jamais viu a Deus..." (João 1:18). No Velho Testamento Deus falou isto diretamente ao povo dizendo: "...Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma algum no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher;..." (Deuteronômio 4:15-16). Uma vez que ninguém jamais viu a Deus, tudo o que é feito para representá-lo seria obra das mãos do homem e portanto uma mentira. É útil lembrar que no Santo dos Santos não continha nenhuma representação de Deus. O Senhor disse a Moisés: "...Diga o seguinte aos israelitas: Vocês viram por si mesmos que do céu lhes falei: não façam ídolos de prata nem de ouro para me representarem. Façam-me um altar de terra e nele sacrifiquem-me os seus holocaustos e as suas ofertas de comunhão, as suas ovelhas e os seus bois. Onde quer que eu faça celebrar o meu nome, virei a vocês e os abençoarei. Se me fizerem um altar de pedras, não o façam com pedras lavradas, porque o uso de ferramentas o profanaria..." (Êxodo 20:22-25). Sendo assim, o segundo mandamento proíbe o uso de qualquer coisa que representa Deus, ou que pode tornar-se um objeto de veneração. Assim, Deus proíbe qualquer tipo de imagem de Cristo, como crucifixos, santinhos, estátuas, etc.

QUEM PODE SER CONSIDERADO IDÓLATRA?

Idólatra, é o adorador de ídolos. 1 Co 6. 9; Ap 21. 8; 22. 15. “Pois sabeis isto nenhum que se prostitui ou impuro, ou avarento ou idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus” Ef 5. 5. O pecado da idolatria e explicitamente condenado no primeiro e segundo mandamento da Lei de Deus. Ex 20. 3 a 5; Dt 5. 6 a 9. Os profetas da “antiga aliança” e os apóstolos na “nova aliança” condenam a idolatria. At 17. 16; 1 Co 10. 14; Gl 5. 20; Cl 3. 5; 1 Pe 4. 3. “Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o espírito se revoltava diante da idolatria dominante naquela cidade” At 17. 16. 

COMO DEUS TRATA AOS IDÓLATRAS?

O tema mostra que a lei de Deus condena e diz: Que é pecado de morte.

É exatamente o que se vê entre os povos errantes. Dt 7. 5; 12. 3. “Maldito seja o homem que fizer imagem esculpida, ou fundida, coisa abominável obra da mão do artífice Dt 27. 15. 1 Rs 21. 26. Todos os que adoram imagens serão envergonhados’ Sl 97. 7. Têm boca, mas não falam; têm olhos mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam Sl 115. 5 a 8. As imagens de escultura das nações são prata e ouro, obras feita por homens” Sl 135. 15 à 19. Is 30. 22; 31. 7.

“Retrocedendo, cobertos de vergonha serão aqueles que confiam em ídolos Is 42. 17; 44. 15 à 20. Nada sabem os que carregam sua imagem de madeira, e aqueles que intercedem por elas Is 45. 20; Jr 8. 19; 10. 10 a 14; Todo homem ficou estúpido, foi envergonhado todo ourives pelas imagens que ele esculpiu. Pois suas imagens são mentiras e não há espírito em nenhuma delas Jr51. 17. Pois vêm dias diz o Senhor, e castigarei suas imagens esculpidas” Jr 51. 52; Hc 2. 18, 19. Imagem de escultura é uma representação artificial de algo ou alguma coisa, a qual as nações errantes usam como objeto de adoração. Mas é expressamente proibido nos mandamentos e na Lei de Deus. ”Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima do Céu, nem em baixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás” Dt 5. 8.

A IDOLATRIA E A ADORAÇÃO

Tenho vários exemplares da Bíblia na minha biblioteca. Utilizo-os para estudo e meditação, mas mesmo que nunca os abrisse, ainda seriam de grande valor para mim. Basta-me vê-los ali, para pensar em Deus. Está claro que é possível adorar-se ao Senhor em qualquer lugar, mas é muito mais fácil cultuá-lo num templo. Não é somente pelo lugar, mas também pelo programa de culto. A música e o sermão são de grande valia na adoração.

O perigo está em que é muito fácil adorar o meio em vez do objetivo. A Bíblia, a igreja, os hinos, os pastores e todos os símbolos e recursos visuais utilizados no culto são sacros apenas porque nos conduzem a Deus. O sentimento denominacionalista, por exemplo, pode bem ser uma violação deste mandamento.

Deus ordena que não pequemos. Todavia, existem algumas coisas que desejamos fazer, não importando se são certas ou erradas. Por isso, criamos um Deus que não se preocupa muito com o que fazemos. Pensamos no Deus do céu azul, das montanhas majestosas, das flores belas, mas ignoramos o Senhor que disse: "Vós me roubais... nos dízimos e nas ofertas" (Mal. 3:8); ou o que disse: "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gál. 6:7).

É bem mais fácil reduzir Deus às proporções que nos são mais convenientes, do que nos arrependermos dos nossos pecados, modificarmos o nosso modo de viver e nos tornarmos santos.


A IDOLATRIA E O CONHECIMENTO DE DEUS

Os patriarcas de Gênesis e os israelitas do deserto conheciam pouco sobre os atributos de Deus, o Criador se relevou aos seres humanos de maneira gradual ao longo dos séculos. Hoje, nós sabemos que Ele é um espírito e um ser invisível (João 4.24; Colossenses 1.15; 1 Timóteo 1.17).

Na época em que Deus escreveu o Decálogo, o Egito era um dos maiores centros de idolatria do mundo. Quando, na condição de escravos, os judeus viveram entre imagens de esculturas e obeliscos por muitos anos. Na região em que os judeus se encontravam após escaparem da escravidão egípcia, as sociedades de então praticavam religiões extremamente pagãs, da modalidade politeísta. Assim sendo havia o risco dos judeus inclinarem-se à idolatria, então Deus mandou a nação israelita não reproduzir nenhuma imagem de escultura em culto, o objetivo da proibição era evitar que eles atribuíssem às falsas divindades a sua poderosa ação de libertação.
A idolatria se caracteriza por tudo aquilo que toma o lugar de Deus no coração da pessoa.

Temos que ter discernimento para não proibir o que a Bíblia não proíbe. O segundo mandamento refere-se a imagens com fíns cúlticos. Deus proíbe a adoração aos ídolos e o culto a qualquer imagem de escultura ou de pintura como o objeto de adoração. O contexto é religioso e remete à proibição de fazer imagens de escultura ou quaisquer figuras e se prostrar diante delas para as adorar. Portanto, desenvolver a arte de escultura para fins meramente culturais, apreciar o talento de artistas em galerias de artes, criar e manter acervos pessoais de fotografias, ou se deixar fotografar e possuir objetos decorativos em casa está fora deste contexto. Confira: Êxodo 35.30-35.

DEUS, A LEI E OS QUERUBINS DA ARCA.

Deus disse: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso” (Êxodo 20:4-5). Mas depois ele disse: “Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório” (Êxodo 25:18). Ele se contradisse?

Embora estas instruções específicas façam parte da lei dada aos israelitas, Deus também condena a adoração de imagens por qualquer pessoa ou povo, judeu ou gentio. No Antigo Testamento, ele castigou várias nações por suas práticas de adorar imagens e criaturas, ao invés de servirem o único Criador. Jeremias comunicou a sentença de Deus contra a Babilônia: “Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens de escultura da Babilônia, toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus cairão traspassados no meio dela” (Jeremias 51:47; cf. Isaías 21:9). O Egito, também, foi condenado por sua idolatria: “Assim diz o SENHOR Deus: Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis.... Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR” (Ezequiel 30:13,19).

Mas os querubins, feitos por ordem de Deus, não foram objetos de adoração. Representavam criaturas que servem a Deus, sempre próximos ao trono do Senhor. O propiciatório, que ficava em cima da arca da aliança, representava o trono de Deus. Os querubins serviam para lembrar o sumo sacerdote, quando entrava no Santo dos Santos, que esta sala do tabernáculo representava a presença de Deus. Mas jamais adoraria os próprios querubins.

Semelhança ou figura. A frase “Nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êx 20.4b; Dt 5.8b), à luz de Deuteronômio 4.12,15, proíbe adorar o próprio Deus verdadeiro por intermédio de qualquer objeto. A palavra hebraica para “semelhança” é “aparência, representação, manifestação, figura”. Sua ideia básica é de aparência externa, ou seja, uma imagem vista numa visão (Nm 12.8; Dt 4.12,16-18; Jó 4.16; Sl 17.15). Essa proibição inclui a representação de coisas materiais como homens e mulheres, pássaros, animais terrestres, peixes e corpos celestes (Dt 4.16-19).

VERSÕES DA IDOLATRIA (IDOLATRIA MODERNA):

Nem toda idolatria consiste de pau e pedra. Qualquer coisa que você amar mais que a Deus, qualquer coisa que você temer mais que a Deus, qualquer coisa que você servir mais que a Deus, qualquer coisa que você servir mais que a Deus, qualquer coisa que você der mais valor que a Deus, isso é o seu deus.

1. Astrologia – Dt 4.19,20; Is 44.25; Jr 10.2; Is 47.13; 2Re 17.16.

A astrologia não tem nenhuma relação com a astronomia. Enquanto a astronomia é uma ciência moderna e avançada, a chamada astrologia é a arte metafísica de adivinhar por meio de astros. O horóscopo nada mais é do que uma versão contemporânea popular e comercial do culto babilônico aos astros.

2. Ídolos dentro do coração – Ez 14.1-11.

Estes não estão visíveis e estão ligados á atitude do coração, mas desviam do Senhor e contaminam o pensamento humano (v.11) tanto quanto os ídolos visíveis e tangíveis.

AS IMAGENS E O CATOLICISMO ROMANO

1. O que dizem os teólogos católicos romanos? A edição brasileira do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1993, no período do pontificado do papa João Paulo II, afirma que o culto de imagens não contradiz o mandamento que proíbe os ídolos. Os teólogos católicos romanos ensinam que a confecção da arca da aliança com os querubins e a serpente de metal no deserto (Êx 25.10-22; 1Rs 6.23-28; 7.23-26; Nm 21.8) permitem o culto às imagens.

2. Uma interpretação forçada. O argumento da igreja católica é falacioso porque os antigos hebreus não cultuavam os querubins nem a arca, menos ainda a serpente de metal. O povo não dirigia orações a esses objetos. A arca e os querubins do propiciatório sequer eram vistos pelo povo, pois ficavam no lugar santíssimo (Êx 26.33; Lv 16.2; Hb 9.3-5). Quando o povo começou a cultuar a serpente que foi construída no deserto, o rei Ezequias mandou destruí-la (2Rs 18.4). As peças religiosas a que os teólogos católicos romanos se referem serviam como figuras da redenção em Cristo (Hb 9.5-9; Jo 3.14,15).

3. O uso de figuras como símbolo de adoração. A adoração ao Deus verdadeiro por meio de figura, símbolo ou imagem é idolatria. Isso os israelitas fizeram no deserto (Êx 32.4-6). Mica e Jeroboão I, filho de Nebate, procederam da mesma maneira (Jz 17.2-5; 18.31; 1Rs 12.28-33). Os ídolos que a Bíblia condena não se restringem a animais, corpos celestes ou forças da natureza, pois inclui também figuras humanas (Sl 115.4-8).

4. Mariolatria. É o culto de Maria, mãe de Jesus. Seus adeptos dirigem oração a ela, prostram-se diante de sua imagem e acreditam que sua escultura é milagrosa. Isso é idolatria! Os devotos, propagandeados pela mídia, atribuem a Maria uma posição que a Bíblia não lhe confere. Nós reconhecemos o papel honroso da mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, mas ela mesma jamais aceitaria ser cultuada (Lc 1.46,47; 11.27, 28; 1Tm 2.5). 

"...não te encurvarás diante delas, nem as servirás;..."

Não é segredo para ninguém que muitos religiosos da 'cristandade' tem o habito de curvar-se ou ajoelhar-se diante de estátuas de 'jesus' e de 'santos', e tentam de varias formas explicar esta pratica totalmente contraria a Bíblia, uma de suas explicações é que não estão adorando outro deus, mas venerando aos santos, e que curvar-se nem sempre é adoração. No Japão, as pessoas mostram respeito curvando-se em saudação (o equivalente ao aperto de mão ocidental). Da mesma forma, uma pessoa pode se ajoelhar diante de um rei sem adorá-lo como um deus, dizem eles. Isto de fato é verdade, mas é claro que em nenhum destes casos você verá a pessoa acendendo velas, repetindo rezas, ou cultuando a elas, nenhum japonês encontra um amigo na rua se curva a ele acende uma vela e lhe pede uma graça, ou coisas semelhantes as que fazem os da 'cristandade' adoradores de ídolos.

CONCLUSÃO

Cultuar a Deus com a mediação de imagens é colocá-lo no mesmo nível das falsas divindades, é cometer uma atitude de afronta ao verdadeiro Deus. O Criador não se deixa reproduzir em meras elaborações humanas, nunca se apresenta aos homens através de imagens inanimadas, concretas. É preciso vigiar, jamais esquecer que o sacrifício do Calvário nos dá livre acesso ao Trono da Graça, nos dá a condição de sem intermediários e artifícios nos aproximarmos de Deus, apresentar a Ele toda a nossa ansiedade sabendo que nos ouve e em nossa ansiedade cuida perfeitamente de nós (1 Pedro 5.7).

A idolatria nega a verdadeira natureza de Deus, a obediência ao segundo mandamento, determina a maneira como adoramos. Ela deve ser em espírito e em harmonia com a natureza de Deus, como a Bíblia revela, "...Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade..."(João 4:24). Portanto procurar adorar ou venerar a Deus através de uma imagem de escultura é uma prática corrupta. Esta falsa representação perverte sua realidade.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)


Facebook – Adayl Manancia

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A MATÉRIA ABAIXO FOI COPIADA DO SITE:
http://solascriptura- tt.org/Seitas/Romanismo/Adoracao
MaeComFilho-AECosta.htm


A Adoração da Mãe e do Filho
UM DOS EXEMPLOS MAIS destacados de como o paganismo babilônico tem continuado até nossos dias pode ser visto na maneira como a igreja romanista inventou a adoração a Maria para substituir a antiga adoração à deusa-mãe.

A história da mãe e do filho foi largamente conhecida na antiga Babilônia e desenvolveu- se até ser uma adoração estabelecida. Numerosos monumentos da Babilônia mostram a deusa-mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços (1) Quando o povo da Babilônia foi espalhado para as várias partes da terra, levaram consigo a adoração da mão divina e de seu filho. Isto explica porque muitas nações adoravam uma mãe e um filho – de uma forma ou de outra – séculos antes do verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, ter nascido neste mundo. Nos vários países onde este culto se espalhou, a mãe e o filho foram chamados por diferentes nomes, pois, relembramos, a linguagem foi confundida em Babel. 

Os chineses tinham uma deusa-mãe chamada Shingmoo ou “Santa Mãe”. Ela é representada com um filho nos braços e raios de glória ao redor da cabeça (2) 

Os antigos germanos adoravam a virgem Hertha com o filho nos braços. Os escandinavos a chamavam de Disa, que também era representada com um filho. Os etruscos chamavam-na de Nutria, e entre os druidas a Virgo-Patitura era adorada como a “Mãe de Deus”. Na Índia, era conhecida como Indrani, que também era representada com o filho nos braços. 

A deusa-mãe era conhecida como Afrodite ou Ceres pelos gregos; Nana, pelos sumérios, e como Vênus ou Fortuna, pelos seus devotos nos velhos dias de Roma, e seu filho como Júpiter (3) Por várias eras, Ísis, a “Grande Deusa” e seu filho Iswara, têm sido adorados na Índia, onde templos foram erigidos para sua adoração. (4)

Na Ásia, a mãe era conhecida como Cibele e o filho como Deoius. “Mas, a despeito de seu nome ou lugar”, diz um escritor, “ela foi a esposa de Baal, a virgem rainha dos céus, que ficou grávida, sem jamais ter concebido de varão”. (5)

Quando os filhos de Israel caíram em apostasia, eles também foram enganados por esta adoração da deusa-mãe. Como lemos em Juízes 2.13: “Eles deixaram ao Senhor: e serviram a Baal e a Astarote”. Astarote ou Astarte era o nome pelo qual a deusa era conhecida pelos filhos de Israel. É penoso pensar que aqueles que haviam conhecido o verdadeiro Deus, o abandonassem e adorassem a mãe pagã. Ainda assim era exatamente o que faziam repetidamente (Juízes 10.6; 1 Samuel 7.3,4; 12.10; 1 Reis 11.5; 2 Reis 23.13). Um dos títulos pelos quais a deusa era conhecida entre eles era o de “rainha dos céus” (Jeremias 44.17-19). O profeta Jeremias repreendeu-os por adorarem, mas eles se rebelaram contra sua advertência. 

Em Éfeso, a grande mãe era conhecida como Diana. O templo dedicado a ela, naquela cidade, dera uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia e em todo o mundo a deusa era adorada (Atos 19.27). 

No Egito, a mãe era conhecida como Ísis e seu filho como Horus. É muito comum os monumentos religiosos do Egito mostrarem o infante Horus sentado no colo de sua mãe.

Esta falsa adoração, tendo se espalhado da Babilônia para as diversas nações, com diferentes nomes e formas, finalmente estabeleceu- se em Roma e em todo o Império Romano. Diz um notável escritor com relação a este período: “A adoração da Grande Mãe... foi... muito popular sob o Império Romano. Inscrições provam que os dois (mãe e o filho) recebiam honras divinas... não somente na Itália e especial em Roma, mas também nas proximidades, especialmente na África, Espanha, Portugal, França, Alemanha e Bulgária”. (6)



Foi durante esse período quando o culto da mãe divina foi muito destacado, que o Salvador, Jesus Cristo, fundou a verdadeira Igreja do Novo Testamento. Que gloriosa Igreja ela foi naqueles dias primitivos. Pelo terceiro e quarto século, contudo, o que era conhecido como a “igreja” havia, em muitas maneiras abandonado a fé original, caindo em apostasia a respeito do que os apóstolos haviam avisado. Quando essa “queda” veio, muito paganismo foi misturado com o cristianismo. Pagãos não convertidos eram tomados como professos na igreja e em numerosas ocasiões tinham a permissão de continuar muitos dos seus rituais e costumes pagãos usualmente com umas poucas reservas ou mudanças, para fazer suas crenças parecerem mais semelhantes à doutrina cristã.

Um dos melhores exemplos de tal transferência do paganismo pode ser visto na maneira como a igreja professa permitiu que o culto da grande mãe continuasse – somente um pouquinho diferente na forma e com um novo nome. Veja você, muitos pagãos tinham sido trazidos para o cristianismo, mas tão forte era sua adoração pela deusa-mãe, que não a queriam esquecer. Líderes da igreja comprometidos viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança no cristianismo com a adoração da deusa-mãe, poderiam aumentar consideravelmente o seu número. Mas, quem podia substituiria a grande mãe do paganismo? E claro que Maria, a mãe de Jesus, pois era a pessoa mais lógica para eles escolherem. Ora, não podiam eles permitir que as pessoas continuassem suas orações e devoções uma deusa-mãe, apenas chamando-a pelo nome de Maria, em lugar dos nomes anteriores pelos quais era conhecida? Aparentemente foi este o raciocínio empregado, pois foi exatamente o que aconteceu. Pouco a pouco, a adoração que tinha sido associada à mãe pagã foi transferida para Maria. 

Mas a adoração a Maria não fazia parte da fé cristã original. É evidente que Maria, a mãe de Jesus, foi uma mulher excelente, dedicada e piedosa – especialmente escolhida para levar em seu ventre o corpo de nosso Salvador – mesmo assim nenhum dos apóstolos nem mesmo o próprio Jesus jamais insinuaram a idéia da adoração a Maria. Como afirma a Enciclopédia Britânica, durante os primeiros séculos da igreja, nenhuma ênfase, fosse qual fosse, era colocada sobre Maria (7) Este ponto é admitido pela The Catholic Encyclopedia também: “A devoção a Nossa Bendita Senhora, em última análise, deve ser olhada como uma aplicação prática da doutrina da Comunhão dos Santos. Vendo que esta doutrina não está contida, pelo menos explicitamente, nas formas primitivas do Credo dos Apóstolos, não há talvez qualquer campo para surpresa de não descobrirmos quaisquer traços do culto da Bendita Virgem nos primeiros séculos cristãos”, sendo o culto de Maria um desenvolvimento posterior. (8)

Não foi até o tempo de Constantino – a primeira parte do quarto século – que qualquer um começou a olhar para Maria como uma deusa. Mesmo neste período, tal adoração foi combatida pela igreja, como é evidente pelas palavras de Epifânio (403 d.C.) que denunciou alguns da Trácia, Arábia, e qualquer outro lugar, por adorarem a Maria como uma deusa e oferecerem bolos em seu santuário. Ele deve ser honrada, disse ele, “mas que ninguém adore Maria”. (9) Ainda assim, dentro de apenas uns poucos anos mais, o culto a Maria foi não apenas ratificado pela que conhecemos hoje como Igreja Católica, mas tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso em 431.

Em Éfeso? Foi nessa cidade que Diana tinha sido adorada como a deusa da virgindade e da fertilidade desde os tempos primitivos. (10) Dizia-se que ela representava os primitivos poderes da natureza e foi assim esculpida com muitos seios. Uma coroa em forma de torre, símbolo da torre de Babel, adornava sua cabeça.

Quando as crenças são por séculos conservadas por um povo, elas não são facilmente esquecidas. Assim sendo, os líderes da igreja em Éfeso – quando veio a apostasia – também raciocinaram que se fosse permitido às pessoas conservarem suas idéias a respeito de uma deusa-mãe, se isto fosse misturado com o cristianismo e o nome de Maria fosse colocado no lugar, eles poderiam ganhar mais convertidos. Mas este não era o método de Deus. Quando Paulo veio para Éfeso nos dias primitivos, nenhum compromisso foi feito com o paganismo. As pessoas eram realmente convertidas e destruíram seus ídolos da deusa (Atos 19.24-27). Quão trágico que a igreja em Éfeso, em séculos posteriores, se comprometesse e adotasse uma forma de adoração da deusa-mãe, tendo o Concílio de Éfeso finalmente transformado isto em uma doutrina oficial.

Uma posterior indicação que o culto a Maria passou a existir partindo do antigo culto à deusa-mãe, pode ser visto nos títulos que são atribuídos a ela. Maria é freqüentemente chamada “A Madona”. De acordo com Hislop, esta expressão é a tradução de um dos títulos pelos quais a deusa babilônica era conhecida. Em forma deificada, Nimrode veio a ser conhecido como Baal. O título de sua esposa, a divindade feminina, seria o equivalente a Baalti. Em Português, esta palavra significa “minha Senhora”; em Latim “Mea Domina”, e em Italiano, foi corrompida para a bem conhecida “Madonna”. (11) Entre os fenícios, a deusa-mãe era conhecida como “A Senhora do Mar” (12), e até mesmo este título é aplicado a Maria – embora não exista qualquer conexão entre Maria e o mar.

As Escrituras tornam claro que existe apenas um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Tm 2.5). Ainda assim o catolicismo romano ensina que Maria também é uma “mediadora”. As orações para ela formam uma parte muito importante do culto católico. Não existe base escriturística para esta idéia, embora este conceito não fosse estranho às idéias ligadas à deusa-mãe. Ela trazia como um dos seus títulos “Milita”, que é a “Mediatrix”, “Medianeira”, ou “Mediadora”. 

Maria é freqüentemente chamada “rainha dos céus”. Mas Maria, a mãe de Jesus, não é a rainha dos céus. “A rainha dos céus” foi um título da deusa-mãe que foi adorada séculos antes de Maria ter ao menos nascido. Bem antes, nos dias de Jeremias, o povo estava adorando a “rainha dos céus” e praticando rituais que eram sagrados para ela. Como lemos em Jeremias 7.18-20: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à rainha dos céus”. 

Um dos títulos pelos quais Ísis era conhecida era a “mãe de Deus”. Mais tarde este mesmo título foi aplicado a Maria pelos teólogos de Alexandria. Maria era, é claro, a mãe de Jesus, mas somente no sentido de sua natureza humana, sua humanidade. O significado original de “mãe de Deus” ia além disto; acrescentava uma posição glorificada à MÃE e a igreja católica da mesma maneira foi muito ensinada a pensar assim a respeito de Maria. 

A imagem da deusa-mãe com o filho nos braços estava tão firmemente gravada na mente pagã quando vieram os dias da apostasia que, de acordo com um escritor, à antiga imagem de Ísis e do filho Horus foi finalmente aceita, não somente na opinião popular, mas, por sanção episcopal formal, foi aceita como a imagem da Virgem e do seu filho. (13) Representações de Ísis e do seu filho foram freqüentemente colocadas em uma moldura de flores. Esta prática também foi aplicada a Maria, como aqueles que têm estudado arte medieval bem sabem. 

Astarte, a deusa fenícia da fertilidade, era associada com a lua crescente. A deusa egípcia da fertilidade, Ísis, era representada como estando de pé sobre a lua crescente com estrelas rodeando sua cabeça. (14) Nas igrejas católicas romanas por toda a Europa podem ser vistas pinturas de Maria exatamente da mesma maneira. 

De numerosas maneiras, líderes da apostasia tentaram fazer Maria parecer semelhante às deusas do paganismo e exaltá-la a um plano divino. Uma vez que os pagãos tinham estátuas da deusa, assim também estátuas eram feitas de “Maria”. Diz-se que em alguns casos, as mesmas estátuas que tinham sido adoradas como Ísis (com seu filho) simplesmente ganharam outro nome, como de Maria e Cristo menino. Quando o cristianismo triunfou, diz um escritor, “estas pinturas e figuras tornaram-se as figuras da madona e do filho sem qualquer quebra da continuidade: nenhum arqueólogo, de fato, pode agora dizer se alguns desses objetos representam uma ou outra”. (15)

Muitas dessas figuras renomeadas foram coroadas e adornadas com jóias – exatamente da mesma maneira das imagens das virgens hindus e egípcias. Mas Maria, a mãe de Jesus, não era rica (Lucas 2.24; Lv 12.8). De onde, então, vieram essas jóias e coroas que são vistas nestas estátuas que supostamente são dela? 

Através de compromissos – alguns muito óbvios, outros mais ocultos – a adoração da antiga mãe continuou dentro da “igreja” da apostasia, misturada, com o nome de Maria sendo substituto dos antigos nomes. 

Notas

01. Encyclopedia of Religions,vol. 2, p.398
02. Gross, The Heathen Religion, p.60
03. Hislop, The Two Babylons, p.20
04. Ibid.
05. Bach, Strange Sects and Curious Cults, p. 12
06. Frazer, The Golden Bough, vol. 1, p. 356.
07. Encyclopedia Britannica, vol. 14, p. 309
08. The Catholic Encyclopedia, vol. 15. p. 459, art. “Virgin Mary”. 
09. Ibid., p. 460
10. Fausset´s Bible Encyclopedia, p. 484
11. Hislop, The Two Babylons, p. 20
12. Harper´s Bible Dictionary, p. 47
13. Smith, Man and His Gods, p. 216.
14. Kenrich, Egypt, vol. 1, p.425. Blavatisky, Isis Unveiled, p. 49. 
15. Weigall, The Paganism in Our Christianity, p. 129. 

Fonte: Ralph Woodrow, Babilônia: a Religião dos Mistérios, 

Observação:

Na igreja da apostasia, Maria continua sendo a “Rainha do Céu e da Terra”, dentre outros muitos títulos: 

“Pela ligação maternal a Jesus, Maria está intimamente associada à sua obra redentora, merecendo o título de Co-redentora, que inclui outros que a piedade cristã lhe atribui: Advogada, Auxiliadora, Me­dianeira… Mãe de Jesus, Maria é também Mãe do seu Corpo Místico, pelo que lhe cabe o título de Mãe da Igreja,usado por Paulo VI (21.11.1964) , título que não chegou a ser objecto de definição dogmática pelo Conc. Vat. II, que o julgou pressuposto na sua Ma­ter­nidade Espiritual, função que perdura na sua vida celeste como Me­dia­ção Universal a favor de todos os homens. A coroar todas as outras prer­roga­tivas, temos finalmente a sua glo­ri­fica­ção como Rainha do Céu e da Terra. (Cf. Cat. 484-507; 721-726; 963- -975)” (Enciclopédia Católica Popular 


Pr. Airton E.da Costa

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pregador Canção de Amores, Para Ouvidos "Açucarados". (Reflexão)

E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem voz suave e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra. Ezequiel 33:32

I. Introdução
      A igreja é santa e constituída pelos que se arrependem, crê e pratica o Evangelho. É constituída pelos que são vestidos da justiça de Cristo.  Deus vê a igreja e sabe quem são os seus. Mas o que eu pretendo ao escrever este artigo, é mostrar que assim como no passado mais precisamente no tempo de Ezequiel, a igreja daquele tempo que também era o povo de Deus, de tempos em tempos com poucas exceções, também se afastava de Deus e de seus mandamentos, e na sequência também vinha o juízo. Hoje não é diferente, existe uma igreja invisível que Deus conhece, mas também a visível que é a que conhecemos, e portanto, é dessa igreja global e visível que com respeito escrevo, tendo em vista o que tenho observado neste últimos tempos. Não quero entrar no mérito de quem é salvo e quem não é, mas apenas apontar que, uma grande parte desta igreja que conhecemos, foi e está sendo influenciada por homens que não possuem um conhecimento profundo das Escrituras e nem foram por Deus vocacionados, além de outros que não visam o bem dela. Mas também é de se observar, que grande parte dessa igreja global mesmo tendo mestres e homens vocacionados por Deus que lhes digam a verdade e todos os conselhos de Deus, não dão crédito e agem como impios que jamais foram regenerados, se é que foram regenerados.  Foi assim com o profeta do Senhor cujo nome era Ezequiel, e é assim com muitos hoje. Ezequiel era correto e passava tudo conforme o Senhor lhe mandava, mas o povo ouvia e não atendia.    

II. Desenvolvimento
    Pregações mamão com açucar e adocicadas, mensagens motivacionais, mensagens com promessas de gordas contas bancárias, mensagens com promessas de curas e prosperidade financeira, são as mensagens que o povo chamado santo de hoje querem ouvir. É claro que, as mensagens devem motivar seus ouvintes a procurar cumprir e andar na vontade do Senhor, mas só mensagens de cunho motivacional também não funciona, pois elas só servem para acariciar os ouvidos daqueles que não querem se converter. Agora mensagens que confronta a congregação com o pecado e a incentiva a deixá-lo? Nem pensar. Mensagens que os exortam a se afastar da maléfica influencia do mundo, dos maus costumes do mundo, dos vícios do mundo, da desonestidade do mundo, das práticas mundanas e perniciosas que Deus odeia? Nem pensar. Pregadores que pregam o que o povo precisa ouvir ao invés de pregar o que querem ouvir, com certeza não tem espaço nos dias de hoje, ainda que toda mensagem deve segundo a Bíblia, ser pregada com amor , respeito e mansidão. Ezequiel um profeta amoroso, mas que nem por isto deixava de pregar a Palavra de Deus para o povo de sua época, não era levado a sério e Deus observava isto. Era como se fosse um ator no palco, o povo lhe escutava, mas não obedecia. Seus corações estavam longe do Senhor e quando ouviam as exortações da Palavra de Deus por Ezequiel, entrava em um dos ouvidos e saia pelo outro. Bem o resultado de tudo isto, foi que o juízo veio sobre aquele povo que se gabava por ser conhecido como povo santo, mas que não ouvia a voz do Deus santo e poderoso que podia os proteger ou ensinar. Deus arrastou o Rei da Babilônia que destruiu o templo, passou muitos desobedientes ao fio da espada e levou os que se entregaram cativos para a Babilônia. Semelhantemente hoje com as raras exceções, os pregadores também são assim, não pregam contra o pecado seja ele de que origem e fonte for, manipulam as pessoas como que dizendo que a graça de Deus vai passar a mão em cima de seus pecados, erros e ofensas. Pregam uma graça barata, sem compromisso e sem renuncia. Como pregadores animadores de palco, pregam canções de amores que adulam os ouvidos do povo. Mas lembremo-nos o que Cristo disse, que sem santidade, não estou falando de legalismo, mas sem santidade ninguém verá o Senhor. Mensagens sobre arrependimento, conversão verdadeira, regeneração (novo nascimento), justificação, expiação, redenção, temor a Deus e gratidão, não interessa mais a esta geração. E o que dizer dos muitos escarnecedores, detratores, inimigos da cruz e da igreja que não se importam em conhecer com mais profundidade o Evangelho de Cristo, rejeitam a autoridade espiritual dos verdadeiros homens que Deus vocaciona e coloca para conduzir a igreja. Zombam da igreja, escandalizam-a e nivelam o nome da noiva do cordeiro por baixo. Outros fazem comércio dela e o resultado, é que, muitos que precisam da salvação, acabam desprezando-a, e assim, permanecendo na condenação do pecado. 

III. Conclusão
     Bem, o Senhor ainda está falando, Jesus ainda está salvando, a igreja de Cristo purificada pelo seu sangue é uma verdade que ninguém pode manchar, ela é santa, pura, sacerdócio real e povo santo. A igreja é a casa dos regenerados e não dos enganados, é a coluna e firmeza da verdade, e muitos que a despreza e a difama, receberão a paga se não se converterem e buscarem enquanto podem a misericórdia de Deus. Deus continua esquadrinhando corações e procurando verdadeiros adoradores. Pense nisto. Adalberto Pimentel da Silva                    

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

QUAIS OS 5 PECADOS QUE DESTROEM A VIDA DO CRENTE?

      Os membros do corpo não tem condição de por si, realizar o bem segundo Deus. No homem inconverso, seus membros são inclinados às “as concupiscências da carne”, às paixões infames”, “no contrário à natureza”, à torpeza”, “ao sentimento perverso” e inumeráveis iniquidades e abominações. Esses mesmos membros no caso do crente, podem ser mortificados através da santificação. Romanos 6:15,19 “Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. 19 – “Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação.”

BASE BÍBLICA PARA OS 5 PECADOS QUE DESTROEM A VIDA DO CRENTE

Colossenses 3:5 “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;

a) A prostituição: No original tem um amplo sentido abrangendo todo o tipo de pecado na área sexual, incluindo infidelidade conjugal, desvios e práticas sexuais aberrantes.

b) A impureza: É sinônimo de prostituição, mas pode ser entendida como intenção imoral, ou cultivo de pensamentos impuros, que dão origem à prostituição. Jesus ensinou que a origem do pecado está no coração Mateus 15:19 “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

c) O apetite desordenado: Pode ser traduzido como “paixão lasciva” e tem o significado de paixões violentas que dominam a mente dos pecadores. São as “paixões infames” a que Paulo se refere em Romanos 1:26 “Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.” No que se relaciona ao homossexualismo ou a outros tipos de desejos sexuais imundos, tenebrosos e compulsivos, o mesmo que concupiscência I Tessalonicenses 4:5 “Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

d) A vil concupiscência: É o desejo maligno, de ordem sexual, que avassala a mente dos que não oram e não vigiam e são dominados pelo tentador. O termo também refere-se a qualquer tipo de desejo ilícito e condenável com relação a qualquer coisa.

e) A avareza: É literalmente, ‘o desejo incontido e desordenado de ter mais” de ter muitas posses, de modo insaciável. A avareza,como a Bíblia deixa claro aqui, é uma forma de idolatria. I Timóteo 6:10 “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

O RESULTADO DA PRÁTICA DOS 5 PECADOS

Colossenses 3:6-7 “Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; 7 – Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas.” Deus não tem o culpado por inocente.” Êxodo 34:7 “Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração.” A Bíblia adverte que a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência. Esse tipo de comportamento, dominado pelo pecado, pertencia ao passado daqueles crentes, antes da sua conversão: Colossenses 3:7 “Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas.” Assim, deve ser com os crentes de hoje.

Pr. Natanael Rinaldi

Igreja Evangélica da Paz – Seriedade na Palavra.

Fonte: http://www.iepaz.org.br/quais-os-5-pecados-que-destroem-a-vida-do-crente/#sthash.V5o4vjFO.dpuf

O QUE ACONTECE QUANDO UMA IGREJA DEIXA DE PREGAR SOBRE O PECADO?

      A doutrina do pecado não tem sido ensinada em boa parte dos púlpitos evangélicos. Lamentavelmente alguns pastores consideram contraproducente falar sobre pecado em seus cultos. Outro dia eu soube de um pastor que chamou a atenção de um de seus líderes que ousou pregar contra o pecado num culto de domingo a noite. Segundo o pastor, o povo brasileiro sofre demais e em virtude disso, as mensagens pregadas precisam conter esperança, fé e ousadia. 

      Pois é, a história nos ensina que quando a igreja não prega sobre o pecado ela também deixa de falar do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e as consequências disso são as piores possíveis, senão vejamos:

1- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado é uma igreja que deixa de anunciar o fato inequívoco que todos os homens independente da posição social, raça, cor da pele, nacionalidade e cultura, prestarão contas a Deus em virtude dos seus delitos e pecados.

2- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado é uma igreja que não ensina as consequências de uma vida de transgressões.

3- Uma Igreja que não prega contra e sobre o pecado deixa de anunciar a necessidade de salvação e vida eterna a humanidade caída e separada de Deus.

4- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado deixa de proclamar a graça, o amor e a misericórdia de um Deus maravilhoso que deu o seu filho unigênito para morrer em nosso lugar na cruz do calvário.

5- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado abre espaço em suas trincheiras para a infiltração do maldito liberalismo teológico.

6- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado contribui com licenciosidade e ausência de temor na congregação.

7- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado relativiza a Palavra de Deus juntamente com as suas principais doutrinas.

8- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado, Cristo deixa de ser Rei e Salvador transformando-se num mero galardoador daqueles que dele se aproximam.

9- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado contribui para que os valores deste mundo prevalecem sobre ela.

10- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado permite que há frieza espiritual adoeça a sua membresia local.

11- Uma igreja que não prega contra e sobre o pecado engana os seus ouvintes com a propagação de um falso evangelho.

      Prezado amigo, o pecado é a enxada que cava nossas sepulturas. Como muito bem afirmou Hernandes Dias Lopes, o pecado é uma fraude. Promete prazer e paga com o desgosto. Faz propaganda de liberdade, mas escraviza. Levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte. Tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado. O pecado é perverso. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. O pecado é pior do que a própria morte

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: http://renatovargens.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

SUA CONFIANÇA ESTÁ EM DEUS OU NO HOMEM?

      Há muita gente que interpreta errado este texto de Jeremias. Alguns pensam que ele nos proíbe de confiar nas pessoas de confiança, na verdade o texto aleta quanto a por a confiança em pessoas para fins espirituais ou na questão da salvação. A Palavra de Deus é nossa fonte e direção para entendermos o que Deus tem para nós e o que espera de nós. 
      No capítulo 17 Jeremias diz: "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Salvação é dom de Deus e só em Cristo a obtemos. Não lutamos somente contra a carne (heresias), mas contra as hostes espirituais da maldade e claro sozinhos não vencemos, mas devemos ter Deus e sua Palavra como escudo. Veja o que diz nos o Apostolo Paulo na carta aos Efésios 6:12 e 16. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais 16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” Se formos confiar no braço da carne para vencer estas potestades espirituais da maldade, com certeza não venceremos. É bom lembrar que existem muitas instituições religiosas humanas e anti-bíblicas que espiritualmente enganam aqueles que não conhecem o Evangelho, mas sabemos também, que por trás destas instituições está satanás, o inimigo do povo de Deus e do Evangelho. Portanto, ai daquele que põe no homem ou nos deuses (ídolos) sua confiança para fins de salvação, proteção, adoração e não recorre a Deus, ao invés de serem abençoados, colherão na verdade maldição. Adalberto P. Silva

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Lição 4: Não farás imagens de esculturas - Data: 25 de Janeiro de 2015

Lições Bíblicas CPAD - Adultos - 1º Trimestre de 2015

Título: A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança

Comentarista: Esequias Soares

Lição 4: Não farás imagens de esculturas - Data: 25 de Janeiro de 2015

TEXTO ÁUREO
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1Co 10.14).

VERDADE PRÁTICA
O segundo mandamento proíbe a idolatria, adoração de ídolo, imagem de um deus ou de qualquer objeto de culto.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lv 19.4
Deus proíbe a fabricação de ídolos e deuses de fundição

Terça - Dt 4.12
A adoração a Deus deve ser sem imagens e sem figuras

Quarta - Mt 4.10
Somente Deus deve ser adorado e a Ele devemos servir

Quinta - Jo 4.24
Deus é Espírito e deve ser adorado em espírito e em verdade

Sexta - At 17.24,25
Deus não habita em templo feito por mãos humanas

Sábado - 1Jo 5.21
O combate à idolatria é mantido pelo apóstolo João

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 20.4-6; Deuteronômio 4.15-19.  Êxodo 20
4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem
6 - e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

Deuteronômio 4
15 - Guardai, pois, com diligência a vossa alma, pois semelhança nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, em Horebe, falou convosco, do meio do fogo;
16 - para que não vos corrompais e vos façais alguma escultura, semelhança de imagem, figura de macho ou de fêmea;
17 - figura de algum animal que haja na terra, figura de alguma ave alígera que voa pelos céus;
18 - figura de algum animal que anda de rastos sobre a terra, figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra;
19 - e não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus, e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus.

OBJETIVO GERAL
 Mostrar que Deus se revela ao homem sem a necessidade de meras reproduções.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  • I. Explicar a proibição bíblica quanto à idolatria.
  • II. Apresentar a característica zelosa de Deus.
  • III. Conscientizar sobre o verdadeiro culto a Deus.
  • IV. Esclarecer quanto à idolatria da teologia romana.
INTRODUÇÃO
O primeiro mandamento estabelece a adoração somente a Deus e a mais ninguém. A ordem do segundo mandamento é para adorar a Deus diretamente, sem mediação de qualquer objeto. A idolatria é o primeiro dos três pecados capitais na tradição judaica, “a idolatria, a impureza e o derramamento de sangue”. Os cristãos devem se abster da contaminação dos ídolos (At 15.20).
  
PONTO CENTRAL
 Deus se revelou ao homem sem necessidade de mediações sob meras reproduções imagéticas e humanas.
  
I. PROIBIÇÃO À IDOLATRIA

1. Ídolo e imagem. O termo hebraico empregado aqui para “imagem de escultura” (Êx 20.4; Dt 5.8) é péssel, usado no Antigo Testamento para designar os deuses (Is 42.17), como Aserá, a divindade dos cananeus (2Rs 21.7, TB — Tradução Brasileira). Esses ídolos eram esculpidos em pedra, madeira ou metal (Lv 26.1; Is 45.20; Na 1.14). A Septuaginta traduz péssel pela palavra grega eidolon, “ídolo”, a mesma usada no Novo Testamento (1Co 10.14; 1Jo 5.21). O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é a representação do ídolo.

2. Idolatria. O termo “idolatria” vem de eidolon, “ídolo”, e latreia, “serviço sagrado, culto, adoração”. Idolatria é a forma pagã de adoração a ídolos, de adorar e servir a outros deuses ou a qualquer coisa que não seja o Deus verdadeiro. É prática incompatível com a fé judaico-cristã, pois nega o senhorio e a soberania de Deus. Moisés e os profetas viam na idolatria a destruição de toda a base religiosa e ética dos israelitas, além de negar a revelação (Dt 4.23-25).
3. Semelhança ou figura. A frase “Nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êx 20.4b; Dt 5.8b), à luz de Deuteronômio 4.12,15, proíbe adorar o próprio Deus verdadeiro por intermédio de qualquer objeto. A palavra hebraica para “semelhança” é temunah, “aparência, representação, manifestação, figura”. Sua ideia básica é de aparência externa, ou seja, uma imagem vista numa visão (Nm 12.8; Dt 4.12,16-18; Jó 4.16; Sl 17.15). Essa proibição inclui a representação de coisas materiais como homens e mulheres, pássaros, animais terrestres, peixes e corpos celestes (Dt 4.16-19).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Reproduzir imagens humanas, de animais ou qualquer outra coisa, com a finalidade de adorar, foi proibido ao povo de Deus.

II. AMEAÇAS E PROMESSAS

1. O Deus zeloso. O adjetivo hebraico qanna, “zeloso”, aparece apenas cinco vezes no Antigo Testamento (Êx 20.5; 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15) e está associado ao nome divino el, “Deus”. O zelo de Jeová consiste no fato de ser Ele o único para Israel, e este não deveria partilhar o amor e a adoração com nenhuma divindade das nações. Esse direito de exclusividade era algo inusitado na época e único na história das religiões, pois os cultos pagãos antigos eram tolerantes em relação a outros deuses.
2. As ameaças. A expressão “terceira e quarta geração” (Êx 20.5; Dt 5.9) indica qualquer número ou plenitude e não se refere necessariamente à numeração matemática, pois se trata de máxima comum na literatura semítica (Am 1.3,6,11,13; 2.1,4,6; Pv 30.15,18,21,29). O objetivo aqui é contrastar o castigo para “terceira e quarta geração” com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações.
3. As promessas. Salta à vista de qualquer leitor a diferença entre castigo e misericórdia. A ira divina vai até a quarta geração, no entanto, a misericórdia de Deus chega a mil gerações sobre os que guardam os mandamentos divinos (Êx 20.6; Dt 5.10). Muito cedo na história, o nosso Deus revela que seu amor ultrapassa infinitamente o juízo.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Deus é um Deus zeloso e não divide a sua glória com ninguém.

III. O CULTO VERDADEIRO

1. Adoração. O segundo mandamento proíbe fazer imagem de escultura e também de se prostrar diante dela para adorá-la: “não te encurvarás a elas, nem as servirás” (Êx 20.5; Dt 5.9). Adoração é serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras. É somente a Deus que se deve adorar (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8,9).
2. Deus é espírito. O Catecismo Maior de Westminster (1648) declara que “Deus é Espírito, em si e por si infinito em seu ser” (Jo 4.24; Êx 3.14; Jó 11.7-9). O espírito é substância imaterial e invisível, diferentemente da matéria. É também indestrutível, pois o “espírito não tem carne nem ossos” (Lc 24.39). Além de a Bíblia afirmar que Deus é espírito, declara também de maneira direta que Ele é invisível (Cl 1.15; 1Tm 1.17). Assim, a espiritualidade que tem Deus como alvo é incompatível com as imagens dos ídolos.
3. Deus é imanente e transcendente. A imanência é a forma de relacionamento de Deus com o mundo criado e principalmente com os seres humanos e sua história. O Salmo 139 é um exemplo clássico. A transcendência significa que Deus é um ser que não pertence à criação, não faz parte dela, transcende a toda matéria e a tudo o que foi criado (Jo 17.5,24; Cl 1.17; 1Tm 6.16). O exclusivismo da sua adoração é natural porque Deus é incomparável; ninguém há como Ele no universo (Rm 11.33-36).

IV. AS IMAGENS E O CATOLICISMO ROMANO

1. O que dizem os teólogos católicos romanos? A edição brasileira do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1993, no período do pontificado do papa João Paulo II, afirma que o culto de imagens não contradiz o mandamento que proíbe os ídolos. Os teólogos católicos romanos ensinam que a confecção da arca da aliança com os querubins e a serpente de metal no deserto (Êx 25.10-22; 1Rs 6.23-28; 7.23-26; Nm 21.8) permitem o culto às imagens.

2. Uma interpretação forçada. O argumento da igreja católica é falacioso porque os antigos hebreus não cultuavam os querubins nem a arca, menos ainda a serpente de metal. O povo não dirigia orações a esses objetos. A arca e os querubins do propiciatório sequer eram vistos pelo povo, pois ficavam no lugar santíssimo (Êx 26.33; Lv 16.2; Hb 9.3-5). Quando o povo começou a cultuar a serpente que foi construída no deserto, o rei Ezequias mandou destruí-la (2Rs 18.4). As peças religiosas a que os teólogos católicos romanos se referem serviam como figuras da redenção em Cristo (Hb 9.5-9; Jo 3.14,15).

3. O uso de figuras como símbolo de adoração. A adoração ao Deus verdadeiro por meio de figura, símbolo ou imagem é idolatria. Isso os israelitas fizeram no deserto (Êx 32.4-6). Mica e Jeroboão I, filho de Nebate, procederam da mesma maneira (Jz 17.2-5; 18.31; 1Rs 12.28-33). Os ídolos que a Bíblia condena não se restringem a animais, corpos celestes ou forças da natureza, pois inclui também figuras humanas (Sl 115.4-8).

4. Mariolatria. É o culto de Maria, mãe de Jesus. Seus adeptos dirigem oração a ela, prostram-se diante de sua imagem e acreditam que sua escultura é milagrosa. Isso é idolatria! Os devotos, propagandeados pela mídia, atribuem a Maria uma posição que a Bíblia não lhe confere. Nós reconhecemos o papel honroso da mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, mas ela mesma jamais aceitaria ser cultuada (Lc 1.46,47; 11.27, 28; 1Tm 2.5).

Não há base bíblica para praticar o que a teologia romana ensina à igreja.

CONCLUSÃO
Devemos ter discernimento para distinguir ídolos de objetos meramente decorativos. Tudo aquilo que a pessoa ama mais do que a Deus torna-se idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5). A Bíblia não proíbe as artes, nem a escultura em si mesma e nem a pintura. Deus mesmo inspirou artistas entre os israelitas no deserto (Êx 35.30-35). O rei Salomão mandou esculpir querubins na parede e touros e leões para decorar o templo (1Rs 6.29; 7.29) e o palácio real (1Rs 10.19,20), mas nunca com objetivo de que tais objetos fossem adorados.

VOCABULÁRIO
Imagética: Que revela imaginação. Ocultismo: Crença na ação ou influência dos poderes sobrenaturais ou supranormais.

PARA REFLETIR

A respeito da Idolatria:
É correto afirmar que a idolatria se caracteriza apenas por imagens de esculturas?
Não. A idolatria se caracteriza por tudo aquilo que toma o lugar de Deus no coração da pessoa.

Com a máxima semítica “terceira e quarta geração”, o autor bíblico quer se referir ao número exato de vezes que Deus castigará a geração?
Não. O objetivo é contrastar o castigo para “terceira e quarta geração” com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações.

Por que não podemos ter uma atitude de adoração ou devoção a Maria?
Em primeiro lugar, Maria, apesar de ser a mãe de Jesus, era uma mulher igual às outras, mas achada graciosa pelo Senhor. E ela jamais aceitaria ser cultuada, pois a glória deve ser dada somente a Deus.

Ter objetos decorativos em casa é idolatria?
Não. Não há nada na Bíblia que condene ter objetos decorativos em casa.

A Bíblia proíbe as artes?
Não. Temos de ter discernimento para não proibirmos o que a Bíblia não proíbe. Temos de distinguir os ídolos dos objetos meramente decorativos e das artes e esculturas artísticas. Deus mesmo inspirou artistas entre os israelitas no deserto (Êx 35.30-35).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Não farás imagens de esculturas
Hoje, no Brasil, talvez fosse preciso um novo “Lutero” denunciar as indulgências nos diversos púlpitos. Ainda não chegaram a prometer a salvação, mas prometem “carro”, “casa”, “emprego”, “saúde”, “dinheiro” e tantas outras falsas promessas em troca de dinheiro. É como se Deus fosse um Papai Noel do século 21. Na ânsia de “tomar posse da bênção”, as pessoas passam a cultuar uma série de objetos que nada têm haver com o Evangelho. É o “galho de arruda”, o “sal grosso”, a “rosa ungida”, as “sementes”, o “carnê”, enfim, a razão da fé deixa de ser Jesus para ser as tais imagens.
Quando Deus mandou a nação israelita não reproduzir nenhuma imagem de culto em escultura, o Libertador de Israel não queria que o povo atribui-se às falsas divindades a sua poderosa ação. Num mundo amplamente politeísta, inclinar-se de novo para outra divindade era um risco, pois o Deus de Moisés não se apresentou ao legislador através de uma imagem concreta.
O Deus de Israel não se deixa reproduzir em meras elaborações humanas: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.24,25). Foi como Jesus respondeu para a mulher samaritana quando da pergunta sobre a região geográfica de onde se devia prestar culto a Deus: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4.22-24).

O Evangelho abriu as portas do Céu. Estas estavam fechadas por causa do pecado da humanidade e da sua desobediência à vontade de Deus. Mas Este estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo. O Calvário aponta para o livre acesso a fim de chegarmos ao Trono da Graça de Deus. Em Jesus não há crendice, mas presença real de Deus que opera em nós através do Espírito Santo Criador. Portanto, somos convidados a não reproduzirmos falsas imagens que ousam representar Deus. Não há mente humana que possa reproduzi-lo. Que o nosso cuidado não seja apenas com os ídolos de escultura, mas igualmente em relação aqueles vivos, que cantam, pregam e formam público em nome de Deus. Vigiai!

Matéria completa, ver site http://www.estudantesdabiblia.com.br/