quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO

INTRODUÇÃO: 
      Neste estudo, vamos rever alguns pontos que já estivemos comentando em estudos anteriores, pois o mesmo é quase que um resumo dos temas anteriores.
      No livro de Daniel temos 4 esboços proféticos Daniel capitulo 2, capitulo 7 capitulo 8 e capitulo 11. Estão cobrindo praticamente os mesmos períodos, a diferença que cada capitulo avança no tempo progressivamente, e com maior riqueza de detalhes.

    O capitulo 2 serve de base para as revelações do capitulo 7, quem Daniel repete para poder progredir no tempo. Repetição serve para comprar o que já se tinha revelado antes, e preparar nossa mente para novas mais detalhadas e abrangentes revelações.

       O capitulo 2 começa com o Babilônia, e vai ate o ano 476, quando se acaba o império romano do ocidente, e então aparece a pedra, que representa a volta de Jesus.

       O capitulo 7 não para no ano de 476, ele avança até o ano de 1798.

       O capitulo 8 não para no ano de 1798, ele avança até o ano de 1844.

       O capitulo 11 não para em 1844, vai até a volta de Jesus.

       Portanto as profecias de Daniel vão avançando no tempo progressivamente.

Daniel 7:1.
     No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.

    Esta foi a primeira visão de Daniel, considerando que a visão do capitulo 2, Deus deu a Nabucodonozor, a do capitulo 4 também foi uma visão dada a Nabucodonozor, mas a do capitulo 7 Deus deu a Daniel, esta foi a primeira visão do profeta Daniel.

      A visão de Daniel 11 se assemelha a Daniel 8 no que diz respeito à cobertura profética; ou seja, só apresenta os impérios (e poder) mundiais a se erguerem na história durante o respectivo período de contagem das 70 semanas (determinadas sobre Jerusalém) desde quando começaram a vigora.

      Por isso, aborda unicamente os impérios de Medos-Persas e depois Grécia - impérios levantados durante o período das primeiras 7 semanas e 62 semanas, até o Messias - a partir da ordem da edificação de Jerusalém na época de Ciro (no primeiro ano do império Medo-Persa). E a visão (semelhante a Daniel 8), depois de detalhar o Império Grego e sua divisão em 4 partes; realiza um verdadeiro salto no tempo e na história passando a descrever (não o período posterior grego) mas um poder mundial a levantar-se estritamente durante os 7 anos (da 70ª semana da profecia a qual ainda está por vir).

     Na verdade, a profecia (tanto de Daniel 8 quanto Daniel 11) visualiza apenas os impérios (e poder) mundiais durante as 7 semanas + 62 semanas + 1 semana; ou seja, durante o período integral das 70 semanas de anos determinadas sobre Jerusalém e os judeus

A VISÃO SOBRE O FIM DO IMPÉRIO MEDO-PERSA

Carneiro = Medo-Pérsia
      Como já aprendemos antes, bestas representam reinos. Aqui temos o “carneiro que... tinha dois chifres” com um chifre maior do que o outro. Dan. 8:20 nos diz que esses chifres representam“os reis da Média e da Pérsia”. Portanto, o carneiro representa o Império Medo-Persa. O carneiro neste capítulo representa o urso do capítulo 7 com um chifre mais alto que o outro. Um chifre é maior porque os persas se tornaram mais fortes do que os Medas e, a seu tempo, assumiram todo o reino.

1. Tinha dois chifres – v. 3,20 
       Esta é uma descrição do Império Medo-Persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa, onde zombava dos vasos do templo, caía a poderosa Babilônia nas mãos dos medo-persas.

      O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Ciro, o grande tomou o lugar de Dario. Em 550 a.C., Ciro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.
     O carneiro persa derrotou a Babilônia e por algum tempo, tornou-se senhor do mundo. Mas Daniel viu sua ascensão e queda 210 anos antes do fato acontecer.

2. Era irresistível – v. 3,4 
• A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).

3. Engrandeceu-se – v. 4 
• Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa. Isso levou esse reino tornar-se opulento, poderoso, cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se e aí estava a gênese da sua queda.

      A visão de Daniel 11, da mesma forma que Daniel 8 (após apresentar vários detalhes dos impérios Medo-Persa e Grécia) se detém na divisão do império Grego (não indo mais além) e não menciona sequer o Império Romano; mas realizando um salto no tempo e na história passa a descrever um futuro império (representado na visão pelo rei do sul e o rei do norte que formam um império dividido); e também fala sobre o poder que se há de levantar exatamente nos últimos dias, quando entrar em vigor a 70ª semana profética (Daniel 9) com seus respectivos 7 anos.

     A visão de Daniel 11, da mesma forma que Daniel 8 (após apresentar vários detalhes dos impérios Medo-Persa e Grécia) se detém na divisão do império Grego (não indo mais além) e não menciona sequer o Império Romano; mas realizando um salto no tempo e na história passa a descrever um futuro império (representado na visão pelo rei do sul e o rei do norte que formam um império dividido); e também fala sobre o poder que se há de levantar exatamente nos últimos dias, quando entrar em vigor a 70ª semana profética (Daniel 9) com seus respectivos 7 anos

O DECLÍNIO DOS MEDO-PERSAS E O SURGIMENTO DO IMPÉRIO GREGO
      Daniel 11.3 - Os Persas havia humilhado Felipe e Alexandre construiu um grande exército para executar a vingança. Para unir as facções rivais da Europa Oriental contra os Persas, Alexandre inventou uma nova língua, o Grego Comum, para que pudessem todos conversar juntos e resolver suas diferenças reais e imaginárias. Não mostrando misericórdia pelos Persas, e derrotou totalmente o exército de 200.000 homens de Dario III na Batalha de Guagamela, em 331 A, com somente 35.000 homens do seu lado.

ALEXANDRE MAGNO, O GRANDE CONQUISTADOR. 
     Alexandre Magno, também conhecido como Alexandre o Grande, era filho de Felipe da Macedônia, o qual fora educado aos pés do sábio Aristóteles. Ele nasceu na Macedônia em 365 a.C., possuía inteligência avançada para o seu tempo, e foi comandante perspicaz das milícias gregas, humilhou o império medo-persa sem compaixão, quebrou os dois chifres do carneiro, por volta de 331 a.C. 

     Dan. 11.4-20. Depois de sua morte, o império GREGO foi dividido entre seus quatro generais, Cassandro (Macedônia e Grécia), Lisímaco (Trácia e Ásia Menor), Ptolomeu (Israel e Egito) e Seleuco (Síria, Líbano e Jordânia).

       Longe de se unirem, os quatro generais começaram a guerrearem entre sí.

O PRECURSOR DO ANTICRISTO

Dan. 8. 9: o protótipo do Anticristo
      O texto nos informa que dos quatro chifres surgiu um chifre menor. Este, refere-se a Antioco Epifanes, o rei da Dinastia Selêucida, que governou a Síria entre 174 e 164 a.C.

       Diz o relato profético que "por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra". Isto é, ele impediu que os judeus realizassem os sacrifícios diários, da manhã e da tarde, conforme perscritos em Êxodo 29,38-42. A palavra "lugar" é reservada para a "habitação de Deus" e o Templo (1 Reis 8,30; 2 Crônicas 6,20). O ataque ao lugar de culto a Deus é um ataque ao próprio Deus.

    Conforme vimos em estudos anteriores, foi durante o domínio grego que houve a grande profanação do Templo. Agora avançamos para 175 AC e para um descendente de Seleuco chamado Antíoco IV, chamado aqui de outro chifre, que deu a si mesmo o nome de Epifânio, ou O Divino. Até então o Império Selêucida crescera substancialmente e incluía Israel (A Terra Formosa) tomada dos descendentes de Ptolomeu. Antíoco Epifânio odiava os Judeus e jurou eliminar sua religião da face da terra. Ele quase conseguiu.

      Fazendo com que o último Sumo Sacerdote legítimo de Israel, Onais III, fosse assassinado, ele começou a vender o cargo para quem pagasse mais, uma fonte de renda que mais tarde também os Romanos adotaram. Ele invadiu Israel e tomou o controle de Jerusalém e do Monte do Templo. Ele converteu o Templo em um centro de adoração pagã, erigindo lá uma estátua de Zeus (Júpiter) com sua própria face sobre ela, exigindo que os Judeus a adorassem sob pena de morte. Ele degolou um porco em um altar sagrado e ordenou que os sacerdotes fizessem o mesmo.

A VISÃO DO PEQUENO CHIFRE

1. Sua procedência – Dan. 8. 8,9,22
• O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o pequeno chifre do capítulo 7:8. A origem do 7:8 é o quarto império (Roma). A origem do 8:9 é o bode, o terceiro reino: O império Grego.

• O pequeno chifre do capítulo 8 é um personagem futuro e profético para Daniel, mas para nós, um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do capítulo 7:8 é um personagem escatológico para Daniel e para nós.

• O pequeno chifre de Daniel 8:9 é o principal precursor do anticristo escatológico. Principal porque muitos anticristos precursores do anticristo escatológico já passaram pelo mundo (1 Jo 2:18), mas nenhum reunia em si tantas características como este de Daniel 8:9.

• Este pequeno chifre do capítulo 8 é o rei selêucida Antíoco IV, chamado de Antíoco Epifânio, que reinou na Síria entre 175 a 163 a.C.

2. Sua megalomania – v. 11,25 
• Ele se engrandeceu. No seu coração ele se engrandeceu. Antíoco declarou ser deus. Mandou cunhar moedas que de um lado tinha a sua efígie e do outro palavras: “Do rei Antíoco, o deus tornado visível que traz a vitória”.

3. Sua truculência – v. 9,10. 
• Alguns imperadores romanos identificaram-se com o anticristo como Nero e Domiciano, por exigirem adoração. Hitler pela sua feroz perseguição aos judeus. Outros governadores antigos e contemporâneos por perseguirem os cristãos como no regime comunista. Mas ninguém se assemelhou tanto como Antíoco Epifânio.

• Antíoco foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8:24). Porque os fiéis judeus não se prostravam aos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que 100.000 judeus foram mortos por ele. 

• O anticristo escatológico também será implacável em sua perseguição aos cristãos (Ap 13:15).

O FUTURO GOVERNANTE MUNDIAL - O ANTICRISTO
       O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João. As passagens são 1 João 2:18 , 2:22 , 4:3 e 2 João 1:7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo.
     O anticristo será um homem personificando o diabo, mas apresentando-se como um deus ( 2 Tessalonicenses 2.3-4). “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus”.

O HOMEM DO ENGANO
       E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.27)
      Aqui está a 70ª semana que falta, mas antes de tentarmos entendê-la vamos relembrar uma regra de gramática que nos ajudará a interpretar corretamente. A regra é esta: Os pronome se referem ao nome anterior mais próximo. "Ele", sendo um pronome pessoal, se refere à pessoa anterior mais próxima, neste caso "o príncipe que há de vir". Então um governante que virá de alguma parte do antigo Império Romano firmará um tratado de 7 anos com Israel que permitirá que eles reconstruam um Templo e restabelecerão seu sistema de adoração do Antigo Concerto. 3 anos e meio depois ele violará esse tratado estabelecendo uma abominação que faz o Templo ficar desolado, pondo um fim à adoração deles. Essa abominação traz a ira de Deus sobre ele e ele será destruído. Este é o Pequeno Chifre de Daniel 7.8 e o cumprimento dos Tempos do Fim daquele chamado de "Outro Chifre" em Daniel 8.9, cumprido inicialmente por Antíoco Epifânio.
     A forma mais óbvia para sabermos que essas coisas ainda não aconteceram é que o sistema de adoração Judaico do Antigo Concerto requer um Templo e não há um desde 70 AD quando os Romanos o destruíram.

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Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th..Th.D.)

        O Prof. Adaylton de Almeida Conceição, é Ministro do Evangelho, tendo exercido seu ministério no Amazonas e por mais de vinte anos trabalhou como Missionário na Argentina e Uruguai. É Escritor, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Pós graduado em Ciências Políticas, Psicanalista e Jornalista Profissional. É o Diretor da Faculdade Teológica Manancial.

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