sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O TEMPO DA PROFECIA DE DANIEL

     Este estudo é baseado em Daniel 12, que nos traça uma linha do tempo profético. O seu objetivo é compreender a redenção de Israel e Jerusalém. De forma adjacente, ele permitirá também mais conhecimento sobre o fim dos tempos e sobre a grande tribulação.
Para não gerar confusão na aplicação das profecias, é preciso distinguir os judeus, as nações e a igreja de Deus. São três povos com identidades bem distintas. Os judeus buscam sinal, os gregos sabedoria, a igreja prega Cristo crucificado, disse o apóstolo Paulo em I Coríntios 1:22, 23. A posição identitária da igreja é oposta tanto a judeus, que vêem escândalo em Cristo, quanto a gregos, que vêem loucura.
Esta distinção em três povos está muito clara em I Coríntios 10:32. “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.” A igreja não é nem gentílica, e nem judaica, é um povo especial, separado, adquirido, comprado”. (I Pedro 2:9,10, Apocalipse 5:9, 14:3) Ora, o que é comprado não pertence mais ao antigo proprietário. Assim, os judeus que vieram para a igreja não pertencem ao judaísmo, mesmo que sejam judeus por natureza, e nem os gentios comprados para a igreja pertencem ao paganismo, mesmo que naturalmente sejam gentios. Esta distinção perdurará até o final do milênio. No fim do milênio, o Messias entregará o reino a Deus, e Deus será tudo em todos. Esta distinção é importante para a aplicabilidade das profecias.

Cada profecia de Daniel, não importa onde comece, acaba com a volta de Cristo, finda com o retorno de nosso Senhor. Assim, o livro de Daniel nos enche de esperança.

Daniel 12:1 – “Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”.

Nesse tempo. Continuação do capítulo 11, aponta de volta para 11.36-45, o tempo da ascendência do anticristo, durante o período final da tribulação. O arcanjo Miguel ministrará com atenção especial em proteger Israel. “Teu povo” significa o povo israelita de Daniel, que pode ter esperança mesmo diante da aflição sem precedentes, a Grande Tribulação.

É importante notar que os capítulos 10, 11 e 12 constituem uma visão, não três. Todas as profecias de Daniel revelam o fato de que o falso sistema religioso romano será o ator principal na cena de encerramento do Conflito dos Séculos.

Em Daniel há um livro fechado, mas em Apocalipse há um livro aberto. “Segurava na mão um pequeno livro aberto. Pôs o pé direito sobre o mar, o esquerdo sobre a terra.” (Apocalipse 10:2) Daniel é o “Apocalipse” do Antigo Testamento e o Apocalipse é o “Daniel” do Novo Testamento.

A GRANDE TRIBULAÇÃO
Quando Miguel Se levantar, haverá um tempo de angústia sem precedentes. Em Mateus 24:1, lemos acerca de uma tribulação sem comparação antes e depois.
Há muitos estudos sobre o tema da Grande Tribulação, e lamentavelmente, muitas vezes, em vez de esclarecer, confunde mais as pessoas. Lendo alguns escritos sobre o tema, vemos que muitos não faz distinção entre “as tribulações e sofrimentos geral do povo de Deus”, e o período específico da Grande Tribulação como está escrito no Antigo e no Novo Testamentos.

O conceito de “tribulação” supõe um tempo de pressões, aflições, angustias de coração e perturbações em geral. Em conseqüência, uma situação de tribulação é uma experiência comum da raça humana que resulta do seu pecado e rebelião contra Deus e do conflito entre Deus e Satanás no mundo.

Durante a Grande Tribulação, veremos que o povo judeu (Israel) terá um papel preponderante. Também veremos que a besta fará um pacto com os judeus, ainda que as Escrituras não especifica muito bem as condições desse pacto, mas nos deixa ver que é algo como “ promessa de proteção”. Esse pacto será interrompido depois de três anos e meio (Daniel 9.27), e ela ( a besta) começará a persegui-los. Tal fato dará inicio a Segunda parte do período dos sete anos da Grande tribulação. A Grande Tribulação tem como principal objetivo o povo judeu, porem o resto do mundo também sofrerá (Jeremias 25.29-32). Deus entrará em juízo com seu antigo povo para prová-lo. Lendo Ezequiel 20.33-38, vemos que Deus diz em duas oportunidades, que entrará em juízo com os judeus.

Em Deuteronômio 4.29,30, Israel é advertida a fim de que se voltasse ao Senhor, quando se encontrasse no período de tribulação dos últimos dias. Este tempo específico é objeto atenção especial pelo profeta Jeremias. Em Jeremias 30.1-10, prediz que o tempo de tribulação será precedido pelo regresso parcial dos filhos de Israel a sua terra: “ Pois eis que vem os dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel e Judá, diz o Senhor. Tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (v. 3).

Logo depois, nos versículos 4 – 7, vemos a descrição do período de tribulação que virá sobre eles depois de regressarem à terra prometida.

É importante ressaltar que em Isaías 10.5. 14.25. 30.31. 31.8. Miquéias 5.5,6 o Anticristo aparece sob o nome de “ O Assírio”, talvez porque na época das profecias mencionadas de Isaías e Miquéias, a cidade de Babilônia ficava no mundo assírio. Na época de Isaías e Miquéias, a Assíria era império mundial.

A Grande tribulação abarca um período de sete anos, dividido em duas fases de três anos e meio. A descrição mais detalhada da Grande Tribulação se encontra em Apocalipses capítulos 6 ao 18.

A Grande Tribulação, também conhecida como “os quarenta e dois meses” ( Apoc. 11.2; 12.6; Dan. 7.25), será o tempo da justiça divina (Apoc. 15.6). As forças da natureza que operam nos céus entrarão em convulsão (Mat. 24.29.Ageu 2.6). Através da Bíblia vemos que muitas vezes os céus são mencionados como palco de tremendos acontecimentos.

AS DUAS TESTEMUNHAS DE APOCALIPSES 11
Durante os tremendos dias da Grande Tribulação, haverá duas testemunhas especiais da verdade divina (Apoc. 11.1-12). Esses dois homens, divinamente protegidos, serão intocáveis até que cumpram sua missão (Apoc. 11.7). Ambos serão mortos pela besta (Apoc. 11.7).

A Bíblia diz que depois de mortos, seus corpos serão expostos como troféus, porem ao terceiro dia e meio, Deus lhes devolve o espírito de vida e com voz audível, lhes convida a subir aos céus (Apoc. 11.11,12).

AS RESSURREIÇÕES
As Escrituras ensinam claramente que todos serão ressuscitados em seu devido tempo e no seu devido lugar, e que a existência humana continua para sempre independente da condição espiritual do ser humano. A única coisa que muda é o destino final, pois existe dois lugares totalmente opostos entre sí.
No Velho Testamento
Um dos ensinamentos mais importantes do Velho Testamento era a ressurreição dos mortos, conforme entendemos por Hebreus 6.2. No Velho Testamento, encontramos a promessa da ressurreição (Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2,3). Há uma promessa de Cristo, o Messias, de que este iria ressuscitar da morte (Sl 16.9-11 cf. At 2.30,31; Sl 118.22-24)

No Velho Testamento encontramos exemplos de ressurreição:

ο Elias ressuscitou a filha da viúva de Sarepta (1Rs 17.17-22); Eliseu ressuscitou o filho da Sunamita (2Rs 4.18-37); Um homem que fora lançado apressadamente no sepulcro de Eliseu ressuscitou (2Rs 13.20,21). A ressurreição também é exemplificada pela descrição do vale dos ossos secos (Ez 37.1-17). Aqui é apenas uma analogia para ressurreição, pois o texto se refere ao ressurgimento da nação de Israel, a sua restauração

Os Patriarcas criam na ressurreição dentre os morto. Jó, que viveu aproximadamente 2000 anos antes de Cristo, já cria na ressurreição. “Eu sei que meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pelo, então fora de minha carne verei a Deus; ve-lo-ei ao meu lado, e os meus olhos o contemplarão, ...” (Jó 19.25-27). Esse fato é confirmado pelos profetas (Isaías 26.19; Oseas 13.14; Ezequiel 37.12-14).
Na ressurreição recebemos um novo corpo, eterno e glorificado (2Co 5.1). Este corpo glorificado” ou ressurrecto somente será dado ao crente quando ocorrer o arrebatamento da Igreja (1Co 15.52; 1Ts 4.16). A universalidade da ressurreição é visto em 1 Coríntios 15.21,22.  O corpo mortal está relacionado com o corpo da ressurreição (1Co 15.37,38); é dito que este corpo será incorruptível, glorioso, poderoso e espiritual (1Co 15.32-33,49). Os corpos dos crentes vivos serão instantaneamente transformados (1Co 15.50-53; Fp 3.20,21). O apóstolo Paulo nos ensina que esta mudança dos vivos e a ressurreição dos mortos em Cristo, chamam-se de “redenção do nosso corpo” (Rm 8.23; Ef 1.13,14).
A Bíblia nos diz que existe duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos, ou seja, a dos santos e a dos ímpios. Havendo um intervalo de mil anos entre elas (Ap. 20.5).
A expressão “ ressurreição dentre os mortos ” que encontramos em Lucas 20.35 e em Filipenses 3.11, implica numa ressurreição em que só os justos participarão.
PRIMEIRA RESSURREIÇÃO.
A Primeira ressurreição é a ressurreição para a vida eterna com Deus, totalmente diferente da Segunda ressurreição que será a ressurreição depois do Milênio reservado para aqueles que sofrerão o Juízo divino e serão condenados à segunda morte ou separação eterna de Deus. " Daniel 12:2: - E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno."
Na primeira ressurreição vamos encontrar três grupos de ressuscitados. Em I Coríntios 15.23 lemos “ cada um porém na sua ordem...” A palavra “ordem”, vem a significar “vez” ou “grupo”. Pois ainda que todos serão ressuscitados, nem todos serão salvos; cada um terá seu respectivo lugar. Por isso é que existem duas ressurreições para destacar a diferença entre ambos.
A seqüência ou ordem, ou vez da primeira ressurreição pode ser dividido da seguinte maneira:
PRIMEIRO GRUPO = Cristo ( as primícias). “ ...Cristo as primícias...” (I cor. 15.23a). “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. É o principio, o primogênito dentro os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Col. 1.18)
SEGUNDO GRUPO = Os fiéis que vão ressuscitar no arrebatamento ou rapto da igreja ( I Tes. 4.16; I Cor. 15.52; I Cor. 15.23).
NOTA MUITO IMPORTANTE: Antes de comentar sobre o terceiro grupo da primeira ressurreição, quero dizer que depois da morte e ressurreição de Cristo, aconteceu uma ressurreição que foi como uma ‘prenda’, segundo lemos em Mateus 27.52,53.
Sobre essa ressurreição, há muitas controvérsias . Cremos que eram santos do Antigo Testamento. Os sepulcros foram abertos no momento que o Redentor expirou na cruz, provavelmente pelo terremoto, no momento da morte de Jesus. Quando Jesus ressuscitou, o Espírito de vida entrou neles, e juntos saíram como troféu de sua vitória sobre a sepultura e “apareceram a muitos”, Isso para que houvesse a evidencia inegável da ressurreição deles, e por meio desta, evidenciar a do Senhor Jesus.
O significado desta ressurreição, pode achar-se no cumprimento do que era tipificado numa oferta levítica. A terceira das festa de Jeová (Lev. 23.9-14) onde os israelitas deviam levar um punhado de grãos para oferecê-los diante de Jeová em sacrifício, em reconhecimento das esperanças na colheita vindoura. Os israelitas deviam levar um punhado de grão não trilhado para apresentá-lo diante do Senhor. Com isso, Cristo demonstrou que em sua ressurreição não estava só, mas que era o precursor da “ grande colheita vindoura”, da qual estes santos era uma pequena amostra.
Muitos teólogos interpretam as referencias do texto mencionado como uma restauração à vida, como ocorreu no caso de Lázaro. Entretanto cremos que o fato de haver ocorrido no mesmo momento da ressurreição de Cristo indicaria que eles foram como Senhor. Não existe nenhuma menção sobre estes ressuscitados depois deste texto. Em qualquer dos casos, é outra ressurreição histórica que confirma o conceito de que todas as ressurreições não podem reunir-se em um único e grande acontecimento futuro.
TERCEIRO GRUPO = Os fiéis martirizados durante a Grande Tribulação. Existe muita polêmica sobre este fato. A discussão gira em volta de que se haverá ou não salvação durante o período da Grande Tribulação. Entretanto em Apocalipses 7.10-14, vemos que há fundamento quando se fala de salvos durante o período da Grande Tribulação.
A Bíblia faz uma menção especial sobre aqueles que morreram como mártires da tribulação, dizendo que serão ressuscitados em conexão com a Segunda vinda de Cristo para estabelecer o seu reino. Em Apocalipses 20.4, João escreve que viu “ as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, os quais não haviam adorado a besta nem a sua imagem, e que não receberam a marca em sua testa nem em suas mãos. E viveram e reinaram com Cristo por mil anos”. Esta afirmação é bem explícita no sentido de que os mártires da tribulação serão ressuscitados quando Cristo venha a estabelecer o seu reino. Apocalipses 20.5 declara: “Mas os outros mortos não reviveram até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição”. Então surge a pergunta: “Como esta é a primeira ressurreição se já houve outras ressurreições antes dela? Não nos esqueçamos que neste período já houve a ressurreição de Cristo, e a da Igreja. Lewis Sperry Chafer, em seu livro Major Bible Themes, diz que a resposta é que, a expressão “primeira ressurreição”, se refere a todas as ressurreições dos justos mesmo quando se encontrem amplamente separadas pelo tempo. Todas elas são primeira, ou seja, precede a ressurreição dos ímpios. Assim que, a expressão ‘ primeira ressurreição ‘ se aplica a todas as ressurreições dos santos, sem consideração de quando ocorra, incluindo a ressurreição de Cristo.
A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
Depois do Milênio ocorrerá a “Segunda ressurreição”, ou seja, a ressurreição de todos os ímpios mortos desde o tempo de Adão até o fim do Milênio ( Apoc. 20.5).

Os mortos de todos os tempos estarão ressuscitados, isso quer dizer , literalmente (Mateus 10.28). aqui não tem grandes nem pequenos. Há imperadores e reis, políticos e poderosos, magnatas das finanças os grandes indústrias, artistas e grandes sábios. Também há homens simples, sem nenhuma posição social ou ambição, pobres, analfabetos, mendigos. Porém, nenhum deles, durante toda sua vida na terra, deu atenção à Palavra de Deus, nunca se importaram com o sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo, e por isso virão a juízo.

CONCLUSÃO. Terminamos aqui o nosso estudo do extraordinário livro do profeta Daniel, um livro essencialmente profético, esperamos termos lançado uma luz de esclarecimento para aqueles, principalmente alunos e irmãos que estão se iniciando no estudo da Bíblia a Palavra do Senhor, durante os estudos procuramos por várias correntes de pensamentos nos comentários, não alterando o sentido original do livro, deixando assim que o leitor cristão tenha sua própria visão desse extraordinário livro, desejamos a todos bons estudos e lembramos que muitas das profecias estão acontecendo ou irão acontecer, e que o Senhor Deus abençoe a todos nós.
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Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th..Th.D.)

= O Prof. Adaylton de Almeida Conceição, é Ministro do Evangelho, tendo exercido seu ministério no Amazonas e por mais de vinte anos trabalhou como Missionário na Argentina e Uruguai. É Escritor, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Pós graduado em Ciências Políticas, Psicanalista e Jornalista Profissional. É o Diretor da Faculdade Teológica Manancial.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A IGREJA NA CONTRA MÃO DO MUNDO

       Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se". "Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Apocalipse 22:11-12

Introdução
    A igreja deve influenciar o mundo e não o contrario. Todos devem perceber no verdadeiro cristão e de forma natural, a obra realizada pelo Espírito Santo e isto pelo frutos que este produz ( Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve Malaquias 3:18). PARA QUE ISTO ACONTEÇA, PRECISAMOS ENSINAR (E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro. Ezequiel 44:23). Tudo na vida do cristão autentico de honrar a Deus ( Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. 1 Coríntios 10:31).

1. PRECISAMOS SABER QUE O DIABO TEM SE ASSENHORADO DOS HABITANTES DESTE MUNDO A FIM DE DESTRUÍ-LOS (O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir . João 10:10 E Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 1 João 5:19). PARA ISTO, ELE ATUA DA SEGUINTE FORMA;

- DESTRUIÇÃO DOS: BONS VALORES, DA FÉ BÍBLICA OU SALVÍFICA, DOS BONS COSTUMES, DA SANTIDADE, DO ENGANO DOS FIEIS, IMPLANTANDO O REINO DAS TREVAS E DA INJUSTIÇA,
DA DESTRUIÇÃO DOS VALORES ÉTICOS E CRISTÃOS DA FAMÍLIA, INFILTRANDO DOUTRINAS DE DEMÔNIOS NA CULTURA, NA EDUCAÇÃO, NA MODA, SEJA FAVORECENDO A PROSTITUIÇÃO, O EROTISMO, A LASCÍVIA, A FORNICAÇÃO. ATUA AINDA PARA IMPLANTAR RELIGIÕES E MAIS RELIGIÕES ANTIBÍBLICAS QUE APESAR DE EXISTIREM AOS MILHÕES, NEM ASSIM O MUNDO MELHORA E SÓ PIORA. UM DOS ALVOS PREFERIDOS DE SATANÁS SÃO AS CRIANÇAS E OS JOVENS E PARA ISTO, O DIABO OFERECE ENTRETENIMENTO EM DIVERSAS FONTES SEM QUE ALGUÉM OS CONTROLE, É O CASO DO CELULAR E DA INTERNET POR EXEMPLO. O QUE NOSSAS E NOSSOS JOVENS NO CASO OS MAIS NOVOS ESTÃO ACESSANDO NA INTERNET OU NO CELULAR? É INOCÊNCIA DEMAIS PENSAR QUE ELES SÓ ACESSAM COISAS QUE NA IDADE DELES LHES É PERMITIDO.

ATITUDE DOS CRISTÃOS EM RELAÇÃO A ISTO E O QUE FAZER?
     Já que o tema é A Igreja na contra mão do mundo, então deixo aqui alguns textos bíblicos para você que deseja conhecer e praticar a vontade de Deus, leia e reflita, e aplique em sua vida.

a. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23.

b. Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Lucas 13:24

c. Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Colossenses 3:1

d. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Colossenses 3:2

e. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8

f. Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante. Eles acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma torrente de imoralidade, e por isso os insultam. Contudo, eles terão que prestar contas àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos. 1 Pedro 4:1-5


Conclusão
Lembre-se se você se diz cristão, mas está na mesma direção desta sociedade cruel, apostata e inimiga de Deus, eu te convido a se converter verdadeiramente e não fique no engano. Pense nisto e que Deus abra seus olhos.


Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se". "Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Apocalipse 22:11-12. Adalberto Pimentel

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Relembrando a lição 5: A imoralidade em Corinto, ministrada em 03 de Maio de 2009

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 2º Trimestre de 2009

Título: 1 Coríntios - Os problemas da Igreja e suas soluções
Comentarista: Antonio Gilberto

Lição 5: A imoralidade em Corinto - Data: 03 de Maio de 2009

TEXTO ÁUREO
"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6.20).

VERDADE PRÁTICA
O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como Corpo de Cristo, assim como o livrar-se de um vírus o é para o corpo físico.
LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Co 6.18,19
A prostituição profana o "templo do Espírito Santo"

Terça - Mt 5.28; 15.19
O nascedouro do pecado de adultério

Quarta - 1 Co 6.9,10
Os adúlteros não herdarão o Reino de Deus

Quinta - Hb 13.4
A fidelidade conjugal e a pureza sexual no casamento
Sexta - 1 Co 5.1
O pecado desenfreado e insuportável

Sábado - 1 Co 5.9
Não devemos compactuar com aqueles que insistem em pecar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 5.1-6,9-11.
1 - Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.

2 - Estais inchados e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.

3 - Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou,

4 - em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,

5 - seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.

6 - Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

9 - Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem;

10 - isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.

11 - Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.

INTERAÇÃO
Professor, sua missão nesta aula é ajudar seus alunos a compreenderem que, quando a igreja é complacente com o pecado, ela passa a correr sérios riscos. Tomemos como exemplo a igreja de Corinto. Ela deixou o secularismo entrar, e o pecado tornou-se desenfreado. Precisamos estar atentos para que não venhamos cometer os mesmos erros desta igreja. Não podemos nos esquecer que o pecado continua sendo uma afronta contra o Deus santo e verdadeiro.


OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Descrever os problemas morais da igreja de Corinto.
Saber que o pecado de um só contamina toda a congregação.
Compreender que a ação pastoral disciplinar na igreja é bíblica.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, tenha cuidado para não fazer desta aula apenas um amontoado de dados teóricos sobre os pecados existentes na sociedade coríntia. É importante que os alunos sejam estimulados a viverem em santidade. Inicie sua aula fazendo as seguintes perguntas: "O pecado de um único membro pode contaminar toda a congregação?" "A pessoa que cometeu o erro deve ser excluída da comunhão de imediato (1 Co 5.2-13)?" "Como a igreja deve mostrar perdão e conforto para aqueles que se arrependem (2 Co 2.5-8)?" Dê um tempo para que seus alunos respondam. Depois, explique que, como servos de Deus, devemos amar a todos e orar uns pelos outros, todavia devemos ser intolerantes em relação ao pecado, que coloca em risco a saúde espiritual da igreja.

COMENTÁRIO
Introdução

Palavra Chave
Complacência: A igreja de Corinto tornara-se complacente com o pecado.

Como alguém que pertence a uma igreja cristã seria capaz de viver na prática da imoralidade sexual pior do que os ímpios? É algo incrível, mas é o que ocorreu na igreja de Corinto. Quando a pecaminosa conduta social do mundo sem Deus é aceita pela Igreja em lugar da Bíblia, os pecados mais degradantes e abomináveis se aninham sem protesto entre os crentes. Esta lição trata da disciplina bíblica na igreja.

I. ESCÂNDALO NA IGREJA
1. O transgressor precisa ser confrontado (vv.1-5). O pecado era abominável e grosseiro. Um dos crentes de Corinto vivia um relacionamento incestuoso com a mulher do pai. A igreja era cúmplice do pecado, porquanto o tolerava. "Um pouco de fermento faz levedar toda a massa" (v.6). Até que Jesus volte, a igreja local é composta de salvos que ainda pecam (1 Jo 1.6-10). Quando Jesus voltar não haverá mais mancha, nem ruga (Ef 5.27).
A igreja de Corinto, bem como toda igreja da atualidade deve, pelo Espírito Santo, ter consciência de que Deus é santíssimo ("Santo, Santo, Santo é o Senhor", Is 6.3), e quem vive na prática do pecado, não pode ter comunhão com Ele.
Paulo não estava fisicamente em Corinto (v.3), mas em pensamento e em palavra. Na autoridade do Senhor Jesus e no poder do Espírito Santo, ele juntamente com a igreja determinou a disciplina do transgressor: aquele homem deveria ser entregue a Satanás (vv.3-5; ver Hebreus 12.5-8). No caso de Jó (1.12; 2.6), sua vida foi por Deus requerida, mas no caso em apreço, não (v.5). Ver 1 Co 11.30; 1 Tm 1.19,20; 1 Jo 5.16,17.

Nos vv.5,13, a mulher pecadora não aparece na disciplina corretiva; certamente ela não era crente.

A espiritualidade do crente não está no fato de possuir um elevado conhecimento doutrinário, ou ser portador de dons espirituais, mas na resolução permanente de evitar o erro, o mal, o pecado. Isto é, primar pela santidade. O caso desse cristão de Corinto mostra-nos que um crente de consciência cauterizada procede pior quanto ao pecado do que o incrédulo (1 Tm 4.2; Ef 4.19). Ler também Rm 1.28; Lc 11.26; 2 Pe 2.22.

2. Lançar fora o fermento velho (vv.6-8). O pecado de um, infectara toda a congregação. Certa vez em Israel, apenas um homem pecou (Acã), e todo o povo sofreu (Js 7.1,11). O fermento na Bíblia, isto é, sua fermentação, representa o pecado como corrupção moral e espiritual agindo, a princípio, secretamente, como faz a fermentação, na massa (v.6; Mc 8.15). "Um pouco de fermento faz levedar toda a massa" (v.6). Assim age o pecado inicialmente, se ele não for evitado. O Espírito Santo que habita no crente a partir da conversão, regendo soberanamente a nossa vida, livra-nos do poder e domínio do pecado (Rm 6.14,17).

3. A aplicação da disciplina pela igreja (vv.9-11). O apóstolo conhecia Corinto e sabia quão decaída moralmente era a sua população (v.10; 6.10,11). Já numa epístola anterior, não inclusa no cânon do Novo Testamento, ele os ensinara sobre a não identificação e comunhão da luz com as trevas (v.9; Sl 1.1). Isso não significava que eles teriam de sair deste mundo (v.10; Jo 17.15,16). O apóstolo instruiu os crentes para que nem comessem com os incrédulos de Corinto. Isso pode parecer exagero e radicalismo para nós do Ocidente, mas naquele mundo de paganismo as refeições em grupo, quase sempre, incluíam atos idolátricos e demoníacos (cap. 10). A pureza da Igreja não pode ser comprometida (2 Co 11.2). Tendo em vista essas práticas, comer com eles significava aprovar a idolatria e o demonismo. O crente, com o auxílio do Espírito Santo, precisa ver o pecado como Deus o vê (Tg 1.14,15; 1 Jo 3.4-9). Hebreus 12.5-11 nos fala da disciplina habitual, comum e necessária. Ler Mateus 18.15-17; 2 Ts 3.6-15; Tt 3.10.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A espiritualidade do crente não está no fato dele ser portador de dons espirituais, mas na resolução permanente de evitar o erro, o mal, o pecado.

II. A AÇÃO PASTORAL DISCIPLINAR NA IGREJA (vv.9-11)
1. A ação pastoral e eclesiástica sobre o pecado. O caso disciplinar de Corinto era estarrecedor, de modo que mesmo à distância, Paulo delibera e aplica a disciplina juntamente com a igreja para por fim ao escândalo (vv.4,13). A igreja local, tendo à frente seu líder tem o dever de preservar a disciplina preventiva e a corretiva entre os seus membros.

2. O fermento do erro (v.6). O silêncio da igreja nesses casos, deixa claro a sua omissão, além de abrir o caminho para que o pecado se alastre. Atualmente é grande o número de igrejas que se gabam de serem "abertas" e "livres". Por isso lhes é fácil reunir muita gente. Seus dirigentes não observam que não é somente a porta de entrada da salvação que é "estreita"; o caminho a ser percorrido, após a porta, é "apertado" (Mt 7.14). Isso tem a ver com renúncia em nosso seguir a Cristo (Lc 14.33).

3. A motivação para uma vida santa (v.8). "Pelo que façamos festa...". Nos tempos da Lei, Deus estabeleceu festas sagradas, cívico-religiosas, para o seu povo observar anualmente. Elas prefiguravam a Cristo e sua obra redentora (Cl 2.16,17). Hoje a festa é espiritual; é o banquete da salvação a partir do momento em que Cristo entra em nossa vida como Salvador e Rei.

SINOPSE DO TÓPICO (II)
A igreja local, na pessoa do seu líder, tem o dever de preservar a disciplina preventiva e corretiva entre seus membros.

III. RELACIONAMENTOS DO CRENTE
1. O relacionamento com os descrentes (v.10). O crente pertence a Cristo; ele é um santo de Deus que não precisa viver isolado, evitando o contato com os não-crentes, senão teria de "sair do mundo", ou seja, morrer. O verdadeiro cristão, mediante a sabedoria e o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas, por seu modo de viver, sua filosofia de vida, sua religião, seus pecados, etc.

2. O relacionamento com o crente vivendo em pecado. Como já explanado, um caso como o da igreja de Corinto, isto é, o crente que se tornou escravizado pelo pecado, o transgressor contumaz, o rebelde por opção, deve ser isolado e evitado. A privação da comunhão amorosa dos santos pode despertar o transgressor a valorizá-la.

3. A disciplina sofrida pelo infrator. Mesmo num caso extremo de disciplina cristã como o dos versículos 1-11, não se trata de punição, vingança, nem destruição do transgressor reincidente, mas obstinado. "Para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus" (v.5).

SINOPSE DO TÓPICO (III)
O verdadeiro cristão, mediante o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas.

CONCLUSÃO
A nossa sociedade não é melhor do que àquela em meio a qual a igreja de Corinto vivia. Vigiemos para não nos acostumarmos aos baixos padrões de corrupção moral prevalecentes hoje no mundo: no campo, na cidade, nas diversões, nas viagens, na escola, etc. Que o Senhor guarde o seu povo "em Cristo".

VOCABULÁRIO
Incesto: Relação sexual ilícita entre parentes consanguíneos, afins ou adotivos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, S. M. I e II Coríntios: os problemas da igreja e suas soluções.RJ: CPAD, 2003.

HENRY, M. Comentário Bíblico: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2008.

EXERCÍCIOS

1. Faça uma síntese do grave pecado em Corinto.

R. Um dos crentes de Corinto vivia um relacionamento incestuoso com a mulher do pai. A igreja era cúmplice do pecado, porquanto o tolerava.

2. Qual a relação entre o fermento e o pecado em Corinto?

R. O fermento na Bíblia, isto é, sua fermentação, representa o pecado como corrupção moral e espiritual agindo, a princípio, secretamente, como faz a fermentação, na massa (v.6; Mc 8.15). O pecado de um membro da igreja de Corinto infectara toda a congregação.

3. Descreva o dever da igreja local.

R. A igreja local, tendo à frente seu líder, tem o dever de preservar a disciplina preventiva e a corretiva entre os seus membros.

4. Faça uma descrição do relacionamento do crente com os descrentes.

R. O verdadeiro cristão, mediante a sabedoria e o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas, por seu modo de viver, sua filosofia de vida, sua religião, seus pecados, etc.

5. Como você trata o irmão que peca obstinadamente contra o Senhor e a igreja?

R. Resposta pessoal.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Doutrinário

"Cristo, nossa páscoa

[...] "Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (v.7). Esta é a grande doutrina do evangelho. Os judeus, após matarem o cordeiro pascal, passavam a festa com pão sem fermento. Assim devemos nós, não somente durante sete dias, mas durante todos os nossos dias, morrer com o nosso Salvador para o pecado, ser plantados na semelhança de sua morte ao mortificarmos o pecado, e na semelhança de sua ressurreição, devemos levantar novamente para a novidade de vida, e isso tanto a interior quanto a exterior. Devemos ter novos corações e novas vidas. Note que a vida de um cristão deve ser uma festa de pães sem fermento. Sua conversa comum e sua atuação religiosa devem ser santas. Ele deve lançar fora o velho fermento e guardar a festa do pão sem fermento da sinceridade e da verdade. Ele deve ser sem culpa em sua conduta em relação a Deus e ao homem. E quanto mais houver de sinceridade em nossa fé, menos censuraremos a dos outros. Note que no total, o sacrifício de nosso Redentor é o mais forte argumento com um coração gracioso pela pureza e pela sinceridade. Quão sincera atenção Ele mostrou por nosso bem-estar, morrendo por nós! E quão terrível foi a sua morte da natureza detestável do pecado, e do desagrado de Deus contra ela! Abominável mal, que não podia ser expiado a não ser pelo sangue do Filho de Deus!

(HENRY, M. Comentário Bíblico: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2005, p.448.)

APLICAÇÃO PESSOAL
O caminho que conduz ao céu e a Deus é estreito, e poucos se dispõem a trilhá-lo. Vivemos em uma sociedade em que os meios de comunicação incentivam e exaltam o erotismo, a pornografia, o sexo fora do casamento e toda a sorte de perversão. É preciso ser firme e consciente de que Deus reprova tais atitudes e que vai julgar toda a iniquidade: "Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com a sua verdade" (Sl 96.13). Não podemos nos tornar complacentes com o pecado. Deus estabeleceu padrões para que tenhamos uma vida santa. Estejamos conscientes de que violar estes padrões é perigoso, pois a consequência é sempre a morte (Rm 8.13).

Deus quer usar a sua vida santa para proclamar sua Palavra (1 Pe 2.9-11). Mas, para que você seja usado pelo Senhor, precisa lutar diariamente para manter-se puro, resistindo aos impulsos diabólicos que diariamente tentando destruí-lo. "... Toda pessoa que diz que pertence ao Senhor precisa abandonar o pecado" (2 Tm 2.19 NTLH). A falta de santidade conduz à inutilidade. Jesus nos advertiu: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para ser lançado fora..." (Mt 5.13).
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO

INTRODUÇÃO: 
      Neste estudo, vamos rever alguns pontos que já estivemos comentando em estudos anteriores, pois o mesmo é quase que um resumo dos temas anteriores.
      No livro de Daniel temos 4 esboços proféticos Daniel capitulo 2, capitulo 7 capitulo 8 e capitulo 11. Estão cobrindo praticamente os mesmos períodos, a diferença que cada capitulo avança no tempo progressivamente, e com maior riqueza de detalhes.

    O capitulo 2 serve de base para as revelações do capitulo 7, quem Daniel repete para poder progredir no tempo. Repetição serve para comprar o que já se tinha revelado antes, e preparar nossa mente para novas mais detalhadas e abrangentes revelações.

       O capitulo 2 começa com o Babilônia, e vai ate o ano 476, quando se acaba o império romano do ocidente, e então aparece a pedra, que representa a volta de Jesus.

       O capitulo 7 não para no ano de 476, ele avança até o ano de 1798.

       O capitulo 8 não para no ano de 1798, ele avança até o ano de 1844.

       O capitulo 11 não para em 1844, vai até a volta de Jesus.

       Portanto as profecias de Daniel vão avançando no tempo progressivamente.

Daniel 7:1.
     No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.

    Esta foi a primeira visão de Daniel, considerando que a visão do capitulo 2, Deus deu a Nabucodonozor, a do capitulo 4 também foi uma visão dada a Nabucodonozor, mas a do capitulo 7 Deus deu a Daniel, esta foi a primeira visão do profeta Daniel.

      A visão de Daniel 11 se assemelha a Daniel 8 no que diz respeito à cobertura profética; ou seja, só apresenta os impérios (e poder) mundiais a se erguerem na história durante o respectivo período de contagem das 70 semanas (determinadas sobre Jerusalém) desde quando começaram a vigora.

      Por isso, aborda unicamente os impérios de Medos-Persas e depois Grécia - impérios levantados durante o período das primeiras 7 semanas e 62 semanas, até o Messias - a partir da ordem da edificação de Jerusalém na época de Ciro (no primeiro ano do império Medo-Persa). E a visão (semelhante a Daniel 8), depois de detalhar o Império Grego e sua divisão em 4 partes; realiza um verdadeiro salto no tempo e na história passando a descrever (não o período posterior grego) mas um poder mundial a levantar-se estritamente durante os 7 anos (da 70ª semana da profecia a qual ainda está por vir).

     Na verdade, a profecia (tanto de Daniel 8 quanto Daniel 11) visualiza apenas os impérios (e poder) mundiais durante as 7 semanas + 62 semanas + 1 semana; ou seja, durante o período integral das 70 semanas de anos determinadas sobre Jerusalém e os judeus

A VISÃO SOBRE O FIM DO IMPÉRIO MEDO-PERSA

Carneiro = Medo-Pérsia
      Como já aprendemos antes, bestas representam reinos. Aqui temos o “carneiro que... tinha dois chifres” com um chifre maior do que o outro. Dan. 8:20 nos diz que esses chifres representam“os reis da Média e da Pérsia”. Portanto, o carneiro representa o Império Medo-Persa. O carneiro neste capítulo representa o urso do capítulo 7 com um chifre mais alto que o outro. Um chifre é maior porque os persas se tornaram mais fortes do que os Medas e, a seu tempo, assumiram todo o reino.

1. Tinha dois chifres – v. 3,20 
       Esta é uma descrição do Império Medo-Persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa, onde zombava dos vasos do templo, caía a poderosa Babilônia nas mãos dos medo-persas.

      O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Ciro, o grande tomou o lugar de Dario. Em 550 a.C., Ciro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.
     O carneiro persa derrotou a Babilônia e por algum tempo, tornou-se senhor do mundo. Mas Daniel viu sua ascensão e queda 210 anos antes do fato acontecer.

2. Era irresistível – v. 3,4 
• A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).

3. Engrandeceu-se – v. 4 
• Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa. Isso levou esse reino tornar-se opulento, poderoso, cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se e aí estava a gênese da sua queda.

      A visão de Daniel 11, da mesma forma que Daniel 8 (após apresentar vários detalhes dos impérios Medo-Persa e Grécia) se detém na divisão do império Grego (não indo mais além) e não menciona sequer o Império Romano; mas realizando um salto no tempo e na história passa a descrever um futuro império (representado na visão pelo rei do sul e o rei do norte que formam um império dividido); e também fala sobre o poder que se há de levantar exatamente nos últimos dias, quando entrar em vigor a 70ª semana profética (Daniel 9) com seus respectivos 7 anos.

     A visão de Daniel 11, da mesma forma que Daniel 8 (após apresentar vários detalhes dos impérios Medo-Persa e Grécia) se detém na divisão do império Grego (não indo mais além) e não menciona sequer o Império Romano; mas realizando um salto no tempo e na história passa a descrever um futuro império (representado na visão pelo rei do sul e o rei do norte que formam um império dividido); e também fala sobre o poder que se há de levantar exatamente nos últimos dias, quando entrar em vigor a 70ª semana profética (Daniel 9) com seus respectivos 7 anos

O DECLÍNIO DOS MEDO-PERSAS E O SURGIMENTO DO IMPÉRIO GREGO
      Daniel 11.3 - Os Persas havia humilhado Felipe e Alexandre construiu um grande exército para executar a vingança. Para unir as facções rivais da Europa Oriental contra os Persas, Alexandre inventou uma nova língua, o Grego Comum, para que pudessem todos conversar juntos e resolver suas diferenças reais e imaginárias. Não mostrando misericórdia pelos Persas, e derrotou totalmente o exército de 200.000 homens de Dario III na Batalha de Guagamela, em 331 A, com somente 35.000 homens do seu lado.

ALEXANDRE MAGNO, O GRANDE CONQUISTADOR. 
     Alexandre Magno, também conhecido como Alexandre o Grande, era filho de Felipe da Macedônia, o qual fora educado aos pés do sábio Aristóteles. Ele nasceu na Macedônia em 365 a.C., possuía inteligência avançada para o seu tempo, e foi comandante perspicaz das milícias gregas, humilhou o império medo-persa sem compaixão, quebrou os dois chifres do carneiro, por volta de 331 a.C. 

     Dan. 11.4-20. Depois de sua morte, o império GREGO foi dividido entre seus quatro generais, Cassandro (Macedônia e Grécia), Lisímaco (Trácia e Ásia Menor), Ptolomeu (Israel e Egito) e Seleuco (Síria, Líbano e Jordânia).

       Longe de se unirem, os quatro generais começaram a guerrearem entre sí.

O PRECURSOR DO ANTICRISTO

Dan. 8. 9: o protótipo do Anticristo
      O texto nos informa que dos quatro chifres surgiu um chifre menor. Este, refere-se a Antioco Epifanes, o rei da Dinastia Selêucida, que governou a Síria entre 174 e 164 a.C.

       Diz o relato profético que "por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra". Isto é, ele impediu que os judeus realizassem os sacrifícios diários, da manhã e da tarde, conforme perscritos em Êxodo 29,38-42. A palavra "lugar" é reservada para a "habitação de Deus" e o Templo (1 Reis 8,30; 2 Crônicas 6,20). O ataque ao lugar de culto a Deus é um ataque ao próprio Deus.

    Conforme vimos em estudos anteriores, foi durante o domínio grego que houve a grande profanação do Templo. Agora avançamos para 175 AC e para um descendente de Seleuco chamado Antíoco IV, chamado aqui de outro chifre, que deu a si mesmo o nome de Epifânio, ou O Divino. Até então o Império Selêucida crescera substancialmente e incluía Israel (A Terra Formosa) tomada dos descendentes de Ptolomeu. Antíoco Epifânio odiava os Judeus e jurou eliminar sua religião da face da terra. Ele quase conseguiu.

      Fazendo com que o último Sumo Sacerdote legítimo de Israel, Onais III, fosse assassinado, ele começou a vender o cargo para quem pagasse mais, uma fonte de renda que mais tarde também os Romanos adotaram. Ele invadiu Israel e tomou o controle de Jerusalém e do Monte do Templo. Ele converteu o Templo em um centro de adoração pagã, erigindo lá uma estátua de Zeus (Júpiter) com sua própria face sobre ela, exigindo que os Judeus a adorassem sob pena de morte. Ele degolou um porco em um altar sagrado e ordenou que os sacerdotes fizessem o mesmo.

A VISÃO DO PEQUENO CHIFRE

1. Sua procedência – Dan. 8. 8,9,22
• O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o pequeno chifre do capítulo 7:8. A origem do 7:8 é o quarto império (Roma). A origem do 8:9 é o bode, o terceiro reino: O império Grego.

• O pequeno chifre do capítulo 8 é um personagem futuro e profético para Daniel, mas para nós, um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do capítulo 7:8 é um personagem escatológico para Daniel e para nós.

• O pequeno chifre de Daniel 8:9 é o principal precursor do anticristo escatológico. Principal porque muitos anticristos precursores do anticristo escatológico já passaram pelo mundo (1 Jo 2:18), mas nenhum reunia em si tantas características como este de Daniel 8:9.

• Este pequeno chifre do capítulo 8 é o rei selêucida Antíoco IV, chamado de Antíoco Epifânio, que reinou na Síria entre 175 a 163 a.C.

2. Sua megalomania – v. 11,25 
• Ele se engrandeceu. No seu coração ele se engrandeceu. Antíoco declarou ser deus. Mandou cunhar moedas que de um lado tinha a sua efígie e do outro palavras: “Do rei Antíoco, o deus tornado visível que traz a vitória”.

3. Sua truculência – v. 9,10. 
• Alguns imperadores romanos identificaram-se com o anticristo como Nero e Domiciano, por exigirem adoração. Hitler pela sua feroz perseguição aos judeus. Outros governadores antigos e contemporâneos por perseguirem os cristãos como no regime comunista. Mas ninguém se assemelhou tanto como Antíoco Epifânio.

• Antíoco foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8:24). Porque os fiéis judeus não se prostravam aos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que 100.000 judeus foram mortos por ele. 

• O anticristo escatológico também será implacável em sua perseguição aos cristãos (Ap 13:15).

O FUTURO GOVERNANTE MUNDIAL - O ANTICRISTO
       O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João. As passagens são 1 João 2:18 , 2:22 , 4:3 e 2 João 1:7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo.
     O anticristo será um homem personificando o diabo, mas apresentando-se como um deus ( 2 Tessalonicenses 2.3-4). “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus”.

O HOMEM DO ENGANO
       E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.27)
      Aqui está a 70ª semana que falta, mas antes de tentarmos entendê-la vamos relembrar uma regra de gramática que nos ajudará a interpretar corretamente. A regra é esta: Os pronome se referem ao nome anterior mais próximo. "Ele", sendo um pronome pessoal, se refere à pessoa anterior mais próxima, neste caso "o príncipe que há de vir". Então um governante que virá de alguma parte do antigo Império Romano firmará um tratado de 7 anos com Israel que permitirá que eles reconstruam um Templo e restabelecerão seu sistema de adoração do Antigo Concerto. 3 anos e meio depois ele violará esse tratado estabelecendo uma abominação que faz o Templo ficar desolado, pondo um fim à adoração deles. Essa abominação traz a ira de Deus sobre ele e ele será destruído. Este é o Pequeno Chifre de Daniel 7.8 e o cumprimento dos Tempos do Fim daquele chamado de "Outro Chifre" em Daniel 8.9, cumprido inicialmente por Antíoco Epifânio.
     A forma mais óbvia para sabermos que essas coisas ainda não aconteceram é que o sistema de adoração Judaico do Antigo Concerto requer um Templo e não há um desde 70 AD quando os Romanos o destruíram.

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Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th..Th.D.)

        O Prof. Adaylton de Almeida Conceição, é Ministro do Evangelho, tendo exercido seu ministério no Amazonas e por mais de vinte anos trabalhou como Missionário na Argentina e Uruguai. É Escritor, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Pós graduado em Ciências Políticas, Psicanalista e Jornalista Profissional. É o Diretor da Faculdade Teológica Manancial.

domingo, 14 de dezembro de 2014

VENCENDO EM TUDO PELA FORÇA DO SENHOR

I. Introdução 
        Todos nós queremos vitoria, paz, alegria, proteção, poder de Deus para vencer nas horas boas e difíceis também. Queremos  proteção para nós e para nossos entes queridos e das forças das  tresvas. Queremos vencer a nós mesmos ou seja a nossa carne ainda não transformada.

II.O QUE FAZER?

  A. SEGUIR A ORIENTAÇÃO BÍBLICA (para isto precisamos do conhecimento)

b. 1º Orientação – Aprender com os que tiveram vitoria no Velho testamento como Moises com os braços levantados intercedendo - Josué – Eliseu -  Davi – Paulo – JESUS
    
C.  2º Orientação – Ter comunhão com Cristo  
      Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. João 15:5 

d.    3º Orientação – Ser cheio do Esp Santo - 
       - E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do  Espírito; Efésios 5:18  -  ( o vinho representa os embaraços da carne e deste mundo, as ofertas que tiram o seu tempo para Deus)

e. Fortalecei-vos no senhor  pela prática do seu EVANGELHO  
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.Efésios 6:10

Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor. Salmos 31:24

E eu os fortalecerei no Senhor, e andarão no seu nome, diz o Senhor. Zacarias 10:12

Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima. Tiago 5:8
Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor. Salmos 27:14 

4. Orientação Sua alegria precisa vir primeiramente de Deus  
    Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai -vos. Filipenses 4:4 

5 Orientação – VIGILÂNCIA E ARMADURA ESPIRITUAL CONTRA REINO DAS TREVAS
  Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Efésios 6:16 

6 Orientação – Orar e cantar bastante para gloria do Senhor e p/ nossa alegria 
Louvai ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR. Salmos 113:1

¶ Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor. Salmos 146:1

Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra; vós os que navegais 
pelo mar, e tudo quanto há nele; vós, ilhas, e seus habitantes. Isaías 42:10

¶ Louvai ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos. Salmos 149:1

Nos átrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém. Louvai ao Senhor.Salmos 116:19

¶ Regozijai-vos no SENHOR, vós justos, pois aos retos convém o louvor.Salmos 33:1

Louvarei grandemente ao Senhor com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão. Salmos 109:30

sábado, 13 de dezembro de 2014

O HOMEM VESTIDO DE LINHO

    "As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei." (Deuteronômio 29:29) Entre as coisas reveladas", as profecias cumpridas têm um lugar da mais alta importância. Na presença de eventos em que elas foram cumpridas, o significado delas está na superfície.
      Os escritos de Daniel têm sido o objeto de mais crítica hostil do que qualquer outra porção das Escrituras e os versos de encerramento do capítulo 9 sempre foram um ponto principal de ataque. E isto é necessariamente assim, por que se essa única passagem puder ser provada como sendo uma profecia, ela estabelece o caráter do livro como uma revelação divina.
      As histórias e as profecias relatadas no livro de Daniel servem de inspiração para nos mantermos vitoriosos face à tentação. O cumprimento dos muitos acontecimentos profetizados em seus últimos capítulos dá-nos a certeza da contínua presença de Deus. Através as profecias cheias de sabedoria e precisão é que a humanidade está sendo desafiada a crer no infinito poder do nosso Deus Criador. O cenário do capítulo 10 de Daniel transcorreu por volta do ano 535 a.C., no terceiro ano do reinado de Ciro. Os setenta anos já haviam decorrido desde que Daniel fora compelido a acompanhar os exércitos de Nabucodonosor, em sua marcha de Jerusalém para Babilônia. Deus cuidara de Daniel em todas as crises enfrentadas pelo profeta. Havia respondido às suas orações e mantivera-o em boas condições físicas, apesar de seus 88 anos de idade. A primeira ordem do rei Ciro para reconstrução de Jerusalém, havia sofrido uma renhida oposição por parte dos hostis samaritanos (Esdras 4). Ao invés de queixar-se, Daniel orou e jejuou por três semanas (Daniel 10:2). As suas orações novamente foram atendidas, da mesma forma como foram respondidas as suas petições em Daniel 2 (revelação do sonho ao rei Nabucodonosor); Daniel 6 (o livramento da cova dos leões); Daniel 9 (entendimento sobre a visão das 70 semanas). Daniel é informado pelo anjo que, Miguel, que veio para ajudar na libertação do povo de Deus. 

ENTENDENDO A PROFECIA. 
      O capítulo 10, 11 e 12 na verdade estão juntos. O capítulo 10 é apenas um prelúdio para o capítulo 11 e 12. Ele recebe a visão neste capítulo e recebe a interpretação no capítulo 11 e 12. o rápido esboço da parte profética do livro de Daniel será: capítulo 2, capítulo 7, capítulo 8 e 9, capítulo 10, 11, e 12. através destes segmentos você verá o princípio profético da Bíblia “repetição e ampliação.” O Capítulo 2 é o padrão, a trena. Tudo que se segue é basicamente baseado no capítulo 2. tudo que se segue é uma repetição do capítulo 2. O capítulo 7 é uma repetição e ampliação do capítulo 2. Uma repetição se segue na horizontal. Mas a ampliação se segue verticalmente para a linha de tempo dos últimos dias.
      Por exemplo no capítulo 7, sua ampliação é sobre o chifre pequeno. No capítulo 8 & 9, sua ampliação vai além e vai até os 2300 dias. No capítulo 10, 11 e 12, há uma enorme ampliação para os eventos dos últimos dias. Estes três capítulos são uma ampliação do capítulo 8 e 9. Deus está tentando iluminar os eventos que acontecerão nos últimos dias. E é por isso que quando chegamos no capítulo 10-12, é tão detalhado.
      Poderíamos dizer que o capítulo 10 é a introdução da visão, o capitulo 11 o desenvolvimento da visão e o capítulo 12 o “fecho” da visão.

O TEMPO, O LUGAR E A PREPARAÇÃO DE DANIEL PARA A VISÃO.
      Daniel 10:1-6: “No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar; e a palavra é verdadeira e trata de uma guerra prolongada; e ele entendeu essa palavra e teve entendimento da visão. 2 Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas. 3 Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. 4 E, no dia vinte e quatro do primeiro mês, eu estava à borda do grande rio Hidéquel; 5 e levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz. 6 E o seu corpo era como turquesa, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos, como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés, como cor de bronze açacalado; e a voz das suas palavras, como a voz de uma multidão”.
      A época era a do terceiro ano do rei Ciro; isto significa que o cativeiro já havia acabado (a autorização para o retorno ocorreu no 1º ano de Ciro). Sabemos pela Bíblia que o povo estava meio apático e nem todos retornaram. A ordem para a reconstrução de Jerusalém somente ocorreria em 445 ac.
    De forma resumida é relatado que Daniel recebeu a interpretação de uma visão que teve, a qual falava de um conflito extenso. Não se refere à intensidade, mas sim a duração. Israel estaria em constante conflito até o fim! 2,3- Daniel já havia tido a visão (ver 10.14; 11.2), entretanto, não a compreendeu totalmente. O motivo da sua tristeza, oração e jejum, eram as coisas terríveis que aconteceriam com o seu povo.
      Alguns expositores bíblicos consideram esta última visão como a mais importante de todas as visões de Daniel. Mesmo que não chegue a tanto, esta é uma seção única. Aqui há características que são diferentes de todos os outros capítulos de Daniel. Nesta ultima visão, inclusive o método de revelação foi mudado.
      Outra característica que se destaca é que se acrescenta muito detalhe das visões anteriores.
    A chave da compreensão destes três últimos capítulos se encontra na explicação do anjo a Daniel, que lemos no versículo 14.

A VISÃO DE DANIEL E SUA BUSCA POR COMPREENSÃO.
      Daniel recebe a palavra do Senhor no versículo 1a. A visão do conflito que o surpreendeu com sua grandeza. O Versículo 1b diz que ele entendeu. Mas o versículo 12 diz que quando recebeu a visão, ele se pôs a busca entendê-la. Eu creio que isso quer dizer que a estrutura geral da visão estava clara para ele, mas o significado de suas partes não estava claro.
      Então, Daniel pôs-se em lágrimas, jejum e oração para buscar o significado da visão, e durante três semanas, ele lutou em oração sobre essa visão e procurou conhecer a vontade de Deus.
      Versículo 2-3: "Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando.Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma fragrância perfumada, até se passarem as três semanas."

OUTRA VISÃO NAS MARGENS DO RIO TIGRE
      Depois de três semanas, ele saiu às margens do rio Tigre (v. 4). Lá, ele teve uma visão que era tão incrível que mal podia suportar. Versículo 5-6: “Olhei para cima, e diante de mim estava um homem vestido de linho, com um cinto de ouro puríssimo na cintura. Seu corpo era como o berilo, o rosto como o relâmpago, os olhos como tochas acesas, os braços e pernas como o reflexo do bronze polido, e a sua voz era como o som de uma multidão.”

A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO
A revelação acontece após o seu período de jejum.
5-9- Existe uma grande controvérsia em torno da questão de quem seja a pessoa que se apresenta a Daniel; por exemplo:
      Davidson, F (O Novo comentário da Bíblia- ed. Vida Nova); Henry, M. (Comentário Bíblico de Matthew Henry- ed. CPAD) e Nigh, K (Manual de Estudos Proféticos- ed. Vida), concor-dam que há um caso de teofania (manifestação do Senhor Jesus) neste capítulo.
Champlin, R. N. (O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo- vol 5- Antigo Testamento- ed. Hagnos) e o comentarista da Bíblia de Estudos Pentecostal, afirmam tratar-se de Gabriel.
      Na verdade, existem dois personagens que se apresentam para Daniel; o Senhor Jesus (v. 5-9) e o anjo Gabriel (nos versículos que se seguirão).
      No versículo 9 podemos observar claramente que Daniel perdeu os sentidos (desmaiou); o que dá um espaço entre este versículo e o seguinte. Este detalhe faz uma grande diferença, pois a partir daí é que entrará em cena o segundo personagem.
A questão a respeito de quem aparece no capítulo não deve ofuscar o que o Senhor deseja mostrar nestes três últimos capítulos do livro.
    Devemos ter em mente que o capítulo em pauta está introduzindo as revelações que seguirão.

“... e eis um homem vestido de linho...”
      Os que afirmam que Daniel teve uma visão de Jesus, compara essa descrição com a de João o Revelador em Apocalipse 1:12-18. Jesus estava vivo e ativo em relação às atividades do Seu povo até mesmo durante o período do Antigo Testamento. O mesmo Jesus é descrito em linguagem mais simples ao aparecer para Pedro, Tiago, e João no Monte da Transfiguração. (Veja Mat. 17:2 e Marcos 9:3.)

Mateus 17:1 - 3 
      “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, e os conduziu à parte a um alto monte; e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele”.

“... só eu, Daniel, vi aquela visão....”
      Quando Saulo viu Jesus na estrada de Damasco (Atos 9:4-7), os homens que acompanhavam Saulo não viram a visão esplendorosa que ele viu. O mesmo aconteceu no caso de Daniel.

“... não retive força alguma... eu caí num profundo sono...”
     Em Apocalipse, João (Apoc. 1:17) caiu “a Seus pés como morto”. No relato do Monte da Transfiguração, “Os discípulos, ouvindo isso, caíram com o rosto em terra, e ficaram grandemente atemorizados” (Mat. 17:6). Da mesma forma, aconteceu com Daniel: “... não retive força alguma...” e “... eu caí num profundo.

DANIEL É DESPERTADO PARA CONTINUAR A RECEBER A MENSAGEM DE DEUS.
      Daniel em seguida foi acordado e levantado pela mão por alguém, provavelmente o anjo Gabriel ("Força de Deus") que novamente o chamou de "homem muito amado", e o informou que devia pôr-se de pé e prestar atenção ao que ele tinha a dizer, porque ele lhe fora enviado.
      O anjo tranquilizou Daniel, dizendo-lhe que desde o primeiro dia em que Daniel se dedicou a compreender e humilhar-se diante de Deus, suas palavras foram ouvidas, e por isso ele veio. Sua missão era de fazer Daniel entender o que haveria de suceder ao seu povo nos últimos dias - tempos ainda bem distantes de Daniel.
     A demora de três semanas em chegar até Daniel foi devido à resistência do "príncipe do reino da Pérsia" (não homem, mas um espírito que se opõe aos mensageiros e ao povo de Deus - veja Efésios 6:12); essa resistência fora quebrada com o auxilio do arcanjo Miguel ("Quem é Como Deus"), príncipe do povo de Israel.
     A luta entre as forças espirituais, de um lado as que desenvolvem os desígnios de Deus, e de outro as forças satânicas da oposição, é uma luta contínua. Dela nós também participamos, e para isso Deus nos dá a armadura e a força de Seu poder para conseguirmos a vitória (Efésios 6:10,13-18). O arcanjo Miguel é mencionado em Judas ver. 9, quando ele contendia com o diabo, disputando sobre o corpo de Moisés, e em Apocalipse 12:1-9 onde lemos que Miguel com seu anjos pelejará no céu contra o dragão e seus anjos, expulsando-os de lá e lançando-os para a terra.
      Satanás tem o seu reino (Mateus 12:26), e ele é o "príncipe da potestade do ar", atuando sobre os que são desobedientes a Deus (Efésios 2:2), através dos seus agentes, os principais dos quais (ou "príncipes"), têm influência sobre os líderes da nações. Decerto o "príncipe do reino da Pérsia" se opôs ao mensageiro Gabriel porque seu comandante (o diabo) é inimigo de Israel e não queria que seu futuro fosse revelado a Daniel (e a todos nós através dele).

A ORAÇÃO MOVE O CORAÇÃO E A MÃO DE DEUS
      Daniel esteve orando por três semanas, E aparentemente não recebeu resposta. Quando vamos ser libertos deste cativeiro? Daniel capítulo 10, versículo 12:
      "Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim."
      Quando é que foi atendida a oração de Daniel? Sabemos que esteve orando durante três semanas. Isto quer dizer que sua oração não foi respondida quando ele começou a orar. As vezes oramos e oramos e tudo parece que nossa oração não passa do teto da casa. Quantas vezes oramos e dizemos: Deus eu oro, porém, tu não me responde?

Deus respondeu a oração de Daniel
     Para piorar a situação (v. 10) uma mão se estendeu e tocou-o de modo que ele tremeu

terrivelmente nas mãos e nos joelhos. Então a voz disse (v. 11) : "Daniel, você é muito amado.

Preste bem atenção ao que vou lhe falar; levante-se, pois eu fui enviado a você.". Então, ele disse

(v. 12) : "Não tenha medo, Daniel. Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar

entendimento e humilhar-se diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas".

      Agora isso é extremamente importante para a compreensão da oração. Observe as palavras : "Eu vim por causa das tuas palavras." Coloque isso junto com as palavras do versículo 11: "Eu fui enviado a você." Isto é, Deus o enviou. Então, o ponto é que Deus respondeu a sua oração assim que você começou a orar, há três semanas. "Desde o primeiro dia que você se humilhou diante de Deus as suas palavras [suas orações!] Foram ouvidas, e eu vim por causa das tuas palavras[sua oração!]."

Portanto, este ser celestial veio porque Daniel orou e se humilhou diante de Deus e jejuou. E

o atraso de três semanas não foi porque Deus levou três semanas para ouvir. Já vimos que foi em virtude da luta contra um demônio chamado "príncipe da Pérsia".

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)


www.adayltonalm.spaceblog.com.br

    O Prof. Adaylton de Almeida Conceição, é Ministro do Evangelho, tendo exercido seu ministério no Amazonas e por mais de vinte anos trabalhou como Missionário na Argentina e Uruguai. É Escritor, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Pós graduado em Ciências