quinta-feira, 20 de novembro de 2014

OS IMPERIOS MUNDIAIS E O REINO DE CRISTO

Prof. Adaylton de Almeida Conceição

INTRODUÇÃO. O sétimo capítulo de Daniel contém uma profecia excitante quanto à geração em que vivemos. As profecias neste capítulo foram se desenrolando diante dos nossos olhos.

Estamos iniciando o exame de um dos mais excitantes e emocionantes capítulos da Bíblia. A mensagem básica de Daniel 7 é que Deus passa a confirmar ao profeta Daniel tudo o que havia mostrado a Nabucodonosor (capítulo 2), ou seja, os acontecimentos vindouros, compreendidos desde o reino babilônico até a segunda vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar Messiânico. No capítulo 7, no entanto, além de dar mais detalhes sobre aqueles impérios mundanos do ponto de vista político e militar que se sucederia, Deus acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder religioso que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. A grande certeza expressa na Palavra de Deus é que em breve este poder, em toda a sua abrangência, perderá o seu domínio e será destruído.

As profecias de Daniel e Apocalipse se aplicam em particular ao final dos tempos. As palavras de despedida de Jesus em Mateus 24:15-16, 20 são uma advertência para que você e eu estudemos o livro de Daniel por nós mesmos. 

Jesus advertiu às pessoas dos Seus dias que a destruição de Jerusalém era eminente. Jesus os advertiu, mostrando-lhes a necessidade de estudar e entender o livro de Daniel. Mas essa advertência de Jesus em Mateus 24 tem aplicação dupla, pois ela também se refere ao final dos tempos. Ela é uma profecia que prediz o final do mundo e a volta de Jesus.

AS 4 BESTAS DE DANIEL CAPITULO 7

Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira confusão religiosa que temos visto em nosso dia-a-dia?

A visão que mencionamos está relatada em Daniel no capítulo 7 (ler o capítulo todo – ler também Daniel 2). Daniel, em sonho, viu que quatro ventos (guerras – Jeremias 51:1-5) agitavam o grande mar (povos) e quatro animais (reinos) diferentes uns dos outros subiram deste mar.

A VISÃO DE DANIEL
O profeta Daniel relata a sua visão: “Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.”Daniel 7:1-7.

1. Leão com duas grandes asas de águia
2. Urso com três costelas em sua boca
3. Leopardo com 4 cabeças e 4 asas
4. Animal terrível, espantoso e muito violento com dentes de ferro e 10 chifres.

As visões relatadas nestes dois capítulos (2 e 7) indicam que quatro impérios haveriam de dominar o mundo. As comprovações históricas destes acontecimentos impressionam pela precisão da veracidade profética, pois tudo aconteceu nos mínimos detalhes, previstos há centenas de anos antes.

A interpretação tradicional dos quatro grandes bestas de Daniel 7 faz paralelo com o sonho de Nabucodonosor em Daniel 2 e a grande imagem de ouro, prata, bronze e ferro misturado com barro, que simbolizam os impérios da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Teólogos escreveram volumes sobre os quatro grandes animais do capítulo 7 em tentativas fúteis para moldar os quatro impérios de Daniel 2 para as profecias do capítulo 7.

É importante notar que Daniel tinha esse sonho e essas visões durante o primeiro ano de Belsazar. Belsazar foi rei da Babilônia que governou 555-539 B. C. , Durante o declínio e queda de Babilônia. Belsazar foi morto na noite em que uma mão apareceu na corte e escreveu uma mensagem na parede. Daniel posteriormente interpretara essa mensagem. Isso foi na mesma noite que a cidade da grande Babilônia caiu aos persas liderados por Ciro. A Daniel foi dado pelo anjo interpretar o seu sonho de que quatro grandes animais que surgiriam no futuro (Daniel 7:17).

De acordo com o relato bíblico, o profeta Daniel viu subindo do Mar Grande, quatro grandes animais. É importante observar que o mar estava sendo agitado pelos quatro ventos do céu quando estes quatro animais apareceram. Os quatro ventos que agitaram o Mar Grande (Daniel 7:2) significam lutas, guerras e comoções (Jeremias 49:36 e 37). Os reinos surgiram e ruíram como resultado das guerras. Mar e águas, nas profecias, representam povos, multidões, nações e línguas (Isaías 17:12 e 13; Jeremias 47:1 e 2; Apocalipse 17:15).

1) LEÃO – O PRIMEIRO IMPÉRIO
O Império Babilônico, representado na grande estátua pela cabeça de ouro (Daniel 2:32), é apropriadamente representado aqui por um leão, o primeiro desses quatro grandes animais (Daniel 7:4). O profeta Jeremias se refere à Babilônia como um leão (Jeremias 4:6 e 7). Os símbolos de Babilônia são todos superlativos: O ouro (uma representação de Babilônia, conforme Daniel 2:38) é o mais precioso dentre todos os metais; o leão é o rei dos animais; a águia é o rei do ar. A Babilônia foi um reino rico e poderoso. Exerceu o seu domínio de 606 a 538 a.C. Quanto às asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilônia estendeu suas conquistas sob o reinado de Nabucodonosor. Ao lhe serem arrancadas as asas, lembre-se do que aconteceu com Nabucodonosor (Daniel 4:33 e 34).

Jeremias 4:6-7 - Jeremias se refere a Babilônia (“do Norte”) como um leão.
Daniel 4:33-34 - Compare com Daniel 7:4, “...foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem...”. (Repare como isso se parece com o que aconteceu com Nabucodonosor no capítulo quatro.)

2) URSO – O SEGUNDO IMPERIO

Representa o segundo império mundial, o Império Medo Persa. O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata (Daniel 2:32 e 39), é aqui representado pelo segundo animal, semelhante a um urso. Dominou de 538 a 331 a.C. Ouve uma união entre a média e a Persa, e assim eles conquistaram o mundo tirando o poder de Babilônia, penetrando em seus muros no espaço aberto por onde entrava um rio que haviam desviado o curso. Representado pelo peito e braços de prata na estátua do capítulo 2, este reino de muita crueldade, com diz o texto“… Levanta-te, devora muita carne.” O animal tinha três costelas na boca, simbolizando a conquista de três reinos: Babilônia, Egito e Lídia, que deram grande poder aos persas. A profecia indica que o urso se “levantou de um lado”. A história confirma que, apesar de os Medos e Persas terem se unido nas batalhas, os Persas eram mais fortes. Outra referência quanto a esta desigualdade de forças, nós encontramos registrado em Daniel 8:3, onde diz que o carneiro tinha dois chifres. Eles eram altos, mas um era mais alto do que o outro. O carneiro representava a Medo-Persa (Daniel 8:20).

3 ) LEOPARDO – O TERCEIRO IMPÉRIO

A Grécia é simbolizada na grande estátua pelo ventre e coxas de bronze Daniel 2:32 e 39). Este poderoso Império é aqui representado pelo terceiro animal, semelhante a um leopardo. A própria Bíblia confirma a seqüência destes reinos. Grécia é também representada pelo bode (Daniel 8:21), o qual derrotou o carneiro, uma representação da Medo-Persa (Daniel 8:20).

Se o leão tinha duas asas representando a rapidez de suas conquistas o que não dizer do terceiro império. A rapidez de conquista do leopardo seria muito maior. As quatro asas a rapidez das conquistas. Foi a rapidez com que o jovem Alexandre (o Grande), o grande estrategista militar que conquistou o mundo com suas armas de bronze representado na estátua pelo ventre e coxas de bronze.

A Grécia governou o mundo de 331 a 168 a.C. O animal tinha nas costas quatro asas de ave. As quatro asas representam a grande velocidade nas conquistas. A Grécia, sob o comando de Alexandre, o Grande, literalmente voou em sua conquista de dominação do mundo.

Muito jovem, porém Alexandre, depois de uma noite de muita orgia e bebedeira morreu, de tuberculose provocada pela embriagues, aos 33 anos de idade, tendo sido substituído por seus quatro generais: Eram eles: Cassandro (Macedônia), Lisímaco (Trácia), Ptolomeu (Egito) e Seleuco (Síria). Por isso as quatro cabeças vistas por Daniel neste animal. Percebemos com isto, a riqueza dos detalhes que a profecia apresenta. Os símbolos descritos há milhares de anos, aconteceu exatamente como o previsto.

Asas: Representam grande velocidade de conquistas:
Habacuque 1:6-8 - “... são mais ligeiros do que os leopardos”; “... voam como a águia que se apressa a devorar...”;
Jeremias 4:13 - “... Seus cavalos (de Babilônia) são mais ligeiros do que as águias”;
Deuteronômio 28:49 - “O Senhor levantará contra ti... uma nação que voa como a águia,...”.

4) ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO – O QUARTO IMPÉRIO
No sonho de Nabucodonosor, as pernas de ferro (Daniel 2:33 e 40) representavam o Império Romano. Agora, o profeta Daniel, ao descrever o quarto animal (Daniel 7:7), nos chamou a atenção que ele era diferente de todos os animais que apareceram antes dele. Era terrível e espantoso, muito forte e violento. Tinha dentes de ferro, representando a dureza de Roma e unhas de bronze (Daniel 7:19), representando a cultura e a língua grega que foram adotadas por Roma. 
Daniel 7:19 - Essa Besta terrível tinha características tão fora do comum, que não pôde ser comparada a nenhum animal, ave ou peixe, para representá-la. Alguns tentam visualiza-la como um dragão, para representar o terrível e cruel poder destruidor de Roma. 

Este animal causou especial espanto em Daniel, por isso o chamou de terrível e espantoso. Muito violento. Com seus dentes de ferro despedaçava e devorava suas vítimas. Este reino teria também muita concentração de poder, por isso os dez chifres. Em Daniel 2 é representado na estátua pelas pernas de ferro. Foi no período do império romano que nasceu Jesus. Somente mencionar seus imperadores: Cesar, Herodes e Nero, vem à mente imagens de muita violência e crueldade. Mais uma vez a história comprova a veracidade da profecia.

Sem nenhuma dúvida, este animal representava perfeitamente o Império Romano, pois, de acordo com a história, dominou o mundo de 168 a.C a 476 d.C., quando as tribos bárbaras invadiram a Europa.

Interessante esclarecer que os dez chifres na cabeça do quarto animal e os dez dedos da estátua (Daniel 2:41-43) representavam o mesmo acontecimento, ou seja, a divisão ou fragmentação do Império Romano. Isto quer dizer que, até a segunda vinda do Messias, nenhum outro império mundial será instalado. É muito importante enfatizar que o próximo império mundial retratado na profecia de Daniel, será o reino milenar messiânico (Daniel 2:44; 7:13, 14 e 27). Ele será estabelecido na Terra quando ocorrer a segunda vinda de Cristo.

O Anticristo é o "chifre pequeno" que havia sido quebrado. Ele é o único com "olhos como os olhos do homem, e uma boca que falava grandes coisas. "Assim, o Anticristo será um líder poderoso, mas seu poder será quebrado. Esta profecia se cumpre com a cabeça ferida de morte do Anticristo. O mundo inteiro assistirá a "morte" do Anticristo.

Os pontos seguintes vão nos ajudar a identificar o poder do chifre pequeno:

1. Ele surgiu entre os 10 chifres (reinos) que se levantaram com a queda de Roma (vs. 8, 20, 24). Ele surgiria à partir da cabeça da 4ª Besta que é, sem dúvida, o Império Romano;

2. Surgiria cronologicamente após o nascimento dos 10 chifres (v. 24) e após a queda do Império Romano em 476 d.C.;

3. “... O qual será diferente dos primeiros” [os dez primeiros reis] (v. 24). “Diferente” quer dizer ser diferente em sua natureza. Os 10 reinos imediatamente anteriores tinham caráter apenas político. Esse chifre pequeno manteria seu poder a partir de uma fonte diferente da dos seus predecessores. Por meio da religião ele alegaria possuir autoridade igual à de Deus. 

4. Teria olhos “como de homem” (vs. 8, 20). Ao longo da Bíblia, olhos são símbolo de inteligência divina. Esse chifre tem “olhos”, mas não os de Deus, mas de homem. É dirigida pela inteligência humana, liderança humana, e autoridade humana. Com um homem na liderança, ele tira de Deus a liderança que Lhe pertence.

7. Haveria de durar “por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (v. 25).
Apoc. 12:14 - Usa uma terminologia semelhante para definir um período de perseguição da igreja de Deus, simbolizada pela mulher pura. “tempo, tempos, e metade de um tempo”;
Apoc. 12:6 - Descreve esse período de perseguição como 1.260 dias;
Apoc. 13:5 - Descreve esse mesmo período como 42 meses;

O ANTICRISTO

A Bíblia diz em 1 João 2:18 “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.”

Anticristo (do grego αντιχριστός i.e. "opositor a Cristo") é uma denominação comum no Novo Testamento para designar aqueles que se oponham a Jesus Cristo.

O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João. As passagens são: 1 João 2:18, 2:22, 4:3 e 2 João 1:7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo.
A palavra original em grego para “anticristo” pode ter dois significados. Pode significar “contra Cristo”, no sentido de uma pessoa ou um certo poder que estar em oposição ao trabalho de Cristo. Ou a palavra pode significar “em vez de Cristo”, no sentido de uma pessoa ou determinado poder ‘tomar o lugar de Cristo’, ou é uma ‘imitação de Cristo’. Deus diz que além da vinda de um Anticristo especial, havia muitos outros anticristos em existência durante a era da Igreja primitiva. A Bíblia diz em 1 João 2:19, 26 “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco... Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar.”

De acordo com a Palavra de Deus, anticristos eram falsos Cristãos que se haviam separado do grupo dos verdadeiros crentes. Eram mentirosos que afirmavam que Jesus não era o Messias. A Bíblia diz em 1 João 2:22 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho.” 2 João 1:7 “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais nã

A GRANDE TRIBULAÇÃO

Há muitos estudos sobre o tema da Grande Tribulação, e lamentavelmente, muitas vezes, em vez de esclarecer, confunde mais as pessoas. Lendo alguns escritos sobre o tema, vemos que muitos não faz distinção entre “as tribulações e sofrimentos geral do povo de Deus”, e o período específico da Grande Tribulação como está escrito no Antigo e no Novo Testamentos.

O conceito de “tribulação” supõe um tempo de pressões, aflições, angustias de coração e perturbações em geral. Em conseqüência, uma situação de tribulação é uma experiência comum da raça humana que resulta do seu pecado e rebelião contra Deus e do conflito entre Deus e Satanás no mundo.

Durante a Grande Tribulação, veremos que o povo judeu (Israel) terá um papel preponderante. Também veremos que a besta fará um pacto com os judeus, ainda que as Escrituras não especifica muito bem as condições desse pacto, mas nos deixa ver que é algo como “ promessa de proteção”. Esse pacto será interrompido depois de três anos e meio (Daniel 9.27), e ela ( a besta) começará a persegui-los. Tal fato dará inicio a Segunda parte do período dos sete anos da Grande tribulação. A Grande Tribulação tem como principal objetivo o povo judeu, porem o resto do mundo também sofrerá (Jeremias 25.29-32). Deus entrará em juízo com seu antigo povo para prová-lo. Lendo Ezequiel 20.33-38, vemos que Deus diz em duas oportunidades, que entrará em juízo com os judeus.

Em Deuteronômio 4.29,30, Israel é advertida a fim de que se voltasse ao Senhor, quando se encontrasse no período de tribulação dos últimos dias. Este tempo específico é objeto atenção especial pelo profeta Jeremias. Em Jeremias 30.1-10, prediz que o tempo de tribulação será precedido pelo regresso parcial dos filhos de Israel a sua terra: “ Pois eis que vem os dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel e Judá, diz o Senhor. Tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (v. 3).

Logo depois, nos versículos 4 – 7, vemos a descrição do período de tribulação que virá sobre eles depois de regressarem à terra prometida.

É importante ressaltar que em Isaías 10.5. 14.25. 30.31. 31.8. Miquéias 5.5,6 o Anticristo aparece sob o nome de “ O Assírio”, talvez porque na época das profecias mencionadas de Isaías e Miquéias, a cidade de Babilônia ficava no mundo assírio. Na época de Isaías e Miquéias, a Assíria era império mundial.

A Grande tribulação abarca um período de sete anos, dividido em duas fases de três anos e meio. A descrição mais detalhada da Grande Tribulação se encontra em Apocalipses capítulos 6 ao 18.

A Grande Tribulação, também conhecida como “ os quarenta e dois meses” ( Apoc. 11.2; 12.6; Dan. 7.25), será o tempo da justiça divina (Apoc. 15.6). As forças da natureza que operam nos céus entrarão em convulsão (Mat. 24.29.Ageu 2.6). Através da Bíblia vemos que muitas vezes os céus são mencionados como palco de tremendos acontecimentos.

A VOLTA DE JESUS

A volta de Jesus é certa, não depende das pessoas acreditarem ou não. Ele disse que iria voltar, Jesus voltará.

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Enquanto que o arrebatamento é uma doutrina do Novo Testamento, que não vemos mencionada no Antigo Testamento (pois a Igreja como tal era um mistério sem revelar-se no Antigo Testamento), a Segunda vinda está firmemente assentada nas páginas do Antigo Testamento.

Provavelmente a primeira das profecias sobre a Segunda de Cristo está em Deuteronômio 30.1-3. Nesta profecia sobre a reunião de Israel novamente na sua terra, se prega que Israel se converterá espiritualmente ao Senhor e que então o Senhor “O Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 30.3). A expressão” fará voltar” indica um ato de intervenção de Deus na situação, e à luz das Escrituras posteriores, se relaciona claramente com a vinda do próprio Senhor Jesus.

Os profetas com freqüência falam da vinda de Cristo. Na declaração profética de Isaías 9.6,7 se descreve a Cristo como uma criança que nasceu e ao mesmo tempo é Deus o Todo-Poderoso. Descreve seu reinado sobre o trono de Davi como um reinado que não terá fim. Em Isaías 11 e 12 é feita uma ampla descrição dos resultados da Segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do seu reino.

O profeta Daniel no capítulo 7.13,14, nos apresenta uma descrição clara da segunda vinda : “eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem. e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele”.

O profeta Zacarias no capitulo 14 descreve de forma dramática a Segunda vinda de Cristo, “Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. Naquele dia então os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente. E o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente, e haverá um vale muito grande. E metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul” (vv. 3,4).

DISTINÇÕES DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A SEGUNDA VINDA DE Cristo é pós-tribulacional e pré-milenial. A interpretação literal das profecias sobre a Segunda vinda de Cristo , aclara não apenas que sua vinda é o prelúdio do estabelecimento do reino de Cristo sobre a terra por mil anos, mas também serve para diferenciar do arrebatamento da Igreja, ou seja, da vinda de Cristo para seus santos.

As descrições da Segunda vinda de Cristo em todas as passagens relacionadas com ela ensinam que sua vinda é PESSOAL. Isso é apoiado pela revelação dos anjos em Atos 1.11, que informaram aos discípulos que estavam olhando para o céu. Assim como Ele havia ido PESSOALMENTE ao céu, voltaria PESSOALMENTE. (Mateus 24.27-31; Apocalipse 19.11-16)

As mesmas passagens que indicam que sua vinda será pessoal ensinam que será uma vinda CORPORAL. Mesmo que a deidade de Cristo é onipresente e pode estar no céu e na terra ao mesmo tempo, o corpo de Cristo sempre é LOCAL e agora está à destra de Deus Pai. Em sua Segunda vinda, Cristo voltará CORPORALMENTE, tal como subiu ao céu. Veja Zacarias 14.4.

Em contraste como arrebatamento, onde não existe evidência de que o mundo verá a glória de Cristo, a Segunda vinda de Cristo será visível e gloriosa. Cristo mesmo descreveu sua vinda como um relâmpago que resplandece desde o oriente até o ocidente (Mateus 24.27). Assim como a ascensão em Atos 1.11 é visível, sua Segunda vinda será visível, e Cristo “ virá como haveis visto ir ao céu” (Atos 1.11).

CRISTO VIRÁ PARA REINAR COM OS SEUS.
  
  Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.D.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço e será um prazer receber seu comentário que depois de aprovado será publicado.