sábado, 29 de novembro de 2014

O PRENÚNCIO DO TEMPO DO FIM

Por prof Adaylton de Almeida Conceição

INTRODUÇÃO: O livro de Daniel relata algumas das mais inspiradoras histórias da Bíblia. Daniel e seus amigos preferindo legumes às finas iguarias do rei Nabucodonozor. Sadraque, Mesaque e Abednego que, optando pela fidelidade a Deus, foram jogados na fornalha ardente, mas nem sequer um fio de cabelo deles foi chamuscado pelo fogo. Daniel sendo liberto da boca dos leões. 
      Mas, além das narrativas, os relatos da sucessão dos impérios desempenham um papel fundamental no livro, nos capítulos 2, 7 e 8. A questão principal é a identificação dos reinos nos capítulos 2 e 7, conforme nosso comentário anterior sobre o tema: 
"OS IMPERIOS DO MUNDO E O REINO DE CRISTO", e qual a relação deles com o capítulo 8. 

      Vimos em Daniel 7 que Deus repetiu o apocalipse histórico que Ele havia apresentado a Nabucodonosor em Daniel 2 por meio de uma estátua metálica no formato humano. Nesse capítulo, Deus expandiu as informações que já haviam sido apresentadas sobre a fase dos pés focalizando principalmente a natureza do quarto reino. 

     Em Daniel capítulo 8, veremos esse mesmo princípio de repetição e expansão com ainda mais detalhes em torno do poder do chifre pequeno que foi introduzido em Daniel 7. 

Dan. 8:1, 2 - “No ano terceiro... do rei Belsazar” – A visão de Daniel 7 teve lugar no primeiro ano do reinado de Belsazar. Esta visão ocorre no 3º ano (551 a.C.) – não muito tempo antes dos eventos de Daniel 5 em cronologia.
- “... Depois daquela [visão] que me apareceu no princípio”. – Esta visão aconteceu após a visão do capítulo 7. 
- “... Eu estava na cidadela de Susã...” Daniel, em visão, se vê em Susã, a principal cidade persa e a capital de inverno do Império Medo-Persa. A visão de Daniel 8 começa com o Império Medo-Persa, ao invés de ser em torno de Babilônia.

      Susã ficava a 370 quilômetros a leste de Babilônia, no Irã moderno, e se tornaria a capital do Império Persa. Tanto Daniel quanto Neemias viveram lá, bem como a Rainha Ester. Hoje é conhecida como Shush. Lá uma incomum pedra branca na forma de um cone marca o tradicional lugar de descanso de Daniel. Em adição aos Judeus Persas, muitos Muçulmanos Shiitas, que também reverenciam o profeta, visitam seu túmulo até hoje.

      O Rei da Pérsia usava uma coroa de cabeça de carneiro em batalha, então o carneiro com dois chifres representa a Medo-Pérsia. A Media era o lar dos Kurdos de hoje, enquanto a Pérsia se tornou o Irã. Juntos esses dois conquistaram uma área que se estendia do Paquistão até o leste da Grécia para Oeste e até às praias dos mares Negro e Cáspio para o norte e a governaram por 200 anos, até cerca de 330 AC. Uma Estrada Real corria de Susã até Sardes na Turquia Ocidental, trazendo bens do Mediterrâne para a cidade capital.

A VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE (8.3,4,20)
      No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio. E vi na visão; e sucedeu que, quando vi, eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai. E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia. (Daniel 8.1-4)

1. A natureza da visão – v. 1,2
• Essa visão não é um sonho como a do capítulo 7. Daniel foi transportado em espírito até Susã e foi transportado através do tempo.

2. O local da visão – v. 2
• Deus transportou Daniel a Susã não fisicamente, mas em espírito. Susã era o local onde havia o templo de Dagon. Era cidade importante mesmo depois da queda da Babilônia, onde os reis medo-persas residiam por três meses ao ano.

3. A abrangência da visão – v. 17,19,26
• A visão se refere ao tempo do fim (v. 17), ao tempo determinado do fim (v. 19), e a dias ainda muito distantes (v. 26).
• A visão é profética. É recebida no período da grande Babilônia e aponta para o surgimento e queda de dois grandes impérios: Medo-Persa e Grego.
• A visão fala do surgimento de um rei que é protótipo do anticristo escatológico (o pequeno chifre). Esse pequeno chifre do capítulo 8 é diferente do pequeno chifre do capítulo 7. O capítulo 7 fala do anticristo escatológico que emerge do quarto reino (Romano). O pequeno chifre do capítulo 8 emerge dos quatro reis oriundos da queda do grande rei grego, Alexandre Magno. Esse pequeno chifre é o maior protótipo do anticristo escatológico.

4. A reação ante a visão – v. 17,18,27
• Daniel ficou amedrontado e prostrado diante da visão de Gabriel, o agente de Deus que lhe revelou a interpretação da visão (v. 17).
• Daniel caiu sem sentidos, rosto em terra, quando Gabriel fala com ele. Aqui não é tanto o esplendor do anjo, mas o conteúdo da revelação: A queda da Babilônia.
• Daniel ficou fraco e enfermo diante dos fatos futuros que haveriam de vir. 
• Essa visão prova que Deus é quem dirige a história. Ele está no comando.

As visões dadas ao profeta apontam para o tempo do fim (Dn. 8.17), ao tempo que fora determinado por Deus para o desfecho de todas as coisas (Dn. 8.19), em dias distantes daqueles vivenciados por Daniel (Dn. 8.26).

Carneiro = Medo-Pérsia

Como já aprendemos antes, bestas representam reinos. Aqui temos o “carneiro que... tinha dois chifres” com um chifre maior do que o outro. Dan. 8:20 nos diz que esses chifres representam“os reis da Média e da Pérsia”. Portanto, o carneiro representa o Império Medo-Persa. O carneiro neste capítulo representa o urso do capítulo 7 com um chifre mais alto que o outro. Um chifre é maior porque os persas se tornaram mais fortes do que os Medas e, a seu tempo, assumiram todo o reino.

1. Tinha dois chifres – v. 3,20
Esta é uma descrição do Império Medo-Persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa, onde zombava dos vasos do templo, caía a poderosa Babilônia nas mãos dos medo-persas.

      O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Ciro, o grande tomou o lugar de Dario. Em 550 a.C., Ciro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.
      O carneiro persa derrotou a Babilônia e por algum tempo, tornou-se senhor do mundo. Mas Daniel viu sua ascensão e queda 210 anos antes do fato acontecer.

2. Era irresistível – v. 3,4
• A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).

3. Engrandeceu-se – v. 4
• Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa. Isso levou esse reino tornar-se opulento, poderoso, cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se e aí estava a gênese da sua queda.

A VISÃO DO BODE
      E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos. E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no ímpeto da sua força.E vi-o chegar perto do carneiro, enfurecido contra ele, e ferindo-o quebrou-lhe os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão. E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu. E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa. (Daniel 8.5-9).

A VISÃO DO BODE – V. 5-8,21

1. A rapidez de suas conquistas – v. 5, 21
• Esse bode representa o império Grego (v. 21).
O bode com um chifre era o símbolo de Felipe da Macedônia, pai de Alexandre o Grande. Os Persas havia humilhado Felipe e Alexandre construiu um grande exército para executar a vingança. Para unir as facções rivais da Europa Oriental contra os Persas, Alexandre inventou uma nova lingua, o Grego Comum, para que pudessem todos conversar juntos e resolver suas diferenças reais e imaginárias. Não mostrando misericórdia pelos Persas, e derrotou totalmente o exércio de 200.000 homens de Dario III na Btalha de Guagamela, em 331 A, com somente 35.000 homens do seu lado. Ele tinha 22 anos de idade. Sete anos depois ele morreu em Babilônia deixando o império para ser dividido entre seus quatro generais, Cassandro (Macedônia e Grécia), Lisímaco (Trácia e Ásia Menor), Ptolomeu (Israel e Egito) e Seleuco (Síria, Líbano e Jordânia).
      As conquistas de Alexandre foram extensas e rápidas. Em apenas 13 anos conquistou todo o mundo conhecido de sua época.

















• O império medo-persa foi desmantelado, dando lugar ao império grego.
• Em 334 Alexandre cruzou o estreito de Dardanelos e derrotou os Sátrapas. Pouco tempo depois venceu Dario III na batalha de Issos (333 a.C.). Em 331 venceu o grosso das forças medo-persas na famosa batalha de Gaugamela.

2. O poder do líder – v. 5
• Alexandre é descrito como O CHIFRE NOTÁVEL. Foi um líder forte, ousado, guerreiro. Era um homem irresistível. Um líder carismático, um homem de punho de aço.

3. O triunfo contra o carneiro – v. 6-7
• O poderio e a força de Alexandre são descritos na maneira em que enfrentou o carneiro: 1) Fere-o; 2) Quebra seus dois chifres; 3) Derruba-o na terra; 4) Pisoteia-o.

4. Engrandecimento e queda – v. 8
• O engrandecimento de um império é ao mesmo tempo prelúdio de sua queda e decadência. Quanto mais se aproxima o clímax do seu poder, tanto mais perto está também de seu fim. A Grécia não foi uma exceção (v. 8).
• O v. 8 profetiza a morte inesperada de Alexandre Magno na Babilônia em 323 a.C., exatamente quando ele queria reconstruir a cidade da Babilônia, contra a palavra profética de que a cidade jamais seria reconstruída.
• Com a sua morte, o Império Grego foi dividido em quatro partes, entre quatro reis: Casandro, Lisímaco, Ptolomeu e Selêuco. A profecia acerca de Alexandre cumpriu-se literalmente 200 anos depois da profecia dada a Daniel

A DECADENCIA DO IMPERIO GREGO. 
" de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa. E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou. E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.
      E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou. Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
      E ele me disse: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado". (Daniel 8.9-14)
      Agora avançamos para 175 AC e para um descendente de Seleuco chamado Antíoco IV, chamado aqui de outro chifre, que deu a si mesmo o nome de Epifânio, ou O Divino. Até então o Império Selêucida crescera substancialmente e incluía Israel tomada dos descendentes de Ptolomeu. Antíoco Epifânio odiava os Judeus e jurou eliminar sua religião da face da terra. 
      Fazendo com que o último Sumo Sacerdote legítimo de Israel, Onais III, fosse assassinado, ele começou a vender o cargo para quem pagasse mais, uma fonte de renda que mais tarde também os Romanos adotaram. Ele invadiu Israel e tomou o controle de Jerusalém e do Monte do Templo. Ele baniu a circuncisão, a escrita ou fala do Hebraico e a posse de escrituras Hebraicas, queimando todas as cópias que pode encontrar. Ele converteu o Templo em um centro de adoração pagã, erigindo lá uma estátua de Zeus (Júpiter) com sua própria face sobre ela, exigindo que os Judeus a adorassem sob pena de morte. Ele degolou um porco em um altar sagrado e ordenou que os sacerdotes fizessem o mesmo.
      Essa profanação do Templo o tornou impróprio para uso pelos Judeus. Ficou conhecida como Abominação da Desolação e detonou a Revolta Macabéia, uma bem sucedida guerrilha de 3 anos e meio liderada por Judas Macabeu (Judá o Martelo) para expulsar as forças de Antíoco de Israel e restaurar o Templo para a adoração. Por causa disso, Antíoco Epifânio se tornou o mais claro tipo do Anticristo, com a Revolta Macabéia sendo um modelo da Grande Tribulação. Por 1550 dias (2300 sacrifícios matinais e vespertinos) o santuário permaneceu desolado até que foi consagrado novamente em uma cerimônia que é celebrada hoje como a festa do Hanukkah.

GABRIEL E A INTERPRETAÇÃO DA VISÃO
Agora o Anjo Gabriel vem para explicar para Daniel que irá expandir a visão para mostrar que haverá uma repetição desses eventos em uma escala muito maior no tempo do fim. Veremos que o "Pequeno Chifre" de Daniel 7.8 é o cumprimento dos tempos do fim do chamado "Outro Chifre" de Daniel 8.9, aquele que conhecemos como Antíoco Epifânio. Ele começa com a identificação do Carneiro e do Bode e descreve a distribuição do Reino de Alexandre para os seus quatro generais. Então ele segue direto para o "tempo da ira".

"Mas, no fim do seu reinado, quando acabarem os prevaricadores, se levantará um rei, feroz de semblante, e será entendido em adivinhações. E se fortalecerá o seu poder, mas não pela sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo. E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão; e no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas sem mão será quebrado". (Daniel 8.23-25)
      Remanescentes desses impérios permanecerão até o Fim dos Tempos, quando um Rei como Antíoco se levantará, mas este não estará agindo em sua própria força. Em Apocalipse 13.2 nos é dito que o Dragão lhe dará a sua força. E diferentemente de Antíoco, que sofreu uma derrota embraçosa nas mãos dos Romanos e foi forçado a sair do Egito em vergonha, esse rei será bem sucedido em tudo o que fizer e será admirado por todos. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?(Apocalipse 13.3-4)
      Ele entrará em cena como um pacificador, mas terminará com a maior parte do mundo sob sua autoridade, até mesmo pensando em ir à guerra contra os exércitos do céu. Como seu predecessor, ele terá um ódio não natural contra os Judeus e tentará eliminá-los da face da terra. Ele também erigirá uma estátua no Lugar Santo (Apocalipse 13.15), chamando a si mesmo de Deus e exigindo adoração (2 Tessalonicenses 2.4). Mas o seu fim virá nas mãos dAquele que realmente é o Rei de toda a terra
      Sabemos que o fim do reino do Anticristo será na batalha do Armagedom, quando o Rei dos reis e Senhor dos senhores o derrotará, instaurando o Reino Milenial juntamente com Israel e todos os seus santos.
---------------------------------------------------------------------------------

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
- Adaylton de Almeida Conceição - Introdução à Escatologia (Ed. Manantial).

- Hernandes Dias Lopes - Ascensão e queda dos reinos do mundo

- Jack Kelley - Olhar Profético - Ikvot ha'Mashiach - Os Tempos do Fim Segundo Daniel

- Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa - O Prenúncio do tempo do fim (comentário da EBD).

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)

www.adayltonalm.spaceblog.com.br

adayl.alm@hotmail.com

= O Prof. Adaylton de Almeida Conceição, é Ministro do Evangelho, tendo exercido seu ministério no Amazonas e por mais de vinte anos trabalhou como Missionário na Argentina e Uruguai. É Escritor, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Pós graduado em Ciências Políticas, Psicanalista e Jornalista Profissional. É o Diretor da Faculdade Teológica Manancial.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Europa tolerante: se não há religião, não há problema

Europa tolerante: se não há religião, não há problema

      A Europa renunciou ao Cristianismo a favor de bases laicas da sociedade. O conforto e o bem-estar substituíram a espiritualidade. Os templos e igrejas são transformados em centros comerciais e de diversões, enquanto que os serviços religiosos simplesmente se tornaram clubes de interesses. Entretanto, os imigrantes na Europa constroem os seus templos e casas de orações.

      Porém, quem quis utilizou a maravilhosa ideia de tolerância e de igualdade de direitos nos seus próprios interesses. Tentando tornar-se exemplo de tolerância, a Europa, sua principal defensora, renunciou a muitos dos valores morais a favor de conceitos deturpados como “tolerância total”. Por exemplo, já é difícil chamar cristãos aos europeus, ou até mesmo crentes. Eles há muito que se afastaram nesse sentido, afirma Leonid Savin, redator-chefe da edição de informação e análise Geopolitika:

      "A primeira etapa foram os resultados da Guerra dos Trinta Anos e a criação do mundo post-Westfall, quando foi decidido que os dirigentes dos Estados deviam realizar a política não se baseando em valores religiosos, mas laicos. E a segunda etapa foi, claro, a organização do pós-guerra, quando foi dado início ao projeto da União Europeia. Ele foi apoiado de todas as formas pelos Estados Unidos. A identidade nacional começou a corroer-se e, para fazer uma espécie de “cadinho” dos povos europeus, inicialmente a França e a Alemanha fizeram cedências e, depois, os restantes países. Fecharam os olhos a numerosas diferenças culturais, e isso reflete-se, nomeadamente, na política de imigração”.

      Além de na Europa serem cada vez menos os crentes em geral, e os cristãos em particular, os que ainda frequentam os templos e as igrejas passaram a olhar para a sua fé de forma muito mais simplista, assinala Alexei Iudin, candidato em ciências históricas:

       “A religião está saindo da Europa. O número de vocações para o sacerdócio baixou bruscamente, os seminários estão vazios, há poucas pessoas nos templos. A própria vida religiosa transforma-se em uma espécie de reunião social: vieram, encontraram-se, conversaram e dispersaram. Até nas igrejas eles não se comportam como pessoas religiosas. Por isso, surge, antes de tudo, a perda dos próprios valores. Ou seja, se você manifesta tolerância, você se baseia em certas convicções, mas, hoje, parece que essas convicções se tornam cada vez mais amorfas”.

     Por outro lado, torna-se cada vez mais evidente a influência de outras religiões na Europa. O lugar do Cristianismo é ocupado, nomeadamente, pelo Islã, diminui o número de templos e aumenta o de mesquitas. Aos países da UE chegam pessoas de todos os cantos da Terra, que trazem consigo os seus conceitos de cultura e religião, assinala Leonid Savin:

     "Há dois tipos de imigrantes: os imigrantes, cuja segunda e terceira gerações vivem na Europa, que já se adaptaram. E a nova onda que traz os seus valores. E eles esbarram na forma de pensar dos europeus. Os governos não são capazes de elaborar uma política aceitável para regular as relações, o que provoca conflitos. Penso que aqui é preciso mais a experiência da Rússia e do Brasil, para ajudar a Europa a resolver este problema”.

     Liberais em tudo, nomeadamente na política de imigração, os europeus já começaram tomar consciência de que a fé cristã enfraquecida cede as suas posições ao Islã conservador. Os muçulmanos não estão prontos a renunciar às suas bases culturais e religiosas, ao contrário dos europeus. Semelhante desequilíbrio atiça conflitos no continente. A Europa não esperava que a tolerância se transformasse em conflitos, nomeadamente com base na religião.
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014

OS IMPERIOS MUNDIAIS E O REINO DE CRISTO

Prof. Adaylton de Almeida Conceição

INTRODUÇÃO. O sétimo capítulo de Daniel contém uma profecia excitante quanto à geração em que vivemos. As profecias neste capítulo foram se desenrolando diante dos nossos olhos.

Estamos iniciando o exame de um dos mais excitantes e emocionantes capítulos da Bíblia. A mensagem básica de Daniel 7 é que Deus passa a confirmar ao profeta Daniel tudo o que havia mostrado a Nabucodonosor (capítulo 2), ou seja, os acontecimentos vindouros, compreendidos desde o reino babilônico até a segunda vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar Messiânico. No capítulo 7, no entanto, além de dar mais detalhes sobre aqueles impérios mundanos do ponto de vista político e militar que se sucederia, Deus acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder religioso que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. A grande certeza expressa na Palavra de Deus é que em breve este poder, em toda a sua abrangência, perderá o seu domínio e será destruído.
      As profecias de Daniel e Apocalipse se aplicam em particular ao final dos tempos. As palavras de despedida de Jesus em Mateus 24:15-16, 20 são uma advertência para que você e eu estudemos o livro de Daniel por nós mesmos. 
      Jesus advertiu às pessoas dos Seus dias que a destruição de Jerusalém era eminente. Jesus os advertiu, mostrando-lhes a necessidade de estudar e entender o livro de Daniel. Mas essa advertência de Jesus em Mateus 24 tem aplicação dupla, pois ela também se refere ao final dos tempos. Ela é uma profecia que prediz o final do mundo e a volta de Jesus.

AS 4 BESTAS DE DANIEL CAPITULO 7
      Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira confusão religiosa que temos visto em nosso dia-a-dia?
      A visão que mencionamos está relatada em Daniel no capítulo 7 (ler o capítulo todo – ler também Daniel 2). Daniel, em sonho, viu que quatro ventos (guerras – Jeremias 51:1-5) agitavam o grande mar (povos) e quatro animais (reinos) diferentes uns dos outros subiram deste mar. 

A VISÃO DE DANIEL
    O profeta Daniel relata a sua visão: “Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.” Daniel 7:1-7.
 1. Leão com duas grandes asas de águia
2. Urso com três costelas em sua boca
3. Leopardo com 4 cabeças e 4 asas
4. Animal terrível, espantoso e muito violento com dentes de ferro e 10 chifres.
       As visões relatadas nestes dois capítulos (2 e 7) indicam que quatro impérios haveriam de dominar o mundo. As comprovações históricas destes acontecimentos impressionam pela precisão da veracidade profética, pois tudo aconteceu nos mínimos detalhes, previstos há centenas de anos antes.
      A interpretação tradicional dos quatro grandes bestas de Daniel 7 faz paralelo com o sonho de Nabucodonosor em Daniel 2 e a grande imagem de ouro, prata, bronze e ferro misturado com barro, que simbolizam os impérios da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Teólogos escreveram volumes sobre os quatro grandes animais do capítulo 7 em tentativas fúteis para moldar os quatro impérios de Daniel 2 para as profecias do capítulo 7. 
     É importante notar que Daniel tinha esse sonho e essas visões durante o primeiro ano de Belsazar. Belsazar foi rei da Babilônia que governou 555-539 B. C. , Durante o declínio e queda de Babilônia. Belsazar foi morto na noite em que uma mão apareceu na corte e escreveu uma mensagem na parede. Daniel posteriormente interpretara essa mensagem. Isso foi na mesma noite que a cidade da grande Babilônia caiu aos persas liderados por Ciro. A Daniel foi dado pelo anjo interpretar o seu sonho de que quatro grandes animais que surgiriam no futuro (Daniel 7:17).
       De acordo com o relato bíblico, o profeta Daniel viu subindo do Mar Grande, quatro grandes animais. É importante observar que o mar estava sendo agitado pelos quatro ventos do céu quando estes quatro animais apareceram. Os quatro ventos que agitaram o Mar Grande (Daniel 7:2) significam lutas, guerras e comoções (Jeremias 49:36 e 37). Os reinos surgiram e ruíram como resultado das guerras. Mar e águas, nas profecias, representam povos, multidões, nações e línguas (Isaías 17:12 e 13; Jeremias 47:1 e 2; Apocalipse 17:15). 

LEÃO – O PRIMEIRO IMPÉRIO 
      O Império Babilônico, representado na grande estátua pela cabeça de ouro (Daniel 2:32), é apropriadamente representado aqui por um leão, o primeiro desses quatro grandes animais (Daniel 7:4). O profeta Jeremias se refere à Babilônia como um leão (Jeremias 4:6 e 7). Os símbolos de Babilônia são todos superlativos: O ouro (uma representação de Babilônia, conforme Daniel 2:38) é o mais precioso dentre todos os metais; o leão é o rei dos animais; a águia é o rei do ar. A Babilônia foi um reino rico e poderoso. Exerceu o seu domínio de 606 a 538 a.C. Quanto às asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilônia estendeu suas conquistas sob o reinado de Nabucodonosor. Ao lhe serem arrancadas as asas, lembre-se do que aconteceu com Nabucodonosor (Daniel 4:33 e 34).
    Jeremias 4:6-7 - Jeremias se refere a Babilônia (“do Norte”) como um leão. Daniel 4:33-34 - Compare com Daniel 7:4, “...foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem...”. (Repare como isso se parece com o que aconteceu com Nabucodonosor no capítulo quatro.)

2) URSO – O SEGUNDO IMPÉRIO
        Representa o segundo império mundial, o Império Medo Persa. O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata (Daniel 2:32 e 39), é aqui representado pelo segundo animal, semelhante a um urso. Dominou de 538 a 331 a.C. Ouve uma união entre a média e a Persa, e assim eles conquistaram o mundo tirando o poder de Babilônia, penetrando em seus muros no espaço aberto por onde entrava um rio que haviam desviado o curso. Representado pelo peito e braços de prata na estátua do capítulo 2, este reino de muita crueldade, com diz o texto “… Levanta-te, devora muita carne.” O animal tinha três costelas na boca, simbolizando a conquista de três reinos: Babilônia, Egito e Lídia, que deram grande poder aos persas. A profecia indica que o urso se “levantou de um lado”. A história confirma que, apesar de os Medos e Persas terem se unido nas batalhas, os Persas eram mais fortes. Outra referência quanto a esta desigualdade de forças, nós encontramos registrado em Daniel 8:3, onde diz que o carneiro tinha dois chifres. Eles eram altos, mas um era mais alto do que o outro. O carneiro representava a Medo-Persa (Daniel 8:20).

3 ) LEOPARDO – O TERCEIRO IMPÉRIO
      A Grécia é simbolizada na grande estátua pelo ventre e coxas de bronze Daniel 2:32 e 39). Este poderoso Império é aqui representado pelo terceiro animal, semelhante a um leopardo. A própria Bíblia confirma a seqüência destes reinos. Grécia é também representada pelo bode (Daniel 8:21), o qual derrotou o carneiro, uma representação da Medo-Persa (Daniel 8:20). 
    Se o leão tinha duas asas representando a rapidez de suas conquistas o que não dizer do terceiro império. A rapidez de conquista do leopardo seria muito maior. As quatro asas a rapidez das conquistas. Foi a rapidez com que o jovem Alexandre (o Grande), o grande estrategista militar que conquistou o mundo com suas armas de bronze representado na estátua pelo ventre e coxas de bronze.
          A Grécia governou o mundo de 331 a 168 a.C. O animal tinha nas costas quatro asas de ave. As quatro asas representam a grande velocidade nas conquistas. A Grécia, sob o comando de Alexandre, o Grande, literalmente voou em sua conquista de dominação do mundo.
      Muito jovem, porém Alexandre, depois de uma noite de muita orgia e bebedeira morreu, de tuberculose provocada pela embriagues, aos 33 anos de idade, tendo sido substituído por seus quatro generais: Eram eles: Cassandro (Macedônia), Lisímaco (Trácia), Ptolomeu (Egito) e Seleuco (Síria). Por isso as quatro cabeças vistas por Daniel neste animal. Percebemos com isto, a riqueza dos detalhes que a profecia apresenta. Os símbolos descritos há milhares de anos, aconteceu exatamente como o previsto.
Asas: Representam grande velocidade de conquistas:
Habacuque 1:6-8 - “... são mais ligeiros do que os leopardos”; “... voam como a águia que se apressa a devorar...”;
Jeremias 4:13 - “... Seus cavalos (de Babilônia) são mais ligeiros do que as águias”; Deuteronômio 28:49 - “O Senhor levantará contra ti... uma nação que voa como a águia,...”.

4) ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO – O QUARTO IMPÉRIO
       No sonho de Nabucodonosor, as pernas de ferro (Daniel 2:33 e 40) representavam o Império Romano. Agora, o profeta Daniel, ao descrever o quarto animal (Daniel 7:7), nos chamou a atenção que ele era diferente de todos os animais que apareceram antes dele. Era terrível e espantoso, muito forte e violento. Tinha dentes de ferro, representando a dureza de Roma e unhas de bronze (Daniel 7:19), representando a cultura e a língua grega que foram adotadas por Roma. 
       Daniel 7:19 - Essa Besta terrível tinha características tão fora do comum, que não pôde ser comparada a nenhum animal, ave ou peixe, para representá-la. Alguns tentam visualiza-la como um dragão, para representar o terrível e cruel poder destruidor de Roma. 
     Este animal causou especial espanto em Daniel, por isso o chamou de terrível e espantoso. Muito violento. Com seus dentes de ferro despedaçava e devorava suas vítimas. Este reino teria também muita concentração de poder, por isso os dez chifres. Em Daniel 2 é representado na estátua pelas pernas de ferro. Foi no período do império romano que nasceu Jesus. Somente mencionar seus imperadores: Cesar, Herodes e Nero, vem à mente imagens de muita violência e crueldade. Mais uma vez a história comprova a veracidade da profecia. 
        Sem nenhuma dúvida, este animal representava perfeitamente o Império Romano, pois, de acordo com a história, dominou o mundo de 168 a.C a 476 d.C., quando as tribos bárbaras invadiram a Europa. 
       Interessante esclarecer que os dez chifres na cabeça do quarto animal e os dez dedos da estátua (Daniel 2:41-43) representavam o mesmo acontecimento, ou seja, a divisão ou fragmentação do Império Romano. Isto quer dizer que, até a segunda vinda do Messias, nenhum outro império mundial será instalado. É muito importante enfatizar que o próximo império mundial retratado na profecia de Daniel, será o reino milenar messiânico (Daniel 2:44; 7:13, 14 e 27). Ele será estabelecido na Terra quando ocorrer a segunda vinda de Cristo. 
       O Anticristo é o "chifre pequeno" que havia sido quebrado. Ele é o único com "olhos como os olhos do homem, e uma boca que falava grandes coisas. "Assim, o Anticristo será um líder poderoso, mas seu poder será quebrado. Esta profecia se cumpre com a cabeça ferida de morte do Anticristo. O mundo inteiro assistirá a "morte" do Anticristo.
      Os pontos seguintes vão nos ajudar a identificar o poder do chifre pequeno:

1. Ele surgiu entre os 10 chifres (reinos) que se levantaram com a queda de Roma (vs. 8, 20, 24). Ele surgiria à partir da cabeça da 4ª Besta que é, sem dúvida, o Império Romano;

2. Surgiria cronologicamente após o nascimento dos 10 chifres (v. 24) e após a queda do Império Romano em 476 d.C.;

3. “... O qual será diferente dos primeiros” [os dez primeiros reis] (v. 24). “Diferente” quer dizer ser diferente em sua natureza. Os 10 reinos imediatamente anteriores tinham caráter apenas político. Esse chifre pequeno manteria seu poder a partir de uma fonte diferente da dos seus predecessores. Por meio da religião ele alegaria possuir autoridade igual à de Deus. 

4. Teria olhos “como de homem” (vs. 8, 20). Ao longo da Bíblia, olhos são símbolo de inteligência divina. Esse chifre tem “olhos”, mas não os de Deus, mas de homem. É dirigida pela inteligência humana, liderança humana, e autoridade humana. Com um homem na liderança, ele tira de Deus a liderança que Lhe pertence.

7. Haveria de durar “por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (v. 25).
Apoc. 12:14 - Usa uma terminologia semelhante para definir um período de perseguição da igreja de Deus, simbolizada pela mulher pura. “tempo, tempos, e metade de um tempo”;
Apoc. 12:6 - Descreve esse período de perseguição como 1.260 dias;
Apoc. 13:5 - Descreve esse mesmo período como 42 meses;

O ANTICRISTO 
       A Bíblia diz em 1 João 2:18 “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.” 
Anticristo (do grego αντιχριστός i.e. "opositor a Cristo") é uma denominação comum no Novo Testamento para designar aqueles que se oponham a Jesus Cristo

O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João. As passagens são: 1 João 2:18, 2:22, 4:3 e 2 João 1:7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo

A palavra original em grego para “anticristo” pode ter dois significados. Pode significar “contra Cristo”, no sentido de uma pessoa ou um certo poder que estar em oposição ao trabalho de Cristo. Ou a palavra pode significar “em vez de Cristo”, no sentido de uma pessoa ou determinado poder ‘tomar o lugar de Cristo’, ou é uma ‘imitação de Cristo’. Deus diz que além da vinda de um Anticristo especial, havia muitos outros anticristos em existência durante a era da Igreja primitiva. A Bíblia diz em 1 João 2:19, 26 “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco... Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar.” 
      De acordo com a Palavra de Deus, anticristos eram falsos Cristãos que se haviam separado do grupo dos verdadeiros crentes. Eram mentirosos que afirmavam que Jesus não era o Messias. A Bíblia diz em 1 João 2:22 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho.” 2 João 1:7 “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não

A GRANDE TRIBULAÇÃO
     Há muitos estudos sobre o tema da Grande Tribulação, e lamentavelmente, muitas vezes, em vez de esclarecer, confunde mais as pessoas. Lendo alguns escritos sobre o tema, vemos que muitos não faz distinção entre “as tribulações e sofrimentos geral do povo de Deus”, e o período específico da Grande Tribulação como está escrito no Antigo e no Novo Testamentos. 
     O conceito de “tribulação” supõe um tempo de pressões, aflições, angustias de coração e perturbações em geral. Em conseqüência, uma situação de tribulação é uma experiência comum da raça humana que resulta do seu pecado e rebelião contra Deus e do conflito entre Deus e Satanás no mundo.
      Durante a Grande Tribulação, veremos que o povo judeu (Israel) terá um papel preponderante. Também veremos que a besta fará um pacto com os judeus, ainda que as Escrituras não especifica muito bem as condições desse pacto, mas nos deixa ver que é algo como “ promessa de proteção”. Esse pacto será interrompido depois de três anos e meio (Daniel 9.27), e ela ( a besta) começará a persegui-los. Tal fato dará inicio a Segunda parte do período dos sete anos da Grande tribulação. A Grande Tribulação tem como principal objetivo o povo judeu, porem o resto do mundo também sofrerá (Jeremias 25.29-32). Deus entrará em juízo com seu antigo povo para prová-lo. Lendo Ezequiel 20.33-38, vemos que Deus diz em duas oportunidades, que entrará em juízo com os judeus.
      Em Deuteronômio 4.29,30, Israel é advertida a fim de que se voltasse ao Senhor, quando se encontrasse no período de tribulação dos últimos dias. Este tempo específico é objeto atenção especial pelo profeta Jeremias. Em Jeremias 30.1-10, prediz que o tempo de tribulação será precedido pelo regresso parcial dos filhos de Israel a sua terra: “ Pois eis que vem os dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel e Judá, diz o Senhor. Tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (v. 3).
       Logo depois, nos versículos 4 – 7, vemos a descrição do período de tribulação que virá sobre eles depois de regressarem à terra prometida.
     É importante ressaltar que em Isaías 10.5. 14.25. 30.31. 31.8. Miquéias 5.5,6 o Anticristo aparece sob o nome de “ O Assírio”, talvez porque na época das profecias mencionadas de Isaías e Miquéias, a cidade de Babilônia ficava no mundo assírio. Na época de Isaías e Miquéias, a Assíria era império mundial.
      A Grande tribulação abarca um período de sete anos, dividido em duas fases de três anos e meio. A descrição mais detalhada da Grande Tribulação se encontra em Apocalipses capítulos 6 ao 18.
        A Grande Tribulação, também conhecida como “ os quarenta e dois meses” ( Apoc. 11.2; 12.6; Dan. 7.25), será o tempo da justiça divina (Apoc. 15.6). As forças da natureza que operam nos céus entrarão em convulsão (Mat. 24.29.Ageu 2.6). Através da Bíblia vemos que muitas vezes os céus são mencionados como palco de tremendos acontecimentos.

A VOLTA DE JESUS
       A volta de Jesus é certa, não depende das pessoas acreditarem ou não. Ele disse que iria voltar, Jesus voltará.
A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
      Enquanto que o arrebatamento é uma doutrina do Novo Testamento, que não vemos mencionada no Antigo Testamento (pois a Igreja como tal era um mistério sem revelar-se no Antigo Testamento), a Segunda vinda está firmemente assentada nas páginas do Antigo Testamento.
     Provavelmente a primeira das profecias sobre a Segunda de Cristo está em Deuteronômio 30.1-3. Nesta profecia sobre a reunião de Israel novamente na sua terra, se prega que Israel se converterá espiritualmente ao Senhor e que então o Senhor “O Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 30.3). A expressão” fará voltar” indica um ato de intervenção de Deus na situação, e à luz das Escrituras posteriores, se relaciona claramente com a vinda do próprio Senhor Jesus.
      Os profetas com freqüência falam da vinda de Cristo. Na declaração profética de Isaías 9.6,7 se descreve a Cristo como uma criança que nasceu e ao mesmo tempo é Deus o Todo-Poderoso. Descreve seu reinado sobre o trono de Davi como um reinado que não terá fim. Em Isaías 11 e 12 é feita uma ampla descrição dos resultados da Segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do seu reino.
     O profeta Daniel no capítulo 7.13,14, nos apresenta uma descrição clara da segunda vinda : “eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem. e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele”. 
       O profeta Zacarias no capitulo 14 descreve de forma dramática a Segunda vinda de Cristo, “Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. Naquele dia então os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente. E o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente, e haverá um vale muito grande. E metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul” (vv. 3,4). 

DISTINÇÕES DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
      A SEGUNDA VINDA DE Cristo é pós-tribulacional e pré-milenial. A interpretação literal das profecias sobre a Segunda vinda de Cristo , aclara não apenas que sua vinda é o prelúdio do estabelecimento do reino de Cristo sobre a terra por mil anos, mas também serve para diferenciar do arrebatamento da Igreja, ou seja, da vinda de Cristo para seus santos.
     As descrições da Segunda vinda de Cristo em todas as passagens relacionadas com ela ensinam que sua vinda é PESSOAL. Isso é apoiado pela revelação dos anjos em Atos 1.11, que informaram aos discípulos que estavam olhando para o céu. Assim como Ele havia ido PESSOALMENTE ao céu, voltaria PESSOALMENTE. (Mateus 24.27-31; Apocalipse 19.11-16)
      As mesmas passagens que indicam que sua vinda será pessoal ensinam que será uma vinda CORPORAL. Mesmo que a deidade de Cristo é onipresente e pode estar no céu e na terra ao mesmo tempo, o corpo de Cristo sempre é LOCAL e agora está à destra de Deus Pai. Em sua Segunda vinda, Cristo voltará CORPORALMENTE, tal como subiu ao céu. Veja Zacarias 14.4. 
       Em contraste como arrebatamento, onde não existe evidência de que o mundo verá a glória de Cristo, a Segunda vinda de Cristo será visível e gloriosa. Cristo mesmo descreveu sua vinda como um relâmpago que resplandece desde o oriente até o ocidente (Mateus 24.27). Assim como a ascensão em Atos 1.11 é visível, sua Segunda vinda será visível, e Cristo “ virá como haveis visto ir ao céu” (Atos 1.11).

CRISTO VIRÁ PARA REINAR COM OS SEUS.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.D.)

www.adayltonalm.spaceblog.com.br

Matéria publicada com autorização de:
Enviado por Bobbi Downey - Setembro/Outubro 2014

Estimado amigo,
Saudações! Nós nos sentimos muito abençoados em poder compartilhar com você as coisas maravilhosas que Deus tem feito ultimamente. “Porque grande é o Senhor, e muito para louvar, e mais tremendo é do que todos os deuses” (1 Crônicas 16.25). Realmente não há nenhum outro como Ele!

Aproximadamente 270 pessoas, entre funcionários e acampantes passaram a semana dos dias 28 de julho a 2 de agosto em nosso acampamento de jovens da área nordeste. Muitas atividades divertidas foram proporcionadas como andar de barco, artes manuais, pescar, e vários jogos com a bola. Mas os momentos mais memoráveis foram aqueles relacionados às coisas espirituais. As reuniões noturnas de capela eram os mais destacados e especialmente os serviços maravilhosos de orações ao final das reuniões, durante os quais muitos receberam suas experiências espirituais. No final da semana mais de oitenta pessoas foram salvas, mais de trinta foram santificadas e dez receberam o batismo do Espírito Santo.

Na noite do domingo dia 3 de agosto a reunião dos jovens foi realizado o qual se focou no acampamento de jovens que ocorreu recentemente. Testemunhos incluíram muitos que foram salvos ou santificados (ou as duas coisas!) no acampamento de jovens. Erik Calhoun pregou sobre Mateus 7.13-14, falando do tema e resumindo os sermões que foram ouvidos durante a semana. Ele deu instruções aos jovens sobre a importância de estudarem suas Bíblias para permanecer salvos, e animou a todos que ainda não foram salvos a fazer uma decisão de servir ao Senhor.

Ouvimos muito outros testemunhos durante o mês que relatavam o poder e a magnitude de Deus. Uma senhora disse que ela ora pela sua família todos os dias, e Deus muitas vezes os tinha protegido contra algum mal. Recentemente ela sentiu um desejo enorme de orar pela sua filha durante o dia. Primeiramente ela resistiu pensando que não era necessário porque ela já havia orado por ela nessa mesma manhã. Mas ela continuou a sentir esse desejo então orou. Mais tarde soube que a sua filha havia se envolvido em um acidente de carro naquele dia mas que saiu sem um arranhão.

Aproximadamente 140 crianças se reuniram no dia 18 de agosto para o primeiro dia da nossa Escola Bíblica de Férias de 2014 (EBF). Durante toda a semana as crianças aprenderam que Jesus as ama mesmo quando elas se sentem fora de lugar, mesmo quando elas são diferentes, mesmo quando elas não entendem, mesmo quando elas fazem algo errado, e mesmo quando elas têm medo. Em cada dia as crianças desfrutaram de lanches, artes manuais, jogos, histórias bíblicas, música, e um vídeo. Elas ganhavam pontos durante a semana por estar presente, por aprender os versículos de memória, e por trazer amigos à EBF. Ao final da semana as crianças podiam usar seus pontos para trocar por prêmios.

A primeira reunião em setembro incluiu uma apresentação fotográfica de Rick Olson, o qual fez parte de um time de dez pessoas que participaram no primeiro acampamento no Peru. A semana foi cheia de ensinos bíblicos, sermões ungidos, testemunhos inspiradores, música maravilhosa, e oração fervorosa. É bem animador ver nossos irmãos e irmãs no Peru desfrutando das mesmas bênçãos do Evangelho como nós também o fazemos.

Um estudo bíblico de oito semanas intitulado “Servindo com Contentamento” iniciou-se no dia 10 de setembro. Linda Spinas ensinou sobre “O Valor do Agradecimento”, um componente necessário para estar satisfeito. Ela disse que estar agradecido honra a Deus. Quando nós temos um coração agradecido, também somos uma benção para os que nos rodeiam.

No seguinte domingo pela manhã Darrel Lee pregou em Romanos 1. O versículo 16 diz, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.” Ele disse que há três componentes para o Evangelho que causam uma reação em cadeia: Crer traz salvação, e salvação traz o poder para erradicar o pecado. Algumas pessoas tentam ser religiosas por suas próprias forças, mas isso só os torna pecadores religiosos. Deus demanda um coração arrependido que clama pela Sua misericórdia. Isso traz perdão verdadeiro e liberdade do pecado.

“Esperando” foi o assunto do segundo estudo bíblico em “Servindo com Contentamento”. Tom Prisckett disse que algumas vezes enquanto esperamos por Deus para ajudar-nos, Ele misericordiosamente espera para que nossos corações se alinhem com o Seu propósito. Deanna Moen apresentou o terceiro estudo bíblico com o titulo “Seja um Guerreiro de Oração!” Algumas vezes nós sinceramente buscamos muitas direções para as nossas necessidades somente para dar-nos conta que a resposta estava todo tempo diante de nós—acessível simplesmente usando a oração da fé. Porque “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16).

Estamos muito agradecidos pelas inúmeras bênçãos de Deus, e encerramos com Números 6.24-26 “O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz.”

Em Seu serviço,

Igreja da Fé Apostólica

Obs. Como você solicitou, estamos enviando-lhe literatura adicional para distribuição. Oramos para que Deus o abençoe e a todos aqueles que a receberem.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

OS IMPERIOS MUNDIAIS E O REINO DE CRISTO

Prof. Adaylton de Almeida Conceição

INTRODUÇÃO. O sétimo capítulo de Daniel contém uma profecia excitante quanto à geração em que vivemos. As profecias neste capítulo foram se desenrolando diante dos nossos olhos.

Estamos iniciando o exame de um dos mais excitantes e emocionantes capítulos da Bíblia. A mensagem básica de Daniel 7 é que Deus passa a confirmar ao profeta Daniel tudo o que havia mostrado a Nabucodonosor (capítulo 2), ou seja, os acontecimentos vindouros, compreendidos desde o reino babilônico até a segunda vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar Messiânico. No capítulo 7, no entanto, além de dar mais detalhes sobre aqueles impérios mundanos do ponto de vista político e militar que se sucederia, Deus acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder religioso que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. A grande certeza expressa na Palavra de Deus é que em breve este poder, em toda a sua abrangência, perderá o seu domínio e será destruído.

As profecias de Daniel e Apocalipse se aplicam em particular ao final dos tempos. As palavras de despedida de Jesus em Mateus 24:15-16, 20 são uma advertência para que você e eu estudemos o livro de Daniel por nós mesmos. 

Jesus advertiu às pessoas dos Seus dias que a destruição de Jerusalém era eminente. Jesus os advertiu, mostrando-lhes a necessidade de estudar e entender o livro de Daniel. Mas essa advertência de Jesus em Mateus 24 tem aplicação dupla, pois ela também se refere ao final dos tempos. Ela é uma profecia que prediz o final do mundo e a volta de Jesus.

AS 4 BESTAS DE DANIEL CAPITULO 7

Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira confusão religiosa que temos visto em nosso dia-a-dia?

A visão que mencionamos está relatada em Daniel no capítulo 7 (ler o capítulo todo – ler também Daniel 2). Daniel, em sonho, viu que quatro ventos (guerras – Jeremias 51:1-5) agitavam o grande mar (povos) e quatro animais (reinos) diferentes uns dos outros subiram deste mar.

A VISÃO DE DANIEL
O profeta Daniel relata a sua visão: “Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.”Daniel 7:1-7.

1. Leão com duas grandes asas de águia
2. Urso com três costelas em sua boca
3. Leopardo com 4 cabeças e 4 asas
4. Animal terrível, espantoso e muito violento com dentes de ferro e 10 chifres.

As visões relatadas nestes dois capítulos (2 e 7) indicam que quatro impérios haveriam de dominar o mundo. As comprovações históricas destes acontecimentos impressionam pela precisão da veracidade profética, pois tudo aconteceu nos mínimos detalhes, previstos há centenas de anos antes.

A interpretação tradicional dos quatro grandes bestas de Daniel 7 faz paralelo com o sonho de Nabucodonosor em Daniel 2 e a grande imagem de ouro, prata, bronze e ferro misturado com barro, que simbolizam os impérios da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Teólogos escreveram volumes sobre os quatro grandes animais do capítulo 7 em tentativas fúteis para moldar os quatro impérios de Daniel 2 para as profecias do capítulo 7.

É importante notar que Daniel tinha esse sonho e essas visões durante o primeiro ano de Belsazar. Belsazar foi rei da Babilônia que governou 555-539 B. C. , Durante o declínio e queda de Babilônia. Belsazar foi morto na noite em que uma mão apareceu na corte e escreveu uma mensagem na parede. Daniel posteriormente interpretara essa mensagem. Isso foi na mesma noite que a cidade da grande Babilônia caiu aos persas liderados por Ciro. A Daniel foi dado pelo anjo interpretar o seu sonho de que quatro grandes animais que surgiriam no futuro (Daniel 7:17).

De acordo com o relato bíblico, o profeta Daniel viu subindo do Mar Grande, quatro grandes animais. É importante observar que o mar estava sendo agitado pelos quatro ventos do céu quando estes quatro animais apareceram. Os quatro ventos que agitaram o Mar Grande (Daniel 7:2) significam lutas, guerras e comoções (Jeremias 49:36 e 37). Os reinos surgiram e ruíram como resultado das guerras. Mar e águas, nas profecias, representam povos, multidões, nações e línguas (Isaías 17:12 e 13; Jeremias 47:1 e 2; Apocalipse 17:15).

1) LEÃO – O PRIMEIRO IMPÉRIO
O Império Babilônico, representado na grande estátua pela cabeça de ouro (Daniel 2:32), é apropriadamente representado aqui por um leão, o primeiro desses quatro grandes animais (Daniel 7:4). O profeta Jeremias se refere à Babilônia como um leão (Jeremias 4:6 e 7). Os símbolos de Babilônia são todos superlativos: O ouro (uma representação de Babilônia, conforme Daniel 2:38) é o mais precioso dentre todos os metais; o leão é o rei dos animais; a águia é o rei do ar. A Babilônia foi um reino rico e poderoso. Exerceu o seu domínio de 606 a 538 a.C. Quanto às asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilônia estendeu suas conquistas sob o reinado de Nabucodonosor. Ao lhe serem arrancadas as asas, lembre-se do que aconteceu com Nabucodonosor (Daniel 4:33 e 34).

Jeremias 4:6-7 - Jeremias se refere a Babilônia (“do Norte”) como um leão.
Daniel 4:33-34 - Compare com Daniel 7:4, “...foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem...”. (Repare como isso se parece com o que aconteceu com Nabucodonosor no capítulo quatro.)

2) URSO – O SEGUNDO IMPERIO

Representa o segundo império mundial, o Império Medo Persa. O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata (Daniel 2:32 e 39), é aqui representado pelo segundo animal, semelhante a um urso. Dominou de 538 a 331 a.C. Ouve uma união entre a média e a Persa, e assim eles conquistaram o mundo tirando o poder de Babilônia, penetrando em seus muros no espaço aberto por onde entrava um rio que haviam desviado o curso. Representado pelo peito e braços de prata na estátua do capítulo 2, este reino de muita crueldade, com diz o texto“… Levanta-te, devora muita carne.” O animal tinha três costelas na boca, simbolizando a conquista de três reinos: Babilônia, Egito e Lídia, que deram grande poder aos persas. A profecia indica que o urso se “levantou de um lado”. A história confirma que, apesar de os Medos e Persas terem se unido nas batalhas, os Persas eram mais fortes. Outra referência quanto a esta desigualdade de forças, nós encontramos registrado em Daniel 8:3, onde diz que o carneiro tinha dois chifres. Eles eram altos, mas um era mais alto do que o outro. O carneiro representava a Medo-Persa (Daniel 8:20).

3 ) LEOPARDO – O TERCEIRO IMPÉRIO

A Grécia é simbolizada na grande estátua pelo ventre e coxas de bronze Daniel 2:32 e 39). Este poderoso Império é aqui representado pelo terceiro animal, semelhante a um leopardo. A própria Bíblia confirma a seqüência destes reinos. Grécia é também representada pelo bode (Daniel 8:21), o qual derrotou o carneiro, uma representação da Medo-Persa (Daniel 8:20).

Se o leão tinha duas asas representando a rapidez de suas conquistas o que não dizer do terceiro império. A rapidez de conquista do leopardo seria muito maior. As quatro asas a rapidez das conquistas. Foi a rapidez com que o jovem Alexandre (o Grande), o grande estrategista militar que conquistou o mundo com suas armas de bronze representado na estátua pelo ventre e coxas de bronze.

A Grécia governou o mundo de 331 a 168 a.C. O animal tinha nas costas quatro asas de ave. As quatro asas representam a grande velocidade nas conquistas. A Grécia, sob o comando de Alexandre, o Grande, literalmente voou em sua conquista de dominação do mundo.

Muito jovem, porém Alexandre, depois de uma noite de muita orgia e bebedeira morreu, de tuberculose provocada pela embriagues, aos 33 anos de idade, tendo sido substituído por seus quatro generais: Eram eles: Cassandro (Macedônia), Lisímaco (Trácia), Ptolomeu (Egito) e Seleuco (Síria). Por isso as quatro cabeças vistas por Daniel neste animal. Percebemos com isto, a riqueza dos detalhes que a profecia apresenta. Os símbolos descritos há milhares de anos, aconteceu exatamente como o previsto.

Asas: Representam grande velocidade de conquistas:
Habacuque 1:6-8 - “... são mais ligeiros do que os leopardos”; “... voam como a águia que se apressa a devorar...”;
Jeremias 4:13 - “... Seus cavalos (de Babilônia) são mais ligeiros do que as águias”;
Deuteronômio 28:49 - “O Senhor levantará contra ti... uma nação que voa como a águia,...”.

4) ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO – O QUARTO IMPÉRIO
No sonho de Nabucodonosor, as pernas de ferro (Daniel 2:33 e 40) representavam o Império Romano. Agora, o profeta Daniel, ao descrever o quarto animal (Daniel 7:7), nos chamou a atenção que ele era diferente de todos os animais que apareceram antes dele. Era terrível e espantoso, muito forte e violento. Tinha dentes de ferro, representando a dureza de Roma e unhas de bronze (Daniel 7:19), representando a cultura e a língua grega que foram adotadas por Roma. 
Daniel 7:19 - Essa Besta terrível tinha características tão fora do comum, que não pôde ser comparada a nenhum animal, ave ou peixe, para representá-la. Alguns tentam visualiza-la como um dragão, para representar o terrível e cruel poder destruidor de Roma. 

Este animal causou especial espanto em Daniel, por isso o chamou de terrível e espantoso. Muito violento. Com seus dentes de ferro despedaçava e devorava suas vítimas. Este reino teria também muita concentração de poder, por isso os dez chifres. Em Daniel 2 é representado na estátua pelas pernas de ferro. Foi no período do império romano que nasceu Jesus. Somente mencionar seus imperadores: Cesar, Herodes e Nero, vem à mente imagens de muita violência e crueldade. Mais uma vez a história comprova a veracidade da profecia.

Sem nenhuma dúvida, este animal representava perfeitamente o Império Romano, pois, de acordo com a história, dominou o mundo de 168 a.C a 476 d.C., quando as tribos bárbaras invadiram a Europa.

Interessante esclarecer que os dez chifres na cabeça do quarto animal e os dez dedos da estátua (Daniel 2:41-43) representavam o mesmo acontecimento, ou seja, a divisão ou fragmentação do Império Romano. Isto quer dizer que, até a segunda vinda do Messias, nenhum outro império mundial será instalado. É muito importante enfatizar que o próximo império mundial retratado na profecia de Daniel, será o reino milenar messiânico (Daniel 2:44; 7:13, 14 e 27). Ele será estabelecido na Terra quando ocorrer a segunda vinda de Cristo.

O Anticristo é o "chifre pequeno" que havia sido quebrado. Ele é o único com "olhos como os olhos do homem, e uma boca que falava grandes coisas. "Assim, o Anticristo será um líder poderoso, mas seu poder será quebrado. Esta profecia se cumpre com a cabeça ferida de morte do Anticristo. O mundo inteiro assistirá a "morte" do Anticristo.

Os pontos seguintes vão nos ajudar a identificar o poder do chifre pequeno:

1. Ele surgiu entre os 10 chifres (reinos) que se levantaram com a queda de Roma (vs. 8, 20, 24). Ele surgiria à partir da cabeça da 4ª Besta que é, sem dúvida, o Império Romano;

2. Surgiria cronologicamente após o nascimento dos 10 chifres (v. 24) e após a queda do Império Romano em 476 d.C.;

3. “... O qual será diferente dos primeiros” [os dez primeiros reis] (v. 24). “Diferente” quer dizer ser diferente em sua natureza. Os 10 reinos imediatamente anteriores tinham caráter apenas político. Esse chifre pequeno manteria seu poder a partir de uma fonte diferente da dos seus predecessores. Por meio da religião ele alegaria possuir autoridade igual à de Deus. 

4. Teria olhos “como de homem” (vs. 8, 20). Ao longo da Bíblia, olhos são símbolo de inteligência divina. Esse chifre tem “olhos”, mas não os de Deus, mas de homem. É dirigida pela inteligência humana, liderança humana, e autoridade humana. Com um homem na liderança, ele tira de Deus a liderança que Lhe pertence.

7. Haveria de durar “por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (v. 25).
Apoc. 12:14 - Usa uma terminologia semelhante para definir um período de perseguição da igreja de Deus, simbolizada pela mulher pura. “tempo, tempos, e metade de um tempo”;
Apoc. 12:6 - Descreve esse período de perseguição como 1.260 dias;
Apoc. 13:5 - Descreve esse mesmo período como 42 meses;

O ANTICRISTO

A Bíblia diz em 1 João 2:18 “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.”

Anticristo (do grego αντιχριστός i.e. "opositor a Cristo") é uma denominação comum no Novo Testamento para designar aqueles que se oponham a Jesus Cristo.

O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João. As passagens são: 1 João 2:18, 2:22, 4:3 e 2 João 1:7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo.
A palavra original em grego para “anticristo” pode ter dois significados. Pode significar “contra Cristo”, no sentido de uma pessoa ou um certo poder que estar em oposição ao trabalho de Cristo. Ou a palavra pode significar “em vez de Cristo”, no sentido de uma pessoa ou determinado poder ‘tomar o lugar de Cristo’, ou é uma ‘imitação de Cristo’. Deus diz que além da vinda de um Anticristo especial, havia muitos outros anticristos em existência durante a era da Igreja primitiva. A Bíblia diz em 1 João 2:19, 26 “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco... Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar.”

De acordo com a Palavra de Deus, anticristos eram falsos Cristãos que se haviam separado do grupo dos verdadeiros crentes. Eram mentirosos que afirmavam que Jesus não era o Messias. A Bíblia diz em 1 João 2:22 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho.” 2 João 1:7 “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais nã

A GRANDE TRIBULAÇÃO

Há muitos estudos sobre o tema da Grande Tribulação, e lamentavelmente, muitas vezes, em vez de esclarecer, confunde mais as pessoas. Lendo alguns escritos sobre o tema, vemos que muitos não faz distinção entre “as tribulações e sofrimentos geral do povo de Deus”, e o período específico da Grande Tribulação como está escrito no Antigo e no Novo Testamentos.

O conceito de “tribulação” supõe um tempo de pressões, aflições, angustias de coração e perturbações em geral. Em conseqüência, uma situação de tribulação é uma experiência comum da raça humana que resulta do seu pecado e rebelião contra Deus e do conflito entre Deus e Satanás no mundo.

Durante a Grande Tribulação, veremos que o povo judeu (Israel) terá um papel preponderante. Também veremos que a besta fará um pacto com os judeus, ainda que as Escrituras não especifica muito bem as condições desse pacto, mas nos deixa ver que é algo como “ promessa de proteção”. Esse pacto será interrompido depois de três anos e meio (Daniel 9.27), e ela ( a besta) começará a persegui-los. Tal fato dará inicio a Segunda parte do período dos sete anos da Grande tribulação. A Grande Tribulação tem como principal objetivo o povo judeu, porem o resto do mundo também sofrerá (Jeremias 25.29-32). Deus entrará em juízo com seu antigo povo para prová-lo. Lendo Ezequiel 20.33-38, vemos que Deus diz em duas oportunidades, que entrará em juízo com os judeus.

Em Deuteronômio 4.29,30, Israel é advertida a fim de que se voltasse ao Senhor, quando se encontrasse no período de tribulação dos últimos dias. Este tempo específico é objeto atenção especial pelo profeta Jeremias. Em Jeremias 30.1-10, prediz que o tempo de tribulação será precedido pelo regresso parcial dos filhos de Israel a sua terra: “ Pois eis que vem os dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel e Judá, diz o Senhor. Tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (v. 3).

Logo depois, nos versículos 4 – 7, vemos a descrição do período de tribulação que virá sobre eles depois de regressarem à terra prometida.

É importante ressaltar que em Isaías 10.5. 14.25. 30.31. 31.8. Miquéias 5.5,6 o Anticristo aparece sob o nome de “ O Assírio”, talvez porque na época das profecias mencionadas de Isaías e Miquéias, a cidade de Babilônia ficava no mundo assírio. Na época de Isaías e Miquéias, a Assíria era império mundial.

A Grande tribulação abarca um período de sete anos, dividido em duas fases de três anos e meio. A descrição mais detalhada da Grande Tribulação se encontra em Apocalipses capítulos 6 ao 18.

A Grande Tribulação, também conhecida como “ os quarenta e dois meses” ( Apoc. 11.2; 12.6; Dan. 7.25), será o tempo da justiça divina (Apoc. 15.6). As forças da natureza que operam nos céus entrarão em convulsão (Mat. 24.29.Ageu 2.6). Através da Bíblia vemos que muitas vezes os céus são mencionados como palco de tremendos acontecimentos.

A VOLTA DE JESUS

A volta de Jesus é certa, não depende das pessoas acreditarem ou não. Ele disse que iria voltar, Jesus voltará.

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Enquanto que o arrebatamento é uma doutrina do Novo Testamento, que não vemos mencionada no Antigo Testamento (pois a Igreja como tal era um mistério sem revelar-se no Antigo Testamento), a Segunda vinda está firmemente assentada nas páginas do Antigo Testamento.

Provavelmente a primeira das profecias sobre a Segunda de Cristo está em Deuteronômio 30.1-3. Nesta profecia sobre a reunião de Israel novamente na sua terra, se prega que Israel se converterá espiritualmente ao Senhor e que então o Senhor “O Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 30.3). A expressão” fará voltar” indica um ato de intervenção de Deus na situação, e à luz das Escrituras posteriores, se relaciona claramente com a vinda do próprio Senhor Jesus.

Os profetas com freqüência falam da vinda de Cristo. Na declaração profética de Isaías 9.6,7 se descreve a Cristo como uma criança que nasceu e ao mesmo tempo é Deus o Todo-Poderoso. Descreve seu reinado sobre o trono de Davi como um reinado que não terá fim. Em Isaías 11 e 12 é feita uma ampla descrição dos resultados da Segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do seu reino.

O profeta Daniel no capítulo 7.13,14, nos apresenta uma descrição clara da segunda vinda : “eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem. e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele”.

O profeta Zacarias no capitulo 14 descreve de forma dramática a Segunda vinda de Cristo, “Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. Naquele dia então os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente. E o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente, e haverá um vale muito grande. E metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul” (vv. 3,4).

DISTINÇÕES DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A SEGUNDA VINDA DE Cristo é pós-tribulacional e pré-milenial. A interpretação literal das profecias sobre a Segunda vinda de Cristo , aclara não apenas que sua vinda é o prelúdio do estabelecimento do reino de Cristo sobre a terra por mil anos, mas também serve para diferenciar do arrebatamento da Igreja, ou seja, da vinda de Cristo para seus santos.

As descrições da Segunda vinda de Cristo em todas as passagens relacionadas com ela ensinam que sua vinda é PESSOAL. Isso é apoiado pela revelação dos anjos em Atos 1.11, que informaram aos discípulos que estavam olhando para o céu. Assim como Ele havia ido PESSOALMENTE ao céu, voltaria PESSOALMENTE. (Mateus 24.27-31; Apocalipse 19.11-16)

As mesmas passagens que indicam que sua vinda será pessoal ensinam que será uma vinda CORPORAL. Mesmo que a deidade de Cristo é onipresente e pode estar no céu e na terra ao mesmo tempo, o corpo de Cristo sempre é LOCAL e agora está à destra de Deus Pai. Em sua Segunda vinda, Cristo voltará CORPORALMENTE, tal como subiu ao céu. Veja Zacarias 14.4.

Em contraste como arrebatamento, onde não existe evidência de que o mundo verá a glória de Cristo, a Segunda vinda de Cristo será visível e gloriosa. Cristo mesmo descreveu sua vinda como um relâmpago que resplandece desde o oriente até o ocidente (Mateus 24.27). Assim como a ascensão em Atos 1.11 é visível, sua Segunda vinda será visível, e Cristo “ virá como haveis visto ir ao céu” (Atos 1.11).

CRISTO VIRÁ PARA REINAR COM OS SEUS.
  
  Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.D.)