domingo, 19 de outubro de 2014

O DEUS QUE INTERVEM NA HISTÓRIA

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição
(Resumo da aula sobre o tema "O Deus que intervem na história").
Daniel (em hebraico: דָּנִיּאֵל), ou Beltessazar, é um dos varios  profetas do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz".
Na narrativa, quando Daniel era um jovem, ele foi levado em cativeiro babilônico, onde foi educado no pensamento caldeu. No entanto, nunca se converteu aos costumes neo-babilônicos. Pela Sabedoria Divina de seu Deus, YHVH, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte de Babilônia.
Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possivelmente morreu em Susa, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.

DANIEL - O HOMEM QUE DEUS USA
Os recursos que empregou Deus para atrair favoravelmente o atendimento do monarca para o cativo Daniel, e os meios pelos quais Nabucodonosor chegou a confiar primeiro em Daniel e depois no Deus de Daniel, ilustram a maneira em que o Altíssimo usa aos homens hoje para cumprir sua vontade na terra.
Deus pôde usar a Daniel porque este era um homem de princípios, um homem que tinha um caráter genuíno, um homem cujo principal propósito na vida era viver para Deus
Quando estamos passando por uma situação difícil afirmamos que precisamos orar mais. Não é de todo errada essa afirmação. Mas a ideia por trás dessa afirmação é que buscaremos a Deus para que Ele intervenha em nossa história. O Rev. Hemistein Maia disse: “o Deus que cremos não é um Deus que intervém, mas é o “Deus que dirige a história”.
O Senhor Deus é a história de nosso planeta em suas mãos firmemente, com o nosso país tem grandes planos.
Todos os povos revelam em sua história uma theogonia (do grego “Theo” = Deus e geneaorigem”), através de alguma divindade, com poder sobrenatural, geralmente ligada à cosmogonia, ou seja, à criação do mundo da forma que entendem, seja a antropológica, a da natureza, das potestades que perscrutam suas atividades, desde a agricultura até a vida pessoal, com uma relação de bem ou mal, que os levará a recepção de castigos ou bênçãos nesta vida ou no final, sentido na vida futura, um paraíso ou um lugar de aniquilamento, sofrimento ou punição pelas faltas cometidas na vida terrena.
No livro de Daniel no capítulo 2 é um sonho profético da história mundial, é um resumo da história até o fim do mundo e da vinda do Messias representado uma grande estátua.
Os primeiros quatro capítulos de Daniel descrevem os meios pelos quais, segundo Daniel, Deus conseguiu a obediência de Nabucodonosor. Em primeiro lugar, Deus precisava de um homem que fosse um digno representante dos princípios celestiais e do plano de ação divino na corte de Nabucodonosor; por isso escolheu a Daniel para que fosse seu embaixador pessoal ante Nabucodonosor.

O SONHO DO REI DA BABILONIA
Nabucodonosor era um dos grandes conquistadores da história antiga. Numa série de batalhas, ele venceu os assírios, o povo que dominara a Mesopotâmia durante os séculos anteriores. Defendeu-se contra os egípcios e estabeleceu as fronteiras de um império extenso e próspero. Conseguiu dominar a pequena mas importante terra que conhecemos hoje como a Palestina, uma região por onde passavam as principais rotas comerciais entre a Ásia e a África. Passou por Jerusalém em 605 a.C. e levou os jovens mais inteligentes e nobres para a Babilônia, onde seriam educados na sabedoria babilônica e teriam oportunidades de até participar do governo do império. Daniel foi um desses jovens.
Nabucodonosor teve um sonho (Daniel 2:1-13)
Uma noite, Nabucodonosor teve um sonho que o deixou perturbado. Ele confiava muito na sabedoria de seus conselheiros, e os chamou para explicar o sonho. Eles certamente tinham deixado Nabucodonosor e outros reis encantados com as suas supostas interpretações e predições sobre o futuro. Mas as suas interpretações e profecias não vinham de Deus, e estes conselheiros não conseguiram enganar o rei desta vez. Tentaram enganar o monarca para ganhar tempo, mas ele não cedeu. Para provar a veracidade de suas interpretações, os magos teriam que primeiro contar o conteúdo do sonho. Nenhum deles conseguiu, e bem sabiam por que. Esses adivinhadores admitiram: “Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige.... ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens” (2:10-11). O rei se irou e mandou matar todos os magos.

DANIEL ACEITA O DESAFIO (Daniel 2:14-30)
Estes acontecimentos ocorreram, provavelmente, na mesma época que Daniel estava terminando seu treinamento para ser um dos sábios na Babilônia. Ele e alguns outros jovens judeus foram obrigados a passar por um curso especial de preparo para esta função. Uma vez que o nome dele se encontrara na lista dos sábios, os servos do rei saíram com ordens para matá-lo.
"Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios da Babilônia; entrou e lhe disse: Não mates os sábios da Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação. “Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e lhe disse: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual revelará ao rei a interpretação.” Daniel 1:1-25

"Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia. Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu. Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz".

A ATITUDE DE DANIEL AO RECEBER A RESPOSTA DE DEUS

Daniel e seus amigos rogaram ao Deus do céu. Ele respondeu ao clamor e lhes revelou o mistério. Então lemos: "Daniel louvou o Deus do céu" (v.19). Aqui temos três pontos a considerar: primeiro, a oração - eles pediram misericórdia ao Deus do céu. Segundo Deus revelou o mistério; terceiro Daniel "louvou o Deus do céu".

A interpretação é chamada de segredo (18), visto que se trata daquilo que não pode ser obtido pela razão humana isolada. Em resposta à revelação, Daniel bendisse a Deus em oração. A Deus pertence a sabedoria-Ele é onisciente e todo-sábio-e a força -pois governa tudo (20). O curso da história está nas mãos de Deus, que altera os tempos e as estações, e o destino dos governantes também está sob Seu controle. Quando a verdadeira sabedoria é encontrada entre os homens, essa é um dom de Deus, e o verdadeiro entendimento também vem da parte dEle (21). Ele revela o profundo e o escondido(22), a saber, as maravilhosas obras de Deus visando a salvação dos homens. Foi a esse Deus soberano que Daniel expressou seus agradecimentos.
Quando Daniel entrou na presença de Nabucodonosor, ele foi bem humilde. Explicou que a resposta não veio dele, e que nenhum homem seria capaz de revelar e interpretar o sonho por poderes próprios. Somente o Deus do céu, o único verdadeiro Deus, poderia revelar essas coisas aos homens.
Falando especificamente da expressão o "Deus do céu", ela é usada em três livros no Antigo Testamento e no Apocalipse, no Noto Testamento. Os tres livro do AT são Esdras, Neemias e Daniel.

Daniel revela e a revelação do sonho do rei (Daniel 2:31-35)


"O rei sonhou com uma grande estátua de quatro partes principais. A cabeça era de ouro, o peito e os braços, de prata e o ventre e os quadris, de bronze. As pernas de ferro se apoiaram em pés feitos de uma mistura de ferro e barro. De repente, uma grande pedra, cortada sem ninguém tocar nela, esmagou os pés da estátua, e então esmagou o resto da imagem. O que restou da estátua foi levado pelo vento, mas a pedra se tornou em uma montanha que encheu a terra toda".
Daniel revela o significado do sonho (Daniel 2:36-45)

A grande estátua do sonho do rei foi composta de quatro partes principais. Daniel as identifica como quatro reinos, começando com a própria Babilônia (a cabeça de ouro). Depois da Babilônia, teria uma sucessão de mais três reinos humanos. O próximo reino seria inferior à Babilônia, e foi representado pelo peito e os braços de prata. O terceiro seria maior, exercendo domínio “sobre toda a terra”. O mais forte dos quatro reinos seria o quatro, feito de ferro. Mas a mistura de barro mostra um reino dividido, com um lado frágil. Este reino seria esmiuçado pela grande pedra.


A parte mais importante da interpretação começa no versículo 44. A pedra representa o reino eterno de Deus. Ela não surge da terra; é cortada de um monte e desce para esmagar os reinos humanos. Diferente dos reinos dos homens que levantam e caem, este reino seria eterno e superior a qualquer império humano. Um detalhe que devemos observar é a profecia sobre a época na qual o reino de Deus seria estabelecido. Deus permitiu que Daniel olhasse para o futuro para afirmar que Deus ia fundar os seu reino “nos dias destes reis”, ou seja, durante o quarto império. Numa profecia feita 600 anos antes do nascimento de Jesus, Deus falou para os homens o tempo aproximado do estabelecimento do reino messiânico.
Daniel, continuou com a interpretação. a imagem representa todo o período dos "tempos dos gentios", mas há de se notar que, os pés da imagem foram separados das pernas de ferro. A razão é esta: durante a época presente, embora ainda os tempos dos gentios esteja em curso, a profecia não lida com esses dias, mas com o período que terminou na cruz e o outro breve espaço de tempo que começara depois que a Igreja for arrebatada. A obra de Deus nestes dias de graça, é tomar entre os gentios um povo para o nome de Seu Filho. Agora ele não lida com as nações como tais, mas com almas individuais que sal e, forma um só corpo para ser a noiva do Cordeiro nos dias vindouros.
OS QUATRO REINOS DO SONHO
No momento da interpretação dada por Daniel, o rei não tinha como saber a identidade dos outros impérios envolvidos nesta profecia. Neste capítulo, Daniel identificou apenas o primeiro reino, o de Nabucodonosor. Nós, porém, temos três vantagens quando estudamos o texto hoje. Primeiro, temos o resto do livro de Daniel, em que mais dois dos reinos são identificados por nome. Segundo, temos a história mundial que confirma a identificação dos próximos impérios e mostra, também, o quarto reino. Terceiro, temos os relatos bíblicos, que mostram quando o Cristo veio para estabelecer o reino de Deus. Juntando essas informações, podemos identificar as quatro partes da estátua do sonho de Nabucodonosor.
CONCLUSÃO
Dennis Allan, comentando o capítulo 2 de Daniel nos diz que: "Entre as mensagens importantes deste estudo de Daniel 2 e seu cumprimento são: 1. Deus prevê o futuro porque ele é Deus e domina o universo (Isaías 44:6-8). 2. Deus decidiu o tempo certo para estabelecer o seu reino, e cumpriu a sua palavra. 3. O reino de Deus já foi estabelecido e existe hoje. 4. Nós temos acesso ao reino dos céus por intermédio de Jesus, nosso Salvador e Senhor. 5. Cristo julgará todos nós conforme a sua palavra. 6. Jesus Cristo é o Rei absoluto e eterno; devemos obedecê-lo!"

Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.Psy)
www.adayltonalm.spaceblog.com.br
adayl.alm@hotmail.com


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