terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Predeterminada Morte de Cristo

Rev. Robert Harbach

      "Este homem foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, O mataram, pregando-O na cruz" - At 2v23. Há muitos anos atrás, Jonathan Edwards pregou um sermão chamado: "Pecadores nas mãos de um Deus Irado". Hoje, com uma visão medíocre de Deus sendo amplamente espalhada, muitos pensam que Deus está nas mãos de pecadores irados. Deus, para muitos, é na verdade um "Deus" fraco, que está sendo prejudicado e limitado pelas perversas mãos dos homens. O homem pensa que pode manter Deus à distância e dizer para Ele, "Eu não vou!" ou que ele pode, se ele escolher, abrir seu coração para o Salvador e deixar Ele entrar. Que caricatura ridícula do "Todo-Poderoso, cujo poder, nenhuma criatura é capaz de impedir"!
      Nosso texto não diz que Cristo foi entregue para a morte na cruz pelas mãos perversas dos homens, mas pelo propósito determinado e pré-conhecimento de Deus. Nós ouvimos ainda alguns falando da "Cruz de Jesus" como se fosse uma medida de emergência da parte de Deus. Assim como um escritor colocou: "Emergências mudam todos os tipos de ações usuais, divinas e humanas. [...] O maior evento na terra, a Cruz, foi uma ação de emergência[1]. Que imitação grotesca da verdade! Não existem emergências para Deus. Ele é o criador das circunstâncias; e nenhuma circunstância é ou se torna um problema para Ele. Deus nunca é colocado em uma situação difícil; e a Cruz não foi uma reconsideração, trazida a tona repentinamente para lidar com uma dificuldade imprevista. A morte de Cristo não foi uma calamidade que apela para a simpatia e pena do homem. Sua morte não foi um simples experimento incerto em seus resultados. E também não foi uma mera experiência que Deus colocou em prática para ver o que de bom poderia acontecer, ou qual resposta favorável poderia ser provocada no homem. Ela foi perfeitamente planejada no eterno propósito e desígnio do soberano Deus. "De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com o povo de Israel nesta cidade, para conspirar contra o Teu santo servo[2] Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o Teu poder e a Tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse" - At 4v27-28.
      Ouça o pleno propósito da Cruz dos lábios da Verdade encarnada: "Mas Eu, quando for levantado da terra - sobre a cruz -, atrairei todos a mim" - Jo12v32 - e "Todo aquele que o Pai Me der virá a mim" - Jo 6v37. Eu me deleito nesta verdade e amo proclamá-la, que o desígnio do Senhor permanecerá, e Ele faz tudo o que Lhe apraz. Portanto todos que o Pai dá a Cristo, Ele não perderá nenhum. Através de sua morte predeterminada eles estão eternamente salvos, e nunca perecerão (v. Jo 10v28). Cada parte da crucificação estava de acordo com o eterno propósito de Deus a qual ele planejou em Jesus Cristo nosso Senhor (v. Ef 3v11).
Então, você pode ver que a causa principal da morte de Cristo, não foi nenhuma contingência, acidente ou acaso, mas o soberano desígnio e eterna presciência de Deus. Foi Deus Quem planejou, Quem ordenou e Quem induziu todas as coisas relacionadas a ela. Isto, de nenhuma forma implica que os assassinos de Cristo foram forçados a realizar seus maus feitos. Eles agiram livremente e fizeram com Ele tudo o que quiseram. E ainda, eles são responsáveis perante Deus por seus pecados e não estão livres sob a desculpa de que tudo isto era a obra do propósito determinado de Deus. Agradou ao Senhor usar sua malícia, crueldade e suas mãos ímpias como instrumentos para cumprir o Seu santo propósito.
Aos olhos humanos, esta foi uma morte violenta. Ele foi condenado à morte de uma forma ultrajante por homens furiosos: "com a ajuda de homens perversos, O mataram, pregando-O na cruz". Porém, do ponto de vista da soberania de Deus, nenhum homem poderia tocá-lo, a não ser pela vontade do Senhor Todo-Poderoso. Ele sempre foi obediente à vontade do Pai.
Portanto esta foi uma morte voluntária. Ele entregou Sua própria vida; nenhum homem a tirou dEle. Ele tinha poder para entregá-la e poder para tê-la novamente.
Esta foi uma morte dolorosa. "A cruz foi um balcão de estiramento[3] bem como uma forca."[4] As dores que Ele sofreu foram as dores mortais e agonias infernais. Seu corpo foi corroído em dores. Ele suportou um amargo sofrimento e dores de parto da alma.
Além disso, esta foi uma morte vergonhosa. Somente os escravos e os homens mais vis e desprezíveis eram crucificados. Eles eram feitos um espetáculo infame. Mas Jesus "suportou a cruz" e "desprezou a vergonha".
Agora, porque Jesus morreu desta maneira? Não foi para nos mostrar como um bom homem morre; não foi para nos ensinar como permanecer fiéis às nossas convicções, mesmo diante da ameaça de morte; nem para provar que o martírio é melhor que acordos. Não! Foi porque na Sua morte e através dela, Ele tinha de sofrer a maldição de Deus contra o pecado. A maldição da lei estava perante todos nós, uma vez que todos transgredimos a lei divina. Cristo sofreu a maldição por Seu povo e redimiu-os dela.
A sua morte foi uma morte prefigurada. No velho testamento nós temos a figura do cordeiro sendo sacrificado como um símbolo de Cristo, que é o Cordeiro de Deus.
Sua morte foi uma morte predita. Ele mesmo predisse a Sua própria morte: "O Filho do homem vai, como foi determinado; mas ai daquele que O trair!" - Lc 22v22. E Deus também predeterminou Sua morte. Tudo foi "conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da Sua vontade" - Ef 1v11.
Portanto, embora Ele tenha morrido sobre a cruz, Ele não morreu por causa da cruz. Cristo não foi uma vítima das circunstâncias. Não! Todas as circunstâncias estão no controle de Deus. Cristo também não sofreu uma morte trágica como resultado de capricho, coincidência, sorte ou acaso. Que seja banida a idéia de que a cruz foi uma tragédia ou que ela foi de qualquer forma uma decisão emergencial que Deus teve de tomar!
No entanto, nos deparamos com títulos de sermões, tais como: "A tragédia da Cruz". Ora "tragédia" é definida pelo Dicionário Webster[5] como: "Um evento fatal e pesaroso no qual uma vida humana se perde devido a violência humana, particularmente por uma violência não autorizada" portanto é "a consequência fatal de uma luta sem solução". Mas isto é exatamente o que a morte sacrifícial de Jesus Cristo não foi! "Todas as obras de Deus Lhe são conhecidas desde o princípio do mundo" - At 15v18[6] -; e a cruz não é uma excessão disto. Ela não foi a consequência fatal de uma luta sem solução; mas foi a consequência inevitável de um propósito inabalável!
É dessa forma com o precioso sangue de Cristo. Crentes são salvos através do sangue enquanto ainda estão na terra, para que possam viver com Cristo no céu. E o sangue, o qual é a redenção deles na terra, é a confirmação para os que estão no céu. Por causa de Seu sangue derramado, os santos no céu têm uma alegria mais completa, mas eles não têm mais confiança do que os santos que ainda estão na terra. Como a colheita de alguns "feixes", que foram deixados para trás "de propósito", em um antigo campo já esquecido, expressa (v. Rt 2v16):
"Mas os de Cristo até o fim serão perseverantes,
Tão certo como os penhores são dados,
Mais felizes, porém não mais confiantes,
Os espíritos no céu glorificados.
"
Portanto, é pelo Seu sangue que Ele abriu o reino dos céus para todos os crentes; observem, não para todos os homens, mas para todos aqueles que crêem! Está é a extensão e a intenção da Sua morte: "Por meio Dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés" - At 13v39. De acordo com 2 Tessalonicenses capítulo 2 versículo 13, Ele "escolheu [...] mediante [...] a fé na verdade" - os que crêem são os eleitos.
O mundo vê este poderoso sacrifício como o meio da remissão dos pecados para o povo de Deus; e o mundo o odeia por completo. Os ímpios não terão nada da misericórdia de Deus no sangue de Cristo. Para eles esta misericórdia é desprezada. No entanto, aqueles que confiam naquele sangue expiatório, ainda que sejam os maiores pecadores, estão certos do perdão gratuito que é pleno e definitivo. A culpa mais terrível é tão incapaz de permanecer diante do poder purificador daquele sangue, quanto o ímpio réprobo é incapaz de permanecer diante da ira e da justiça de Deus. Por aquele sangue Divino toda mancha é lavada. Aquele sangue eficaz apaga todos os pecados de todos os eleitos, até mesmo a sua mais obstinada incredulidade.
Assim como a morte de Cristo foi descrita de forma tão maravilhosa por um certo escritor:
Ela foi uma morte natural, isto é, foi uma morte real. Ele não apenas desfaleceu na cruz, para então reviver na frieza do sepulcro. O eterno Filho de Deus "se fez carne", condenou o pecado na carne e "experimentou a[própria] morte". Para que a naturalidade disso fosse ainda mais evidente, Ele foi sepultado e ficou no túmulo por três dias.
Esta foi uma morte anormal, ou seja, ela foi excepcional. A morte não tinha absolutamente nenhum poder sobre o Salvador Divino. A morte vem pelo pecado, e Ele não tinha pecado. Pedro diz: "Ele não cometeu pecado [...]" - 1 Pe 2v22 -; João diz: "[...] Nele não há pecado" - 1 Jo 3v5 -; Paulo diz: "Aquele que não tinhapecado [...]" - 2 Co 5v21. Ele é "santo, inculpável, puro, separado dos pecadores". Pilatos não encontrou nenhuma falta n'Ele. Portanto, para o Santo de Deus morrer foi anormal.
Sua morte foi sobrenatural. Ela foi a morte do Filho de Deus predeterminada desde a eternidade. Ele é o Cordeiro que foi sacrificado antes da fundação do mundo. Ele mesmo disse: "Estou dizendo antes que aconteça, a fim de que, quando acontecer, vocês creiam que Eu Sou" - Jo 13v19. Nós somos redimidos com o "precioso sangue de Cristo, como de cordeiro sem mancha [na sua pessoa] e sem defeito [na sua conduta], conhecido antes da fundação do mundo" - 1 Pe 1v19-20.
Deus em seu propósito determinado planejou desde a eternidade que o Salvador morreria como sacrifício pelo pecado, para que pudéssemos viver. Sua morte também foi sobrenatural no sentido em que ela foi diferente de qualquer outra morte. Ela foi uma morte voluntária, pois Ele "entregou" sua vida por si mesmo. Ele foi conduzido, não impelido, como um cordeiro ao matadouro. Ele inclinou Sua cabeça e entregou Seu espírito. Por todas as seis horas de excruciante dor na cruz, Ele manteve Sua cabeça erguida. Ela não se recostou desamparada em seu peito. Quando Ele morreu, sua cabeça não caiu; Ele a curvou, de forma reverente e voluntária. Eis o majestoso comportamento de Cristo sobre a cruz!
Contudo ainda existem mais evidências que ela foi uma morte sobrenatural: "Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os sepulcros se abriram [...]" - Mt 27v51-52. O propósito e o poder de Deus são muito evidentes na morte do Seu filho. Tudo sobre a Sua morte estava nas mãos de Deus e sob Seu controle. O próprio Filho foi o poderoso Conquistador na batalha das eras (v. Ap 6v2), pois Ele matou a morte, morto, por sua própria morte, e aniquilou o pecado pelo sacrifício de Si mesmo (v. Hb 9v26). Ele não foi uma vítima indefesa da violência humana. Através de Sua morte Ele fez o que Lhe estava designado para fazer, como Ele disse, "Esta ordem recebi de meu Pai" - Jo 10v18b.[7]
Portanto, insistimos que a morte de nosso Senhor Jesus Cristo foi definitiva e infalível em todos os aspectos, historicamente, naturalmente, espiritualmente e efetivamente. Não existiu nada acidental, nada incerto. Sua presciência a tornou infalível, pois a presciência de Deus está baseada no Seu desígnio e propósito já estabelecidos. Deus conhece de antemão apenas o que Ele preordenou. Ele preordenou tudo o que acontece. Logo, Jesus foi para a cruz com uma determinação absoluta, se pôs firme em direção a Jerusalém e ao Calvário. Ele não foi apenas para tornar possível a salvação da humanidade, mas para tornar certa e real a salvação dos crentes, do "povo escolhido de Deus, santo e amado" - Cl 3v12. Ele morreu na cruz, não somente para fazer os pecados perdoáveis, mas para "tirar" os pecados (v. Jo 1v29). Logo, Sua morte não foi uma mera redenção "condicional" que poderia simplesmente acontecer de acordo com a disposição ou inclinação do homem. Ela foi uma redenção real; Ele de fato redime de forma verdadeira e real. "[...] Ele visitou e redimiu o Seu povo [...]" - Lc 1v68.
Portanto, o Senhor Jesus executou perfeitamente o desígnio e a vontade de Deus. Ele revela, realiza e conclui todo o plano de Deus. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o Seu propósito eterno. Na eternidade o Seu povo estava na mente e plano de Deus, o Seu povo a quem Deus conheceu de antemão e predestinou para que fosse chamado, predestinou para que fosse justificado e predestinou para que fosse glorificado (v. Rm 8v28-30). Agora, no tempo, essas pessoas serão chamadas por Cristo através da pregação da Sua Palavra, justificadas por Seu sangue, e por fim glorificadas no retorno de Cristo em Sua gloriosa Segunda Vinda. Por isso a cruz de Jesus é o elo central da corrente que liga todo o plano da salvação de sua Igreja Invisível, Militante, Triunfante e Universal, de eternidade a eternidade.
O Senhor Jesus morreu de acordo com o propósito de Deus e nós somos salvos de acordo com o propósito de Deus. Por isso o Filho de Deus é levado a cantar. "Tu me diriges com o teu conselho e depois me receberás com honras" - Sl 73v24. O crente, pela graça de Deus é destinado a glorificação. Jesus Cristo conquistou glória para nós na Sua cruz. Através do poder da Sua cruz, a glória do céu será manifesta. Através do poder da Sua cruz, Ele chamará o Seu povo das profundezas do pecado, da morte e do inferno para o auge da glória eterna. Ele é capaz de fazê-lo, visto que ressuscitou "vivendo eternamente", e a morte não tem mais nenhum domínio sobre Ele. O Cristo vivo tem poder para salvar. Este gracioso poder sempre está ativo, salvando os homens pela fé, que é em si o dom de Deus, chamando-os, justificando-os, santificando-os, e por fim glorificando-os tanto na alma como no corpo.
Com uma fé verdadeira, creia e confie no Cristo do Calvário e você habitará para sempre na casa do Cristo da Glória.
Fonte: http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_predetermineddeath.html#.VCsGEPldUgR

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os 5 degraus da humildade

Existem 5 degraus da humildade que se você seguí-los, você crescerá espiritualmente e receberá da graça de Deus diariamente:

l) Considere no seu coração que você é menor do que os outros.
2) Não julgue ninguém, mas sempre analise a sua vida primeiro.
3) Fuja das honras deste mundo. Nada é tão perigoso como buscar honras e elogios de homens.
4) Reconheça que a Palavra de Deus sempre está certa, mesmo que você não entenda. 
5) Seja obediente aos princípios de Deus, de forma voluntária e prazerosa.

Isaac Newton foi um grande inventor e também um homem que tinha uma profunda reverência por Deus. Certa vez ele disse: "Aprendi duas coisas na vida que são de extrema importância: a primeira é que eu sou um grande pecador e a segunda é que descobri que Jesus é um salvador maior do que qualquer erro que eu possa cometer."

É aí que começa a humildade em nossos corações: quando reconhecemos a grandeza de Deus e vemos o quanto precisamos Dele. A humildade nos leva a querer ter uma vida consagrada e de oração, porém, enquanto o nosso "eu" for grande, não conseguiremos encontrar o favor de Deus. Jesus contou em uma parábola sobre dois homens que subiram ao tempo para orar. Um deles mostrou em sua oração a Deus muitas boas obras que ele fez, enquanto que o outro não quis enfatizar o quanto ele fez, mas sim o quanto ele precisava de Deus. Ele se achava tão pecador, que não tinha coragem sequer de olhar para o céu. Agora tente imaginar qual deles foi aceito por Deus? Leia:

"Para alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros, nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. "Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18:9-14)

Por que o publicano (cobrador de impostos) voltou para casa justificado por Deus? Porque ele era humilde. A pessoa humilde sempre encontrará razões para dar graças a Deus. Ela não vai recebendo as bênçãos como se fosse uma coisa natural, como se ela merecesse. Ela sabe que tudo vem pela graça de Deus! Por isso precisamos ser humildes para recebermos o perdão e a graça de Deus em nossas vidas. Veja o que a Bíblia diz: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." (Tiago 4:6)

"Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1:8,9)

A graça de Deus vem sobre os humildes. Que promessa maravilhosa! Talvez você não seja uma pessoa com grande conhecimento, é falha como qualquer outra, mas está sempre abrindo mão do orgulho e reconhece sua necessidade do perdão de Deus. Com isso Ele estará sempre derramando a graça Dele sobre você. Quem é humilde, por mais que tenha feito e aprendido muitas coisas, ela nunca fica interessada em se vangloriar e mostrar para os outros seus grandes feitos. Ela só enxerga os feitos de Deus!

Ó Deus, nos ensina a cada dia a seguirmos o caminho da humildade. Em nome de Jesus, amém.

Fonte: http://www.pastorantoniojunior.com.br/mensagens-evangelicas/5-degraus-da-humildade#ixzz3EhxdfHev

sábado, 27 de setembro de 2014

O Cristão e o Compromisso com a Igreja Local

Introdução
      A Igreja é uma instituição divina, portanto, sagrada, tanto na sua expressão universal como na sua expressão local. Na sua expressão universal a Igreja é composta por todos os salvos, em todas as épocas, independente de cor denominacional (Mt 16.18; Hb 12.22,23;...). 
     A Igreja na sua expressão local é composta por um grupo de salvos organizados numa determinada localidade, seguindo padrão neo-testamentário, com seus pastores e oficiais (Fp 1.1; Tt 1.5; Mt 18.17;...).
    À Igreja de Deus tem atribuições para realizar aqui neste mundo, sendo as principais: Cultuar a Deus (Sl 96.1-10; 95.1-7); Edificar-se mutuamente (Ef 2.20-22; 4.11-16), proclamar o Evangelho (Mc 16.15; Mt 28.18-20; Lc 24.47) e cuidar dos crentes necessitados (Gl 6.10; Hb 12.16; Rm 12.13). Esse é o grandioso ministério da Igreja aqui neste mundo.
     Além dessas atribuições é bom lembrar que a Igreja também é uma organização através da qual fluem as atividades mencionadas no parágrafo anterior e que os crentes também tem compromisso com o seu funcionamento adequado. É de responsabilidade dos crentes, membros de uma Igreja local, comprometer-se com essa obra que é de Deus, conforme abaixo:
I – É dever de o crente freqüentar assiduamente as reuniões da Igreja
A Igreja em sua dinâmica estabeleceu uma programação da qual fazem parte as reuniões, os cultos que são as santas convocações do Senhor, e sendo o dever de todos os crentes frequentá-los assiduamente. Na Bíblia encontramos diversos textos que tratam desse assunto: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor” Sl 122.1. “...Preferiria estar na porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas da impiedade” Sl 84.10. “Não abandonando a nossa congregação como é costume de alguns” Hb 10.25. 
Infelizmente, observa-se nas Igrejas esta falta de compromisso do povo de Deus. Existem aqueles crentes seletivos, ou seja, vivem escolhendo tipo de culto para freqüentá-lo. Uns só vêm aos cultos de domingo, à noite. Outros só freqüentam a Escola Dominical. Ainda outros freqüentam um dos cultos do meio da semana. Graças a Deus que existem ainda aqueles que não “perdem” os cultos da Igreja, são assíduos, discípulos de Ana, profetiza, cujo testemunho de assiduidade encontramos em Lucas 2.36,37: “E estava ali a profetiza Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade, e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia”. 
A freqüência assídua do crente às reuniões da Igreja vai promover o seu crescimento espiritual além de glorificar a Deus pelo prestígio que o salvo demonstra para com a Sua presença nas reuniões da Igreja (Mt 18.20).
II – É dever de todo o crente contribuir financeiramente para a manutenção da Igreja.
Sabemos que todo e qualquer empreendimento, inclusive, a Igreja precisa de recursos para a sua manutenção. É sabido que a Igreja não recebe subsídio do Estado (federal, estadual ou municipal) para a sua manutenção.
Deus por graça e misericórdia deu recursos aos seus filhos (Jo 3.27; Tg 1.17) para manutenção sua e de sua família e também para a manutenção de Sua obra.
Tratando-se da manutenção da obra do Senhor, através do ministério da Igreja local, o Senhor estipulou dois tipos de contribuição: os dízimos e as ofertas.
1) O dízimo do Senhor – Essa contribuição foi estipulada diretamente por Deus. Deus nos dá 100% (o sustento completo) e ordena que devolvamos a Ele apenas 10% (o dízimo do Senhor) para o sustento do Seu trabalho. Deus prometeu em sua Palavra abençoar abundantemente aos crentes fiéis nessa área. “Trazei todos os dízimos à Casa do tesouro para que haja mantimento em minha casa e depois disso fazei prova de mim se não abrir as portas dos céus e derramar sobre vós uma bênção que vos advenha maior abastança” Ml 3.10. Sobre os dízimos é bom consultar os textos que fala sobre o dizimo antes, durante e depois da Lei mosaica: Gn 14.18-20; 28.18-22; Hb 7.4-10; Mt 23.23.
2) As ofertas – Deus determinou também que os crentes ofertassem, de acordo com as suas posses, para a manutenção de Sua obra. Podemos classificar as ofertas em ofertas voluntárias e ofertas alçadas. As ofertas voluntárias são aquelas ofertas que são dadas pelo crente à Igreja de acordo com a sua prosperidade. Essa oferta é dada espontaneamente sem ser uma resposta a algum apelo que se faça na Igreja. As ofertas alçadas são aquelas que são solicitadas aos membros da Igreja para atender a alguma necessidade definida: construção, aquisição de algum bem, etc. Quanto às ofertas, leia os textos: Ofertas Voluntárias – 1 Cr 29.3-18; At 4.34-37; 1 Co 16.1-4; 2 Co 8.1-4; Ofertas Alçadas – Ex 25.1-7; 2 Cr 24.1-14
Em ambos os casos (dízimos e ofertas), as contribuições devem ser entregues ao Senhor com um profundo sentimento de gratidão e amor a Casa do Senhor, pois Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9.7).
Uma das provas de conversão genuína a Cristo é justamente “o abrir o bolso” para atender as necessidades da Igreja. Veja o exemplo de Zaqueu quando teve a experiência de conversão a Cristo (Lc 19.1-10, leia especialmente o versículo 8).
Infelizmente, existem muitos crentes avarentos que não entregam a Deus o que é de Deus, e quando o entregam, entregam mutilado, como fez Ananias (At 5.1-11). A Bíblia diz que a avareza é pecado e é igual ao pecado de idolatria, que Deus abomina (Ef 5.5; 1 Co 5.10; 6.10; Lc 12.15; Hb 13.5).
III – É dever de todo o crente engajar-se nos trabalhos da Igreja
Foi dito na introdução desta lição que Deus deixou com a Igreja a responsabilidade de servi-Lo. Esse serviço engloba as áreas da adoração a Deus (o culto), da edificação espiritual dos salvos, da proclamação do Evangelho aos perdidos e da assistência aos santos necessitados. 
Essa obra é uma obra gigantesca e necessita para executá-la do engajamento ou comprometimento de todos aqueles que professam a Cristo. É bom esclarecer que essa obra é uma obra que deve ser realizada pela Igreja local, transferindo-se assim para os seus membros esse dever, ou essa obrigação.
Assim sendo, não dá para entender aqueles crentes “assistentes” que participam de algum culto na Igreja, principalmente aos domingos, à noite, e não se engajam ou não se comprometem com a obra geral da Igreja. Esses amados do Senhor “assistem de camarote” os outros a levarem a carga e não ajudam e, se ajudam, faz só um pouquinho. Ainda existem aqueles que dificultam com as suas criticas o trabalho daqueles que estão fazendo a obra do Senhor. Misericórdia!
Amados, fomos chamados por Deus para servi-Lo. A Bíblia nos identifica como servos de Deus (Rm 6.18,22). O serviço a Deus deve ser uma expressão de amor, gratidão e obediência do crente para com Ele e não deve ser feito de qualquer maneira. O salmista disse que devemos servir ao Senhor com alegria (Sl 100.2). Paulo disse que devemos servir a Deus com fervor (Rm 12.11) e que esse serviço deve ser feito com firmeza, constância e abundância (1 Co 15.58).
Não existe nada melhor neste mundo do que a obra do Senhor, e nenhum crente verdadeiro pode ficar alheio ao seu desenvolvimento. Isto deve ser prioridade na sua vida, é a razão de ser de sua existência neste mundo. Veja Mateus 6.33; Fp 3.17-19.
IV – É dever de todo o crente obedecer às autoridades constituídas dentro da Igreja.
Deus pela soberana e livre vontade estabeleceu na Igreja ministérios para o funcionamento ordeiro da mesma. De acordo com as Sagradas Escrituras identificamos os ofícios de Pastor, Presbítero e Diácono, cada um com uma área delimitada de ação e com um perfil estabelecido pelo Senhor.
Ao Pastor Deus deu a liderança maior dentro da Igreja local. É dele a responsabilidade de presidir ou dirigir a obra do Senhor através da Igreja que está sob a sua responsabilidade. Ele é o anjo da Igreja responsável por ela diante de Deus (Ap 2.1,8,12,18...). O pastor é uma dádiva à Igreja (Jr 3.15; Ef 4.11).
Os Presbíteros foram estabelecidos por Deus na Igreja local para auxiliar o Pastor no pastoreio das ovelhas do Senhor (At 20.28; 1 Pe 5.1-3), sob a liderança do Pastor da Igreja.
Os Diáconos foram também estabelecidos por Deus para cuidar das temporalidades da Igreja, mui especialmente da beneficência (assistência aos santos necessitados) (At 6.1-3).
Essas lideranças estabelecidas por Deus têm autoridade na sua área de competência dentro da Casa do Senhor. Devem ser honrados e respeitados, e assistidos mui especialmente o Pastor ou Pastores pelo trabalho que executam (Hb 13.17; 1 Tm 5.17,18; 1 Ts 5.12,13).
Infelizmente, tem se observado no meio do povo de Deus muitos crentes que não têm temor de Deus no coração e não respeitam o Pastor nem os outros Oficiais, falam mal deles e não se submetem à sua orientação e outros desprezam os obreiros do Senhor, criticando-os; parecem-se com Coré, Datã e Abirão que não se submeteram as orientações de Moisés, servo de Deus (Nm 16.1-50) ou com Alexandre, o latoeiro, que resistiu fortemente ao apóstolo Paulo, causando-lhe muita dificuldade no exercício do seu ministério (2 Tm 4.14,15).
Conclusão
Vimos neste artigo quatro áreas relacionadas ao compromisso do cristão com a Igreja do Senhor, na sua expressão local. Existem outros compromissos do cristão, que não foram tratados aqui, envolvendo a Igreja. Esses mencionados já trazem para nós como membros de uma igreja, uma grande responsabilidade diante de Deus e da Igreja a que pertencemos.
Somente com a graça de Deus, pois em tudo dependemos d’Ele (Jo 15.5) é que podemos cumprir os nossos compromissos. Deus nos deu as condições necessárias para que cumpramos as nossas responsabilidades: a oração (Ef 6.18; 1 Ts 5.17), o poder do Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8), a eficácia do sangue de Jesus (I Jo 1.7,9) e o poder da Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17; Hb 4.12).
Assim sendo, consagremos a nossa vida ao Senhor e à sua obra. Exercitemo-nos espiritualmente, freqüentemos regularmente os cultos da Igreja, sejamos em tudo fiéis ao Senhor e seremos reconhecidos por Deus, pela Igreja e pelo povo em geral como crentes cumpridores de seus compromissos para a glória de Deus.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
http://preudescavalcanti.blogspot.com.br/

Um crente a reboque (auto rebocado)

INTRODUÇÃO
• Ló é símbolo de um crente fraco, trôpego, mundano, que vive dando problemas e deixa de ser bênção. Não influencia, não tem autoridade para testemunhar, não produz frutos. É um crente a reboque. 
• Eis o assunto que abordaremos nesta mensagem.

I. UM CRENTE A REBOQUE VIVE NA SOMBRA DOS OUTROS E NÀO NA PRESENÇA DE DEUS

• Ló acompanha Abraão desde Ur dos Caldeus. Aonde Abraão vai, Ló vai atrás. Abraão andava com Deus. Ló vivia na sombra de Abraão (11:31).
• Siquém… Betel… o Oriente. Ló segue à sombra de Abraão. Descida ao Egito e volta a Betel. Ló o segue sempre (12:4; 13:1; 13:5).
• Abraão levanta altares a Deus. Ló nunca levantou um altar a Deus. Ló armava suas tendas para Sodoma. Ilustração: Você vê o veleiro com as velas enfunadas? Vê a conoa que lhe está presa? Ela não faz esforços, deixa-se puxar, sem lutar contras as forças das ondas. Segue no rastro de seu “trator”. Por pouco não se gloria de avançar tão bem como o outro. O primeiro barco me faz pensar em Abraão, o segundo em Ló.
• Ló é o retrato de um crente rebocado. Cortada a amarra que liga os dois botes, um prossegue em sua corrida, o outro avança ainda um pouco sob o impulso, depois pára, entregue apenas ao sabor das ondas.
• Triste imagem do Ló moderno = Por tanto tempo “puxado” e rebocado por um cônjuge fiel, por pais piedosos. Se é privado desse convívio, perde o entusiasmo, cede logo ao desânimo, abandona finalmente a corrida.
• Quando Ló ficou sozinho, ele foi em direção a Sodoma. Ali afligiu a sua alma. Ali mergulhou sua família num lugar tenebroso.
• A vida de Ló só está bem com Deus enquanto está na companhia de Abraão. Ele não anda com Deus sozinho. O crente rebocado precisa de muleta. Ilustração: O rei Joás começou a reinar com sete anos. “Fez Joás o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada” (2 Cr 24:1). Depois que Joiada morreu, o rei se corrompeu (2 Cr 24:17-25).

II. UM CRENTE A REBOQUE VIVE MAIS APEGADO AO MUNDO (COISAS MATERIAIS) DO QUE INTERESSADO DAS COISAS DE DEUS (COISAS ESPIRITUAIS)
1. Na hora de separar-se de Abraão, Ló revela ganância e apego às coisas materiais – 13:10
• Ló dava mais valor ao ter do que ao ser. Abraão não tem apego à terra. Ló não tem apego ao céu. O coração de Ló estava posto nas coisas materiais e não em Deus. Seus olhos se enchem com as riquezas do mundo. Seu prazer não está em Deus, mas no dinheiro. 
• Ló perde o que cobiça e Deus dá a Abraão toda a terra que Ló cobiça (13:14-15).

2. Ló caminha na direção de Sodoma, a cidade condenada – 13:12-13
• Ló vai para a cidade iníqua, para a cidade da perversidade mais gritante. Ló vai armando as suas tendas. Vai entrando no espírito da cidade. Ló leva a sua família para Sodoma. Para ele o status, o sucesso, a fama, a riqueza valem mais do que a vida espiritual da família.
• Ló se mistura, se envolve. Deus nos alerta: 1) 1 João 2:15 “Não ameis o mundo, nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. 2) Tiago 4:4 “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus”.
• Há muitos filhos de Deus vivendo em Sodoma. Perderam seus absolutos. Estão mais entusiasmado com as riquezas do mundo do que com as glórias do céu. Estão mais fascinados com o brilho de Sodoma, do que com a glória de Deus.
• Ló é rebocado de Sodoma, preso e espoliado. Abraão o liberta e ele volta para Sodoma (14:12-14).

3. Ló torna-se juiz da cidade, mas não influencia a cidade – 19:1
• Poderíamso pensar: Que bênção! Ló está prosperando. Ele tem projeção na cidade. Ele exerce uma função de prestígio, mas ele não influencia, ele não testemunha, ele não faz diferença.
• O clamor da cidade aumenta. O pecado da cidade cresce. Ló não ora. Ló não intercede. Ló não testemunha. Ló se mistura. Ló está anestesiado espiritualmente. Ele não se apercebe que o juízo de Deus está prestes a cair sobre a cidade. Ele é um crente acomodado, dormindo o sono da morte entre os mortos espirituais.
• Temos crentes nas Escolas, nas Universidades, nas Instituições Públicas, nos Hospitais, no Comércio, na Indústria, em todo o lugar. Estamos fazendo diferença? Estamos dizendo: “eu sou do Senhor?”

4. Ló vive uma vida dupla
• Quando os anjos de Deus chegam: “ele se prostra com o rosto em terra”. Quando os libertinos e devassos sodomitas cercam a sua casa para abusarem de seus hóspedas, ele os chama de “meus irmãos”. 
• Ló quer ficar bem dos dois lados. Mas os sodomitas descobrem a hipocrisia de Ló e o chamam de “estrangeiro”. Ló os chama de “irmãos”, mas eles os chamam de “estrangeiro”. Triste coisa é fazer concessão ao mundo. 
• O mundo tem faro. A Pedro disseram: “tua linguagem te faz conhecido”.

5. Ló perde o referencial de moralidade pelo seu envolvimento com o mundo
• “Não façais mal…”, “Eis que tenho duas filhas, virgens, eu vos trarei; tratai-as como vos parecer” (19:7,8). Quê? Para evitar uma tragédia, lançar mão de um mal tão grave? O que significa esta maneira amoral de agir? É a escapatória de um crente rebocado que, conhecendo a Deus não andou com ele.
• Esse comportamento decepcionante é uma prova evidente de que a consciência do crente que navega em águas turvas acaba por se embotar completamente.

III. O CRENTE A REBOQUE INTERESSA-SE MAIS PELA PROSPERIDADE DA FAMÍLIA DO QUE PELA SALVAÇÃO DA FAMÍLIA
1. Ló casa-se com uma mulher que amava mais as coisas do mundo do que a Deus
• A mulher de Ló não era convertida. Ló não buscou a vontade de Deus para se casar. O coração da sua mulher estava arraigado em Sodoma. Ela amava a riqueza e não a Deus, o mundo e não o céu. As coisas de Deus não empolgavam a família de Ló.

2. Ló não ministrou à sua esposa
• Ló não ora com a família. Ló não fala de Deus para a família. Ló depois de liberto das mãos dos conquistadores, volta para Sodoma e para lá leva a sua família. Jó não ajudou a sua mulher a crer na Palavra de libertação que o anjo lhes trouxe.

3. Ló torna-se juiz da cidade, mas não é sacerdote do seu próprio lar
• Ló era homem de projeção, cuidava dos problemas dos outros; mas não orava com a família, não ensinava as coisas de Deus para a sua família. Ilustração: a) Eli – sacerdote e profeta; b) Davi – rei. 
• Muitos lares hoje estão em crise. Morreu o culto doméstico. Não há comunhão ao redor da mesa. A TV ocupou o altar da família.

4. As filhas de Ló são entregues para namorar e casar com homens que não temem a Deus
• Abraão mandou buscar esposa crente para o seu filho Isaque. Ló entrega as suas filhas aos moços de Sodoma que cassoam e tripudiam da Palavra de Deus.
• Quantos pais têm orado pelo casamento de seus filhos? O namorado de sua filha, é filho de Deus?
• Ló se propõe a entregar suas filhas aos próprios libertinos.

5. Ló não tem autoridade para pregar para os seus genros
a) Quando ele lhes fala – pensam que está fazendo gracejo = Os jovens não levam a sério a palavra de Ló. Talvez Ló nunca tivesse falado sério com eles. Por isso, não acreditaram agora.
b) Ló prega para os genros, mas não vive o que prega = Manda-os sair da cidade condenada. Mas ele mesmo está agarrado a ela. Só sai rebocado!

IV. UM CRENTE A REBOQUE É ÁGIL PARA IR PARA A CIDADE DO PECADO, MAS LERDO PARA SAIR DELA
1. Ló vê e cobiça as campinas do Jordão – 13:10
• Ló foi dirigido pelo olhar e não pela fé. Ele viu e desejou. Ele viu e cobiçou. Sua ganância era maior do que a sua fé. Sua cobiça era maior do que o seu compromisso com Deus. Para ele o dinheiro era mais importante do que a santidade. Para ele a riqueza era mais importante do que a salvação da sua família.

2. Ló caminha na direção da cidade do pecado – 13:12-13
• “Ló nas cidades da campina, ia armando as suas tendas até Sodoma. Ora os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor”. Ló não consegue ler as placas de perigo da estrada. Ele avança todos os sinais vermelhos. Ele está cego pelo desejo de sucesso. Ele vai perdendo sua sensibilidade espiritual. Ele vai se misturando com aqueles que zombam de Deus e já não sente mais tristeza por isso.
• A decadência mroal de Sodoma era terrível: a) Desnatural (Rm 1:26,27); b) Desavergonhada (em público); c) Violência (querem abusar dos estrangeiros); d) Obstinados (mesmo depois de cegos procuram a porta para atacar Ló); e) Generalizado (velhos e moços).

3. Ló é solenemente avisado por Deus – 14:12
• Ló é preso em Sodoma com toda a sua família. Seus bens são saqueados. Ele é rebocado de Sodoma pelos próprios inimigos. Ali Ló deveria ter acordado. Ele deveria ter entendido ali que Sodoma não era o lugar para ele viver com a sua família. Mas Ló não tem mais discernimento espiritual.

4. Ló volta para Sodoma depois de ter sido retirado de Sodoma – 14:16;19:1
• Ló volta para Sodoma com toda a sua família. Envolve-se mais fundo ainda com a cidade condenada. Ló vai criando raízes em Sodoma. Agora já faz parte da estrutura da cidade. Agora é juiz da cidade. Suas filhas namoram com jovens da cidade. Sua mulher ama as riquezas e o pecado da cidade. O coração da família de Ló está em Sodoma.

5. Ló exita em sair de Sodoma
• Os anjos de Deus chegam em Sodoma para destruir a cidade porque lá não havia nem dez justos. Os anjos apertam com Ló, mas ele demora. Os anjos o arrastam, o despejam, o tiram a força da cidade condenada. E quando já estavam fora da cidade, um anjo lhe disse: “Livra-te, salva a tua vida, não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças”. 
a) Não há segurança para Ló onde ele estava = Assim também se você não sair da sua Sodoma, se você não deixar o seu pecado, se você não se converter, você vai perecer. Não há segurança para você em seus pecados não perdoados. Na há esperança para você; ou você foge deste mundo tenebroso, da ira vindoura ou então você morrerá nos seus pecados. Não há segurança para você no seus pecados não abandonados. Não há salvação para o bêbado se não deixar a bebida. Não há salvação para o impuro, se ele não deixar a impureza. Não há salvação para o mentiroso, se ele não abandonar a mentira. 
b) Se Ló está para ser salvo, ele deve sair da cidade condenada a toda pressa = Ló precisa deixar seus antigos companheiros, seus antigos confortos. Ló não pode parar para argumentar. Ficar em Sodoma é perder tudo: os bens, a família, os amigos, a própria vida. Ficar em Sodoma é perecer depois de ter sido avisado. A mensagem para Ló veio na última hora. Naquela mesma manhã que Ló saiu da cidadse, ela foi destruída pelo fogo de Deus. Mais um dia em Sodoma seria tarde demais!

6. Ló só saiu de Sodoma rebocado, à força, na marra – 19:16
• Seu coração ficou lá, porque lá estavam os seus tesouros. Seus bens pereceram lá. Seus amigos pereceram lá. Seus genros pereceram lá. Sua mulher olhou para trás e foi transformada numa estátua de sal. Ló saiu de Sodoma na última hora. Foi salvo com cheiro de fumaça.

CONCLUSÃO
1. Por que Ló é rebocado de Sodoma?
a) Porque Deus é misericordioso – 19:16
b) Porque Abraão intercedeu por ele – 19:29 – No capítulo 14 Abraão salva Ló pela espada. No capítulo 19 Abraão salva Ló pela oração. Abraão tinha orado naquela noite por Sodoma e por Ló. Por isso, Deus livrou Ló. Hoje, enquanto estou lhe falando, quem sabe sua mãe, seu pai, sua esposa, seu marido, seus pais, seus filhos, seus avós estejam orando por você.

2. Tudo aquilo em que Ló investiu na vida, pereceu
a) Todos os seus bens pereceram – Ló não salvou nem um cabrito. Péssimo investimento para quem colocou o seu coração na riqueza da terra e não ajuntou tesouros no céu. 
b) A Família de Ló terminou em grande tragédia
b.1) Sua mulher virou uma estátua de sal.
b.2) Seus genros viraram cinza e pereceram no juízo da cidade
b.3) Suas filhas tornaram-se suas mulheres. Tornou-se avô de seus filhos e pai dos seus netos.
b.4) Sua descendência – Moabitas e Amonitas foram um pesadelo ao longo dos séculos para o povo de Deus. Prostraram-se diante de deuses falsos. Triste herança para um crente rebocado, que amou o mundo e perdeu tudo, exceto a salvação, por causa da misericórdia de Deus. Irmãos, a vida de Ló, é uma trombeta solene de Deus para nós hoje! Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz à igreja!!!

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Lição 12: Os pecados de Omissão e de Opressão

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2014

Título: Fé e Obras — Ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica

Comentarista: Eliezer de Lira e Silva

Lição 12: Os pecados de Omissão e de Opressão

Lição ministrada em 21 de Setembro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17).

VERDADE PRÁTICA
Os pecados de omissão e opressão são tão repulsivos diante de Deus quanto às demais transgressões.

HINOS SUGERIDOS - 5, 50, 155.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 3.1-24 - A queda do ser humano

Terça - Is 59.2 - O pecado nos separa de Deus

Quarta - Jo 1.29 - O Cordeiro de Deus que tira o pecado

Quinta - Hb 9.22 - Remissão pelo sangue de Jesus

Sexta - 1Jo 1.7 - O sangue de Jesus purifica de todo pecado

Sábado - 1Rs 8.46 - Não há quem não peque

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 4.17; 5.1-6.

Tiago 4
17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.

Tiago 5
1 - Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.

2 - As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça.

3 - O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.

4 - Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos.

5 - Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança.

6 - Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.

INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados de omissão e opressão. Também veremos a exortação de Tiago em relação ao julgamento dos ricos impiedosos. O meio-irmão do Senhor adverte os ricos, não pela posse de bens materiais, mais porque estes não eram bons mordomos dos seus bens. Segundo Tiago, estes ricos exploravam os pobres (Tg 2.5,6). Atitude esta que Deus abomina. O Senhor deseja que venhamos utilizar nossos recursos para ajudar as pessoas necessitadas, não somente para o nosso deleite e prazer. Que possamos utilizar nossos bens para promover o Evangelho e ajudar as pessoas, pois “a fé sem obras é morta”. Tiago mostra que os ricos estavam tão absortos em seus deleites que nem se deram conta do juízo divino e da desgraça que se abateu sobre eles: “As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça” (5.2). Que venhamos utilizar nossos bens com sabedoria.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se dos perigos do pecado de omissão.
Mostrar que adquirir bens à custa da exploração alheia é pecado.
Saber que Deus ouve o clamor dos trabalhadores injustiçados.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Pecado de comissão: Realizar aquilo que é expressamente condenado por Deus.

Nesta lição, estudaremos a contundente reprimenda da Palavra de Deus à opressão dos ricos contra os pobres. A denúncia de Tiago é semelhante a dos profetas do Antigo Testamento: de Isaías, de Ezequiel, de Amós, de Miqueias e de Zacarias (Is 3.14,15; 58.7; Ez 16.49; Am 4.1; 5.11,12; 8.4-8; Mq 6.12; Zc 7.10) contra os senhores que oprimiam os pobres. É importante refletirmos sobre este assunto, pois alguns pensam que as advertências dos santos profetas ficaram restritas à época da Lei (Lv 25.35; Dt 15.1-4,7,8). Entretanto, o mesmo tema é alvo do ensinamento do próprio Senhor Jesus (Lc 6.24,25). Igualmente, o livro de Atos nos informa que a Igreja do primeiro século cuidava dos pobres (At 2.42-45). Isso significa que o tema abordado nesta lição é atual e urgente.

I. O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4.17)
1. A realidade do pecado. Um dia o homem resolveu voluntariamente desobedecer a Deus (Gn 3.1-24). O pecado, então, tornou-se uma realidade fatal. A partir dessa atitude rebelde, todas as relações dos seres humanos entre si, com o Criador e com a criação, foram distorcidas (Rm 1.18-32). Assim, a humanidade e a criação sofrem e gemem como vítimas da vaidade humana (Rm 8.19-22). Não somos capazes de, por nós mesmos, vencermos o pecado! Contudo, em Jesus toda essa grave realidade pode ser superada, pois o Pai enviou o seu Filho para que morresse por nós e, assim, resgatasse-nos da miséria do pecado (Rm 8.3; Hb 10.1-39).

2. O pecado de comissão (Gn 3.17-19). A partir da realidade do pecado algumas formas de pecados podem ser verificadas nas Escrituras. Uma delas é o pecado de comissão, ou seja, realizar aquilo que é expressamente condenado por Deus. Os nossos pais, Adão e Eva, foram proibidos de comer do fruto da árvore do bem e do mal. Entretanto, ainda assim dela comeram. Realizar conscientemente o que Deus de antemão condenou é um atentado a sua santidade e justiça (Sl 106.6).

3. O pecado de omissão (Tg 4.17). Outra forma muito comum é o pecado de omissão. Essa forma de transgredir as leis divinas, muitas vezes, é ignorada entre o povo de Deus. Porém, as consequências do seu julgamento não serão menores diante do Altíssimo (Mt 25.31-46). Não é apenas deixando de obedecer a lei expressa de Deus que incorremos em pecado, mas de igual modo, quando omitimo-nos de fazer o bem, pecamos contra Deus e a sua justiça (Lc 10.25-37; Jo 15.22,24).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus é santo e abomina tanto o pecado de comissão como o de omissão.

II. O PECADO DE ADQUIRIR BENS ÀS CUSTAS DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)
1. O julgamento divino sobre os comerciantes ricos (v.1). Não é a primeira vez que Tiago menciona os ricos em sua epístola (Tg 1.9-11; 2.2-6). Entretanto, aqui há uma particularidade. Enquanto nos outros textos o meio-irmão do Senhor faz advertências ou denúncias contra os ricos, o quinto capítulo apresenta o juízo divino contra eles. Da forma em que o texto da epístola está construído, percebemos que não há indício algum de que a sentença divina é exclusiva para os que conhecem a Deus, deixando “os ricos ignorantes” de fora do juízo divino. O alvo aqui são todos os ricos, crentes ou descrentes, que conduzem os seus negócios de maneira desonesta e opressora contra os menos favorecidos.

2. O mal que virá (v.2). De modo geral, onde se encontra a confiança dos ricos? A Bíblia afirma que a confiança dos ricos está amparada nos bens que possuem (Pv 10.15; 18.11; 28.11). Não atentando para a brevidade da vida e a transitoriedade dos bens materiais, eles orgulham-se e confiam na quantidade de bens que possuem (Jr 9.23; 1Tm 6.9,17). Tiago diz que as riquezas dos ricos desonestos e arrogantes estão apodrecidas e as suas roupas comidas pela traça, isto é, brevemente elas se mostrarão ineficazes para garantir-lhes o futuro. Os ricos opressores terão uma triste surpresa em suas vidas!

3. A corrosão das riquezas e o juízo divino (v.3). Jesus de Nazaré falou do mesmo assunto no Sermão da Montanha, ao advertir que “não [devemos ajuntar] tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mt 6.19). Sabemos que nos dias atuais, muitos ignoram esta admoestação do Senhor, dizendo que não é bem isso que Ele quis dizer. Ora, então do que se tratava o assunto do nosso Senhor, senão do perigo de se acumular bens neste mundo? A arrogância demonstrada pelo rico insensato revela esse desvario do nosso tempo (Lc 12.15-21). Olhando para os dois textos citados, tanto o de Mateus quanto o de Lucas, é impossível não atentarmos para essas duas perspectivas: a denúncia para o mal da riqueza e a revelação profética do juízo divino contra a confiança nela (Ap 3.17; 6.15; 13.16).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
A Palavra de Deus condena àqueles que adquirirem riquezas às custa da exploração dos pobres e necessitados.

III. O ESCASSO SALÁRIO DOS TRABALHADORES “CLAMA” A DEUS (Tg 5.4-6)
1. O clamor do salário dos trabalhadores (v.4). O Evangelho alcança pessoas de todos os tipos e classes sociais. Muitos que constituem a classe alta econômica de nossa nação têm crido em Cristo. Outros filhos do nosso meio têm emergido e alcançado altos patamares econômicos. De funcionários, tornaram-se patrões, juízes, políticos, etc. Por isso, é preciso advertir que a Bíblia tem conselhos divinos claros para a ética do homem cristão que se tornou rico ou do rico que se tornou cristão. Neste quarto versículo, com tons graves, o líder da igreja de Jerusalém levanta-se como um profeta veterotestamentário bradando contra a injustiça social (Jr 22.13; Ml 3.5). Para tal exercício, Tiago evoca a Lei, isto é, utiliza a Escritura do primeiro testamento para fundamentar a sua redação epistolar (Dt 24.14,15). O meio-irmão do Senhor adverte que o Todo-Poderoso certamente se levantará contra toda a sorte de opressão e injustiça!

2. A regalia dos ricos que não temem a Deus cessará (v.5). O versículo cinco lembra a denúncia proferida por Jesus em Lucas 16.19-31, quando o Senhor fala acerca do mendigo Lázaro e do rico opressor: uma vida regalada que não se importava com o futuro e com o próximo, vivendo festejos como se o fim nunca fosse chegar. Deleitando-se em suas riquezas, mal pensava o rico que entesourava para si juízos de Deus.

3. O pobre não resiste à opressão do rico (v.6). Há severas condenações no Antigo Testamento contra a opressão dos menos favorecidos (Êx 23.6; Dt 24.17). O fato de essa advertência aparecer em o Novo Testamento indica a gravidade dessa atitude (1Tm 6.17-19). Muitos podem se perguntar por que a Bíblia é tão dura contra os ricos injustos. Uma vez que eles estão economicamente bem posicionados, o pobre, ou “justo”, sucumbe à sua opressão, restando a eles apenas Deus para defendê-los. Assim, mesmo que o pecado de opressão continue sendo consumado, entendemos biblicamente que o Senhor dos Exércitos continua a ouvir o clamor dos pobres!

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Deus ouve o clamor dos trabalhadores injustiçados. Ele é justo e não aceita nenhuma forma de opressão e injustiça.

CONCLUSÃO
As advertências de Tiago são relevantes e oportunas para os nossos dias. Quanto engano tem sido cometido por ensinamentos deturpados em nome de uma suposta prosperidade. Tal teologia tem levado muitas pessoas a tornarem-se materialistas. Tiago nos exorta a demonstrarmos uma fé verdadeira, não apenas de palavras, mas principalmente em obras (Tg 2.14-26). De igual maneira, conforme a lição de hoje, o nosso desafio é vivermos um estilo de vida segundo o Evangelho, onde a simplicidade, a modéstia e o contentamento devem ser as suas marcas.
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br

sábado, 20 de setembro de 2014

O CHAMADO DE DEUS AO MINISTÉRIO

Laurence A. Justice
Mateus 9:38
O mais elevado de todos os chamados é o chamado de pregar o evangelho de Jesus Cristo.
Hoje o ministério do evangelho foi rebaixado ao nível de uma profissão igual às outras ocupações comuns.
Quem quer que tenha pago o anúncio, penso que foi a Convenção Batista Americana, viu o ministério como apenas outra profissão entre muitas.
Quando eu estava na universidade, a revista Time publicou um anúncio pago numa de suas edições que buscava recrutas para o ministério. A manchete desse anúncio dizia: “Considere o Ministério”.
As igrejas de Cristo sempre sustentaram que ninguém que não tenha sido claramente chamado por Deus deve pregar o evangelho.
Os conselhos batistas de ordenação sempre pedem ao candidato que relate seu chamado antes de procederem para o aspecto doutrinário do exame.
Nesta mensagem vamos considerar o chamado de Deus ao ministério e também tentarei dar, a partir das Escrituras, respostas para três perguntas acerca desse chamado:

DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?
Nenhum homem pode se nomear para ser o embaixador de sua nação para outra nação e nenhum grupo pode nomeá-lo para fazer isso. O presidentedeve nomeá-lo!
Da mesma forma e ainda mais, o pregador do evangelho deve ser enviado por Deus para fazer isso! Examine 2 Coríntios 5:20, onde os pregadores de Cristo são comparados a embaixadores.
Paulo está falando de pregadores quando diz aqui: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus”.
A palavra de Deus claramente ensina que Deus chama os homens ao ministério. Cinco passagens do Novo Testamento lidam diretamente com a necessidade de um chamado de Deus para pregar:
  1. O texto que estamos lendo em Mateus 9:38 diz que o Senhor da colheita deve enviar trabalhadores.
Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara”.
  1. Atos 13:2 diz como o Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para serem pregadores/missionários.
E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.
  1. Atos 20:28 diz que o Espírito Santo torna os homens bispos das igrejas.
Aqui Paulo está falando aos pastores ou anciões da igreja em Éfeso quando diz:
Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”.
  1. Romanos 10:14-15 diz que ninguém pode crer num Cristo do qual não ouviu falar e ninguém ouvirá sem um pregador e ninguém poderá pregar sem ser enviado ou chamado.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? Ecomo pregarão, se não forem enviados?…”
  1. Efésios 4:11-12 diz que Cristo dá pastores para suas igrejas e a ênfase no grego está na palavra Ele no versículo 11.
Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.
Deus é Aquele que chama os homens ao ministério do evangelho! Outras passagens ensinam isso também!
Atos 26:15-16 nos diz que o Senhor Jesus disse que é Ele que fez de Paulo um ministro. Paulo está aqui falando.
E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda”.
Em 1 Timóteo 1:12 Paulo disse que foi Cristo que o colocou no ministério.
E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério”.
Aquele que chama os homens ao ministério, Aquele que os envia a pregar o evangelho, é Deus!
Em Jeremias 1:5 Deus disse a Jeremias: “Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.
Amós 7:15 diz do chamado de Amós para pregar. “Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo Israel”.
Há outros que tentam chamar as pessoas ao ministério. Um velho pregador de Nova Orleans certa vez disse que há cinco categorias de pregadores neste mundo:
  1. Há o pregador que chamou a si mesmo, que entra no ministério porque ele acha que o ministério é onde ele poderá fazer o maior bem neste mundo. Para ele o ministério é uma profissão.
  2. Há o pregador que foi chamado pelos parents, o qual entra no ministério porque seus parentes esperam que ele entre.
Ou sua avó pode ter lhe contado em seu leito de morte que ela orou durante anos para que ele pregasse.
Assim, ele entra no ministério, a fim de não desapontar sua avó ou as expectações de seu pai.
  1. Há o pregador chamado pelo pastor. Esse é um jovem que pode ser zeloso em sua religiosidade e assim o pastor lhe sugere que ele deve pregar.
Esse jovem raciocina que já que seu pastor acha que ele deve pregar, então talvez ele tenha chamado para pregar.
O ministério de tal pregador acaba sendo uma ambição excessiva em busca de uma igreja maior, um salário maior e uma posição influente na denominação.
  1. Há também o pregador chamado por Satanás. Sim, Satanás tem seus ministros. Veja 2 Coríntios 11:13-15.
Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras”.
Os pregadores chamados por Satanás geralmente baseiam seu chamado em algum sonho ou visão ou voz audível que eles ouviram e seu chamado lhes é tão real quanto possível!
  1. Finalmente, há o pregador chamado por Deus e é nele que estamos pensando nesta mensagem.
Aqueles que se intrometem no ministério sem um chamado de Deus são culpados do pecado da presunção, como foram Coré, Datã, Abirão e Uzias, que ousaram entrar no ofício sacerdotal no Israel do Antigo Testamento.
É presunção entrar apressadamente no ministério sem ser chamado por Deus! Fazer isso é pisar solo sagrado com pés não lavados.
Um pastor que não é verdadeiramente chamado por Deus provocará muitos problemas em sua própria vida e em sua igreja.
Quando sofrer ataques das forças de Satanás, esse homem experimentará temores irracionais que produzirão incerteza e confusão para ele.
Isso será prejudicial à sua mensagem porque sua trombeta dará um som indistinto e seus seguidores ficarão confusos.
Aquele que prega sem ter sido chamado por Deus logo será forçado pela honestidade a questionar seu próprio trabalho e não demorará muito para que seu povo comece a questionar o trabalho dele.
Um pregador que tem dúvidas quanto ao seu chamado não conseguirá deixar de criar dúvidas na mente de seus ouvintes.
Um pregador que se sente inseguro acerca de seu chamado começará a questionar se há mesmo uma coisa tal como um chamado na vida dos outros.
Ministros sem chamado também sempre terão dúvidas persistentes de que talvez eles tenham realmente perdido algo na vida que outras pessoas estejam gozando.
No fim os pregadores sem chamado farão com que o ministério seja alvo de zombaria. A segunda pergunta que procuro responder nesta mensagem é

QUAL É O CHAMADO PARA PREGAR?
Há pelo menos quatro coisas envolvidas no que é o chamado para pregar.
  1. Conforme já vimos, é um chamado de Deus.
  2. É um chamado para pregar. É um chamado divino para pregar as riquezas insondáveis de Cristo.
O chamado para pregar é um chamado para se entregar totalmente à proclamação do evangelho de Jesus Cristo.
Certa vez pastoreei uma igreja em que havia um homem de cerca de setenta e cinco anos que se orgulhava do fato de que ele havia sido chamado para pregar quando ele era jovem.
A coisa estranha acerca desse homem é que ele nunca havia pregado.
Pode-se dizer com certeza que esse homem nunca foi chamado para pregar porque ele nunca pregou! O chamado de Deus para pregar é um chamado para pregar!
Pelo jeito, esse homem era um problema constante para seu pastor durante vários anos. Ele sempre sabia como conduzir a igreja e como pregar melhor do que seu pastor!
  1. O chamado de Deus para pregar vem com promessas e encorajamentos de Deus.
Nas Escrituras, quando chamava seus pregadores Deus sempre os incentivava lhes fazendo certas promessas.
  1. Em Isaías 54:17 Deus prometeu a Isaías: “Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e a sua justiça que vem de mim, diz o SENHOR”.
  2. Em Jeremias 1:18-19 Deus prometeu a Jeremias: “Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar”.
Como é que alguém pode pregar sem ter a promessa de que mediante sua pregação Cristo falará Sua própria palavra que eficazmente atrairá os pecadores para Si?
Mas aqueles que preguem sem terem sido enviados ao ministério não têm nenhuma promessa de bênção de Deus. Eles saem da proteção de Deus!
  1. O chamado de Deus para pregar é um chamado irrevogável.Deus não revoga Seu chamado de pregar.
Romanos 11:29 diz: “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” significando que Deus não muda de idéia.
Deus não quis revogar Seu chamado para Jonas, embora Jonas não quisesse ir e até tentou fugir!
Deus não procurou outra pessoa quando Jonas resistiu ao Seu chamado. Ele enviou um peixe para engolir Jonas e fazer com que ele ficasse disposto a ir.
Minha pergunta final nesta mensagem é

COMO DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?
É comum ouvir os homens dizerem que eles se sentem chamados para pregar, sugerindo de maneira bem forte que o chamado para pregar é um sentimento interior que eles têm.
Outros dizem que Deus falou com eles e os chamou para pregar.
Como é que Deus chama os homens para pregar? Como será que um homem pode saber que Deus o está chamando para pregar, que Deus o está enviando aos Seus campos de colheita?
Há muitas coisas envolvidas no chamado que Deus dá para um homem pregar. Vamos examiná-las aqui.
  1. Deus chama um homem para pregar em e mediante Sua Palavra escrita.
Já que Deus não mais fala audivelmente do céu nem dá visões, como será então que alguém pode saber que Deus está o chamando para pregar?
Deus fala hoje mediante Sua Palavra. O chamado ao ministério se encontra, prioritariamente, na Palavra escrita de Deus. Esse é o meio pelo qual Deus fala hoje.
O homem que Deus chama investiga a Palavra de Deus e vê que os pecadores estão em rebelião contra Deus e morrendo e indo para o inferno e que eles não podem crer e ser salvos sem ouvirem o Evangelho e eles não podem ouvir o Evangelho sem um pregador.
Ele vê no texto que estamos lendo que os campos estão brancos para a colheita e a grande necessidade de trabalhadores para a colheita.
Na Palavra escrita Deus lhe mostra a grande necessidade de pregadores do Evangelho.
Por isso, nesse sentido o chamado ao ministério é um chamado Bíblico. Como é que Deus chama os homens para pregar?
  1. Em segundo lugar, Deus dá a um homem uma forte convicção de que ele deve pregar o Evangelho.
O Espírito Santo tem influência especial no chamado pessoal de um homem. Ele dá uma convicção na consciência de que ele deve pregar.
O Espírito Santo aplica a Palavra escrita à consciência de um homem e persuade a consciência desse homem de que ele deve pregar.
1 Coríntios 9:16 nos diz acerca da convicção de consciência de que ele deve pregar.
Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!”
Há envolvimento dos sentimentos, mas o chamado é acima de tudo uma convicção dada por Deus de que devemos pregar o Evangelho.
Se, após um exame de si mesmo a consciência de um homem não lhe diz com grande convicção que Deus o está chamando para pregar, então ele não foi chamado.
  1. Em terceiro lugar, Deus dá alguns interesses especiais ao homem que Ele chama para pregar.
Ele dá a esse homem um interesse forte e contínuo nas coisas espirituais. É claro que isso é o maior interesse desse homem!
O pregador de Deus tem grande interesse na teologia, por exemplo. O estudo de Deus e das coisas de Deus.
Um pregador que não sente interesse na teologia é como um médico que não tem interesse na medicina!
Dois anos atrás participei de uma conferência em que um dos pregadores realmente ridicularizou os pregadores que têm interesse na teologia! Algo está claramente errado com os pensamentos desse homem!
É uma grande tentação do homem que crê que ele foi chamado para pregar saltar para o púlpito antes que ele tenha conhecimento e entendimento adequado para fazer isso.
Conhecer a Palavra de Deus é muito mais importante do que conhecer a história geral da Bíblia. Inclui ter uma compreensão clara da teologia da Bíblia de um modo sistemático!
  1. Em quarto lugar, quando Deus chama um homem para pregar Ele dá a esse homem um grande e ardente desejo de pregar a Palavra de Deus.
Isso é uma coisa pessoal, interior e subjetiva! Ele dá a esse homem um desejo forte de ver almas salvas e Deus glorificado.
Paulo diz em 1 Timóteo 3:1: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”.
De novo em 1 Coríntios 9:16 vemos que Paulo tinha esse grande e ardente desejo quando disse: “… pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!”
Quando Jeremias experimentou grande oposição a seu ministério ele decidiu parar de pregar. Veja Jeremias 20:8-9.
Porque, desde que falo, grito e clamo: Violência e destruição! Porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio para mim e um ludíbrio todo o dia. Então, disse eu: Não me lembrarei dele e não falarei mais no seu nome…”.
Mas então, continuando, ele disse na última parte do versículo 9 que ele não podia parar porque a Palavra de Deus era para ele como um fogo em seus ossos.
Mas isso [a Palavra do Senhor] foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso”.
Meu pai às vezes dizia aos jovens pregadores: Se você puder desistir do ministério, você deve desistir, pois se você pode desistir é porque você não tem aquele desejo grande e ardente que Deus dá a seus pregadores!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar ele lhe dá uma motivação especial para pregar.
O único motivo do homem que verdadeiramente foi chamado para pregar é que Deus será glorificado em seu ministério.
Sua motivação não é popularidade nem dinheiro nem posição, mas a glória de seu Mestre!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar Ele dota esse homem com dons necessários para fazer a obra.
Falar em público é a função mais proeminente do pregador.
É claro, se a providência de Deus não supriu ou tirou a voz de um homem de modo que ele não possa pregar, então a vontade de Deus é clara. Como é que esse homem poderá achar que foi chamado para pregar?
Se um homem não tem nenhuma capacidade de liderança, como é que ele poderá esperar que ele seja o pastor que conduz o rebanho de Deus? Deus dá a Seus pregadores os dons que eles precisam para fazer Sua obra!
  1. Deus chama para pregar os homens que preenchem certas qualificações bíblicas.
Só porque um homem é religioso ou até mesmo bastante religioso não é sinal de que ele foi chamado por Deus para pregar nem de que ele estáqualificado para pregar.
As vinte qualificações bíblicas para o ministério são enumeradas em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9 e creio que é importante que as leiamos aqui.
1 Timóteo 3:1-7. “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo”.
Tito 1:6-9: “Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes”.
85% dessas qualificações para pregador têm a ver com caráter, enquanto só 15% têm a ver com capacidade. Assim o caráter é extremamente importante para um pregador.
Um pregador deve ter uma grande força de caráter. Ele não pode ser fraco nem indeciso quando chegarem os conflitos, e eles virão!O homem que pensa que pode ter sido chamado para pregar deve com honestidade comparar-se com as qualificações bíblicas para pregadores e ele não deve se considerar chamado se não preencher essas qualificações!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar Ele faz com que a igreja reconheça o chamado desse homem.
O chamado ao ministério envolve duas coisas essenciais:
  1. um chamado pessoal e
  2. o reconhecimento desse chamado por parte da igreja
Efésios 4:11-12 diz que o Senhor dá pastores à igreja de modo que o ministério do evangelho não seja exclusivamente uma questão de decisão individual. Deverá também ser ratificado pela igreja.
Como Deus revela a um homem que ele o está chamando para pregar? Ele persuade sua consciência e mente e a consciência e a mente dos membros de sua igreja!
O Espírito Santo conduz tanto o candidato quanto sua igreja a reconhecer seu chamado. A igreja da qual tal homem é membro deve estar de acordo com seu chamado.
A igreja reconhece o chamado de um homem observando sua vida e comparando-a com as qualificações bíblicas.
Mesmo que um homem deseje entrar no ministério, se a igreja não reconhece seu chamado então ele não foi chamado!
Uma razão importante para isso é o fato de que outras pessoas podem ser mais objetivas acerca de tal chamado do que os indivíduos. Só a igreja local pode realmente dizer se um homem é verdadeiramente apto para ensinar!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar a providência de Deus supre oportunidades para ele pregar.
Conheço um homem na Oklahoma City que diz que Deus o chamou para pregar, mas durante anos ele procurou, sem sucesso, um lugar para pregar.
Preste atenção! Deus chama os homens para trabalhar e quando chama um homem Ele proverá para ele um lugar para pregar e se Ele não prover a esse homem um lugar, há uma dúvida existente quanto ao fato de que Deus verdadeiramente o chamou!

CONCLUSÃO
Em conclusão, nenhum homem deve entrar para o ministério, a menos que Deus o chame e envie.
Durante anos recentes, ficou evidente que Deus não está chamando muitos homens para pregar. Por que isso?
Pode ser o julgamento de Deus sobre nossa nação ímpia e sobre nossas igrejas complacentes.
Em nossa complacência moderna, gorda e preguiçosa, não vivemos como se a pregação do Evangelho fosse realmente importante!
Deus chamará nossos filhos para pregar se não lhes mostrarmos que a pregação do Evangelho é a coisa mais importante em todo o mundo?
Se não buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, por que devemos esperar que nossos filhos o façam?
Deus chamará nossos filhos para pregar se eles não estiverem conosco em todos os cultos?
Nossas igrejas precisam de reavivamento em que o povo de Deus de novo buscará em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça.
Nossas igrejas também precisam “Rogar, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara”.
Tradução: Julio Severo da Silva
Revisão: Joy Ellaina Gardner
Edição: Calvin Gene Gardner

Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/