sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Família, lugar de amizade

Por Rev Hernandes Dias Lopes
O livro de Provérbios enaltece a verdadeira amizade, quando diz: “Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Os nossos melhores amigos devem estar dentro da nossa casa. Nossos amigos mais achegados devem sempre ser os membros da nossa própria família. Infelizmente, escasseiam-se os exemplos nobres da verdadeira amizade. Nem todas as pessoas que desfrutam da nossa amizade são nossos amigos verdadeiros. A palavra de Deus fala de Jonadabe, sobrinho de Davi, que deu um perverso conselho para Amnon, filho mais velho de Davi. A influência perversa de Jonadabe trouxe grandes tragédias para a família de Davi. Há amigos nocivos que são agentes de morte, e não embaixadores da vida. Há amigos utilitaristas que só se aproximam de você para conseguir algum proveito pessoal. Há amigos de boteco que apenas alugam seus ouvidos para conversas tolas e indecorosas. O verdadeiro amigo é aquele que está ao seu lado na hora mais escura da sua vida. É aquele que chega quando todos já se foram. O amigo ama sempre e na desventura é que se faz o irmão.

A família é esse canteiro divino onde devemos cultivar a amizade verdadeira. Um dos exemplos clássicos dessa amizade é a devoção de Rute à sua sogra Noemi. Muito embora Rute fosse moabita e Noemi uma viúva pobre, estrangeira e idosa, Rute apega-se a ela e torna-se melhor do que dez filhos para ela. Rute e Noemi, ambas viúvas, emergem das brumas do desalento e fortalecidas pela amizade e sustentadas pela divina providência, fazem uma jornada pontilhada de vitórias esplêndidas, pois Rute tornou-se avó do rei Davi e ancestral do Messias.

A família precisa ser lugar de encorajamento para os fracos e ânimo para os abatidos. A família é o hospital de recuperação para os doentes e o campo de treinamento para os grandes embates da vida. Na família somos aceitos não por causa de nossas virtudes, mas apesar de nossos fracassos. É no recôndito do lar que nosso caráter é forjado, nossa personalidade é firmada e nosso temperamento é provado. Na arena da família, quando caímos, somos levantados. Quando ficamos tristes, somos consolados. Quando erramos, somos perdoados. A família é lugar de aceitação, perdão e cura. É no recôndito sagrado da família que temos os nossos mais sinceros amigos, aqueles que estarão ao nosso lado, mesmo quando todos nos abandonarem e iluminarão nosso caminho mesmo nas noites mais escuras da alma.

A vida seria cinzenta sem verdadeiras amizades. Não fomos criados para a solidão. Deus nos fez à sua imagem e semelhança e ele é plenamente feliz na plena comunhão que sempre existiu entre as três pessoas da Trindade. Por termos as digitais do criador estampadas em nossa vida, a solidão nos é estranha e amarga. Nascemos dentro de uma família e Deus nos ordena a constituirmos uma família. É na família que usufruímos o pleno significado da existência. É na família que crescemos e nos multiplicamos. É na família que cumprirmos o nosso mandato cultural. É na família que aprendemos a dar e a receber. É na família que aprendemos a respeitar e a perdoar uns aos outros. É na família que aprendemos a suportar uns aos outros em amor. É na família que cultivamos a verdadeira amizade.

Nem sempre, porém, a amizade trescala seu embriagador perfume na família. Às vezes, há hostilidades e mágoas; outras vezes, há ódio e indiferença. Há muitas famílias, onde as pessoas têm o mesmo sobrenome e moram debaixo do mesmo teto, mas não se amam nem se respeitam. Vivem sem o óleo da alegria e sem o bálsamo da paz. É hora de cultivarmos amizades sinceras e desfrutarmos da amizades leais. É hora de imitarmos a Cristo, nosso supremo modelo. Dele são as palavras: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/

O Santo e o Profano

“Para fazer a diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10)

“Portanto, assim diz o Senhor: Se tu voltares, então, te trarei, e estarás diante da minha face; e, se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca; tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles” (Jr 15.19)

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44.23)

Vivemos numa época de sacralização do profano e de profanação do sagrado. Nunca antes esses elementos estiveram tão misturados como nos tempos pós modernos. Desde há tempos, tenho me preocupado com tudo o que temos colocado no sacro ambiente aqui entre nós. Tenho visto comportamentos dos mais variados no ambiente evangélico pentecostal, comportamentos exibicionistas, egocentristas, o chamado antropocentrismo. Não posso me esquecer do uso dos meios de comunicação como “palco” para expressar seus interesses pessoais, filosóficos ou ideológicos, “em nome de Deus”. 
Observo a dificuldade do povo de Deus em discernir o santo e o profano. Quanta confusão se faz. Diante da falta de discernimento abrimos espaço para dois pensamentos totalmente distanciados da santidade bíblica; por um lado temos o pensamento legalista onde o caminho é tão estreito que se assemelham aos fariseus ao “coarem mosquitos e engolirem camelos” (Mt 23.24). A estes Jesus de forma peculiar os classificou como: Atadores de fardos nos ombros do outros (Mt 23.4), amantes dos primeiro assentos (Lc 11.13), estorvo da porta do reino dos céus (Mt 23.13), devoradores das casas das viúvas (Mt 23.14), dizimistas de hortelã (Mt 23.23), limpadores do exterior dos copos (Mt 23.25), sepulcros caiados (Mt 23.27), serpentes e raça de víboras (Mt 23.33). No entanto, o termo mais apropriado é aquele empregado pelo Mestre em Mt 23.24: “Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo”. Assim, aos legalistas restou a medonha denominação “coadores de mosquito e engolidores de camelos”. Por outro lado temos o pensamento perigoso do liberalismo, onde tudo, em nome de uma pseudo liberdade cristã, se é permitido. Paulo aconselha a estes assim: “Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne” (Gl 5.13).
Na verdade classificaria a atual geração evangélica corrompida pela profanação de elementos sagrados e pela sacralização de elementos profanos como “coadores de mosquito e engolidores de camelos”.
Assim, côa um mosquito o pai de família que proíbe o namoro de sua filha, porém, engole um camelo pelo fato de possuir uma amante fora do lar, levando uma vida de promiscuidade. Côa um mosquito o empresário que acusa desenfreadamente o ladrão de bicicletas, porém, engole um camelo com a sonegação fiscal da sua empresa. Côa um mosquito o político que diz trabalhar em prol da sociedade, porém, engole um camelo ao envolver-se nas teias da corrupção. Côa um mosquito o irmão da igreja que cobra o uso de determinado tipo de roupa como sinal de santidade, porém, engole um camelo ao desprezar os mais necessitados que mínguam ao seu lado. Côa um mosquito aquele que cobra o pagamento do dízimo, porém, engole um camelo por não refrear sua língua, que conduz dezenas de obscenidades e mentiras. Côa um mosquito o pastor que exige padrões morais de seus membros mais humildes, engole um camelo quando encobre o pecado de seus filhos. Côa um mosquito o cristão que diz ser contra o homossexualismo e o lesbianismo, engolindo um camelo toda vez que se assenta diante da TV para ver novelas que abordam e defendem o referido tema. Côa um mosquito o crente que diz falar a verdade, mas mente na Receita Federal, mente na compra a crediário, mente ao pegar atestado de saúde para sua empresa, etc. Côa um mosquito o líder cristão que aceita os dons espirituais, engolindo um camelo toda vez que permite que o misticismo pernicioso invada sua igreja: sal grosso, lâmpada ungida, rosa ungida, fogueira santa, corredor de milagres, etc. Côa um mosquito o cantor evangélico que diz adorar a Deus, engole um camelo quando cobra altos cachês para puro exibicionismo. Côa um mosquito aquele que diz pregar a palavra, engole um camelo ao fazer exigências avantajadas para a Igreja que o convidou. Côa um mosquito o líder que defende o ministério para alguém chamado por Deus, engole um camelo toda vez que coloca alguém no ministério apadrinhado por ele.
E por aí vai esse processo de coar e engolir. Cobram para não serem cobrados. Requerem para não serem requeridos. Acusam para não serem acusados. Nas mãos possuem um pequeno coador que investiga os erros dos outros. No estômago, milhares de camelos, frutos das suas faltas pessoais. O coador filtra os mínimos pecados alheios. A garganta, que é o coração, observa a passagem de uma manada dos seus pecados.
Alguns como artistas profissionais têm a capacidade de interpretar, fingir, enganar e até chorar se necessário. As máscaras demonstram pessoas ideais e perfeitas, cuja aparência é digna de prêmio de integridade. Porém, chega o momento em que o camelo “entala” nas gargantas. A máscara é removida, quando não estilhaçada. Vislumbra-se, então, o ser humano na sua essência: Arrogância, infidelidade, mentira.
Hoje o que temos visto é a igreja e também os crentes nos seus particulares trocar o melhor de Deus, as coisas mais importantes que são promessas na Palavra de Deus, por coisas que não tem nenhum valor. Estão trocando a Palavra de Deus (Bíblia) por livros de conhecimento humano de Deus, que não podem edificar a vida de ninguém e introduzem heresias nas igrejas e também na vida dos crentes. (Ec 12.11-13; II Pe 1.16-21; Sl 119.105). Estão buscando sabedoria deste mundo, enquanto deveriam buscar sabedoria do Alto. (Tg 3.17; I Rs 3.1-14; Pv 1.7). Estão trocando a comunhão com o Espírito Santo, os ensinamentos vindos pelo Espírito Santo por sabedoria humana, coisas aprendidas em faculdades que nada pode acrescentar para a salvação do homem (Gl 1.6-12; I Co 2.1-5; Jo 14.15-26; I Co 2.13; Is 29.13). Estão trocando as coisas do alto por coisas terrenas, ou seja, estão trocando a fé no invisível pelo que é visível. (Cl 3.1, 2; Mt 6.25-33; II Co 4.16-18). Ensinamento que estimula a busca pelas coisas materiais, o culto regado de festas com muitas musicas mundana, que serve mais para balançar o esqueleto do que para adorar, estão contribuindo e muito para que o crente pense que desta forma ele vai para o céu. Isto tudo está afastando o crente cada vez mais da presença de Deus, e como conseqüência não sentimos a presença de Deus nas igrejas, sentimos sim muitas emoções, gritos e histerias, mas a presença de Deus que é bom não se sente. (Gl 3.1-3; Ef 2.1-3; Gl 5.16-21). Hoje o mundo está dentro da igreja, na verdade a igreja não foi construída para ficar de porta aberta para o mundo entrar nela, mas sim porta aberta para ela sair e invadir o mundo. O mundo está dentro das igrejas através de suas musicas, suas doutrinas, seus lazeres, diante deste quadro não vemos diferença entre a igreja e o mundo.
Por vivermos no tempo da graça, acreditamos que tudo o que fizermos é válido, mas não é bem assim, Deus colocou regras para a igreja e para o seu povo. Existem regras para as nossas igrejas, para as nossas vidas. À medida que nossos cultos são violados, as nossas vidas são violadas, estamos trocando o Santo pelo Profano. Quando trocamos a fé em Jesus Cristo pelas rosas, sal, mantos, coisas que vemos nós estamos trocando o Santo pelo Profano. (At 16.31). Quando introduzimos para dentro de nós coisas que desagradam a Deus, quando achamos que são coisas pequenas e que não tem importância, estamos trocando o Santo pelo Profano. (Zc 3.1-3; Ap 16.15; I Co 6.19,20).
Mas, afinal o que é "santo"? Comecemos pela origem do significado. O termo hebraico para santo provavelmente partiu de um conceito primitivo de separação ou remoção do sagrado do profano. O termo para santo é encontrado predominantemente em sentido religioso e usualmente contém um significado fundamental de "separado", ou "fora" do uso comum. O termo oposto a santo é "impuro" ou "profano" (Lv 10.10).
Quando não separo o santo do profano, corro o risco de me suceder o mesmo que se deu para Belsazar (Dn 5). Belsazar tomou os vasos consagrados do templo para fazer uso em sua festa carnal e pagã, e Deus, contou o seu reino e o acabou, o pesou na balança encontrando-o em falta e dividiu o seu reino. A igreja de Laodicéia estava em situação semelhante: suas obras eram por aparência, não tinham autenticidade; sua religiosidade era hipócrita: nem quente, nem frio; professava o cristianismo mas era espiritualmente desgraçada e miserável (Ap 3.14-22).
Finalizo dizendo que por não fazermos a distinção entre o que é santo e o que é profano, perdemos a oportunidade de sermos boca de Deus (Jr 15.19). Ser boca de Deus é pensar e falar conforme a vontade divina. Ser boca de Deus é traduzido por Paulo como alguém que tem a mente de Cristo (I Co 2.16; Fp 2.5). Precisamos de pessoas como desejo de ser boca de Deus. Que orem e Deus responda. Que profetizem e suas mensagens sejam cumpridas. Que preguem condenando o pecado e resgatando o pecador. Que ensinem com ousadia contra os modismos e alcancem resultados extraordinários.
Irmãos, separemos o santo do profano!
Fonte: http://prsergiopereira.blogspot.com.br/2009/09/o-santo-e-o-profano.html

CUIDADO COM AS CISTERNAS ROTAS

“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas que não retêm as águas”. (Jr 2.13)
O profeta Jeremias viveu nos anos entre 627 e 587 a.C. Foi profeta durante quarenta anos, profetizando a Judá e as nações gentílicas. Jeremias nunca casou. Viveu no reinado de Josias, ocasião em que houve um avivamento, ainda que de pouca duração; no reinado de Zedequias, que apesar de gostar de ouvir o profeta, não colocava em prática o que ele falava; também do rei Jeoaquim que desprezava as suas palavras e inclusive tentou matá-lo. O povo de Judá estava afastando-se de Deus, este então enviou Jeremias para falar do perigo que estava incorrendo em não voltar para a fonte de águas, que é o próprio Deus. Por quarenta anos Jeremias denunciou o pecado do povo e os chamou ao arrependimento, sofrendo por isso severas privações. Foi lançado na prisão por duas vezes (Jr 37,38), foi levado forçadamente para o Egito (Jr 43), foi rejeitado por seus vizinhos (Jr 11.19-21), sua família (Jr 12.6), e pelos reis (Jr 36.23).
Cisterna, vem do hebraico “bor”: lugar cavado, poço. É um termo usado 67 vezes no Antigo Testamento, e a cisterna era um lugar onde era guardada água potável. A maioria dessas cisternas eram reservatórios cobertos, escavados na terra ou na rocha, para onde escorria o excesso das águas da chuva e guardadas para serem usadas no período da seca na Palestina que abrangia entre maio e setembro. Uma cisterna seca e abandonada podia ser usada como cárcere, conforme vemos com José e com Jeremias (Gn 37.22; Jr 38.6). Por sua vez, cisternas rotas eram cisternas rachadas, que não guardavam a água e não a mantinham limpa. Qualquer viajante que se aproxima de uma cisterna rota percebe que não há água potável. Apesar de todo trabalho dos que a escavaram, foi inútil, pois não há esperança nessa cisterna para os que a procuram.
O texto supracitado chama a nossa atenção para dois males que Judá estava cometendo: deixaram o manancial de águas vivas e cavaram cisternas rotas.

1- O POVO ABANDONOU O SENHOR, A FONTE DE ÁGUAS VIVAS – Jr 17.13
Deus é a fonte de água viva, nossa vida depende dele. Sem Deus você não vive. Deus é a fonte de vida abundante, Deus não é uma cisterna, mas uma fonte. Uma cisterna apenas armazena água, mas uma fonte produz água. A água corre da fonte. A fonte é inesgotável. A fonte tem água viva, água limpa, água cristalina, água que flui abundantemente. Isso é um símbolo da vida que Cristo nos oferece. Quem nele crer tem uma fonte a jorrar para a vida eterna. Quem nele crer nunca mais terá sede.
Judá abandonou o Manancial de águas vivas. Foi uma rejeição lenta, por dias sem fim. Um esquecimento despercebido, devagar, aos poucos: cedendo um pouco aqui, um pouco ali; não falando de Deus aos filhos conforme ordenava a lei mosaica; levando um cordeiro desqualificado para o sacrifício, realizando um ritual vazio, sem sentido espiritual, apenas na aparência; esqueceram das ofertas alçadas; esqueceram dos pobres e necessitados; perderam-se na prostituição. O pecado do povo é tão grave que até os céus ficam espantados e são tomados como testemunhas (Jr 2.12). É algo simplesmente inacreditável! Israel saiu da direção de Deus e procurou o Egito e a Assíria. Fez isso pensando que seria lucro, mas foi uma grande perda; pensaram que seria uma benção, mas receberam o castigo; pensaram que sairiam saciados mas ficaram mais sedentos (Jr 2.17-19).
Se Deus é o manancial das águas vivas, por que o seu povo o abandona? Muitas vezes, o povo tem se cansado de Deus. Tem sido atraído e seduzido pelo pecado, pelo mundo, pelas cisternas rotas.. Miquéias pergunta: “Povo meu, que te tenho feito? Por que te enfadaste de mim?” (Mq 6.3). O filho pródigo estava insatisfeito na casa do pai e foi para um país longínquo onde gastou tudo o que tinha vivendo dissolutamente. Após perder tudo percebeu que na casa do pai havia uma fonte inesgotável onde até os menos favorecidos tinham oportunidade para servir-se (Lc 15.11-32).

2- O POVO DE DEUS CAVOU CISTERNAS ROTAS QUE NÃO RETEM AS ÁGUAS
Ao invés de aproveitar os abundantes rios da Palestina, Israel estava cavando cisternas que não retinham as águas e cujas águas não eram saudáveis, causando varias doenças. A essa prática chamamos irracionalidade, loucura, autodestrutibilidade.
Por afastarem de Deus, eles cavaram cisternas rotas, quebradas, rachadas que além de não reterem as águas deixando vazar, eram cisternas em que a conservação da água ficava comprometida.
Eis o perigo de ser seduzido por algo artificial. Israel deixou o Senhor e se deixou ser seduzir por ídolos. Israel pensou: o nosso Deus é muito exigente. Queremos uma religião que nos custe menos, que nos dê mais liberdade, que não nos cobre tanto. Queremos ser livres como os outros povos para fazermos conforme a nossa própria vontade sem nos sentirmos feridos pela nossa consciência.
Cisternas rotas é a maneira humana de satisfazer suas necessidades espirituais. São Doutrinas segundo as suas próprias concupiscências capazes de amontoar mestres segundo seus próprios desejos e ambições. (II Tm 4.3). É a busca desenfreada por prazer nas coisas do mundo e um tipo do cristão que nunca guarda o que lhe é confiado (II Tm 1.14; Ap 3.11). É a aceitação do sincretismo religioso, que condensa um pouco de tudo, trazendo uma opção religiosa um pouco mais interessante. A teologia da prosperidade com suas inovações materialistas e cheias de “sementinhas” no seu bojo, nocauteando grandes lideranças que ficam assoberbadas com a garantia do dinheiro fácil.
Cisternas rotas falam da constante inversão de valores entre os cristãos pós modernos. O que era pecado, já não é mais. O que dantes prejudicava, agora parece fazer bem. Os cultos foram transformados em shows, os pregadores e cantores em estrelas pop stars, a adoração genuína em louvorsão ritmado com músicas frenéticas com letras carregadas de heresias e manipuladoras da grande massa. A igreja vira clube, o pastor que deveria ser profeta e denunciar essa inversão, pelo contrário, se deixar levar pela nova onda, pois percebe que dessa forma é mais fácil enriquecer em nome de uma fé operante totalmente distorcida daquela apresentada pelas sagradas escrituras. Os programas evangélicos de TV sob o pretexto de evangelizar, fazem grandes campanhas de sementes, num discurso que até parece ouvirmos os vendedores de indulgencias dos dias de Lutero. A oração que nos eleva até a presença do Altíssimo tem sido substituída por um determinismo condenável do tipo “eu determino”, “eu ordeno”, “eu exijo”, “eu reivindico”, como se fossemos nós a mandarmos nos desígnios do Eterno.
Ao preferir cisternas rotas, o povo alimenta-se de pó ao invés de beber da fonte. Quem troca o Senhor por outras fontes pode morrer de sede. Por causa da água que bebemos das cisternas, vivemos dias de completa insensatez, de extrema loucura. Negamos a veracidade de Deus e abandonamos o Senhor por completa ignorância das Escrituras (Os 4.6). Cavar cisternas rotas gera fadiga, exaustão, desilusão.

Até quando vamos ficar reivindicando cabritos para festejar, se desfrutamos da agradável companhia do pai? (Lc 15.29-31). Até quando vamos morrer de sede, se Cristo nos oferece água que jorra para a vida eterna? (Jo 4.10,13,14). Precisamos compreender que Deus é a fonte de águas vivas e somente Ele prove água capaz de transmitir vida (Is 55.1; Jo 4.10; 7.37-38). Precisamos entender que: O conteúdo vale mais que a aparência; a família vale mais que o serviço cristão; a igreja vale mais que os outros lugares; a Palavra de Deus vale mais que as experiências pessoais; e o Criador vale mais que a criatura.

Mensagem pregada pelo Pastor Sérgio Pereira no Culto de Edificação Espiritual na Assembleia de Deus do Distrito 8 – Shalom/Espinheiros, Joinville (SC), em 04/05/2010.

Fonte: http://prsergiopereira.blogspot.com.br/2010/05/cuidado-com-as-cisternas-rotas.html

terça-feira, 26 de agosto de 2014

EM PLENO SÉCULO 21, OU NEGA OU MORRE. LEIA A MATÉRIA ABAIXO DE O GLOBO

Atrocidades em série
26 Ago 2014

 

Comissária de dh da onu acusa estado islâmico de crimes contra a humanidade no iraque

Nova ordem. Membro do grupo sunita Estado Islâmico avisa aos moradores de Taqba, na Síria, que uma base próxima do Exército sírio foi dominada pelos jihadistas

REUTERS


A uma semana de deixar o cargo, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou num duro comunicado os "apavorantes e generalizados" crimes de guerra e contra Humanidade cometidos no Iraque pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e por outros grupos associados. A comissária destaca execuções em massa, limpeza étnica e religiosa, conversões e recrutamentos forçados, sequestros, escravidão, crimes sexuais e destruição de locais de culto. Desde junho, o EI vem avançando sobre vastas áreas de Iraque e Síria, onde proclamou um califado em que impõe sua visão extremista do islamismo sunita.
- Tais assassinatos de civis, a sangue frio, sistemáticos e intencionais, após isolá-los de suas afiliações religiosas, podem indicar crimes de guerra e crimes contra a Humanidade - acusou Pillay.
No comunicado, a sul-africana afirma que as principais vítimas das ações cruéis dos jihadistas são as minorias religiosas do Iraque, entre elas cristãos, yazidis, shabaks, turcomanos, kakais e sabeanos. A comissária afirmou que os governos do Iraque e da região autônoma curda e a comunidade internacional têm responsabilidade em proteger as minorias religiosas e garantir o retorno delas a seus lugares de origem. Centenas de milhares de pessoas fugiram diante do avanço do EI no Norte do Iraque, onde os jihadistas tomaram a segunda maior cidade do país, Mossul.
Mas mesmo na capital, Bagdá - onde o premier designado Haider al-Abadi encontra dificuldades em formar um novo governo representativo dos principais grupos - o sectarismo atua com força: cerca de 15 corpos são encontrados todos os dias, com sinais de execução, informou Pillay. Ontem, uma bomba explodiu numa mesquita xiita matando 13 pessoas. O atentado ocorreu minutos após Abadi, um xiita, pedir um governo de união nacional durante sua primeira entrevista coletiva.
Segundo a ONU, apenas no dia 10 de junho, cerca de 1.500 detentos da prisão de Badush, em Mossul, foram colocados em caminhões pelos jihadistas e levados para uma área abandonada. Lá, o sunitas foram convidados a se separarem do grupo. Para evitar que membros de outras tendências religiosas se passassem por sunitas, numa tentativa de escaparem da morte, os extremistas forçaram todos a provar sua fé. Como cada grupo reza de maneira diferente, os membros do Estado Islâmico teriam sido capazes de identificar os não sunitas: 670 deles, acusa a ONU, foram executados sumariamente.
Em outras áreas da província de Nínive, da qual Mossul é a capital, estimados 2.500 yazidis foram sequestrados e centenas acabaram executados apenas neste mês. Mesmo quando os membros desse grupo - cuja fé é baseada no zoroastrismo, com elementos do islamismo e do cristianismo - aceitam se converter ao Islã, os jihadistas acabam mantendo-os em cativeiro. A comissária da ONU, porém, lembra o que aguarda os que se recusam a mudar de fé: os homens são executados, e as mulheres e crianças, tomadas como escravas pelos extremistas - que muitas vezes ameaçam vendê-las.
Um outro massacre de yazidis, também apontado no relatório, chamou a atenção da comissária da ONU: apenas no vilarejo de Cotcho, na província de Sinjar, centenas de homens foram executados. As mulheres e crianças foram sequestradas e levadas para destinos desconhecidos. Muitos outros habitantes dessa província estão em "sério risco", denuncia Pillay. Além de yazidis e xiitas, milhares de cristãos, shabaks e cerca de 13 mil turcomanos fugiram de Mossul e outras cidades de Nínive. Eles estão em situação de vulnerabilidade, explicou a comissária: "Fugindo de suas casas temendo punições e execuções, muitos deslocados estão vivendo em difíceis condições na região do Curdistão e em outros lugares do país".
Apesar dos crimes cometidos contra xiitas e seguidores de outras fés, sunitas também são alvo do extremismo religioso. Segundo a ONU, dezenas de sunitas foram executados nas províncias de Diyala (próxima a Bagdá) e de Basra, no Sul do país.

domingo, 24 de agosto de 2014

Lição 8: O cuidado com a língua

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2014


Título: Fé e Obras — Ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica

Comentarista: Eliezer de Lira e Silva

Lição 8: O cuidado com a língua - Data: 24 de Agosto de 2014

TEXTO ÁUREO
“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo” (Tg 3.2).

VERDADE PRÁTICA
A nossa língua pode destruir vidas, portanto, sejamos cuidadosos com o que falamos.

HINOS SUGERIDOS - 77, 224, 302.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 12.3
A soberba da língua
Terça - Pv 6.16-19
A língua mentirosa
Quarta - Sl 15.3
A língua difamadora
Quinta - Sl 34.13
Guarde a língua do mal
Sexta - Sl 66.16,17
Exaltemos a Deus com a nossa língua
Sábado - Sl 119.172

Anunciando a Palavra de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 3.1-12.

1 - Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.

2 - Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo.

3 - Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

4 - Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.

5 - Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

6 - A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.

7 - Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;

8 - mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

9 - Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus:

10 - de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

11 - Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?

12 - Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

INTERAÇÃO
Prezado professor, dando prosseguimento ao estudo da Epístola de Tiago, hoje aprenderemos um tema atual e bem relevante — o cuidado que devemos ter com a nossa língua. Tiago faz dos primeiros versículos do capítulo três um verdadeiro tratado a respeito da disciplina da língua. Porém, este assunto é destaque em toda a epístola. Observe os seguintes textos da epístola: 1.19, 26; 4.11,12; 5.12. Sabemos que a língua é um pequeno membro do nosso corpo, todavia seu poder é sempre ambíguo. Sim, a língua tem poder para construir e para destruir, por isso, ela precisa ser controlada pelo Espírito Santo. Sozinhos não conseguiremos refrear nossa língua e somente utilizá-la para glória de Deus. Precisamos da ajuda do Criador. Segundo Tiago, o homem que domina esse pequeno órgão é um homem perfeito, com a capacidade de também refrear as demais partes do seu corpo.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Analisar a responsabilidade dos mestres na igreja.
Conscientizar-se a respeito da capacidade da nossa língua.
Rejeitar a possibilidade de alguém utilizar a língua de modo ambíguo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Depois, utilizando-o, ressalte as características de quando a nossa fala é motivada pelo Diabo. Em seguida ressalte as características da língua quando ela é controlada por Deus. Enfatize os danos terríveis que uma língua descontrolada pode causar na família, na igreja e no ambiente corporativo. Conclua explicando que no dia do Juízo, teremos que dar conta ao nosso Senhor de toda palavra ociosa proferida pela por nós. Leia com os alunos o texto de Mateus 12.36.


COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Língua: Órgão muscular situado na boca e na faringe responsável pelo paladar e auxiliar na mastigação, na deglutição e na produção de sons.

Nessa lição veremos o quanto o crente deve ser cuidadoso na maneira de falar com os outros. Tema do terceiro capítulo da epístola, o meio-irmão do Senhor escreve sobre um pequeno membro do nosso corpo: a língua. Este acanhado, mas poderoso órgão humano, pode destruir ou edificar a vida das pessoas. Por isso, a nossa língua deve ser controlada pelo Espírito Santo a fim de sermos canais de bênçãos para aqueles que nos ouve.

I. A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2)
1. O rigor com os mestres. A palavra hebraica para mestre é rabbi, cujo significado é “meu mestre”. Os mestres eram honrados em toda a comunidade judaica, gozando de grande respeito e prestígio. Na realidade, o ofício rabínico era uma das posições mais almejadas pelos judeus, pois era notória a influência dos mestres sobre as pessoas (Mt 23.1-7). Daí o porquê de muitos ambicionarem tal posição. E é exatamente alarmado por isso que Tiago inicia então o capítulo três, referindo-se aos que acalentavam essa aspiração, visando obter prestígio, privilégio e fama, a que tivessem cuidado (v.1). Antes de almejarmos o ministério da Palavra devemos estar cônscios de nossa responsabilidade e de que um dia o Altíssimo nos pedirá conta dos atos e dos talentos a nós dispensados.

2. A seriedade com os mestres na igreja (v.1). Em Mateus 5.19 lemos sobre a advertência de Jesus quanto à seriedade e a fidelidade dos discípulos no ensino do Evangelho. Devido a sua importância, Jesus estabeleceu o ensino como um meio de propagar o Evangelho a toda criatura e, assim, ordenou a sua Igreja que fizesse seguidores do Caminho pelo mundo (Mt 28.19,20). É interessante notarmos o paralelo que Tiago faz em relação à advertência proferida por Jesus em tempo anterior: Quem foi vocacionado para ser mestre não pode ter o “espírito” dos fariseus, mas o de Cristo (Mc 12.38-40).

3. Perfeição que domina o corpo (v.2). Quem domina ou controla a sua língua, sem cometer delitos (excessos, descontroles, julgamentos precipitados, difamações, etc.), sem dúvida, é “perfeito”. O controle da língua significa que a pessoa tem a capacidade de controlar as demais áreas da vida, pois a língua é poderosa “para também refrear todo o corpo”. Quem tem domínio sobre a língua, tem igualmente o coração preservado, pois a boca fala do que o coração está cheio. Discipline-se! Faça um propósito com Deus e consigo mesmo: não empreste os seus lábios para fazer o mal.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A língua é um pequeno órgão do nosso corpo, porém seu poder é comparado a um fogo destruidor.

II. A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3-9)
1. As pequenas coisas no governo do todo (vv.3-5). Tiago faz uma analogia acerca da nossa capacidade de usarmos a língua. Ele remete-nos ao exemplo do leme dos navios e do freio dos cavalos. Apesar de tais objetos serem pequenos, porém, são fundamentais para controlar e dirigir transportes grandes e pesados. Assim, o apóstolo nos mostra que, apesar de pequena, a língua é capaz de realizar grandes empreendimentos — edificantes ou destrutivos. Como um pequeno membro é capaz de “acender um bosque inteiro”?

2. “A língua também é um fogo” (vv.6,7). Quantas pessoas não frequentam mais as nossas reuniões porque foram feridas com palavras? Você já se fez essa pergunta? É preciso usar nossa língua sabiamente, pois “a morte e a vida estão no poder da língua [...]” (Pv 18.21). Grande parte dos incêndios nas florestas inicia através de uma pequena fagulha. Todavia, essa faísca alastra-se podendo destruir grandes áreas de vegetação. Da mesma forma, são as palavras por nós pronunciadas. Se não forem proclamadas com bom senso, muitas tragédias podem acontecer.

3. Para dominar a língua. Ainda no versículo sete, Tiago faz outra ilustração em relação ao tema do uso da língua. Ele mostra que a natureza humana conseguiu domar e adestrar as bestas-feras, as aves, os répteis e os animais do mar. Mas a língua do ser humano até hoje não houve quem fosse capaz de dominar. Por esforço próprio o homem não terá forças para domar o seu desejo e as suas vontades. Mas quando Deus passa a nos governar, a língua do crente deixa de ser um órgão de destruição e passa a ser um instrumento poderoso e abençoador, usado para o louvor da glória do Eterno. A fim de dominar a nossa língua, devemos entregar o nosso coração inteiramente ao Senhor, “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Aprendemos com o meio-irmão do Senhor que embora a língua seja um pequeno órgão do nosso corpo, ela tem poder para edificar e destruir pessoas e instituições. Precisamos submeter este pequeno órgão ao Criador.

III. NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA (Tg 3.10-12)
1. Bênção e maldição (v.10). Tiago até reconhece a possibilidade de alguém usar a língua de modo ambíguo. Entretanto, deve a mesma língua que expressa o amor a Deus, deixar-se usar para destruir pessoas? Apesar de o meio-irmão do Senhor dizer que tudo que existe obedece sua própria natureza, se experimentamos o novo nascimento, tornamo-nos uma nova criação, isto é, adquirimos outra natureza. Esta tem de ser manifesta em nosso falar e agir. Portanto, se você foi transformado pela graça de Deus mediante a fé de Cristo, a sua língua não pode ser um instrumento maligno. A fofoca, a mentira, a calúnia e a difamação são obras carnais e não podem ter lugar em nossa vida.

2. Exemplos da natureza (vv.11,12). O líder da igreja de Jerusalém usa dois exemplos da natureza para apontar a incoerência de agirmos duplamente. Tiago questiona a possibilidade de a fonte que jorra água doce jorrar igualmente água salgada. Para provar a impossibilidade natural deste fenômeno, o meio-irmão do Senhor pergunta, de maneira retórica, se uma figueira poderia produzir azeitonas, e a videira, figos. Naturalmente, a resposta é um sonoro não! Portanto, a pessoa que bendiz ao Senhor não maldiz o próximo. Se Deus é amor, como podemos odiar alguém?

3. Uma única fonte. Aquele que bebe da água da vida não pode fazer jorrar água para morte. Quem bebe da água limpa do Cristo de Deus não pode transbordar água suja. Portanto, a palavra proferida por um discípulo de Cristo deve edificar os irmãos, dar graça aos que ouvem e sarar quem se encontra ferido.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Como servos de Deus, não podemos utilizar nossa língua para expressar palavras de adoração ao Senhor e em seguida utilizá-la para destruir o nosso próximo.

CONCLUSÃO
Uma vez Salomão disse que a boca do justo é manancial de vida (Pv 10.11), e que as palavras da boca do homem são águas profundas (Pv 18.4). Tomemos o devido cuidado com a maneira como usamos a nossa língua. Não esqueçamos que, no dia do Juízo, daremos conta a Deus de toda palavra ociosa proferida pela nossa boca (Mt 12.36).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARRINGTON, French L; STRONSTD (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. 4ª Edição. RJ, CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS
1. Qual é a palavra hebraica utilizada para mestre? Qual é o seu significado?
R. A palavra hebraica para mestre é rabbi, cujo significado é “meu mestre”.

2. Devido a sua importância, como Jesus estabeleceu o ensino?
R. Jesus estabeleceu o ensino como um meio de propagar o Evangelho a toda criatura e, assim, ordenou a sua Igreja que fizesse seguidores do caminho pelo mundo (Mt 28.19,20).

3. O que significa o controle da língua?
R. O controle da língua significa que a pessoa tem a capacidade de controlar as demais áreas da vida, pois a língua é poderosa “para também refrear todo o corpo”.

4. Segundo a lição, o que devemos fazer a fim de dominar a nossa língua?
R. A fim de dominar a nossa língua, devemos entregar o nosso coração inteiramente ao Senhor, “pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34).

5. De acordo com Salomão, o que são as palavras da boca do homem (Pv 18.4)?
R. As palavras da boca do homem são águas profundas (Pv 18.4).

BIBLIOGRAFIA
• Davids, Peter H.. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo - Tiago - Editora Vida;

• Grünzweig, Fritz. Comentário Bíblico Esperança Novo testamento - Caratas de Tiago, Pedro, João e Judas. Editora Evangélica Esperança;

• Kistemaker, Simon J.. Comentário do Novo Testamento - Tiago e Epistolas de João. Cultura Cristã;

• Lopes, Hernandes Dias. Tiago: Transformando provas em triunfo. Hagnos;

• Nicodemus, Augustus. Interpretando a Carta de Tiago. Editora Cultura Cristã;

• http://pt.wiktionary.org/wiki/língua

• Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico expositivo - Novo Testamento. Volume 2. Geográfica Editora.

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/

sábado, 23 de agosto de 2014

Mensagem enviada pela Igreja da Fé Apostólica

Estimado amigo,
      “Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 1.3). Temos tido um tempo bom no Senhor aqui em Portland, Oregon, Estados Unidos, nestes últimos meses, e confiamos que você também tenha experimentado o mesmo na cidade onde você estiver. Vamos compartilhar sobre algumas das atividades e das bênçãos que tivemos recentemente.

      No começo do mês de abril, Deanna Moen compartilhou sobre sua recente viajem à Índia. Um dos destaques da viajem foi uma reunião de ministros onde a ordenança de lavar os pés foi demonstrada (João 13.4-15). Ela descreveu o tempo que passou de companheirismo, orações ferventes, e louvores a Deus como um tempo maravilhoso! Infelizmente ela não pôde ir à reunião de acampamento que houve em março por causa das restrições governamentais, mas ela compartilhou as boas novas: trinta e uma almas foram salvas, oito foram santificadas e doze receberam o batismo do Espírito Santo. Amem!

      Gary Wolfe, também fez parte do grupo que foi à Índia, e ele testificou e deu graças pelo privilégio que ele teve em imprimir literatura no escritório sede, em Portland, por trinta e seis anos. Ele nunca se deu conta do impacto que a literatura tinha até que viajou recentemente a Índia. Com lágrimas, ele compartilhou como essa experiência nessa viagem mudou a sua vida.

      Na manhã do dia de Páscoa o Irmão Darrel Lee pregou sobre 1 Coríntios 15.11, onde o Apóstolo Paulo recordou a igreja em Corinto que o fundamento da sua pregação e a sua crença era baseada na morte e ressurreição de Jesus. Muitas testemunhas viram Jesus depois que Ele ressuscitou do túmulo (1 Coríntios 15.6). Paulo disse que a ressurreição no futuro (o Arrebatamento daqueles que deram a sua vida a Jesus) é tão certa como a ressurreição de Jesus da morte. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4.16).

      Na noite do domingo nós fomos abençoados pelo musical de Páscoa “Grandioso és Tu”. Os eventos precedendo a morte de Cristo na Cruz, seguidos da Sua ressurreição gloriosa foram apresentados através de teatro e canções. A última cena descreveu Jesus caminhando com diferentes pessoas levantando-se para segui-lo. Logo Jesus apareceu para subir ao Céu, e aqueles que o seguiram foram recebidos por uma multidão celestial. Juntos eles olharam para o alto em louvor e adoração ao nosso Senhor que ressuscitou.

      No começo de maio o Reverendo Darrel Lee pregou sobre a beleza e a necessidade da santificação. Ele usou como seu texto João 17.14-19. O Irmão Darrel disse que essa oração é especial porque foi a oração que Jesus fez um pouco antes da Sua morte na Cruz. Sua oração teve três partes: Ele orou pela santificação dEle mesmo; Ele orou pela santificação de Seus discípulos; e Ele orou pela santificação daqueles que iram responder a palavra dos discípulos, incluindo você e eu. O Irmão Darrel nos informou que a experiência da santificação enteiro é para todos aqueles que são salvos. Ele disse, “Você pode ser santo—moralmente puro; limpo com a natureza adâmica erradicada”. Ele animou a todos para buscar essa experiência.

      Durante cada reunião noturna nós reservamos um tempo para os testemunhos pessoais de orações respondidas. Um jovem pai testificou da proteção maravilhosa de Deus. Ele nos contou como a sua filha pequena subiu no balcão da cozinha e depois caiu. Logo em seguida eles puderam ver que alguma coisa estava mal, e ele ligou para o médico enquanto a sua esposa ligou para algumas pessoas pedindo que orassem. A criança foi levada a um Centro de Trauma onde fizeram vários exames. O pai expressou agradecimento, pois tudo saiu bem e sua filha está bem.

      Outro homem testificou, “Eu estou muito grato por poder dizer que sou salvo. Desde a época em que eu pedi a Jesus para entrar em meu coração e minha vida, Ele veio e endireitou meus problemas. Ele tirou todas as coisas ruins e restaurou as coisas boas. Ele tem me abençoado em todos os meus caminhos. Quando eu enfrento um problema, Ele está bem perto e é só orar. Escolher servir ao Senhor é a decisão mais inteligente que eu já fiz.”

      Um dos nossos ministros mais velhos, o Reverendo Ivon Wilson, já não pode estar saindo. Durante uma reunião de terça-feira à noite, nós desfrutamos de um vídeo dele pregando. Ele contou como ele ouvia orações sendo respondidas quando ele estava crescendo, e como isso influenciou a sua vida. Ele contou que uma vez quando seus pais eram fazendeiros nos anos de 1920. Um ano não houve muita chuva. Deus proveu para eles direcionando seu pai para cavar um poço em um lugar especial, que se tornou um poço artesiano. O Irmão Ivon nunca poderia se esquecer como Deus fez milagres nas vidas de sua família, mas que meramente estar em um lar com Cristãos não o aprontou para o Céu. Quando ele estava com seus vinte anos, Deus falou com ele no seu coração. O Irmão Ivon orou, pedindo ao Senhor para perdoa-lo de seus pecados, e Deus o salvou maravilhosamente.

      Quão agradecidos estamos pela bondade de Deus por Seus filhos. Qualquer um de nós pode experimentar milagres similares nas nossas vidas se formos completamente honestos com Deus. Ele nos ama, e irá nos ajudar alegremente através das dificuldades que enfrentamos.
Em Seu serviço
Igreja da Fé Apostólica

TEMPO COM CRISTO - DO “MAR MORTO” AO “MAR DE VIDA”

      “Porque, assim como o corpo sem Espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta (Tiago 2:26).”

     O Mar Morto possui mil quilômetros quadrados de superfície e recebe, por dia, mais de seis milhões de metros cúbicos de água do Rio Jordão. Entretanto, o Mar Morto somente “recebe”água e nunca “dá”. Com isso, a água é estancada e, com a evaporação que é produzida pelo sol do deserto, sua concentração de sal aumenta. Enquanto a concentração de sal normal no oceano é de 2% a 3%, a do Mar Morto é de 24% a 26%. Além disso, há um elevado acúmulo de magnésio e cálcio. Com essa mistura química, não há vida que sobreviva. O Mar Morto, por somente “receber” e nunca “dar”, não tem vida e é vazio em seu interior. De modo semelhante, em nossa vida prática, “dar” depois de “receber” é fundamental para nos manter com vida.

“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (João 10:10).”

      Sem Cristo somos como o “Mar Morto”, sem vida, sem direção, sem propósitos e vazios em nosso interior. É somente Nele que encontramos a vida. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida (I João 5:12).”

      Deus nos amou primeiro e nos escolheu para sermos seus filhos, por isso nos enviou seu filho amado, Jesus Cristo, para sairmos do “Mar Morto” para o “Mar de Vida”. A vida que Cristo nos oferece, uma vida abundante e eterna, o mundo e nenhum outro jamais poderá nos dar. O mundo é como o “Mar Morto”, vazio, egoísta, sem vida e que nos leva à morte. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 6:23).” Quando Jesus Cristo nos preenche com sua vida, sentimos que a nossa vida interior está verdadeiramente completa. Pela sua graça fomos libertos e salvos; e passamos da morte para a vida.
      Só Jesus Cristo pode nos transformar por completo e terminar a boa obra que Deus começou em nós. “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6).” O relacionamento íntimo com nosso Deus é importante para nosso crescimento espiritual. Jesus estava em comunhão constante com o Pai, cumprindo a Sua vontade. “Buscai primeiro o reino de Deus... (Mateus 6:33)”.
    É vital compartilharmos e colocarmos em prática os ensinamentos da palavra e Deus. E o Senhor nos diz: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes (Tiago 1:22).” O nosso fazer é uma conseqüência do nosso ser, e quando estamos em Cristo e Ele em nós, damos muitos frutos. “Eu sou a videira e vós as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer (João 15:5).”
      Muitas vezes ao nosso lado vemos um irmão necessitado, um mendigo sem “nada”, e sequer temos a coragem de olhá-los. Sequer pensamos: O que será que ele está sentindo? Em que eu poderia ajudar? Será que ele conhece a Cristo? O que Jesus faria nessa situação? “E se o irmão ou a irmã estiverem carecidos de roupa e sem o mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma (Tiago 2:15-16).” Não compartilhar o amor que recebemos de Deus, inevitavelmente nos tornará vazios e sem vida, como o “Mar Morto”. “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte (I João 3:14).”
      Como disse o escritor Dwight L. Moody: “Um entre cem homens lerá a bíblia; os noventa e nove lerão os cristãos.” É através da prática do amor que as pessoas conhecerão os verdadeiros discípulos do Senhor. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos. Se vos amardes uns aos outros (João 13: 35).”

A QUE “MAR” ESTAMOS CONDUZINDO A NOSSA VIDA?
Enquanto o “Mar Morto” não tem vida, pois o mesmo somente “recebe” e nunca “dá”, o “Mar de Vida” recebe ao Senhor, entrega sua vida, enche-se do Espírito e, continuamente, compartilha o amor de Cristo.
Que o “Pão nosso” de cada dia (espiritual, emocional e material) possa ser repartido diariamente com o nosso próximo, para que possamos experimentar a transformação do “Mar Morto” para o“Mar de Vida”. Cristo é a nossa vida, nosso exemplo de caráter, de obediência, de amor a Deus e ao próximo, que lavou os pés dos discípulos, é o nosso maior exemplo de servo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por amor a nós. “Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos (I João 3:16).”
Seguindo o exemplo dos verdadeiros cristãos, que “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2:42)”, todo dia é dia de compartilhar, de distribuir, de dar, de doar, de receber e de entregar para que tenhamos vida. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, fluirão rios de água viva (João 7:38).” Que Jesus Cristo possa nos inundar como uma fonte de água viva, para que por onde passarmos, em todo tempo, possamos refleti-lo em tudo e para todos. Amém.

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AS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS PARA A DESTRUIÇÃO DAS FAMÍLIAS

Por: Maurício Torres - 17/04/2011 
    Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte, corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. 2 Coríntios 11:3.
      A primeira instituição criada por Deus foi a família. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne. Gênesis 2:24. O homem e a mulher foram formados e criados para viver em comunhão dentro do matrimônio. Os filhos são bem vindos, são heranças do Senhor, como extensão desse relacionamento. Famílias que vivem debaixo da vontade e dos propósitos de Deus são famílias estruturadas e, consequentemente, famílias sadias, que geram sociedades sadias. Por essa razão, a família tem sido muito atacada nos dias atuais. O inferno tem se levantado com todas as forças para destruir as famílias. Os ardis do inimigo são muito sutis. É difícil percebê-los, principalmente porque esses ardis estão sempre mascarados de coisas boas.
      O povo que se diz cristão está assistindo a queda da família como se nada estivesse acontecendo. As famílias estão indo a passos largos para o inferno, pois o foco e a preocupação estão em amealhar riquezas, as quais estão destinadas para o fogo eterno. Percebe-se hoje que a busca por riquezas, status e poder domina tanto incrédulos como cristãos. Observa-se a terceirização da família, a transferência de responsabilidade. O projeto dessas famílias sempre é pautado por aquilo que se quer dar aos filhos, em termos materiais. Porém, isto é muito sutil, porque quando buscamos em primeiro lugar o dinheiro, Deus não está ocupando o lugar que deveria ser Dele.
      Uma das principais estratégias de satanás é encobrir o evangelho da glória de Cristo Jesus, como está escrito: Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.2 Coríntios 4:3-4. Não existe nada mais poderoso neste universo criado por Deus, do que o evangelho da atração em Cristo Jesus. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. João 12:32.
      Esse fato extraordinário da graça de Deus manifestada em Cristo Jesus precisa ser revelado por meio do Santo Espírito de Deus. É necessário crer de todo o coração e mente que, na morte de Cristo, toda a humanidade foi atraída, morta, sepultada e ressuscitada juntamente com Ele, pois tão somente quando esta for uma experiência real é que se pode ser liberto do poder das trevas e de satanás, como está escrito: Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor. Colossenses 1:13.
      Agora, se satanás conseguir manter as pessoas na ignorância quanto a esse tão importante fato, ele não precisará fazer absolutamente mais nada, pois a ignorância quanto a obra sobrenatural da redenção em Cristo, já é o suficiente para destruir todo ser humano e, consequentemente, suas famílias.
      É dever urgente dos pais que têm essa revelação pregar a Cristo crucificado para sua família. A palavra de Deus é clara em dizer: Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a Fé e é pior do que o incrédulo. 1 Timóteo 5:8.
É verdade que só um crucificado pode pregar a Cristo crucificado.       Só um reconciliado pode reconciliar. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5:18-19.O maior presente que um pai pode deixar a seu filho é a certeza de que ele vai adentrar no Reino de Deus não pelos seus próprios esforços, mas pela graça de Deus na pessoa de Cristo. Os filhos precisam ouvir essa mensagem da boca de seus pais.
      O utra estratégia que o inimigo tem utilizado nos dias atuais é a desvalorização do  papel da mulher estabelecido pela sabedoria e presciência de Deus. Ele providenciou para os homens uma auxiliadora para ajudá-los nesse tão importante papel de liderar uma família para a glória de Deus.Disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Gênesis 2:18. Infelizmente,muitos maridos entendem erroneamente que Deus teria criado a mulher para ser capacho do homem, para ser escrava subserviente, para ser aquela que atende suas necessidades sexuais. Auxiliados por esse machismo que vem do mais profundo inferno, eles não tratam as esposas como deveriam, ou seja, como um vaso mais frágil. Por essa razão, sofrem as consequências de sua insensatez.
      Maridos! Saibam de uma coisa: quando o relacionamento marido e esposa não está de acordo com os planos de Deus, os filhos se perdeme a família fica desestruturada. As consequências são muitas: filhos com baixo desempenho escolar, filhos doentes e que até regridem no processo de aprendizado. Aliás, esses são inclusive alguns recursos que os filhos se valem na tentativa de reconciliar o casal novamente. O maior presente que os pais podem dar a seus filhos é a certeza que o papai e a mamãe se amam, e aconteça o que acontecer eles estarão sempre juntos.
      Todo cristão precisa urgentemente se equipar com a armadura de Deus. O inimigo conhece muito bem as dificuldades e os pontos fracos de cada um e sabe atacá-los como ninguém. A Palavra de Deus é clara em dizer que todo cristão não deve ignorar seus ardis, que precisa equipar-se com essa armadura: Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Efésios 6:11. Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Efésios 6:16. Paulo também nos ensina: Para que satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. 2 Coríntios 2:11.O inimigo tem seus estratagemas, suas sutilezas e suas artimanhas para enredar e manter o homem debaixo de sua mão opressora. Por isso, é necessário que todo crente esteja vestido adequadamente para enfrentar a batalha e permanecer inabalável nos dias maus.
      Jesus foi enfático ao dizer: Já não falarei muito convosco, pois se aproxima o príncipe deste mundo. Ele nada tem em mim. João 14:30.Com a aproximação de satanás, Jesus não disse que ele não tinha nada haver com ele, o que seria uma resposta verdadeira, mas Ele disse: Ele não tem nada em mim! Sem sombra de dúvidas, isso está escrito para o ensino. Então, a pergunta que deve ser feita é: o que o príncipe deste mundo tem em mim? Se ele tem algo em mim, é porque permiti que ele se colocasse em minha vida. Talvez por ser um crente morno, misturado com o mundo, que não está equipado com a armadura de Deus. Podemos estar sofrendo os ataques de satanás por termos nos conformado com este mundo.
      Outra estratégia de satanás para com o povo de Deus é atacar a mente. O principal acesso na vida dos cristãos é pela mente. A mente tornou-se um campo de batalha, onde o inimigo ataca incansavelmente. Por isso, a exortação de sermos vigilantes e de levarmos todo o pensamento cativo à obediência de Cristo. As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. Derrubamos raciocínios e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. 2 Coríntios 10:4-5.O cristão deve pensar nas coisas do alto, ocupar a mente com tudo o que é verdadeiro, honesto, puro, justo e amável, permitindo que a palavra nele habite ricamente.
      Pela regeneração, pelo novo nascimento, o inimigo perde todo acesso, todo controle que outrora possuía sobre o homem. A Palavra de Deus diz que ele está como um leão velho, fraco e desdentado a rugir em derredor do crente. Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. 1 Pedro 5:8.
O cristão não deve nem valorizar nem subestimar o inimigo, mas deve colocá-lo em seu devido lugar, ou seja, debaixo dos pés de Jesus Cristo, o Salvador. Quando o apóstolo Paulo começa a falar sobre a armadura de Deus, ele diz: No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6:10.Somente quando o crente está fortalecido no Senhor e na força do seu poder, é que pode ser mais do que vitorioso, porque sem Ele nada se pode fazer.
      A maior necessidade do cristão hoje é andar na presença de Deus. É não ser um crente morno. É colocar Deus em primazia na sua vida. É render-se diante Dele e lhe dizer: “Pai eu preciso de ti. Sonda-me, conhece o meu coração”. É ficar o tempo todo em sua presença para realmente sair vitorioso contra as astutas ciladas do inimigo, para conseguir ser o bom perfume de Cristo e ter uma família equilibrada que glorifique a Deus. Não se deve permitir ser menos do que a graça de Deus pode fazer na sua vida, e na vida de suas famílias. Pelo poder de Deus, fomos desarraigados desse mundo tenebroso.
      O trabalho de satanás é fazer o crente conformar-se com este mundo e, dessa maneira, fazê-lo perder a batalha. Por isso, a exortação: E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2.
      Que nosso Deus e Pai possa abrir os olhos do nosso entendimento, para reconhecermos as astutas ciladas de satanás, sermos pessoas saradas para poder sarar nossas famílias e viver não olhando para trás, mas para o alvo da nossa vida, a bendita pessoa de seu filho Jesus Cristo. A Ele e somente a Ele seja a glória para todo o sempre. Amém.

Fonte: http://comunidademdacruz.blogspot.com.br/

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES

De Charles H. Spurgeon - Publicado em 01.07.2003

      Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões. Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc. 16.15). Isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: "E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho", assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais: "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef. 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires. Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? "Vós sois o sal", não o "docinho", algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" (Lc. 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade! Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: "Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!". Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: "Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!". Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos. Depois que Pedro e João foram encarcerados por pregarem o evangelho, a igreja se reuniu para orar, mas não suplicaram: "Senhor, concede aos teus servos que, por meio do prudente e discriminado uso da recreação legítima, mostremos a essas pessoas quão felizes nós somos". Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles "transtornaram o mundo". Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos. Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos. 

Charles H. Spurgeon (1834 - 1892) - É conhecido como o "príncipe dos pregadores", cujos sermões foram publicados semanalmente durante os anos de 1855 e 1917. Em 1861, inaugurou o Tabernáculo Metropolitano que comportava até 6.000 pessoas e sempre estava lotado na sua época.

As maravilhas do Calvário nunca cessam!

De C. H. Spurgeon 
      Grandioso Deus, houve um tempo em que nos apavorava pensar em estarmos próximos a ti, pois éramos culpados e estavas irado conosco. Agora, porém, te louvamos porque desviaste a tua ira e nos confortaste. O mesmo trono que era lugar de terror, tornou-se lugar de refúgio. Fujo para ti para me abrigar.

Ansiamos por sair deste mundo, e por esquecê-lo, para ter comunhão com o mundo por vir falando com aquele que era, que é e que há de vir, o Todo-poderoso. Senhor, muitas vezes nos preocupamos e cansamos com inquietações; contigo, porém, essas inquietações se acabam, pois tu dominas sobre tudo e quando vivemos em ti, vivemos em abundância, em repouso seguro, em alegria constante.

Temos de pelejar com os filhos dos homens contra milhões de enganos e injustiças mas, quando nos refugiamos em ti, tudo é verdade e pureza e santidade, e nossos corações alcançam a paz. Acima de tudo, nossa luta é contra nós mesmos, e nos envergonhamos disso. Após tantos anos de grande misericórdia, após experimentarmos os poderes do mundo vindouro, ainda somos tão débeis e tolos; mas quando nos despojamos de nós mesmos e nos enchemos de Deus, tudo o que é verdadeiro, puro e santo passa a nos preencher, e nossos corações encontram paz, sabedoria, plenitude, gozo, alegria e vitória.

Oh, por favor, leva-nos para junto de ti. Deixa-nos mergulhar na comunhão com Deus. Bendito seja o amor que nos escolheu antes mesmo da fundação do mundo. Nossa adoração a ti jamais será suficiente diante da tua soberania, a soberania do amor com que nos enxergaste nas ruínas do pecado e nos amaste mesmo assim.

Louvamos ao Deus da Câmara do Conselho Eterno e da Aliança Perpétua. Onde encontraremos palavras suficientemente adequadas para louvar a ti, que nos deste graça em Cristo, teu Filho, antes de espalhar o firmamento estrelado.

Também bendizemos a ti, ó Deus, como o Deus da nossa redenção, porquanto nos amaste a ponto de dar teu amado Filho por nós. Este se deu a si mesmo, deu sua própria vida por nós para nos redimir de toda iniqüidade e nos separar para si mesmo, para sermos seu povo exclusivo, zeloso de boas obras.

Jamais poderemos louvar suficientemente por essa tua graça e esse amor imortal. As maravilhas do Calvário nunca cessam de ser maravilhas, são cada vez mais maravilhosas aos nossos olhos, quando pensamos em Jesus Cristo que nos lavou os pecados com seu sangue. Tampouco podemos parar de adorar o Deus da nossa regeneração, que nos encontrou mortos e nos deu vida, nos encontrou em inimizade e nos reconciliou, nos achou amando as coisas deste mundo e nos desviou o olhar do egoísmo e do mundanismo para o amor das coisas eternas e divinas.

O Espírito de Deus, nós te amamos especialmente porque tu habitas em nós. Como podes fixar residência numa habitação tão grosseira! Como podes fazer destes corpos teus templos! Por tudo isso, que o teu nome seja reverenciado enquanto vivermos.

O Senhor, gozo infindo encontramos em ti hoje. Dá-nos fé e amor e esperança para que, com essas três graças, nos acheguemos ao Deus Triúno. Guarda-nos, conserva-nos, alimenta-nos, guia-nos, traz-nos à memória de Deus e mostra-nos o teu amor e, na glória eterna e ilimitada, faze-nos conhecer e provar e sentir alegrias indizíveis.

Não tardará muito e atingiremos a praia dourada; um pouco mais de luta e receberemos a coroa da vida, cujo brilho é inextinguível.

Senhor, eleva-nos acima deste mundo. Vem, Santo Espírito, pomba celestial, e leva-nos sobre tuas asas até a eternidade, para bem longe das tristezas e alegrias aqui de baixo. Que possamos subir em contemplação jubilosa, e que nosso espírito volte fortalecido para todo serviço, armado para todas as batalhas, guarnecido para todos os perigos, e pronto para viver o céu aqui na terra, até um dia vivermos no céu. Grandioso Pai, está com o teu povo que espera em ti; dá tua preciosa ajuda aos que enfrentam grande aflição; aos que estão abatidos dá teu incomparável conforto e ânimo; aos que erraram e estão gemendo sob seus pecados, traze-os de volta e sara as suas feridas; aos que hoje mesmo suspiram por santidade, realiza o desejo de seus corações; aos que almejam ser úteis, guia-os para as oportunidades.

Senhor, queremos viver plenamente esta vida. Oramos para que nossa existência terrena não passe em meio a lamentos, nem vivamos como minhocas que voltam rastejando para seus buracos, arrastando consigo folhas secas; pelo contrário, faze-nos viver como devemos viver, com a nova vida que tu puseste dentro de nós, com a energia divinal que nos coloca tanto acima do homem comum, como acima dos animais que perecem.

Não deixa que fiquemos presos como pobres pássaros semi-chocados dentro dos ovos; mas que possamos romper a casca hoje e sair rumo à gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Concede-nos isto, te rogamos.

Senhor, visita nossa igreja. Ouvimos tua mensagem à igreja em Éfeso; ela também se aplica a nós. Oh! Não permitas que nenhum de nós abandone o seu primeiro amor. Que nossa igreja não se torne fria e morta. Receamos já não sermos como éramos outrora. Senhor, faz-nos reviver! Todo socorro deve vir de ti. Devolve à igreja seu amor, sua confiança, sua santa ousadia, sua consagração, sua liberalidade, sua santidade. Restaura tudo o que ela sempre teve e acrescenta-lhe ainda mais. Lava os pés de cada membro, amável Senhor, com a maior ternura, e, com pés limpos, põe-nos num caminho limpo, com corações limpos para nos guiar, e abençoa-nos como aprouver a Deus.

Abençoa-nos, Pai nosso, e deixa todas as igrejas de Jesus Cristo usufruírem do mesmo cuidado e ternura. Caminhando entre os candeeiros de ouro, aponta cada pavio e faz com que cada chama, agora enfraquecida, resplandeça gloriosamente por causa do teu cuidado.

Abençoa também os pecadores. Senhor, converte-os. O Deus, salva as pessoas, salva esta imensa cidade, esta cidade perdida, esta cidade adormecida na morte. Ressuscita-a, ressuscita-a de qualquer maneira, para que ela se volte a Deus. Senhor, salva os pecadores de todo o mundo, para que se cumpra a tua palavra preciosa: "Eis que vem com as nuvens." Por que te demoras? O nosso Senhor, não demores. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, glória seja dada para todo o sempre. Amém.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O CUIDADO COM A LÍNGUA

Prof. Adaylton de Almeida Conceição 
Tiago capitulo 3.1-12
INTRODUÇÃO. Tudo o que existe em nosso universo veio a existir pelo poder da palavra. Deus falou, e nosso mundo veio a existir. Quando ele formou o homem, a mais elevada das criaturas terrestres, Deus o abençoou com a capacidade de se comunicar.

O capítulo 3 de Tiago nos coloca na parede e nos desafia a viver uma fé genuína, verdadeiramente cristã. No final do cap. 2, Tiago nos mostrou como a fé verdadeira manifesta-se inevitavelmente em obras. Agora, no capitulo 3, ele mostra que “obras” não são somente o que fazemos, mas também o que falamos. 

A língua é um músculo com sua origem no coração. Por isso a língua talvez revele o verdadeiro estado do nosso coração mais rápido que qualquer outra prova de fé genuína listada por Tiago. A língua sou eu. Eu sou o que a língua fala! Abaixamos a guarda e revelamos o verdadeiro eu, mesmo que só por um instante. Assim como Jesus disse, a boca só fala do que o coração está cheio (Mt 12:34). A língua é o dreno do coração! A língua serve como escape daquilo que está borbulhando no coração.

O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as palavras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma benção! Contudo, o que é benção pode transforma-se em maldição. Depende do uso. Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão. Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22). É preciso ter cuidado com a maledicência? A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua personalidade (Tg 3.2).

A Língua tem Poder para Dirigir (3:1-4)
A língua é poderosa. Esse poder pode ser para o bem ou para o mal. Talvez, por ser tão potente, Deus prendeu a língua atrás de duas fileiras de dentes e dentro de uma caverna fechada. Tiago nos lembra que a língua tem um enorme potencial para direcionar vidas. 

A língua freada implica em vida controlada (2b-4)
Tanto no caso do “freio na boca do cavalo” quanto a do “leme no navio”, vemos que uma parte pequena mas estratégica é capaz de direcionar algo poderoso e até grande. O freio se coloca num ponto estratégico, na boca do cavalo. Mesmo pequeno e fraco, consegue direcionar o cavalo com pouco esforço, até de uma criança. Também, o leme é infinitamente menor em proporção ao navio, mas assim mesmo , por ficar num ponto estratégico, é capaz de direcionar um transatlântico como Titanic ou um porta-aviões conforme a vontade de um timoneiro. 
Assim é nossa língua, pequena, porém estratégica. Conforme vs 2b, se conseguirmos refrear a língua, somos capazes de controlar o corpo inteiro. Mas como isso é difícil! Quantas vezes eu já quis frear minha língua quando já era tarde demais! Tantos “foras” que já dei!A nuvem de palavras mortíferas tende a pairar sobre nós até hoje, como uma nuvem preta. Mas uma vez que as palavras escapam de nossa boca, é impossível chamá-las de volta. É realmente desesperador soltar palavras e depois ficar impotente enquanto assiste o estrago que elas fazem. Por isso temos que freá-las o quanto antes. Palavras como: Fofoca,Um “corte” no meu irmão, Ódio, Obscenidade, Piadas sujas, Ira, Palavrão, Blasfêmia.
O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão independente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos retomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1-12). Parece que Levitico 19.16 – “não andaras como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu Sou o Senhor” – esta na mente de Tiago. O texto é claro e a justificava de Tiago para condenar a maledicência também o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar (julgar) da lei. Esta é a Tônica do versículo 11. o versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa.
A MALEDICÊNCIA É PROIBIDA
Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (Sl 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epistolas (Ef 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orientações, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina. Sabemos que a linguagem é um meio fantástico para a comunicação entre as pessoas, porem é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO
“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). O cristão que deixa de refrear a sua língua engana o seu próprio coração, perdendo a autenticidade de sua espiritualidade.

A espiritualidade do individuo e a da comunidade cristã não se mede pela intensidade das praticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo pelo mero conhecimento das Escrituras. Alem destas praticas, a espiritualidade é evidenciada e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem “agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

Tiago 3.1; “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.”

As pessoas que aspiravam a posição de mestre não atinavam que os mestres receberão juízo na condição de mestre e nem da necessidade de estar enquadrado em alguns quesitos que Tiago discorre neste capítulo.

O juízo que Tiago faz referência será estabelecido no Tribunal de Cristo (Rm 14:10 ; 2 Co 5:10 ), visto que ele se inclui entre aqueles que receberão maior juízo (implicitamente Tiago se posiciona como mestre), e por ser certo que ele tinha certeza de sua salvação. O juízo do Grande Trono Branco não é destinado à igreja.

“não sejam muitos de vocês mestres” = (më polloi didaskaloi ginesthe). Pois fica bem claro que os que ensinamos,.. seremos julgados com maior rigor.” (meizon krima) um juízo mis severo. 

Estar à frente, segurando o microfone, parece ter se tornado status e tem atraído muitos pregadores. Porém são poucos os que percebem a responsabilidade de falar em nome de Deus. Se há algo que devemos ter cuidado é no orgulho que Satanás coloca nos corações. Orgulho em ser notado, ovacionado e tido como um grande pregador. E tudo indica que Tiago tinha esta preocupação em seu coração. Em um dos capítulos mais conhecidos do Novo Testamento, o apóstolo inicia desta forma: “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.” (3:1).

Tiago já tinha falado sobre falar menos e ouvir mais (1:19), mostrando que refrear a língua é um dos elementos da religião pura (1:26). Falar não é algo tão simples, principalmente para aqueles que têm a responsabilidade do ensino na igreja. Se há algo que o mestre precisa ter é coerência no que fala, para que a sua mensagem ganhe sentido e validade.

Tiago não quis minimizar ou desencorajar os dons de falar na igreja (Hb 5:12, Ef 4:11,12; 1 Pe 4:10,11). Sua advertência é totalmente coerente com o princípio ecoado em Mateus 12:26,27 “De toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.” 

Há duas razões porque devemos pensar bem antes de assumir a posição de mestre:
1) (Vs 1) O mestre, pela natureza do serviço, tem que falar muito. Por isso, haverá mais palavras para serem pesadas, mais potencial para derramar palavras frívolas, inúteis, pecaminosas, enganadoras.
2) (Vs 2) O mestre tem maior responsabilidade, pois influencia a muitas outras pessoas pelo que fala, e facilmente tropeça no falar. Tem poder para dirigir, ministrar graça, ou enganar para toda a eternidade. 
A mesma coisa pode acontecer com os mestres (professores) na igreja. Temos que medir toda palavra quando ensinamos ou pregamos. Por isso ensinar e pregar são tarefas tão exaustivas. As vidas de homens e mulheres estão na balança. 

Na igreja Primitiva, os mestres tinham uma importância de primeira ordem. Sempre que os menciona é com honra. Na igreja de Antioquia os mesmos são equiparados aos profetas, e juntos comissionaram a Paulo e a Barnabé para sua primeira viagem missionária (Atos 13.1). Na lista daqueles que tinham um ministério importante na igreja, que nos é dada por Paulo, os mesmos são mencionados logo depois dos apóstolos e profetas (I coríntios 12.28; Efésios 4.11).

O ministério da Palavra é de uma responsabilidade tremenda, e por isso Tiago fala do juízo com maior rigor. Aqui podemos lembrar-nos das palavras de Jesus, que disse: “...A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.”(Lc. 12:48). A advertência não é para desencorajar os leitores, e sim para mostrar-lhes a importância de se falar em nome do Senhor.

No verso 2 Tiago continua: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo.”. O instrumento principal do mestre é a língua. E o rigor do julgamento o coloca diante de uma situação perigosíssima, pois a língua é a parte mais difícil de controlar no corpo. Tropeçar aqui vem do grego 'ptaiei', que em um sentido moral pode significar “errar, equivocar-se, pecar”. Esta declaração no início do verso 2 mostra a universalidade do pecado (Rm. 3:9-18; 1 Jo. 1:8). O livro de Provérbios destaca a seriedade e a força das palavras (10:8,11; 16:27,28; 17:27; 18:7,8; 23:12). É tão difícil controlar a boca. É dela que se expressa àquilo que é falso, calunioso, cortante e que pode dominar outras pessoas. Desta forma, ninguém pode se achar perfeito, porque em alguma coisa vamos tropeçar.
Dos versos 3 a 5 Tiago usa alguns exemplos para mostrar o efeito devastador da língua. No verso 3 ele usa a ilustração dos freios usados em cavalos, e que controla todo o corpo do animal. …

A carta aos Hebreus demonstra o desejo do escritor em não tropeçar em coisa alguma, e para isso solicita aos cristãos que orem em seu favor “Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente” ( Hb 13:18 ). O portar-se honestamente em tudo deve ser o desejo de todo cristão, porém, ele deve ter consciência de que falhará em muitas coisas.

O tropeçar em muitas coisas não suspende o direito à salvação, uma vez que a salvação é alcançada pela fé. A salvação decorre da filiação divina por meio da fé em Cristo.

Com Tiago, aprendemos também que não pode haver duplicidade na palavra do cristão. Não faz parte do estilo de vida do seguidor de Jesus Cristo. São bem claros os vs. 11 e 12“Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meu irmão pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.” 

São três os exemplos que Tiago emprega para ilustrar a verdade que deseja transmitir. Era este o método utilizado pelos rabinos para ilustrar seu ensino: três ilustrações para cada verdade. É oportuno recordar que Tiago esta escrevendo para cristãos provenientes do judaísmo e, por isso mesmo acostumado com a forma de ensino dos rabinos. Não é de estranhar que sua didática seja rabínica.

A primeira ilustração é a fonte que jorra água. (v. 11): “Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?”. Uma fonte não pode produzir dois tipos de água, doce e amarga. Da mesma maneira, a língua de um cristão não pode produzir dois tipos de palavras, a de bênção e a de maldição.
Observa-se que Tiago não diz que a fonte deve produzir água doce (que pelo contexto nos parece ser a boa palavra). Pode produzir água amarga (a má palavra). O que Tiago diz é que a fonte produz apenas um tipo de água. Ou doce ou amarga. Da mesma forma como não se devem esperar palavras inconvenientes na boca de um cristão, não é de admirar que na boca de um homem que não seja temente a Deus haja palavras que não seja edificante. Cada fonte produz um tipo de água. Um é o falar do cristão. Outro é o falar do não-cristão.

A segunda ilustração empregada por Tiago é a da árvore que produz frutos segundo a sua espécie. (v. 12): “pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.” A figueira produz figos e a videira produz uvas. A declaração nos faz refletir de uma forma profunda. Cada árvore produz furtos segundo a sua espécie, de acordo com a sua natureza. Novamente somos chamados a refletir que não deve haver duplicidade de frutos em nosso viver. Produza, então, o cristão o fruto que dele se espera.

A terceira ilustração se assemelha à primeira, mas apresenta uma variação: “Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.” (v. 12). Uma fonte que só produza água não é errada em si mesma. Pode ser uma fonte medicinal, por exemplo, produzindo águas sulfurosas. Esta ilustração difere da primeira em um ponto: Naquela, a fonte só jorra uma qualidade de água, potável ou não potável. Não importa qual seja, mas uma só. É genérica, porque tratam de ambas as possibilidades. Tanto faz produzir água doce ou salgada, desde que só produza uma. Esta aqui é especifica: A fonte salgada não produz água doce. A maior necessidade daquela região era água portável, boa para beber. A fonte salgada (usemo-la aqui para tipificar o falar do homem não regenerado) não pode produzir boa palavra. Quem deve produzir esta é o servo de Jesus. É ele quem tem a palavra que alcança/liberta o mundo. Poderíamos então parafrasear Jesus, quando exortou os discípulos a não omitirem o brilho da sua luz: “Se a fonte de água portável que há em ti produzir água não potável, que grande desastre será!”.

É de nós, portanto, que o mundo pode ouvir boas palavras, que alentam que consolam, que vivificam. Se não tivermos uma palavra de esperança, uma palavra honesta e decente para este mundo, de quem ele a ouvirá? 
“Os rabinos judeus usavam esta figura: ‘A vida e a morte estão nas mãos da língua. ’

É interessante as cinco figuras de retórica em relação à língua usadas por Tiago:
a. Primeiro se compara com um freio. “Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.” 3.3. O apóstolo passa a exemplos figurativos. Os exemplos apontam o contraste entre o tamanho e força do cavalo e a pequenez dos freios que os controlam. Igualmente, a língua pode dirigir a vida – para bem ou para mal.
b. A segunda figura é o timão. “Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa”.3.4 O contraste entre o tamanho de um navio e o tamanho do timão que o controla. Um pequeno timão em um grande navio controla sua direção com apenas uma mão do homem. Assim é a língua, um membro do corpo tão pequeno, pode fazer grandes façanhas, tanto para o bem como para o mal.
c. A terceira símil da língua é um fogo. “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.” 3.5-6. "Assim também...”, ou seja, alguns dos elementos (leme e freio) que foram apresentados nas ilustrações anteriores se comparam proporcionalmente a língua e o efeito devastador que ela pode causar. O apóstolo evidencia o quanto é importante ter a língua sob controle. A maneira como se estende a chama da maledicência se vê na vida de muitos irmãos feridos e quase mortos como resultado de comentários e ditos infelizes de muitos que deveriam ter a função de apascentar e cuidar. Mas muitos em vez de estarem apascentando, estão “o pau sentando nas ovelhas”.
d. A quarta figura é a que assemelha a língua com uma fera selvagem e indomada. “Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;” . 3.7. Toda a natureza é dominada pelo homem porque Deus lhe deu o domínio “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gen. 1:26 ). O exemplo da doma de animais, é quando vemos elefantes, leões, tigres, águias que são domadas e controlados pelo homem.
e. Por último, Tiago coloca a língua como um mal irrefreável. “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal”. O êxito com os animais selvagens não se tem tornado realidade na área de sua própria língua. Devido a queda mediante o pecado, perdemos o domínio sobre este pequeno pedaço de carne. A natureza humana tem demonstrado que não tem força suficiente para controlar a este pequeno membro. Só Deus pode coloca-lo sob controle.

Apesar da condição anterior (v. 7), o homem não pode domar a língua. Observe que Tiago aponta uma impossibilidade: nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode controlar; está cheia de peçonha mortal.
Se pensarmos somente na língua, é difícil explicarmos este verso. Porém, quando verificamos que o coração do homem e enganoso “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17:9 ); e que, o que procede do coração do homem é que contamina “E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem” ( Mc 7:20 ), percebemos que a abordagem de Tiago refere-se ao posicionamento de Jesus: “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” ( Mt 12:34 ).

É impossível ao homem por si só mudar a natureza do seu coração “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal” ( Jr 13:23 ). Mas, o que é impossível aos homens é possível a Deus! Através da regeneração Deus cria um novo coração e um novo homem e lhe dá uma nova vida.

A ordem divina sempre foi: “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz” ( Dt 10:16 ). Mas, como fazer tal circuncisão? É possível ao homem fazer tal incisão?

Ora, o é que impossível aos homens é possível a Deus. A circuncisão do coração só é possível quando se está em Cristo “No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo” ( Cl 2:11 ).
Tal circuncisão é pela fé “Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo.) Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm 10:6 -10).

"Muitos relacionamentos têm sofrido por falta de cuidado e prudência no uso das palavras. Mesmo vivendo na era da informação, há, sem dúvida, uma crise de comunicação instalada na sociedade. A língua é um poderoso instrumento para ajudar as pessoas. As palavras podem e devem ser usadas pelo Espírito Santo no processo de cura, de libertação, de aconselhamento. Quando Deus criou o mundo, o fez pelo uso da palavra, onde temos ‘disse Deus'. A fala pode ser uma porta de destruição, mas também uma porta para a construção de relacionamentos e ela nos liga a Deus e às pessoas que amamos. As palavras podem trazer vida ao caos", declarou o pastor.

O juiz de Direito Ézio Luiz Pereira, que é mestre em Teologia e membro da Academia Cachoeirense de Letras, destaca que a vida de uma pessoa pode ser pautada por uma palavra dita pelos pais na infância. "Um rótulo que se cola em um filho nos primeiros anos de vida costuma ficar e marcar uma personalidade. Quantos pais rotulam os seus filhos de tímidos, bagunceiros e outros? Esses pais podem depois não se lembrar, nem os filhos, mas o inconsciente da criança absorveu e escreveu o rótulo em sua identidade. Com a língua, redimimos e matamos. Temos que ter cuidado", explicou o juiz.
O Juiz Ézio ainda acrescenta que um dos principais problemas na contemporaneidade é o uso nocivo da língua, causando discórdia: "Veja, por exemplo, que muitas vezes um casal rompe o relacionamento não por falta de amor, mas por falta de linguagem ou o mau uso da língua que instrumentaliza a desunião".

OS PAIS E AS CONSEQUENCIAS DO MAL USO DA LÍNGUA
Por incrível que possa parecer, todas as conseqüências que você está vivendo e ainda viverá é resultado daquilo que você falou ou vai falar. É a lei da semeadura e da colheita. Tudo que o homem semear isso também ceifará. Deus não vai mudar seus princípios divinos.

Muitos pais cristãos não entendem porque seus filhos abandonam a igreja quando podem escolher seus caminhos. Nasceram na Igreja, participaram de vários ministérios e foram benção até que um dia, repentinamente, abandonam a Casa do Senhor. Aí bate o desespero, a angústia e a decepção com Deus. Mas, existe um motivo para essa tomada de decisão. Eles foram envenenados! Não pelo Diabo, mas pelos pais. Aqueles comentários feitos no jantar, após os cultos, quando o pastor era criticado, o louvor frio, a igreja sem unção, a recepção morta, etc... foram envenenando seus filhos aos poucos. O diabo não tem nada a ver com isso, mas os próprios pais. Foram dando doses homeopáticas a cada domingo e chegou o dia que o copo derramou. O culpado não é Deus de maneira alguma, pois quem não segue seus mandamentos recebe a condenação escrita em Sua Palavra.

O CRISTÃO TEM UM FALAR DIFERENTE
Deus, ao inspirar o apóstolo Paulo a escrever para os cristãos de Gálatas, listou nove frutos do espírito (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio - Gálatas 5:22 e 23), que devem ser referência de vida para os cristãos. Através dessas virtudes, o mundo vai ver diferença nos que foram salvos por Jesus, seja no andar e, sobretudo, no falar.
"O cristão tem que ter um modo diferente de falar. Se não tem, deveria ter", declara Ézio Pereira, citando I Pedro 4:11: "Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre".

A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA
Embora Tiago mostre que a língua “é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida. O Espírito Santo, nosso ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus. Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos “praticantes da palavra, e não apenas ouvintes” (Tg 1.22). Apropriemo-nos de suas verdades, de “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro tudo o que é amável tudo o que é de boa fama” (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar cometer o pecado da maledicência.

Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo. “Jamais Alguém falou como este homem” (Jo 7.46). Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida. Nosso Senhor nunca precisou pedir desculpas por uma palavra mal colocada. Ele nunca cometeu equívocos quanto á sua fala.

Portanto, concluímos que a maledicência pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.

Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembremos que a maledicência é pecado condenado por Deus. Ao ser praticado por aqueles que professam a fé no Senhor Jesus, toma inútil esta profissão de Fé. Ela produz conseqüências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.///

Revdº. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

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