quinta-feira, 3 de julho de 2014

O PROPÓSITO DA TENTAÇÃO

Prof. Adaylton de Almeida Conceição

Tiago 1.2-4 = “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações. sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma”.

ALEGRIA NAS TRIBULAÇÕES
Por que o homem bom sofre? Esta questão tem desafiado muitas pessoas desde o Antigo Testamento. Veja o exemplo de Jó, as crises de Habacuque ou a dúvida de Asafe no Salmo 73. Todos eles estavam intrigados com o fato de o justo atravessar tremendas tribulações.
Todavia, o que Tiago está nos dizendo é: “Sintam-se alegres quando estiverem passando por provações”. Como pode ser isso, ainda mais vivendo num mundo onde a filosofia é “O bom é nunca ter problemas”?
Algumas pessoas chegam enganadas às nossas Igrejas, achando que seguir a Cristo implica em estar livre de toda espécie de dificuldades. Então, ao passarem por provações se desorientam por completo.
A ótica de Tiago é extraordinária. Quando a sua fé vence as tribulações ela produz a perseverança, ou seja a paciência. Essa perseverança não implica em nenhuma espécie de derrotismo do tipo: “Deixa estar para ver o que acontece”, pelo contrário ela dá a entender a virtude do homem que continua avançando, apesar das dificuldades.

TIAGO E SUA CARTA DE APRESENTAÇÃO
É muito interessante a forma como Tiago se apresenta: “...servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo...” (v.1) (kuriou Iësou Christou). Quando se refere a Jesus, o faz com reverência (Família). Notemos sua humildade não fazendo referência a sua relação com Jesus, não se apresenta como irmão (adelphos) mas como servo, escravo (doulos).
A simplicidade da saudação aponta para Tiago, o irmão do Senhor, e líder principal da igreja em Jerusalém. Ele não reivindica autoridade apostólica, antes se identifica como “servo” (gr. doulos ), que também pode ser traduzido como escravo. Ele revela aqui que a sua posição é um humilde serviço ao seu Mestre, Jesus Cristo.
Este versículo já nos mostra uma grande lição. Enquanto muitos discutem e até brigam por cargos ou funções, nós não devemos ter este espírito e sim uma atitude de serviço total a Jesus Cristo. Não há nada mais glorioso do que ser reconhecido como “servo de Deus” ou “servo do Senhor”. Estes títulos no A.T. mostravam uma posição de honra, e foram aplicados a homens como Moisés (Dt. 34:5; Dn. 9:11), Davi (Jr. 33:21; Ez. 37:25) e tantos outros que receberam uma missão especial para cumprirem em nome de Deus. Por isso, não se preocupe com o título que lhe dão. Se você for reconhecido como servo de Deus, então isso já é suficiente.
Quando Tiago se identifica apenas como “servo”, escravo do Senhor toma para si um título que aparentemente é algo humilhante, entretanto leva consigo um toque de nobreza.
William Barclay em seu Comentário al Nuevo Testamento diz o seguinte: Este título tem pelo menos quatro implicações:
Implica uma obediência absoluta. Um escravo não tem mais lei que a palavra do seu amo; não tem direitos próprios; é propriedade absoluta do seu amo, e está obrigado a render-lhe obediência a seu amor uma obediência incondicional.
Implica uma humildade absoluta. É a condição de um homem que não pensa em seus privilégios, mas em seus deveres, não em seus direitos mas em suas obrigações. É a palavra que descreve a um homem que se tem renunciado a si mesmo para dedicar-se totalmente ao serviço de Deus.
Implica uma lealdade absoluta. É a posição de um homem que não interesses próprios, porque tudo o que faz o faz para Deus. Seu proveito e suas preferências pessoais não entram nos seus cálculos: Deve toda sua lealdade a Deus.
Entretanto, nesta palavra se encerra sua glória. Longe de ser um título desonroso é o que se aplicava às grandes figuras do Velho Testamento. Moisés era o doulos, em hebraico ‘ebed, de Deus. (I Reis 8.53, Daniel 9.11. Malaquias 4.4). Assim também se chamava Josué e Calebe (Josué 24.29. Números 13.24). ao tomar o título de doulos, Tiago se coloca na linha sucessória daqueles que acharam a liberdade e a paz e a glória na perfeita submissão à vontade de Deus. A única grandeza à que um cristão pode aspirar é a de ser escravo de Deus.
PROVAS E TENTAÇÕES
Tiago 1.2-4 = “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações. sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma”.
A partir do versículo 2 o apóstolo Tiago começa a tratar sobre as provações. Os cristãos devem se alegrar com as dificuldades sejam elas externas (provações) ou internas (tentações). Esta alegria é vinda do Espírito Santo, e é produto da maturidade espiritual. Esta felicidade não consiste numa resistência masoquista e sim na firmeza e confiança da alma a Cristo Jesus. A verdadeira felicidade para o cristão consiste em fazer a vontade de Deus. Por isso, mesmo em circunstâncias adversas, o cristão sabe a razão das provas que passa. Esta teologia que prega que o cristão não sofrer, não passa por lutas e desafios, é uma teologia fora da perspectiva bíblica. Em toda a Bíblia podemos ver homens e mulheres de Deus que sofreram, lutaram e passaram por diversas dificuldades. A vantagem era apenas uma: Eles continuaram confiando em Deus.

PROVAÇÃO - COMO ENTENDER ISSO
A palavra tende “grande gozo”, começa a dificultar a nossa compreensão, primeiro que as lutas, que as provas são uma bênção eu já entendo, mas que eu deve ter alegria já é demais. Talvez você pense que isso é para os poderosos da fé; e é mesmo, essa parte sim, passar as lutas com alegria é para quem tem uma experiência com Deus, é para quem conhece a Deus, porque o texto quer nos ensinar o que?: Que Deus está no controle de tudo, que tudo contribui juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, que Deus não nos esqueceu, que Ele não nos abandonou, que isso não foi um lapso, que o computador de Deus não deu um problema e perdeu os arquivos. Que eu estou no coração dele eu estou na agenda diária dele, e ele está trabalhando comigo no meio das pressões, no meio das tribulações e das provações.

Seria um absurdo ficarmos alegres com a dor. E Deus não anula a dor, dói mesmo perder uma pessoa querida dói, ser traído por alguém dói, perder o emprego dói, estar com a vida em frangalhos dói, a família se dividindo dói, tudo isso dói é legítimo. Há uma teologia por ai dizendo, crente é vencedor e que nunca tem tristeza e nem decepção; isso é mentira, a Bíblia não fala disso, o Senhor Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas não temam, eu venci o mundo”. Aleluia! Eu venci o mundo, o Senhor venceu o mundo e Ele vai nos dar a vitória.

No enterro de uma criança, que tinha aproximadamente 1 ano, a mãe pegou o pastor assim e balançou o pastor e disse: “pastor onde estava Deus, quando meu filho morreu? Onde estava Deus”? Aquele pastor não sabia o que dizer orou, Deus tem misericórdia me dá uma resposta para essa mãe aflita. E ele disse: minha irmã, Deus estava no mesmo lugar que ele estava quando o Filho dele morreu por meus pecados, pelos seus pecados. Deus sabe da nossa dor, Deus está conosco.
Infelizmente muitas pessoas não entendem como as provações devem ser vistas com alegria. A resposta está nos versos 3 e 4: “pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” As provações são instrumentos de Deus para o nosso aperfeiçoamento espiritual. Tiago fala de perseverança como sendo o primeiro produto da fé que é provada. Mas, o que seria perseverar?
Esta palavra traz a idéia de persistência, da corrida firme até o fim, a despeito das dificuldades. A palavra grega hupomonê, que geralmente é traduzido como “paciência, perseverança”, não tem uma palavra exclusiva no português que possa transmitir todo o seu significado mais completo. Willian Barclay disse que esta palavra “É a qualidade que mantém o homem em pé enfrentando o vento. É a virtude que pode transmutar a provação mais severa em glória porque, além da dor, vê o alvo.”
Tiago nunca iria sugerir aos seus leitores que o Cristianismo seria para eles um caminho fácil. Os adverte que se encontrariam envolvidos no que algumas versões da Bíblia chamavam ‘diversas tentações’. A palavra que se traduzia por tentações é peirasmós, cujo sentido tem que entender bem para compreender a própria essência da vida cristã.
Peirasmós não é tentação no sentido que geralmente damos a este termo, mas prova (como estão corregidas nas revisões posteriores); Peirasmós é uma prova que se faz com uma finalidade, que não é ouro senão que o que é submetido à prova surja dela mais forte e mais puro. O verbo correspondente, peirázein, que a versão antiga costumava traduzir por tentar, tem o mesmo sentido. A ideia não é a de seduzir ao pecado, mas a de fortalecer e purificar. Por exemplo: Se diz que uma ave jovem prova (peirázein) as asas; que a Rainha de Sabá veio para provar (peirázein) a sabedoria de Salomão. Se diz que Deus provou (peirázein) a Abraão, quando pereceu exigir-lhe o sacrifício de Isaque (Genesis 22.1).

O RESULTADO DA PROVA
Tiago descreve o processo da prova com a palavra dokímion. É a mesma palavra que se usa para moeda de curso legal, genuína e sem emendas. A finalidade da prova é purificarmos de toda impureza.
Se nos enfrentamos com a prova com a atitude devida, produzirá em nós uma constância (ou firmeza) a toda prova. A palavra é hypomonê, que algumas versões traduz (seguindo como a maioria, à Vulgata ) por paciência; a nossa versão de Almeida Revisada e Corregida a traduz por perseverança, pois a paciência é passiva em demasia. Hypomonê não é simplesmente a atitude de suportar as coisas, mas a habilidade de transforma-la em grandeza e em glória. O que alucinava aos pagãos nos séculos da perseguição era que os mártires não morriam como moribundos, mas cantando! Um sorria nas chamas; lhe perguntaram a quem estava sorrindo e respondeu: “via a gloria de Deus, e me sentia feliz”. Hypomonê é a qualidade que faz a uma pessoa, não só capaz de sofrer a adversidade, mas de conquista-la e vencê-la. O resultado da prova suportada com a devida atitude é a força para suportar ainda mais e conquistar em batalhas ainda mais duras.
Esta constância a toda prova consegue fazer com que uma pessoa logre três coisas:
1- A faz mais perfeita. Em grego é téleios, e geralmente tem um sentido de “perfeição para um fim determinado.”. Um estudante era téleios se estava formado. Uma pessoa eratéleios se tinha chegado a seu pleno desenvolvimento. Esta constância que nasce da prova devidamente aceita torna a uma pessoa téleios no sentido de fazê-la idônea e capaz para realizar a tarefa para que veio ao mundo.
2- A faz completa. Em grego, holóklêros, que quer dizer íntegra, perfeita em todas as suas partes. Se usa em relação ao animal que é idónea para oferece-lo em sacrifício a Deus, e o sacerdote que é apto para o ministério. Quer dizer que o animal ou a pessoa não tem nenhum defeito que o desfigure ou desqualifique. De forma gradual, esta constância a toda prova afasta as debilidades e as imperfeições do caráter de uma pessoa; a capacita diariamente para conquistar, a desembaraçar-se de velhas vergonhas e a obter novas virtudes; até que, por fim, chega a ser perfeitamente idônea paras o serviço de Deus e da humanidade.
3- Faz que seja em nada insuficiente. Em grego, leípesthai, que se usa para referir-se da derrota de um exército, da rendição em uma contenda, do fracasso em alcançar o nível que se estabelece. Se uma pessoa se enfrenta com a prova coma devida atitude, de desenvolve dia a dia esta constância a toda prova, viverá dia a dia mais vitoriosamente e chegará mais próximo do nível do mesmo Jesus Cristo.
Muitos não conseguem vencer os problemas da vida porque lhes falta a perseverança que consegue ver o alvo além da dor. Muitos cristãos estão desistindo facilmente das coisas porque está faltando a perseverança. Assim como uma corrida é uma prova de resistência, e a vida também o é. O Escritor aos Hebreus exortou: “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta...” (Hebreus 12:1). Não podemos escolher a corrida. Ela já está proposta por Deus, está no programa dEle. Paulo, escrevendo aos Gálatas disse: “Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade?” (Gálatas 5:7). Quando procuramos fazer a vontade de Deus isso implicará em dificuldades tremendas, e isso quer dizer que teremos que perseverar.

OS DOIS TIPOS DE TENTAÇÃO
Precisamos diferenciar aquele tipo de tentação que é promovido por Deus, que na verdade deveria ser chamado de PROVAÇÃO (Tiago 1.2-4), daquele que visa gerar o pecado.
Essa provação, da parte de Deus, é para nosso bem. Ela, de alguma forma, busca promover nossa edificação, exercitando nossa fé para maior firmeza espiritual e no conhecimento de Deus.
Temos como exemplo clássico de “provação” o caso de Abraão, narrado em Gênesis 22, onde Deus lhe ordenou o sacrifício de seu único filho, Isaac. Obviamente, Deus não queria que Abraão cometesse um infanticídio ou um sacrifício humano, pratica essa condenada por Deus. O que Ele fazia com Abraão era uma evidente prova de sua fé.
Tiago, no mesmo trecho citado acima, distingue a provação (a qual ele considera uma bem-aventurança) daquela tentação que não vem de Deus, ao demonstrar que Deus não pode ser responsabilizado pela tentação para o mal (Tiago 1.12-13).
Essa outra forma de tentação vem do maligno e visa mesmo nos induzir ao pecado, para o nosso mal e para desonra do nome de Deus.
Embora, conforme vimos, a PROVAÇÃO e a TENTAÇÃO propriamente dita se distingam entre si, o fato é que temos de estar preparados para ambas.
Paulo escrevendo aos Romanos disse o seguinte: “Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; e a perseverança um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo que ele nos concedeu.” (Romanos 5:3-5). Está vendo novamente a palavra perseverança? Ela está em conexão com tribulação. As lutas nos levam a perseverar, a ir além da dor. O que Deus deseja com isso? Aperfeiçoar nosso caráter. A tribulação dá uma oportunidade ao Espírito Santo de transformar a pessoa mais de acordo com a imagem de Jesus Cristo. Se nossa vida fosse apenas sucesso e alegria, então muito pouco progresso espiritual seria realizado em nossa vida. Somente o Espírito Santo é capaz de transformar o sofrimento em perseverança.
Exemplos do que Deus faz nas provações.
a) No episódio da prova de Abraão, (Gênesis 22), além de nos oferecer mais uma profecia de Sua providência no Filho Amado para nossa salvação, Deus nos mostra como precisamos ter nossa fé fundamentada em suas promessas (Hebreus 11.17-19).
- Se não conseguimos confiar a ponto de obedecer é porque nos falta fé. Nesse caso, podemos enxergar a necessidade de crescer na fé.
b) Em Jó, podemos descobrir que o servo de Deus nem sempre é afligido como forma de castigo e que a nossa tribulação pode ser para glória de Deus.
Deus ensinou Jó, que não desfaleceu em sua fé. Pelo contrário, ele alimentou sua esperança nas coisas eternas. Em lugar de seguir o conselho de sua mulher “amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9-10), ele ansiou por ver seu Redentor (Jó 19.23-27).
Ensinou os sábios amigos de Jó que Seus mistérios são maiores do que eles poderiam imaginar em toda sua sabedoria.
Ensinou à sociedade em torno de Jó o quanto Deus pode ser maravilhoso em dar, tirar e tornar a dar.
Ensinou a Satanás que os Seus servos fiéis não o servem por interesse, mas por amor ao Seu nome.
Em todas essas situações, vemos a Gloria de Deus na prova dos crentes.

A TENTAÇÃO NOSSA DE CADA DIA
Assim como Davi e assim como todos nós, Jesus enfrentou tentações e provações.
Nosso Senhor foi um homem de dores, experimentado nos sofrimentos (Isaías 53.3), simplesmente porque “existindo em forma de Deus, não considerou o fato de ser igual a Deus algo a que se devesse apegar, mas, pelo contrário, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo e fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2.6-7).
Hernandes Dias Lopes afirma que:
“A tentação de Jesus fazia parte do plano e propósito de Deus, visto que antes de Jesus iniciar seu ministério Ele precisava apresentar a credencial de um vencedor. O Espírito Santo conduziu Jesus ao deserto para ser tentado, porque o deserto da prova seria transformado no campo da vitória. [...] O Espírito impeliu Jesus ao deserto, onde Deus o colocou à prova, não para ver se Ele estava pronto, mas para mostrar que Ele estava pronto para realizar a sua missão”.
A tentação se apresenta em dois aspectos: externo e interno.
O aspecto externo da tentação pode advir do meio em que vivemos, deste mundo tenebroso e do próprio Satanás (Efésios 6.10-13).
Pedro nos lembra que o inimigo “anda em derredor, rugindo como leão que procura a quem possa devorar” (1Pedro 5.8).
Escrevendo aos Filipenses, o apóstolo Paulo afirmou que vivia “no meio de uma geração corrupta e perversa” (Filipenses 2.15).
A geração de Paulo não era nada diferente da nossa. Isso significa que, além de lutar contra as tentações de Satanás, precisamos lutar contra as tentações advindas do meio em que estamos inseridos. Precisamos lutar também contra um sistema de valores completamente contrários aos princípios de vida ensinados por Jesus.
Outro aspecto a ser considerado é o combate à tentação interna.
Cumprir o propósito de Deus representa também uma luta interna. Essa luta interna é contra a nossa própria natureza, ou seja, os desejos que atraem e seduzem as pessoas a caminharem por caminhos que não são de Deus.
O Apóstolo Paulo em I Tessalonicenses 4.1-6 nos adverte sobre o tema e orienta como vencer a grande gama de tentação: “Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como aprendestes de nós de que maneira deveis andar e agradar a Deus, assim como estais fazendo, nisso mesmo abundeis cada vez mais. Pois vós sabeis que preceitos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos”.

CONCLUSÃO
A tentação é universal e inevitável. Todos, sem exceção, em todo o lugar, passam pelo crivo da tentação, João 17.15.
Apesar de Satanás nos tentar com a intenção de nos fazer sucumbir, devemos crer que os propósitos de Deus podem reverter a situação, Gênesis 50.20.
A tentação é sempre uma prova, um teste muito difícil, que testa a nossa resistência, a nossa fé, a nossa firmeza na Palavra de Deus, bem como a nossa própria concupiscência, Tiago 1.14-15.
Em Tiago a palavra perseverança está em conexão com a fé. Quando a nossa fé é provada, isto produz perseverança. Diante das lutas aprendemos a nos manter mais constantes e firmes em nossas convicções. As provações fazem com que alcancemos a maturidade e a integridade em nossa vida.
A prova e a tentação revelam o que há em nossos corações. São formas de manifestar o que somos interiormente. Tal demonstração não serve para que Deus nos conheça, pois ele já nos conhece plenamente. A prova e a tentação mostram para nós mesmos a nossa natureza e fraquezas que talvez não conhecêssemos. Além do autoconhecimento, provas e tentações são oportunidades de aprendizagem, até mesmo quando fracassamos. Tal conhecimento será útil para as próximas vezes
A vitória que vence o mundo é a fé e não é uma fé qualquer, é uma fé no Filho de Deus, em Jesus Cristo
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Revdº. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)


(O Revdº. Adaylton de A. Conceição, é Bacharel, Licenciado, Mestre e Doutor em Teologia, Professor Universitário, Psicanalista Clínico com duas pós graduações, Jornalista Profissional, Escritor e Doutor HC em Humanidade)

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