domingo, 29 de junho de 2014

A LEI DA SEMEADURA

Gl. 6: 7,8

1. Introdução

Há uma lei que chamamos de lei da semeadura. Através da lei da semeadura, percebemos que a colheita tem uma relação direta com a semente que esta sendo plantada. Nenhum agricultor discordaria deste princípio, porque não se pode colher uvas de uma terra onde foi lançado sementes de figos.
A lei da semeadura está de acordo com o princípio da graça de Deus.A grande verdade é que a graça de Deus requer, a quem muitas bênçãos são dadas, o compromisso de se esforçar para que tenhamos uma colheita bastante farta de bênçãos espirituais.
A lei da semeadura nos mostra que temos uma vida de responsabilidade no reino de Deus. Somos salvos para semear, somos salvos para produzir bons frutos, somos salvos para trabalhar pelo reino do nosso Senhor.
A lei da semeadura opera positiva e negativamente. Se plantarmos coisas boas colheremos coisas boas, e se plantarmos coisas ruins colheremos coisas ruins.
No texto que lemos, podemos definir biblicamente a lei da semeadura nas seguintes palavras: “…pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” Gl. 6:7b
Tenho aprendido que o mundo natural ou físico reflete muitas leis do mundo espiritual. Na tradução da Bíblia King James aos romanos 1:20, Paulo assim se expressa: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido observados claramente, podendo ser compreendidos por intermédio de tudo o que foi criado…”. Portanto, se no mundo natural, um agricultor colhe maças após plantar sementes de maças, no mundo espiritual colhe-se a corrupção se plantamos a semente da maldade.
Estejamos conscientes de que nós estamos plantando em todo tempo. Nossas atitudes e palavras são sementes. Iremos colher de acordo com o que plantarmos. Tudo começa com uma semente.
Assim sendo, a semente que lançamos na terra, determinará o tipo de planta que crescerá. A negligência em plantar boas sementes ou a semeadura de sementes defeituosas pode resultar na ausência de uma boa colheita ou numa colheita inferior. Imagine por exemplo alguém que planta ervas daninhas. Certamente colhera ervas daninhas.
Observe que há uma advertência, no inicio do texto lido. Paulo diz: “não vos enganeis….”. Ele esta dizendo que a lei da semeadura não falhará, e que não devemos viver enganados em pensar que podemos colher o bem se andamos a semear o mal”.

2. Existe os que vivem a semear na carne.

“… o que semeia da carne, da carne colherá a corrupção…”
A palavra “Carne” simboliza na Bíblia, o corpo controlado ou influenciado pelo mal. Assim se alguém vive para semear o mal, colherá corrupção. No grego, do novo testamento, a palavra corrupção vem do termo “Phthora”, que significa decadência ou destruição.
Assim, quem semeia através da carne o mal, certamente colhera destruição. Este princípio está explicito na Bíblia em muitas passagens:
“…os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo colhem…” Jó 4:8
“…Semeia ventos, colhem tormentas…” Os. 8:7
“…O que semeia a perversidade colhe males…” Pv. 22:8
Muitos dos israelitas demoraram muito tempo no deserto, porque semearam a dúvida ao invés da confiança na palavra de Deus. Não creram, e se voltaram contra o Senhor. Colheram muitas perdas até entenderem que precisaram mudar a forma de semear. Quando passaram a semear a obediência muitos colheram bênçãos e a concretização a promessa de Deus.
Muitas pessoas sonham em Ter um lar feliz, mas em todo tempo estão semeando amargura, ressentimentos, ofensas, etc… Essas pessoas estão semeando o fracasso e a derrota para suas vidas.

3. Semeando no espírito

“…o que semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna…”
Existem muitos exemplos de semeadura espiritual
Semeando em nosso lar. Na vida dos filhos, na família, semeando-se, amor, perdão e bondade, Deus é quem se responsabiliza em dar e colheita. Para você plantar algo em seu marido/esposa, pode parecer difícil. Mas olhe para a recompensa: você certamente colherá.
Semeando em nosso relacionamento com Deus. Consagração, jejum, oração, tempo com a palavra, e obediência irrestrita a Deus, são sementes que podemos plantar em nossa vida cristã. Não se recebe unção, dons espirituais e revelação da Palavra sem isso! Envolver-se com a obra e com o povo de Deus é também uma semente para colher aceitação para o seu ministério. Há daqueles que querem crescer no ministério, mas não se envolvem com a obra de Deus. Se esquecem que o que abre um ministério é a aceitação. (Mt. 10: 40-44).
Semeando para a vida material. Deus quer que sejamos prósperos. Quando somos fiéis a Deus, a prosperidade é um acontecimento natural. Algumas pessoas não prosperam na vida material porque desperdiçam tudo que recebem de Deus. Gastam desnecessariamente, não são capazes de administrar suas dívidas financeiras… etc…

4. Dois tipos de semente

Muitos plantam a boa e a má semente ao mesmo tempo. A má semente pode destruir a boa e frustar todo o nosso trabalho de Ter realizado uma boa semeadura. Vejamos a palavra: 1)Lv. 19:19: “…não semearás no teu campo duas espécies de semente…”.
Não podemos amar e odiar, abençoar e amaldiçoar, dizimar a Deus e falar sobre miséria. A má semente quando semeada junto com a boa semente pode destruir a colheita.

5. O tempo da colheita

“…a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos…”
Há um tempo certo para tudo na vida do cristão. Cremos neste fato, porque Deus estabeleceu um plano para as nossas vidas.
Ec 3:1-8 diz:
1. Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
2. tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
3. tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
4. tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
5. tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter,
6. tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
7. tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
8. tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.
Há também um tempo para colhermos aquilo que é semeado. Mas lembre-se que você não colhe antes de plantar. Se você está colhendo hoje é porque alguém antes já plantou para você. O fazendeiro que quer uma colheita, primeiro planta a semente na terra. A colheita vem depois. Pode demorar algum tempo, mas certamente virá se não arrancarmos a semente.
Muitas pessoas querem colher imediatamente, mas há um tempo para todas as coisas (Ecl. 3: 1,2). É preciso saber esperar. Seria engraçado ver que alguém plantou uma semente de abacate num dia, e no outro dia já quisesse comer dos abacates que plantou. E, se essa pessoa ao não ver abacates se irritasse e arrancasse a semente da terra, o que diríamos e ela? Nós, muitas vezes agimos assim! Queremos colher no dia seguinte, senão ficamos irritados e destruímos a semente. Devemos perseverar em plantar a boa semente, pois no tempo certo, colheremos.

6. Quero dar alguns Conselhos finais

· Plante num bom solo! (Mc. 4:1-20)
· Entre o semear e o colher haverá muitas coisas que poderão destruir a colheita. Portanto, cuide da semente. Para que a colheita não seja perdida.
· Persevere plantando coisas boas mesmo nos momentos mais difíceis. Não desista!
“Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seu feixes…” (Sl. 126:6)
“…Ora, aquele que dá semente ao que semeia, e pão para o alimento, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça…”.
Pr Josias Moura de Menezes.

Qual é a sua sabedoria: terrena ou celestial?

Referência: Tiago 3.13-18

INTRODUÇÃO

1. Tiago falou nos versos 1 a 12 sobre o poder da língua: ela tem o poder de dirigir (freio e leme), o poder de destruir (fagulha, fogo e veneno) e o poder de deleitar (fonte e fruto). Agora, Tiago fala sobre sobre a sabedoria para lidar com as circunstâncias e com as pessoas. O rei Salomão pediu sabedoria para Deus. Tiago diz que podemos pedir sabedoria para Deus.

2. O que é sabedoria? Sabedoria é o uso correto do conhecimento. Uma pessoa pode ser culta e tola. Hoje se dá mais valor à inteligência emocional do que a inteligência intelectual. Uma pessoa pode ter muito conhecimento e não saber se relacionar com as pessoas. Ela pode saber muito e não saber viver com ela e com os outros.

3. Sabedoria é também olhar para a vida com os olhos de Deus – A pergunta do sábio é: em meus passos, o que faria Jesus? Como ele falaria, como agiria, como reagiria? Cristo não foi um mestre da escola clássica. Ele ensinou os seus discípulos na escola da vida. Ensinar a sabedoria é mais importante do que ensinar fórmulas de matemática.

4. Tiago está contrastando dois diferentes tipos de sabedoria: e da terra e do céu. Qual sabedoria governa a sua vida? Por qual caminho estamos trilhando? Que tipo de vida estamos vivendo? Que frutos essa estilo de vida está produzindo? A nossa fonte é doce ou salgada (3:12)?

5. Relacionamentos – (v.13-14) – Sábio é aquele que é santo em caráter, profundo em discernimento e útil nos conselhos. Inteligente (esta palavra só aparece aqui em todo o NT). Ela pontua conhecimento profissional (Tasker), expert (Ropes), uma pessoa bem informada (Alford). Uma pessoa que tem um útil e necessário conhecimento.Você conhece o sábio e o inteligente é pela mansidão da sua sabedoria e pelas suas obras, ou seja, imitando a Jesus que foi manso (Mt 11:29).

I. O CONTRASTE SOBRE A ORIGEM – V. 15, 17a

Há uma sabedoria que vem do alto e outra que vem da terra. Há uma sabedoria que vem de Deus e outra engendrada pelo próprio homem. A Bíblia traz alguns exemplos da tolice da sabedoria do homem: 1) A torre de Babel parecia ser um projeto sábio, mas terminou em fracasso e confusão; 2) Pareceu sábio a Abraão descer ao Egito em tempo de fome em Canaã, mas os resultados provaram o contrário (Gn 12:10-20); 3) O rei Saul pensou que estava sendo sábio que colocou a sua armadura em Davi; 4) Os discípulos pensaram que estavam sendo sábios quando despediram a multidão no deserto, mas o plano de Cristo era alimentá-la por meios deles; 5) Os experts em viagens marítimas pensaram que era sábio viajar para Roma e por isso não ouvirm os conselhos de Paulo e fracassaram.

1. A sabedoria da terra – Ela tem três características na sua origem: terrena, animal (não espiritual) e demoníaca.

b) A sabedoria terrena – É a sabedoria deste mundo (1 Co 1:20-21). A sabedoria de Deus é tolice para o mundo e a sabedoria do mundo é tolice para Deus. A sabedoria do homem vem da razão, enquanto a sabedoria de Deus vem da revelação. A sabedoria do homem desemboca no fracasso, a sabedoria de Deus dura para sempre. Exemplo: A sabedoria do homem revelada pelo Iluminismo quendo implantar um paraíso na terra pelas mãos do homem (Hume + Nietzche + Tomas More + Augusto Comte + Darwin + Freud + Marx = duas guerras mundiais).

c) A sabedoria animal ou não espiritual – A palavra grega é psykikos. Essa palavra é traduzida por natural (1 Co 2:14; 15:44,46) como oposto de espiritual. Em Judas 19 essa palavra é traduzida como sensual. Essa sabedoria está em oposição à nova natureza que temos em Cristo. É uma sabedoria totalmente à parte do Espírito de Deus. Essa sabedoria escarnece das coisas espirituais: não dá valor. Exemplo: O mundo está cada vez mais secularizado. As coisas de Deus não importam. A Palavra de Deus não governa sua vida familiar, econômica, profissional, sentimental. Empurramos Deus para dentro dos templos.

d) A sabedoria demoníaca – Essa foi a sabedoria usada pela serpente para enganar Eva, induzindo-a a querer ser igual a Deus e fazendo-a descrer de Deus para crer nas mentiras do diabo. As pessoas hoje continuam crendo nas mentiras do diabo (Rm 1:18-25). O diabo se transfigura em anjo de luz para enganar as pessoas. Pedro revelou essa sabedoria quando tentou induzir Cristo a fugir da cruz (Mc 8:32-33).

2. A sabedoria do alto – A verdadeira sabedoria vem de Deus, do alto, visto que ela é fruto de oração (1:5), ela é dom de Deus (1:17). Essa sabedoria está em Cristo: Cristo é a nossa sabedoria (1 Co 1:30). Em Jesus nós temos todos os tesouros da sabedoria escondido (Cl 2:3). Essa sabedoria está na Palavra, visto que ela nos torna sábios para a salvação (2 Tm 3:15). Ela nos é dada como resposta de oração (Ef 1:17; Tg 1:5).

II. CONTRASTE SOBRE AS CARACTERÍSTICAS – V. 13-14,17
Desde que as duas sabedorias procedem de origens radicalmente opostas, elas também operam em caminho diferentes.

1. Qual é a evidência da falsa sabedoria?

a) Inveja amargurada (v. 14,16) – Essa ambição está ligada ao (3:1), onde Tiago alertou para o perigo de se cobiçar oficios espirituais na igreja. A sabedoria do mundo diz: promova a você mesmo. Você é melhor do que os outros. Os discípulos de Cristo discutiam quem era o maior dentre eles. Os fariseus usavam suas atividades religiosas para se promoverem diante dos homens (Mt 6:1-18). A sabedoria do mundo exalta o homem e rouba a Deus da sua glória (1 Co 1:27-31). O invejoso não se alegra com o triunfo do outro e alegra-se com o fracasso do outro. O invejo é alguém que tem uma super preocupação com sua posição, dignidade e direitos.

b) Sentimento faccioso (v. 14b, 16b) – Há grandes feridas nos relacionamentos dentro das famílias e das igrejas (Exemplo: A igreja Central de Campo Grande _ MS). A falta de perdão (Matarazo). A palavra significa espírito de partidarismo. Era a palavra usada por um político à cata de votos. As pessoas são a seu favor ou então contra você. Paulo alertou em Filipenses 2:3 sobre o perigo de estarmos envolvidos na obra com motivações erradas: vangloria e partidarismo. O outro vem antes do eu. Exemplo: Filipenses 2 mostra o exemplo de Cristo, Paulo, Timóteo e Epafrodito.

c) Mentira (v. 14c) – A inveja produz sentimento faccioso. Este promove a vaidade e a vaidade se alimenta da mentira (1 Co 4:5).

2. Qual é a evidência da verdadeira sabedoria?

a) Mansidão (v. 13) – Mansidão não é fraqueza, mas poder sob controle. A palavra era usada para um cavalo domesticado, que tinha o seu poder sob controle. Uma pessoa que não controle pessoal, não tem domínio próprio não é sábia. Mansidão é o uso correto do poder, assim como sabedoria é o uso correto do conhecimento.

b) Pureza (v. 17) – “Primeiramente pura” mostra a importância da santidade. Deus é santo, portanto, portanto a sabedoria que vem de Deus é pura. Ela é livre de impureza, mácula, dolo. A sabedoria de Deus nos conduz à pureza de vida. A sabedoria do homem conduz à amizade com o mundo.

c) Paz (v. 17) – A sabedoria do homem leva à competição, rivalidade e guerra (Tg 4:1-2), mas a sabedoria de Deus conduz à paz. Essa é a paz produzida pela santidade e não pela complacência ao erro. Não se trata da paz que encobre o pecado, mas da pecado fruto da confissão do pecado.

d) Indulgência (v. 17) – Essa característica da sabedoria do alto trata da atitude de não criar conflitos nem comprometer a verdade para manter a paz. É ser gentil sem ser fraco.

e) Tratável (v. 17) – É ser uma pessoa comunicável, de fácil acesso. Jesus era assim: as crianças, os enjeitados, os leprosos, os doentes, as mulheres, os publicanos, as prostitutas, os doutores tinham livre acesso a ele. A Bíblia, entretanto, fala de Nabal, um homem duro no trato com que ninguém podia ser comunicar.

f) Plena de Misericórdia (v. 17) – Essa sabedoria é controlada pela misericórdia. A parábola do bom samaritano nos exemplifica esse tipo de sabedoria: Para um samaritano cuidar de um judeu era um ato de misericórdia.

g) Bons frutos (v. 17) – As pessoas que são fiéis são frutíferas. Quem não produz frutos, produz galhos. A sabedoria de Deus é prática. Ela muda a vida e produz bons frutos para a glória de Deus.

h) Imparcial (v. 17) – Uma pessoa que não tem duas mentes, duas almas (1:6). Quando você tem a sabedoria de Deus você julga conforme a verdade e não conforme a pressão ou conveniência.

i) Sem fingimento (v. 17) – A palavra é sinceridade, sem hipocrisia. O hipócrita é um ator que representa um papel diferente da sua vida real. Ele fala a verdade em amor. Não existe jogo de interesse, política de bastidor.

III. CONTRASTE SOBRE OS RESULTADOS – V. 16,18
A origem determina resultados. A sabedoria do mundo produz resultados mundanos; a sabedoria espiritual, resultados espirituais.

1. A sabedoria do mundo produz problemas – v. 16b

Inveja, confusão, e todo tipo de coisas ruins são o resultado da sabedoria do mundo. Muitas vezes, esses sintomas da sabedoria do mundo estão dentro da própria igreja (3:12; 4:1-3; 2 Co 12:20). Pensamentos errados produzem atitudes erradas. Uma das causas do porquê deste mundo estar tão bagunçado é que os homens têm rejeitado a sabedoria de Deus.

A palavra “confusão” significa desordem que vem da instabilidade. Essas pessoas são instáveis como a onda (1:8) e indomáveis como a língua (3:8). Essa palavra é usada por Cristo para revelar a confusão dos últimos dias (Lc 21:9).

A sabedoria do mundo só produz coisa ruins.

2. A sabedoria de Deus produz bênçãos – v. 18

Vida reta (v. 13) – Uma pessoa sábia é conhecida pela sua vida irrepreensível, conduta santa.

Obras dignas de Deus (v. 13) – Uma pessoa sábia não apenas fala, mas faz.

Fruto de justiça (v. 18) – A vida cristã é uma semeadura e uma colheita. Nós colhemos o que semeamos. O sábio semeia justiça e não pecado. Ele semeia paz e não guerra. O que nós somos, nós vivemos e o que nós vivemos, nós semeamos. O que nós semeamos determina o que nós colhemos. Temos que semear a paz e não problemas no meio da família de Deus. Ló seguiu a sabedoria do mundo e trouxe problema para a sua família.

CONCLUSÃO

1. Como poderemos conhecer uma pessoa sábia? Uma pessoa sábia é sempre uma pessoa humilde. Aquele que proclama as suas próprias virtudes carece de sabedoria.

2. Como poderemos identificar uma pessoa que não tem sabedoria? Suas palavras e atitudes provocarão inveja, rivalidades, divisão, guerras.

Nossa gratidão e reconhecimento ao dileto Rev. Hernandes Dias Lopes, pelo seu esforço e dedicação na edificação do Corpo de Cristo.
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/

sábado, 28 de junho de 2014

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, DIABOLICAMENTE PERVERSA E MENTIROSA

      Uma das principais ervas daninhas que têm se alastrado no “jardim fechado” da Igreja, nestes dias tão difíceis que antecedem à volta de Cristo, é a chamada “teologia da prosperidade”, que nada mais é que uma doutrina distorcida a respeito de Deus, de forte conteúdo materialista, que tem seduzido muitos crentes e os feito desviar da verdade.

Quando falamos em “teologia da prosperidade”, também conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé” ou “movimento da fé”, não falamos, propriamente, de uma seita ou de uma denominação, mas de um movimento que se tem infiltrado, com suas ideias e concepções, em diversas denominações e grupos evangélicos, principalmente os pentecostais, sendo, por isso mesmo, uma das mais perigosas heresias na atualidade. Seus conceitos têm invadido as mentes de muitos crentes, trazendo grandes prejuízos espirituais.

O apóstolo Paulo foi claríssimo ao afirmar que se esperarmos em Cristo só para as coisas desta vida seremos os mais miseráveis de todos os homens (1Co 15:19). É esta a triste situação espiritual dos milhões que têm procurado Jesus única e exclusivamente para terem a “prosperidade” apregoada pelos falsos mestres da atualidade, eles mesmos escravos da ganância (2Pe 2:3).

Há até, pelo menos, duas décadas, a pregação evangélica, principalmente pentecostal, enfatizava que os cristãos não deveriam se apegar às riquezas materiais, aos interesses terrenos, pois Jesus nos ensinou que aqui somos apenas forasteiros (1Pe 2:11), pois o nosso lugar é o Céu(João 14:1-3), e que não deveríamos ajuntar tesouros aqui(Mt 6:19,20; Lc 12:23). Mas, veio a Teologia da Prosperidade pregando que o cristão deve ser próspero financeiramente e viver sempre livre de qualquer enfermidade. Quando isto não acontece, é porque ele deve estar vivendo em pecado, não tem fé ou está vivendo sob o domínio do diabo. Chegam ao ridículo de dizer que Jesus nasceu de uma virgem zero km, entrou em Jerusalém montado num jumento zero km e, em sua morte, foi sepultado num túmulo zero km. Como se vê, é uma interpretação forçada da Palavra Deus para se justificar erros, heresias e interesses duvidosos.

Os Teólogos da prosperidade aqui no Brasil estão ensinando que todos os cristãos devem ser ricos financeiramente, ter o melhor salário, a melhor casa, o melhor carro, uma saúde de ferro, e afirmando que toda enfermidade vem do diabo. E que se o cristão não vive essa vida pregada por eles, é falta de fé ou que há pecado em sua vida, desprezando, assim, soberania de Deus.

A soberania de Deus é a doutrina que afirma que Deus é supremo, tanto em governo quanto em autoridade sobre todas as coisas, mas no orbe da Confissão Positiva, ela não é levada muita a sério, pois os verbos que imperam são: exigir, decretar, determinar, reivindicar, ao invés de pedir, rogar, suplicar, etc. Jesus, porém, nos ensinou a pedir e não exigir(Ler Mt 7:7; Lc 11:9; João 16:24). Veja ainda: Sl 27:4; Pv 30:7; Zc 10:1.

A diabólica e perversa Teologia da Prosperidade tem feito ricos, pobres da presença de Deus e dos pobres, ricos sem Deus. Por quê? “Porque o [amor ao dinheiro] é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”(1Tm 6:10).

Paulo talvez fosse rico antes, mas depois que teve contato com Cristo viveu sem riquezas: "... aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas tenho experiência, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade"(Fp 4:11-12).

Veja o que o Espírito Santo nos ensina sobre o desejo de se tornar rico, usando o apóstolo Paulo: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição” (1Tm 6:9).

É necessário estarmos conscientes de que o conceito de prosperidade não pode ser reduzido à posse de dinheiro e bens materiais. Existem pessoas que possuem muito dinheiro sem, contudo, serem prósperas. Existe um alto índice de dependência de drogas, prostituição, divórcios e suicídios entre as pessoas da classe alta nas sociedades em todo mundo.

É necessário estarmos conscientes de que ser pobre, perseguido ou estar enfermo, não significa necessariamente estar em pecado. Veja as seguintes passagens da Bíblia:” Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra”(Dt 15:11). ” Porquanto sempre tendes convosco os pobres...”(Mt 26:11). “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra”(Pv 14:31). “MELHOR é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo”(Pv 19:1).” O que o homem mais deseja é o que lhe faz bem; porém é melhor ser pobre do que mentiroso”(Pv 19:22).” O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os fez”(Pv 22:2). ” Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta(Zc 9;9).” Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”(Ap 3:17).

Os Teólogos da Prosperidade dizem que por ser filho de Deus, temos o "direito" de termos o que quisermos! Vejamos, como exemplos, algumas refutações bíblicas:

* Jesus não tinha onde reclinar a cabeça ( Mt 8:20).
* Paulo viveu em constante pobreza ( Fp 4:11).
* Porque Jesus pediu ao rico para desfazer-se dos bens?( Lc 18:22).
* Os que querem ficar ricos caem em tentações(1Tm 6:9).
* Não podemos servir a Deus e as riquezas(Lc 16:13).
* A oração que não é atendida: para gastar no luxo(Tg 4:3).
* Na oração do Pai Nosso não há indicação de pedirmos além do necessário ("de cada dia..." - Mt 6:11).
* O servo de Eliseu pegou lepra pela cobiça...(2Rs 5:20-27).
* "Não ajunteis tesouro na terra..." (Mt 6:19).
* José e Maria eram humildes. Sua oferta de sacrifício no templo foi um par de rolas (Lc 2:22), a mais simples oferta (veja Lv 12:6-8).
* A fascinação da riqueza sufoca o crescimento espiritual(Mc 4:19).
* Pedro e João não tinham oferta para dar ao paralítico(At 3:6).
* Moisés abandonou sua riqueza e "status", para servir a Deus e ao Seu povo( Hb 11:24-26).
* A cobiça levou o povo de Israel a desobedecer e ser derrotado (Js 7:1-26).
* Deus usou Gideão, da família mais pobre de Manassés, para libertar Israel(Jz 6:15).
* Jó, um justo, passou por um período de pobreza total (Jó 1:9-12).
* Em Jerusalém, a maioria dos crentes era muito pobre, mas Paulo não os tratou com desdém, mas chamou-os de Santos: “Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém”(Rm 15:26).

A Bíblia ensina que nem a pobreza nem a riqueza são virtudes. A Palavra de Deus, aliás, em momento algum trata a pobreza com desdém. A vida do homem não se constitui dos bens que possui (Lc 12:15). Não devemos ir para um extremo, nem para o outro (Pv 30:8,9). Qualquer extremo é perigoso.

É verdade que a riqueza é bênção de Deus, desde que adquirida de maneira honesta e não vise exclusivamente aos deleites deste mundo (Tg 4:3). Caso contrário, seremos escravizados por ela.

Infelizmente, nos nossos dias, muitos crentes passaram a encarar a sua fé como um meio de enriquecimento, como um mecanismo de prosperidade material e, com isto, desviam-se dos objetivos traçados pelas Escrituras Sagradas. Não negamos que Jesus tenha bênçãos materiais para a Sua Igreja, mas, definitivamente, não é para isto que a Igreja foi constituída e não é este o propósito para ela estabelecido pelo Senhor. Quando mudamos a agenda divina de salvação de almas e aperfeiçoamento dos santos pela agenda de busca de prosperidade, estamos nos encaminhando, perigosamente, para a apostasia. O materialismo é uma das principais marcas do espírito do Anticristo, cujo reinado sempre beneficiará os mercadores (cf Ap:18), que serão os que mais lamentarão a queda de seu sistema iníquo.

Não é à toa que a primeira expressão da igreja de Laodicéia, que é o retrato da igreja apóstata dos dias do arrebatamento, seja “rico sou e de nada tenho falta” (Ap 3:17), a mostrar que esta igreja tinha, em primeiro plano, a preocupação com as riquezas, com os bens materiais.

Urge modificarmos este pensamento que está incrustado na Igreja, levando muitos à apostasia. Muitos não pensam mais nas almas, mas nos dízimos e ofertas; outros não estão preocupados com a obra de Deus, mas com os cifrões dos seus salários. Muitos não querem saber de buscar a Deus para ter bênçãos espirituais, para serem instrumentos de salvação e de aperfeiçoamento de outros crentes, mas querem enriquecer com campanhas, sacrifícios, etc. São pessoas que vivem como os gentios, que têm as mesmas preocupações e propósitos que os gentios e que, portanto, pertencem a este vasto grupo onde o amor está esfriando pelo aumento da iniqüidade e que, buscando a riqueza material, não vê que se comporta como um pobre, desgraçado e nu. Vigiemos e não entremos nesta onda, que nos levará para a perdição eterna!

Portanto, a Teologia da Prosperidade é diabolicamente perversa e mentirosa, porque induz os filhos de Deus a buscar a riqueza, por concluírem ser esta tão importante quanto a salvação.
Fonte: http://luloure.blogspot.com.br

Aula 13 - A INTEGRIDADE DE UM LÍDER

Texto Básico: Neemias 1:5-11
"Assim os limpei de todos os estranhos e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra, [...] Lembra-te de mim, Deus meu, para o bem"(Ne 13:30,31)

INTRODUÇÃO
A integridade faz parte da vida do líder. Um líder que não é íntegro em sua vida pessoal não é um verdadeiro líder. Para que um líder seja íntegro, ele deve ser sincero, esta sinceridade é verificada em seu viver diário: nas conversações, no agir, nas finanças, no serviço.
Ao examinarmos a vida e o trabalho de Neemias, como foram retratados ao longo deste trimestre, ficamos impressionados com a inabalável lealdade e integridade desse homem em todas as situações que enfrentou. Nenhum sacrifício era demasiado grande e nenhuma tarefa era difícil demais para ele, quando tinha a certeza de qual era a vontade de Deus. Ele estava disposto a adotar quaisquer medidas para colocar em prática aquilo que tinha a certeza de ser a vontade de Deus. Em alguns momentos agiu de forma austera; ele admoestou, repreendeu, protestou, contendeu, amaldiçoou, e até mesmo arrancou os cabelos de alguns(Ne 13:25). Enfim, tornou muito difícil a vida dos impiedosos! Era um homem corajoso e um general astuto em sua luta contra o mal. Além disso, era um trabalhador incansável e um grande restaurador das coisas de Deus. Ele trabalhou duramente a favor da justiça, porem mantinha o coração terno diante do Senhor. Era um homem honesto, íntegro, convicto e piedoso. Sem dúvida, ele foi um magnífico exemplo de liderança.
I. DEUS ESCOLHE E PREPARA LIDERES PARA SUA OBRA
Segundo afirma J. Oswald Sanders, "líderes espirituais não são feitos mediante eleição ou nomeação por homens ou quaisquer grupos de homens, nem por reuniões eclesiásticas ou sínodos. Só Deus pode fazer líderes. O simples fato de uma pessoa ocupar um lugar de importância não a torna um líder; fazer cursos de liderança não produz líderes; a resolução de tornar-se líder não faz da pessoa um líder".[1]
"[...] todo líder deve ter a certeza de que sua tarefa foi designada por Deus e Deus está nela, pois os fardos são muitos pesados e são muitas as horas de dedicação. É importante que os que têm a responsabilidade de escolher o líder também sintam que essa é uma escolha de Deus".[2]
Existem inúmeras pessoas ocupando funções e cargos de liderança na igreja, sem, contudo, estarem habilitadas ou serem vocacionadas por Deus para isso. Pode ser familiar ou parente de quem quer que seja, pode ter dinheiro, pode ser amigo de "fulano" ou "beltrano", pode ter status social, ser influente etc., se Deus não chamou, essa liderança não produzirá os resultados (frutos) esperados.
A escolha de um líder espiritual deveria sempre ser precedida por uma "revelação" visível ou audível da parte de Deus. Um sentimento que promovesse paz e segurança para o coração daqueles que são responsáveis pela indicação de novos líderes. Mas nem sempre isto acontece. Cada vez mais, os propósitos para a indicação de líderes são norteados por interesses pessoais e egoístas por parte daqueles que são detentores do poder de indicar. Há pessoas na igreja que brigam, atropelam, pisam, morrem e matam para serem líderes. Poderão até chegar a alcançar uma posição de líder, mas nunca serão líderes de verdade.
Se você não foi escolhido por Deus para liderar Seu povo, não importa quão maravilhoso seja seu caráter, ou quão bem habilitado você está para a tarefa, você nunca se tornará um grande líder cristão. Por outro lado, tenha a absoluta certeza, de que, se você foi vocacionado pelo Senhor para ser um líder, ninguém, nem nada, poderá impedir que esse propósito de Deus se cumpra de maneira cabal em vossa vida. Pense nisso!
II. AS CARACTERISTICAS DE UM LIDER
1. Integridade espiritual. Integridade é o proceder santo; é o caráter diferenciado do mundo e da sociedade em que vivemos; é não se conformar com os costumes e modismos que nos cercam; é seguir um padrão de comportamento Bíblico diante de uma sociedade corrupta e imoral. É acima de tudo ser fiel a Deus e à sua Palavra. Em romanos 12:2 o apostolo Paulo assim admoesta: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". O apóstolo Pedro também diz: "Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância"(1Pe 1:14).
Neemias foi um homem integro e temente a Deus, não se limitou a reconstruir os muros e reformar as portas de Jerusalém, mas foi usado por Deus para corrigir desmandos e desvios que estavam ocorrendo em Jerusalém. Restaurou os cultos conforme os ditames da lei de Deus. Ele reconheceu que os casamentos mistos que o povo contraiu eram prejudiciais ao fortalecimento da nação, e exortou o povo a que se separasse dessas pessoas. Em alguns momentos agiu de forma radical, como colocar guardas na entrada da cidade para impedir que houvesse comércio no sábado, mas o fez com o objetivo de tornar viva a lei de Deus para o povo. O autêntico líder espiritual conduz o povo à santidade e a um viver íntegro.
2. Integridade moral. Ter uma vida moral reta é algo que não tem preço; não se pode comprar. Tendo uma vida limpa perante Deus e das pessoas, o líder terá uma visão clara de seus alvos e objetivos; será mais fácil para ele alcançar seus objetivos. Pessoas com problemas de visão procuram um oftalmologista para corrigir o problema. Líderes com problemas em sua vida moral, terão uma visão distorcida do ministério, não mais agirão com clareza. Por isso, é fator primordial ter uma vida limpa.
3. Um testemunho irrepreensível. É indispensável que o líder exerça a sua liderança ao lado de Deus. Para isso, é necessário que o coração do líder seja inteiramente de Deus (2Cr 16:9). Seu viver deve ser irrepreensível(ler 1Tm 3:2; Tito 1:6,7). O que ele ensina em relação às verdades espirituais da Palavra de Deus, devem condizer com a verdade. Não deve acontecer de que um membro chegue diante dele e o acuse de não estar praticando o que prega, de não estar cumprindo este ou aquele outro mandamento da Palavra de Deus.
Os inimigos de Neemias tentaram denegrir a sua imagem com falsas acusações. Mas permaneceu firme em seu trabalho, não se deixando levar pelos comentários maliciosos de seus inimigos, e sempre motivando seus companheiros a que permanecessem constantes em suas posições. Ele entendeu que as falsas acusações que lhe foram enviadas eram frutos da inveja, e agiu focado em sua missão, demonstrando, cinquenta e dois dias depois, o resultado de sua fé, de seu trabalho e de sua coragem: os muros de Jerusalém reconstruídos e as portas reformadas.
Outro exemplo é o de Daniel. Ele era irrepreensível, nada havia que as pessoas pudessem falar com relação a faltas em sua vida. Sendo assim, seus inimigos tentaram achar algo para acusá-lo na lei de Deus. Nada encontraram. Por fim, tiveram que fazer algo para que ele viesse a cair, mas sua vida espiritual era tão elevada que mesmo diante do decreto do rei, ele não sucumbiu. Sua firmeza espiritual foi o seu segredo (Daniel cap. 6). Não esqueçamos que liderança é exemplo. O discurso do líder tem de ser coerente com a sua prática.
4. Exerce influencia em tudo que faz na vida das pessoas. O líder é uma pessoa cuja influência se faz sentir em todos os aspectos. Por onde quer que vá, ele é alvo de observações e por isso há de exercer uma influência na vida das pessoas que o cercam. Ele não deve procurar fazer certas coisas somente para que outras pessoas vejam que ele está fazendo, mas ele deve ter em sua mente que quando ele faz alguma coisa os outros estão observando o seu modo de fazer ou agir. Até mesmo tudo o que o líder fala, faz ou pensa serve para influenciar os seus liderados, quer positiva, quer negativamente. De uma maneira ou de outra, o líder, influenciará os seus liderados em tudo o que faz, portanto, é necessário que se tenha o máximo cuidado para não ser uma influência negativa na vida deles.
III. A VIDA DEVOCIONAL DO LIDER DE DEUS
1. A oração. Sem oração o líder não vai a lugar algum. Não se pode conduzir o rebanho de Deus sem oração. O líder que negligencia esta ferramenta é considerado presa fácil para Satanás, por ausência do poder de Deus em sua vida. Por meio da oração, o líder busca saber a orientação de Deus para os determinados fins que aspira realizar. As vitórias são conquistadas quando os joelhos são dobrados diante de Deus. A oração é a nossa maior arma; é o maior meio que nós temos para recorrer aos recursos infinitos de Deus.
O Senhor Jesus Cristo é o nosso maior exemplo. Ele começou Seu ministério terreno em oração. Deu prosseguimento ao ministério em oração e terminou a Sua vida aqui na terra da mesma forma que iniciou, em oração (Mt 26:39-42; Lc 5:16; 22:41-44). Que belíssimo exemplo a ser seguido, imitado, almejado. O líder deve ser exemplo.
Muitas vezes, o líder se encontra sob o peso da responsabilidade da liderança para com os liderados. Esse peso pode drenar-lhe muito de suas forças e energias. Quando este se encontra sobrecarregado com o peso do ministério e as várias circunstâncias que podem estar à sua volta, provavelmente o único meio de vir a aliviar sua tensão é através da oração. A oração deve ser a base para todo líder prosseguir com o seu ministério. Sem oração não existe liderança profícua.
Neemias era um homem dedicado à oração. Orou no palácio, pedindo a Deus pela oportunidade de poder ir a Jerusalém e restaurar a cidade(ler Ne 1:5-11). Ele orou diversas vezes, rogando a Deus que o direcionasse em seus desafios, e acima de tudo, reconheceu que Deus estava dirigindo a história da restauração.
Qualquer obra que for feita deve ser em oração. Os servos de Deus, em comunhão com Ele, têm ousadia em falar com Ele, da mesma forma que Neemias teve ousadia em falar com o rei(Ne 2:1-8). A oração é uma verdadeira luta, uma luta que o obreiro de Deus deve tratar sem se cansar(1Ts 5:17). A oração deve ser como sangue que passa em nossas veias, constantemente.
2. O estudo da Palavra de Deus. Além da oração, outro aspecto que deve ser uma constante na vida espiritual diária do pastor que lidera é a leitura e o estudo da Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e a principal fonte de revelação da vontade de Deus para com o homem. Se queremos ter uma vida de comunhão com Deus, faz-se mister que saibamos qual é a vontade dEle para com o homem e esta vontade está estampada na Palavra de Deus.
O ponto fundamental para conhecermos o caráter e a vontade de Deus é conhecer a Sua Palavra e, por este motivo, Jesus sempre demonstrou que Seu ministério nada mais era senão o cumprimento das Escrituras (Mt 5:17,18; João 5:39; Lc 24:44-47). O estudo e o ensino da Palavra era, ao lado da pregação do Evangelho, o principal e exclusivo trabalho dos apóstolos na igreja primitiva (At 6:2,4). O apóstolo Paulo foi um líder que deu imenso valor o estudo da Palavra de Deus. Em Éfeso, ele ensinou a Palavra durante dois anos, e o ensino era diário - Leia Atos 19:8-10.
Vimos no capítulo 8 de Neemias que o povo se reuniu para ouvir a Palavra. A leitura, a explicação e a aplicação da Palavra trouxeram choro pelo pecado e alegria de Deus na vida do povo. Vimos também que a liderança reuniu-se para aprofundar-se no estudo da Palavra e o resultado foi a restauração da vida religiosa de Jerusalém. Essas reuniões de estudo aconteceram durante 24 dias (8:1-3,8,13,18; 9:1). Havia fome da Palavra. O estudo e a obediência dela trouxeram um poderoso reavivamento espiritual. Não temos nenhum outro relato bíblico de um culto tão impressionante quanto esse, quando o povo, pelo exemplo de seus líderes, reuniu-se durante um mês para estudar a Palavra e acertar a sua vida com Deus.
Através do estudo da Palavra de Deus, liderado por Esdras e Neemias, os israelitas compreenderam que se tivessem guardado a Lei do Senhor não tinham ido para o cativeiro, as cidades não tinham sido devastadas e os muros não necessitavam de reconstrução. O arrependimento pelos pecados cometidos fez com que o povo de Israel assumisse um compromisso de obedecer ao Senhor e à Sua Palavra.
O salmista alerta que a felicidade do homem está em ter prazer na lei do Senhor de dia e de noite (Sl 1:1,2) e, desde o tempo de Moisés, é dito que o segredo da própria vida espiritual é o fato de termos conhecimento e praticarmos, dia-a-dia, a Palavra do Senhor (Dt 6:1-9).
Portanto, o pastor que exerce liderança deve ser um homem que ame de verdade a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ele não pode ler e estudar a Bíblia profissionalmente, buscando mensagem; deve lê-la e estuda-la com avidez, e respeitá-la. Ao subir ao púlpito, o povo deve ver seu amor e seu zelo pelas Escrituras. Ao expô-la, ele deve mostrar conhecimento da Bíblia e como ela se aplica à vida do povo. Para acontecer isto, o pastor deve estudá-la.
3. Adoração ao Senhor. Os nossos compromissos com Deus não devem ser apenas gerais, mas também, e, sobretudo, em áreas específicas como, por exemplo, a adoração ao Senhor. O fim principal da nossa vida é glorificar e adorar a Deus, por isso o culto deve ser o centro da nossa vida. O rev. Hernandes Dias Lopes citando John Piper diz que adoração, e não missões, é a ocupação principal da igreja, porque Deus, e não o homem, é o centro de todas as coisas. O propósito de missões é que os povos adorem o Deus vivo, que está assentado no trono do universo. Conforme disse Hernandes Dias Lopes, John Frame, escrevendo sobre adoração, afirma: "A adoração deve ser teocêntrica. Nós adoramos a Deus porque Ele supremamente merece ser adorado e deseja ser adorado. Nós adoramos para agradar a Deus e não a nós mesmos. Nesse sentido, adoração é vertical, focada em Deus. Não devemos adorar para sermos entretidos ou para melhorar a nossa auto-estima, mas para honrar nosso Senhor que nos criou e nos redimiu".
Na dedicação dos muros e portas de Jerusalém, Neemias preparou um culto especial de adoração e louvores a Deus (Ne 12:27) e ordenou que dois corais fossem à frente dos cortejos durante a celebração(Ne 12:38). O verdadeiro líder adora a Deus, porque sabe que toda a glória deve ser endereçada ao Senhor de toda a glória. Neemias adorou a Deus: "Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!"(Ne 1:5). Deus deve ser adorado por ser quem ele é: bendito, exaltado, supremo. Diante dele os anjos se curvam. "Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém"(1Tm 1:17).
CONCLUSAO
O segredo da vitória de Neemias frente aos desafios que enfrentara, foi a sua "integridade". O verdadeiro servo de Deus deve ser um íntegro, ou seja, estar inteiramente moldado pelo Senhor. É a sinceridade (ser "sem cera", sem qualquer trinco em seu caráter), que nos permitirá vencer o mal e alcançar a vida eterna. Será que podemos repetir as palavras do apóstolo Paulo: "sede meus imitadores, como eu sou de Cristo? "(1Co 11:1). Não nos esqueçamos de que nosso Deus conhece o íntimo do homem (1Sm.16:7; Jo 2:23-25). Assim, não adianta participarmos dos cultos e demais reuniões se não formos sinceros, íntegros e tementes a Deus.
Concluindo, gostaria de dizer que há muito para se reconstruir em nossos dias, ou seja, o mundo (humanidade) está com os muros fendidos e as portas destruídas. A humanidade está em calamidade espiritual, moral e material. Deus precisa contar com mulheres e homens destemidos e determinados para refazer lares e revitalizar vidas. Aprendamos, pois, com Neemias que em momento algum retrocedeu. Não faltaram motivos para que esse servo de Deus viesse a fracassar ou desanimar com o ministério que Deus lhe havia confiado, ou seja, revitalizar a cidade de Jerusalém que estava totalmente destruída (cf Ne 2:13-17). No entanto, mesmo diante dos obstáculos foi capaz e muito perseverante em seu objetivo, buscando forças no Senhor para começar e terminar a tarefa de reconstrução da cidade. Coragem, determinação, comprometimento, motivação, amor à obra de Deus e outras qualidades foram muito importantes para o sucesso e triunfo ministerial de Neemias. Da mesma forma a liderança das igrejas locais podem muito bem ser comparadas ao trabalho de Neemias, pois o dia-a-dia de um pastor-líder é desafiador e muito desgastante. Como Neemias, o pastor enfrenta todo tipo de oposição. Apesar de tudo, o Senhor Jesus falou que: "ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus"(Lc 9: 62).
Aqui concluímos o estudo do precioso livro de Neemias, conforme tópicos propostos pelas lições da CPAD. Aprendi muito com a vida e obra deste grande homem de Deus. E você, o que achou?
Muito obrigado por acompanhar-me durante todo este trimestre. Espero que os subsídios tenham contribuído para otimizar suas aulas. Que Deus esteja com todos nós no decorrer do ano de 2012. Que o Espírito Santo conserve em nós a mesma integridade, sinceridade, desvelo, obediência a Palavra de Deus, dependência total dEle, e demais qualidades que fizeram de Neemias um servo amado por Deus. Que ao longo de 2012, Deus se agrade de nosso trabalho como se agradou do trabalho de Neemias. Amém?
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular(Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão – nº 48.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon – CPAD.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Hernandes Dias Lopes – Neemias -o líder que restaurou uma nação.
BARNA, George (editor). Líderes em ação: sabedoria e encorajamento na arte de liderar o povo de Deus. Campinas, SP: United Press, 1999.
[1] SANDERS, J. Oswald. Liderança espiritual: os atributos que deus valoriza na vida de homens e mulheres para exercerem liderança. São Paulo: Mund Cristão, 1985.
[2] HABECKER, Eugene B. Redescobrindo a alma da liderança. São Paulo: Vida, 1998.
Fonte: http://luloure.blogspot.com.br

O FOFOQUEIRO

O que é um fofoqueiro? Fofoqueiro é um covarde de duas caras que nunca olha de frente para a pessoa que ele está tentando assassinar através de suas palavras. O fofoqueiro é uma pessoa cruel porque espalha mentiras e meias verdades, usando expressões como “o que dizem por aí é que...”, sem qualquer comprovação. O fofoqueiro pode ser um membro de igreja, estar presente em qualquer círculo social ou até mesmo ser encontrado entre os círculos mais íntimos de amigos e familiares. O fofoqueiro destrói amizades, divide igrejas e devasta lares.
Qualquer líder, seja de uma igreja, uma empresa ou comunidade, tem alguém fingindo ser leal. Davi teve Absalão, que morreu pendurado numa árvore. Jesus teve Judas, que se enforcou. Paulo teve Demas, que amou mais o mundo e abandonou o apóstolo. Deus teve Satanás, o traidor que estava próximo de Deus.
Realmente, fofoca e difamação são instrumentos de Satanás, os quais ele tem usado ultimamente no afã de dividir o povo de Deus. Satanás sabe que o estímulo ao conflito entre os irmãos fará com que nos mantenhamos ocupados com as lutas entre nós e esqueçamos de guerrear contra ele.
A Bíblia nos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: "O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre seus lábios" (Pv 20:19). Deus advertiu o povo de Israel da seguinte maneira: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não aborrecerás a teu irmão no teu coração [...] mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”(Lv 19:16-18). E no Salmo 101:5, Deus diz: “Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei”. Deus é de opinião que pessoas fofoqueiras não o reconhecem, estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo adverte: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”(Ef 4:29).
Jesus solenemente nos avisou de que as pessoas darão conta por cada palavra frívola que pronunciamos - “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo”(Mt 12:36). Porque as palavras que as pessoas pronunciam são uma medida padrão de sua vida, elas formarão uma base para a condenação ou absolvição. Quão grande será a condenação para os “fariseus” destes últimos dias pelas palavras vis e desdenhosas que falam contra aqueles que defendem com sinceridade o Evangelho do Senhor. “Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado”(Mt 13:37).
Frequentemente, não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. O escritor da epistola de Tiago, inspirado pelo Espírito Santo, exorta: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã" (Tiago 1:26). É pelo uso da língua que o homem “tropeça em palavras”- “... Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo”(Tiago 3:3). “Tropeçar em palavras” pode significar cometer erros com o mal uso da língua, falta de auto-controle, ou temperança. Esta é a causa pela qual muitos “crentes” estão com suas vidas “enroladas”. Poderiam ter usado a língua para falar com Deus, em oração, em gratidão e em intercessão pelo seu próximo, mas, preferiram usá-la como juizes, e tropeçaram. O Apostolo Pedro adverte: “Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano”(1Pe 3:10). Como você está usando sua língua? Se você é um crente fiel, então você tem o poder do auto-controle sobre sua língua, porque uma das virtudes do Fruto do Espírito é temperança(Gl 5:22).
Portanto, os danos que um fofoqueiro pode causar são imensuráveis em termos de reputações destruídas e corações despedaçados. Então, não espalhe fofocas sobre outras pessoas, principalmente na Web, como, infelizmente, temos observado na blogosfera evangélica. Ao contrário, proclame o poder salvador do sangue de Jesus, seu poder curador e a esperança que sua presença traz às nossas vidas.
“Estas seis coisas aborrece o SENHOR, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”(Pv 6:16-19).
Por: Luciano de Paula Lourenço
Nossos reconhecimento a:
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Aula 07 - ARREPENDIMENTO, A BASE DO CONCERTO

Texto Básico: 9:1-36
“e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”(2Cr 7:14).

INTRODUÇÃO
A leitura e o ensino da Palavra de Deus trouxe um profundo arrependimento ao povo de Israel por causa de seus pecados. Isso resultou num verdadeiro avivamento àquela nação. Esse avivamento não se limitou aos cânticos e às celebrações, mas gerou contrição e sinceras confissões dos pecados. Eles reconheceram que pecaram contra o Senhor, desprezando sua Palavra, e que foram exilados como consequência de seus próprios atos. Mas que também, Deus estava ofertando-lhes uma nova chance, um tempo de arrependimento para que fossem restaurados. O povo precisava arrepender-se, e o avivamento trazido pela exposição da Palavra conduziu ao verdadeiro arrependimento, que foi a base de um novo concerto.
I. OS RESULTADOS DE UM GENUÍNO AVIVAMENTO
1. Arrependimento e confissão de pecados(Ne 9:1). Deus sempre alertou o povo de Israel acerca da maldição causada pela desobediência. Mas o povo não atentou para o que Deus disse, e sofreu as consequências do pecado da desobediência. A dispersão e o cativeiro foram juízos de Deus contra o Seu povo por causa do pecado. O pecado sempre atrai juízo, derrota, dispersão. Mas Deus é compassivo. Ele é o Deus de toda graça, aquele que restaura o caído e não rejeita o coração quebrantado. Neemias sabia que se o povo se arrependesse, viria um tempo novo de restauração e refrigério. Isto aconteceu. O povo, ao ouvir e entender a Palavra de Deus, chorou pelos pecados cometidos (8:9). Isso e um sinal claro de arrependimento. Arrependimento começa com choro, humilhação e quebrantamento diante de Deus (2Cr 7:14). Aliás, arrependimento é a tristeza profunda e suficiente para não repetir o erro.
Hoje vemos muita adesão e pouca conversão, muito ajuntamento e pouco quebrantamento. Estranhamente, vemos a pregação da fé sem o arrependimento e da salvação sem a conversão. O pragmatismo com a sua numerolatria está em voga hoje. Muitos pregadores abandonaram a pregação bíblica para alcançar um número maior de pessoas. Pregam o que o povo quer ouvir e não o que ele precisa ouvir. Pregam sobre cura e prosperidade e não sobre salvação. Pregam para agradar e não para conduzir ao arrependimento. Desta forma, multidões estão entrando para a igreja sem conversão. A Palavra de Deus tem sido deixada de lado para atrair as pessoas e isso é um mal.
2. Sinais do verdadeiro arrependimento. O verdadeiro arrependimento implica na mudança de atitude e conduta daquele que pecou. A orientação amorosa do Senhor Jesus é: “vai-te e não peques mais” (João 8:11). Deus restaura o pecador que verdadeiramente se arrepende e muda de atitude.
Vimos no capítulo 8 de Neemias[Aula 06] que o povo se reuniu para ouvir a Palavra. A leitura, a explicação e a aplicação da Palavra trouxeram choro pelo pecado (8:9). Este é um dos efeitos da Palavra de Deus no coração daqueles que a ouvem; ela produz quebrantamento, arrependimento e choro pelo pecado. Quanto mais você lê e entende a Palavra de Deus, mais perto de Deus você fica; logo, mais consciência você tem de que é pecador e mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte essencial do cristianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
Não podemos adorar o Rei da glória antes de contemplarmos a triste realidade do nosso pecado. Observe que o choro do povo não foi mero remorso, pois as atitudes e gestos que eles demonstraram pregam um sincero arrependimento; o povo jejuou e cobriu-se com pano de saco. Esses são sinais de contrição, arrependimento e profundo quebrantamento. O povo reconheceu o seu pecado.
O verdadeiro arrependimento resulta em mudança de vida. Veja o exemplo do Filho Pródigo. Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Confessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão. O importante, porém, foi que a oração o levou à ação. Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericórdia (Lc 15:11-24). O povo de Israel também demonstrou com atos sinceros e profundos o arrependimento, vindo da alma.
3. Apartaram-se dos povos idólatras - “E a geração de Israel se apartou de todos os estranhos”(9:2a). Um dos sintomas mais sérios de que o avivamento estava chegando entre o povo de Deus é que eles foram desafiados a afastarem-se dos povos estranhos. Arrependimento sincero envolve obediência! O povo toma a decisão de deixar todos aqueles que não eram da linhagem de Israel para se consagrar ao Senhor. Aqueles que não havia se convertido ao judaísmo não participariam dessa reunião. Eles não tinham a mesma fé e o mesmo Deus. Não há comunhão fora da verdade. O problema aqui não é racial, mas teológico (10:28). Unir-se aos outros povos era transigir com a fé, era aceitar o sincretismo, era uma espécie de ecumenismo. Em 1Co 10:14-22, Paulo ataca com vigor a tese da união entre todas as religiões; ele resiste fortemente ao ecumenismo universalista. O pensamento de que toda religião é boa e todo caminho leva a Deus está em completo descompasso com a Escritura. Não há comunhão verdadeira fora da verdade. “Não há comunhão entre a luz e as trevas” (2Co 6:14; João 3:19-21).
Para que fique claro o propósito de Deus em relação às outras nações, devemos entender queIsrael foi chamado para ser uma nação santa, ou seja, separada para Deus. Mas como ser separado em um mundo decaído? Em primeiro lugar, nunca se afastando da Palavra de Deus e de sua prática. Em segundo lugar, influenciando pelo testemunho as pessoas que estão à nossa volta. A influência do testemunho do povo de Israel deveria ser um grande exemplo, mas como eles se afastaram de Deus, foram influenciados pelas práticas e cultos daqueles que os cercavam. Israel misturou-se com esses povos, e foi influenciado por eles. O povo não apenas se esqueceu da lei de Deus, como adotou diversos costumes das nações à sua volta, e entre esses costumes, contrair casamentos não permitidos pela Lei de Moisés. O rei Acabe casou-se com Jezabel, uma estrangeira, e ela o conduziu à idolatria, matando profetas do Senhor e mergulhando Israel numa grave rebeldia contra Deus, além de praticar diversas injustiças contra a sociedade de Israel. Salomão casou-se com muitas mulheres estrangeiras, que trouxeram seus deuses para o casamento e perverteram o coração do homem tido como mais sábio do Antigo Testamento. Esses são alguns dos exemplos que a Bíblia traz sobre não haver uniões entre ímpios e servos de Deus. Deus foi favorável ao término daquelas uniões ilícitas, pois foram frutos da desobediência e desprezo à Palavra de Deus. Esse exemplo nos mostra o quanto Deus espera que mantenhamos a obediência aos seus preceitos. Que busquemos uniões que o agradem, entre pessoas tementes a Deus. Uma união sem a bênção de Deus costuma trazer problemas terríveis para a vida espiritual daquele que pertence ao Senhor. [1]
O apóstolo Paulo foi enfático: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”(6:14). A expressão “jugo desigual” contém a ideia de alguém estar num jugo desnivelado. Assim como água e óleo não se misturam, a comunhão dos santos com os infiéis equivale a um jugo desigual. Aprofundar a comunhão com pessoas descompromissadas com o Evangelho de Jesus Cristo é abrir brechas para Satanás. A associação entre o cristão e o incrédulo deve ser o mínimo necessário à conveniência social ou econômica. Leia e medite no Salmo 1. O crente, portanto, não deve ter comunhão ou amizade íntima com incrédulos, porque tais relacionamentos corrompem sua comunhão com Cristo.
II. A LEI DO SENHOR E REMINISCÊNCIA
1. Valorizando a Lei do Senhor – “E, levantando-se no seu posto, leram no livro da Lei do Senhor, seu Deus, uma quarta parte do dia...”(Ne 9:3a). A Bíblia era o anseio do povo. Eles se reuniram como um só homem (8:1), com os ouvidos atentos (8:3), reverentes (8:6), chorando (8:9) e alegrando (8:12) e prontos a obedecer (8:17). Eles valorizaram sobremodo a Palavra de Deus; foram seis horas de ensino; e todos a ouviram atentamente; ninguém deixou o lugar onde estava sendo realizada a leitura da Lei do Senhor.
O Salmo 119 nos revela de forma sublime o valor da Palavra de Deus e a necessidade que temos de colocá-la como nosso guia, como a lâmpada para nossos pés, como luz para o nosso caminho, como a preciosa jóia que devemos esconder em nossos corações para não pecarmos contra o Senhor. Esta Palavra que temos prazer em estudar em cada Escola Bíblica Dominical; esta Palavra que temos a graça divina de ouvir, meditar e seguir; este tesouro que o Senhor nos dá de dia e de noite; deve ser cada vez mais valorizada em nosso meio, pois num mundo onde os fundamentos se transtornam, onde não há mais absolutos, verdades ou certezas, somente aqueles que conhecem e praticam a Palavra de Deus poderão ter esperança, a esperança de um novo céu e uma nova terra onde habitam a justiça.
2. A confissão dos pecados. A confissão dos pecados é o maior sinal do arrependimento (Pv 28:13); é o caminho para o reavivamento. Logo após a Festa dos Tabernáculos, isto é, no vigésimo quarto dia desse movimentado mês, o povo retornou, provavelmente a convite de Esdras, para passar um dia em jejum e oração, e em um profundo exame da alma. Em jejum e lamentação, leram as Escrituras por três horas; e, em seguida, fizeram confissão e adoração por três horas.
Não podemos ter por hábito apenas dizer para Deus o que fizemos como se lêssemos para Deus uma lista de nossas infelizes decisões e atos. Mais que enumerar pecados, Deus espera que concordemos com Ele que erramos e que precisamos do seu perdão. E o povo de Israel, naquela ocasião, reconheceu os seus erros e confessou os seus pecados: “... fizeram confissão; e adoraram o Senhor, seu Deus”(Ne 9:3b). Alguém disse que “enquanto a verdade condena, a verdade e a graça juntas restauram o pecador”.
Qual é a garantia de que a confissão é importante para Deus? A própria Palavra de Deus. Ela garante que a confissão é premiada com a misericórdia - “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).
Deus sabe que estamos sujeitos às leis deste mundo, mais exige que pautemos uma vida dentro dos padrões estabelecidos por Ele. E quando nos afastamos desse padrão, Ele espera que admitamos nossa falha e retornemos para Ele por meio da confissão. Todos nós conhecemos o texto áureo da confissão: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).
Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. O pecado afronta o caráter de Deus e a sua santidade. O pecado nos afasta de Deus(Is 59:2). Quando se peca, é somente através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas, pedir-lhe o seu perdão e demonstrar profundo arrependimento. A oração que Davi fez, logo após ser confrontado pelo profeta Natã a respeito de seu adultério (com Bate-Seba) seguido de assassinato (de Urias), é um exemplo do que se deve fazer ao pecar, a fim de alcançar misericórdia diante de Deus(vide Salmo 51).
3. Relembrando a história do seu povo(Ne 9:4-38). Depois da confissão dos pecados, sob a liderança dos levitas(9:5), talvez com Esdras como seu principal porta-voz, eles relataram detalhadamente, as muitas ocasiões, através de toda a história de sua nação, durante as quais Deus providencialmente cuidou deles. Eles reconheceram que, apesar de sua rebeldia e dos muitos atos de desobediência, o Senhor havia sido extremamente misericordioso. Admitiram, livremente, que sua atual aflição se devia a seus próprios pecados e aos de seus antepassados. Foi somente pela grande misericórdia de Deus que eles não foram completamente destruídos(9:31).
Essa reminiscência da historia de Israel, exarada em Neemias 9:4-38, contém uma das orações mais longas da Bíblia. Ela pode ser esboçada da seguinte forma: a criação (9:6); o chamado de Abraão e a aliança que Deus fez com ele (9:7,8); o êxodo do Egito(9:9-12); a entrega da lei no monte Sinai(9:13,14); a providencia divina durante a jornada pelo deserto(9:15); as repetidas rebeliões do povo no deserto, em contraste com a imutável bondade de Deus(9:16-21); a conquista de Canaã(9:22-25); a era dos juizes(9:26-28); a falta de atenção às advertências, resultando no cativeiro(9:29-31); os apelos por perdão e libertação das consequências do cativeiro(9:32-37) e o desejo do povo de estabelecer aliança com Deus(9:38). Este versículo é, de várias maneiras, a parte mais importante da oração. Os judeus perceberam que o problema eram eles, não o Senhor. Com base nisso, se dispuseram a fazer um novo concerto com o Senhor.
Todos os acontecimentos são observados do ponto de vista de Deus. A fidelidade do Senhor é reconhecida através da história, e sua misericórdia e graça são reconhecidas como o único fundamento no qual Israel pode se firmar.
III. A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3:22).
“Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia e o perdão”(Dn 9:9).
“O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras”(Sl 145:9).
“Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da sua misericórdia”(Lm 3:32).
1. ”Deus clemente e misericordioso”(Ne 9:31). Israel foi devastado em épocas de intensa rebelião e pecado. Contudo, quando o povo se arrependia e se voltava para Deus, Ele o livrava. Deus não limita o número de vezes que podemos ir a Ele para obter misericórdia. No entanto, devemos reconhecer nossa necessidade e pedir-lhe ajuda. Este milagre da graça deve nos inspirar a dizer: Tu “és um Deus clemente e misericordioso!”.
Não estamos imunes ao pecado em um mundo decaído. Não podemos dizer que jamais pecaremos, ou que ficaremos o tempo todo em vigilância. Mas podemos ter certeza de que Deus, em sua grande misericórdia, aceitará o pecador arrependido e o restaurará à comunhão perdida.
2. A súplica de Israel. Os israelitas, já arrependidos de seus pecados e prestes a firmar o “concerto” com o Senhor, suplicaram pelo perdão e libertação das consequências do cativeiro (9:32-37). Eles encontravam-se numa situação estranha de serem escravos em sua própria terra, tendo que entregar uma parte de seus recursos, todo ano, a um domínio estrangeiro. Que situação irônica, uma vez que Deus lhes havia dado a terra. Eles suplicaram, portanto, ao Senhor para que Ele não os abandonasse (9:34,35).
A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante dEle suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma.
3. Um firme Concerto. Depois de anos de decadência e exílio, o povo uma vez mais levou a sério sua responsabilidade de seguir a Deus e praticar suas leis com sinceridade. Após narração detalhada das muitas ocasiões ocorridas com Israel ao longo de sua história (9:4-38), o povo, cheio de humildade, e sem implorar qualquer alívio de sua aflição, prometeu estabelecer um “concerto” de lealdade e obediência para as épocas vindouras. Era através desses remanescentes de Israel que o Messias, o Salvador do mundo, chegaria. Vemos, portanto, como foi importante que, depois de um longo período, acontecesse uma completa reconciliação entre Deus e o povo que Ele havia escolhido, apesar de toda a rebeldia e de todos os pecados praticados por esse povo.
Neemias e Esdras, de acordo com as palavras de Ezequiel, estiveram “tapando o muro”(Ez 22:30), ao trazerem a nação de volta para Deus e ao assegurarem a continuidade do movimento redentor. Isso tudo aconteceu em um momento em que, sob um ponto de vista exclusivamente humano, toda esperança de um reavivamento espiritual e nacional da nação de Israel parecia totalmente perdida.
Esse “firme concerto” foi feito com base na Palavra e para guardarem a Palavra (Ne 10:30-38). O compromisso era para andar, guardar e cumprir os mandamentos, juízos e estatutos da Palavra. Além dos líderes, homens, mulheres e crianças assumiram o compromisso de andar com Deus e de obedecer à Sua Palavra. Fica completamente claro que todos, até mesmo as crianças menores que podiam compreender (8:12; 10:28), participaram desse juramento.
Possivelmente, um dos mais graves problemas da Igreja contemporânea não seja falta de conhecimento, mas de obediência. Muitos dizem crer na Bíblia, mas não obedecem aos seus ensinos. A autoridade da Bíblia tem sido atacada por "amigos" de dentro da Igreja e inimigos de fora.
Os grandes avivamentos surgiram quando o povo entrou em aliança com Deus para O buscar, O conhecer e O obedecer. Vivemos hoje uma espiritualidade centrada no homem e no que podemos receber de Deus. Não é mais o homem quem está a serviço de Deus, mas Deus é quem está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra como no céu, mas a vontade do homem que deve ser imperativa no céu. Precisamos voltar-nos para Deus por causa de Deus e não apenas por causa de Suas bênçãos. Deus é melhor do que Suas bênçãos, o doador é mais importante do que a dádiva.
CONCLUSÃO
Nosso misericordioso Senhor está pronto a acolher de volta aqueles que O abandonaram e que pecaram contra a Sua Palavra, tão logo se arrependam. Ao mesmo tempo, Ele é paciente e longânimo com as faltas e fraquezas de seus filhos, sempre que a vontade manifesta deles for segui-lo sem reservas e obter vitória total contra o pecado, Satanás e o mundo. [2]
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular(Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
[2] Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal
[1] Revista Ensinador Cristão – nº 48.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon - CPAD
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA
Hernandes Dias Lopes – Neemias -o líder que restaurou uma nação.
COELHO, Alexandre. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1ª ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
Nossa gratidão a:
http://luloure.blogspot.com.br/2011/11/aula-07-arrependimento-base-do-concerto.html