quinta-feira, 15 de maio de 2014

MINISTERIO DE PROFETA

Por Pr. Adaylton de Almeida Conceição.
  • Profeta no feminino profetisa (do grego: πρoφήτης,  prophétes) pode significar a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros; ou ainda uma pessoa que fala por inspiração divina ou em nome de Deus. Aos falsos profetas aplicava-se a pena de morte, na Lei Moisaica.
  • O livro do Antigo Testamento, revela antes de serem comumente chamados profetas, tais pessoas eram chamados de videntes. (I Samuel 9:9). É um nome sugestivo que descrevia as pessoas a quem Deus revelava os acontecimentos futuros, por meios de sonhos, visões ou aparições de anjos. Eram escolhidos por Deus e tinham grande autoridade religiosa e influência. Normalmente, eles eram tidos como conselheiros e instrutores da Lei de Deus.
  • O Profeta é aquele que, movido pelo poder do Espírito Santo transmite mensagens inspiradas de parte de Deus.
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  • Hoje existe muita confusão sobre o que é “DOM DE PROFECIA” e “MINISTERIO PROFÉTICO”. Aquele (o dom de profecia) é uma graça que pode ser extensiva a todos os membros da congregação que esteja em comunhão com Deus e que possui o dom de profetizar, conforme vemos nos ensinos de Paulo aos coríntios. “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados” (I Coríntios 14.31).
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  • Muitos creem que o MINISTERIO DE PROFETA é nosso ministério de pregador, porém entre eles há uma grande diferença.  Estamos de acordo que um pregador pode profetizar dentro de um sermão, mas existe uma diferença entre uma pregação, e uma mensagem profética.
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  • O Pregador fala uma mensagem iluminada segundo a graça de Deus, de acordo com a Palavra de Deus, como vemos em Atos 6.6-10; 2.14-16.
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  • O Senhor Jesus é o fundamento da Igreja, conforme a doutrina dos apóstolos e profetas. A gloriosa Pedra de esquina, como está escrito: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina” (Efésios 2.20).
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  • É muito importante que entendamos que o Profeta tem um ministério. É o que se reconhece como “um dom ministerial”,  diferente, como já mencionamos, do que se conhece como “profecia”. Este dom ministerial (de Profeta) foi dado à Igreja depois que Cristo “subiu às alturas”, e que como os outros dons espirituais, foi manifestado depois da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Efésios 4.7-11; I Coríntios 12.28).
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  • O ministério profético no Novo Testamento é diferente do ofício dos profetas no Antigo Testamento. Vemos que no A. T. a mensagem vinha a eles, como está escrito “Veio a mim a palavra do Senhor dizendo” ( Jeremias 2.1). Enquanto que nos profetas do Novo Testamento, a palavra, ou mensagem são anunciados inspiradamente pelo poder do Espírito santo ( I Coríntios 14.3,6,26).
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  • Temos alguns exemplos: Daniel foi iluminado pela profecia de Jeremias (Daniel 9.2; Jeremias 25.11,12). Ele também transmitiu a mensagem de Deus ao povo, inspirado pela profecia (Daniel 9).
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  • A mesma coisa aconteceu com Pedro no dia de Pentecostes (Atos 2.14) O Espírito Santo inspirou ao profeta Joel (Joel 2.28) e iluminou a Pedro para pregar ao provo a mensagem do profeta Joel.
  • PALAVRAS HEBRAICAS APLICADAS AOS PROFETAS.
  • (1) Ro’eh. Este substantivo, traduzido por "vidente", em português, indica a capacidade especial de se ver na dimensão espiritual e prever eventos futuros. O título sugere que o profeta não era enganado pela aparência das coisas, mas que as via conforme realmente eram — da perspectiva do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia sonhos, visões e revelações, da parte de Deus, que o capacitava a transmitir suas realidades ao povo.
  • (2) Nabi’. (a) Esta é a principal palavra hebraica para "profeta", e ocorre 316 vezes no AT. Nabi’im é sua forma no plural. Embora a origem da palavra não seja clara, o significado do verbo hebraico "profetizar" é: "emitir palavras abundantemente da parte de Deus, por meio do Espírito de Deus" (Gesenius, Hebrew Lexicon). Sendo assim, o nabi’ era o porta-voz que emitia palavras sob o poder impulsionador do Espírito de Deus. A palavra grega prophetes, da qual se deriva a palavra "profeta" em português, significa "aquele que fala em lugar de outrem". Os profetas falavam, em lugar de Deus, ao povo do concerto, baseados naquilo que ouviam, viam e recebiam da parte dEle. (b) No AT, o profeta também era conhecido como "homem de Deus" (ver 2Rs 4.21 nota), "servo de Deus" (cf. Is 20.3; Dn 6.20), homem que tem o Espírito de Deus sobre si (cf. Is 61.1-3), "atalaia" (Ez 3.17), e "mensageiro do Senhor" (Ag 1.13). Os profetas também interpretavam sonhos (e.g., José, Daniel) e interpretavam a história — presente e futura — sob a perspectiva divina
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  • O PROFETA E A PROFECIA.
  • 2 Pedro 1:20-21: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo". Observe-se primeiramente que profecia aqui e em outras partes das Escrituras não se restringe a eventos futuros que são preditos. A palavra grega propheteia significa literalmente proclamar = pregar, e esse é o sentido mais comum nas Escrituras quando essa palavra é usada.
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  • Isso "significa a proclamação da mente e conselho de Deus (pro, para frente, phemi, falar)". Embora boa parte da profecia do Antigo Testamento seja puramente de previsão, veja Miquéias 5:2, por exemplo, e confira João 11:51, a profecia não é necessariamente, nem mesmo principalmente, prognosticadora. É uma declaração daquilo que não se pode conhecer por meios naturais, Mateus 26:68, é a proclamação da vontade de Deus, quer com referência ao passado, ao presente ou ao futuro, veja Gênesis 20:7; Deuteronômio 18:18; Apocalipse 10:11; 11:3".
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  • O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
  • a) O profeta -  O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado, Jr 2: 12, 13, 19. O profeta não somente ouvia a voz de Deus como sentia seu coração, Jr 6: 11; 20: 9. Tal sentimento era consequência de um estreito relacionamento com Deus, Am 3: 7; assim, compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto.
  • b) A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana, Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24; na riqueza, Jr 8: 10; na autoconfiança, Os 10: 12,13; no poder opressor;  em outros deuses.
  • Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade  do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei.
  • c) A dedicação - Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus. Detestavam o “meio" compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus. Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida.  Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham, Am 4: 1. Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor, Am 6: 1. Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem. A mensagem profética é muito atual.
  • OITO CARACTERÍSTICAS DO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO. Que tipo de pessoa era o profeta do AT?
  • 1) Era alguém que tinha estreito relacionamento com Deus, e que se tornava confidente do Senhor (Am 3.7). O profeta via o mundo e o povo do concerto sob a perspectiva divina, e não segundo o ponto de vista humano.
  • 2) O profeta, por estar próximo de Deus, achava-se em harmonia com Deus, e em simpatia com aquilo que Ele sofria por causa dos pecados do povo. Compreendia, melhor que qualquer outra pessoa, o propósito, vontade e desejos de Deus. Experimentava as mesmas reações de Deus. Noutras palavras, o profeta não somente ouvia a voz de Deus, como também sentia o seu coração (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).
  • 3) À semelhança de Deus, o profeta amava profundamente o povo. Quando o povo sofria, o profeta sentia profundas dores (ver O LIVRO DAS LAMENTAÇÕES). Ele almejava para Israel o melhor da parte de Deus (Ez 18.23). Por isso, suas mensagens continham, não somente advertências, como também palavras de esperança e consolo.
  • 4) O profeta buscava o sumo bem do povo, i.e., total confiança em Deus e lealdade a Ele; eis porque advertia contra a confiança na sabedoria, riqueza e poder humanos, e nos falsos deuses (Jr 8.9,10; Os 10.13,14; Am 6.8). Os profetas continuamente conclamavam o povo a viver à altura de suas obrigações conforme o seu concerto estabelecido com Deus, para que viesse a receber as bênçãos da redenção.
  • 5) O profeta tinha profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13, 19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8). Não tolerava a crueldade, a imoralidade e a injustiça. O que o povo considerava leve desvio da Lei de Deus, o profeta interpretava, às vezes, como funesto. Não podia suportar transigência com o mal, complacência, fingimento e desculpas do povo (32.11; Jr 6.20; 7.8-15; Am 4.1; 6.1). Compartilhava, mais que qualquer outra pessoa, do amor divino à retidão, e do ódio que o Senhor tem à iniqüidade (cf. Hb 1.9 nota).
  • 6) O profeta desafiava constantemente a santidade superficial e oca do povo, procurando desesperadamente encorajar a obediência sincera às palavras que Deus revelara na Lei. Permanecia totalmente dedicado ao Senhor; fugia da transigência com o mal e requeria fidelidade integral a Deus. Aceitava nada menos que a plenitude do reino de Deus e a sua justiça, manifestadas no povo de Deus.
  • 7) O profeta tinha uma visão do futuro, revelada em condenação e destruição (e.g., 63.1-6; Jr 11.22,23; 13.15-21; Ez 14.12-21; Am 5.16-20,27, bem como em restauração e renovação (e.g., 61– 62; 65.17–66.24; Jr 33; Ez 37). Os profetas enunciaram grande número de profecias acerca da vinda do Messias (ver o diagrama das PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO CUMPRIDAS EM CRISTO).
  • 8) Finalmente, o profeta era, via de regra, um homem solitário e triste (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 7.10-13; Jn 3– 4), perseguido pelos falsos profetas que prediziam paz, prosperidade e segurança para o povo que se achava em pecado diante de Deus (Jr 15.15; 20.1-6; 26.8-11; Am 5.10; cf. Mt 23.29-36; At 7.51-53). Ao mesmo tempo, o profeta verdadeiro era reconhecido como homem de Deus, não havendo, pois, como ignorar o seu caráter e a sua mensagem.
  • A MENSAGEM DOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO. A mensagem dos profetas enfatiza três temas principais:
  • 1) A natureza de Deus. (a) Declaravam ser Deus o Criador e Soberano onipotente do universo (e.g., 40.28), e o Senhor da história, pois leva os eventos a servirem aos seus supremos propósitos de salvação e juízo (cf. Is 44.28; 45.1; Am 5.27; Hc 1.6). (b) Enfatizavam que Deus é santo reto e justo, e não pode tolerar o pecado, iniqüidade e injustiça. Mas a sua santidade é temperada pela misericórdia. Ele é paciente e tardio em manifestar a sua ira. Sendo Deus santo, em sua natureza, requer que seu povo seja consagrado e santo ao SENHOR (Zc 14.20; cf. Is 29.22-24; Jr 2.3). Como o Deus que faz concerto, que entrou num relacionamento exclusivo com Israel, requer que seu povo obedeça aos seus mandamentos, como parte de um compromisso de relacionamento mútuo.
  • 2) O pecado e o arrependimento. Os profetas do AT compartilhavam da tristeza de Deus diante da contínua desobediência, infidelidade, idolatria e imoralidade de seu povo segundo o concerto. E falavam palavras severas de justo juízo contra os transgressores. A mensagem dos profetas era idêntica a de João Batista e de Cristo: "arrependei-vos, senão igualmente perecereis". Prediziam juízos catastróficos, tal
  • como a destruição de Samaria, pela Assíria (e.g. Os 5.8-12; 9.3-7; 10.6-15), e a de Jerusalém por babilônia (e.g., Jr 19.7-15; 32.28-36; Ez 5.5-12; 21.2, 24-27).
  • 3) Predição e esperança messiânica. (a) Embora o povo tenha sido globalmente infiel a Deus e aos seus votos, segundo o concerto, os profetas jamais deixaram de enunciar-lhe mensagens de esperança. Sabiam que Deus cumpriria os ditames do concerto e as promessas feitas a Abraão através de um remanescente fiel. No fim, viria o Messias, e através dEle, Deus haveria de ofertar a salvação a todos os povos. (b) Os profetas colocavam-se entre o colapso espiritual de sua geração e a esperança da era messiânica. Eles tinham de falar a palavra de Deus a um povo obstinado, que, inexoravelmente rejeitavam a sua mensagem (cf. Is 6.9-13). Os profetas eram tanto defensores do antigo concerto, quanto precursores do novo. Viviam no presente, mas com a alma voltada para o futuro.
  • O PROFETA NO NOVO TESTAMENTO
  •  O PROFETA NA NOVA ALIANCA. O ministério de profeta na Nova Aliança difere do ministério da Antiga Aliança em muitos aspectos. Primeiro que ser profeta do AT era um oficio (profissão), enquanto que no NT um dom (Ef 4.8,11). Segundo que no AT Deus estava sobre o homem (2Re 2.9; 2 Cr 15.1; 2Cr 20.14; Is 61.1), no NT Deus está dentro do homem (1Co 6.19). Terceiro, o ofício de profeta do AT durou até João Batista (Lc 16.16) porque apontava para a vinda do Messias, Jesus; o ministério de profeta no NT anuncia o cumprimento das promessas do AT e aponta para o retorno do Messias para buscar o seu povo. O profeta do AT ministrava a Israel, o profeta do NT ministra à igreja em toda a Terra.
    O ministério de Profeta (Ef 4.11), juntamente como os demais ministérios citados ali, visa alicerçar a igreja nas verdades basilares e universais da Eterna Palavra de Deus com o pro-pósito de que todos  “cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus” (Ef 4.13).
    O profeta exerce o seu ministério na igreja interpretando a Escritura e proclamando as suas verdades eternas pelo poder do Espírito Santo.
  • O ministério de profeta hoje é comumente chamado de ministério da pregação, mas esse ministério vai além da simples proclamação daquilo que a Bíblia diz, pois é possível que alguém pregue a Bíblia sem crer ou viver em conformidade com ela.
    O profeta pode ainda ser usado pelo Senhor para predizer coisas referentes ao futuro enquanto proclama a Palavra de Deus (At 20.29-31), mas deve, acima de tudo anunciar a justiça, a vontade do Senhor, o juízo futuro e ainda confrontar o pecado conforme a Escritura. É importante  recalcar que o profeta não tem nenhuma revelação nova além daquela que se encontra nas Escrituras.
    Quando alguma igreja rejeita os profetas do Altíssimo está rejeitando a Palavra do próprio Deus e assim se afastará cada dia mais dEle. Afinal, Bíblia é a suprema profecia e aquele que a expõe com submissão e graça é o seu profeta. “Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça, então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3, 12-22)” .
  • Em Atos 13.1 nós lemos: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, Colaço de Herodes, o Tetrarca, e Saulo”. Todos estes cinco homens eram profetas e mestres, ou senão profeta ou mestre. Nós lemos no próximo capítulo que Barnabé e Paulo eram apóstolos. Eles foram enviados. Eles foram enviados para ministrar para os gentios. Todas as vezes que eles são mencionados, a ordem é profeta e mestre.
  • Interessante observar que o mesmo versículo que diz que Cristo deu Pastores à Igreja, também diz que deu Apóstolos e Profetas, mas, lamentavelmente, muitas denominações ainda não consdeguiram ler este versículo em sua totalidade. (...)
  • O PROFETA NA IGREJA PRIMITIVA
  • No Novo Testamento não há o ofício profético como havia no Antigo, mas há o dom de profecia,  1Co 12: 28, 29 e Ef 4: 11. Nessas passagens, o profeta é citado imediatamente após os apóstolos, e está associado aos mestres, como se vê na Igreja de Antioquia, At 13: 1. Eram também considerados alicerces (fundamentos) sobre os quais a Igreja foi edificada,  Ef 2: 20.
  • Os profetas do Novo Testamento tinham como função a proclamação e a predição; eram canais através dos quais Deus transmitia uma orientação especial à Igreja. Foi, por exemplo, o que fez Ágabo, At 11: 28; 21: 10 e 11; e Judas e Silas, At 15: 32. Esses homens, usados pelo Espírito Santo, tinham objetivos definidos em sua atuação, 1Co 14: 3; tornando-os responsáveis pela pregação da mensagem completa sobre o pecado e a salvação, alertando sobre a ira e a graça de Deus.
  • Os profetas do NT não eram fonte de novas verdades doutrinárias a serem absorvidas pela Igreja e sim expositores da verdade já revelada por Jesus e pelos apóstolos.  Eram dotados do dom sobrenatural de conhecer, e com a liberdade de revelar, os “segredos do coração humano”, 1Co 14: 24,25.
  • Para que o emocional e o humano não se impusessem ao divino, trazendo prováveis confusões, Paulo declara que outros cristãos experientes têm liberdade de julgar o que for profetizado, 1Co 14: 29; ou seja, qualquer declaração profética está sujeita a exame e só pode ser aceita se for achada na mesma linha dos ensinos dos apóstolos, 2Co 11: 4.
  • O DOM DE PROFECIA E O MINISTERIO DE PROFETA Esse é um dos principais da lista dos dons espirituais que Paulo apresenta em 1 Coríntios 12 (1Co 14.1) e é a aptidão de, por inspiração do Espírito Santo, entregar uma mensagem que vai além daquela que é geral, mas que se aplica diretamente à vida da pessoa (ou grupo) que a recebe.
  • Qualquer crente pode ser usado por Deus com o dom de profecia como o Espírito deseja, mas isto não faz dele um profeta.
    Pouco antes de ser preso em Jerusalém o apóstolo Paulo recebeu uma mensagem profética de um servo do Senhor, chamado Ágabo, que lhe revelava o que o esperava em Jerusalém (At 21.10,11). Essa mensagem era exclusiva para Paulo e não se aplicava a mais ninguém.
    O que tem o dom de profecia fala mediante um discernimento que ultrapassa o que é natural, através da revelação divina para aquele momento e aquela circunstância.
    O dom de Profecia não pode ser confundido com o dom ministerial de profeta (Ef 4.11), que veremos a seguir, principalmente por sua característica temporal e pessoal. Isto é, o dom de profecia é exercido na igreja para que o Senhor exorte, console ou edifique (1Co 14.3) acerca das situações que aquele que recebe a mensagem está vivendo. O dom ministerial de Profeta (Ef 4.11), por sua vez, está circunscrito à categoria do ministério de ensinamento e proclamação da Palavra universal de Deus, que se aplica a todos as pessoas em todas as épocas e lugares.
    Enquanto o que exerce o dom de profecia o faz no âmbito particular o que exerce o ministério de profeta o realiza no âmbito total, a todas as pessoas, cristãs ou não. Enquanto o dom de profecia visa a exortação, consolação e edificação de uma pessoa ou grupo especifico (1Co 14.3), o ministério profético visa a doutrina que realiza o aperfeiçoamento, a capacitação para o ministério e a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.12).
    O ministério profético foi como uma coluna na Igreja Primitiva (Efésios 2.20). Entretanto, os dons proféticos não foram reconhecidos como regra de guia para orientar ou colocar as bases doutrinais na igreja (Atos 21.10-14; I Coríntios 14.3,29; Deuteronômio 13.1-5). Quem guiava a Igreja era a Palavra de Deus, a única regra para orientar e guiar a Igreja (Atos 6.1-4).
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  • Lamentavelmente, ainda em nossos dias, muitos cristãos em vez de buscar a guia e orientação pela |Palavra de Deus, andam correndo atrás de profecias ou coisas semelhantes. Para essas pessoas, a Palavra é insuficiente, necessitam de algo visível, tal como o povo de Israel quando saiu do cativeiro egípcio. Por isso é que temos muitos grupos evangélicos que usam o misticismo, e com isso atrai a milhares daqueles que só creem numa religião visível. Isso tem dado lugar aos absurdos doutrinários, trazendo confusão no meio evangélico, o que contribui para a proliferação das seitas. A Palavra de Deus é a profecia por excelência. Um dos motivos para essa confusão é que confundem o “Dom de Profecia” com o “Ofício de Profeta”. Isso é fruto de conveniências, ignorância e rebeldia.
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  • Existem três fontes de onde podem surgir as mensagens proféticas:
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  • Fonte Divina (Jeremias 23.28,29).
  • Fonte Humana. Mensagem do coração do próprio profeta (Jeremias 23.16).
  • Fonte Demoníaca. Mensagem que vem através de demônios (I Timóteo 4.1-3).
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  •  O PROPÓSITO DO MINISTERIO PROFETICO
  • Um dos principais propósitos do ministério profético no Antigo Testamento era a  de trazer aos homens as preciosas revelações das verdades eternas, com base nas Escrituras da antiga aliança. O conjunto dessas revelações se completou, aproximadamente quatrocentos anos antes de Cristo, concluindo com o Profeta Malaquías (o último dos profetas escritores). Durante este período, conhecido como “Período Inter-bíblico”, muitos dizem que não houve revelação de Deus ou que Deus não falava. Entretanto, quando lemos em Hebreus 1.1, vemos que  a Palavra nos diz: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, elos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”.
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  • As últimas palavras do profeta Malaquías, registradas no seu livro deixam transparecer uma ideia de saída, de ausência e de uma despedida de séculos: “Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a qual são os estatutos e juízos. Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor” (Malaquías 4.4,5).
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  • Conforme a interpretação do próprio Senhor Jesus, a menção do profeta Elias era uma referencia a João Batista (Mateus 17.11-13). Depois de quatrocentos anos de silencio profético, ou profecia escrita, surgiu, como precursor de Cristo, constituindo um elo de ligação entre o antigo e o Novo Testamento. João Batista foi o primeiro profeta que contribuiu para a formação do cânon do Novo Testamento.
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  • Da mesma maneira que os profetas do Antigo Testamento deram sua contribuição no antigo Pacto, para a formação do Antigo Testamento, da mesma  maneira, pela revelação divina, as verdades eternas que compõem o Novo Testamento, vieram à nossas mãos. Estas verdades que Paulo as chama de “...o mistério de Cristo o qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens, como, agora, tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3.4,5).
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  • Através das Escrituras, podemos observar que o Profeta ocupa um lugar de destaque como contribuinte para o “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.11,2). Eles também foram, juntamente com os apóstolos, participantes da consolidação da estrutura doutrinariam da igreja, através da revelação do plano de Deus para a salvação dos gentios (Efésios 3.3-6).
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  • É juntamente neste sentido que Paulo afirma que a igreja  está “edificada sobre o fundamentos dos apóstolos e dos profetas” (Efésios 2.20).  Não sobre suas pessoas, mas sobre “Jesus Cristo, a pedra de esquina.. vs.21.
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  • Uma das características do Profeta, é a de ser um homem de oração, um intercessor. O título de profeta é mencionado por primeira vez em Gênesis 20.7, e é atribuído a Abraão, o amigo de Deus, com esta distinção: “...porque profeta é e rogará sobre ti, para que vivas;...”.
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  • O profeta sabe que o mais importante em sua atividade é obedecer a “vontade do Senhor” (Atos 21.10-14; 23.11).
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  • CONCLUSÃO
  • Hoje, em pleno século XXI, o ministério de profeta continua vigente, continua existindo. Existirá na Igreja de Cristo até que Ele venha buscá-la. Da mesma maneira que os demais dons e ministérios que continuam vigentes nos dias de hoje.
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  •  Pr. Adaylton de Almeida Conceição  (Th.B., Th.M., Th.D.)
  • Fonte: www.adayltonalm.spaceblog.com.br

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