sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

As qualificações de um presbítero – Parte 1 e 2

     Das quinze qualificações exigidas para um homem ocupar presbiterato da igreja, apenas uma tem a ver com a habilidade de ensino. Os requisitos para se ocupar uma posição de liderança na igreja exigem excelência moral mais que intelectual. As qualificações estão relacionadas com a personalidade, o caráter e o temperamento da pessoa (1Tm 3.2-7). São uma espécie de catálogo de virtudes em contraposição ao catálogo de vícios descritos em 2Timóteo 3.2-5. Destacaremos algumas áreas importantes que devem ser observadas, quando da escolha da liderança espiritual da igreja.

Área familiar

Dois pontos merecem destaque:

      O presbítero precisa ser marido de uma só mulher (3.2). “É necessário, portanto, que o bispo seja [...] esposo de uma só mulher…”. O que essa afirmação significa? Há três coisas que não significam: Não significa que um homem solteiro esteja impedido de exercer o presbiterato. Também não significa que um homem que ficou viúvo e casou-se novamente esteja impedido de ser presbítero. Finalmente, não significa que um homem divorciado, cujo divórcio ocorreu por infidelidade ou abandono do cônjuge, esteja impedido de exercer esse sagrado ministério. Em outras palavras, um presbítero não pode ser um polígamo nem um adúltero.

O presbítero precisa liderar sua casa (3.4,5). “E que governe bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)”. O primeiro rebanho do presbítero é sua família. Se ele fracassa em cuidar da sua casa está desqualificado para cuidar da casa de Deus. Se não cria os filhos no temor do Senhor, fica prejudicado para exortar os filhos dos demais crentes. Se os próprios filhos não lhe obedecem nem respeitam, dificilmente sua igreja o obedecerá e respeitará sua liderança.

Área financeira

O presbítero não pode ser um homem avarento (3.3). “… não avarento”. A avareza é o apego ao dinheiro. É amar o lucro mais do que a Deus. É estar apegado ao dinheiro mais do que ao ministério. É lidar com as pessoas interessado nos bens que elas possuem em vez de lutar pelo bem das pessoas.

Área dos relacionamentos interpessoais

Quatro coisas devem ser aqui destacadas:

O presbítero não pode ser violento (3.3). “… não violento”. Um presbítero é um pastor que busca as ovelhas para apascentá-las e não para golpeá-las. Um presbítero não pode agredir as pessoas com palavras nem com atitudes. Não pode ser rude com as ovelhas. O presbítero é alguém que atrai as pessoas pela sua doçura e graça. As pessoas correm para ele na hora da aflição.

O presbítero precisa ser cordato (3.3). “… cordato”. Uma pessoa cordata luta pela paz. É um pacificador. É um construtor de pontes e não um cavador de abismos. Não espalha boatos, mas promove reconciliação. Não atiça o fogo da contenda, mas apaga as chamas da malquerença.

O presbítero precisa ser inimigo de contendas (3.3). “… inimigo de contendas”. Não basta ao presbítero não criar contendas; ele não pode ser passivo diante delas. O líder cristão é inimigo de contendas. É um homem engajado na promoção da paz. Suas palavras e suas atitudes são cuidadosamente pensadas para não colocar uma pessoa contra a outra.

O presbítero precisa ser hospitaleiro (3.2). O presbítero deve ter o coração aberto, o bolso aberto e a casa aberta. Tem prazer em receber as pessoas em sua casa e ajudá-las em suas necessidades.

As qualificações de um presbítero – Parte 2
Tendo tratado no domingo anterior da primeira parte, quando abordamos as qualificações para aqueles que aspiram o presbiterato, focando as áreas familiar, financeira e os relacionamentos interpessoais, hoje continuaremos, falando sobre a reputação pessoal, o domínio próprio, a maturidade espiritual e sua habilidade para o ensino.

Área da reputação pessoal

Duas virtudes são aqui mencionadas:

O presbítero precisa ser irrepreensível (3.2). “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível…”. O catálogo de virtudes do presbítero começa com um requisito que a tudo abrange. Uma pessoa irrepreensível é aquela que não apresenta nenhum defeito óbvio de caráter ou de conduta, na sua vida passada ou presente, que os maliciosos, seja dentro, seja fora da igreja, possam explorar para desacreditá-lo. Trata-se daquela pessoa que não está exposta a ataque ou censura. Uma pessoa irrepreensível não é a mesma coisa que uma pessoa perfeita; trata-se de alguém que tem uma vida coerente no lar, na igreja, no trabalho, na sociedade. É um homem que não tem vida dupla. É uma pessoa plenamente confiável, inexpugnável. Os inimigos podem assacar contra o presbítero toda sorte de acusações, mas ele sairá ileso, pois não apenas tem uma boa reputação, mas também a merece.

O presbítero precisa ter bom testemunho dos de fora (3.7). “Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. Embora o presbítero exerça seu ministério entre os domésticos da fé, seu testemunho transborda para além das fronteiras da igreja. Sua vida fora dos portões não é diferente daquela vivida dentro da família e da igreja.

Área do domínio próprio

Destacamos aqui quatro virtudes:

O presbítero precisa ser temperante (3.2). “… temperante”. O presbítero precisa ser sóbrio, atento, vigilante. A temperança tem a ver com o domínio de seus impulsos tanto na área sexual como em relação à bebida alcoólica.

O presbítero precisa ser sóbrio (3.2). “… sóbrio”. O presbítero precisa ser prudente, sensato e disciplinado. A sobriedade é a aquela virtude em que o homem se coloca acima das paixões e desejos e tem completo domínio sobre os desejos sensuais. Refere-se a seus gostos e hábitos físicos, morais e mentais.

O presbítero precisa ser modesto (3.2). “… modesto”. O presbítero precisa ser honesto e decoroso. É o homem em quem se unem força e beleza. Um homem modesto é despojado de vaidade, avesso à soberba.

O presbítero precisa ser controlado quanto à bebida alcoólica (3.3). “Não dado ao vinho…”. Um presbítero não pode ser um beberrão. A embriaguez não combina com o pastoreio. O álcool entorpece a mente e dificulta a faculdade de julgamento. Portanto, ensinar a palavra e ser dado ao vinho são duas coisas que não andam de mãos dadas.

Área da maturidade espiritual

O presbítero não pode ser um homem neófito (3.6). “Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo”. Um presbítero não poder ser um novo convertido, imaturo na fé. Precisa ser alguém sólido da fé, firme na doutrina e experimentado na vida. A imaturidade espiritual é o portal da soberba e a soberba é o solo escorregadio onde o diabo derruba muitos líderes.

Área pedagógica

O presbítero precisa ser apto para ensinar (3.2). “… apto para ensinar”. A palavra grega didaktikos, traduzida por “apto para ensinar” significa habilidade e aptidão para ensinar. O presbítero precisa ser um homem que se afadigue na Palavra e no ensino (5.17). O presbítero é um mestre, que ensina o significado da verdade cristã. É em estudioso que se esmera tanto no estudo como no ensino. E ensina tanto pela palavra como pelo exemplo. Ensina com palavras e também como por obras.

Rev: Hernandes Dias Lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2014/02/as-qualificacoes-de-um-presbitero-parte-2/#.UxDzrPldW3k

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

#Pronto Falei — quer gostem, quer não (5)

Não confunda pregador bem-humorado com pregador humorista. O primeiro vale-se eventualmente de fatos anedóticos, mas usa esse recurso com equilíbrio e moderação, com o objetivo de fazer as pessoas pensarem. Ele não torce textos sagrados nem faz aplicações esdrúxulas e profanas. Já o segundo, muito diferente do primeiro, emprega o estilo stand up e liga uma piada a outra, numa sequência que mantém as pessoas constantemente animadas e esperando a próxima piada. 


Certa irmã, alhures, não gostou das minhas críticas à pregação (pregação) zombeteira e profanadora estilo stand up e sugeriu que eu deveria procurar um famoso pregador e falar com ele pessoalmente. Ela não foi a primeira a me dar essa sugestão. Várias pessoas já me disseram que eu deveria dizer o que penso diretamente aos astros gospel e aos animadores de auditório. Bem, por que, então, Jesus não procurou cada fariseu ou falso profeta pessoalmente? Por que o apóstolo Paulo não procurou cada falso apóstolo pessoalmente? Estou imitando Paulo, imitador de Jesus Cristo, os quais atacaram o erro de maneira contundente, sem a necessidade, em regra geral, de falar com cada um que torce as Sagradas Escrituras (Mt 23; 7.15-23; 2 Co 11). 

Há pregadores eloquentes, engraçadíssimos, aparentemente sábios, com presença de palco e tidos como santos. E que, por causa disso, têm muitos seguidores. Contudo, assim como o Diabo — que foi o primeiro a arrastar multidão (a terça parte dos anjos) —, são soberbos, rebelam-se contra Deus, citam textos bíblicos fora de contexto, torcendo as Escrituras, etc. Ah, e quando alguém verbera contra seus erros, eles e seus agentes ficam furiosos! Bem-aventurados são os pregadores que imitam a Jesus Cristo (1 Co 11.1) e andam como Ele andou (At 10.38; 1 Jo 2.6). 

Portanto, não confunda contador de piadas para casais com palestrante usado por Deus, de fato, para instruir casais. O primeiro — simpatizante de humoristas que zombam da fé cristã, como certo integrante do Porta dos Fundos —, diverte multidões fazendo aplicações esdrúxulas de passagens sagradas. O segundo — imitador de Jesus Cristo —, embora fale para grupos menores, ensina com seriedade e temor de Deus o que está escrito nas Escrituras. 

Tenho feito críticas relativas à política e principalmente verberado contra as heresias prevalecentes no meio evangélico. Mas, por favor, não me convidem para participar de weblinchamentos e "assassinar" reputações. O leitor viu o que alguns cristãos (cristãos?) estão fazendo com uma professora que zombou de um advogado num aeroporto? Ela errou, sim, mas por que cometeríamos um erro maior do que o dela, ao fazer como muitos, que não satisfeitos em criticar a conduta da professora, zombam dela de modo desproporcional e a ridicularizam, mesmo depois de ela ter pedido desculpas? Cristão que se preza é misericordioso e não participa de weblinchamentos. Os webintolerantes de plantão deveriam meditar sobre a conduta de Jesus em João 4 e 8.
Ciro Sanches Zibordi

#Pronto postei. Postei porque concordo com o Pr Ciro

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Perigo Da Sedução Diabólica

Este provérbio, me faz lembrar de tantos casos de mulheres, moças, moços e tristemente as crianças que por negligencia dos pais, são seduzidos por pessoas desconhecidas, diabólicas, mentirosas e cheias de más intenções que pela internet seduzem e depois matam, estupram ou sequestram e fazem coisas piores. Quantas mães e quantos pais hoje choram por seus filhos que foram seduzidos e sequestrados sabe lá para que, sendo que até para ritual satânico se sequestram hoje em dia, mas há pais que choram porque seus filhos seduzidos encontraram a morte após a sedução de filhos do diabo que ficam a espreita para seduzir pessoas que não tem noção dos perigos que lhes cercam. Oxalá, se todos pudessem se despertar para o perigo que a internet mal usada pode representar. A sedução do homem ou da mulher maligna pode levar suas vítimas para diversos caminhos com o poço das drogas, o abismo do vício dos jogos de azar, para o abismo da prostituição, para a imundície do tabagismo, do roubo e por fim o levará ao inferno se esta vítima não cair em si e não procurar ajuda em Deus. Pensem nisto. Pb Adalberto Pimentel da silva.  

Medite no texto abaixo e se cuide.     
O PERIGO DA SEDUÇÃO DIABÓLICA 
Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras.
Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas,
Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo, Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão. E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coraçãoEstava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés. Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos;  chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado. Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida. Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca. Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte. Provérbios 7:1-27

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”

      Desde que o modelo “igreja em células” começou a encantar alguns líderes das Assembleias de Deus, no início dos anos de 2000, venho pesquisando sobre o assunto. E, desde 2006, tenho feito uma pesquisa mais criteriosa, a qual envolveu, inclusive, a minha permanência por uma semana em uma cidade cuja Assembleia de Deus “mergulhou” na “visão” do G12, do colombiano Cesar Castellanos. Ali, conversei com irmãos, observei seu comportamento e adquiri manuais usados para treinamento de líderes de células. 

      Uma das aberrações contidas no “pacote herético” da “visão celular” — que não se restringe a G12 — é o “perdoar a Deus”. Essa heresia tem sido camuflada depois que apologistas assembleianos verberaram contra ela, mas ainda subsiste no movimento em apreço, mesclada com a sã doutrina. E aqui está o grande perigo! O mal misturado com o bem é muito pior que o mal declarado. A doutrina falsificada, que surge “entre nós” (At 20.28-31; 2 Pe 2.1,2), é muito mais nociva que a doutrina falsa, que vem de fora. 

      Há poucos dias, ouvi uma “pastora” ligada ao modelo celular pregando a respeito do perdão. O primeiro tópico da sua mensagem era “perdoe a Deus”. E, ao discorrer sobre a sua conversão, ela afirmou que, apesar de amar Jesus e ter um bom relacionamento com Ele, só se realizou quando perdoou a Deus! Apesar de ser cristã, ela culpava o Criador por todos os infortúnios que experimentara: “Eu criei uma afinidade com Jesus, mas ainda tinha um probleminha com Deus” — afirmou. 

Nota-se que tal senhora, ainda que tenha boas intenções, desconhece o ABC da doutrina bíblica, o que, aliás, é uma característica de pessoas que abraçam modelos de crescimento prioritariamente numérico. Elas aceitam com facilidade, sem questionar — ao contrário dos cristãos de Bereia (At 17.10,11) —, ensinamentos falsos, como a “cobertura espiritual”, a crença na salvação de cidades mediante “decreto”, a falsa “cura interior”, a intromissão na vida privada das pessoas, torcendo o “Confessai as vossas culpas uns aos outros” da Bíblia (cf. Tg 5.16), etc. 

Voltando à pregação da “pastora” sobre o “perdoar a Deus”, quero dizer duas coisas. Primeira: se ela culpava a Deus, em vez de ela ter “liberado perdão” a Ele, deveria lhe pedir perdão por sua ignorância. Afinal, o Senhor nada tinha a ver com a mágoa que ela nutria em seu coração. Segundo: como ela podia ter um relacionamento com o Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, continuar magoada com Deus? 

Ora, Jesus é Deus! E Deus é um só! Trindade não significa que existem três Deuses. Não se trata de triteísmo. Deus é triuno, formado por três Pessoas (tripessoalidade). Ou seja, é impossível amar o Deus Filho, ter um relacionamento de comunhão com Ele — o qual se dá mediante o Deus Espírito Santo, que habita no coração do salvo (Rm 8.16) — e, ao mesmo tempo, estar magoada com Deus Pai. 

Muitos líderes de células são treinados e incentivados exaustivamente a “lançar a visão”. A ênfase das reuniões de liderança — ao contrário do que acontece nos tradicionais e “ultrapassados” cultos de doutrina, escolas bíblicas anuais e Escola Bíblia Dominical — não é a sã doutrina, e sim as estratégias de crescimento. E o resultado disso qual é? O número de pessoas alcançadas pela “visão” é impressionante, mas uma boa parte desses “discípulos” e de seus líderes sequer sabe o que é Trindade, à semelhança da mencionada “pastora”, que “amava” Jesus e, ao mesmo tempo, estava magoada com Deus... 

Sim, receio que muitos líderes do modelo em apreço sequer conhecem as doutrinas fundamentais da Palavra de Deus (como a Trindade) ou sabem que Jesus é Deus. E, por isso mesmo, induzem incautos a acreditarem que, para se sentirem salvos de verdade, precisam participar de “encontros tremendos” a fim “liberarem perdão” a todos, inclusive a Deus. Não é estranho — e lamentável — que haja pastores de igrejas históricas, tradicionais, abraçando de modo festivo modelos celulares como G12, M12 e MDA?! 

Minha oração, nesse caso, é a mesma do Senhor Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

Ciro Sanches Zibordi
Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com.br/

O PERIGO DO ORGULHO ESPIRITUAL

      Esta é a principal e pior causa de queda que prevalece nos nossos dias, principalmente entre aqueles que estão numa posição de liderança na casa de Deus. É a porta que o diabo tem usado para entrar nos corações daqueles que tem zelo pelo avanço da obra de Cristo. Mas, o que significa orgulho espiritual? Parece estranho, como pode haver orgulho em algo espiritual? Mas infelizmente é um fato que tem ocorrido cada vez com maior freqüência. Seu significado pode ser explicado com alguns exemplos muito comuns nos dias de hoje:

* Crescimento na revelação de verdades das escrituras;
* Os frutos. Vários discípulos foram ganhos, e esses discípulos também foram se multiplicando;
* A igreja na casa sob sua liderança, cresce em número rapidamente;
* Outras cidades. Irmãos de outras cidades impactados com o que Deus está fazendo em sua cidade, o procuram para receber ajuda;
* Um número cada vez maior de irmãos que o procura para pedir conselhos e orientações;
* Manifestação de dons espirituais. O Senhor o tem usado para edificar o corpo.

      Infelizmente nenhum de nós está livre desse veneno, por isso, clamemos àquele que sonda as profundezas do coração para que venha em nosso socorro. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” 1 Co 10:12 Examinemos constantemente a nós mesmos, principalmente com a ajuda de nossos irmãos. Confrontemo-nos à luz da experiência de Paulo: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Co 12:7-10

“QUANTO MAIOR FOR A SANTIDADE,

MAIS PROFUNDA DEVE SER A HUMILDADE”

Como o orgulho espiritual é sutíl por natureza, geralmente é muito difícil detectá-lo prontamente. Ele se manifesta ao longo do tempo por seus frutos e efeitos, alguns dos quais desejamos mencionar junto com os frutos opostos da humildade que deve marcar a vida de um discípulo de Jesus. A pessoa espiritualmente orgulhosa:

* Sente que já está cheio de luz, por isso, não necessita de instrução. Assim, terá a tendência de prontamente rejeitar qualquer oferta de ajuda nesse sentido. Por outro lado, a pessoa humilde é como uma pequena criança que facilmente recebe instrução. É cautelosa no seu conceito de si mesma, sensível à sua grande facilidade em se desviar. Se alguém lhe sugere que está, de fato, saindo do caminho reto, mostra pronta disposição em examinar a questão e ouvir as advertências. “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? 2 E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. 3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4 Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” Mt 18:1-4

* Tende a falar dos pecados dos demais irmãos sem expressar misericórdia: o terrível engano dos hipócritas, a falta de vida daqueles irmãos que têm amargura, a resistência de alguns crentes à santidade. A pura humildade cristã, porém, se cala sobre os pecados dos outros ou, no máximo, fala a respeito deles com tristeza e compaixão. “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” Rm 12:16

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. 13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;” Cl 3:12-13

* Critica os outros cristãos por sua falta de crescimento na graça, enquanto o crente humilde vê tanta maldade em seu próprio coração, e se preocupa tanto com isso, que não tem muita atenção para dar aos corações dos outros. Queixa-se mais de si próprio e da sua própria frieza espiritual; sua sincera esperança é que todos os demais irmãos tenham mais amor e gratidão a Deus do que ele. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fl 2:3

* Fala freqüentemente de quase tudo que percebe nos outros em termos extremamente severos e ásperos, mesmo tendo recebido tal palavra do Senhor. É comum dizer que a opinião, conduta ou atitude de outra pessoa é do diabo ou do inferno. Muitas vezes, sua crítica é direcionada não só a pessoas ímpias, mas a verdadeiros filhos de Deus e a pessoas que são seus líderes. Justificam tal atitude, por estarem falando em “nome de Deus”. Os humildes, entretanto, mesmo quando recebem palavras tremendas da parte de Deus, sentem-se tão esmagados pela sua própria indignidade e impureza, que suas exortações a outros cristãos são transmitidas de forma amorosa e humilde. Quando necessitam tratar alguma questão com seus irmãos e companheiros, eles procuram fazê-lo com a mesma humildade e mansidão com que Cristo faria. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1

* Comporta-se de modo diferente na sua aparência exterior, assume um jeito diferente de falar, de se expressar ou de agir. Por outro lado, o cristão humilde - mesmo sendo firme no seu dever, permanecendo sozinho no caminho do céu ainda que o mundo inteiro o abandone - não sente prazer em ser diferente só para ser diferente. Não procura se colocar numa posição de destaque, de modo a ser notado como alguém especial; muito pelo contrário, dispõe-se a servir a todas as pessoas, a ceder aos outros, a se adaptar aos outros e a agradá-los em tudo menos no pecado. “Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” Lc 18:9-14

“Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.” Pv 27:2

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” Pv 16:18

* Incomodá-se muito com a oposição, injúrias e criticas; tende a falar dessas coisas freqüentemente com um ar de amargura ou desprezo. A humildade cristã, em contraste, leva a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, o qual, quando foi maltratado não abriu sua boca, mas se entregou em silêncio àquele que julga retamente. O cristão humilde, está sempre aberto às correções que os demais irmãos queiram fazer em sua vida, considerando-as uma oportunidade para crescer em santidade. No que diz respeito às críticas do mundo, quanto mais clamorosa e furiosa for tal manifestação contra ele, mais silencioso e quieto ficará, com exceção de quando estiver no seu quarto de oração: lá ele não ficará calado. “porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. 20 Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. 21Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, 22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1 Pd 2:19-23

“O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria. 8 Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará. 9 Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.” Pv 9:7-9

* Comportar-se de forma a tornar-se o centro das atenções, e o faz em detrimento àqueles que o cercam. Tem dificuldade em honrar a outros. É natural que a pessoa que está sob a influência do orgulho entenda que é merecedora de todo o respeito que lhe é oferecido. Se outros demonstram disposição de se submeterem a ela e a cederem em consideração a ela, esta pessoa receberá tais atitudes sem nenhum constrangimento. Na verdade, ela se habituou a esperar tal tratamento e a demonstrar indisposição há quem não lhe oferece aquilo que ela pensa merecer. “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. 9 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;” Pv 3:7,9

“Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” Gl 6:3

“pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3:17

* Esta sempre mais inclinado a ensinar os outros do que a aprender o que têm para ele. Tal pessoa naturalmente assume sempre uma posição de mestre, acha que todos precisam do que ela tem para oferecer. O cristão eminentemente humilde entende que precisa da ajuda de todos, ao sentir o peso da miséria dos outros, suplica e implora ao Senhor por eles; o orgulho espiritual, em contraste, sem misericórdia ordena e adverte com autoridade. “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Tg 1:19

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Rm 12:3

Concluindo:

“Não olhemos para o orgulho como um temperamento inconveniente, nem para a humildade somente como uma virtude conveniente, pois um é morte e o outro é vida; um é totalmente diabólico, o outro é totalmente santo. O que temos de orgulho dentro de nós é o que temos de anjo caído vivendo dentro de nós; e o que temos de verdadeira humildade é o que temos do Cordeiro de Deus vivendo dentro de nós. Se nos fosse permitido ver o que o orgulho produz em nossa alma, clamaríamos sem cessar para que essa víbora fosse arrancada de nós, mesmo que com a perda de uma mão ou um olho. Se, por outro lado, nos fosse permitido ver que poder doce, divino e transformador há na humildade, como ela tem poder para expulsar o veneno da natureza que temos e como dá lugar para o Espírito de Deus viver em nós, desejaríamos ser o estrado de todo o mundo a querer a menor posição dele. Todo o mal em nós tem início pelo orgulho e só terá fim através da humildade. Esta é a verdade: O orgulho tem que morrer em nós, ou nada dos céus poderá viver em nós.”

“Não é uma questão de ter uma alta ou baixa auto-estima. Qualquer pessoa que amadurece como um crente chegará por fim ao lugar onde a auto-estima é substituída pela Cristo-estima. Um homem não combate o baixo conceito que tem de si mesmo tentando elevar-se. A única resposta real para alguém que luta com a (assim chamada) baixa auto-estima é humilhar-se e permitir que o Senhor introduza um senso de segurança e realização, que é dado a qualquer filho de Deus que caminhe em obediência a Ele. Aproximar-se mais do Senhor resulta em uma diminuição proporcional da autoconsciência, que é vital para alcançar humildade de espírito por meio da direção do Espírito Santo.”

“O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” Pv 29:1

Os textos entre aspas são de autoria de Andrew Murray
Fonte: http://discipulosemsaopaulo.com.br/

PALAVRA AOS PAIS

A EXPERIÊNCIA DE DAVI E ABSALÃO
Não há dúvidas que vivemos os tempos difíceis que Paulo profetizou a Timóteo (2Tm 3:1-4). Os lares cristãos estão se desmoronando. Os lares dos líderes estão se fragmentando. Nunca se ouviu falar tanto de filhos de cristãos se voltando para o mundo como nos dias de hoje. Portanto, precisamos cuidar mais de nossas casas, de nossas famílias, de nossos filhos, cultivar esses relacionamentos como a tarefa mais importante e prioritária que temos diante de nós. Necessitamos de uma ação dos céus para que o coração dos pais se converta aos filhos e o coração dos filhos se converta aos pais, conforme nos ensina o profeta Malaquias “Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição” Ml 4:6
  Como pais precisamos olhar mais para nossos filhos e para exemplificar a importância disso quero me basear na história de Davi como Rei de Israel, como pai, e em particular no relacionamento com seu filho Absalão. Toda a história está registrada no segundo livro de Samuel nos capítulos treze a dezoito. Creio que à medida que formos refletindo sobre ela, vamos descobrir que o Senhor tem muito a nos falar a respeito desse exemplo. Primeiramente é importante deixar claro que Davi era um pai muito bem intencionado. As boas intenções de Davi, se revelam, por exemplo, nos nomes que ele deu a seus filhos. Naquela época, era comum os pais ao colocarem os nomes em seus filhos, levarem em consideração muito mais o significado do nome do que propriamente a beleza dos mesmos. Vejamos alguns exemplos no caso dos filhos de Davi:
  
  • ADONIAS – Aquele que pertence a Adonai, aquele que pertence ao Senhor.
  • SALOMÃO – Pacífico
  • ABSALÃO ou ABSHALOM – O pai da paz
  • AMNOM – Fiel

Davi tinha o coração cheio de esperança, tinha sonhos e expectativas quanto a cada um de seus filhos. Jamais passou pelo seu coração a idéia absurda de que Absalão um dia viria a traí-lo, gerando assim um golpe de estado, a fim de destroná-lo do poder. Atentemos para essa triste realidade: Mesmo que Davi fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto, não foi capaz a seu tempo de transformar suas boas intenções em realidade na forma de investimento na vida de seus filhos. Não foi capaz de investir vida na vida dos seus filhos. Suas boas intenções não foram suficientes para evitar tragédias em sua família, na verdade, tornaram-se um fim em si mesmas.
Por que isso aconteceu? Provavelmente porque estivesse ocupado demais. Davi era o rei. Tinha sempre muitas reuniões, muitas decisões, muitos compromissos, muitas demandas, muitas mulheres e muitos filhos. (2Samuel 3:2-5 ; 5:13-16). Toda essa agenda fez com que Davi se tornasse um pai ausente demais. Do outro lado dessa rotina extressante, estava Absalão, seu filho, e seu dia-a-dia não era menos intenso: Dinheiro, palácio, casas, prestígio, posição social, status, era bonito e charmoso (a Bíblia diz que ele era o homem mais bonito em todo o Israel e que desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. Tinha tudo, mas lhe faltava um pai. Mais que um rei, Absalão queria um pai.
Toda a tragédia na vida familiar de Davi e na sua relação com Absalão começa a se desenhar no adultério com Beteseba. O Senhor diz, atravéz do profeta Natã, que a espada não se apartaria da casa de Davi (2Sm12:10). As situações começam a se desencadear quando Amnom, um dos filhos de Davi e seu primogênito, apaixonado por uma de suas irmãs, na verdade, irmã somente por parte de pai, a qual era irmã de Absalão, filhos de Davi com Maaca (2Samuel 3:3), que era uma estrangeira procedente de Gesur.

Tamar era o nome da moça. A Bíblia diz que ela era linda e maravilhosa, graciosa, formosa, encantadora, Amnom, orientado por um sobrinho de Davi, arquiteta um plano maligno para possuí-la. Fingindo-se de doente, pede a seu pai para que Tamar venha cuidar dele. Quando ela entra na tenda, ele se levanta e a estupra. Todo mundo ficou sabendo, inclusive a corte. O rei ficou sabendo do escândalo, mas não fez nada.
Absalão, vendo que seu pai não tomava providências, consola a Tamar e a traz para morar com ele. Absalão não procura a Amnon para confrontá-lo, ao contrário, passa a odiá-lo em seu coração por aquilo que ele fez com Tamar. Dois anos se passam, Absalão não suportando mais esperar a omissão e indiferença do rei, começa a planejar a morte do irmão. A escritura diz que todo o Israel sabia da má intenção de Absalão para com Amnom, Davi, no entanto, não a levou em consideração. Sob a pretenção de uma caçada no campo, Absalão mata Amnom. A notícia chega ao palácio, o rei se enfurece, fica cheio de ódio, mas nada faz. Absalão foge, indo morar na casa de Talmai, seu avô. Permanece por lá durante três anos. Durante todo esse tempo nada foi feito. Davi não chama o filho para uma conversa.

Mais tarde, por insistência de Absalão e intercessão de Joabe (comandante do exército), Davi manda chamar o filho para morar nas imediações de Jerusalém. Dois anos se passaram e Davi não faz nada. Não suportando mais aquela situação, Absalão chama Joabe e manda um recado para o pai: Quero ver a face do rei; e, se há ainda em mim alguma culpa, que me mate." Davi mandou chamá-lo à sua presença. Absalão é recebido no palácio, o rei se aproxima dele, o beija e o despede. Um estupro, um homicídio, ódio, amargura, crise e Davi pensa que pode resolver tudo isso apenas com um beijinho. Absalão sai do palácio, vai para a porta da cidade e começa a preparar uma revolta armada, conspirando contra seu próprio pai.
Davi foge com medo do próprio filho. Absalão é declarado rei em Hebrom. Os exércitos de Davi e Absalão se confrontam no bosque de Efraim. Absalão tentando fugir dos homens de Davi, fica preso pelos cabelos nos ramos de um carvalho. Joabe fica sabendo, vai até o local, e com três flechas atravessa o coração de Absalão e o mata. A notícia chega até Davi, que andando de um lado a outro da sala, chora inconsolavelmente: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” Creio que os conflitos entre Davi e Absalão é a experiência familiar mais dramática da Bíblia. O que podemos aprender com ela?

  • NÃO É SUFICIENTE COMO PAIS TER BOAS INTENÇÕES PARA COM NOSSOS FILHOS. As boas intenções de Davi, se revelam, por exemplo, nos nomes que ele deu a seus filhos. Não é suficiente colocar nomes santos em nossos filhos. Amnom e Absalão tinham nomes santos mas isso não os impediu de cometerem os pecados que cometeram. Temos que nos dedicar aos nossos filhos, dar-lhes exemplo, amizade, instrução e sempre que for necessário corrigí-los;
  • DAVI ERA UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS, MAS NÃO CONSEGUIU TRANSMITIR A MESMA CARGA PARA SEUS FILHOS. Davi não foi capaz, a seu tempo, de transformar suas boas intenções em realidade na forma de investimento na vida de seus filhos. Não foi capaz de investir vida na vida dos seus filhos. Ganhou o mundo e perdeu a alma de seu filho. Creio, de todo o meu coração, que o Senhor quer nos falar algo sobre isso. De que adianta proporcionarmos condições para que nossos filhos sejam bem sucedidos na vida profissional, se ao mesmo tempo, tornam-se apáticos na vida espiritual? Não seremos cobrados pelo Senhor quanto a alguma carreira de sucesso que nossos filhos trilharão, mas se fomos capazes, por nossas vidas, de conduzir seus corações a Deus. Mais do que qualquer outra coisa, nossos filhos precisam de nossas orações, nosso exemplo de fervor e amor pelo Senhor. Necessitam de um ambiente familiar que lhes possa constranger o coração a amar e servir a Deus, mais do que a qualquer coisa desse mundo.
  • MESMO QUE NOSSOS FILHOS TENHAM DE TUDO, NADA SUBSTITUI NOSSA PRESENÇA, AMIZADE E DEDICAÇÃO A ELES. Davi era o rei, e como rei, estava sempre muito ocupado. Tinha sempre muitas reuniões, muitas decisões, muitos compromissos, muitas mulheres e muitos filhos. (2Samuel 3:2-5 ; 5:13-16). Toda essa agenda fez com que Davi se tornasse um pai ausente demais. Do outro lado dessa rotina extressante, estava Absalão, seu filho, e seu dia-a-dia não era menos intenso: Dinheiro, palácio, casas, prestígio, posição social, status, era bonito e charmoso (a Bíblia diz que ele era o homem mais bonito em todo o Israel e que desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. Tinha tudo, mas lhe faltava um pai. Mais que um rei, Absalão queria um pai.
  • NOSSAS RESPONSABILIDADES COMO PAIS NÃO PODEM SER TRANSFERIDAS A NINGUÉM. Pais muito ocupados do lado de fora de casa acabam, sutilmente, transferindo responsabilidades que são exclusivamente suas. Davi transferiu sua responsabilidade para o avô de Absalão, para Joabe, o comandante de seu exército. Para quem estamos transferindo a responsabilidade de administrar a alma de nossos filhos? Para os avós? Para a empregada? Para a escolinha? Para a TV? Para o pastor? Pais convertidos a seus filhos não transferem responsabilidades;
  • NÃO MINIMIZAR O PODER DAS AMARGURAS FAMILIARES. Pais convertidos aos seus filhos brincam com o ódio existente entre os filhos e não acham que isso é algo sem importância. Nunca deixando por conta do tempo a mudança do caráter. Sentar e conversar, tratar do problema a fundo;
  • NÃO PODEMOS DEIXAR DE CONFRONTAR NOSSOS FILHOS COM A VERDADE. Davi era um homem capaz de vencer gigantes, mas incapaz de confrontar seus filhos. Ter um relacionamento com eles baseado na sinceridade, na integridade, custe o que custar. No olho no olho, tratando o pecado como pecado, no perdão sério sem passar a mão na cabeça como se nada tivesse acontecido. Não havia diálogo com os filhos. É importante lembrar da história de Eli e seus dois filhos (1Samuel 3:13). Amá-los sem deixar de ser firmes. Quem não confronta seus filhos, vai ter que chorar depois como Davi chorou;
  • CONSTRANGIMENTO EM CORRIGIR NOSSOS FILHOS POR CAUSA DE ACUSAÇÕES DO DIABO RELACIONADAS AO NOSSO PASSADO. A Escritura não deixa claro, mas é provável que Davi temia confrontar seus filhos devido a culpa pelo pecado cometido com Beteseba. Não aceitemos acusações do diabo quanto ao nosso passado, nossos filhos devem saber que o Senhor nos perdoou o passado e nossa autoridade para confrontá-los está baseada nisso.
  CONCLUSÃO
Amados, é com temor e tremor que trouxe esse tema para meditarmos. Também sou pai, e não há em meu coração nenhum sentimento de superioridade em relação a meus irmãos que tem enfrentado dificuldades com seus filhos. A motivação que me move é de profunda compaixão e misericórdia por esses amados. Creio que o Senhor está nos chamando a atenção a fim de cuidarmos com mais atenção de nossas casas para que não choremos mais tarde como o fez Davi: “Então, o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta e chorou; e, andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” 2Samuel 18:33 Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

Fonte: http://discipulosemsaopaulo.com.br

Negligencia na educação dos filhos

      Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, 1 Pedro 1:18.

       É incrível como esta Palavra reflete a triste realidade não só na época do apostolo Pedro, como nos dias de hoje. O texto mostra a negligência dos pais no ensino de seus filhos. Pais há que são capazes de dar sua vida para proteger seus filhos de um perigo de morte ou qualquer outra coisa, mas negligenciam em mostrar a eles aquilo que reto, moral, de boa índole, aquilo que justo, puro e reto. Infelizmente, os filhos aprendem com seus pais com as devidas exceções é claro, mas a maioria esmagadora dos filhos aprendem com seus pais a fazerem uso da difamação, da mentira da embriagues, a serem escravos do tabagismo, das drogas dos jogos de azar, da mentira. Aprendem com os pais a serem apostatas, idolatras e sem temor a Deus, aprendem com os pais a não darem a mínima pelos conselhos de Deus, bem como a viver de forma reta na presença Dele. Creio que os pais são responsaveis por isto pelos seguintes motivos, primeiro porque eles conhecem o modo correto, mas não se interessam em mudar a situação, segundo porque não é por falta de informação que eles agem assim, mas porque não estão dispostos a renunciar aos valores e prazes pecaminosos deste mundo em rebelião a Deus. Mas há algo que é muito pior, a vida física tem um fim e depois vem o acerto de conta, e muitos pais verão seus filhos perdidos para toda eternidade porque não lutaram para tirar seus filhos dos maus caminhos enquanto tinham tempo e até serão culpados por seus próprios filhos quando ouvirem a condenação do justo juiz no dia do julgamento final.    
      Leiamos Apocalípse 22:15 e vejamos o que diz a Palavra de Deus: Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira. 16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã. 17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida. 18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; 19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro. 20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. 21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.
       Se você é pai meu dileto leitor, lute para que eles conheçam o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para salvar. Ensine eles a andarem segundo o conselho dos impios deste mundo cujo os valores estão apodrecidos. Livre seus filhos da condenação ao inferno ensinando-lhes o Evangelho de Cristo. Ouça o que Deus está lhe dizendo e lute pela mente de seus filhos, porque se você não fizer isto, o diabo e o impio vai fazer. Se seu filho não lhe der ouvido, pelo menos você fez a sua parte e não será culpado pelo sangue deles. É isso aí, que Deus te abençoe em Cristo, e que você seja um pai segundo o coração de Deus.
Pb Adalberto Pimentel da Silva

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Lição 4: Profecia e Misticismo

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010

Título: O Ministério Profético na Bíblia — a voz de Deus na Terra
Comentarista: Esequias Soares

Lição 4: Profecia e Misticismo - Data: 25 de Julho de 2010

TEXTO ÁUREO
“Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais” (Jr 29.8).

VERDADE PRÁTICA
Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não procede de Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 41.8
O fracasso dos sábios adivinhadores
Terça - Êx 8.18
A enganação dos magos continua ainda hoje
Quarta - Dt 2.2-5
A antiga falácia dos magos e astrólogos
Quinta - Ez 21.21
Hepatoscopia praticada por Nabucodonosor
Sexta - Os 4.12
Rabdomancia feita pelo espírito de luxúria

Sábado - Lv 20.27
A Bíblia condena toda forma de prática divinatória
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12.
1 - Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio,

2 - e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los,

3 - não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma.

4 - Após o SENHOR, vosso Deus, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis.

5 - E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso Deus, para andardes nele; assim, tirarás o mal do meio de ti.

Deuteronômio 18
10 - Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador nem agoureiro, nem feiticeiro,

11 - nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos,

12 - pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti.

INTERAÇÃO
Prezado professor, como tem sido a receptividade do tema por parte dos alunos? O universo temático da lição de hoje é a identificação do misticismo enganoso, por trás do uso da nomenclatura de Profecia. Como identificar essa tendência? Como saber se a manifestação é ou não divina? O texto da Leitura Bíblica em Classe revela-nos que o sobrenatural pode ser usado para desviar o povo de Deus. A Palavra do Senhor esclarece que, qualquer experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura Sagrada. No tempo hodierno, não são poucas as pessoas que usam a ingenuidade dos indoutos, a fim de desanimá-los. Cabe a você ensiná-los a ter uma resposta firme contra essas tendências.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: 
Definir o termo misticismo. 
Explicar o que são práticas divinatórias. 
Conscientizar-se de que o objetivo da profecia bíblica é nortear o Corpo de Cristo na sua peregrinação. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Essa lição trata da identificação da verdadeira profecia e do misticismo. Explique aos alunos o termo misticismo e como este, de acordo com o texto áureo, deve ser rejeitado. É importante que o seu aluno saiba fazer uma leitura das ramificações místicas e esotéricas contemporâneas que podem influenciar o povo de Deus. Assim, poderá analisar o universo evangélico e identificar possíveis influências que este vem sofrendo de outras religiões (com destaque para os objetos “sagrados”, o uso de roupas, fotos, plantas etc), a fim de alcançar algum tipo de favor “divino”. O povo de Deus precisa saber rejeitar tais inovações.

COMENTÁRIO
introdução

Palavra Chave
Misticismo: [Do lat. mystica, espiritual] É uma atitude mental de busca da união intima e direta do homem com a divindade, baseada mais na intuição e no sentimento do que no conhecimento racional.

Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais, algumas expressões que antes eram restritas a grupos específicos, acabaram tornando-se comuns. Um bom exemplo são os termos “profecia” e “misticismo”. Mas o que de fato significam? Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já o misticismo, no sentido em que vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos (Ef 6.12). Nessa lição, trataremos das manifestações ocultistas e esotéricas dos místicos no Antigo Testamento, os quais tentaram imitar a autêntica experiência dos verdadeiros profetas de Israel. O mesmo acontece hoje em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Há pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum com a fé cristã.

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA
1. Os embusteiros (13.1). Quando o texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre “profeta” ou “sonhador”, na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é possível que ele realize perante o povo “um sinal ou prodígio”. Contudo, tal milagre em si não é garantia de que o seu ministério seja de origem divina. O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus. Jesus afirmou que tais impostores “farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24). E o apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até “Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Co 11.14). Assim, à luz do texto sagrado, é possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem necessariamente ser um servo de Deus.

2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2). A primeira e mais segura regra de autenticação dos prodígios realizados por alguém é a sua coerência bíblica. É impossível alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus (Dt 13.5). Jesus disse: “[...] por seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). O termo “frutos” não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e praticantes de doutrinas ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade. Ao falar dos “frutos”, o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do pregador milagreiro e enganador.

3. Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Como já foi dito, uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua mensagem. Se a cosmovisão religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do mundo afasta-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. Conforme vimos na leitura bíblica, Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar (13.3). Isso é ainda mais válido para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de “outro Jesus, outro espírito e outro evangelho” (2 Co 11.4).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A avaliação mais segura da profecia consiste em verificar se o seu conteúdo está coerente com a Bíblia.

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS
1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Moisés enumerou algumas práticas divinatórias comuns entre os cananeus (Dt 18.14), e o profeta Isaías preveniu o povo sobre algo semelhante observado pelos egípcios (Is 19.3); todas essas coisas Israel devia rejeitar. Isso vale também para os cristãos, pois tais práticas existem ainda hoje na sociedade. Elas abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia, levitação, transe etc. São práticas repulsivas aos olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.

2. Adivinhador, prognosticados agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11). O “adivinhador” ou “adivinho” é quem pratica a adivinhação. Como parte da magia, essa prática é uma antiga arte de predizer o futuro por meios diversificados: intuição, explicação de sonhos, cartas, leitura de mão etc. O termo “prognosticador” é uma das possíveis traduções do hebraico onen, e literalmente significa “fazer agouros pela nuvem”. É aquele que pratica mágica, vaticínio, presságio, prognóstico e tenta prever o futuro por meio de sortilégios.

O agoureiro é o que pratica agouros, uma forma de magia especializada em tentar predizer males e desgraças (2 Rs 17.17). A palavra hebraica empregada para “feiticeiro” é usada também para “bruxo”; os tais faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico traduzido em nossas versões por “encantador de encantamentos” denota “amarrar” alguém por meio de mágica. É o praticante de macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para “espírito adivinhante” ou “necromante”, na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).

3. Bruxo e bruxaria. Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal (qualquer forma de adivinhação em si mesma já é um mal). A bruxaria chegou ao seu apogeu na Idade Média. Hoje, as bruxas são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as crianças e adolescentes. Tenha cuidado!

SINOPSE DO TÓPICO (II)
As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de Deus.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA

1. A voz de Deus na terra. A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é também chamada de a “profecia da Escritura” (2 Pe 1.20). Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas racionais. Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao mundo inteiro por meio da “igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15).

2. Revelação dos arcanos divinos. Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento da mensagem dos profetas, o apóstolo Pedro disse que “agora”, ou seja, para nós que estamos presenciando a materialização dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos atentar ainda mais para a importância de tais mensagens, pois cumprem o propósito de servirem como um norte, “até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (2 Pe 1.19).

3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. A Leitura Bíblica em Classe e as demais referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica. Elas são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes, etc, é o mesmo dos tempos bíblicos: fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que “resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade” (2 Tm 3.8).

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs.

CONCLUSÃO
Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e práticas disseminadas no mundo atual. Tal popularidade ocorre principalmente por causa dos meios de comunicação (livros, revistas, internet, televisão, esta última principalmente através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a sociedade encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas. Os formadores de opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação (Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).

VOCABULÁRIO
Clarividência: capacidade mediúnica de visualizar objetos por meios paranormais.
Cosmovisão: Modo de olhar o mundo.
Embusteiro: O que utiliza de embustes; o impostor.
Necromancia: Adivinhação pela invocação de espíritos; magia negra.
Quiromancia: Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.
CEISLER, N.; RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: CPAD, 2000.
BEVERE. J. Assim diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. RJ: CPAD, 2006.

EXERCÍCIOS
1. Que são profecia e misticismo?

R. A profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Misticismo é a tendência da união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos.

2. O “milagre” ou “prodígio” garante a origem divina do ministério?

R. Não.

3. Por que as práticas religiosas dos cananeus e dos egípcios mencionadas em Dt 18.10,11 são repulsivas aos olhos de Deus?

R. Porque representam uma forma infame de idolatria e satanismo.

4. Qual o objetivo dos adivinhadores em todas as suas formas de adivinhação?

R. Fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo.

5. O que e quem temos nós, os cristãos, para nortear a nossa vida espiritual?

R. Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus e o Espírito Santo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
Método do paganismo e os verdadeiros profetas

“Antes de discutir a lei sobre profetas, Deuteronômio lista diversas técnicas utilizadas pelo paganismo para obter oráculos divinos (Dt 18.9-14). Tais métodos não serviriam para Israel ouvir a voz do Senhor. O que esses itens proibidos têm em comum é que todos caem na categoria da sabedoria e da ingenuidade humanas. Yehezkel Kaufmann, com muita propriedade, chama a adivinhação de ciência de segredos cósmicos e o adivinho de cientista que pode dispensar a revelação divina. O Senhor, em contrapartida, levantaria como seu veículo de revelação um profeta. Tal qual o rei, ele devia ser oriundo da comunidade israelita (18.15; 17.15). Ele só era capaz de falar porque Deus punha a palavra em sua boca (17.19). O fato de Deus, [...], colocar suas palavras na boca de seus profetas explica o porquê de muitos deles iniciarem seus pronunciamentos com: ‘A palavra do Senhor veio a mim’ ou ‘Assim diz o Senhor’. Por outro lado, é raro qualquer outra pessoa nas Escrituras, Antigo ou Novo Testamentos, prefaciar e validar seus comentários com esta fórmula. Uma coisa é afirmar que as Escrituras foram inspiradas; outra coisa é entender como Deus a inspirou. Já com os profetas, não restam dúvidas: Deus os inspirou ao lhes ditar suas palavras, colocando sua palavra em suas bocas, de forma que as palavras do profeta eram proferidas por Deus”.

(HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: 2.ed. CPAD, 2006, pp.481-2)

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

Como Identificar a falsa profecia?

DEUTERONÔMIO 18.10-22 - Como é que os falsos profetas podem ser distinguidos dos verdadeiros?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para que nelas creiamos, porque vieram de Deus. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de falsos profetas (Mt 7.15). Na verdade, muitas religiões e seitas — incluindo as Testemunhas de Jeová e os Mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exortar os crentes a “provar” aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem muitos testes para provar um falso profeta. Vários deles estão listados na passagem bíblica em questão. Colocando-os em forma de perguntas, os testes são:

1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao futuro se cumprem? (Dt 18.21,22)

2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)

3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)

4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Êx 20.3,4)

5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)

6. Negam a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2.8,9)

7. Negam a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4.1,2)

8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19.10)

9. Defendem a abstenção de certos alimentos e carnes por razões espirituais? (1 Tm 4.3,4)

10. Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)

11. Promovem a imoralidade? (Jd vv.4,7)

12. Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2.16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta não está falando por parte de Deus. Deus não fala e não encoraja qualquer coisa que seja contrária ao seu próprio caráter e mandamentos conforme registrados nas Escrituras. E com absoluta certeza, o Deus da verdade não dá falsas profecias (Dt 18.21-23) (GEISLER, N. L.; RHODES, R.Respostas às Seitas. RJ: 1.ed. CPAD, 2000, pp.65-6).
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/

E te der um sinal ou prodígio

      Dt 13.1-5 - 1 Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, 2 e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, 3 não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR, vosso DEUS, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso DEUS, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma. 4 Após o SENHOR, vosso DEUS, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. 5 E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR, vosso DEUS, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso DEUS, para andardes nele; assim, tirarás o mal do meio de ti.

      Eles estão por aí, nunca se viu tantos deles como em nossos dias. Infelismente isto já vem da antiguidade e nunca faltaram entre o povo de Deus para trazer tropeços. Eles não tem temor e mentem na cara dura, falsificam e podem com a ajuda do diabo realizar milagres segundo nos diz o texto acima. Já fui vítima de profetizas mentirosas principalmente no inicio de minha conversão, quando eu ainda não tinha entendimento destas coisas, mas hoje, sempre estou topando com estes brincalhões em diversos lugares principalmente dentro da igreja de forma geral. Eles parecem não ter noção do mal que estão causando e do preço que vão pagar. Precisamos combater isto. Eles podem realizar até milagres, então, como discernir? Só conhecendo bem as Escrituras, tendo uma vida de oração e comunhão com Deus. Pense nisto 
Pb Adalberto pimentel    

sábado, 8 de fevereiro de 2014

BIBLIA: LER OU DEIXAR DE LER?

Existem duas classes de pessoas no mundo: as que conhecem e as que não conhecem a Bíblia Sagrada.
As que não conhecem se dividem em dois grupos: as que nao conhecem porque jamais ouviram falar dela e as que não a conhecem porque decidiram ignorá-la.
As pessoas que a conhecem se dividem em duas classes: as que conhecem e usam e as que conhecem mas a deixam de lado.
As que a deixam de lado dividem-se em dois grupos: as que a deixam de lado por displicência e as outras, que a consideram algo mágico e somente a procuram em casos de emergência.
As que conhecem a Bíblia e a usam estão agrupadas em duas classes: as que a usam com propósitos positivos e as que dela se utilizam negativamente.
As que a usam negativamente pertencem a duas classes: as que usam a Bíblia para discussões e as que a usam pretendendo descobrir erros e eventuais incoerências.
Aqueles que usam a Bíblia para discussões dividem-se em dois grupos: os que a usam para discutir as heresias nas quais acreditam e os que discutem para tentar confundir os que nada sabem a seu respeito.
Dentre os que usam a Biblia para propositos positivos existem duas classes: uma, sao os que amam, lêem, crêem e estudam; outra, os que apenas a conduzem para os cultos e ali conferem os textos, se o pregador oferece tal oportunidade.
Dentre os que amam a Biblia, existem duas classes: os que a amam e lêem e os que a amam mas raramente a lêem.
Dentre os que a amam e lêem, há duas classes: uma, sao os que lêem aleatoriamente; a outra, os que lêem metodica e piedosamente.
Existem dois grupos de pessoas que lêem a Biblia aleatoriamente: uns, lêem e fazem pequenas anotações; outros, não o fazem e ambos os grupos por toda a vida jamais lêem toda a Biblia.
Os que estudam a Biblia com bons propósitos dividem-se em duas classes: os que a estudam somente para si e os que a estudam para ensinar a outros.
Bom, essa questão me parece interminável. Meus leitores certamente se dividem em dois grupos: os que vão parar comigo por aqui e os que irão continuar.
De qualquer forma, defina sua posição, visto que existem dois tipos de leitores desta crônica: os que a esquecerão para sempre e os que de diferentes formas tentarão passá-la adiante.
Dentre as pessoas que tentarão passar adiante, certamente haverá dois grupos: Primeiro, aqueles que depois de passarem adiante a porão de lado de uma vez por todas; Segundo, aqueles que depois de passarem adiante dedicarão algum tempo para reflexão e decidirão tomar alguma atitude realmente positive e frutífera com relação a Biblia Sagrada, o Livro dos livros. A
Não esqueça o que já foi dito há muito, muito tempo: Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo.
Ignorar a Cristo com certeza significa ignorar o caminho que leva ao Céu.
PS. Você é meu convidado para o III SENAPEV. Venha ouvir os pastores Marco Feliciano, Samuel Ferreira, Josias Aristich e Geziel Gomes em um Seminario que se tornará inesquecível. Acessewww.gezielgomes.com.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O oratório da Criação e da Redenção

O livro de Apocalipse é a revelação do plano vitorioso de Deus na história. Os acontecimentos futuros não estão nas mãos do destino, mas nas mãos daquele que está assentado no trono e governa o universo. A igreja, mesmo sendo alvo das mais insolentes perseguições triunfará e seus inimigos serão derrotados. Antes de tratar da abertura dos sete selos, que representam a perseguição do mundo contra a igreja, João nos apresenta Deus no trono e o Cordeiro com o livro da história em suas mãos. Nos capítulos 4 e 5 de Apocalipse temos o oratório da Criação e o oratório da Redenção. Oratório é uma música acompanhada de solistas, coral e orquestra. Esses dois oratórios têm sete peças musicais: Vejamo-las:
1. A música dos seres celestiais (Ap 4.8,9). Os quatro seres viventes são uma representação dos seres celestiais. Três verdades são proclamadas nessa música acerca do Deus Criador: sua santidade, sua onipotência e sua eternidade. Nessa música o Deus que vive pelos séculos dos séculos recebeu glória, honra e ações de graças.
2. A música da igreja (Ap 4.10,11). Os vinte e quatro anciãos são um símbolo da igreja glorificada. A igreja se prostra para adorar aquele que é eterno e deposita a seus pés suas coroas, proclamando sua dignidade de receber a glória, a honra, e o poder por ter criado todas as coisas, conforme sua vontade soberana.
3. O solo de um anjo forte (Ap 5.1-4). A terceira música do oratório faz uma transição do Deus da Criação para o Deus da Redenção. Havia na mão direita daquele que estava assentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. A grande pergunta do anjo ecoou: “Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?”. Esse alguém digno é procurado no céu, na terra e debaixo da terra, entre anjos, homens e demônios. Ninguém, porém, foi encontrado digno. Por isso, João desatou a chorar. Parecia que a história estava à deriva, sem alguém digno para governá-la.
4. O responso do solo (Ap 5.5). O soluço de João foi interrompido por uma ordem vinda de um dos vinte e quatro anciãos: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, vence para abrir o livro e os seus sete selos”. O digno procurado agora é o digno encontrado. O Messias é o Leão da Tribo de Judá e a Raiz de Davi. Ele venceu o pecado, o diabo e a morte e conquistou o direito de abrir o livro e desatar seus selos. A história não está desgovernada, mas nas mãos do Redentor.
5. A exaltação do Cordeiro pelos seres celestiais e pela igreja (Ap 5.6-10). Quando João se volta para ver o Leão, contempla um Cordeiro como tendo sido morto. Mas esse Cordeiro que foi imolado é onipotente e onisciente. O Cordeiro tomou o livro da mão daquele que estava assentado no trono e ao tomá-lo, os seres celestiais e a igreja prostraram-se diante dele com taças de incenso nas mãos, que são as orações dos santos e entoaram novo cântico dizendo: “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes e reinarão sobre a terra”. Anjos e homens exaltam a Jesus, o Cordeiro, por sua morte expiatória e seus gloriosos resultados. O Cordeiro não morreu apenas para possibilitar nossa redenção; ele comprou-nos com seu sangue e nos fez sacerdotes e reis.
6. A exaltação do Cordeiro por milhões de seres celestiais e pela igreja glorificada (Ap 5.11,12).Um grande coral composto de milhões e milhões de anjos, querubins e serafins bem como de uma multidão colossal de remidos, no palco do universo, exaltam o Cordeiro de Deus por sua morte na cruz e tributam a ele o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
7. A exaltação cósmica do Deus Criador e Redentor (Ap 5.13,14). A música chega a seu final apoteótico. Toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”. Quando essa música arrebatadora terminou, os seres celestiais deram um retumbante Amém e a igreja prostrou-se em adoração.
Rev. Hernandes Dias Lopes