quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PERMANECENDO NA VOCAÇÃO

     O sagrado Ministério do Evangelho é exercido por pessoas que receberam de Deus um chamado e uma vocação.
  Esse chamado e essa vocação situam-se entre os mais extraordinários privilégios por Deus outorgados a Seus filhos, enquanto aqui na Terra.
      Nos primórdios da Igreja brasileira, eram poucos os ministros.        Poucos e bons. Poucos e santos. Poucos e fiéis. Poucos e comprometidos com Deus. Poucos e poderosos no Espírito. 
   Tive a honra de conhecer alguns desses gigantes espirituais: Daniel Berg, Nels Nelson, José Menezes, Antonio Petronilo, Nils Kastberg, Eric Bergstén e outros. 
Durante muito tempo os ministros eram pessoas de uma devoção incomum, ungidos somente após longo tempo de prova.
      Hoje são muitos, muitíssimos. Desde que se iniciou o fenômeno da multiplicação começaram a haver distorções. O critério seletivo foi se enfraquecendo. 
      Por várias décadas ministros no Brasil eram servidores de Deus e da Igreja, apenas. Ou seja, serviam com tempo integral. Como no tempo de Pedro, Atos 3.
     Mais tarde, os métodos e práticas bíblicos (jejum, oração, direção divina, busca incessante a Deus, postura pessoal, testemunho santo, caráter ilibado, etc. etc.), foram sendo afetados por uma inversão de estratégias e de valores.
    Hoje os ministros são muitos. Muitíssimos. Verdadeiras multidões. Em alguns lugares aqui embaixo, isto causa euforia. Não sei lá por cima, onde a transparência é divinamente justa.
     No seio e no meio dessas multidões encontra-se alguns cuja especialidade é fazer conchavos políticos, administrar empresas, defender clientes nos Tribunais, coordenar planos de seguridade, montar loby no Parlamento, garantir lucros nas Bolsas de Valores (tarefa árdua, nestes dias de crise), gerir clínicas de psicologia e similares, produzir lojas de grife e outras tarefas mesquinhas aos olhos de Deus.
        Muitos deles fazem tudo e de tudo, menos pregar o Evangelho. Porque não dispõem de tempo, nem de inspiração, nem de graça, nem de chamada, nem de vocação.
Tristes tempos, estes.
     Onde estão os operadores de milagres? Os pregadores que levam multidões aos pés de Cristo (e não aos seus próprios)? Para onde foram os sucessores de Moody, de Finney, de Spurgeon e de Savonarola? Isto, para não falar nos de Pedro, João, Paulo e Apolo.
Nada de pessimismo. Trata-se, apenas, de uma reflexão. Enquanto ainda vale a pena ser feita.
    Centenas de "ministros" hoje já não consultam mais a Bíblia. Bastam-lhes a Constituição Brasileira (e outras), o Código Tributário, o Como Aplicar na Bolsa, o Manuel de um bom Síndico, o Código de Edificações do Municípios e os Regimentos Internos de centenas de...
      O brilho, a grandeza, a magnificência e o esplendor das sagradas
ordenações ao ministério personalizadas de antigamente, cederam lugar às "consagrações" massivas, intempestivas, irreverentes e desordenadas. Já vi 1.100 de uma vez só. Os últimos "consagrados" estavam ajoelhados na calçada do templo, com os olhos abertos vigilantes, para não serem atropelados pelos "motoqueiros".
        Que lembrança essa gente terá do maior dos seus dias? 
Para foi o espírito de solenidade, que habitava no Tabernáculo, no Templo de Salomão e na Igreja Primitiva? Alguém tem notícia de seu destino?
       Paulo sentiria nojo de algumas dessas "festas", pois já ordenara, pelo Espírito, que não fossem impostas as mãos sobre neófitos e outros.
     Não sei o que os parlamentos nacionais absorveram do Ministério do Evangelho em nossa Pátria. Mas vejo o que este copiou daqueles: a habilidade de fazer campanhas políticas para eleger seus dirigentes. Muito dinheiro, muitas barganhas, muitas promessas, muitas difamações, muitos discursos, muitos conchavos. 
Em consequência, nenhuma oração, nenhum jejum, nenhum amor e nenhum temor.
    Durante nove décadas a Igreja ignorou a necessidade de apóstolos para os seus quadros ministeriais. Agora amarga a sua ausência.
     Em lugar deles os líderes preferiram o pomposo ministério de presidente. Ele se parece mais com "aquilo que as gentes possuem", como no tempo de Saul. Foi apenas uma troca. Sim, trocaram Efésios 4 por Atos 29, Romanos 17 e Hebreus 14.
      Essa ausência de apóstolos e mestres na igreja contemporânea debilita cada vez mais essa que é a mais nobre de todas as instituições na Terra.
     Seria tão salutar poder se constatar que todos os santos ministros de Deus são crentes! Em alguns concílios da Igreja há os que procedem como se não fossem. Nos últimos tempos tenho encontrado dezenas que me dizem que por lá estiveram – e nunca mais voltarão.
    Seria tão precioso ver que os homens de Deus continuam a merecer o respeito e a admiração do povo, como no tempo do profeta Elias: "Vejo que este que passa por nós é um santo homem de Deus".
     Nunca é tarde demais para refletir. Quem não tem chamada nem vocação não deveria aceitar a ordenação ao Santo Ministério.
      Quem tem chamada e vocação não deveria sair dele, nem trocá-lo por nenhuma outra tribuna. 
     Nunca haverá na Terra um lugar mais sublime que o púlpito da Casa de Deus. Mesmo ser um rei ou imperador neste mundo ainda é bem menor que ser um profeta de Deus. Os reis herdam o trono de seus pais. O ministro de Deus recebe sua unção do trono do TODO-PODEROSO.

Cada um fique na vocação em que foi chamado.
Fonte: http://prgeziel.blogspot.com.br/search?updated-min=2008-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2009-01-01T00:00:00-08:00&max-results=41

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