sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Trinta e um motivos bíblicos para cristão tirar a TV de casa

       David Wilkerson, pastor dos EUA, afirmou que devemos aproveitar o máximo do tempo, e não desperdiçá-lo à frente da televisão. Ele é o criador da instituição “Desafio Jovem”, que trabalha na restauração de drogados e autor, entre outros, do livro “A Cruz e o Punhal”, best-seller que conta seu chamado para trabalhar com jovens delinqüentes em Nova York. Seu ministério teve repercussão mundial depois que se decidiu a utilizar em oração as duas horas que gastava diariamente vendo TV, nos EUA. Wilkerson relaciona trinta e um motivos bíblicos para cristão tirar a TV de casa:  

1. Temos um mandamento direto para não trazê-lo para os nossos lares.
"Não meterás, pois, cousa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás pois é amaldiçoada" (Deut. 7:26).
2. Coloca os espectadores na roda dos escarnecedores.
"Bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido" (Salmo 1:1-3).
3. Os vitoriosos não devem colocar nada que seja mau diante dos seus olhos.
"Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos: aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará" (Salmo 101:2-3).
4. Quando ativado por Satanás representa comunhão com as obras das trevas.
"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?" (2 Cor. 6:14).
5. Polui o fluir puro dos bons pensamentos.
"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fil. 4:8).
6. Toca a coisa impura a respeito da qual Paulo advertiu.
"Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei" (2 Cor. 6:16,17).
7. É impróprio para a noiva que se prepara para Cristo.
"Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo" (Apoc. 21:2).
"...e habilitar para o Senhor um povo preparado" (Lucas 1:17).
8. Não devemos desperdiçar o tempo, mas remi-lo.
"Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus" (Ef. 5:14-16).
9. Não devemos ser co-partícipes dos ídolos dos filhos da desobediência.
"Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, cousas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as cousas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz" (Ef. 5: 3-13).
10. Os espectadores se assentam no trono da violência, o que remove a aflição pelo pecado.
"Ai dos que andam à vontade em Sião...que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência; que dormis em camas de marfim... mas não vos afligis com a ruína de José" (Amós 6: 1,3,4,6).
11. Ele com certeza não renova a mente.
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rom. 12:1,2).
12. Ele representa o fermento do mundo e deveria ser lançado fora do lar.
"Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento.Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (I Cor. 5:6-7).
13. Devemos mortificar tudo que seja imundo e idólatra.
"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas cousas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]." (Col. 3: 1-3, 5,6).
14. É uma linguagem obscena da qual devemos nos despojar segundo o mandamento.
"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar" (Col. 3:8).
15. Não é um viver inculpável e santo, digno de Deus.
"Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros que credes. E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória" (I Tess. 2:10-12).
16. Os espectadores não estão possuindo o próprio corpo em santificação e honra.
"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação" (I Tess. 4:3,4,7).
17. É uma fonte poluidora da qual procedem a maldição e a amargura.
"De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce" (Tiago 3: 10-12).
18. Ele remove a vergonha causada pelo pecado.
"Serão envergonhados, porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha; nem sabem que cousa é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o Senhor" (Jeremias 8:12).
19. Cristo nos chama a ungir os nossos olhos, não a envenená-los.
"E colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas" (Apoc. 3:18).
20. Devemos purificar-nos de toda impureza da carne, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Cor. 7:1).
21.O ministério para Cristo requer que renunciemos às coisas desonestas ocultas.
"Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as cousas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade" (2 Cor. 4:1,2).
22. É um ídolo que causa confusão e deveria ser odiado.
"E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar" (Marcos 9:42).
23. Ofende as crianças, levando-as ao tropeço.
"E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar" (Marcos 9:42).
24. A visão conduz à prevalência da soberba.
"A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa. Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!" (Salmo 19:7-14).
25. Já é tarde. Cristo volta em breve. Devemos rejeitar todas as obras das trevas.
"Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, nem em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências" (Rom. 13:12-14).
"E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro" (I Jo. 3:3).
26. Deus ordena que o povo santo destrua e rejeite todos os ídolos.
"Porém assim lhes fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura. Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra" (Deut. 7:5-6).
27. É amizade com o mundo, produzindo inimizade para com Deus.
"Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:3-4).
28. A face do Senhor está contra os praticantes do mal, e os espectadores não estão apartando-se do mal, como foi ordenado.
"Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males" (I Pe. 3:10-13).
29. Se você acha que se trata apenas de uma mácula em sua roupa, ainda assim está errado.
"Por esta razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis" (2 Pe. 3:14).
"Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelos erros desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza" (1 Pe. 3:17).
30. A televisão abrange as três tentações que Satanás introduziu no Éden.
"Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (I Jo. 2:15-17).
31. Os vitoriosos que vêem o Senhor na Sua glória não necessitam disto.
"Que mais tenho eu com os ídolos? eu o tenho ouvido, e isso considerarei" (Oséias 14:8).
Pastor David Wilkerson

CONCLUSÃO - Aconselhamento para quem ainda tem juízo.
Estes são os conselhos deste ministro de Deus e que por concordar plenamente como ele, resolvi postar este artigo neste site. A televisão (não me refiro a tecnologia) expõe a tendência destes últimos dias, a de que o homem afastado de Deus se torne cada vez mais sujo, mas ao crente, cabe a  cada dia, buscar viver em santidade de forma progressiva. Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. Apocalipse 22:11

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cristãos sem igreja! Será possível entender isso?

Apesar de tantas perseguições, divisões e muitas heresias destruidoras e do grande progresso tecnológico e científico, a igreja de Cristo continua viva e forte no mundo de hoje. A verdade é que milhões de pessoas estão se convertendo a Cristo anualmente em todo o mundo, especialmente no Brasil. Apesar disso, as lutas externas e internas da igreja são inúmeras. Dentre os diversos problemas que afligem a igreja de hoje destaca-se a onda do “cristianismo sem igreja”.


Na realidade, algumas das tendências contemporâneas da sociedade atual têm contribuído para a elaboração de um “cristianismo diferente”, isto é, um cristianismo de massa, despersonalizado e individualista. Essa nova tendência tem contribuído para produzir um cristianismo sem igreja. Vamos analisar algumas das características desse desequilíbrio:

1) Rejeição da cruz. Há uma certa tendência de estabelecer a oposição entre a pessoa de Deus e o sofrimento. Todo sofrimento e sacrifício pessoal é rejeitado por muita gente que se diz cristã. Em grande parte do mundo evangélico existe uma “busca frenética de felicidade imediata”. Como dizem alguns: “Quem tem Jesus não sofre mais”. Por essa razão, muitos fogem da igreja, pois querem evitar sofrimento. O desafio da comunhão com o próximo implica em sofrimento!

2) Espiritualidade individualista. Grande parte da espiritualidade de hoje é voltada principalmente para as experiências individuais e emocionais. Para muitos a intensidade da experiência espiritual individual prova que a ação de Deus foi mais poderosa. Perdoar o outro, aumentar o salário da empregada, ser um cidadão politicamente responsável não são vistos como marcas espiritualidade; por outro lado, sentir arrepios na coluna, paz no coração, gritar no louvor, desmaiar de tanto poder, etc., são sinais de grande espiritualidade. Essa visão narcisista vê o irmão em Cristo como alguém que pode “atrapalhar” a “espiritualidade profunda”, pois Deus só é encontrado na individualidade e na experiência sensorial intensa.

3) Rejeição de autoridade. Há gente que não quer fazer parte da igreja, por não aceitar submeter-se a nenhuma autoridade. Muitas são as pessoas que não querem prestar contas da vida a ninguém. Só procuram alguém que aceite sua maneira de pensar. São pessoas muito críticas, que só não criticam a si mesmas. Sentem-se donas da verdade, sendo escravos de seus próprios interesses pessoais.

4) Consumismo da Fé. Muitos hoje vêem a igreja, e o próprio evangelho, como uma mercadoria a ser consumida. Não têm compromisso e procuram igrejas como um cliente. Em alguns casos, há aqueles que costumam freqüentar diversas igrejas. Numa “consomem” a boa mensagem do culto. Noutra “compram” o louvor mais “animado”, e ainda numa terceira “desfrutam” da escola bíblica para adquirir mais informações. Tais pessoas não se vêem como servos que devem doar-se para o Reino. Querem apenas ser agradadas. Não enxergam o conceito de corpo, de coletividade; não podem ver que a obra de Deus é sustentada pelo esforço de todos.

O Novo Testamento é claro quando afirma a necessidade da igreja local, expressão concreta da igreja universal. A epístola aos Efésios e as pastorais são textos que falam com profundidade da igreja e devem ser estudadas com muita atenção. Os escritos neotestamentários enfatizam a igreja enquanto reunião dos salvos em Cristo. Juntos adoram a Deus, estudam sua Palavra, edificam-se, proclamam a salvação, desenvolvem seus dons e manifestam o amor ao próximo.

Do ponto de vista de Deus, o cristão sem igreja é um herege. A oração cristã por excelência é o “Pai Nosso” e não o “Pai Meu”. O próprio Jesus enfatizou a importância do grupo (Mt 18.19-20) quando afirmou que está presente entre “dois ou três reunidos em seu nome”. Como é possível perdoar o outro se me isolo? Como posso desenvolver o meu dom espiritual sozinho? Como fazer missões sem a comunidade da fé? Como crescer espiritualmente sem fazer parte de uma igreja? Cristão sem igreja é um absurdo! A verdade é que por trás de uma crítica feroz contra a Igreja escondem-se a avareza, a arrogância, o ódio, a insubmissão, a falta de perdão, o comodismo, a frieza espiritual ou algum pecado oculto.

“… Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.” Hebreus 10:25 (NVI).

Autor – Pr. Luiz Sayão
Fonte: www.cacp.org.br

Desigrejado É Veneno Na Panela


           Desigrejados, mais uma heresia que esta criando força e se tornando verdade para os que estão fora da verdade. Os defensores desta teologia furada estão semeando muitos enganos a muitos inocentes com este maléfico discurso.  É o verdadeiro veneno na panela.  Quem é de Cristo, não aceita movimentos heréticos como este a menos que esteja cegado pelas concupiscências da carne que esfria o coração e cega a mente. Imagine se todos resolvessem dizer que é de Cristo sem se reunirem em comunhão para adorá-lo! Quanto prejuízo isto traria, principalmente aos inocentes que não conhecem o evangelho de Cristo! Imagine tantas crianças e também os novos convertidos sem uma igreja onde possam ser ensinados, discipulados ou se reunirem em segurança! O livro de Atos nos mostram os cristãos se reunindo no templo inicialmente para adorarem o Senhor e estes contaminados pelo orgulho vem dizer que não há orientação para nos reunirmos em templos! A igreja se fortaleceu nestes dois mil anos, porque os templos proporcionaram comodidade, segurança, comunhão e facilidade para o ensino onde milhares se fortaleceram na fé. A igreja tem sido bombardeada por pessoas a serviço do inimigo, é um tal de se falar mal da igreja e apontar seus problemas. É bom saber que quem difama a igreja é aliado do diabo e é isto que eu creio. A igreja meu dileto leitor é como diz as Escrituras, a coluna e firmeza da verdade, reunião dos santos. É verdade que ela tem problemas e é por isto que Cristo veio salvá-la. Uma coisa é certa, não podemos confundir com igreja, movimentos intitulados como cristãos, mas que estão fora das doutrinas da bíblia, mas misturar tudo como se tudo esteja contaminado e perdido, é pisar a obra de Cristo e negar a ação do Espírito Santo. Eu acredito, que só está descontente com a igreja, quem é joio e ja perdeu o foco que é nosso Salvador Jesus Cristo nossa direção e nossa luz. Não senhores, a igreja é santa, linda, maravilhosa. O diabo com seus seguidores esparramados pelo mundo inteiro, quer pintá-la negativamente, difamá-la, menosprezá-la, mas as portas do inferno não prevalecerão contra a verdadeira igreja. Quem faz parte dela é santo, quem não faz parte e a difama é joio. A igreja é tachada de um sistema humano para alguns, acho que eles queriam que ela fosse um sistema animal como do macaco por exemplo. Quem sabe são adeptos da teologia evolutiva do macaco! Neste caso vão se queixar mesmo, porque o evangelho é para seres humano. A você meu irmão que acessa a internet, não entra na onda deste pessoal revoltado não, porque eles não servem a Cristo. Meditemos no que A Palavra de Deus diz: Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. 1 João 4:19-21. Como pode alguém dizer que é cristão se arrogantemente despreza a comunhão com os que professam a Cristo? Estes fazem oposição a Cristo e continuam fazendo também a igreja. Como eu já disse, É verdade que a igreja tem problemas, e é por isto, que ela precisa de um salvador, e graças a Deus ele é a nossa luz. Quem o segue não andará em trevas, não vai ficar olhando para problemas e diferenças. A igreja é maravilhosa e quem não tem comunhão com ela é joio e joio só serve para ser queimado. O desigrejado sempre se faz de santinho ou de vítima, e fica acusando a igreja constituída e aqueles que são vocacionados por Deus para cuidar dela. Agora, não podemos confundir igreja com estes movimentos espúrios que devido a liberdade religiosa que temos, estão por aí fermentando e denegrindo a obra de Cristo. Se você meu amado leitor observar o perfil de muitos destes chamados desigrejados, você perceberá que eles apresentam um perfil áspero, rebelde, inaconselhável. Você nota claramente na essência deles um sintoma terrível de rebelião, arrogância e orgulho. Observe bem e você verá se o que eu estou dizendo não é verdade. Mas um dia se não se arrependerem, eles vão acertar as contas com aquele que é o dono da igreja o Senhor Jesus Cristo. Resisti bastante a mim mesmo para não escrever este artigo, mas sei que muitos inocentes que precisam de salvação estão sendo contaminados por este fermento e assim sendo, não posso me omitir. Não pretendo ofender os desigrejados com este artigo, eu desejo a eles a graça e as bençãos de Deus, mas é bom que repensem sobre o assunto e sem fazer uso de ameaças, eu creio que Cristo julgará àqueles que se colocarem como tropeço a sua obra na salvação dos que necessitam dela. Se você meu dileto amigo não está em igreja nenhuma, isto já é grave, mas combater contra os que estão congregando, é mais grave ainda. Pensemos nisto. Sem mais Pb Adalberto Pimentel da Silva

sábado, 25 de janeiro de 2014

CUIDADO: PROFETAS PEÇONHENTOS

      A igreja emergente tem fechado os olhos para o pecado. A nova geração de “filhos de Deus” tornou-se mais relaxada do que os ímpios. O Evangelho na boca de muitos líderes ficou tão devasso que eles já não têm coragem de condenar o divórcio, o aborto, o casamento gay, a fornicação, o ficar, as vestimentas indecorosas. O que fazem é encher as mentes dos incautos com todo tipo de embaraço travestido de pregação bíblica.

      Profetas peçonhentos estão crescendo assustadoramente. O Espírito Santo está sendo blasfemado na história da igreja como jamais visto. Os peçonhentos profetas fazem da igreja um jardim zoológico onde o louvor a Deus é feito com berros, grunhidos, rugidos, latidos e transe hipnótico. Tudo regido ao som da música rock, funk, samba, forró e axé. No culto, Satanás é a figura central. A manipulação prevalece: “Repita comigo: satanás você é um derrotado”, “Repita comigo: demônios, Jesus é maior”. É de se admirar declarações deste naipe no culto. É obra do diabo colocar Jesus em outro lugar que não seja o primeiro. No intuito de anestesiar os ouvintes, os peçonhentos fazem “revelações bombásticas”, jogam o paletó sobre as pessoas, unge-as com “óleo consagrado” e sopram sobre elas provocando um frenesi coletivo. Na verdade, trata-se de outro Evangelho, de outro poder que não é o do alto é o poder de baixo.

    O Evangelho pregado pelos profetas malévolos é triunfalista. Pregam curas, sinais e maravilha$. Ludibriam os ouvintes prometendo riquezas e sucesso. Basta os crentes sonhar os sonhos de Deus que andarão nas nuvens, sem aflições e sem dor. Seus sermões sempre são baseados em textos do Antigo Testamento porque no Novo Testamento não encontram apoio para as suas enganações e quinquilharias. Quase nunca esses enganadores falam de julgamento final, inferno, condenação eterna. Chamam o pecado de erro o qual é cometido por causa de algum problema psicológico. Esses peçonhentos se esqueceram que o Evangelho não é um chamado à felicidade nem à prosperidade. É um chamado para andar com Deus, tomando a cruz e renunciando o pecado.


Os peçonhentos profetas se aprazem em ver a igreja lotada de analfabetos bíblicos que não analisam e nem questionam o que eles pregam. A fim de não perder o salário gordo que recebem e manter suas mansões e jatinhos, esses falsários agradam a platéia com mensagens adocicadas. Ora, sermões que agradam os pecadores jamais os salvam e os santificam.


A igreja dos venenosos profetas é constituída como capitanias hereditárias. A igreja é da família, é uma herança financeira para os filhos. Sem bases neotestamentárias o malevolente profeta se declara apóstolo e à sua esposa ele impõe o título de bispa. Na verdade, esses réprobos estão intoxicados de vontades pessoais e só vêem a si mesmos. Para eles o ministério só quer dizer comida na mesa. Querem segurança somente para si e para os seus e estão mais interessados no que entra na mesa do que entra no coração das pessoas. São condescendentes com o indecoro, pois permitem a moçada desfilarem na igreja com suas mini-saias, costas nuas, blusas de mangas cavadas, shorts, calças expondo o “umbiguinho evangélico” e pinturas jezabelescas. Na doutrina que expõem não há repreensão nem correção, pois estão consumidos pelas coisas que lhes trazem conforto. São cheios de si e Cristo ocupa a periferia de suas vidas, se é que ocupa.


Estamos vivendo a proximidade dos tempos finais. Movimentos heréticos surgem diariamente. Portanto, é urgente que as palavras e os ensinos de Jesus estejam ativos em nossos corações. Ao servo Timóteo, a quem admoesta a defender a pureza do Evangelho, Paulo diz “Mas, o espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm 4:1). E acrescenta: “Destes afasta-te” (II Tm 3:5). Fujamos das novidades e “grifes evangélica” de cada dia, fujamos das obras dos peçonhentos que “redescobrem” diariamente o Evangelho que nunca se viu em dois mil anos de cristianismo. Fiquemos, pois, na posição da Palavra de Deus contra todas as idéias dos que jazem em trevas! Meditemos no que Spurgeon disse de Bunyan: “Fure-o em qualquer parte; e você verá que seu sangue é bíblico, a própria essência da Bíblia flui dele, pois sua alma está cheia da Palavra de Deus”


Ir. Marcos Pinheiro
Fonte: http://voltemosraizes.blogspot.com.br/

TELEVISÃO: A ESCOLA DO MAL

      Antigamente os crentes agiam como o salmista: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”, hoje, o televisor é comum na grande maioria dos lares cristãos. A televisão é o elemento influenciador dos conceitos e vontades humanas, que procura estabelecer as regras de comportamento, pensamento e de consumo das pessoas, bem como os valores éticos e morais da sociedade. A TV é a escola do mal, pois modifica a visão das coisas. Aquilo que é certo, como o amor conjugal verdadeiro e a pureza, são vistos como algo ultrapassado. O materialismo é apresentado como algo muito nobre e elevado, a condição imposta é “Ter para ser”. Na programação é comum cenas de insinuação sexual, ensinando a fornicação e estimulando a luxúria. Nos chamados “programas para crianças”, se demonstram quase todas as maneiras imagináveis de matar. Artistas famosos, sem recato, falam de suas prostituições. A promiscuidade se tornou uma idéia fixa das emissoras. Enfim, a televisão é trivial e não inspira grandes pensamentos ou fortes sentimentos com vislumbres de grandes verdades.
Segundo levantamento da ONU, 95% das crianças do mundo têm acesso à TV, e elas passam pelo menos 50% mais tempo ligadas ao aparelho do que em qualquer outra atividade não-escolar. A televisão é a escola do mal, pois pesquisas mostram que no Brasil, uma criança ao completar 14 anos de idade já terá assistido 11.000 crimes na TV. Em 200 horas de programação, são vistas 30 mortes cruéis; 1.018 lutas monstruosas e animalescas; 3.592 acidentes; 32 roubos; 616 cenas de uso criminoso de armas; 410 trapaças; 86 chantagens, 57 seqüestros e 321 aparições de monstros pavorosos e infernais. Os pesquisadores Robert Kubey e Mihaly Csikszentmihalyi, respectivamente, diretor do Centro de Estudos de Mídia da Universidade Estadual de New Jersey e professor de Psicologia da Universidade de Claremont após um amplo estudo realizado concluíram: “A televisão rouba a energia de seus telespectadores, deixando-os depauperados, com mais dificuldade de se concentrar”. Ou seja, as faculdades cognitivas são prejudicadas. E mais: a TV semelhantemente ao cigarro, ao álcool, a cocaína e ao craque, causa dependência. A televisão com suas cenas, não somente mostram a indecência, mas também a ensinam, além de toda sua conversação corrupta, entorpece os sentidos do crente, até que, por fim, torna sua sensibilidade espiritual fria e endurecida. Alguns dizem: “A televisão tem coisas boas, por exemplo, os filmes religiosos”. Vale dizer que os filmes de caráter religioso é uma das piores formas de ficção, pois invariavelmente torcem a Palavra de Deus e acabam por apresentar uma mentira, trata-se, portanto, de algo enganoso. As coisas “boas” que há na televisão nada mais são do que os mesmos elementos do mundo que se encontra sob a influência de Satanás. Se supusermos que em Sodoma tivesse coisas “boas” e Ló as indicassem com certo orgulho cívico, deveríamos apreciar e acatar tais coisas? Claro que não, pois tudo que existia em Sodoma se encontrava sob a sentença de juízo, e só servia para enganar o povo. As coisas que são consideradas boas na televisão são a concupiscência da carne e a soberba da vida as quais estão colocadas lado a lado com a concupiscência dos olhos. Portanto, um aparelho de televisão é uma erva daninha das mais nocivas e venenosas. Alguns líderes dizem: “O importante é você controlar o botão da televisão e não ser controlado por ela”. Aqui cabe uma pergunta: Você se atreveria controlar um veneno mortal colocado na prateleira de sua cozinha junto com os alimentos? Lembre-se: É uma loucura criar serpentes venenosas para aprender a domá-las. Outros dizem “Coma a carne do peixe e jogue as espinhas fora”. A questão é que a carne é envenenada. A carne da TV não é segura, pois as espinhas estão entrelaçadas fortemente na carne. Ainda há aqueles que dizem: “A televisão é como as outras invenções, tais como o rádio e o automóvel, que inicialmente foram de difícil aceitação por parte dos crentes que, finalmente, acabaram por aceitá-las”. Esse raciocínio é ilógico, pois o mundo tem muitas invenções que o crente não deve usar; por exemplo, o teatro e as coreografias que já foram aceitos em muitos cultos (vê artigos no meu blog “Teatro na Igreja? Essa não!”, “Danças e Coreografias”). Teatro e coreografias devem faze parte da liturgia do culto? Claro que não, mas foram acatados. O fato de o tempo passar não altera o que não convém, ainda que cada vez mais crentes se rendam à sua tentação, e esqueçam o tipo de pessoas que deveriam ser. A sociedade nos receberá com aplausos se consumirmos o que todos consomem, se pensarmos o que todos pensam e agirmos como todos agem, porém encontramos: “Difamando-vos acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de devassidão” (I Pe 4:4). O crente precisa contemplar a pátria celestial e não se importar em ser diferente ou separado do mundo. Ninguém pode avaliar o poder que viria a uma igreja, se todos os seus membros jogassem seus aparelhos de TV no lixo e se dedicassem ao estudo das Escrituras. A regra de conduta do crente não é a televisão, mas a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo dá-nos uma sábia orientação quanto ao que devemos acolher em nossa mente e coração: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8). Em Deuteronômio 7: 26 encontramos a seguinte exortação: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é”. O contexto do versículo é uma admoestação aos israelitas. A “abominação” refere-se aos ídolos dos cananeus; qualquer coisa vinculada à idolatria tinha que ser destruída pelos israelitas, ou seja, os israelitas tinham que remover de suas casas tudo quanto era abominável. Isso tem implicações para hoje. Qualquer coisa que leva ao pecado e à imoralidade e que é contrária à natureza santa de Deus, deve ser banida de nossas casas, coração e mente. A televisão é um poço de iniqüidade, é a escola do mal. Portanto, é urgente você cancelar sua matrícula nessa escola! “Ai dos que ao mal chamam bem...” (Is 5:20)

Ir. Marcos Pinheiro

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EVANGELHO SUBORDINADO À CULTURA? ESSA NÃO!

A frase muito usada por aqueles que classificam a cultura de um povo como sendo moralmente neutra é: “Isso faz parte do contexto cultural, é uma questão de usos e costumes”. Nessa visão, passa-se a aceitar indiscriminadamente todos os aspectos daquela cultura, ou seja, tudo que aquele povo produz e faz é considerado cultura mesmo que contrarie a Palavra de Deus. A conseqüência é que o Evangelho passa a ser hóspede da cultura, passa a ser subordinado à cultura daquele povo. A igreja tem que ter discernimento moral para separar formas comportamentais que não condizem com a Palavra de Deus independentemente de serem classificadas como cultura ou não. Não se pode aceitar uma cultura sem antes analisar o que ela tem de antibíblico. A cultura de um povo não é neutra. Ela reflete o caráter moral e espiritual das pessoas que a compõem, portanto, traz valores e preceitos que não condizem com a Palavra de Deus e, que precisam ser transformados. Desse modo, nem tudo que provêm de um povo deve ser absorvido pela igreja do Senhor Jesus. Alguns afirmam que se numa cultura a poligamia é tida como prática normal, a igreja deve abandonar o padrão bíblico da monogamia e aceitar a poligamia; se noutras culturas o assassinato das primeiras crianças do sexo feminino, o adultério, o nudismo e a exploração da mulher são vistos como práticas normais, a igreja não deve encarar essas práticas como transgressão aos preceitos morais da Palavra de Deus.
É preciso entender que a Palavra de Deus é suprema e a moral é um princípio que transcende a cultura. A adaptabilidade da fé cristã à cultura é uma violação ao Evangelho, é um agravo à moral de Deus. As verdades imutáveis das Escrituras não podem ser subordinadas aos modismos mutáveis da cultura. Não se pode aceitar uma cultura às cegas, ou seja, sem ter a visão nítida do que essa cultura tem em contrário à Palavra de Deus. O resultado da adaptabilidade da fé cristã à cultura são as teologias locais. Há uma teologia escandinava, outra africana, outra indígena e assim por diante, como se os princípios descritivos de moralidade revelados por Deus na Sua Palavra fossem obsoletos. Os modernistas-liberais terão de dizer que o apóstolo Paulo era um legalista, pois suas observações fora politicamente incorretas e anicultural quando orientou o jovem pastor Tito quanto aos habitantes da ilha de Creta (Tito 1:10-13). Muitos, daquela cultura cretense, haviam trazido para dentro da igreja, comportamentos não condizentes com a Palavra de Deus, Paulo então orienta Tito dizendo-lhe que rejeitasse e repreendesse severamente aqueles que estavam na igreja e refletiam o comportamento cultural dos cretenses. Quando se aceitam os aspectos culturais como sendo moralmente neutros, então, há de se aceitar dentro das igrejas as danças sensuais, dentre elas, a dança do ventre, como uma expressão cultural ingênua e não como uma propagação da imoralidade. Um herético disse: “Um cordão para cobrir o corpo de uma mulher é uma questão cultural, dentro da visão indígena, nada tendo de imoral”. Aqui cabe a pergunta: Será que a cultura é algo tão supremo e destituído de valor moral? Claro que não, pois foi o próprio Deus que vestiu Adão e Eva caídos em pecado. Na lógica humana, o casal decidiu fazer cintas com folhas de figueiras para cobrir a sua nudez. Imediatamente Deus na Sua infinita misericórdia matou animais e proveu graciosamente túnicas de pele (Gn 3:21). O Senhor substituiu as cintas de Adão e Eva por túnicas para mostra-nos que a Sua vontade é que usemos vestimenta que cubram o corpo e não meramente um tipo de vestimenta mínima.
É preciso entender que o Evangelho do Senhor Jesus é juiz e redentor e nunca submisso aos desvios comportamentais. Quando a Bíblia diz em Gênesis que Deus criou o homem à nossa imagem e semelhança; a imagem de Deus no homem torna esse homem uma criatura moral. Assim, a cultura não é algo supremo destituído de valor moral. Algumas pessoas dizem: “Há cultura em que a exposição dos seios da mulher não é afrontosa, mas sim a exposição de seus joelhos, então nessa cultura as mulheres podem cultuar nosso Deus com seus seios expostos”. Ora, uma mulher dessa cultura convertida deverá cobrir os seios bem como os seus joelhos, pois as Escrituras nunca podem ser refém dos usos e costumes dos povos. Segundo o teólogo liberal Rudolf Bultman, deve-se contextualizar a mensagem bíblica pelos padrões da cultura. Isso é grave, pois equivale a tirar a Bíblia de seu contexto histórico-literal-sacro o que leva a adulteração da mensagem dando início a um processo de apostasia. Jesus não se preocupou em contextualizar sua mensagem pelos padrões culturais de sua época. Ele confrontou seus seguidores de modo direto. Por isso, muito dos seus seguidores o abandonaram e já não andavam com Ele. A mensagem de Jesus se desvinculava de preocupações sociológicas, antropológicas, psicológicas e políticas. Portanto, o Evangelho é confrontador, é ofensivo ao homem natural e, no momento que se tenta contextualizar o Evangelho pela cultura dos povos e pelos seus usos e costumes, altera-se a essência da mensagem. O pudor expresso na Bíblia é válido para qualquer cultura. Quando se aceita a cultura como referencial, rejeita-se o ensinamento bíblico.

Ir. Marcos Pinheiro

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ASSEMBLÉIAS DE DEUS: ACORDEM!

      O crescente número de mulheres que estão sendo ordenadas para o ministério é um claro sinal de que a apostasia final já começou. Por muitos anos, somente elementos marginais dentro do pentecostalismo permitiam que elas doutrinassem, porém aquilo que começou como uma gota está agora se transformando em uma enxurrada. A Assembléia de Deus do Distrito Federal na pessoa do Sr. Sóstenes Apolos, homem teologicamente desnutrido, aderiu a apostasia da ordenação de mulheres ao oficialato eclesiástico. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatães disfarçados de ministros do evangelho. Homens réprobos e saqueadores da sã doutrina. À semelhança de Israel, outros pastores da Assembléia de Deus engodados no “evangelho de goma de mascar”, estão causando o erro do povo “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah! povo meu os que te guiam te enganam, e destoem o caminho das tuas veredas” (Is 3:12. Esses réprobos assembleianos fazem o jogo das mulheres mandonas e pregam comichões nos seus ouvidos. Eles morrem de medo das Jezabéis da igreja, por isso eles perguntam a elas o que elas querem que a igreja faça, ou seja, o importante é administrar interesses. Esses corruptos de entendimento pregam sobre Elias, mas não fazem o que Elias fez, nem deixam Elias pregar em seus púlpitos.
      O espírito de Jezabel é aquele espírito Satânico que faz com que uma mulher domine sobre o homem. Há um ódio infernal contra a autoridade masculina. Esse espírito começou a caminhar a passos largos na Assembléia de Deus iniciando pelo Distrito Federal. O espírito de Jezabel é anti-pai e anti-Deus, o Pai.
As motivações que levam a ordenação de mulheres a pastoras não são fruto da investigação bíblica, mas sim, o resultado da influência do movimento feminista. Em nenhuma parte do Antigo Testamento uma única ocorrência será encontrada em que uma mulher serviu como sacerdotisa. O sacerdócio e o serviço no Tabernáculo/Templo eram vedados às mulheres e essa proibição nunca foi questionada durante o Antigo Testamento. No Egito, Babilônia e outros povos pagãos havia sacerdotisas. Isso para os judeus, que muitas vezes se identificavam com práticas pagãs, não deveria ser escandaloso terem sacerdotisas em seus templos. Contudo, é inexistente qualquer referência à sacerdotisa no templo do povo de Deus o que nos leva a concluir que não era por causa da mentalidade da época que não havia sacerdotisas nos templos judaicos, mas sim, e unicamente por razões de ordem divina. No Novo Testamento, pastores e diáconos eram exclusivamente homens. Cada um foi chamado e indicado pelo Espírito Santo. As qualificações deles são encontradas em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1: 5-9. Portanto, mulheres pastoras é um oximoro espiritual e aqueles que estão sendo enganados por ele não são espiritualmente sábios. Vale salientar que a ordenação feminina ao pastorado é filha do triângulo amoroso entre Liberalismo Teológico, Feminismo e Filosofia unissex. O Liberalismo Teológico se esforça em adaptar a Bíblia aos movimentos culturais seculares e adota como hermenêutica a interpretação alegórica distorcendo textos literais das Escrituras como desculpa de contextualização cultural. O feminismo segue o mesmo modelo do Liberalismo Teológico, ou seja, faz uma releitura deturpada dos textos bíblicos que falam dos papéis das mulheres e dos homens a partir de uma perspectiva amoldada ao humanismo. A filosofia unissex procura deliberadamente acabar com as diferenças naturais entre sexos promovendo uma nova moralidade antibíblica, pois nada pode ser de si mesmo qualificado de errado.
Diante do exposto, como podem aqueles que defendem o ministério feminino explicar o fato de que, durante séculos da história da igreja, não há nenhuma evidência suficientemente considerável de mulheres sendo compelidas ao chamado pastoral? Se Deus designou mulheres para servir no sacerdócio, por que somente depois dos efeitos políticos do Movimento de Libertação da Mulher, houve de fato um ímpeto nessa direção? Será que Deus estava apenas esperando por essa mudança de posição da sociedade para desobstruir o caminho liberando o oficialato eclesiástico para as mulheres? Francamente é difícil compreender um crente piedoso e amante da sã doutrina se deixar levar por tamanha apostasia!
A obediência é o grande segredo de toda a devoção. A fonte de todo o mal desde o princípio tem sido a vontade independente. Onde quer que haja insubordinação haverá pecado e Deus é desonrado. Aceitar a consagração de mulheres ao pastorado é desacato, insolência e insubordinação à autoridade da Palavra de Deus. Pastores da Assembléia de Deus, amantes da Palavra, unam-se e levantem-se contra a apostasia da ordenação feminina. Rejeitem a doutrina dos Himeneus, dos Alexandres Latoeiros, dos Dimas, dos Filetos e dos Janes e Jambres. Rejeitem aqueles que confessam a Deus, mas negam-no com as suas obras sendo abomináveis e desobedientes. Rejeitem aqueles que deixando o caminho direito, erram seguindo o caminho de Balaão que amou o prêmio da injustiça. Rejeitem aqueles cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. Rejeitem aqueles que se apascentam a si mesmos sem temor sendo como árvores murchas, infrutíferas, desarraigadas. Rejeitem os fraudulentos que se transfiguram em apóstolos de Cristo. Rejeitem os pastores-cães cuja palavra corrói como gangrena. Pastores da Assembléia de Deus, amantes da Bíblia, retenham firme a fiel Palavra, que é conforme a doutrina, para que sejais poderosos, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes. Sugiro que leiam no meu blog meu artigo “Mulheres Pastoras: Espírito de Anarquia”.

Ir. Marcos Pinheiro

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O CRENTE E A TELEVISÃO

      A televisão brasileira é um lixo não cultural da pior espécie. Um lixo corrosivo sem possibilidade de reciclagem. A televisão se tornou um instrumento que é freqüentemente abusado para incentivar o adultério, a fornicação, o homossexualismo, o lesbianismo, a bebedice, a violência, o ódio, a cobiça e a insubordinação aos pais.
      Uma mensagem preocupante que a televisão vende progressivamente é a de que a violência é aceitável, trivial e normal. É parte da nossa cultura moderna. Pesquisas revelam que aqueles que assistem mais televisão tornam-se menos sensíveis ao mundo real, menos sensíveis à dor e ao sofrimento dos outros e mais predispostos a tolerar os níveis cada vez maiores de violência na nossa sociedade. Além disso, desenvolvem atitudes e valores favoráveis ao uso da agressão para resolver conflitos. A televisão também ensina algo ainda mais corruptível: A inteligência está fora de moda e que a força bruta é que está a dar. Há evidências científicas que a TV prejudica o desenvolvimento cognitivo das pessoas. Pediatras americanos recomendam que crianças com menos de 3 anos não deveriam assistir televisão. A pesquisadora Linda Pagani professora da Universidade de Montreal disse: “A fase pré-escolar é importantíssima para o desenvolvimento do cérebro e que o tempo em frente à TV é um desperdício e pode levar à aquisição de hábitos ruins; o impacto negativo de se assistir a televisão nesta idade permanece por toda a vida”. O cientista social Aric Sigman, que fez a revisão de 30 estudos científicos sobre a televisão, disse, que os programas mostrados nos aparelhos modernos têm uma velocidade de edição mais rápida, sons mais altos e cores mais intensas do que nos anos 60 e 70, e isso afeta dramaticamente as nossas mentes. O escritor Neil Postman, professor da Universidade de Nova Iorque argumenta que a televisão nos tem mutilado a capacidade de pensar e reduzido nossa aptidão para a verdadeira comunicação. Postman assegura que, ao invés de nos tornar a mais informada e erudita de todas as gerações da história, a televisão tem inundado nossas mentes com informações irrelevantes, sem significado. De fato a televisão mescla sutilmente a vida real com a ilusão. As pessoas ligam-na para se divertir, não para serem desafiadas a pensar. Se um programa exige que pensemos ou demanda muito de nossas faculdades intelectuais, ninguém o assiste. A televisão tem levado as pessoas a pensarem que sabem mais agora, quando na verdade estão perdendo a capacidade de pensar e aprender.
Os defensores da televisão dizem: “A televisão não cria nada e nem sugestiona nada, apenas retrata os fatos. Uma pessoa somente fará coisa desatinadas se tiver má índole”. Ora, a televisão é enfeitiçadora e memorável. Uma cena que dura apenas alguns segundos, transmitida numa pequena parte de um programa, pode ser recordada a longo prazo mais do que qualquer outra cena da história. Ademais, a televisão é formadora de conceitos, indutora de comportamentos, influenciadora de atitudes. Tem arrastado para dentro dos lares uma enxurrada de toda sorte de depravação através de novelas, filmes, reality shows, desenhos animados e programas de auditório. Nesse contexto, qual a atitude do crente com respeito à televisão? O verdadeiro discípulo de Cristo não achará as obras infrutíferas das trevas divertidas; antes, elas são repugnantes para ele. É verdade que em nossa sociedade é impossível evitar ouvir e ver uma amontoada porção de imundície moral. Mas, o verdadeiro seguidor de Jesus não convidará deliberadamente as abominações para sua sala de estar diariamente. Em Salmos 101: 3 encontramos a seguinte exortação: “Não porei coisa inútil diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará”. Aquilo que é inútil não tem valor para a nossa alma, para a nossa vida e, nem tem valor para a eternidade. O Salmo 26 :4 adverte: “Não me tenho assentado com homens vãos, e com dissimuladores não me associo”. A TV vomita imundície, sujeira, lixo, conselhos malignos vindo de homens vãos e dissimuladores. Em Provérbios 14:7 diz “Foge da presença do homem insensato”. Se você está vendo insensatos dizendo insensatez, fazendo tolices e vivendo a vida sem Deus na TV, a Bíblia diz abandona a presença deles. Portanto, aqueles que estão comprometidos com Deus aborrecerão essas iniqüidades se apartando delas. O crente verdadeiramente regenerado, que se tornou um com Cristo, e no qual o Espírito Santo habita, amará aquilo que Deus ama e aborrecerá aquilo que Ele aborrece, por isso, preservará sua vida e sua família, evitando colocar diante de seus olhos aquilo que entristece o Espírito Santo. Infelizmente, a televisão tem conseguido deixar o evangelismo moribundo, o lugar secreto da oração na UTI, a adoração em espírito e em verdade em estado de coma, o culto doméstico em falência, o amor ausente, a fé fria e os sermões mortos. É tempo de clamarmos a Deus por avivamento, é tempo de viver em Deus, viver para Ele, ser tragado por Ele, mergulhar no inesgotável oceano da comunhão com Ele e jogar a TV fora! Quando isso acontecer seremos uma coroa de glória na mão do Senhor e instrumento vivo de Deus na terra. Aqueles que gastam horas diante de uma televisão estão abrindo a sua vida e o seu lar para o poder das trevas. O Senhor quer devoção absoluta, obediência total e oração sem cessar. Se alguém entrar num restaurante e informar que há veneno nas comidas, você só tomará a decisão de parar de comer se você acreditar na informação. Mas, se você não deu crédito à informação você continuará comendo, não tomará nenhuma atitude e certamente morrerá. Lamentavelmente, a maioria das pessoas só começa a dar crédito de que a televisão é venenosa quando estão espiritualmente frias, em sequidão.

Ir. Marcos Pinheiro

Fonte: http://voltemosraizes.blogspot.com.br

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Um recado aos comerciantes da fé

      Sabem porque alguns (sem generalizar) cantores ou pregadores evangélicos cobram para pregar ou cantar? Porque tem quem paga e quem houve, sendo que estes últimos são cúmplices. Os comerciantes da fé não trabalham sozinhos, pois muitos pastores são culpados por apoiar esta rede de comércio anti-bíblico pra não dizer outra coisa. Dízimos  e ofertas é para realizar a obra de evangelização local e também as missões seja em qual lugar for e não para pagar o luxo de vocês. Na igreja existem cantores e cantoras que cantam maravilhosamente por amor ao Senhor e não por dinheiro e todos nós somos abençoados com seus cânticos, e graças a Deus não são idolatrados como vocês. Se depender de mim cantor e pregador comercializante da fé, você não receberá um centavo, porque eu não irei num culto onde vocês que cobram vão cantar ou pregar, a não ser que eu não saiba disto. Saibam também, que eu não compro nem cd de vocês porque não quero fazer parte desta infecção, que um dia Cristo vai extirpar da igreja. Quero deixar aqui minhas considerações aos cantores ou pregadores que cantam ou pregam por amor a Cristo, e não comercializam a fé do povo de Deus, é claro que temos o maior respeito por vocês porque sabemos que vocês não exploram a igreja, mas cantam para edificar o corpo de Cristo e esta crítica não é para vocês, mas para quem contrata, e para os vendilhões da fé os contratados.
Pb Adalberto Pimentel da Silva       

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ANOMALIAS DA IGREJA ATUAL

A igreja atual está sendo afligida por uma praga de novidades acompanhadas de práticas pagãs. Essa escalada de práticas pagãs tem levado a uma indiferença doutrinária por parte de muitos “pastores”. A “teologia” do cai-cai, o poder do sopro, a unção do riso, o sapateado profético, o poder da canela de fogo, a glória do rodopio à baiana, o reteté de Jeová, a graça do aviãozinho de Jesus, a unção da nobreza, a unção da galinha, a unção do sono, o óleo ungido, o vomito santo, o rastejar santo, o miado consagrado, o contorcionismo santo, o samba santo, o funk santo, o pagode santo são anomalias modernas nunca vistas na igreja primitiva e entre os apóstolos.  Enfim, são tantas novidades e tantos evangelhos que não sabemos onde vamos parar.

O louvor é agito só e o culto é programado para provocar sensações nas pessoas: pulos, assobios, gingos aeróbicos e trenzinhos. O mais grave é que alguns “pastores” para justificar as anomalias em suas igrejas chegam às raias do ridículo afirmando que o encontro face a face com Deus nos leva à liberdade. Ora, esquecem esses “pastores” que aqueles que têm um verdadeiro encontro face a face com Deus não agem animalescamente, mas racionalmente. Basta verificar o que aconteceu com Moisés quando passou tempo na presença de Deus no monte Sinai, o seu rosto resplandecia (Êxodo 34: 29). Portanto, pulos, gritos, assobios, sapateados, gargalhadas, grunhidos, enfim, manifestações além da racionalidade, nunca foram nem nunca serão reações daqueles que estão face a face com o Deus Altíssimo.

Na verdade, esses “pastores” perderam a visão correta da majestade de Deus. Perderam a visão correta de Sua grandeza, de Sua santidade inefável, da Sua justiça perfeita, do Seu poder irresistível e de Sua graça soberana. A conseqüência é a divinização do homem. É muito comum nas igrejas se ouvir dos pregadores chavões do tipo: “Tudo que você sonhar será seu, então, sonhe, sonhe, sonhe e produza a realidade”. Nesse contexto, perde-se a visão de que Deus reina, governa, comanda. Hoje, o homem decreta e Deus escuta e cumpre os decretos humanos. Com essa divinização do homem, o crente passou a ter uma lista de ordens chegando a exigir que Deus faça uma série de coisas. Deus foi transformado num fantoche do homem. O crente não se vê como servo-submisso, mas como mandão. Deus deve operar segundo os seus comandos. Não é à toa que muitos estão se auto-consagrando apóstolos, pai-apóstolo, patriarca, rei, vice-Deus e até semi-Deus.

Hoje, o que mais se prega é sobre como ter sucesso, como ser próspero, como compreender o seu potencial, como maximizar seu potencial, como elevar a sua auto-estima, como restituir o que o diabo lhe roubou, como viver acima da média, como construir seus sonhos, como usar as leis da mente, como receber a unção financeira. Na verdade, estamos precisando de pregação do tipo “Como se tornar um nada”, “Como esvaziar-se”. Somente assim passa-se a entender que Deus não é o nosso quebra-galho, mas Senhor de nossas vidas e não nosso serviçal.

Está na moda a chamada “oração de decreto”, ou seja, aquilo que o crente decretar acontece. O chavão é: “Diga a palavra e ganhe tudo”. Eles crêem na magia das palavras em detrimento do poder de Deus. Por isso, está cheio de crente decretando “O Brasil é de Jesus”, “O meu bairro é de Jesus”, “O senado federal é de Jesus” e por aí vai. Toda essa prática apóstata é oriunda da cabala. Cabala é o poder mágico das palavras para dominar os elementos do universo. Na realidade, a cabala é doutrina de demônios. Essa doutrina satânica é divulgada pelos pastores cafetões da prosperidade Myles Munroe, Mike Murdock, Morris Cerullo, Benny Hinn, César Castellanos, Jorge Linhares, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova, R. R. Soares, André Valadão, e as mulheres Joyce Meyer, Rebecca Brown, Neuza Itioka, Valnice Milhomens. “A oração de decreto” nunca aconteceu entre os apóstolos. Nunca ouvimos da boca dos crentes primitivos o chavão: “Está decretado em nome de Jesus”. Dentro da História da igreja não há sequer um momento desses decretos de oração. Será que os apóstolos erraram? Todos estavam enganados a respeito da fé genuína?

É urgente entender que podemos e devemos apresentar nossos pedidos diante do Senhor, mas nunca ordens nem decretos. Decretos pertencem somente ao Deus santíssimo. Aliás, seus decretos são imutáveis e suas ordens irrevogáveis. Portanto, decretos são exclusivos de Sua pessoa os quais fez desde a eternidade (Sl 33:11).

Precisamos ser servos que andem na contramão dessa bagunça maligna. Precisamos também, está preparado a permanecer isolados. Charles Spurgeon ficou sozinho quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. O pastor fundamentalista A. W, Tozer certa vez pontuou: “Por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte”. Que a potente mão do Senhor esteja conosco!!!

Ir. Marcos Pinheiro
Marcos Pinheiro, é servo de Deus, pregador do Evangelho, membro da Assembléia de Deus em Fortaleza. Casado com Geisa, pai de dois filhos Igor e Caio. Na vida secular é Engenheiro Eletricista graduado pela Universidade Federal do Ceará, Especialista em Sistemas de Distribuição de Energia e em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor titular da Universidade de Fortaleza. Autor dos seguintes livros: "Pastores Psicólogos? Essa não!" ; "Pastores Políticos? Essa não!" ; "Mulheres Pastoras? Essa Não!" A finalidade do blog é defender a sã doutrina. Versículo chave: "retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes"(Tito 1:9)

A IGREJA ANALGÉSICA

Todo aquele que segue a Cristo enfrentará sofrimentos. O sofrimento faz parte da vida cristã. Portanto, é condizente com as Escrituras. O salmista diz: “Muitas são as aflições do justo” (Sl 34:19). O autor de Hebreus enfatiza que “os santos suportaram grande combate de aflições” (Hb 10:32). Paulo diz a Timóteo: “Tu, porém, Timóteo, sê sóbrio, suporta os sofrimentos (2 Tm 4:5). Em I Tessalonicenses 3:3 Paulo contundentemente afirma: “Para que ninguém se inquiete com estas aflições porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto”. Em 2 Timóteo 2:3 o apóstolo Paulo reitera a Timóteo: “Sofre, pois, comigo as aflições como bom soldado de Jesus Cristo”. No instante de sua conversão, Paulo foi avisado dos sofrimentos que enfrentaria: “Mas, o Senhor lhe disse: eu mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:15).

Cristianismo sem dores, aflições e sofrimentos é antagônico ao conteúdo do Novo e Antigo Testamento. Os mártires dos três primeiros séculos da igreja passaram por todo tipo de dor. A história nos atesta que ao longo dos séculos, crentes fiéis passaram por piores sofrimentos. Jesus mesmo suportou angústias e sofrimentos. Foi rejeitado, zombado, redicularizado, insultado, vilipendiado, humilhado, açoitado, chamado de enganador, falso profeta e mentiroso. Foi traído, esmurrado, cuspido, chicoteado e pregado numa cruz.

Não existe um seguidor fiel a Jesus que não tenha passado por sofrimentos. O cristianismo não é popular, conveniente, simpático e, nunca será. Por isso, quem o abraça passará por aflições e dores. O verdadeiro cristianismo é tomar o instrumento de dor e morte - a cruz! Disse Jesus: “Quem quiser me seguir, negue-se a si mesmo tome a sua cruz e siga-me”. A cruz que era usada no Império Romano na época da morte de Jesus pesava cerca de 90 kg. Isso mostra o aspecto doloroso de nossa fé e não uma vida de mar de rosas, indolor como pregam os líderes hedonistas da igreja analgésica, da igreja sem dor.

A igreja moderna está cada vez mais despreparada para o sofrimento devido às pregações hedonistas dos “pastorões” da igreja analgésica. Esses falsários do Evangelho ensinam que a vida cristã é “ausência de dores e sofrimentos”. Numa visão anti-bíblica afirmam: “Se há sofrimentos, há ausência de fé”. “Pare de sofrer” é o slogan enganoso desses réprobos.

Os “pastorões” das igrejas analgésicas promovem a indústria do lazer gospel. Essa indústria usa o nome de Deus para promover entretenimento. Deus é um grande palhaço-bonachão cuja função é produzir diversão para o povo. Deus passou a ser o promotor de realizações de lazer: gincanas, teatros, filmes, shows, festival promessas. Enfim, Deus é promotor de pão e circo. Isso tem levado muitos crentes a perderem a visão bíblica de que sofremos para a glória de Deus e que o Senhor tem propósitos nos nossos sofrimentos.

Na verdade, os líderes das igrejas analgésicas não vivem nesta vida a partir da perspectiva da eternidade. São hedonistas, pois buscam o prazer como sentido último da vida. Amam as coisas efêmeras e são acentuadamente materialistas. A plataforma de suas igrejas com som estarrecedor, jogos de luzes, fumaça e dançarinas demonstram o grau hedonista dos cultos.  Para eles, falar de aflições e sofrimentos nos dias atuais está fora de moda e espanta freguês.

O verdadeiro Evangelho é o da cruz e a boa notícia é que na hora das aflições Jesus se faz presente. Fez-se presente no momento de dor na vida de Paulo, Estevão, Jó, Daniel, Sedraque, Mesaque e Abdenego e tantos santos que foram fiéis a Deus.

Ir. Marcos Pinheiro
Marcos Pinheiro, é servo de Deus, pregador do Evangelho, membro da Assembléia de Deus em Fortaleza. Casado com Geisa, pai de dois filhos Igor e Caio. Na vida secular é Engenheiro Eletricista graduado pela Universidade Federal do Ceará, Especialista em Sistemas de Distribuição de Energia e em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor titular da Universidade de Fortaleza. Autor dos seguintes livros: "Pastores Psicólogos? Essa não!" ; "Pastores Políticos? Essa não!" ; "Mulheres Pastoras? Essa Não!" A finalidade do blog é defender a sã doutrina. Versículo chave: "retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes"(Tito 1:9)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lição 9: As Bodas do Cordeiro - Data: 30 de Agosto de 1998

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 1998

Título: Escatologia — O estudo das últimas coisas
Comentarista: Elienai Cabral

Lição 9: As Bodas do Cordeiro - Data: 30 de Agosto de 1998

TEXTO ÁUREO
“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7).

VERDADE PRÁTICA
A Igreja, glorificada e coroada no céu, será definitivamente desposada pelo glorioso esposo, Jesus, o Cordeiro.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 14.1-3
O lar preparado pelo Esposo
Terça - Hb 11.10; 12.22
Esse lar é a gloriosa Jerusalém
Quarta - Mt 10.32; Lc 12.8; Ap 3.5; Cl 1.22; 1 Ts 3.13; Ef 5.27; Jd v.24
O Cordeiro apresentará ao Pai a sua esposa
Quinta - Gn 24.51,58; 1 Co 11.2
A tipologia do encontro entre Cristo e a Igreja
Sexta - 2 Co 11.2,3; Mt 6.24; Ap 2.10; Mt 24.13
As características da noiva de Cristo hoje
Sábado - Lc 12.35,37; 22.30; 13.28,29; Mt 26.29; Mc 14.25
A grande ceia nos céus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 25.1-12.
1 - Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
2 - E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
3 - As loucas, tomando as suas lâmpadas não levaram azeite consigo.
4 - Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
5 - E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.
6 - Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!
7 - Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.
8 - E as loucas disseram às prudentes: dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
9 - Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.
10 - E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
11 - E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos a porta!
12 - E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.

PONTO DE CONTATO
Usando um princípio pedagógico, que recomenda “partir do conhecido para o desconhecido”, Jesus utiliza a analogia do casamento para apresentar o ensino sobre a iminente vinda de Cristo a fim de buscar a Sua Igreja. Não podemos esquecer que o casamento do Oriente nos tempos bíblicos acontecia sob padrões e costumes culturais bastante diferentes dos que conhecemos na atualidade.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Descrever as características das bodas do Cordeiro.
  • Dissertar sobre os ingredientes indispensáveis para entrar nas bodas do Cordeiro.
  • Reconhecer a necessidade de estar preparado para a iminente vinda de Cristo.

SÍNTESE TEXTUAL
A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele. Com base nesta verdade estudaremos nesta lição a figura máxima da relação entre Cristo e sua Igreja. Veremos como eram as bodas no Oriente as condições espirituais da esposa, o tempo de realização das bodas, as suas características e o que representa para entendermos as bodas da Igreja de Cristo.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Da mesma forma que Jesus usou um exemplo da vivência do povo para conduzi-lo ao conhecimento de verdades e acontecimentos espirituais futuros, você, professor, também poderá se valer do mesmo princípio com a classe. Analise a diferença entre o casamento ocidental, hoje, e o casamento oriental dos tempos da Bíblia. Se possível, escreva num quadro-de-giz ou numa folha de papel grande as diferenças citadas pela classe. Este esclarecimento inicial se faz necessário para conduzir a classe aos tempos antigos, pois o casamento moderno não serve para fazer a analogia necessária com as bodas do Cordeiro. Ouça a classe com atenção e gaste alguns minutos com o debate, pois a compreensão desta lição poderá depender disso.

COMENTÁRIO
Introdução
A ceia das bodas do Cordeiro é a expressão máxima da relação entre Cristo e Sua Igreja. E a figura do casamento, do esposo e a esposa, que aparece na Bíblia em várias passagens (Jo 3.29; 2 Co 11.2; Ef 5.25-33; Ap 19.7,8; 21.1 — 22.7). O texto de Mateus 25 apresenta uma parábola de Jesus que retrata a história de um casamento, e que oferece dupla interpretação: uma sobre Israel e outra a respeito da Igreja.

I. ANALOGIA CORRETA DA PARÁBOLA
1. Fundo histórico. Jesus ilustrou Seu ensino utilizando-se do costume oriental para o casamento. Depois de feitas as cerimônias religiosas, começava-se a celebração festiva do casamento. A festa podia prolongar-se por vários dias, dependendo das possibilidades do pai da noiva. Nos festejos noturnos, os convidados deviam sempre ter lâmpadas acesas. No caso da história de Jesus, o noivo atrasou. Os convidados deveriam estar devidamente preparados com azeite em suas vasilhas e nas lâmpadas. Qualquer convidado sem lâmpada era considerado um estranho e não podia entrar na festa.
2. Correntes de interpretação. A primeira interpretação diz que as virgens representam o remanescente judeu (144 mil) salvo no período da Grande Tribulação. A segunda distingue os dois grupos como uma representação dos crentes salvos e dos crentes apenas nominais no seio da Igreja, quando da vinda de Cristo. A terceira interpreta as dez virgens como um todo e, também, cada crente individualmente.
3. Quem são as dez virgens? (Mt 25.1). Não são dez pretendentes do esposo. Nem são dez igrejas cristãs que competem pelo mesmo esposo. São, na verdade, os crentes individualmente que compõem o corpo da Igreja (a esposa do Cordeiro). O número dez não tem um significado dogmático ou doutrinário e, sim, um sentido de inteireza. Representa a noiva na sua inteireza. Jesus via a Igreja como um todo, o corpo invisível em toda a Terra (1 Co 12.12,14,27). Ele via, também, a igreja local e visível, isto é, os membros em particular.
4. Por que as palavras “esposo” e “esposa”? No Oriente, o noivado é tão sério quanto o casamento. Na história bíblica a mulher comprometida em noivado era chamada esposa e, apesar de não estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obrigada à mesma fidelidade como se estivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.18,19). A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele (Ap 19.7; 21.9; 22.17).

II. AS CONDIÇÕES ESPIRITUAIS DA ESPOSA. (Mt 25.2-5)
1. Duas classes de crentes: os insensatos e os cautelosos. Essas duas classes são uma realidade espiritual na Igreja de Cristo. São identificadas por Jesus como loucas e prudentes. As loucas representam os cristãos insensatos e alienados espiritualmente. São aqueles cristãos que não agem racionalmente na sua vida de fé, por isso, não sabem o que estão fazendo.
As prudentes representam os cristãos cautelosos e previdentes, que mantêm uma vida de vigilância e espiritualidade.
2. Ingredientes indispensáveis para estar nas bodas. Aquelas virgens tinham vasilhas e lâmpadas (Mt 25.7-9). Mas precisavam, na verdade, ter o principal elemento: o azeite. As loucas não levaram azeite em suas vasilhas, mas as prudentes sim. Estavam devidamente preparadas. Aquelas virgens tinham que ter vestidos brancos de linho fino (Ap 19.8), lavados no precioso sangue do Cordeiro (Ap 7.14). Precisavam de calçados do Evangelho da Paz (Is 52.7; Ef 6.15). Tinham que ter com elas vasilhas para o azeite (Mt 25.4: Ef 5.18) e o próprio azeite (Mt 25.3,4), que é símbolo do Espírito Santo.

III. O TEMPO DAS BODAS (Mt 25.6)
1. O sentido do clamor da meia-noite. O texto diz: “Mas à meia-noite, ouviu-se um clamor” (Mt 25.6). Que representa a meia-noite? É o tempo do clímax da esperança da Igreja. É o fim e o princípio de um tempo (dia, dispensação, era). É a hora do silêncio total, quando todos dormem. Pode ser a consumação ou princípio de um novo dia ou tempo. Não é difícil de estabelecer o tempo desse evento. Ele acontecerá entre o arrebatamento da Igreja e a segunda fase da volta de Cristo à Terra. Ocorrerá, precisamente, logo após o julgamento das obras dos crentes no tribunal de Cristo, visto que em Ap 19.8, a esposa aparece vestida de linho fino que “são as justiças dos santos”.
2. O Dia de Cristo (Fp 1.10). Na linguagem escatológica a palavra “dia” é interpretada, literal ou figuradamente, dependendo do seu contexto. Dia pode, então, representar ano, ou seja, um dia igual a um ano, conforme se percebe na profecia de Daniel capítulo 9. Destacamos no contexto bíblico quatro dias (anos, tempos) históricos para a humanidade: o “dia do homem” (1 Co 4.3), que compreende o tempo da história da humanidade; o Dia de Cristo (Fp 1.10), que diz respeito, especialmente, ao tempo de sete anos, nos quais a Igreja estará no céu e, simultaneamente, ocorrerá na Terra a Grande Tribulação; o Dia do Senhor (1 Ts 5.2), a manifestação pessoal e visível de Cristo no final da Grande Tribulação, e durará mil anos (Milênio); e, finalmente, o Dia de Deus (2 Pe 3.12,13), que é o tempo do Juízo Final e da restauração de todas as coisas, o começo do Reino eterno.
Neste estudo, o Dia de Cristo abrange três fatos escatológicos especiais, os quais são: o encontro da Igreja com Cristo nas nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17); o tribunal de Cristo (2 Co 5.10; Fp 1.10; 2 Co 1.14; Ef 5.27); e, as bodas do Cordeiro (Ap 19.7).

IV. CARACTERÍSTICAS DAS BODAS
1. Lugar das bodas (Ap 19.1; 21.9). Pela ordem normal dos acontecimentos escatológicos, esse evento acontecerá no céu. Quando João declarou “ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão que dizia: Aleluia!”, ele identificou naturalmente o lugar. Alegria e triunfo pelas vitórias do Cordeiro são demonstradas e, a seguir, surge a noiva do Cordeiro já glorificada, coroada e preparada para o glorioso casamento. Entendemos, então, que o céu é o lugar mais adequado para esse acontecimento extraordinário.
2. Participantes das bodas. O casamento é de Cristo e a Igreja, mas os convidados são muitos. De acordo com Dn 12.1-3 e Is 26.19-21, o Israel salvo da Grande Tribulação e os santos do Antigo Testamento são os convidados especiais. Devemos ter cuidado na interpretação desse evento para não confundirmos nem misturarmos os fatos que envolvem as bodas no céu e as bodas na Terra. No céu, as bodas são da Igreja e o Cordeiro (Ap 19.7-9). Na Terra, as bodas envolvem Israel e o Cordeiro (Mt 22.1-14; Lc 14.16-24; Mt 25.1-13). A cena das bodas no céu difere das bodas na Terra. No céu, somente a Igreja e seus convidados participarão. Na Terra, Israel estará esperando que o esposo venha convidá-lo a conhecer a esposa (a Igreja), que estará reinando com Ele no período milenial.

CONCLUSÃO
No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, e as bodas do Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Cristo.

VOCABULÁRIO

Alienado: emprestado.
Gentílico: Próprio dos gentios. Que não é israelita.
Insensato: Falto de senso ou razão; demente, louco.
Linear: Que dá idéia de seguir uma linha reta, sem desvios, direto.
Previdente: Cauteloso, prevenido, precavido, prudente.
Racionalmente: Que usa da razão; que raciocina.

EXERCÍCIOS

1. Quais as duas classes de crentes?
R. Os insensatos e os prudentes.

2. Quais os ingredientes indispensáveis para estar nas bodas do Cordeiro?
R. O azeite e as vestes brancas.

3. O que representa a expressão “meia-noite” para a Igreja?
R. É o tempo do clímax da esperança da Igreja.

4. O que é o Dia de Cristo?
R. Diz respeito, especialmente, ao tempo de sete anos nos quais a Igreja estará no céu e, simultaneamente, ocorrerá na Terra a Grande Tribulação.

5. Quais são os participantes das bodas do Cordeiro?
R. O noivo, Cristo; a noiva, a Igreja e os convidados.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
 Subsídio Teológico
“Quando Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo) ‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participa das bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham comparecido diante do tribunal de Cristo (2 Co 5.10). Que tempo de alegria e deleite aquelas bodas serão!” (Teologia Sistemática, CPAD)

Subsídio Doutrinário
O comentário sobre o capítulo 19 de Apocalipse no livro Daniel e Apocalipse (CPAD) apresenta o seguinte cenário, mostrando a Igreja ao lado de Jesus, na Glória, antes dEle aparecer em glória e poder: “Versículos 1-9. Uma imensurável multidão regozija-se no Céu, juntamente com os vinte e quatro anciãos e os seres viventes. É um coral gigantesco. Eles intercalam quatro grandes aleluias no seu cântico (vv.1,3,4,6).
“‘bodas do Cordeiro’ (v.7). Esse glorioso evento tem lugar no Céu após o arrebatamento da Igreja. E o encontro, que durará para sempre, da Igreja com o seu Senhor, que a resgatou com o Seu precioso sangue e a conduziu a salvo ao lar celestial, apesar das tempestades da vida. E o encontro que não terá jamais separação.
“O ‘linho fino’ do vestido da Igreja (vv.7,8) são os ‘atos de justiça dos santos’, indicando, portanto, resultado de julgamento do tribunal de Cristo. Para que isso aconteça aqui, a Igreja terá subido antes.
“ ‘ceia das bodas do Cordeiro’ (v.9). Deve ser a participação da Igreja na destruição do poder gentílico mundial sob a Besta, a partir do instante em que Jesus tocar a Terra. As bodas do Cordeiro têm lugar no Céu, ao passo que ‘a ceia do grande Deus’ (v.17), tem lugar na Terra, sendo, pois, dois fatos totalmente distintos quanto à sua natureza”.

Subsídio Devocional
“A esperança da Igreja é o aparecimento do Noivo e estar com Ele para sempre. E no quadro da Igreja como a Noiva de Cristo que encontramos o conceito da firme esperança dos salvos (At 23.6; Rm 8.20-25; 1 Co 15.19).
“A Igreja Primitiva vivia em meio à expectação do retorno de seu amado Senhor. Esperança esta que só começou a diminuir no século III d. C. Apesar dos séculos de negligência em torno do assunto, o século XIX foi reavivado para se voltar a esta realidade da Palavra de Deus.
“Entre os evangélicos, hoje, há um consenso generalizado sobre o fato de que Jesus Cristo realmente está prestes a voltar. Até mesmo entre os teólogos modernos, aquela conversa sobre a morte de Deus já é coisa passada. Hoje, eles já se voltam à doutrina das últimas coisas. Entretanto, a despeito dos modismos teológicos, precisamos estabelecer nossas convicções sobre a verdade revelada na Palavra de Deus. Afinal, o próprio Jesus, durante o seu ministério terreno, já afirmara categoricamente: ‘Eu voltarei’.
“Por que esta doutrina é tão estratégica e importante? Por um grande motivo: é a chave para a história da humanidade. Estamos nos movendo inexoravelmente para a consumação de todas as coisas. A maioria das religiões e filosofias não-cristãs têm um ponto de vista cíclico da história. Os hindus, por exemplo, vêem-na como se fora uma roda da vida, girando sem parar, sem começo nem fim. Mas a visão bíblica da história é linear.

“Houve um começo, um evento central — a cruz. Quando Jesus bradou: ‘Está consumado!’ (Jo 19.30), assegurava-nos Ele, por intermédio de Sua paixão e morte, a nossa redenção. Mas ainda não possuímos a plenitude de nossa salvação e da herança que Cristo nos conquistou. Estas tornar-se-ão plenas quando Ele retomar para levar a sua Igreja (Rm 13.11; 8.23; Hb 9.28). Não obstante, já estamos usufruindo de muitas bênçãos provenientes da cruz.” (Doutrinas Bíblicas, CPAD).
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/1998/1998-03-09.htm