sexta-feira, 8 de novembro de 2013

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

Prof. Adaylton de Almeida Conceição

INTRODUÇÃO

A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo como lidar com o dinheiro. Jesus falou muito sobre esse assunto e a Bíblia refere -se muitas vezes às riquezas (Ec 10.19). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo do uso que dele fazemos. Como administra-mos o dinheiro afeta a nossa comunhão com o Senhor. O dinheiro é um rival de Cristo pelo senhorio da nossa vida (Lc 16.13,14), além de moldar o nosso caráter.

O livro de Provérbios apresenta vários conselhos a respeito do uso apropriado do dinheiro.

Tais orientações são bastante práticas, e úteis para os cristãos dos dias modernos.

DINHEIRO E TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

A “teologia da prosperidade” comumente difundida no meio evangélico representa um dos maiores desafios pastorais da atualidade. Numa tentativa de diálogo entre a fé cristã e o neoliberalismo presente no mundo capitalista, muitos teólogos e Pastores têm defendido alternativas que, em muitos aspectos, colocam de lado elementos centrais da fé cristã, para que o “crente-capitalista” possa encontrar no discurso religioso um amparo para seus desejos de acúmulo, consumo e poder.

O Cristão e seu Dinheiro

A Bolsa de Valores sobe! Juros caem! Inflação voltará? Crise econômica preocupa o governo! As manchetes nos jornais, revistas e programas de televisão não param de falar sobre dinheiro. No Brasil, como em muitos outros países, governos são eleitos e desfeitos por circunstâncias e políticas econômicas.

Mas, essa preocupação com dinheiro não é assunto exclusivo do governo. Muitas igrejas, também, se dedicam à busca do dinheiro. Algumas enfatizam a procura da prosperidade na vida dos adeptos, e muitas mostram uma preocupação muito grande em arrecadar dinheiro para a própria igreja. A maioria das pessoas vive numa constante agitação por causa de diversos problemas financeiros, contas já vencidas, desejos de receber aumentos salariais, dívidas assustadoras. O que Deus ensina para nos ajudar no meio de tanta preocupação sobre o dinheiro? Vamos examinar alguns princípios bíblicos que vão nos ajudar a fazermos a vontade de Deus na aquisição e uso do dinheiro. A Bíblia fala muito sobre esse assunto .

PRINCÍPIOS CRISTÃOS NO TRATO COM O DINHEIRO

Vivemos num mundo capitalista, onde as relações comerciais são necessárias e imprescindíveis para a sobrevivência de uma pessoa  e seus familiares. Por mais que a essência do evangelho seja mais profunda que as questões materiais, o cristão e a igreja se vêm obrigados a lidar com o dinheiro durante todo o tempo. Podemos dizer que o dinheiro é importante para a vida, talvez não em outra época, quando se realizavam trocas, mas hoje sim.

Veja, o dinheiro é uma parte necessária a vida e certamente não é intrinsecamente mau nem bom. Ele é uma das muitas “coisas” na vida de um cristão das quais o Senhor, na verdade, é o dono, mas permite que usemos como Seus mordomos. Quando utilizamos corret amente as “coisas” que Ele coloca ao nosso dispor, e mantemos uma atitude correta com relação a elas, Ele frequentemente as multiplica. Quando adotamos a atitude errada com relação às “coisas” é que entramos em problemas.

A BIBLIA NÃO ENSINA QUE HÁ VIRTUDE NA POBREZA, NEM PECADO NA RIQUEZA.

Toda a vida dos cristãos está sob o senhorio de Jesus Cristo. Isso inclui questões financeiras, tem implicações na atitude diante da riqueza e da pobreza. Não é surpresa, então, que os assuntos econômicos sejam importantes nos ensinamentos da Bíblia e na ética social da igreja cristã.

Encontramos na Bíblia uma ambivalência fundamental com relação ao dinheiro. Em alguns contextos, especialmente no Velho Testamento, ele é apresentado de forma bem positiva. O texto fala que Abraão “tinha enriquecido muito, t anto em gado como em prata e ouro” (Gênesis 13.2). Jó era muito rico e Salomão recebeu riqueza e honra sem igual entre os reis que viveram na mesma época que ele (1 Reis 3:13). Provérbios diz que “a bênção do Senhor traz riqueza” (Pv. 10:22); e apresenta uma ética de trabalho simples:  “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza” (Pv. 10:4).  Claro que o Velho Testamento apresenta advertências quanto à riqueza. Nunca podemos perder a sua fonte:  “Lembrem-se do Senhor, o seu Deus, pois é Ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza”  (Deuteronômio 8.18). Jamais devemos colocar na riqueza nossa confiança. O salmista escreveu que Deus trará destruição completa ao “homem que rejeitou a Deus como refúgio; confiou em sua grande riqueza”  (Salmos 52:7). Além disso, a obrigação de cuidar dos necessitados acompanha a aquisição de bens:

“Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor”  (Provérbios 19.17). As determinações do Velho Testamento sobre dízimo, o sábado e jubileu serviam, em parte, para lembrar aos israelitas que a riqueza deles pertencia, no final das contas, a Deus e que deveriam usá -la para a glória dele.

A VISÃO DO DINHEIRO NO NOVO TESTAMENTO

A imagem do dinheiro muda no Novo Testamento, que enfatiza a chegada do reino de Deus com a vinda de Jesus Cristo. A ênfase maior passa a ser nos aspectos negativos. Jesus abordou várias vezes o assunto. Na parábola do rico insensato (Lucas 12.19), mostrou a tolice de ser rico materialmente e pobre diante de Deus. Condenou a atitude idólatra de quem se relaciona com o dinheiro como deus:  “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro.  Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Lucas 16.13).  De modo geral, os Pais da Igreja se concentraram em questões financeiras pessoais e não trataram de questões amplas de justiça econômica. A exceção notável foi sobre a condenação da usura. Eram contra qualquer cobrança de juros em empréstimos.  Consideravam as proibições do Velho Testamento válidas (Deuteronômio 23.19) e os ensinamentos do Novo Testamento sobre o amor eram incompatíveis com a cobrança de juros (“emprestem... sem esperar receber nada em troca”  -  Lucas 6.35). Atanásio ensinava que a usura era um pecado tão grave que quem a praticava perdia a salvação. Ambrósio concordou com ele e escreveu:  “Se alguém pratica a usura, rouba e não possui mais a vida”.

I  TIMÓTEO 6:10  “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

Este é o versículo principal deste contexto. Este versículo juntamente com o anterior (9), mostram os perigos de quem cobiça a riqueza, os bens, de forma maior do que a preocupação da riqueza com Deus.

Mas é mal ter dinheiro? Ter dinheiro é a raiz de todos os males?  Não, o que o versículo quer dizer, é ter amor ao dinheiro, isto é, apego, cobiça, desejo de possuir muitos bens terrenos, colocar o coração em primeiro lugar a buscar as riquezas (Mt 6:33). Vejamos que o texto afirma que a avareza pode sim desviar um cristão da fé e sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6), pois a avareza pode cegar o entendimento da Palavra de Deus (Ex 23:8; Dt 16:19), sem fé ninguém será salvo e herdará a vida eterna (Ef 2:8). Até porque, como diz (Mt 6:33), Deus está preocupado primeiramente em nos salvar, nos abençoar espiritualmente, as bênçãos físicas, são secundárias, são  consequências.

O dinheiro é nossa ferramenta, não nosso dono

Muitas pessoas são escravas do dinheiro. Lutam tanto para ter dinheiro que nem têm tempo para gozar da sua prosperidade! O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida de muita gente. Você já ouviu alguém falar sobre as posses de Bill Gates ou outro rico com tom de inveja na voz? O servo de Deus precisa reconhecer que o dinheiro é uma ferramenta que deve ser empregada em boas obras, e não nosso senhor. Uma das táticas mais eficazes do diabo é apagar o zelo do cristão com preocupações financeiras (Mateus 13:22). Jesus ensinou claramente que nós temos que escolher entre dois senhores (Mateus 6:19-34).

O AMOR OU APEGO AO DINHEIRO

Guerras, assassinatos, fomes e violência. Tanto no passado como no presente, podemos afirmar que boa parte desses males tem como causa primária o amor ao dinheiro. De fato, é o que as Escrituras  afirmam em 1 Timóteo 6.10. Já vimos que ser rico e possuir bens não é errado, pois “a bênção do senhor é que enriquece” (Pv 10.22).

Princípios bíblicos que orientam o trato com as riquezas:

1.Tudo pertence a Deus.

Quando nascemos, nada trouxemos, quando morremos nada levaremos (Ec 5.13-15; 1 Tm 6.7-10; Sl 49.16,17).

Tudo o que possuímos é um empréstimo de Deus! Ele tem o direito de pedir quando quiser.

Devemos usar bem o que Ele nos confiou!

Ilustração: Ternos usados nas funerárias não têm bolsos, pois nada levamos.  A terra é do Senhor (Sl 24.1; Ex 19.5; Dt 10.14; Ag 2.8). Tudo o que recebemos vem DELE (Tg 1.17; Jo 3.27; 1 Cr 29.14; Dt 8.18).

Exemplo de um rico: Jó. Era muito rico, “o maior de todos do oriente”: 7000 ovelhas (que davam lã, carne e leite), 3000 camelos (uma caravana de transporte, aluguel, uma transportadora), 1000 bois (para arar os campos, fornecer carne, couro),  500 jumentas (forneciam a iguaria da época: leite de jumenta, transporte).  Deus disse ao inimigo: “tudo quanto tem está em seu poder”. A resposta de Jó: “Deus me deu, Deus tomou”. (Jó 1.20-22).

“Se tudo vem do Senhor e pertence a Ele, então não só o que damos, mas também o que guardamos e gastamos é dEle. É errado pensar que quando damos uma parte de nosso dinheiro ao Senhor, o restante pertence a nós. Tudo pertence a Ele. Na verdade, Ele simplesmente nos permite usar o restante para o nosso sustento.” (Lourenço E.K.) 2.Devemos possuir as riquezas e não ser possuídos por elas.  Não há nada errado em possuir os bens, em dirigir um carro. O problema é quando os bens nos possuem, quando o carro nos dirige. Ilustração: Homem que não saía de carro na chuva para não sujá-lo.

Jó nunca se prendeu aos bens. Como não era ele o proprietário, não teve problemas em devolvê-los.

O dinheiro em si não é pecaminoso, mas o amor às riquezas (1 Tm 6.10) O rico insensato (Lc 12.13-21) usa várias vezes os pronomes possessivos: os meus. Não junte na terra, mas no céu (Mt 6.19-21; Sl 62.10). Quem tem como seu tesouro as coisas terrestres, terá seu coração escravizado por tais coisas. A palavra grega traduzida avareza (pleonexia), literalmente significa a sede de possuir mais.

O avarento não entra no céu (Ef 5.5). Devemos estar contentes com o que temos, pois Deus cuida de nós (Hb 13.5; Sl 37.25; Fp 4.10-13; 1 Tm 6.6). O problema é: em quem confiar?  A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria (1 Co 10.19,20; Cl 3.5). O amontoar egoísta de bens materiais é uma indicação de que a vida já não é considerada do ponto de vista da eternidade (Cl 3.1). O egoísta e cobiçoso já não centraliza em Deus o seu alvo e a sua realização, mas, sim, em si mesmo e nas suas possessões. O fato de a esposa de Ló pôr todo seu coração numa cidade terrena e seus prazeres, e não na cidade celestial, resultou na sua tragédia (Gn 19.16,26; Lc 17.28-33; Hb 11.8-10).

Devemos trabalhar para ganharmos nosso dinheiro.

-O homem deve trabalhar (1 Ts 4.11,12; 2.9; 2 Ts 3.10,11; Ef 4.28; Pv 27.23-27) -honestamente e diligentemente (Pv 10.2; 16.8; 20.17; 22.28; Pv 21.6), numa atividade que

glorifique a Deus (1 Co 10.31; Cl 3.22-25; Dt 23.18).

-A Bíblia condena a preguiça (Pv 6.9-11; Pv 28.19; Ec 10.18). O preguiçoso adia o começo daquilo que deve ser feito (Pv 6.9,10; 22.13) e não termina o que já foi iniciado (Pv 12.27); é adepto da lei do menor esforço (Pv 20.4). Jesus abençoou Pedro através do tr abalho – a pesca (Mt 17.24-27).

Como Satanás controla os avarentos?  Através da ganância, sede de poder, orgulho, medo, temor da insegurança financeira.

O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

Mas, muitas pessoas se tornam escravas do dinheiro por acumular dívidas. Por que alguém assinaria um papel para assumir dívida e pagar juros— às vezes tão altos que acabam multiplicando o custo da compra? Os problemas mais comuns com dívida são:

1.  Motivos errados: avareza, cobiça e inveja (Provérbios 23:1-5; Tiago 4:2-4). Em vez de trabalhar e exercer domínio próprio para poupar dinheiro e comprar à vista, pessoas se enganam e pagam prestações para obter as coisas imediatamente. 

2.  Procedimento errado: desonestidade. A pessoa que promete pagar é obrigada cumprir a promessa. Aquele que promete e não paga está pecando. Quem promete quando sabe que não tem condições para pagar é um mentiroso indigno da vocação a que fomos chamados (Efésios 4:1,25; Mateus 5:37).

3.  Vida desordenada: falta de administração. Ao invés de cuidar das suas obrigações como Deus mandou, o devedor acaba sendo dominado por outros (Provérbios 22:7). Falta domínio próprio, uma das qualidades essenciais da vida cristã (Gálatas 5:23; 2 Pedro 1:6).

Devemos evitar:

Dívidas fora do seu alcance (Rm 13.8). O crente deve evitar fazer dívida desnecessaria.  Devemos fazer uma previsão de gastos para não perder o controle. Não devemos nos comparar com os outros, nem cairmos no consumismo desenfreado (1 Tm 6.8-10). Evitar a todo custo, contrair mais dívidas para pagar dívidas; Não aceitar propostas de credores fora de suas reais possibilidades de pagamento; Não dever a agiotas. Dicas: gastar menos, ganhar mais, vender algo que não seja essencial.  

-Ficar por fiador (Pv 17.18; 11.15; 6.1-5; 22.26)

- Desonestidade. A pessoa que promete pagar é obrigada cumprir a promessa. Aquele que promete e não paga está pecando. (Lc 16.12; Sl 15.4,5; Hb 2.9; Ef 4.1,25; Mt 5.37). A honestidade é parte do caráter cristão (2 Co 8.21; Tt 2.5; Pv 11.1; Jr 17.11). O nome de Deus é blasfemado, quando somos desonestos (Rm 2.21-24).

·-Fazer do objetivo da vida o enriquecimento (1 Tm 6.9; Pv 23.4).  -  Tenha cuidado com o cartão de crédito e com o famoso “cheque emprestado”. Este último se não houver fundos para cobri-lo, na data da apresentação, você será cadastrado na lista de emitentes de cheques sem fundos. Siga a recomendação do  sábio, evite esse tipo de problema e esteja “seguro” (Pv 11.15).

-    Empréstimo.  O Dicionário Aurélio auxilia-nos também na definição do termo emprestar:

“Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que

faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono”. Sobre isso, o conselho

encontrado em Provérbios é atualíssimo: “Não estejas entre os que dão as mãos e entre os

que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama  de

debaixo de ti?” (Pv 22.26,27).

Não há nada de errado em emprestar, ou tomar emprestado, desde que se cumpra o

compromisso firmado. Comprou? Pague! Tomou emprestado? Devolva! Quem compra e

não paga, toma emprestado e não devolve, age desonestamente para  com a pessoa que lhe

deu crédito e desonra o nome do Senhor.

O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1.  Evitando a usura.  A prática de emprestar dinheiro a juros é bem antiga. Para Milton C.

Ficher, erudito em Antigo Testamento, a legislação de Deuteronômio 23.19,20 já proibia a prática de se “emprestar com usura” (“juros” na ARA). Mas não apenas dinheiro, também comida e “qualquer coisa que se empreste à usura”.

Os termos hebraicos neshek  e nashak  aludem a qualquer tipo de cobrança abusiva feita por ocasião do pagamento da dívida. O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos devia ser observado pela nação israelita. Sobre isso e acerca de quem habitaria o  tabernáculo do Altíssimo, Davi advertiu solenemente (SI 15.5).

- O USO CORRETO DO DINHEIRO

O que fazer com o dinheiro?

- Seja “rico para com Deus” (Mt 6.33; Jr 9.23-24; Pv 3.9,10).

-Viva dentro dos limites de seu orçamento (Pv 22.7)

-Pague os impostos e obedeça às leis do governo (Mt 22.17-21; Rm 13.1-8; 1 Pe 2.13-17;

Sl 37.21).

- Não ser ganancioso, nem oprimir outros (Pv 28.8; Tg 2.6-7; 5:1-6; Am 8.4-6).  -Ore pedindo ajuda a Deus (Tg 4.2). Deus supre a necessidade (Mt 5.45; Sl 37.25; Mt 6.31,32). É preciso distinguir entre necessidade e cobiça (Tg 4.3; Is 55.2,3) - Não invejar a prosperidade do ímpio (Sl 73).

Muitos crêem que a riqueza é um sinal de benção e a pobreza de falta de fé ou pecado.  Os fariseus escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (Lc 16.14). Essa idéia falsa é desmentida por Cristo (Lc 6.20; 16.13; 18.24,25).

-  Para promover o bem-estar social.  Para o pobre, o dinheiro mal dá para suprir as necessidades mais elementares e básicas. Felizmente, o dinheiro não é o único valor que realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6). Entretanto, há muitos crentes com dinheiro, e muito dinheiro, mas que não o utilizam para honrara Deus e ajudar ao próximo. Eles não trazem os seus dízimos à Casa do Senhor, não ofertam, não contribuem com a obra missionária, não investem em obras sociais e nem do bem-estar da própria família cuidam. A estes as Escrituras chamam de insensatos (Pv 17.16  -  ARA). Os tais ainda não leram o conselho do sábio: “Porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de ge ração em geração?” (Pv 27.24). Quando morrerem, outros irão usufruir o que eles deixarem!

BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Cumprindo obrigações financeiras

O cristão deve administrar bem seu dinheiro, porque Deus lhe deu várias responsabili-dades.  A pessoa que usa seu dinheiro para servir da maneira que o Senhor quer está se preparando para estar com Deus para sempre (1 Timóteo 6:17-19; Lucas 16:1-13). Considere algumas responsabilidades — ou, melhor, privilégios — que ele deu aos seus servos.  Sustentar a família: Numa época em que muitas famílias sofrem por causa da preguiça e irresponsabilidade de homens, devemos lembrar que quem é convertido a Cristo vai se transformar. Paulo confrontou esse problema de homens ociosos em tessalônica,  e os sacudiu com palavras claras: “...e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar” (1 Tessalonicenses 4:11-12); “Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma....determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão”  (2 Tessalonicenses 3:10-12). Em outra carta, ele falou da obrigação de sustentar parentes, especialmente viúvas: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5:8).  1. Buscando a suficiência.   Em Provérbios 30.8,9, o sábio ensina o sentido de ter uma vida financeira suficiente, isto é, nem pobreza nem riqueza. Esse ponto de equilíbrio define bem o que é ter uma vida próspera na perspectiva bíblica. É ter a suficiência,  como ensinou o apóstolo Paulo (Fp 4.19). Essa suficiência mantém nossa vida equilibrada. Ela não permite o muito tornar-se excesso nem o pouco virar escassez.

2. Buscando o que é virtuoso.  Para o sábio, há coisas que superam o valor do dinheiro:

“Bem-  -aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.  Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa  é do que os rubins; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela” (Pv 3.13-15).

A sabedoria, como bem espiritual, em muito supera o dinheiro, pois para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia. É incomparável o seu valor (Pv 8.11). Diz ainda Salomão: “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1).  Use suas aptidões pessoais para reduzir certas despesas domésticas Tenha a consciência tranquila em todos os seus negócios, desenvolvendo -os com honestidade e segurança Glorifique a Deus em toda a sua vida financeira!

Para pensar com Dinheiro pode-se comprar uma casa, mas não um lar.Com Dinheiro pode-se comprar uma cama, mas não o sono.Com Dinheiro pode-se comprar um relógio, mas não

o tempo.Com Dinheiro pode-se comprar um livro, mas não o conhecimento.Com Dinheiro pode-se comprar comida, mas não o apetite.Com Dinheiro pode-se comprar posição, mas não respeito.Com Dinheiro pode-se comprar sangue, mas não a vida.Com Dinheiro pode-se comprar remédios, mas não a saúde.Com Dinheiro pode-se comprar sexo, mas não o amor.Com Dinheiro pode-se comprar pessoas, mas não amigos.... dinheiro não é tudo...  Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)


OBRAS CONSULTADAS.

PASTOR ADILSON Guilherme - Th.M - Lidando de forma correta com o dinheiro CUNNINGHAM, Loren. FÉ E FINANÇAS NO REINO DE DEUS. Venda Nova: Betânia, 2003.

CHARLES Haddon Mackintosh - Revista Leituras Cristãs

DENNIS Allan - O Cristão e seu dinheiro

FRANCISCO de Assis Barbosa - O cristão e o dinheiro

GONZALES, Justos (Editor Geral). Obras de Wesley. Tomo XIV. Franklin – Tennessee:

Providence House Publishers, 1996.

EV. JOSE ROBERTO A. Barbosa


Twitter: @subsidioEBD

KLAIBER, Walter & Manfred Marquardt. Viver a graça de Deus: compêndio de teologia metodista. São Bernardo do Campo/São Paulo: Editeo/Cedro, 1999 PR. RON Riffe - A Espada do Espírito STOTT, John. FIRMES NA VERDADE – Estudos Bíblicos 2 Timóteo. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.

SWINDOLL, Charles R. Jó - Série heróis da fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

Postado por Kleber Maia às 12:27 PM

Marcadores: dinheiro, ganância, ofertar, riquezas

SIDONE Gouveia - O Cristão e o dinheiro 2

SAMUEL da Silva  - O cristão e o dinheiro, o que a Bíblia diz?

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