sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lição 13: O Inferno

Nós aprendemos que a ira de Deus é manifestada contra a humanidade na separação do homem de Deus, seu ser sendo entregue ao pecado, sua exposição à miséria, e sua sujeição à morte física. Nesta lição, vamos considerar a maior de todas as manifestações de ira divina — o inferno. Uma das mais solenes verdades das Escrituras é que as consequências do pecado não terminam com a morte física. Após a morte, há um julgamento final, e aqueles que morrem em seus pecados passarão a eternidade no inferno. Muito embora esta doutrina seja frequentemente ridicularizada e rejeitada, não podemos ignorar o claro ensinamento das Escrituras: há um lugar para julgamento eterno dos perversos.

Hades e Geena

No Novo Testamento, dois termos específicos são utilizados para se referir ao inferno: Hades e Geena. Podemos chegar a uma compreensão mais clara da natureza do inferno a partir de um estudo cuidadoso dessas duas referências.

Hades

A palavra Hades vem da palavra grega hades, que aparece dez vezes no Novo Testamento (Mateus 11:23; 16:18; Lucas 10:15; 16:23; Atos 2:27, 31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13-14). Embora ela seja mais empregada como uma referência à morte e à moradia geral dos mortos, ela é claramente usada em Lucas 16:23 para se referir a um lugar onde os perversos são atormentados. Há duas interpretações principais a respeito do Hades e sua relação com o Geena: (1) Hades e Geena se referem ao mesmo lugar de tormento. Antes da ressurreição e o último julgamento, os perversos sofrerão em um estado desencarnado. Após a ressurreição e o julgamento final, os perversos são unidos a seus corpos ressurretos e retornados ao mesmo lugar de tormento. (2) O Hades é a moradia temporária dos perversos desencarnados até a ressurreição e o julgamento final, quando os perversos são reunidos com seus corpos e transferidos para um lugar de tormento eterno chamado Geena. Esta segunda interpretação parece mais provável, uma vez que o Hades um dia será destruído (Apocalipse 20:14) enquanto o sofrimento no Geena é interminável (Marcos 9:47-48).

Geena

A palavra Geena aparece doze vezes no Novo Testamento (Mateus 5:22, 29-30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Marcos 9:43, 47; Lucas 12:5; Tiago 3:6). Ela é a forma grega da expressão em aramaico gehinnam, que se refere ao vale de Hinom (Josué 15:8), localizado ao sul de Jerusalém (hoje ele é chamado de Wadi er-Rababi). Sob o reinado dos reis ímpios Acaz e Manassés, este era um lugar onde os pais ofereciam seus filhos como sacrifício ao deus amonita Moloque (vide Jeremias 32:35; 2 Reis 16:3; 21:6). Durante o reinado de Josias, a prática do sacrifício de crianças foi abolida e o vale de Hinom foi dessacralizado (2 Reis 23:10-14). Ele eventualmente se tornou um aterro para disposição de lixo, carcaças de animais mortos, e os corpos de criminosos executados. Era um lugar de fogo e fumaça contínuos e era infestado com larvas, vermes e animais daninhos. Na época de Cristo, a palavra Geena era comumente empregada para denotar o lugar de punição e tormento final para os perversos — um lugar de eternas morte, corrupção, impureza e miséria.

A Natureza do Inferno

Em qualquer tentativa de entender a natureza do inferno, devemos proceder com muita cautela. Por um lado, devemos ser cuidadosos para seguir as Escrituras e não as descrições fantásticas do inferno criadas tanto pela literatura antiga quanto pela literatura moderna e a mídia. Por outro lado, devemos ser cuidadosos para não menosprezar a doutrina do inferno ou diminuir seus horrores. De acordo com as Escrituras, e especialmente os ensinos de Jesus Cristo, existe um lugar real chamado inferno que é tão terrível em seu sofrimento quanto eterno em sua duração.

Exclusão da Presença Favorável de Deus

O primeiro, e possivelmente o mais terrível, aspecto do inferno é a exclusão da presença favorável de Deus. No pensamento evangélico moderno, o inferno é frequentemente descrito como um lugar de tormento externo à presença de Deus. É frequentemente dito que o céu é o céu por causa da presença de Deus, e o inferno é o inferno por causa de Sua ausência. Embora esta afirmação tenha um elemento de verdade, ela é extremamente capciosa. Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de Sua presença favorável. De fato, o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de Sua justiça e ira.
1. 2 Tessalonicenses 1:9-10 é um dos mais importantes textos nas Escrituras a respeito da separação dos perversos da presença favorável de Deus. Leia o texto até que esteja familiarizado com seu conteúdo e então escreva suas considerações.
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2. Nas Escrituras, diversos textos se referem ao julgamento final e o inferno como sendo expulso ou excluído da presença de Deus. Considere cada texto cuidadosamente e então escreva suas considerações.
Mateus 7:23; Lucas 13:27
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Mateus 8:11-12; 22:13; 25:30
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3. Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de Sua presença favorável. Sem retirar nada dos textos que acabamos de considerar, é importante observar que o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de Sua justiça e ira. O que os textos abaixo nos ensinam sobre esta verdade?
Apocalipse 14:9-10
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Isaías 30:33
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Sofrimento Indescritível

É impossível ser fiel às Escrituras, especialmente às palavras de Jesus, enquanto ao mesmo tempo se procura negar ou ignorar as verdades que elas ensinam a respeito do sofrimento dos perversos no inferno. Como veremos, as Escrituras, e especialmente Jesus, falam sobre o inferno como um lugar de sofrimento indescritível. É corretamente dito que a felicidade do céu vai além da compreensão humana e do poder de comunicação da linguagem humana. De acordo com as Escrituras, o mesmo pode ser dito dos sofrimentos e horrores do inferno. É importante lembrar que embora a doutrina do inferno seja repulsiva para muitos, isso não a torna menos real.
Antes de procedermos, é importante entender que o inferno não é um lugar onde os perversos são cruelmente torturados, mas onde eles sofrem a perfeita justiça pelos seus pecados. Deus não é cruel. Ele não tortura alegremente Seus inimigos. De fato, a Bíblia ensina que Deus não se compraz na morte do perverso (Ezequiel 18:23, 32). Deus é um Deus de justiça, e o inferno é o lugar onde esta justiça é aplicada. Os perversos recebem a exata medida de punição que lhes é devida.
1. De acordo com as palavras de Jesus nas seguintes passagens das Escrituras, como o inferno é descrito? O que cada descrição nos ensina sobre o sofrimento encontrado no inferno?
a. Um lugar de T_____________ (Lucas 16:28)
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b. Um lugar onde há C_____________ e R_____________ de dentes (Mateus 8:12)
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Nota: Esta descrição dos sofrimentos do perverso no inferno é importante por causa de seu frequente uso por Jesus (Mateus 13:42, 50; 22:13; 24:51; 25:30; Lucas 13:28).
2. As duas passagens das Escrituras abaixo nos revelam algo a respeito do indescritível sofrimento do inferno. Leia cada passagem até que esteja familiarizado com seu conteúdo e então resuma o que é revelado a nós sobre os tormentos do inferno.
Lucas 16:19-31
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Apocalipse 14:9-11
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3. Embora a Bíblia deixe claro que cada habitante do inferno sofrerá tormento inenarrável, ela também ensina que este sofrimento será de acordo com o pecado da vida de cada um. O que as passagens abaixo nos ensinam sobre esta verdade?
Mateus 11:20-24
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Lucas 12:42-48
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Mateus 23:14
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 Punição Eterna
Possivelmente a mais assustadora verdade sobre o inferno é que ele é eterno. Todos os que passam por seus portões estão privados de qualquer esperança de futura redenção ou restauração. Eles estão eternamente condenados. Esta verdade é provavelmente uma das mais repulsivas àqueles que rejeitam a doutrina bíblica do inferno. Como pode ser justa uma punição eterna? A punição não excede de longe o crime?
Quando se pensa a respeito da natureza do inferno, duas verdades devem ser consideradas: (1) Devemos levar em conta a abominável natureza do pecado. Pecado cometido contra um Deus infinitamente digno é merecedor de punição eterna. Chutar um cachorro é algo terrível, mas não é nada comparado a um homem bater em sua mulher ou esbofetear seu rei. Quão maior é o crime que se opõe a um Deus infinitamente grande e digno (Salmo 145:3)? (2) A punição do inferno é eterna, pois ao longo da eternidade os perversos continuarão sua rebelião sem arrependimento. Não devemos assumir que os perversos se arrependem no dia do julgamento ou após uma curta estadia no inferno. Ao invés disso, seu ódio por Deus, sua dureza de coração, e sua rebelião desavergonhada continuam ao longo da eternidade. Eles foram lançados no inferno como odiadores de Deus, e odiadores de Deus eles permanecem. Rebelião eterna exige punição eterna.
1. Como o inferno é descrito nas seguintes passagens das Escrituras? O que estas descrições comunicam a nós sobre a eterna natureza do inferno?
a. F__________ E___________ (Mateus 18:8; 25:41; Judas 7)
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b. C____________ E_____________ (Mateus 25:46)
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c. E___________ D_______________ (2 Tessalonicenses 1:9)
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Nota: Embora alguns argumentem erroneamente que a palavra destruição indica uma cessação de existência, a palavra eterna torna esta interpretação impossível. No inferno, os perversos são entregues a uma existência que pode ser corretamente descrita como destruição contínua.
2. O que os textos bíblicos abaixo nos ensinam sobre a natureza eterna do inferno e a punição eterna repartida entre os perversos?
Marcos 9:47-48
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Apocalipse 14:11
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Apocalipse 20:10; Mateus 25:41
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3. Muitos que negam a natureza eterna do inferno nunca negariam a natureza eterna do céu. Contudo, para que haja consistência é necessário que se alguém rejeita a natureza eterna do inferno, ele também rejeite a natureza eterna do céu. Como Mateus 25:46 demonstra esta verdade?
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Nota: Seria inconsistente dar dois significados contraditórios à mesma palavra na mesma sentença. Se punição “eterna” não significa de fato que os perversos são punidos para sempre, então vida “eterna” não significa realmente que os justos vivem para sempre na presença de Deus.

Uma Descrição Bíblica do Inferno

Nas Escrituras, muitas descrições gráficas e impressionantes do inferno são dadas. Se elas devem ser tomadas como literais ou não tem sido um debate constante entre os estudiosos conservadores. O inferno é um lugar de literais fogo e trevas, de enxofre e fumaça? Se alguém nega uma interpretação literal destas descrições com o propósito de diminuir os sofrimentos dos perversos no inferno, isto deve ser desconsiderado. Contudo, é aceitável considerar estas descrições como sendo figurativas no sentido de que sejam uma tentativa de descrever algo tão aterrorizante que vai além da capacidade da mente humana de conceber e além do poder de comunicação de nossa linguagem humana. Para descrever os horrores do inferno, os autores bíblicos usaram os maiores horrores conhecidos pelo homem na terra, mas pode-se afirmar que o inferno é pior do que qualquer coisa encontrada na terra. Fogo, trevas, enxofre, e fumaça são apenas uma tentativa débil de descrever a realidade muito mais aterrorizante do que qualquer uma destas palavras possa comunicar. Da mesma maneira que as glórias do céu não podem ser compreendidas pela mente humana ou comunicadas através da linguagem humana, os horrores do inferno estão além de nossa compreensão e habilidade de descrição.
1. Como o inferno é descrito nas passagens abaixo? O que estas descrições nos comunicam a respeito da natureza do inferno?
a. F_______ (Mateus 3:10; 7:19): Ao longo das Escrituras, a ideia de fogo é utilizada para comunicar o julgamento e a ira de Deus revelados contra o pecado e o pecador. É a reação santa e justa de Deus para com todo o que contradiz Sua natureza e vontade. É feroz, aterrorizante, e irresistível. Tão aterrorizante e intensamente doloroso como o fogo literal é para um homem em chamas, ainda assim não pode sequer começar a descrever o fogo da ira de Deus que é distribuído contra os perversos no inferno.
b. F__________ E____________ (Mateus 18:8; 25:41): A ênfase aqui é que os sofrimentos dos perversos no inferno são para sempre. Não há esperança de redenção ou restauração para aqueles que estão no inferno.
c. F__________ I______________ (Mateus 3:12): A ideia comunicada aqui é que os tormentos do inferno não apenas serão eternos, mas irredutíveis. Não haverá qualquer alívio para os condenados.
d. L_________ de F_________ e E____________ (Apocalipse 20:10): Esta descrição é dada para comunicar a imensidão do poder do inferno. Não é apenas um pingo ou um pequeno riacho de tormento, mas os habitantes do inferno serão como aqueles perdidos no mar em um oceano massivo e agitado da ira de Deus, surrados e lançados, indo e vindo pelas violentas e eternas ondas da justa indignação de Deus, como homens se afogando em um massivo e agitado caldeirão de fogo.
e. F___________ A___________ (Mateus 13:42): A verdade comunicada aqui é intensa. Em uma fornalha, todos os elementos aterrorizantes do fogo são intensificados — há pouca chance do calor escapar, nenhuma chuva para refrear as chamas, e nenhuma brisa para trazer refrigério ou alívio. A intensidade dos sofrimentos do inferno nunca será diminuída.
f. F________ nas T____________ (Mateus 8:12; 22:13; 25:30): A verdade comunicada aqui é de alienação. Os habitantes do inferno são expulsos e não se acha lugar para eles. Eles não são apenas alienados de Deus, mas da comunhão com outros. É um lugar de absoluto e insuportável isolamento, aparte da vida e da luz de Deus.
g. N__________ das T___________ (Judas 13): Há pouquíssimas coisas mais solitárias ou que mais aprisionam do que a negridão das trevas. Relacionado a tal escuridão está a maior sensação de condenação ou desesperança.
h. S__________ M___________ (Apocalipse 20:14; 21:8): O destino final dos perversos é justamente o oposto do destino do crente. Para o crente não existe mais o medo da morte (Hebreus 2:15) porque não existe mais morte (Apocalipse 21:4). Em contraste, os perversos viverão em um estado de morte infinita. Eles terão uma existência consciente, mas sem nenhuma das bênçãos, esperanças ou alegrias da vida.
2. Tendo considerado alguns dos nomes descritivos do inferno, escreva suas considerações. Como você descreveria o inferno para outra pessoa?
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Avisos Para Evitar o Inferno a Qualquer Custo

Os horrores do inferno são claramente comunicados nos avisos escriturais para que se evite o inferno a qualquer custo. De todos os horrores que possam de alguma maneira vir sobre o homem, o inferno é o pior deles. É importante observar que Jesus Cristo falou sobre o inferno mais do que todos os outros autores bíblicos juntos. Ele ensinou claramente e sem utilização de escusas sobre as realidades do inferno e deu aos homens o maior de todos os avisos para fugir da ira vindoura. Os textos abaixo são dois dos mais sérios avisos dados por Jesus Cristo a respeito dos horrores do inferno. Escreva suas considerações. O que estes avisos nos comunicam a respeito dos horrores do inferno e a necessidade de temê-los?
Mateus 10:28
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Lucas 12:5
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3. Jesus e os autores bíblicos não apenas ensinaram sobre os horrores do inferno, mas advertiram aos homens que evitassem a condenação do inferno a qualquer custo. O que as seguintes passagens das Escrituras nos ensinam a respeito desta verdade?
Lucas 13:24
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Nota: A palavra esforço vem de uma palavra grega que significa pelejo, luta, trabalho intenso, ou trabalho com tremendo zelo.
Mateus 18:8-9; Marcos 9:43-48
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Nota: Estas passagens não devem ser tomadas literalmente — Jesus não está ensinando as virtudes da automutilação como um meio para restringir as paixões pecaminosas. Ele está simplesmente ensinando que devemos lidar radicalmente com o pecado por causa de suas consequências terríveis. Um homem que lida com o pecado de maneira insignificante nunca escapará do fogo do inferno.

A Única Esperança do Homem

Chegando ao final do estudo sobre o homem, nós alcançamos algumas conclusões solenes. O pecado de Adão alcançou toda a raça humana. Todo homem é um ser moralmente corrupto, hostil para com Deus, e indisposto a se submeter à Sua vontade. Todos são capazes de pecados e perversões inenarráveis, e todos são, portanto, merecedores da justa condenação de um Deus santo e reto. As Escrituras são claras: todos os homens sem exceção permanecem condenados diante de Deus sem escusa ou álibi, e o homem não pode fazer nada para mudar suas circunstâncias ou reconciliar a si mesmo com Deus. Esta é uma verdade apavorante, mas ela deve ser crida e aceita se pretendemos compreender a grande salvação que Deus cumpriu para Seu povo através de Jesus Cristo.
As seguintes passagens das Escrituras são uma conclusão adequada para este estudo, pois elas não apenas declaram a verdade solene a respeito de nossa inabilidade de salvar a nós mesmos, mas também proclamam a grande esperança de salvação através da misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo. Considere cada passagem, escrevendo tanto a verdade solene quanto a grande esperança que é encontrada em cada uma.
Salmo 130:3-4
a. A Verdade Solene (v. 3):
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b. A Grande Esperança (v. 4):
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Romanos 3:19-26:
a. A Verdade Solene (vs. 19-20):
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b. A Grande Esperança (vs. 21-26):
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Romanos 7:24-8:2:
a. A Verdade Solene (7:24):
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b. A Grande Esperança (7:25-8:2):
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Gálatas 3:22:
a. A Verdade Solene:
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b. A Grande Esperança:
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A verdade sobre o homem é devastadora para qualquer um cuja consciência tenha sido acordada pelo Espírito Santo. Como o apóstolo Paulo clamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). A resposta para a pergunta de Paulo e a solução para o apuro apavorante do homem é encontrada apenas em Cristo — o Evangelho, ou as Boas Novas de Sua obra salvadora por nós.
O salmista nos diz que se o Senhor mantivesse um registro de nossas transgressões contra Ele, não haveria um único homem na terra que pudesse subsistir diante d’Ele no julgamento (Salmo 130:3-4). Nossas iniquidades recaíram sobre nossas cabeças e como um fardo pesado o peso delas é demais para que suportemos (Salmo 38:4). O pecado é o maior problema da humanidade a fonte singular de todas as maledicências que nos arruínam como indivíduos e como sociedades coletivas. Portanto, nossas duas maiores necessidades são a salvação da condenação do pecado, e o livramento de seu poder. Ambas as quais são fornecidas na pessoa de Jesus Cristo e em Sua obra salvadora por nós.
A Bíblia declara inequivocamente que Deus é misericordioso e compassivo, longânimo e assaz benigno (Êxodo 34:6-8). Portanto, Ele não se compraz na morte do perverso, mas prefere que ele se desvie de seu mau caminho e viva (Ezequiel 18:23). Independentemente da profundidade do pecado de um homem ou da extensão de sua rebelião, são oferecidos a ele o perdão e a limpeza se ele abandonar seu mau caminho e retornar ao Senhor. O salmista vai ainda mais longe ao dizer que Deus irá perdoar suas obras más, cobrir seus pecados, e não mais considerar suas transgressões (Salmo 32:1-2; Romanos 4:6-8).
São notícias impressionantes, mas nos são apresentadas com um dilema teológico ou filosófico: Como pode um Deus bom e justo conceder perdão a homens perversos? Não fará o que é bom o juiz de toda a terra (Gênesis 18:25)? Pode um Deus justo ser indiferente ao pecado ou varrê-lo para debaixo do tapete como se nunca tivesse acontecido? Pode um Deus santo trazer homens perversos à comunhão com Ele mesmo e continuar sendo santo? As próprias Escrituras declaram que “O que justifica o perverso… é abominável para o SENHOR” (Provérbios 17:15). Então como pode Deus perdoar o perverso sem comprometer Seu próprio caráter? Novamente, a resposta é encontrada na pessoa e na obra de Cristo.
De acordo com as Escrituras, o homem pecou e o salário do pecado é a morte (Romanos 3:23; 6:23). Deus é justo e exige que Sua lei seja satisfeita antes que o culpado possa ser perdoado (Provérbios 17:15). Na plenitude dos tempos, o Filho do Homem tornou-se homem e andou nesta terra em perfeita obediência à lei de Deus (Gálatas 4:4). No fim de Sua vida e de acordo com a vontade do Pai, Ele foi crucificado pelas mãos de homens iníquos (Atos 2:23). Na cruz, ele tomou o lugar de Seu povo culpado e seu pecado foi imputado a Ele (2 Coríntios 5:21). Como o portador dos pecados, Ele se tornou maldição de Deus, abandonado por Deus, e esmagado sob o peso da ira de Deus (Gálatas 3:13; Mateus 27:46; Isaías 53:10). Através de Sua morte, a dívida do pecado foi paga, as exigências de justiça de Deus foram satisfeitas, e a ira de Deus foi satisfeita. Desta maneira, Deus resolveu o grande dilema. Ele puniu justamente os pecados de Seu povo na morte de Seu único Filho, e portanto, pode livremente justificar a todos que depositam sua esperança n’Ele.
Através da morte de Seu Filho, Deus pode agora ser o justo e justificador até mesmo do mais vil pecador que coloca sua esperança n’Ele (Romanos 3:26). Contudo, o Evangelho é mais do que a liberação da condenação do pecado; é também uma libertação do poder do pecado. Em sua primeira epístola, o apóstolo João nos diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5:1). Este novo nascimento que capacita um homem a se arrepender e crer para a salvação, também o capacita a andar em novidade de vida (Romanos 6:4). Através da obra regeneradora do Espírito Santo, o coração de pedra do incrédulo, que estava espiritualmente morto e indiferente a Deus, foi substituído por um coração de carne viva que é tanto propenso quanto capaz de ouvir a Sua voz e segui-Lo (Ezequiel 36:25-27). Apesar de ele ter sido uma árvore má dando maus frutos, ele agora é uma boa árvore plantada junto a ribeiros de água, que dá seus frutos na devida estação, e cujas folhagens não murcham (Mateus 7:17-18; Salmo 1:3). Assim, o crente não é apenas justificado, mas também é a própria obra que Deus criou em Cristo Jesus para as boas obras (Efésios 2:10). De fato, esta contínua transformação moral na vida do crente é a base de sua garantia e a evidência da verdadeira conversão.
Como dissemos desde o início, o Evangelho é uma notícia chocante, mas a pergunta permanece: “Como isso pode ser obtido?” “O que um homem deve fazer para ser salvo?” A resposta é clara: ele deve “arrepender-se e crer no Evangelho” (Marcos 1:15). As diversas passagens neste livro de estudos já refutaram qualquer argumento ou sugestão de que um homem possa ser salvo por sua própria virtude e mérito. Em nós mesmos, somos destituídos de ambos, e mesmo o que possa ser chamado de boas obras diante de outros homens, não são nada além de trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6). Portanto, para sermos salvos, para obtermos a salvação prometida no Evangelho, devemos rejeitar toda e qualquer confiança na carne, e confiar apenas em Cristo (Filipenses 3:3). O Cristão é o homem que concordou com Deus a respeito de seu estado pecaminoso, renunciou toda a confiança em sua virtude e mérito, e depositou toda sua esperança para salvação na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. -João 3:16.
Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/10/paul-washer-o-inferno

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