domingo, 29 de setembro de 2013

Lição 1: O valor dos bons conselhos



Abaixo, a primeira lição do 4º trimestre. Boa leitura e edificação
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2013
Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentarista: José Gonçalves
Lição 1: O valor dos bons conselhos
Data: 06 de Outubro de 2013
 TEXTO ÁUREO
 “O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7).

 VERDADE PRÁTICA
 Provérbios e Eclesiastes são verdadeiras pérolas da sabedoria divina para o nosso bom viver.
 HINOS SUGERIDOS -  584, 629, 631.

LEITURA DIÁRIA
 Segunda - Pv 1.2
A sabedoria revela prudência
Terça - Pv 1.3
A sabedoria oferece justiça, juízo e equidade
Quarta - Pv 1.4
A sabedoria traz conhecimento
Quinta - Pv 1.5
A sabedoria gera sábios conselhos
Sexta - Pv 1.6
A sabedoria interpreta a vida
Sábado - Pv 1.7
O temor do Senhor e a sabedoria

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 1.1-6.
1 - Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.
2 - Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;
3 - para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
4 - para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;
5 - para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos;
6 - para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.

INTERAÇÃO
Prezado professor, iniciaremos mais um trimestre, o último do ano. Esta é uma excelente oportunidade para fazer uma autoanálise a respeito do seu ministério de ensino. Seus objetivos foram alcançados? Seus alunos cresceram na graça e no conhecimento de Deus? Neste trimestre estudaremos parte da literatura sapiencial judaica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos para a vida humana. Veremos o quanto eles são atuais e relevantes em seus ensinamentos.

O comentarista deste trimestre é o pastor José Gonçalves, professor de Teologia, filósofo, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes.
Identificar as fontes da sabedoria dos sábios antigos.
Compreender o propósito da sabedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para introduzir o primeiro tópico da lição, sugerimos que você reproduza o esquema abaixo. É importante que todos os alunos tenham uma cópia do quadro. O objetivo é fazer um resumo a respeito dos elementos literários presentes nos livros dos Provérbios e do Eclesiastes. Explique aos alunos que quando estes livros foram compilados nos tempos bíblicos, a cultura, a língua e o estilo literário eram opostos aos da literatura moderna. Compreender o estilo literário usado pelo compilador antigo é essencial para entendermos o sentido real do texto e evitarmos interpretações mirabolantes.

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS DOS LIVROS DE:
PROVÉRBIOS
1. O estilo literário do livro dos Provérbios é pelo menos dois: Provérbio e Instrução.
2. Provérbios: A expressão é de difícil definição, mas suas características são singulares: a) concisão; b) sagacidade; c) forma memorável; d) base na experiência; e) verdade universal; f) objetivo prático e longo uso. Quase sempre, o provérbio é descrito como poético ou rítmico, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis.
3. Instrução: Quase sempre articulada como o legado de um pai ao filho, ou do mestre ao discípulo, que incluem ordens de proibições e as motivações pelos quais eles devem obedecer.

ECLESIASTES
 1. O livro se divide em quatro partes: a primeira, a central, a segunda e o epílogo.
2. Primeira parte [1.1 — 3.15]. Reflexões bem organizadas sobre a vida, acompanhadas de um poema enternecedor sobre o tempo.
3. Parte central [3.16 — 11.8]. Alguns provérbios aparecem. De vez em quando uma parábola e poesia também.
4. Segunda parte [11.9 — 12.8]. Há uma mudança de tom. A ideia é dar esperança ao jovem, pois a velhice chega depressa demais.
5. O epílogo [vv.9-14]. Esta seção é a justificativa de como o pregador ensinou ao povo provérbios e ensinos verdadeiros e com clareza.

COMENTÁRIO
 Introdução
 Palavra Chave
Sabedoria: Grande instrução; ciência, erudição, saber.
 Lembro-me dos ditados populares que ouvia dos meus pais: “Águas passadas não movem moinhos”; “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”; “Quem espera sempre alcança”, e muitos outros. Essas pequenas expressões contêm conselhos de uma cultura popular impregnada de valores éticos, morais e sociais, que acabam por dirigir as regras da vida em sociedade.
Mais do que qualquer outra fonte, a Bíblia está recheada dessas pérolas. São bons conselhos que revelam a sabedoria divina. Tais máximas bíblicas são expressas em linguagem figurada, das mais variadas formas (parábolas, fábulas, enigmas e provérbios). Por isso, neste trimestre, conheceremos o que a Bíblia revela sobre os conselhos divinos contidos nos livros de Provérbios e Eclesiastes. Veremos ainda como esses conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor.

I. JOIAS DA LITERATURA SAPIENCIAL
 1. O livro de Provérbios. A Bíblia diz que Salomão compôs “três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco” (1Rs 4.32). O texto sagra do identifica Salomão como o principal autor do livro de Provérbios (Pv 1.1), mas não o único. O próprio Salomão exorta a que se ouça “as palavras dos sábios” (Pv 22.17), e declara fazer uso de alguns dos provérbios desses sábios anônimos (Pv 24.23).
O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias, e que posteriormente foram compilados pelos homens deste piedoso rei (Pv 25.1).
Por último, o livro de Provérbios revela que Agur, filho de Jaque, de Massá, é o autor do capítulo 30. Já o capítulo 31 é atribuído ao rei Lemuel de Massá. O livro pertence ao gênero literário hebreu conhecido como sapiencial, isto é, literatura da sabedoria.
2. O livro de Edesiastes. Eclesiastes, juntamente com Cantares, Jó, Salmos e Provérbios, também faz parte do gênero literário conhecido como “Literatura Sapiencial”. Sua autoria é atribuída a Salomão (Ec 1.1). Embora escrito pelo filho de Davi e pertença ao mesmo gênero literário, o livro de Eclesiastes possui um estilo diferente de Provérbios. Ele se apresenta como um discurso usado em assembleias ou templos. Alguns intérpretes acreditam que se trata de uma coletânea utilizada por Salomão em seus discursos.
Ao contrário do que muitos pensam, o livro de Eclesiastes não expõe uma espécie de ceticismo ou desencanto existencial. Salomão faz um balanço da vida do ponto de vista de alguém que teve o privilégio de vivê-la com intensidade, mas que descobre ser ela totalmente vazia se não vivida em Deus. A própria sabedoria, tão celebrada nos Provérbios, quando posta a serviço de interesses pessoais e objetivos mesquinhos é tida como tola.

 SINOPSE DO TÓPICO (I)
 Provérbios e Eclesiastes são livros de sabedoria judaica que revelam os desígnios eternos para a vida.

 II. A SABEDORIA DOS ANTIGOS
 1. A inteligência dos sábios. Já observamos que pelo menos duas referências do livro de Provérbios fazem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.17; 24.23). Mas quem são esses sábios? O texto não os identifica. Todavia, o Primeiro Livro dos Reis fala acerca de outros sábios, igualmente famosos, e como Salomão os sobrepujou em sabedoria (1Rs 4.29-31).
2. A sabedoria de Salomão. O escritor americano Eugene Peterson mostra a singularidade da sabedoria salomônica em diferentes áreas da vida. Mais especificamente nos Provérbios, há uma amostra de como honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmente, bem como cultivar emoções e atitudes em relação aos outros de modo pacífico. Peterson ainda mostra que o princípio da sabedoria salomônica destaca que o nosso modo de pensar e corresponder-nos com Deus reflete a prática cotidiana de nossa existência. Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer.

 SINOPSE DO TÓPICO (II)
 A sabedoria dos antigos, e particularmente a de Salomão, versava sobre diferentes áreas da vida humana.

 III. AS FONTES DA SABEDORIA
 1. A sabedoria popular. Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel. Ciente dessa verdade, Salomão apresenta máximas populares para compor os seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23). Podemos entender que Deus dá inteligência aos homens para que estes possam analisar as situações da vida e tirar delas conclusões que servirão para si mesmos e para outras pessoas, em forma de conselhos e advertências, como ocorre no livro de Provérbios.
2. A sabedoria divina. O texto bíblico destaca que Salomão “falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes. E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (1Rs 4.33,34). De onde vinha tanta sabedoria? O texto bíblico revela que Salomão orou pedindo a Deus sabedoria (1Rs 3.9), e que o Senhor respondeu-lhe integralmente (1Rs 3.10-12). Esta é a fonte da sabedoria de Salomão e explica o porquê de ninguém conseguir superá-la.

 SINOPSE DO TÓPICO (III)
 A fonte de toda sabedoria do rei Salomão era o Senhor nosso Deus.

 IV. O PROPÓSITO DA SABEDORIA
 1. Valores éticos e morais. Na introdução do livro de Provérbios, encontramos um conjunto de valores éticos e morais que revelam o propósito desses conselhos. Ali, consta todo o objetivo proposto pelo livro: (1) Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) entender as palavras da prudência; (3) receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar aos simples prudência e aos jovens conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir sábios conselhos; (7) compreender provérbios e sua interpretação, bem como também as palavras dos sábios e suas metáforas (Pv 1.1-6).
2. Valores espirituais. Além de apontar valores éticos e morais, ao afirmar que o “temor do Senhor é o princípio da ciência; [e que somente] os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7), o cronista sacro abaliza os valores espirituais que sobressaem nas palavras de Provérbios. Da mesma forma, o livro de Eclesiastes aponta para Deus como a razão de toda a existência humana. Fora dele não há base segura para uma moral social. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico que, adaptado à nossa realidade, apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana de todos os homens.

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
 O propósito da sabedoria nos livros de Provérbios e Eclesiastes é constituir um conjunto de valores éticos, morais e espirituais para a vida.

 CONCLUSÃO
 A literatura sapiencial, representada neste trimestre pelos livros de Provérbios e Eclesiastes, revela que o temor do Senhor é o fundamento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem princípios do saber divino. Segundo a Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter muita informação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o temor do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe viver e conviver (Tg 3.13-18).

VOCABULÁRIO
 Desencanto Existencial: Desgosto ou decepção com a realidade vivida, isto é, com a vida.
Tessitura: Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura.
Sétuplo: Numeral que vale sete vezes o outro.
Epítome: A síntese, o resumo.

 BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
 Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

 EXERCÍCIOS
 1. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salomão?
R. O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriormente, eles foram compilados pelos homens desse rei (Pv 25.1).
 2. Embora pertença ao mesmo gênero literário de sabedoria judaica, qual a diferença entre Eclesiastes e Provérbios?
R. Diferentemente de Provérbios, Eclesiastes apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.
 3. Além de louvores e orações, o que os livros poéticos mostram?
R. Muito da sabedoria do povo de Israel.
 4. Cite pelo menos três objetivos propostos na introdução do livro de Provérbios.
R. Conhecer a sabedoria, a instrução; entender as palavras da prudência; adquirir sábios conselhos.
 5. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico. Para nós, o que eles falam hoje?
R. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana.
 AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
 Subsídio Bibliológico
 “Livros da Sabedoria
São considerados livros da sabedoria três dos livros poéticos: Jó, Provérbios e Eclesiastes, embora Jó seja realmente um livro de espécie única.
Essa classificação é baseada no fato de tratarem esses três livros dos problemas que mais interessam à humanidade. Jó trata do problema do sofrimento, Provérbios, do problema do dever moral, e Eclesiastes, do problema da felicidade.
Os livros chamados de Sabedoria são diferentes da literatura profética de Israel porque expressam melhor a filosofia dos pensadores do que as determinações das mensagens de Jeová. Não se encontra neles a frase: ‘Assim diz o Senhor’, quando falam dos problemas da vida e das conclusões dos homens.
Os sábios anunciaram as verdades como um tratado de filosofia moral, usando palavras de profundeza mais elevada do que seus conhecimentos, de modo que só tempos depois é que puderam ser interpretadas.
Provérbios e Eclesiastes apresentam principalmente esse fato” (MELO, J. L. Eclesiastes versículo por versículo. RJ: CPAD, 1999, p.12).

 AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
 Subsídio Lexicográfico
 “Sabedoria [de Cristo]
Embora no Antigo Testamento a sabedoria seja personificada no livro de Provérbios e mostrada como tendo existido eternamente em Deus (Pv 8.22-30), ela é centrada em uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo (1Co 1.30; Cl 2.2,3; cf. Lc 11.49).
Cristo, em sua natureza humana, cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Como resultado os homens perguntaram, ‘Donde veio a este a sabedoria’ (Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém maior que Salomão estava ali (Mt 12.42). O apóstolo Paulo escreve que Ele é o poder e a sabedoria de Deus, destacando que a vida e a morte de Cristo eram o sábio plano de salvação de Deus (1Co 1.24).
Os gregos, com sua filosofia, buscavam a sabedoria (1Co 1.22) e produziram grandes homens como Platão e Aristóteles, mas não vieram a conhecer a Deus. Em contraste, Deus, em sua infinita sabedoria, usou a Palavra da cruz para revelar o modo como o homem pode ser salvo. O evangelho provou ser um tropeço para os judeus, que estavam tentando obter a salvação através das boas obras (Rm 9.30-33); e ‘uma loucura ou insensatez’ (gr. moria, os pensamentos de um simplório, simples demais para ser aceito como o verdadeiro conhecimento da salvação) para os gregos cultos. Os judeus ficavam ofendidos com o pensamento da crucificação, e por serem tão impotentes a ponto de precisarem que alguém morresse pelos seus pecados. Os gregos consideravam a simples fé em uma expiação substitutiva um modo fácil demais para a salvação. Contudo, a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo é o epítome de toda a sabedoria (Ef 3.10), uma vez que ela resolve o maior problema do mundo e do homem, isto é, o pecado” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.1712).

 SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
 O valor dos bons conselhos
 Neste trimestre, teremos a oportunidade ímpar de estudar os livros de Provérbios e Eclesiastes. São duas pérolas das Sagradas Escrituras. Provérbios nos ensina a viver de modo sábio e Eclesiastes nos mostra o verdadeiro sentido da vida.
 O livro de Provérbios
O livro de Provérbios é um verdadeiro compêndio de sabedoria em forma de parábolas. São sentenças curtas, porém carregadas de significados e verdades que foram aprendidas e ensinadas no dia-a-dia dos israelitas. Ao estudar este livro, precisamos observar algumas particularidades importantes:
1. Salomão não foi o único autor dos provérbios, embora ele tenha escrito uma grande parte (cf. 1.1; 10.1; 25.1). O próprio Salomão declara: “... também estes são provérbios dos sábios” (Pv 24.23). Não podemos negar que Salomão foi um dos homens mais sábios do seu tempo e que proferiu 3 mil provérbios (1Rs 4.32), todavia há outros autores das citações, como Agur (Pv 30.1) e o rei Lemuel (Pv 31.1). É importante também observar que seus autores pertenceram a épocas distintas.
2. Os provérbios têm a sua origem nos ditos populares. Todavia, os provérbios bíblicos são breves declarações que expressam os conselhos divinos para nós. Podemos afirmar que cada provérbio é uma parábola resumida e o livro todo é a Palavra de Deus. É Deus falando por intermédio das circunstâncias da vida.
3. Existem várias formas literárias dentro do livro, como, por exemplo, parábolas, poemas, antíteses e comparações.
O propósito do livro é ensinar os leitores a viverem de forma justa, correta e ética. O objetivo é levar as pessoas a expressarem, no seu dia-a-dia, a sabedoria de Deus. Embora o livro também trate das questões corriqueiras da vida, ele é um convite à busca da sabedoria que vem do Alto, a sabedoria divina.
 O livro de Eclesiastes
Ao ler Eclesiastes 1.1 e o capítulo 2, não temos dúvida de que Salomão é seu autor. Além disso, tanto a tradição judaica quanto a cristã conferem a autoria do livro a Salomão.
Eclesiastes é um livro biográfico e durante a sua leitura percebemos que não existe uma sequência lógica. A impressão que temos é que os textos foram surgindo de tempos em tempos, como em um diário. É o relato triste de um homem que, embora sábio, viveu parte da sua vida longe de Deus. O propósito é mostrar, e em especial aos jovens, que o sentido da vida não está nos bens materiais, no conhecimento, no prazer, na fama. O verdadeiro sentido da vida está em Deus, o Criador.
 Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-04-01.htm

Sofrimento e Glória

      A vida cristã é temperada com sofrimento, mas caminha para a glória. Cruzamos vales profundos, mas também subimos montes alcantilados. Vertemos lágrimas amargas, mas também experimentamos alegria indizível. Em Romanos 8.18-27 Paulo fala sobre o problema do sofrimento e da dor. Ele contrasta o sofrimento presente com a glória futura. Paulo menciona três gemidos. Fala do gemido das duas criações: a antiga (a natureza) e a nova (a igreja). Elas sofrem juntas e juntas serão glorificadas no final. Vejamos esses três gemidos.
     Em primeiro lugar, os gemidos da criação (Rm 8.18-22). Quando Deus terminou a obra da criação, viu que tudo era muito bom. Mas hoje a criação está gemendo. Há sofrimento e morte. Há dor e gemidos. Há sofrimento (v. 18), vaidade (v. 20), escravidão (v. 21), corrupção (v. 21) e angústia (v. 22). Mas esse gemido da criação não é o gemido de alguém que está morrendo, mas é como o gemido de uma mulher que sofre as dores de parto. Depois do gemido, vem a alegria. A criação geme aguardando a revelação dos filhos de Deus, a gloriosa segunda vinda de Cristo. Nós vamos participar da glória de Cristo e a natureza vai participar da nossa glória. Aqui pisamos uma estrada juncada de espinhos. Aqui, as pedras ferem nossos pés. Aqui a natureza sujeita ao pecado conspira contra nós. Aqui a dor fuzila nosso corpo e a angústia oprime a nossa alma. Aqui as lágrimas inundam nossos olhos e a tristeza entrincheira a nossa vida. Porém, em breve, essa mesma criação que geme, será restaurada e participará da glória dos filhos de Deus, quando Cristo vier em sua glória.
     Em segundo lugar, os gemidos da igreja (Rm 8.23-25). Nós gememos por causa da fraqueza do nosso corpo e por causa da presença do pecado em nosso ser. Nós gememos porque embora já fomos libertos da condenação do pecado (na justificação), e estamos sendo libertos do poder do pecado (na santificação) ainda não fomos libertos da presença do pecado (na glorificação). Nós gememos porque já experimentamos as primícias do Espírito e já sentimos o gosto da glória por vir. O Espírito em nós é mais do que uma garantia da glória, é antegozo dela. Nós gememos porque antevemos o gozo do céu e desejamos ardentemente ser revestidos de um corpo de glória e chegar logo em nossa Pátria, em nosso lar, o céu. Nós gememos, porque o melhor está ainda por vir. Nós gememos aguardando esse dia. Os gemidos da igreja também não são gemidos de desespero ou pavor, mas gemidos de expectativa. Aguardamos na ponta dos pés esse glorioso dia, quando Jesus virá com grande poder e glória para estarmos para sempre com ele.
      Em terceiro lugar, os gemidos do Espírito Santo (Rm 8.26,27). Não apenas a criação e a igreja estão gemendo, mas também o Espírito Santo está gemendo. Isso significa que a despeito das nossas fraquezas, o Espírito Santo não nos escorraça. Ao contrário, nos assiste. O Espírito Santo é o Deus que habita em nós e intercede por nós, em nós, ao Deus que está sobre nós. E intercede de três formas: Primeiro, intensamente (v. 26). Ele intercede por nós “sobremaneira”. O Espírito Santo emprega todos os seus atributos nessa oração intercessória. Segundo, agonicamente (v. 26), ou seja, com gemidos inexprimíveis. Mesmo sendo Deus e conhecendo todas as línguas dos homens e dos anjos, não encontra sequer uma língua para articular a sua intensa e agônica oração, então geme. Terceiro, eficazmente (v. 27), ou seja, ele intercede segundo a vontade de Deus. Toda a intercessão do Espírito Santo em nós, por nós, ao Deus que está sobre nós, está alinhada com a vontade de Deus. Ele não desperdiça sequer uma intercessão em nosso favor. Por isso, temos a garantia de que mesmo cruzando aqui os vales mais escuros, estamos a caminho do céu, pois aqueles que foram salvos pela graça, desfrutarão da glória eterna!
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/

A vitória de Cristo foi na cruz ou no Inferno?

Apresento-lhes algumas considerações acerca da famosa canção “A Vitória da Cruz”, com o objetivo de esclarecer, orientar o povo de Deus, especialmente os jovens.
1) O título da canção está correto à luz da Bíblia Sagrada. Mas a letra depõe contra o próprio título. Por quê? Porque enfatiza que a vitória da cruz não foi na cruz (!!!), e sim no Inferno, onde Cristo teria aberto as nossas cadeias e nos resgatado. À luz da Palavra de Deus, a vitória de Cristo foi mesmo alcançada NA CRUZ! Embora a obra da redenção esteja apoiada no tripé “nascimento, morte e ressurreição”, a crucificação de Jesus é seu ponto alto. Afinal, foi na cruz que o Senhor bradou: “Está consumado” (Jo 19.30). NA CRUZ Jesus venceu Satanás, como se lê claramente em duas passagens neotestamentárias:
“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, POR SUA MORTE, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hebreus 2.14).
“E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles NA CRUZ” (Colossenses 2.15).
2) Para quem não sabe, o Diabo NUNCA esteve no Inferno! Ele é o príncipe das potestades do ar; o seu trono está nas regiões celestiais (Ef 2.2; 6.12; Gl 1.8). Como, pois, ele pôde ouvir os passos fortes que abalaram o Inferno? Como Jesus teria acabado com a sua comemoração?
3) Biblicamente, é errado afirmar que os demônios se alegraram ou fizeram festa com a morte de Cristo, pois foi exatamente na sua morte sacrificial que eles foram derrotados, como vimos nas passagens acima. O Inimigo tentou matar Jesus ANTES de Ele chegar à cruz (Lucas 4.28-30). Satanás induziu Pedro (por influência, e não por possessão) a fazer Jesus desistir da idéia de morrer na cruz, mas Ele o repreendeu: “Para trás de mim, Satanás” (Mateus 16.22,23). Quando Jesus já estava na cruz, o Inimigo tentou frustradamente convencê-lo a descer de lá (cf. Mateus 27.40,42). Por que o Diabo faria festa pela verdadeiramente VITÓRIA DA CRUZ?

4) Não houve festa nenhuma no Inferno envolvendo o Diabo e seus agentes! O Inimigo foi derrotado e exposto ao desprezo NA CRUZ, na morte de Cristo! Embora o plano redentor de Deus, para nós, tenha se concretizado na ressurreição de Cristo, pois sem ela seria vã a nossa fé (1 Coríntios 15.17-20), a ênfase desse plano é a vitória da cruz. Por isso, a mensagem da cruz é tão poderosa (1 Coríntios 1.18).
5) Apesar de estar derrotado por antecipação e aguardando o cumprimento de sua sentença (João 16.8-11), o Diabo ainda não foi esmagado, como diz a canção! Esmagamento significa derrota total, e isso ainda não aconteceu! Em Romanos 16.20, está escrito: “E o Deus da paz EM BREVE ESMAGARÁ DEBAIXO DE VOSSOS PÉS A SATANÁS”. Isso diz respeito ao futuro (1 Co 6.3; Ap 20.9,10).

6) O Diabo nunca teve chaves! Pelo menos, as Escrituras não mencionam que ele, em algum momento, tenha possuído a chave do Inferno. Jesus apenas disse: “... eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.18). Por conseguinte, não podemos afirmar que Cristo tomou as chaves do Diabo!
7) Portanto, Jesus não nos resgatou no Inferno! Ele não abriu as nossas cadeias no Inferno! Não! O título da canção em apreço deveria ser A VITÓRIA DO INFERNO. Mas foi com o sangue da cruz que Cristo resgatou a humanidade (1 Pedro 1.18,19), comprando-nos para Deus, como se lê em Apocalipse 5.9: “... Digno és... porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”. Ele, portanto, pagou o preço do resgate a Deus, e não ao Diabo!
Respeitosamente,
Ciro Sanches Zibordi

Combatendo os Nicolaítas

Segundo o exemplo da Igreja de Éfeso-Baseado Em Apocalipse 2
Escrito por Rev Hernandes Dias Lopes
• Mesmo cercada por perseguição e mesmo atacada por constantes heresias, essa igreja permaneceu firme na Palavra, contra todas as ondas e novidades que surgiram. Jesus já alertara sobre o perigo dos lobos vestidos com peles de ovelhas (Mt 7:15). Paulo já havia avisado os presbíteros dessa igreja (At 20:29-30) sobre os lobos que penetrariam no meio do rebanho e sobre aqueles que se levantariam entre eles, falando coisas pervertidas para arrastar atrás deles os discípulos. Agora os lobos haviam chegado.

• O apóstolo João nos advertiu a provar os espíritos, porque há muitos falsos profetas (1 Jo 4:1). A igreja de Éfeso estava enfrentando os falsos apóstolos, que se autodenominavam apóstolos, ensinando à igreja heresias perniciosas (2:2).

• A igreja de Éfeso tinha discernimento espiritual - tornou-se intolerante com a heresia (v. 2) e com o pecado moral (v. 6).

• Os Nicolaítas (destruidores do povo) pregavam uma nova versão do Cristianismo. Eles pregavam um evangelho sem exigências, liberal, sem proibições. Eles queriam gozar o melhor da igreja e o melhor do mundo. Eles incentivavam os crentes a comer comidas sacrificadas aos ídolos. Eles ensinavam que o sexo antes e fora do casamento não era pecado. Eles acabavam estimulando a imoralidade. Mas a igreja de Éfeso não tolerou a heresia e odiou as obras dos Nicolaítas.

• Aplicação à igreja brasileira - A igreja evangélica brasileira precisa desta mensagem. As pessoas hoje buscam experiência e não a verdade. Elas não querem pensar, querem sentir. Elas não querem doutrina, querem as novidades, as revelações, os sonhos e as visões. Elas não querem estudar a Palavra, querem escutar testemunhos eletrizantes. Elas não querem o evangelho da cruz, buscam o evangelho dos milagres. Elas não querem Deus, querem as bênçãos de Deus.

• Estamos vivendo a época da paganização da igreja - Cada culto tem um tom doutrinário. A igreja não tem mais uma linha. O que determina não é mais a Palavra, mas o gosto da freguesia. A igreja prega o que dá ibope. A igreja oferece o que o povo quer ouvir. A igreja está pregando outro evangelho: o evangelho do descarrego, da quebra de maldições mesmo para os salvos, da prosperidade material e não da santificação, da libertação e não do arrependimento. Exemplos: Misticismo pragmático, numerolatria, pregadores estrela, igrejas empresa, falsos apóstolos.

• A igreja está perdendo a capacidade de refletir - Os crentes hoje não são como os bereanos, nem como os crentes de Éfeso fiéis à doutrina. Estamos vendo uma geração de crentes analfabetos da Bíblia, crentes ingênuos espiritualmente. Há uma preguiça mental doentia. Os crentes engolem tudo aquilo que lhes é oferecido em nome de Deus, porque não estudam a Palavra. Crentes que já deveriam ser mestres, ainda estão como crianças agitadas de um lado para o outro, ao sabor dos ventos de doutrina. Correm atrás da última novidade. São ávidos pelas coisas sobrenaturais, mas deixam de lado a Palavra do Deus vivo. Exemplo: Uma reunião que os pastores falaram da revelação dos apóstolos do Brasil.

• Um crescimento numérico cheio de preocupações - Estamos vendo a explosão numérica da igreja evangélica no Brasil, mas que igreja, que evangelho? O que está crescendo não é o evangelho genuíno, mas um misticismo híbrido. O que estamos vendo florescer é um cristianismo híbrido, sincrético, heterodoxo, um outro evangelho.

Extraído do Livro: Estudos no Livro de APOCALIPSE de autoria de: Hernandes Dias Lopes
Apostila que deu origem ao Livro:  "Apocalipse: o Futuro Chegou, as Coisas que em Breve Devem Acontecer"

Publicado com autorização do autor. Visite o site: www.hernandesdiaslopes.com.br
Fonte: http://escatologiacrista.blogspot.com.br/

O Deus do céu, o Deus do Inferno!!


O inferno não é nem a AUSÊNCIA eterna de Deus, nem a SEPARAÇÃO eterna de Deus. De fato Deus é muito presente no inferno, mas presente na totalidade de sua IRA.

Ninguém ficará eternamente deixado aos seus próprios termos. Isso mostra o contrário da opinião tão difundida de que Satanás governa o inferno. Deus faz as regras tanto no céu como no inferno. Ele é o Deus do céu e do inferno, ele é o Deus da luz, mas também é o Deus das trevas, de fato, só Ele é Deus.

Davi disse confessou que não importava onde ele fosse, não poderia escapar da presença de Deus: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” - Salmos 139:7-12
Deus é inevitável para suas criaturas! Deus é soberano sobre todas as coisas - Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. O inferno não é uma “festa” onde Satanás é o anfitrião. O inferno é o lugar onde Deus derrama Sua ira implacável sobre o homem não justificado em Cristo.
Jesus apaga a névoa que repousava sobre os autores do Antigo Testamento, nos dando uma visão clara sobre a eternidade: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” - Mateus 10:28
Na cruz, Jesus não suportou a AUSÊNCIA do Pai. Ele suportou a PLENITUDE de Sua ira. Vemos isso na imagem do “cálice” que Jesus bebeu.  Falando com Tiago e João, Jesus diz: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber...” - Mateus 20:22 - Já no Velho Testamento há a linguagem presente do cálice da ira de Deus (Is 51.15; Jr 25.15; Is 51.22...) – Eis a oração de Jesus momentos antes de enfrentar a Cruz: “E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Mateus 26:39
A realidade do abandono do Pai a Jesus não era apenas que Jesus foi separado do Pai. Ele foi abandonado no sentido em que foi colocado sobe Jesus tudo o que o Pai despreza, odeia e amaldiçoa. Ele não foi abandonado no sentido em que foi deixado sozinho, mas que ele ficou desprovido de TODA MISERICÓRDIA e sujeito a TODA IRA. Ele bebeu o cálice da ira de Deus. A face do Pai que brilhou tão radiante no batismo do Filho, tornou-se uma carranca escura quando o Filho foi feito pecado por nós, seu povo.
O inferno é o lugar de tormento tanto para Satanás quanto para  os homens. É onde Deus serve a taça da ira ( Que Jesus bebeu na cruz por todos os redimidos ) por toda a eternidade. Satanás não comanda tormentos do inferno, ele próprio estará sofrendo o tormento  a partir da mão do próprio Deus. Satanás não está no comando do inferno, Deus está. O inferno é o inferno de Deus.
Separação eterna de Deus seria um alívio para o pecador diante de um Deus irado.. Mas não é esse o caso quando se fala do inferno. O inferno não é a separação eterna de Deus. Na verdade, é exatamente o oposto. É o sofrimento eterno vindo mão de Deus. É o abandono e separação de toda misericórdia de Deus e o eterno beber do cálice que Jesus tomou na cruz: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” - Hebreus 10:31
O encerramento da  Confissão Belga (1619) diz:
Finalmente, cremos conforme a palavra de Deus que, quando chegar o momento determinado pelo Senhor [ Mt 24:36; Mt 25:13; 1Ts 5:1,2.] - o qual todas as criaturas desconhecem -, e o número dos eleitos estiver completo [Hb 11. 39,40; Ap 6:11.], nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu, corporal e visívelmente [Ap 1:7.], assim como subiu ao céu (Atos 1:11), com grande glória e majestade [Mt 24:30; Mt 25: 31.]. Ele se manifestará Juiz sobre vivos e mortos [Mt 25:31-46; 2Tm 4:1; 1Pe 4:5.], enquanto porá em fogo e chamas este velho mundo para purificá-lo [2Pe 3:10-13.].
Naquele momento comparecerão perante este grande Juiz, pessoalmente, todas as pessoas que viveram neste mundo [Dt 7:9-11; Ap 20:12,13.]: homens, mulheres e crianças, citados pela voz do arcanjo e pelo som da trombeta divina (1Tessalonicenses 4:16). Porque todos os mortos ressuscitarão da terra [Dn 12: 2; Jo 5:28,29.] e as almas serão reunidas aos seus próprios corpos em que viveram. E a respeito daqueles que ainda estiverem vivos: eles não morrerão como os outros, mas serão transformados num só momento. De corruptíveis se tornarão incorruptíveis [1Co 15:51,52; Fp 3:20,21.].
Então, se abrirão os livros e os mortos serão julgados (Apocalipse 20:12), segundo o que tiverem feito neste mundo, seja o bem ou o mal [Hb 9:27; Ap 22:12.] (2Coríntios 5:10). Sim, "de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta" (Mateus 12:36), mesmo que o mundo a considere apenas brincadeira e passatempo. Assim será trazido à luz diante de todos o que os homens praticaram às escondidas, inclusive sua hipocrisia.
Portanto, pensar neste juízo e realmente horrível e pavoroso para os homens maus e ímpios [Mt 11:22; Mt 23: 33; Rm 2:5,6; Hb 10:27; 2Pe 2:9; Jd :15; Ap 14:7a], mas muito desejável e consolador para os justos e eleitos. A salvação destes será totalmente completada e eles receberão os frutos de seu penoso labor [Lc 14:14; 2Ts 1:3-10; 1Jo 4:17.]. Sua inocência será reconhecida por todos e eles presenciarão a vingança terrível de Deus contra os ímpios, que os tiranizaram, oprimiram e atormentaram neste mundo [Ap 15:4; Ap 18:20.]. Os ímpios serão levados a reconhecer sua culpa pelo testemunho da própria consciência. Eles se tornarão imortais, mas somente para serem atormentados no "fogo eterno [Mt 13:41,42; Mc 9:48; Lc 16:23-28; Ap 21:8.], preparado para o diabo e seus anjos " [Ap 20:10.] (Mateus 25:41).
Os crentes e eleitos, porém, serão coroados com glória e honra. O Filho de Deus confessará seus nomes diante de Deus, seu Pai (Mateus 10:32), e seus anjos eleitos [Ap 3:5.] e Deus "lhes enxugará dos olhos toda lagrima" [Is 25:8; Ap 7:17.] (Apocalipse 21:4). Assim ficará manifesto que a causa deles, que agora por muitos juízes e autoridades está sendo condenada como herética e ímpia, é a causa do Filho de Deus. E, como recompensa gratuita, o Senhor os fará possuir a glória que jamais poderia surgir no coração de um homem [Dn 12: 3; Mt 5:12; Mt 13:43; 1Co 2:9; Ap 21:9-22:5.].
Por isso, esperamos este grande dia com grande anseio para usufruirmos plenamente das promessas de Deus em Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amen! Vem, Senhor Jesus!
Fonte: http://www.josemarbessa.com/

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lição 13: O Inferno

Nós aprendemos que a ira de Deus é manifestada contra a humanidade na separação do homem de Deus, seu ser sendo entregue ao pecado, sua exposição à miséria, e sua sujeição à morte física. Nesta lição, vamos considerar a maior de todas as manifestações de ira divina — o inferno. Uma das mais solenes verdades das Escrituras é que as consequências do pecado não terminam com a morte física. Após a morte, há um julgamento final, e aqueles que morrem em seus pecados passarão a eternidade no inferno. Muito embora esta doutrina seja frequentemente ridicularizada e rejeitada, não podemos ignorar o claro ensinamento das Escrituras: há um lugar para julgamento eterno dos perversos.

Hades e Geena

No Novo Testamento, dois termos específicos são utilizados para se referir ao inferno: Hades e Geena. Podemos chegar a uma compreensão mais clara da natureza do inferno a partir de um estudo cuidadoso dessas duas referências.

Hades

A palavra Hades vem da palavra grega hades, que aparece dez vezes no Novo Testamento (Mateus 11:23; 16:18; Lucas 10:15; 16:23; Atos 2:27, 31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13-14). Embora ela seja mais empregada como uma referência à morte e à moradia geral dos mortos, ela é claramente usada em Lucas 16:23 para se referir a um lugar onde os perversos são atormentados. Há duas interpretações principais a respeito do Hades e sua relação com o Geena: (1) Hades e Geena se referem ao mesmo lugar de tormento. Antes da ressurreição e o último julgamento, os perversos sofrerão em um estado desencarnado. Após a ressurreição e o julgamento final, os perversos são unidos a seus corpos ressurretos e retornados ao mesmo lugar de tormento. (2) O Hades é a moradia temporária dos perversos desencarnados até a ressurreição e o julgamento final, quando os perversos são reunidos com seus corpos e transferidos para um lugar de tormento eterno chamado Geena. Esta segunda interpretação parece mais provável, uma vez que o Hades um dia será destruído (Apocalipse 20:14) enquanto o sofrimento no Geena é interminável (Marcos 9:47-48).

Geena

A palavra Geena aparece doze vezes no Novo Testamento (Mateus 5:22, 29-30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Marcos 9:43, 47; Lucas 12:5; Tiago 3:6). Ela é a forma grega da expressão em aramaico gehinnam, que se refere ao vale de Hinom (Josué 15:8), localizado ao sul de Jerusalém (hoje ele é chamado de Wadi er-Rababi). Sob o reinado dos reis ímpios Acaz e Manassés, este era um lugar onde os pais ofereciam seus filhos como sacrifício ao deus amonita Moloque (vide Jeremias 32:35; 2 Reis 16:3; 21:6). Durante o reinado de Josias, a prática do sacrifício de crianças foi abolida e o vale de Hinom foi dessacralizado (2 Reis 23:10-14). Ele eventualmente se tornou um aterro para disposição de lixo, carcaças de animais mortos, e os corpos de criminosos executados. Era um lugar de fogo e fumaça contínuos e era infestado com larvas, vermes e animais daninhos. Na época de Cristo, a palavra Geena era comumente empregada para denotar o lugar de punição e tormento final para os perversos — um lugar de eternas morte, corrupção, impureza e miséria.

A Natureza do Inferno

Em qualquer tentativa de entender a natureza do inferno, devemos proceder com muita cautela. Por um lado, devemos ser cuidadosos para seguir as Escrituras e não as descrições fantásticas do inferno criadas tanto pela literatura antiga quanto pela literatura moderna e a mídia. Por outro lado, devemos ser cuidadosos para não menosprezar a doutrina do inferno ou diminuir seus horrores. De acordo com as Escrituras, e especialmente os ensinos de Jesus Cristo, existe um lugar real chamado inferno que é tão terrível em seu sofrimento quanto eterno em sua duração.

Exclusão da Presença Favorável de Deus

O primeiro, e possivelmente o mais terrível, aspecto do inferno é a exclusão da presença favorável de Deus. No pensamento evangélico moderno, o inferno é frequentemente descrito como um lugar de tormento externo à presença de Deus. É frequentemente dito que o céu é o céu por causa da presença de Deus, e o inferno é o inferno por causa de Sua ausência. Embora esta afirmação tenha um elemento de verdade, ela é extremamente capciosa. Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de Sua presença favorável. De fato, o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de Sua justiça e ira.
1. 2 Tessalonicenses 1:9-10 é um dos mais importantes textos nas Escrituras a respeito da separação dos perversos da presença favorável de Deus. Leia o texto até que esteja familiarizado com seu conteúdo e então escreva suas considerações.
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2. Nas Escrituras, diversos textos se referem ao julgamento final e o inferno como sendo expulso ou excluído da presença de Deus. Considere cada texto cuidadosamente e então escreva suas considerações.
Mateus 7:23; Lucas 13:27
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Mateus 8:11-12; 22:13; 25:30
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3. Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de Sua presença favorável. Sem retirar nada dos textos que acabamos de considerar, é importante observar que o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de Sua justiça e ira. O que os textos abaixo nos ensinam sobre esta verdade?
Apocalipse 14:9-10
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Isaías 30:33
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Sofrimento Indescritível

É impossível ser fiel às Escrituras, especialmente às palavras de Jesus, enquanto ao mesmo tempo se procura negar ou ignorar as verdades que elas ensinam a respeito do sofrimento dos perversos no inferno. Como veremos, as Escrituras, e especialmente Jesus, falam sobre o inferno como um lugar de sofrimento indescritível. É corretamente dito que a felicidade do céu vai além da compreensão humana e do poder de comunicação da linguagem humana. De acordo com as Escrituras, o mesmo pode ser dito dos sofrimentos e horrores do inferno. É importante lembrar que embora a doutrina do inferno seja repulsiva para muitos, isso não a torna menos real.
Antes de procedermos, é importante entender que o inferno não é um lugar onde os perversos são cruelmente torturados, mas onde eles sofrem a perfeita justiça pelos seus pecados. Deus não é cruel. Ele não tortura alegremente Seus inimigos. De fato, a Bíblia ensina que Deus não se compraz na morte do perverso (Ezequiel 18:23, 32). Deus é um Deus de justiça, e o inferno é o lugar onde esta justiça é aplicada. Os perversos recebem a exata medida de punição que lhes é devida.
1. De acordo com as palavras de Jesus nas seguintes passagens das Escrituras, como o inferno é descrito? O que cada descrição nos ensina sobre o sofrimento encontrado no inferno?
a. Um lugar de T_____________ (Lucas 16:28)
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b. Um lugar onde há C_____________ e R_____________ de dentes (Mateus 8:12)
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Nota: Esta descrição dos sofrimentos do perverso no inferno é importante por causa de seu frequente uso por Jesus (Mateus 13:42, 50; 22:13; 24:51; 25:30; Lucas 13:28).
2. As duas passagens das Escrituras abaixo nos revelam algo a respeito do indescritível sofrimento do inferno. Leia cada passagem até que esteja familiarizado com seu conteúdo e então resuma o que é revelado a nós sobre os tormentos do inferno.
Lucas 16:19-31
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Apocalipse 14:9-11
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3. Embora a Bíblia deixe claro que cada habitante do inferno sofrerá tormento inenarrável, ela também ensina que este sofrimento será de acordo com o pecado da vida de cada um. O que as passagens abaixo nos ensinam sobre esta verdade?
Mateus 11:20-24
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Lucas 12:42-48
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Mateus 23:14
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 Punição Eterna
Possivelmente a mais assustadora verdade sobre o inferno é que ele é eterno. Todos os que passam por seus portões estão privados de qualquer esperança de futura redenção ou restauração. Eles estão eternamente condenados. Esta verdade é provavelmente uma das mais repulsivas àqueles que rejeitam a doutrina bíblica do inferno. Como pode ser justa uma punição eterna? A punição não excede de longe o crime?
Quando se pensa a respeito da natureza do inferno, duas verdades devem ser consideradas: (1) Devemos levar em conta a abominável natureza do pecado. Pecado cometido contra um Deus infinitamente digno é merecedor de punição eterna. Chutar um cachorro é algo terrível, mas não é nada comparado a um homem bater em sua mulher ou esbofetear seu rei. Quão maior é o crime que se opõe a um Deus infinitamente grande e digno (Salmo 145:3)? (2) A punição do inferno é eterna, pois ao longo da eternidade os perversos continuarão sua rebelião sem arrependimento. Não devemos assumir que os perversos se arrependem no dia do julgamento ou após uma curta estadia no inferno. Ao invés disso, seu ódio por Deus, sua dureza de coração, e sua rebelião desavergonhada continuam ao longo da eternidade. Eles foram lançados no inferno como odiadores de Deus, e odiadores de Deus eles permanecem. Rebelião eterna exige punição eterna.
1. Como o inferno é descrito nas seguintes passagens das Escrituras? O que estas descrições comunicam a nós sobre a eterna natureza do inferno?
a. F__________ E___________ (Mateus 18:8; 25:41; Judas 7)
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b. C____________ E_____________ (Mateus 25:46)
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c. E___________ D_______________ (2 Tessalonicenses 1:9)
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Nota: Embora alguns argumentem erroneamente que a palavra destruição indica uma cessação de existência, a palavra eterna torna esta interpretação impossível. No inferno, os perversos são entregues a uma existência que pode ser corretamente descrita como destruição contínua.
2. O que os textos bíblicos abaixo nos ensinam sobre a natureza eterna do inferno e a punição eterna repartida entre os perversos?
Marcos 9:47-48
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Apocalipse 14:11
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Apocalipse 20:10; Mateus 25:41
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3. Muitos que negam a natureza eterna do inferno nunca negariam a natureza eterna do céu. Contudo, para que haja consistência é necessário que se alguém rejeita a natureza eterna do inferno, ele também rejeite a natureza eterna do céu. Como Mateus 25:46 demonstra esta verdade?
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Nota: Seria inconsistente dar dois significados contraditórios à mesma palavra na mesma sentença. Se punição “eterna” não significa de fato que os perversos são punidos para sempre, então vida “eterna” não significa realmente que os justos vivem para sempre na presença de Deus.

Uma Descrição Bíblica do Inferno

Nas Escrituras, muitas descrições gráficas e impressionantes do inferno são dadas. Se elas devem ser tomadas como literais ou não tem sido um debate constante entre os estudiosos conservadores. O inferno é um lugar de literais fogo e trevas, de enxofre e fumaça? Se alguém nega uma interpretação literal destas descrições com o propósito de diminuir os sofrimentos dos perversos no inferno, isto deve ser desconsiderado. Contudo, é aceitável considerar estas descrições como sendo figurativas no sentido de que sejam uma tentativa de descrever algo tão aterrorizante que vai além da capacidade da mente humana de conceber e além do poder de comunicação de nossa linguagem humana. Para descrever os horrores do inferno, os autores bíblicos usaram os maiores horrores conhecidos pelo homem na terra, mas pode-se afirmar que o inferno é pior do que qualquer coisa encontrada na terra. Fogo, trevas, enxofre, e fumaça são apenas uma tentativa débil de descrever a realidade muito mais aterrorizante do que qualquer uma destas palavras possa comunicar. Da mesma maneira que as glórias do céu não podem ser compreendidas pela mente humana ou comunicadas através da linguagem humana, os horrores do inferno estão além de nossa compreensão e habilidade de descrição.
1. Como o inferno é descrito nas passagens abaixo? O que estas descrições nos comunicam a respeito da natureza do inferno?
a. F_______ (Mateus 3:10; 7:19): Ao longo das Escrituras, a ideia de fogo é utilizada para comunicar o julgamento e a ira de Deus revelados contra o pecado e o pecador. É a reação santa e justa de Deus para com todo o que contradiz Sua natureza e vontade. É feroz, aterrorizante, e irresistível. Tão aterrorizante e intensamente doloroso como o fogo literal é para um homem em chamas, ainda assim não pode sequer começar a descrever o fogo da ira de Deus que é distribuído contra os perversos no inferno.
b. F__________ E____________ (Mateus 18:8; 25:41): A ênfase aqui é que os sofrimentos dos perversos no inferno são para sempre. Não há esperança de redenção ou restauração para aqueles que estão no inferno.
c. F__________ I______________ (Mateus 3:12): A ideia comunicada aqui é que os tormentos do inferno não apenas serão eternos, mas irredutíveis. Não haverá qualquer alívio para os condenados.
d. L_________ de F_________ e E____________ (Apocalipse 20:10): Esta descrição é dada para comunicar a imensidão do poder do inferno. Não é apenas um pingo ou um pequeno riacho de tormento, mas os habitantes do inferno serão como aqueles perdidos no mar em um oceano massivo e agitado da ira de Deus, surrados e lançados, indo e vindo pelas violentas e eternas ondas da justa indignação de Deus, como homens se afogando em um massivo e agitado caldeirão de fogo.
e. F___________ A___________ (Mateus 13:42): A verdade comunicada aqui é intensa. Em uma fornalha, todos os elementos aterrorizantes do fogo são intensificados — há pouca chance do calor escapar, nenhuma chuva para refrear as chamas, e nenhuma brisa para trazer refrigério ou alívio. A intensidade dos sofrimentos do inferno nunca será diminuída.
f. F________ nas T____________ (Mateus 8:12; 22:13; 25:30): A verdade comunicada aqui é de alienação. Os habitantes do inferno são expulsos e não se acha lugar para eles. Eles não são apenas alienados de Deus, mas da comunhão com outros. É um lugar de absoluto e insuportável isolamento, aparte da vida e da luz de Deus.
g. N__________ das T___________ (Judas 13): Há pouquíssimas coisas mais solitárias ou que mais aprisionam do que a negridão das trevas. Relacionado a tal escuridão está a maior sensação de condenação ou desesperança.
h. S__________ M___________ (Apocalipse 20:14; 21:8): O destino final dos perversos é justamente o oposto do destino do crente. Para o crente não existe mais o medo da morte (Hebreus 2:15) porque não existe mais morte (Apocalipse 21:4). Em contraste, os perversos viverão em um estado de morte infinita. Eles terão uma existência consciente, mas sem nenhuma das bênçãos, esperanças ou alegrias da vida.
2. Tendo considerado alguns dos nomes descritivos do inferno, escreva suas considerações. Como você descreveria o inferno para outra pessoa?
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Avisos Para Evitar o Inferno a Qualquer Custo

Os horrores do inferno são claramente comunicados nos avisos escriturais para que se evite o inferno a qualquer custo. De todos os horrores que possam de alguma maneira vir sobre o homem, o inferno é o pior deles. É importante observar que Jesus Cristo falou sobre o inferno mais do que todos os outros autores bíblicos juntos. Ele ensinou claramente e sem utilização de escusas sobre as realidades do inferno e deu aos homens o maior de todos os avisos para fugir da ira vindoura. Os textos abaixo são dois dos mais sérios avisos dados por Jesus Cristo a respeito dos horrores do inferno. Escreva suas considerações. O que estes avisos nos comunicam a respeito dos horrores do inferno e a necessidade de temê-los?
Mateus 10:28
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Lucas 12:5
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3. Jesus e os autores bíblicos não apenas ensinaram sobre os horrores do inferno, mas advertiram aos homens que evitassem a condenação do inferno a qualquer custo. O que as seguintes passagens das Escrituras nos ensinam a respeito desta verdade?
Lucas 13:24
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Nota: A palavra esforço vem de uma palavra grega que significa pelejo, luta, trabalho intenso, ou trabalho com tremendo zelo.
Mateus 18:8-9; Marcos 9:43-48
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Nota: Estas passagens não devem ser tomadas literalmente — Jesus não está ensinando as virtudes da automutilação como um meio para restringir as paixões pecaminosas. Ele está simplesmente ensinando que devemos lidar radicalmente com o pecado por causa de suas consequências terríveis. Um homem que lida com o pecado de maneira insignificante nunca escapará do fogo do inferno.

A Única Esperança do Homem

Chegando ao final do estudo sobre o homem, nós alcançamos algumas conclusões solenes. O pecado de Adão alcançou toda a raça humana. Todo homem é um ser moralmente corrupto, hostil para com Deus, e indisposto a se submeter à Sua vontade. Todos são capazes de pecados e perversões inenarráveis, e todos são, portanto, merecedores da justa condenação de um Deus santo e reto. As Escrituras são claras: todos os homens sem exceção permanecem condenados diante de Deus sem escusa ou álibi, e o homem não pode fazer nada para mudar suas circunstâncias ou reconciliar a si mesmo com Deus. Esta é uma verdade apavorante, mas ela deve ser crida e aceita se pretendemos compreender a grande salvação que Deus cumpriu para Seu povo através de Jesus Cristo.
As seguintes passagens das Escrituras são uma conclusão adequada para este estudo, pois elas não apenas declaram a verdade solene a respeito de nossa inabilidade de salvar a nós mesmos, mas também proclamam a grande esperança de salvação através da misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo. Considere cada passagem, escrevendo tanto a verdade solene quanto a grande esperança que é encontrada em cada uma.
Salmo 130:3-4
a. A Verdade Solene (v. 3):
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b. A Grande Esperança (v. 4):
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Romanos 3:19-26:
a. A Verdade Solene (vs. 19-20):
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b. A Grande Esperança (vs. 21-26):
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Romanos 7:24-8:2:
a. A Verdade Solene (7:24):
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b. A Grande Esperança (7:25-8:2):
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Gálatas 3:22:
a. A Verdade Solene:
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b. A Grande Esperança:
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A verdade sobre o homem é devastadora para qualquer um cuja consciência tenha sido acordada pelo Espírito Santo. Como o apóstolo Paulo clamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). A resposta para a pergunta de Paulo e a solução para o apuro apavorante do homem é encontrada apenas em Cristo — o Evangelho, ou as Boas Novas de Sua obra salvadora por nós.
O salmista nos diz que se o Senhor mantivesse um registro de nossas transgressões contra Ele, não haveria um único homem na terra que pudesse subsistir diante d’Ele no julgamento (Salmo 130:3-4). Nossas iniquidades recaíram sobre nossas cabeças e como um fardo pesado o peso delas é demais para que suportemos (Salmo 38:4). O pecado é o maior problema da humanidade a fonte singular de todas as maledicências que nos arruínam como indivíduos e como sociedades coletivas. Portanto, nossas duas maiores necessidades são a salvação da condenação do pecado, e o livramento de seu poder. Ambas as quais são fornecidas na pessoa de Jesus Cristo e em Sua obra salvadora por nós.
A Bíblia declara inequivocamente que Deus é misericordioso e compassivo, longânimo e assaz benigno (Êxodo 34:6-8). Portanto, Ele não se compraz na morte do perverso, mas prefere que ele se desvie de seu mau caminho e viva (Ezequiel 18:23). Independentemente da profundidade do pecado de um homem ou da extensão de sua rebelião, são oferecidos a ele o perdão e a limpeza se ele abandonar seu mau caminho e retornar ao Senhor. O salmista vai ainda mais longe ao dizer que Deus irá perdoar suas obras más, cobrir seus pecados, e não mais considerar suas transgressões (Salmo 32:1-2; Romanos 4:6-8).
São notícias impressionantes, mas nos são apresentadas com um dilema teológico ou filosófico: Como pode um Deus bom e justo conceder perdão a homens perversos? Não fará o que é bom o juiz de toda a terra (Gênesis 18:25)? Pode um Deus justo ser indiferente ao pecado ou varrê-lo para debaixo do tapete como se nunca tivesse acontecido? Pode um Deus santo trazer homens perversos à comunhão com Ele mesmo e continuar sendo santo? As próprias Escrituras declaram que “O que justifica o perverso… é abominável para o SENHOR” (Provérbios 17:15). Então como pode Deus perdoar o perverso sem comprometer Seu próprio caráter? Novamente, a resposta é encontrada na pessoa e na obra de Cristo.
De acordo com as Escrituras, o homem pecou e o salário do pecado é a morte (Romanos 3:23; 6:23). Deus é justo e exige que Sua lei seja satisfeita antes que o culpado possa ser perdoado (Provérbios 17:15). Na plenitude dos tempos, o Filho do Homem tornou-se homem e andou nesta terra em perfeita obediência à lei de Deus (Gálatas 4:4). No fim de Sua vida e de acordo com a vontade do Pai, Ele foi crucificado pelas mãos de homens iníquos (Atos 2:23). Na cruz, ele tomou o lugar de Seu povo culpado e seu pecado foi imputado a Ele (2 Coríntios 5:21). Como o portador dos pecados, Ele se tornou maldição de Deus, abandonado por Deus, e esmagado sob o peso da ira de Deus (Gálatas 3:13; Mateus 27:46; Isaías 53:10). Através de Sua morte, a dívida do pecado foi paga, as exigências de justiça de Deus foram satisfeitas, e a ira de Deus foi satisfeita. Desta maneira, Deus resolveu o grande dilema. Ele puniu justamente os pecados de Seu povo na morte de Seu único Filho, e portanto, pode livremente justificar a todos que depositam sua esperança n’Ele.
Através da morte de Seu Filho, Deus pode agora ser o justo e justificador até mesmo do mais vil pecador que coloca sua esperança n’Ele (Romanos 3:26). Contudo, o Evangelho é mais do que a liberação da condenação do pecado; é também uma libertação do poder do pecado. Em sua primeira epístola, o apóstolo João nos diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5:1). Este novo nascimento que capacita um homem a se arrepender e crer para a salvação, também o capacita a andar em novidade de vida (Romanos 6:4). Através da obra regeneradora do Espírito Santo, o coração de pedra do incrédulo, que estava espiritualmente morto e indiferente a Deus, foi substituído por um coração de carne viva que é tanto propenso quanto capaz de ouvir a Sua voz e segui-Lo (Ezequiel 36:25-27). Apesar de ele ter sido uma árvore má dando maus frutos, ele agora é uma boa árvore plantada junto a ribeiros de água, que dá seus frutos na devida estação, e cujas folhagens não murcham (Mateus 7:17-18; Salmo 1:3). Assim, o crente não é apenas justificado, mas também é a própria obra que Deus criou em Cristo Jesus para as boas obras (Efésios 2:10). De fato, esta contínua transformação moral na vida do crente é a base de sua garantia e a evidência da verdadeira conversão.
Como dissemos desde o início, o Evangelho é uma notícia chocante, mas a pergunta permanece: “Como isso pode ser obtido?” “O que um homem deve fazer para ser salvo?” A resposta é clara: ele deve “arrepender-se e crer no Evangelho” (Marcos 1:15). As diversas passagens neste livro de estudos já refutaram qualquer argumento ou sugestão de que um homem possa ser salvo por sua própria virtude e mérito. Em nós mesmos, somos destituídos de ambos, e mesmo o que possa ser chamado de boas obras diante de outros homens, não são nada além de trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6). Portanto, para sermos salvos, para obtermos a salvação prometida no Evangelho, devemos rejeitar toda e qualquer confiança na carne, e confiar apenas em Cristo (Filipenses 3:3). O Cristão é o homem que concordou com Deus a respeito de seu estado pecaminoso, renunciou toda a confiança em sua virtude e mérito, e depositou toda sua esperança para salvação na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. -João 3:16.
Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/10/paul-washer-o-inferno

Para se pensar

A mensagem abaixo é forte mas verdadeira. A palavra Evangelho significa boas novas. No caso abaixo, boas novas do inimigo. Leia a matéria.

O Evangelho de Satanás
Satanás não é um iniciador, ele é um imitador. Deus tem o Seu Filho Unigênito, Satanás tem "o filho da perdição" (2Ts 2:3). Assim como há a Trindade Santa, do mesmo modo existe a Trindade do Mal (Ap 20:10). Nós lemos sobre os "filhos de Deus", assim também como lemos sobre "os filhos do Maligno" (Mt 13:38). Deus em ambos opera tanto o querer como o realizar segundo Sua boa vontade, mas Satanás é o espírito que opera sobre os filhos da desobediência (Ef 2:2).

Existe o mistério da piedade (1Tm 3:16), como também o mistério da iniquidade (2Ts 2:7). Nós vemos que Deus com Seus anjos sela Seus servos na fronte (Ap 7:3), assim como também vemos Satanás marcar seus devotos na fronte (Ap 13:16). Nós vemos que o "Espírito perscruta todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus" (1Co 2:10), mas Satanás também provê "coisas profundas" (Ap 2:24).

Cristo faz milagres, Satanás também (2Ts 2:9). Cristo está sobre um trono, Satanás também (Ap 2:13). Cristo tem uma Igreja, Satanás tem uma sinagoga (Ap 2:9). Cristo é a Luz do mundo, Satanás "transforma-se em anjo de luz" (2Co 11:14). Cristo teve seus apóstolos, Satanás tem seus apóstolos também (2Co 11:13). E estes pregam o "evangelho de Satanás".

O "evangelho de Satanás" não é um sistema de princípios revolucionários, nem um programa de anarquia. Não promove conflitos e guerras, mas almeja a paz e unidade. Não procura colocar a mãe contra a filha, nem o pai contra o filho, mas promove um espírito fraterno por meio do qual a raça humana é tida como uma grande "irmandade". Não procura arrastar o homem natural ao fundo do poço, e sim melhorá-lo e enaltecê-lo. Advoga a educação, o cultivar e o apelar ao que "de melhor existe dentro de nós". Almeja fazer deste mundo um habitat tão confortável e apropriado, que a ausência de Cristo nesse habitat não será percebida, e Deus não será necessário.

O evangelho de Satanás empenha-se por ocupar o homem com muitas coisas deste mundo, de modo que ele não tenha oportunidade ou disposição para pensar no mundo vindouro. Esse evangelho propaga os princípios do auto-sacrifício, caridade e benevolência, ensinando-nos a viver para o bem dos outros e sermos bondosos para com todos. Apela fortemente à mente carnal, tornando-se bastante popular entre as massas, pois ignora os fatos solenes de que o homem, por natureza, é uma criatura caída, alienada da vida de Deus, morta em delitos e pecados, e de que sua única esperança está em nascer de novo.

Arthur W. Pink

Fonte: http://solascriptura-tt.org/

PROFUNDEZAS DE SATANÁS SÓ EM TIATIRA? (Ap 2.18-29)


Esta carta é a mais longa de todas do Apocalipse e contém uma apresentação do Senhor Jesus com ênfase em sua divindade, nos versículos iniciais da carta encontramos essa poderosa revelação do Mestre Amado: “Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo e os pés como semelhantes ao latão reluzente” (Ap 2.18), sem dúvida era pra que neste lugar em que se falava e ensinava sobre “profundezas de satanás”(v 24),eles entendessem que a maior e mais profunda verdade sobre o mundo espiritual,o único que tem autoridade para ensinar é o Senhor que é o soberano incontestável.

Neste rápido comentário vamos nos deter apenas na intrigante expressão do Senhor Jesus no versículo 24: “Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram como dizem as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei”. "As profundezas de Satanás" (isto é, "os segredos profundos") talvez se refiram ao falso ensino de que, para experimentar plenamente a graça e a salvação divinas, devemos penetrar nas profundezas do pecado e conhecer todos os tipos de males (BEP).

Satanás. Satanás (do gr. satan, que significa adversário)
Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego διάβολος, transl. diábolos, "caluniador", ou "acusador") é o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição cristã.


Em nosso modo de ver estamos vendo o pleno cumprimento do texto de Paulo encontrado em (1Tm 4.1)“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”.

 Satanás estava presente e ativo na Ásia quando Jesus enviou estas cartas às igrejas. Ele tinha

sinagogas em Esmirna (2.9) e Filadélfia (3.9), e um trono em Pérgamo (2.13).Em Tiatira, ele tinha uma profetisa que incentivava as pessoas a conhecerem as “coisas profundas de Satanás”. Para servir a Deus num ambiente cheio da influência do diabo, com tanto misticismo e aberto satanismo,o discípulo de Cristo teria que lutar muito pela sanidade doutrinária e espiritual e confiar em Deus, certo da recompensa para os vencedores.

Acreditamos,como alguns comentadores,que a referência às “profundezas de satanás”poderia ser uma ironia da parte do Senhor sobre o que os próprios falsos profetas e mestres se arrogavam como sendo muito profundos em termos de “espiritualidade” e com isso desprezavam ou ridicularizavam o Anjo da Igreja com seu ensino verdadeiramente bíblico. “Como os ensinamentos apresentados eram baseados nos ensinamentos dos gnósticos que diziam apresentar as profundezas espirituais de Deus, Jesus faz uma ironia considerando esses ensinamentos como sendo as profundezas de Satanás e não de Deus. Afinal a imoralidade pregada e praticada pelos gnósticos e cristãos que as seguiam e aceitavam esses ensinamentos não faziam parte da ética cristã”.

 Um dos perigos atuais e que quase ninguém está enxergando, ou talvez não querendo enxergar!Trata-se das apresentações puramente artísticas a guisa de “culto”, ou adoração, nos templos e que tem tido maciça aceitação são os propalados “Ministérios de danças”, “Rap”,de “malabaris”etc,que ao invés de inspirar verdadeira adoração,gera somente emoção às vezes verdadeira histeria irracional ou quando não até mesmo sensualidade instintiva.Não tenho nada contra estas apresentações, desde que se realizem em locais para isso designados onde vai certamente acontecer vaias,gritos histéricos,e até fanatismo religioso confundido com espiritualidade. Não é de admirar que estejam caindo endemoninhados em tais reuniões e mesmo assim iludem multidões,é simplesmente impressionante!

 Li em um artigo na internet,escrito por alguém que assistiu a um desses shows, o segue sobre o “A maior banda gospel da América latina”,como é o mote de divulgação do mesmo nos meios de comunicação.

Como é tradicional, durante o feriado da Semana Santa, é realizado o “Congresso de Louvor e Adoração Diante do Trono”, em Belo Horizonte. Este ano o evento chegou à sua 13ª edição e foi realizado no Expominas. Estive presente em alguns momentos, já que ganhei uma cortesia (o preço para participar do evento este ano foi R$ 110,00), e pude assistir, triste e assustado, ao culto feito à família Valadão. A celebrização era evidente por meio de um discurso muito distante do Evangelho. A Graça de Cristo sequer foi anunciada.

Como prato principal, muita luz, som, mensagem de autoajuda, promessas vazias de vitória e conquistas. E glamour – muito glamour. Pastores vieram dos Estados Unidos para ensinar (e vender um livro que ensina) “como ser um adorador”. Lá fora, stands variados: venda de livros, CDs e DVDs, camisas, agendas e todo tipo de bugigangas relacionadas à marca Diante do Trono e a outras relacionadas, como André Valadão e Mariana Valadão. Dentre todos os produtos, o que mais me chamou atenção – e assustou - foi a marca de joias da líder do ministério de louvor. Comércio e emocionalismo. Nas chamadas ministrações, excesso de barulho. O som direcionado a potencializar as manifestações emotivas. Muitas lágrimas e gritos, acompanhando o ritmo frenético do som. Quando há silêncio, no entanto, as pessoas se calam. A isso chamam, equivocadamente, de “poder”, “presença de Deus”. Triste engano. (http://www.webevangelista.com/2012/04/sobre-o-diante-do-trono-e-os.html)
 Lá, como hoje, temos muita gente nas igrejas em busca de algo excêntrico, místico ou misterioso,e com toda certeza essa maneira de falar impressiona,convence e até amedronta muita agente incauta e despreparada espiritual, bíblica e teologicamente no seio da Igreja. Aliás, as coisas que perturbavam a fé daqueles fiéis do século primeiro igualmente contaminam a crença de muita agente que hoje se diz crente em nosso “século das luzes”, como se diz por ai. E por estarem os homens muito abertos a esse tipo de misticismo, o diabo, enganador por excelência, tem achado uma tremenda área de conforto onde posar e frutificar suas nefastas e perniciosas ideias nos corações dessa gente que somente se interessa pelo que lhes dê algum sentido emocional ou sentimental de vida. Temos um forte movimento nas Igrejas Neopentecostais propondo sempre extravagâncias e busca do sobrenatural, e com isso abundam os relatos de pessoas com revelações fantásticas e naturalmente sem apoio da bíblia Sagrada, umas buscas pelos milagres venham de onde vierem e isso gerou a síndrome da “milagrolatria”.

  Muitas pessoas hoje estão limitando o chamado avivamento espiritual a milagres, curas exorcismos (expulsões de demônios). Toda vez que superenfatizamos uma verdade em detrimento de outra, nós produzimos deformações e distorções nesta verdade. Deus pode e faz maravilhas, curas e prodígios extraordinários quando Ele quer. Ele é soberano, entretanto, esta não é a ênfase principal de uma vida verdadeiramente avivada. Isto será um dos resultados. Algumas igrejas hoje estão correndo mais atrás de sinais do que atrás de santidade, existem alguns crentes que, empolga-se mais com milagres do que com a vida cheia do Espírito. Como o diabo sabe perfeitamente dessa tendência humana pelo sobrenatural, tem se aproveitado disso exaustivamente se imiscuído no seio das comunidades, não somente os incrédulos, mas também, e infelizmente no meio de muitas chamadas comunidades “evangélicas”, principalmente neopentecostais. Nestes arraiais abundam as “revelações”, onde tudo, ou quase tudo é feito ou deixado de fazer obedecem a tais experiências, geralmente individuais e que acabam por determinar o modo de agir da comunidade local toda, que consideram isso como vontade de Deus mostrada para o tal “Ministério”.

  Um Igreja elogiada por suas muita obras e até mesmo pelo seu Amor maior. Mas, nem tudo eram flores no seio daquela comunidade de fé. Havia uma atitude complacente por parte do Anjo da Igreja,e certamente pelos seus líderes. Qual eram os problemas lá? O Senhor Jesus os identifica como sendo tolerância para com um ensino herético ministrado por uma Mulher, cognominada de profetiza pela congregação local. O conteúdo daquilo que esta senhora divulgava não estava nem um pouco agradando ao Senhor Jesus que repreendeu o líder da igreja e por extensão a todos os crentes da região para que não dessem guarida ao tal ensino extra ou até antibíblico.

Segue comentário interessante encontrado no artigo “The Two Churches”, do site Letusreason,Traduzido/comentado por Mary Schultze, em 31/12/2007.

 Os gnósticos chamavam suas doutrinas de “as profundezas de Deus”, afirmando que elas continham segredos e mistérios arcanos. Contudo, Cristo as chama “profundezas de satanás”. A Bíblia diz que os que procuram tais coisas são os que sentem comichões nos ouvidos. Isso acontece quando a doutrina gnóstica persuade o homem a buscar os mistérios e o profundo conhecimento dos homens que já os obtiveram. A Escritura classifica isso como ocultismo. No Evangelho de Tomé (gnóstico) é declarado que aqueles que alcançam um conhecimento mais elevado não são simplesmente cristãos, mas “cristos”. Como? Experimentando o Espírito e o seu conhecimento arcano da sabedoria divina.

Os primeiros falsos profetas que seduziram os membros da Igreja de Tiatira eram mulheres. A mulher Jezabel, abandonava os profetas de Deus, colocando em seu lugar as próprias falsidades, levando a Igreja ao adultério espiritual. Isso mesmo acontece, hoje em dia, com algumas célebres mulheres carismáticas, que têm os seus próprios ministérios (milionários),  seduzindo os crentes mal informados.Tiatira ainda praticava a  fé e o amor, porém havia sido apanhada na aracnídea rede de uma adúltera, seduzida pelo seu carisma.

Existem dois ministérios batalhando pelas almas: o ministério da iniquidade e o ministério da piedade. Quem se entrega ao primeiro, recebe os mistérios espirituais provenientes de Satanás. Não é possível seguir os dois ministérios, ao mesmo tempo. Satanás é a criatura mais forte criada por Deus e não há qualquer indício de que ele tenha perdido o seu poder e conhecimento, após ter-se corrompido pelo pecado. Não devemos subestimá-lo, pois ele tem grande poder e influência nos assuntos espirituais. O mundo jaz no maligno, isto é, sob sua influência e o seu principal objetivo é levedar e destruir a Igreja do Senhor.

Os falsos profetas da Igreja moderna vangloriam-se de conhecer as profundezas espirituais de Deus, usando os pomposos e  egocêntricos títulos de apóstolos e profetas. (cheios do conhecimento) por eles mesmos declarados. Jesus disse que essas chamadas “profundezas” (do conhecimento) eram, na verdade, “as profundezas de satanás” (Apocalipse 2.24). Esse tipo de engodo satânico tem seduzido a Igreja.
O apóstolo Paulo escreveu a maior parte do Novo Testamento, tendo permitido e até ordenado que questionássemos tais ensinos. Devemos considerar hoje o que a Escritura realmente diz a respeito dos tempos que se aproximam, quando não será tão fácil mudarmos a mente das pessoas em direção à verdade. Como cristãos, nossa atitude deveria ser falar somente a Verdade, não importa que possamos desgostar certos homens, os quais estão ensinando de modo contrário à Escritura. Devemos seguir somente Jesus Cristo, Seus ensinos e os ensinos dos apóstolos por Ele nomeados, de andarmos sempre na verdade. Que possamos ser os Seus discípulos, perseverando até o fim!

Que Deus por seu Glorioso Espírito, nos capacite a não nos deixar envolver com os falsos ensinos, tais como os que acabaram por contaminar parte dos crentes da antiga Tiatira,a idolatria que hoje também se vê a respeito de alguns líderes,homens mulheres chamados modernamente de “profetas e profetisas”,que estão cada vez mais elitizadas,mais ricos e instigando mais e mais uma vida de muito glamour ao seus seguidores no lugar da simplicidade proposta por Jesus.

Por exemplo, com tristeza, tenho constatado que um trimestre inteiro onde estudamos sobre os perigos da falácia da “doutrina” da prosperidade, não surtiu efeito duradouro em algumas lideranças de nossa Igreja, visto que ainda os estou ouvindo defendendo famosos líderes adeptos desses desvios doutrinários, mesmo vendo as vergonhosas divulgações na mídia de escândalos e mais escândalos envolvendo as lideranças desses movimentos. Então só posso aplicar a este tempo as palavras de Paulo em (2Co 4.4) 
Há vários ensinos disseminados, hoje por ai, que pode ser facilmente enquadrado no seguinte texto da Palavra de Deus: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”(1Tm 4.1,2)

Pr. Clari Mattos
Ctba, 01/05/2012
Assembléia de Deus
www.assembleiadedeus.org.br