quinta-feira, 11 de julho de 2013

PÚLPITO - LUGAR DE PODER

Púlpito é lugar de poder por conta da sua áurea relevância na liturgia; pela sua influência, seu objetivo, propósito e fim.
Púlpito é lugar de poder, porque é ele que norteia, dirige e coloca limites na reunião.
Púlpito é lugar de poder pelas influências que exerce sobre a Igreja, informando e formando pessoas.
Púlpito é lugar de poder, porque, além de influenciar, informar e formar pessoas, ele ordena o culto de adoração a Deus.
Púlpito é lugar de poder, porque sua voz comumente é prioridade no culto.
Púlpito é lugar de poder, porque o que dele advém resulta sempre em juízo de valor para a igreja.
Finalmente, púlpito é lugar de poder, porque é dele que saem as instruções para o povo; é onde se ajuíza o certo e o errado; é a instituição falando; é o lugar do discurso.
Púlpitos totalitários
A. São púlpitos absolutos, onde o que fala, fala como se fosse a última palavra.
B. São púlpitos que pararam de ouvir faz muito tempo. Falam, mas não ouvem.
C. São púlpitos que dão ordens, mas são os primeiros a descumpri-las.
Púlpitos elitizados
A. São púlpitos oligárquicos. Só a elite fala; outros não têm condições de falar.
B. São púlpitos de um «punhado», não de todos. Só os poucos, em muitos cultos, falam. Ninguém mais.
C. São púlpitos que mantêm o monopólio do poder.
Púlpitos democráticos
A. São púlpitos onde todos falam. A palavra é franqueada a todos. Mas, todos os que pregam, não têm condições de pregar.
B. Esses púlpitos são de todos e de ninguém ao mesmo tempo. Neste caso, o púlpito se torna o lugar mais barganhado da igreja.
C. São púlpitos que têm a voz do povo, mas, por vezes, não ouve a voz de Deus. São os púlpitos que agradam a todos, mas desagradam a Deus.
Púlpitos legalistas
A. Púlpitos cheios de leis, normas, regras, ordens, imposições em nome de Deus.
B. São púlpitos que só pregam condenação, maldição, inferno e o peso das mãos de Deus.
C. São púlpitos da letra, da doutrina tradicionalista, mas com prática contrária da que dizem. Mandam, mas não fazem; impõem, mas são os primeiros a quebrarem promessas e palavras.
Púlpitos misericordiosos
A. São púlpitos que pregam graça, bênção de Deus e absolvição. Nunca se veem como donos da verdade, mas compartilham o amor de Deus.
B. São púlpitos que pregam compaixão, perdão; se fazem ouvir com voz de misericórdia.
C. São púlpitos que não condenam, absolvem; não matam, dão vida; não expulsam, aproximam; não excluem, disciplinam.
Púlpitos idealistas
A. São púlpitos proféticos, motivados, animados, cheios de projetos e vanguardas.
B. São púlpitos que pregam novos modelos, novos parâme­­­­tros, novos momentos, novas conquistas, sem deixar que o novo seja idolatrado.
C. São púlpitos cheios de utopias, sonhos, ideais. Objetivam mostrar que existe sempre um outro lado da história que ainda não estamos enxergando. São púlpitos com visão libertária.
Púlpitos ortodoxos
A. São púlpitos fechados, parados, sem vida, porque a vida que têm é só aquela que acreditam que podem ter e não a que, em Jesus, são chamados a viver.
B. São púlpitos que se ufanam de não fazerem o que todos estão fazendo, porque acham que o «não fazer» agrada mais a Deus do que «o fazer», mesmo que errado.
C. São púlpitos que acham que só eles são os corretos da história. Geralmente as mensagens desses púlpitos são afirmações de conteúdo saudosista; são púlpitos institucionalizados.
Púlpitos liberais
A. São púlpitos abertos a coisas novas. Têm facilidade em mudar sua forma de ser dependendo das circunstâncias.
B. São púlpitos que formam seu fundamento em cima de momentos que possam lhes dar uma nova visão e um novo momento de vida.
C. São púlpitos que buscam renovação o tempo todo e, para isto, não colocam nenhum obstáculo para viver nova experiência.
Púlpitos populares
A. São púlpitos informais que pregam mensagens para alegrar o «povão», mas sem nenhum sentido profundo nos seus temas.
B. São púlpitos que lidam com a Palavra de Deus de forma irreverente, banalizando o sagrado e tornando-o elemento utilitário para serviço do povo.
C. Os púlpitos populares comumente vulgarizam a Palavra, não se importando no que isso pode trazer ao futuro da igreja. O alvo fundamental dos púlpitos populares é agradar o povo e nada mais. São púlpitos com ausência de conteúdo.
Púlpitos domesticados
A. São púlpitos que perderam a visão do maior projeto de Jesus entre os homens: a liberdade.
B. São púlpitos que só se preocupam em manter o povo acomodado. Não têm voz profética; não denunciam as instituições de morte; púlpitos que perderam por completo a sua razão de existirem.
C. Os púlpitos domesticados têm uma característica que sobressai em comparação a todas as demais: a verdade nestes púlpitos é pregada pela metade, ou seja, são meias verdades que são as piores mentiras. O que é fundamental nas mensagens pregadas nestes púlpitos é que elas não libertam; oprimem.

Púlpitos emocionais
A. São púlpitos que se deixam vencer pelos apelos do povo. Por isso em vez de pregarem o que o povo necessita, pregam o que o povo gosta.
B. São púlpitos que fazem o povo chorar, arrepiar-se, mas têm ausência de conteúdo e base bíblica.
C. Os púlpitos emocionais usam jargões em vez da Palavra de Deus; pregam mensagens barulhentas, mas sem consciência. São púlpitos da «boca quente», mas são «frios» quando se trata de conhecimento do senhorio do Espírito Santo.
Púlpitos intolerantes
A. São púlpitos intransigentes, severos, rígidos. Púlpitos onde o alvo do pregador é falar mal de todo mundo; é debulhar a vida dos irmãos, julgá-los, condená-los.
B. Os pregadores destes púlpitos têm «complexo de Deus»: pensam que podem julgar e condenar seus ouvintes.
C. São mensagens de destrato, de um «salvador» que salva a alma humana para aterrorizá-la com cobranças descabidas. Os pregadores destes púlpitos se ufanam de serem «quebra ossos» dos coitados irmãos que já não têm lugar para serem quebrados na vida. Não existe coisa pior do que ser ouvinte de púlpitos intolerantes. Não há céu nestes púlpitos; só inferno.
Púlpitos «conta própria»
A. São púlpitos irreverentes, vulgares, púlpitos que se curvam à banalidade, sem a mínima reverência diante do Todo-Poderoso.
B. São púlpitos nos quais seus pregadores acham que são divinos e disputam vaga para serem a 4a pessoa da Trindade.
C. São púlpitos que glorificam a «visão», a «revelação» do pregador mais do que a Palavra de Deus. Geralmente, os «pro­­fetas únicos», os «nova visão», os construtores dos «anjos moro­­nes», os que se intitulam o «4o homem da Trindade», enfim, os paladinos das «verdades reveladas», originam-se dos púlpitos «conta própria».
Púlpitos comprometidos
A. São púlpitos alinhados com a máfia do poder, que cedem, sem a mínima culpa, lugar para os elogios ostentatórios, abusivos, repugnantes, desagradáveis.
B. São púlpitos que para satisfazerem uma vaidade comprometem o seu futuro.
C. São púlpitos homologados: falam sem compromisso com a verdade; fingem, portanto, honestidade, mas já a perderam faz muito tempo.
Púlpitos coerentes
A. São púlpitos que procuram ter conduta irrepreensível; são púlpitos de um só rosto; uma só linha, e não se curvam às ten­­tações das novidades, mesmo que sejam vantajosas.
B. São púlpitos coerentes nos quais ouvimos sempre mensagens bíblicas embasadas, fundamentadas, conscientes.
C. São púlpitos não homologados, púlpitos que procuram ser eminentemente proféticos no seu combate contra as estrutu­­ras de morte, formadoras de um «senso comum» antibíblico.
Diante do exposto, deixo com o leitor a ideia dos vários tipos de púlpitos existentes dentro da pluralidade que o cristianismo atual nos oferece. Alguns profundamente comprometidos com a verdade bíblica e com a santidade da coerência; outros, deixando a desejar, prosseguem doentes e adoecendo o povo que os ouve. Faça, portanto, um estudo criterioso de todos os púlpitos aqui apresentados e saiba apontar aquele do qual você está recebendo a mensagem de Deus.
REV. PAULO CESAR LIMA
Fonte: http://revpaulocesarlima.blogspot.com.br/2013/06/pulpito-lugar-de-poder.html 
Achei o artigo acima, interessante para uma reflexão (gerente blog)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço e será um prazer receber seu comentário que depois de aprovado será publicado.