quinta-feira, 25 de julho de 2013

A IMPUREZA

  (1 Jo 3.3)

INTRODUÇÃO

Deus é santo e deseja que sejamos como Ele é. Viver uma vida santa é viver em conformidade com os preceitos morais da Bíblia e em contraste com o modo de vida pecaminoso do mundo. É despojar-se do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano e estar revestido do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef 4.22,24).

I – A IMPUREZA, UM OBSTÁCULO À SANTIFICAÇÃO.

  1. Israel, um povo chamado para ser santo.
    1. Israel havia sido escolhido por Deus para ser um povo santo, separado dos povos pagãos entre os quais habitava.
    1. Estes praticavam toda sorte de imoralidade e cultuavam várias divindades obscenas (demônios). Não faziam distinção entre o puro e o impuro. Viviam nas trevas da ignorância e do pecado.
    2. Por meio de Israel, Jeová tornar-se-ia conhecido como o verdadeiro objeto de adoração de todos os povos.
    3. O Senhor exigia santidade. Ser santo era um imperativo para Israel. Significa apartar-se da impureza (Lv 20.26). A impureza é um obstáculo à santificação e promove a separação entre Deus e o homem (Is 59.2).
  1. A Igreja, uma noiva imaculada.
    1. A Igreja é santa, imaculada (Ef 5.25-27), seus membros não podem contaminar-se com as práticas do mundo e do seu príncipe, que foram julgados e condenados, pela morte expiatória de Cristo (Jo 12.31). Porém, o cristão não é obrigado a cumprir os rituais de purificação dos hebreus, porque já estão purificados pelo sangue de Jesus (1 Jo 1.7; Ap 1.5).
    2. Cumpre-nos andar em santidade, apartados de toda forma de impureza, pois somos a igreja de Cristo, comprada com seu precioso sangue. Não podemos entregar nosso corpo à prostituição, à impureza, à lascívia, pois somos templos do Espírito Santo (1 Co 6.15-20).

II – MODELOS DE IMPUREZA.

  1. Olhos e ouvidos impuros (Mt 6.22,23).
    1. Os olhos e os ouvidos são partes por onde entram imagens e informações que contaminam o homem. Por isso, cumpre-lhes preserva-los de ver e ouvir coisas que podem causar-lhe a interrupção da comunhão com o Senhor.
    1. A Bíblia relata o triste episódio na vida do rei Davi, o homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14; Sl 89.20). Seus olhos, cheios de concupiscência, viram a mui formosa mulher de Urias a banhar-se em um de seus aposentos.
    2. O rei, levado pelos desejos impuros do seu coração, mandou seus mensageiros traze-la a sua presença e adulterou com ela. Na seqüência dos fatos, mandou Urias para frente da batalha, para ser morto (2 Sm 11.2-5). Este pecado trouxe graves conseqüências à casa de Davi e a todo Israel.
    3. Isto ensina que quando os líderes pecam, a Igreja sofre. Os crentes precisam manter os olhos e ouvidos puros, afastados de tudo o que lhes possa corromper.
    4. A impureza é um dos instrumentos usados por Satanás, através dos meios de comunicação, para corromper a humanidade: filme, novelas, revistas, e programas pornográficos têm trânsito livre na sociedade moderna. Será que podemos manter-nos puros em meio a tantos apelos da carne ?               (Sl 101.3,6; Sl 119.9).
    5. Podemos vencer as tentações se permanecermos firmes no caminho do Senhor, renunciando a toda espécie de impureza e guardando a Palavra de Deus em nossos corações (Sl 119.11). Devemos manter os olhos sempre voltados para Jesus, autor e consumador da fé, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hb 12.1,2).
  1. Desejos impuros.
    1. Não são apenas os desejos sexuais ilícitos que contaminam o homem, mas também as obras da carne, as quais impedem a recepção da herança do Reino de Deus: prostituição, impureza, idolatria, feitiçaria, inimizades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, bebedices, homicídios, glutonaria, homicídios, etc... O fim dos que as praticam é o inferno, a condenação eterna.
    2. Porém, contra estes males há o antídoto infalível: o Sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7). Lavados no sangue de Jesus, e cheios do Espírito Santo, os crentes produzem os frutos do Espírito: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança           (Gl 5.22,24,25).

III – COMO PERMANECER PURO.

Não é fácil manter-se puro diante de tantas artimanhas satânicas, em um mundo que “jaz no maligno”, Porém, revestido com a armadura de Deus e firme no combate, é possível (Ef 6.10-16). Neste combate é indispensável a oração e súplica no Espírito, vigilância e perseverança, para vencermos o mundo e permanecermos puros, diante do pecado “que tão de perto nos rodeia”(Hb 12.2).
  1. Crucificando a carne (Gl 6.2,20).
    1. A crucificação do crente com Cristo deve ser um ato constante em nosso cotidiano. Isto significa renuncia completa à vontade própria, aos desejos impuros, aos prazeres da carne.
    1. Tal crucificação só é possível aos que vivem uma vida de plena comunhão com o Senhor, através da fé, da meditação na Palavra de Deus, da oração e constante vigilância espiritual.
  1. Desviando os olhos do mal.
    1. Desvie os olhos de tudo o que lhe possa contaminar, ande no caminho dos justos, até que chegue à perfeição em Cristo, na eternidade (Cl 3.1-4).
  1. Renovando-se no Espírito.
    1. A salvação ocorre quando o pecador se arrepende dos seus pecados e aceita Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. A santificação é progressiva, na medida em que nós, através da oração e da inteira devoção a Deus, vamos abandonando as práticas pecaminosas.
    2. Assim, o Espírito Santo, vai aperfeiçoando o nosso caráter, santificando-nos continuamente, Ele nos purifica, santifica, e nos renova a cada instante. Contudo, cabe-nos renunciarmos a nós mesmos, crucificando as nossas paixões e renovando-nos no Espírito (Ef 4.22-24,25-32).

CONCLUSÃO

A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com Cristo (Jo 15.4), mantenha profunda comunhão com os irmãos (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de Deus (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de Deus (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado, submeta-se à disciplina de Deus (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do Espírito Santo (Rm 8.14; Ef 5.18).

Pr. Wagner Pravato

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