segunda-feira, 3 de junho de 2013

Parada da vergonha

Que benefícios as megapasseatas trazem para o Brasil?
      A onda de violência em São Paulo, Rio de Janeiro e importantes cidades brasileiras assusta. Dentistas são incendiados vivos. Mulheres e crianças são assassinadas por quem deveria protegê-las. Arrastões acontecem em restaurantes. Estupros ocorrem em transportes públicos. Balas perdidas encontram inocentes. Viciados em crack se drogam em praça pública. Sequestros relâmpago, latrocínios, assaltos... E muito mais!

       Enquanto isso, a grande mídia só fala da maior Parada do Orgulho Gay do mundo, em São Paulo. Orgulho de quê? Orgulho de quem? Com todo o respeito aos milhões de participantes dessa megamarcha, ela muda em quê a vida dos cidadãos brasileiros? Em nada! Ela só serve para fins comerciais e não beneficiam a população como um todo. Gostaria muito que a multidão que participa de marchas capitalistas — e também do Carnaval e de outras megapasseatas, inclusive algumas ditas evangélicas — se reunisse para a Marcha da Vergonha! Isso mesmo. Vergonha de ser brasileiro.

     Não tenho vergonha das coisas boas do Brasil, especialmente das maravilhas que Deus criou e das pessoas honestas e trabalhadores que vivem aqui. Tenho vergonha de pertencer a um país de políticos corruptos e egoístas, de uma nação que não valoriza a vida humana, que não se indigna e pouco se sensibiliza com a morte e o sofrimento de seus filhos. Gostaria muito que todos os cristãos brasileiros, em vez de reunirem para megashows para gritar e pular, se unissem para chorar copiosamente pelo que está acontecendo nessa nação em que o número de evangélicos aumenta, mas sem gerar transformação da sociedade.

       Sim, tenho vergonha de ser brasileiro. Tenho vergonha de estar debaixo da autoridade de políticos egoístas, corruptos, que assistem a tudo de modo impassível. Até quando vamos festejar, enquanto pessoas são assassinadas, e a impunidade impera? Até quando vamos nos orgulhar, enquanto famílias choram por ter perdido seus entes queridos? Onde está a nossa indignação coletiva?
       Onde estão os jovens de caras pintadas que forçaram a saída do presidente Fernando Collor? Onde estão os pretensos ativistas de direitos humanos? Eles só lutam por causas ligadas à libertinagem e seus próprios “direitos”? Não lutam eles pela segurança, pela justiça e o bem-estar de todos os cidadãos do Brasil?! Os estão os cristãos protestantes? Sorrir e “profetizar vitória” em shows é muito fácil. Gostaria de ver uma multidão de cristãos chorando e clamando a Deus em praça pública, pedindo perdão pelos pecados dessa nação.

Ciro Sanches Zibordi

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