quarta-feira, 15 de maio de 2013

Israel, 1948

Estado de Israel completa hoje 65 anos

       A abordagem a respeito de Israel no canal Globo News, feita por jornalistas e internacionalistas convidados, quase sempre é reducionista. Em geral — e hoje pela manhã (dia exato em que o Estado de Israel completa 65 anos) não foi diferente —, eles se referem ao aludido país como o vilão dos conflitos israelo-palestino e árabe-israelense.
         É um erro ver apenas um lado da moeda, ao analisar tais conflitos. Deve-se ver, é claro, a causa dos palestinos (que até hoje estão sem o seu Estado), mas não se deve ignorar, também, que, desde o ano 70 d.C. até 14 de maio de 1948, os israelenses, sem território próprio, sofreram terríveis perseguições.
      Na Idade Média, os israelitas — que passaram a ser chamados de israelenses a partir de 1948 — foram queimados aos milhares em praça pública pela Igreja Católica Romana, sob o domínio do inquisitor Torquemada. E ainda tem gente que acha bonito quando Leonardo Boff e outros teólogos da libertação criticam o papa Bento XVI por ter tratado bem os "traidores" israelenses...
          Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mais de seis milhões de israelenses foram brutalmente assassinados. Há pouco tempo, inclusive, assisti a um comovente documentário no canal National Geographic a respeito do Holocausto. Não sai da minha mente a imagem de homens, mulheres, jovens, adolescentes, crianças e até criancinhas de colo, todos despidos, entrando em um enorme buraco para serem fuzilados.
        Logo após o anúncio do estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram aquele país, dando início à Guerra da Independência. Essas nações não concordaram com a partilha feita pela ONU e, além de não aceitarem o espaço territorial destinado ao Estado palestino (que seria formado pelos povos árabes que habitavam a Palestina havia muitos anos), não reconheceram o Estado israelense. Elas queriam que toda a Palestina fosse dominada pelos árabes.
       Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória sobre aquelas nações, após quinze meses de combate. Ao vencer sua primeira guerra, Israel concentrou os seus esforços na construção do seu Estado. Foram, então, eleitos David Ben Gurion (primeiro-ministro) e Jaim Neizmann (presidente). Depois disso, o Estado de Israel passou a colecionar muitas vitórias, como na memorável Guerra dos Seis Dias, em 1967.
       Hoje, Israel é uma grande potência mundial, a despeito de estar cercado de inimigos. Sua tecnologia e seu modelo de administração são exportados para todo o mundo. De acordo com a teologia cristã, que tem como fonte primacial de autoridade as Escrituras Sagradas, a existência de Israel é um fenômeno singular, racionalmente incompreensível, uma prova da existência de Deus. Séculos vêm e vão, povos florescem, alcançam seu apogeu, envelhecem e desaparecem. Mas Israel, ao longo de quase seis mil anos, não foi atingido pela lei da mortalidade dos povos.
     Em meu livro mais recente discorro, à luz das Escrituras, sobre Israel e os dois conflitos mencionados no primeiro parágrafo. Finalizo, pois, essa rápida abordagem parabenizando a todos os israelenses pelos seus 65 anos de independência.

Por Pr Ciro Sanches Zibordi -14/05/2013 10:14

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