sexta-feira, 31 de maio de 2013

"E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram...".

I Coríntios 10.9.
      Neste mesmo capítulo 10 de Coríntios, no verso 4, mostra do que se trata essa tentação. Tanto em Massá e Meribá (Êxodo 17.1-7), como na terra de Edom (Números 21.4-9), o povo tentou ao Senhor reclamando por água, sendo que a água estava na pedra, e a pedra era Cristo. A pedra espiritual que os acompanhava dava água a eles quando precisavam, mas eles O desprezavam: "E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel" Números 21.5-6.
      Deus nos fez seus filhos e nos abençoou com toda a sorte de bênçãos em Cristo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" Efésios 1.3-5. Fez-nos seus filhos, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: "E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados" Romanos 8.17. Ele nos deu o tudo, nos deu o seu Filho Jesus: "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos" Colossenses 3.10-11.

Ele é a fonte da água da vida, portanto é dEle que devemos beber e nos saciar: "E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" João 7.37-38. Ele é o pão que desceu do céu, portanto é dele que temos de nos alimentar: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" João 6.35.

Não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram; porque muitos têm buscado matar a sua sede e saciar a sua fome nos homens, nas religiões, nas obras, em bênçãos, em prazeres e não em Cristo: "Porque todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus" Filipenses 2.21. Cristo vive em nós, e Ele é a fonte de toda bem-aventurança; dEle procedem as fontes da vida: "Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" Provérbios 4.20-23.

Se você tem comido desse pão e bebido dessa água da vida, você está satisfeito (a); não necessitará de mais nada. O que você tem buscado além dEle? Não tente ao Senhor, porque em Cristo está todo o prazer de Deus: "Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido" II Pedro 1.17. Tudo isso aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos: "E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes". Amém.
Fonte: http://www.vida.emcristo.nom.br/14outubro.htm

Lição 7: A rebelião contra o Deus da Bíblia

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2008 Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Data: 16 de Novembro de 2008
TEXTO ÁUREO

"Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele" (Jd v.15).

VERDADE PRÁTICA


Deus julgará e condenará toda rebelião contra seu Filho, e toda desobediência contra a sua Palavra.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - 1 Sm 15.23

A rebelião é como o pecado de feitiçaria


Terça - Mq 7.18

Deus perdoa a rebelião dos homens 
 Quarta - Gn 3.1-6

A rebelião no Éden


Quinta - Sl 9.17

Vaticinado o fim dos rebeldes


Sexta - 1 Jo 2.18-23

Os anticristos no mundo


Sábado - Is 30.1

Ai dos rebeldes, diz o Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Coríntios 10.1-9,11.

1 - Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar,

2 - e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,

3 - e todos comeram de um mesmo manjar espiritual,

4 - e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto.

6 - E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.

7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar.

8 - E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e três mil.

9 - E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes.

11 - Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.

INTERAÇÃO


Professor, o ateísmo é uma das maiores expressões da rebelião contra Deus. Portanto, é necessário que você procure estar bastante esclarecido em relação a este assunto. Existem os ateus práticos e teóricos. Os primeiros não reconhecem Deus em sua vida prática, isto é, vivem como se Deus não existisse. Já o segundo grupo pertence a uma classe mais intelectual e baseiam sua negação da existência divina em argumentos racionais e puramente humanos. Dentro desta classe, ainda há a seguinte divisão: ateus dogmáticos, céticos e capciosos.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Explicar a origem da rebelião contra Deus.
Apresentar as principais causas de o homem rejeitar o Deus da Bíblia.
Conceituar o fundamentalismo ateísta de acordo com as teorias de Richard Dawkins e Michel Onfray.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Aproveite o tema desta aula para apresentar para sua turma o fim daqueles que se rebelaram contra Deus ao longo da História da humanidade. Pesquise em jornais, revistas e na internet e, depois, leve os dados recolhidos para a sala de aula. Se possível, confeccione com os alunos um painel ou mural a respeito do tema. Alguns dos nomes que você pode pesquisar são: Nietzsche, Jean Paul Sartre, John Lennon etc.

COMENTÁRIO


introdução


Palavra Chave

Rebelião: Ato de voltar-se contra algo ou alguém.


Na eternidade passada, certo "querubim ungido", valendo-se do livre-arbítrio, decidiu rebelar-se contra seu Criador, intentando usurpar-lhe o trono. Todavia, esse maléfico plano foi radicalmente frustrado. Expulso do céu, Satanás, a falsa "estrela da manhã", investiu pesado contra o primeiro casal no Jardim do Éden, induzindo-o também à rebelião.

Nos dias atuais, a rebeldia contra Deus está mais forte que nunca. Há uma orquestração diabólica nesse sentido, que envolve a ciência, a cultura, a educação, a tecnologia, as religiões, e todas as demais áreas da vida. Contudo, brevemente, Deus eliminará todos os agentes do mal, que se amotinam contra seu Eterno Governo.


I. A REBELIÃO CONTRA DEUS


1. A origem da rebelião. Segundo a Bíblia, Deus criou todas as coisas; visíveis e invisíveis. Ele criou seres espirituais para estarem ao seu lado: anjos, arcanjos, querubins, serafins, e outros. Ao que tudo indica, o Eterno os criou com livre-arbítrio, para atuarem junto a Ele nas esferas de suas ações. Entretanto, em determinado momento na eternidade, um desses seres (Ez 28.14), chamado "estrela da manhã" (Is 14.12) ou Lúcifer, encheu-se de orgulho e, com a clara intenção de suplantar a Deus, preceituou: "Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14).

Foi aí que o Senhor, Deus Todo-Poderoso, decretou sua queda e definitiva condenação (Is 14.15-20). A Bíblia afirma que Jesus viu o seu fim (Lc 10.18), e a João, o Eterno revelou o destino final do "anjo rebelde"- o "lago de fogo e enxofre" (Ap 20.10). Esta também será a sorte dos materialistas, ateus, agnósticos, e de "todas as nações que se esquecem de Deus" (Sl 9.17; 50.22).

2. A rebelião do homem. Fora da esfera angelical, Deus também criou o universo, com bilhões de corpos celestes, planetas e estrelas. Em meio a tantas coisas grandiosas o Senhor escolheu justamente a minúscula Terra para nela estabelecer um ser inigualável, feito à sua imagem e semelhança (Gn 1.1,26,27). Deus criou o homem e a mulher para adorá-lo e servi-lo, não como autômatos ou irresponsáveis por suas ações, mas com plena consciência do que estavam fazendo. Todavia, infelizmente, ao invés de obedecerem ao Senhor preferiram ouvir a rebelde voz de Lúcifer. Assim, pelo primeiro casal de seres humanos entrou o pecado no mundo, e o pecado passou a todos os homens (Rm 5.12). A rebelião do Ser humano é contínua.


SINOPSE DO TÓPICO (I)


A Bíblia nos mostra que o pecado da rebelião originou-se em Lúcifer, quando desejou assumir o lugar de Deus.


II. POR QUE O HOMEM REJEITA O DEUS DA BÍBLIA?


1. Em razão de sua natureza pecaminosa. O Senhor não apenas criou o homem, mas se relaciona com ele particularmente, exigindo obediência e santidade (1 Pe 1.14,15). Porém, a carne, isto é, a natureza humana corrompida pelo pecado, faz de tudo para contrariar e combater contra Deus (Gl 5.16,17; Rm 7.7-25). A Bíblia diz que "a imaginação do coração do homem é má" (Gn 8.21), e o Diabo, nosso adversário, cegou "os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo" (2 Co 4.4). Ele sempre usou a pecaminosa natureza humana, as religiões, as seitas, a cultura, o entretenimento, a tecnologia, a falsa ciência, e as estruturas econômica, social, e política, para afastar o homem do verdadeiro Deus.

2. Em razão das funestas atividades do "espírito do Anticristo". O Anticristo ainda não está no mundo, mas muitos de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo. Assevera-nos a Bíblia: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora" (1 Jo 2.18).

Eis alguns dos instrumentos de rebelião utilizados por Satanás nesses últimos dias:

a) O relativismo. O relativismo moral domina o pensamento pós-moderno. Em nome de um falso pluralismo, e do "respeito às diferenças", o Diabo vem convencendo os incrédulos de que nada é errado, tudo é relativo, e que o pecado não existe.

b) Leis infames. Na Europa, há leis que prevêem a prisão daqueles que usam os textos da Bíblia contra o homossexualismo (Lv 18.22; 20.13; Rm 1.27; 1 Tm 1.10). Pior ainda: há países em que não se pode sequer ler os textos bíblicos que condenam a homossexualidade. No Brasil, tramita um "Projeto de Lei" - Lei contra a homofobia - com a mesma finalidade. Pastores poderão ser presos, se esse projeto, de origem satânica, for aprovado. A Constituição garante o livre direito à crença e à religião, mas o Diabo quer silenciar a pregação contra o pecado, instituindo o crime de opinião, a exemplo do que fizeram os piores ditadores, como Stalin, Mao Tsé Tung, e outros. É a rebelião contra Deus que assume aspectos mais insidiosos.


SINOPSE DO TÓPICO (II)


O relativismo e as leis infames são dois instrumentos utilizados pelo Diabo para provocar a rebelião do homem contra Deus.


III. O FUNDAMENTALISMO ATEÍSTA


O fundamentalismo ateu é a expressão intelectual de diversos filósofos desses tempos pós-modernos. Todos se uniram, em suas idéias e seus escritos, para destruir os postulados da fé em Deus. A Filosofia tornou-se o martelo, usado pelo Diabo, para tentar esmigalhar as religiões, principalmente o cristianismo.

Vejamos algumas teorias de dois ateus modernos: Richard Dawkins e Michel Onfray.

1. Richard Dawkins. Os ateus estão desesperados com o avanço da pregação do evangelho. O biólogo Richard Dawkins, discípulo de Darwin, em seu livro Deus, Um Delírio, trata a Bíblia como um livro espúrio e perigoso, e procura, em vão, demonstrar que Deus é um mito. Ele propõe o fim da idéia de Deus, e de todas as religiões. Dawkins tornou-se um terrorista contra a fé, no Século XXI.

2. Michel Onfray. Discípulo de Darwin e filósofo francês, Michel Onfray é admirador de Friederich Nietzsche, que se considerava um anticristo e morreu louco. Ele diz que "só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana... se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso me libertar..." (sic). Sua influência na França e na Europa tem aumentado. Na França, quase ninguém mais vai às igrejas. Apenas 7% dos ingleses frequentam algum tipo de culto. A Inglaterra, berço de avivamentos cristãos, é considerada, hoje, uma "nação pós-cristã". "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (1 Jo 2.22).


SINOPSE DO TÓPICO (III)


O relativismo e as leis infames são dois instrumentos utilizados pelo Diabo para provocar a rebelião do homem contra Deus.


IV. O FIM DA REBELIÃO CONTRA DEUS


1. A vitória de Cristo na cruz. A rebelião contra Deus tem dia e hora marcados para terminar. Satanás é um inimigo vencido. Sua derrota foi prevista no Éden (Gn 3.15), cumprida na Cruz (Jo 19.30), e ratificada com a gloriosa ressurreição de Cristo (Hb 2.14; ler Cl 2.15; Ef 6.12).

2. A vitória da Igreja. A Igreja se opõe a toda rebelião contra Deus. Somos exortados pela Bíblia "a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd v.3). Essa batalha, de caráter espiritual, exige a participação de todos os cristãos (Ef 6.12). A Igreja tem vitória garantida sobre os inimigos de Cristo. Ele disse: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

3. A vitória final. A vitória do Senhor Jesus é certa e avassaladora. Deus intervirá definitivamente na História. A Bíblia nos mostra a vitória do Senhor de modo claríssimo e incontestável. "E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele" (Jd v.14,15; Rm 16.20; Ap 19.17-21; 20.10).


SINOPSE DO TÓPICO (IV)


A rebelião contra Deus tem dia e hora marcados para terminar. Satanás é um inimigo vencido.


CONCLUSÃO


Não há uma rebelião anunciada contra os deuses das falsas religiões. Mas há uma guerra declarada contra o verdadeiro Deus, Jesus, seu precioso Filho, e sua Igreja. A razão é evidente: Os falsos deuses não pelejam contra o pecado, o Diabo, o mundo e a carne. Porém, o Deus da Bíblia e sua Igreja combatem tenazmente contra todos esses terríveis inimigos dos autênticos filhos de Deus.

VOCABULÁRIO


Autômato: No texto, que age sem refletir, mecanicamente.
Ratificado: Que se confirma; confirmado.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS


1. Faça uma síntese da criação e queda do homem.

R. Deus criou o homem e a mulher para adorá-lo e servi-lo, mas com plena consciência do que estavam fazendo. Todavia, o homem optou por desobedecer-Lhe, ouvindo a voz de Satanás.


2. Por que o homem rejeita o Deus da Bíblia?

R. Por causa de sua natureza pecaminosa e das funestas atividades do "espírito do Anticristo".


3. Cite dois instrumentos de rebelião usados pelo Diabo nos últimos tempos.

R. O relativismo e as leis infames.


4. Descreva, em poucas palavras, a influência do ateísmo de Michael Onfray na Europa.

R. Na França, quase ninguém vai mais à igreja; apenas 7% dos ingleses frequentam algum tipo de culto, levando a Inglaterra a ser considerada atualmente um país pós-cristão.


5. Cite dois textos bíblicos que confirmam a vitória final de Cristo.

R. Apocalipse 19.17-21 e 20.10.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Devocional


“A Rebelião contra o Deus do Livro

Nesta lição, tratamos em geral da rebelião daqueles que estão fora da comunidade dos santos. Todavia, a Bíblia discorre sobre a apostasia, que é um tipo de rebelião, como veremos na explicação abaixo.

'Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé Nele. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.1 3; Hb 6.4,5); não é a simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.1 3; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13)'".

(Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. p.1903)

APLICAÇÃO PESSOAL


Atribui-se a Tomás de Aquino um pensamento extremamente simples e profundo: "Se todo ser humano sente sede, pressupõe-se que exista água. Se todo ser humano carece de Deus, pressupõe-se que exista um Deus".

A despeito de muitos filósofos buscarem argumentos racionais para negarem a existência divina, ao longo da história, muitos outros estudiosos também formularam argumentos comprovando que Deus existe. Dentre esses, podemos citar: o ontológico, que admite haver na mente do próprio homem o conhecimento básico da existência de Deus, posto lá pelo próprio Criador; e o histórico, que se baseia na evidência de que o homem é um ser religioso em potencial, e se a natureza do homem tende à prática religiosa, isto só encontra explicação na existência de um Ser Superior que originou tal natureza.

Contudo, o crente não necessita de tais argumentos, porquanto sua fé e convicção não estão fundamentadas em explicações racionais, mas na inerrante, infalível e completa Palavra de Deus. 
Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2008/2008_04_07.htm

Fortalecidos no Senhor

por David Martyn Lloyd-Jones

"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder".

Fortalecidos pela Palavra de Deus
Alguma vez vocês já fizeram a si mesmos a pergunta: porque Deus nos deu a Bíblia? Esta é a resposta. Foi-nos dada para fortalecer-nos, para edificar-nos em nossa fé santíssima. Obviamente, pois, quanto mais partilharmos dela, mais fortes seremos. Se quisermos fortalecer-nos "no Senhor e na força do seu poder", uma das primeira coisas que temos de fazer é ler, mastigar e assimilar completamente este Livro.
Ora, isso não significa apenas ler apressadamente a sua porção diária e sair correndo para apanhar o seu trem. Isso não é realmente tomar a Bíblia como alimento. Creio firmemente na leitura sistemática da Bíblia. Há os que desperdiçam muito tempo abrindo a Bíblia ao acaso ou lendo passagens favoritas. Não há nada melhor do que ser um leitor sistemático da Bíblia e assegurar-se de passar pela Bíblia toda ao menos uma vez por ano. Contudo o diabo pode fazer disso uma armadilha. Você pode ter a sua porção diária impressa nem cartão, e o perigo está em você preocupar-se mais com a leitura da sua porção diária do que com o que você está lendo. E isso não lhe servirá de ajuda. Você pode ler por alto os versículos e deslizar sobre eles de tal maneira que bem poderia estar lendo um romance. Você pode ter lido a sua porção diária, mas captou a verdade? Realmente a assimilou? Todavia você não pode engolir sem mastigar este alimento. Você tem que mascá-lo e mastigá-lo, de modo que seja digerido completamente e venha a fazer parte da sua constituição e edificá-lo. A Bíblia nos dá conhecimento, e o conhecimento nos edifica. O verdadeiro entendimento, o verdadeiro conhecimento, é algo que nos fortalece, nos edifica e nos firma na fé.

As Escrituras se nos recomendam da seguinte maneira: vejam o Antigo Testamento, por exemplo. Há muitos que insensatamente dizem que não vale a pena ler o Antigo Testamento. "Ah", dizem eles, "isso está terminado para nós, estamos no Novo Testamento. A história judaica do antigo Testamento é muito interessante a seu modo, mas não tem nada para oferecer-nos a nós, cristãos". Não é o que o Novo Testamento diz a respeito do Antigo. O Apóstolo Paulo, por exemplo, em 1 Co 10:6, refere-se a uma parte da história do Antigo Testamento. Ele nos lembra que os filhos de Israel foram tirados do Egito sob a liderança de Moisés, e que eles passaram pelo Mar Vermelho. "E", diz ele, "estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram". Noutras palavras, vocês podem aprender muito dos filhos de Israel no Antigo Testamento. O versículo 11 acrescenta: "ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos". Colocado diferente, aí está um homem do tempo do Novo Testamento confrontado pelo diabo e suas artimanhas, e pelos principados e potestades. Como se deve fortalecer? Um modo muito bom, diz o Novo Testamento, é ler o Antigo Testamento. Não exclusivamente, é claro. Leiam o Novo Testamento também, porém, certamente, leiam o Antigo Testamento, porque ali vocês verão algumas admoestações maravilhosas. Os filhos de Israel eram o povo de Deus; mas vejam a história deles. Vejam o seu comportamento vergonhoso e as derrotas a que foram submetidos. A vergonha lhes sobreveio porque eles não se lembravam de que eram filhos de Deus. Começaram a por a sua confiança em si mesmos, em seus exércitos, em seu poder. Fizeram aliança com o Egito e com a Assíria, e foram derrotados; simplesmente porque foram tolos; não se aperceberam de quem eles eram e não confiaram na força do poder do Senhor. Leiam a história deles, diz o Novo Testamento; foi escrita para nossa aprendizagem. Não cometam os mesmos erros que eles cometeram; olhem para eles, e estejam advertidos.

Portanto, quando você lê o antigo Testamento, é advertido desta maneira justamente contra este perigo. Quando você vê outros que se extraviaram, você é fortalecido. É um argumento óbvio, não é? O homem sábio sempre aprende com os erros dos outros que estão no mesmo ramo, seja este qual for. Ele vê um homem marchando para a desgraça, e pergunta: "Bem, que foi que esse homem fez que não devia ter feito? Onde errou? Que engano cometeu? Ah", diz ele, "foi neste ou naquele ponto. Muito bem, vou estar vigilante naquele ponto". Pois bem, isso é sabedoria. Esse é precisamente o argumento utilizado aqui: "Estas coisas são exemplos para nós".

Ou, veja ainda romanos 15:4 "porque tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança". Foi por isso que a Igreja Primitiva decidiu incorporar o antigo Testamento em seus novos documentos. O mesmo Deus, falando em ambos Testamentos; o mesmo povo de Deus é o assunto do registro de ambos. Podemos aprender do Antigo Testamento, e aprender tremendamente. Portanto, façamos uso dele, tratemos de lê-lo, de assimilá-lo; ele nos fará fortes. À medida que vemos as admoestações e os perigos, nós nos fortalecemos, pômo-nos em guarda, ficamos prontos a bancar homens. Trabalhemos as suas lições aplicando-as a nós mesmos.

Chegando ao Novo Testamento, as lições são ainda mais óbvias. Por que foram escritas estas Epístolas do Novo Testamento? Foram escritas para alimentar os crentes que estavam sujeitos a errar apesar de crerem em Cristo. Muitos estavam errando na doutrina, e porque erravam na doutrina, erravam em suas vidas. "As más conversações, corrompem os bons costumes"(1 Co 15:33). No momento em que um homem começa a brincar com a doutrina e andar no erro, é certo que toda a sua vida irá na mesma direção. É isso que estamos testemunhando na Igreja e no mundo hoje. Primeiro a Igreja erra na doutrina; depois erra no seu viver. Sempre acontece dessa maneira.

No Igreja Primitiva havia muitos crentes que se afligiam e se alarmavam, pelo que os homens de Deus foram movidos pelo Espírito de Deus para escreverem cartas a eles a fim de fortalecê-los, alimentá-los, dar-lhes entendimento. É só quando temos entendimento que podemos combater. Se você entra na vida cristã pensando que tudo o que tem que fazer é tomar uma decisão e dizer que vai ser cristão; se você supõe que nunca mais vai Ter problemas e dificuldades, que estará sempre reclinado no leito da serenidade, e que será levado para o céu sem fazer nada - se você adere à fé com essas idéias e pensa que isso é cristianismo, não demorará a tornar-se desditoso e infeliz. Ver-se-á fracassando, verá todas as coisas irem mal com você; terá todo tipo de dificuldade e começará a perguntar se há mesmo algo no cristianismo. Muitos entraram nessa experiência.

A resposta é conhecer o Novo Testamento, conhecer a verdade acerca da vida cristã, compreender que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". Paulo teve que dizer essa verdade a Timóteo repetidas vezes. Timóteo queixava-se porque era perseguido e havia gente que não estava sendo bondosa com ele e que lhe estava fazendo coisas desagradáveis. Ele temia e tremia, indagando o que o futuro teria reservado para ele. E Paulo teve que dizer-lhe: "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". É inevitável. Foi o que coube ao Mestre, e Ele exortava os Seus seguidores a esperarem o mesmo tratamento. "Se chamaram Belzebu ao pai da família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mt 10:25).

Também nós precisamos ouvir essas coisas. Sendo preparado dessa maneira pelo ensino, quando me chegar a provação eu não tremerei nem me porei a correr; ficarei firme e direi: "Resisto como homem de Deus. Esta é uma prova da minha vocação. Estou sofrendo perseguição porque sou filho de Deus. Muito bem, estou pronto a resistir". Igualmente com todos os outros astutos ataques que nos sobrevenham em conseqüência das artimanhas do diabo.

Cada Epístola do Novo Testamento foi escrita para que sejamos fortalecidos para o combate. Quanto mais conhecermos, mais capazes e mais fortes seremos. Por outro lado, o ensino que lhe diz que você não tem de fazer nada, senão deixar tudo com o Senhor, está realmente dizendo que todas estas Epístolas são totalmente desnecessárias. Mas o Novo Testamento afirma que elas são essenciais. Afirma também que são necessários diferentes tipos de ensino em diferentes estágios da experiência. "Com leite vos criei", diz Paulo aos coríntios, "e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tão pouco ainda agora podeis" (1 Co 3:2). Sejam quais forem as suas condições e o seu estado neste momento, há o alimento e a bebida apropriada para você na Palavra. Se você é um bebê recém-nascido em Cristo, há o "leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo"(1 Pe 2:2). Esse é o propósito de todas as Escrituras. Há leite para bebê; porém há alimento forte, ao "sólido mantimento" (Hb 5:12). Sejam quais forem as suas condições espirituais, você precisa do alimento adequado. Você vive de leite enquanto é bebê, mas não vai passar o resto da vida vivendo de leite. Você passa a Ter "sólido mantimento". Na esfera física há diferentes tipos e graus de alimento. E é exatamente a mesma coisa na vida cristã. Temos que ir adiante e ficar cada vez mais fortes, até chegarmos à vida adulta. Por isso João divide a Igreja em "filhinhos", "jovens" e "pais" (1 Jo 2:13-14) - diferentes graus, de acordo com a maneira pela qual eles cresceram e se desenvolveram.

Fortalecidos pela Oração
Também devemos considerar a oração. A oração não é senão outro modo de receber sustento, força, vigor e poder. A oração não é só feita de petições; a oração é, primariamente, amizade e comunhão com Deus. Cristo diz: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3:20). Não é uma declaração evangelística, é dirigida à Igreja, aos cristãos autênticos.
Ele se dispõe a entrar e cear conosco. É esse o significado da oração. Não é apenas elevar as nossas petições e fazer os nossos pedidos a Deus. Significa abrir a porta, Cristo entra, toma assento no outro lado da mesa e fala com você durante a refeição. Amizade e comunhão! E quando você conversa com Ele e com Ele ceia, você recebe dEle força e poder. Você Lhe faz pedidos, e Ele fala com você sobre Ele e sobre o Seus interessa por você e sobre como Ele cuida de você. Oração é comunhão, é Ter comunhão, é manter uma conversação com Deus o Pai, Deus os Filho e Deus o Espírito Santo. É assim que a gente se fortalece.

Ao maios santos sempre foram homens de oração, e passavam muito tempo em oração. Os crentes do Novo Testamento, quando em dificuldade, sempre buscavam a Deus em oração. E quando oravam não começavam falando da sua dificuldade; começavam adorando, prestando culto e louvando a Deus. Sempre começavam apercebendo-se da Sua presença e tomando consciência da Sua presença. Um dos maiores homens de oração do século passado foi o piedoso George Muller, de Bristol. Era experimentado na oração; e ele ensinava que a primeira coisa que se deve fazer na oração é dar-se conta da presença de Deus. Você não deve começar falando imediatamente. Você pode proferir muitas frases, mas será melhor não fazê-lo se não tiver se apercebido da presença de Deus. É preciso haver amizade, esta comunhão, esta conversação. E a percepção de que você está em Sua presença é infinitamente mais importante do que qualquer coisa que você possa dizer. Quando a temos, enchemo-nos de energia e poder.

Outra vez é óbvia a analogia humana. Quando você está na presença de uma pessoa piedosa, sempre você se sente melhor, você se sente mais forte. Multiplique isso pelo infinito e verá que a percepção da presença do Deus Triúno é a maior fonte possível de poder, vigor e energia.

Fortalecidos pelos Sacramentos
Por último, lembremo-nos das ordenanças - o Batismo e a Ceia do Senhor - em particular a Segunda. O objetivo da Ceia do Senhor é fortalecer-nos, dar-nos vigor, energia e vida. "Tomamos de Cristo". De novo precisamos lembrar-nos de evitar o erro no qual caíram os judeus que se ofenderam com as palavras do nosso Senhor e que as interpretaram carnalmente, e não espiritualmente. Não cremos na transubstanciação, não acreditamos em nenhuma mágica desse tipo. Não, na Ceia há um "tomar" espiritual do Senhor. Ele escolheu esta analogia simples, e ela nos ajuda muito. Os homens comem pão e vinho, e isso é uma figura da maneira pela qual "tomamos dEle". Não somente recordamos Sua morte. Começamos com isso; mas também nos lembramos de que Ele ressuscitou e de que Ele é a Cabeça da Igreja, que nos dá vida e poder. "Tomamos dEle". "Tomamos de Ti, Pão vivo". Alimentamo-nos de Cristo, participamos dEle, e nos lembramos de que Ele é a nossa vida, o nosso vigor, a nossa energia, tudo para nós. Ele nos fortalecerá, nos habilitará a voltarmos à peleja e a lutarmos como homens. Aqui vemos a razão para participarmos da Ceia do Senhor. Não há nada nela que, num sentido, você não receba da Palavra pregada, entretanto é um outro meio para recebê-la. Ele designou a pregação da Palavra, ele designou também esta ordenança - o partir do pão e o beber do vinho. E deste modo participamos dEle. Alimentamo-nos com o Pão da vida. Ele é o maná celestial, é o alimento de Deus para a alma, e tomamos dEle. E saímos da participação da Ceia com novo poder, novo vigor, fortalecidos "no Senhor e na força do Seu poder". Deus faz abundante provisão para nós, e é nosso dever participar abundantemente daquilo que Ele providenciou. É desse modo que nos fortalecemos "no Senhor e na força do Seu poder".

Nota: Extraído de "O Soldado Cristão - Exposição sobre Efésios 6:10-20" - Editora PES. 

Malaquias

Um alerta a nós

Após a conscientização de que o contato com a linguagem utilizada por Malaquias também pode transmitir ou enfatizar uma idéia, passemos ao próximo ponto.

“E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” I Co 10. 6.

“Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” I Co 10. 11.

“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” Hb 9. 24.

Para prosseguirmos em nosso estudo precisaremos observar o alerta de Paulo aos cristãos da igreja em Corintios.

O objetivo do apóstolo Paulo é alertar os cristãos, mas deste alerta nos cabe uma grande lição.

O apóstolo demonstra que todos aqueles que saíram do Egito passaram pelas mesmas experiências. Todos foram batizados na nuvem e no mar; todos comeram da mesma comida; todos beberam da mesma bebida, mas Deus não se agradou da maioria deles.

Por quê? Por que todos os homens que saíram do Egito, exceto dois, não puderam adentrar a terra prometida? Todos não beberam da mesma água e não comeram da mesma comida? Nm 14. 30.

O que ocorreu com o povo de Israel serve de alerta para as nossas vidas, ou seja, ‘estas coisas foram-nos feitas em figuras’ e estão escritas para aviso, para que não venhamos a incorrer em erros I Co 10. 1- 6.

E quanto ao povo de Israel, o povo que nos serve de figuras?

Todos os elementos que estão presentes na história dos patriarcas e de Israel nos transmitem mensagens por figuras.

O fato de Israel ter estado debaixo da nuvem e ter passado pelo mar demonstram que todos foram batizados em Moisés I Co 10. 1; o fato de todos comerem da mesma comida e beberam da mesma bebida representa que todos se tornaram participantes de Cristo I Co 10. 4.

Moisés ao construir o tabernáculo no deserto seguiu um modelo, figura do verdadeiro tabernáculo que estava nos céus “Estava entre nossos pais no deserto o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto” Atos 7. 44.

Quase todos os elementos que foram apresentados no Antigo Testamento contêm uma idéia transmitida por figuras.

A primogenitura apresenta uma das mais importantes das figuras bíblicas.

Quando Moisés construiu o tabernáculo, o fez com base em um modelo; a lei não apresentava a imagem exata das coisas, antes era só uma sobra das coisas futuras “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” Hb 10. 1.

E o que a primogenitura nos apresenta? Após entendermos a primogenitura, poderemos verificar a que se refere esta importante figura bíblica.

As figuras fazem referência a bens futuros e eternos. Nestas figuras contém elementos que nos faz perceber certos aspectos pertinentes ao que é permanente (eterno).

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” Rm 8. 29.

Sabemos que Deus faz todas as coisas segundo o seu propósito. Deus propôs fazer convergir em Cristo todas as coisas para louvor de sua graça e glória.

Ao falar do propósito eterno de convergir em Cristo todas as coisas na plenitude dos tempos, Deus falou ao rei Davi assim: “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” II Sm 7. 14. Ou seja, Deus demonstra a Davi qual seria a relação entre Deus e o descendente de Davi.

Deus estabelece a relação de Pai e Filho ao falar de Jesus ao rei Davi. Por que Deus estabelece esta relação? Porque antes de existir mundo, na eternidade, não havia a relação Pai e Filho na divindade. Mas, ao ser introduzido o ‘Deus forte’ no mundo dos homens, passou a existir a relação Pai e Filho.

Quando na glória, sabemos que Cristo criou todas as coisas “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” Cl 1. 16- 17, mas ao ser introduzido Cristo no mundo, pela relação que estava pré-estabelecida na eternidade, é dada a ordem: “E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” Hb 1. 6.

Por que se fez necessário se estabelecer a relação de Pai e Filho quando o ‘Deus forte’ foi introduzido no mundo? “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is 9. 6. “Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó” Is 10:21.

Porque Cristo é o unigênito do Pai, mas havia em Deus o propósito eterno de fazê-lo primogênito de toda a criação. Sabemos que Cristo é o unigênito de Deus em poder e glória, e isto não será alterado ao longo da eternidade, pois a ele glória e majestade para o todo sempre.

Mas, para que Cristo se tornasse o primogênito de toda a criação, torna-se premente a existência de irmãos. Não há como existir a primogenitura se há só um Filho.

Aqui se revela a multiforme sabedoria de Deus, em que Cristo foi feito um pouco menor que os anjos, porém todas as coisas lhe são sujeitas; e, por meio de Cristo, Deus trouxe à glória muitos irmãos (que somos nós, a igreja), cumprindo-se o propósito eterno de Cristo ser o primogênito de toda a criação.

Como? Quando Cristo ressurgiu dentre os mortos, Ele tornou-se o primogênito dentre os mortos, e quando o cristão morre e ressurge com Cristo, também se torna um dos filhos de Deus, e Cristo vindica a posição sobre excelente de primogênito.

Por quê? “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles” Hb 2. 10.

Por meio de Cristo tudo existe, mas convinha que Ele levasse à glória muitos irmãos, ou seja, filhos gerados de Deus. Como conseqüência direta de Jesus ter introduzido muitos filhos à glória, passou a existir a preeminência de Cristo: o primogênito dentre os mortos: “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl 1. 18.

Todos os que estão em Cristo, ou seja, que morreram e ressurgiram com Ele, não possuem alternativa. Haverão de ser filhos de Deus, predestinados, serão conforme a imagem de Cristo, com o único objetivo de Cristo ser primogênito dentre muitos irmãos “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” Rm 8. 29.

Em decorrência destas verdades eternas é que se estabeleceu o direito de primogenitura. No primeiro momento temos a impressão que o direito de primogenitura não tem relação com estas verdades eternas, porém ao observarmos as declarações do apóstolo Paulo, nos inteiramos da seguinte verdade: a primogenitura foi estabelecida por Deus aos homens como figura de verdades eternas.

Por isto faz-se necessário observarmos a relação fraternal entre Jacó e Esaú, pois nela temos que considerar o direito que decorre da primogenitura.

Se olharmos a primogenitura do ponto de vista secular, geralmente ela é analisada como sendo regras pertinentes à sucessão hereditária, o que envolve deveres para com a família e direitos quanto a bens patrimoniais.

Todas as vezes que se lê na bíblia que ‘fulano’ era o primogênito, a única relação que se estabelece é com relação ao direito do mais velho receber porção dobrada da herança.

Mas, após verificarmos que a primogenitura é figura de conceitos espirituais, muda a maneira de se observar o porquê a bíblia enfatiza o direito proveniente da primogenitura.

Paulo ao escrever aos cristãos em Roma faz referência a Esaú e Jacó da seguinte maneira:

“E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma” Rm 9. 11- 14.

O propósito inicial de nosso estudo é compreender os argumentos utilizados por Paulo para nos fazer chegar a conclusão de que não há injustiça da parte de Deus.

Justamente a citação de Malaquias: “Amei a Jacó e aborreci a Esaú”, que muitos usam para afirmar que Deus foi parcial em favor de Jacó é o texto que Paulo utiliza para demonstrar que não há injustiça em Deus.
Não há de maneira alguma injustiça da parte de Deus! Esta é a conclusão de Paulo. Mas, como chegar a tal conclusão diante dos argumentos que ele utilizou?

Quando Paulo cita a história de Esaú e Jacó, ele faz referência a eventos que ocorreram antes do parto. Destes eventos ele destaca que os gêmeos ainda não haviam nascido (o que demonstra que eles não haviam feito bem ou mal), e Deus anunciou a Rebeca que o maior haveria de servir o menor.

É certo que Deus adiantou a Rebeca que Esaú serviria a Jacó por meio de sua presciência, no entanto, a presciência não é a base da eleição.

Da mesma forma a soberania de Deus não é a base para a eleição, visto que a eleição é a base para o seu propósito.

Não! Não foi por meio destes elementos que Deus fez conhecido a Rebeca que Esaú serviria a Jacó.

1º Não foram as ações de Jacó que determinaram o amor de Deus;

2º Deus não tem preferência por suas criaturas, visto que ele não faz acepção de pessoas, é santo e não aceita suborno.

Quais são os elementos que Paulo utiliza para afirma que não há injustiça da parte de Deus? Por meio da presciência divina Deus disse que o maior serviria o menor com base no que foi dito por intermédio de Malaquias: “Amei a Jacó, e aborreci a Esaú”.

Observe a análise de Paulo:

“Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma” Rm 9. 11- 14.

Com base no que está escrito em Malaquias (com base em seu amor) é que Deus disse a Rebeca que o maior haveria de servir o menor. Se o amor é a base, não há como se considerar que a soberania e presciência de Deus é que demonstra a justiça de Deus.

Por que é segundo o amor de Deus? Porque o amor de Deus é demonstrado em justiça e não em favoritismo pessoal.

Com base nestes elementos Paulo conclui: “Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus?”.

Novamente: Que elementos? Observe:

“(para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)”

Claudio Crispim

Fonte: http://www.ibiblia.net/comentariomalaquiascinco.htm

Perecendo no deserto

  1 Coríntios 10:1-12
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“Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.” (1 Coríntios 10:3-5)
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No verso 11 da passagem em coríntios lemos: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado”. Que coisas? Os versos anteriores respondem: “não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.” (vers. 6b); “Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.” (vers. 7); “E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil.” (vers. 8); “Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram” (vers. 9a); “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.” (vers. 10). Lembremos que “todos eles comeram de um só manjar espiritual… Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.” (vers. 3,5).
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 “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós,” (vers. 6a) para que sejamos perspicazes. David Roper definiu “perspicaz” da seguinte maneira em seu estudo sobre o profeta Elias: “perspicaz significa capaz de compreender os significados, descobrir lições, seguir e viver de acordo com essas lições”. As lições que precisamos buscar são aquelas que Senhor nos apresenta e nos revelou pela Sua soberana e infalível Palavra.
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“Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (vers. 12), ou seja, não caia nos mesmos erros dos antigos – registrados nesta passagem de coríntios – e venham a perecer no deserto. Eles estavam saindo da escravidão no Egito rumo à terra prometida, mas devido as suas constantes transgressões, ficaram pelo caminho. Daquela geração, apenas Josué e Calebe entraram em Canaã (Números 14:29,30).
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O apóstolo Paulo nos exortou a não cairmos nos mesmos erros cometidos pelos israelitas. Eles foram salvos por Deus da escravidão no Egito, mas abusaram da paciência do Senhor no percurso a terra que Ele jurou dar aos seus antepassados. Os erros são claros:
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1 – “Não cobicemos as coisas más” (vers. 6b): – Não fiquemos com o desejo ardente de possuir coisas que não nos convém como cristãos. Pelo contrário, que busquemos “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” e “se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe” o nosso pensamento (Filipenses 4:8).
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2 – “Não vos façais, pois, idólatras” (vers. 7a): – Muitos deixam as imagens de escultura e os ídolos mudos da falsa religião, mas esquecem de abandonar aqueles “ídolos” pessoais – coisas e pessoas – que ainda tomam o primeiro lugar em suas vidas. Se Deus e os seus interesses ainda não são a primazia para nós, ainda não entendemos o chamado de Cristo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Ele também disse: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26,27). “Portanto,… livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hebreus 12:1,2a – NVI).
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3 – “E não pratiquemos imoralidade” (vers. 8a): – Na segunda parte do versículo 8 diz que “caíram, num só dia, vinte e três mil” por causa da imoralidade praticada. É para brincar com esta área? Definitivamente não! Mas devemos saber que é algo que assombra e pode derrubar muitos que querem seguir fielmente ao Senhor Jesus. O apelo carnal é muito forte na área sexual, e atualmente é amplamente explorada pelo inimigo através de diversos mecanismos, a começar pela mídia televisiva e agora também, explicitamente exposta na Internet. Todo o cuidado é pouco. Devemos na verdade é “fugir” como fez José ao ser assediado pela esposa de Potifar, oficial de Faraó (Gênesis 39:6-12). Se quisermos enfrentar esta luta pelas nossas próprias forças, com certeza cairemos, mas com a ajuda de Deus é possível vencer (1 Coríntios 10:13). Paulo disse: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo” (1 Coríntios 6:18).
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4 – “Não ponhamos o Senhor à prova” (vers. 9a): – O diabo, quando estava com Jesus no deserto tentou induzi-lo a colocar Deus a prova quando disse: “Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo” (Lucas 4:9). Jesus o repreendeu dizendo: “Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Lucas 4:12). Colocar Deus a prova é testar o seu caráter e poder. Quem crê realmente em Deus não precisa comprovar o caráter santo e o seu infinito poder. O inimigo conhecendo as escrituras, as citou para testar Jesus: “Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Mateus 4:6). Quantos não usam erroneamente as escrituras, determinando assim, seu próprio fim. O diabo usou as escrituras para o mal e para fazer tentações. Porém devemos usá-las para o bem e para exortar, repreender e admoestar a todos a seguirem e obedecerem a Jesus, o Senhor, com temor e tremor (Filipenses 2:12,13).
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5 – “Nem murmureis” (vers. 10a): – Murmurar é difamar, cochichar, resmungar, queixar-se em voz baixa ou conversar às escondidas de alguém. A continuação do versículo diz que os murmuradores foram “destruídos pelo exterminador”. Muitos tem se queixado de Deus por causa das coisas que afetam as pessoas, como a violência sem precedentes e as catástrofes naturais. Jesus disse que “no mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33b). Estas palavras do Senhor foram ditas para consolar seus discípulos quanto à perseguição que sucederia após a sua morte por serem seus leais seguidores, mas podemos aplicá-la também a outras aflições que passamos neste mundo corrompido pelo pecado. Devemos lembrar que Deus criou um mundo perfeito, mas com a entrada do pecado, a criação tem sido afetada ao longo dos anos. Não creio que Deus criou o ser humano para ser destruído, mas para viver em harmonia com Ele pela eternidade. Porém, o homem recusou essa dádiva, preferindo desobedecer a uma ordem clara do Senhor; ali se deu a queda humana e de toda a criação. Em Hebreus lemos que “não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (4:13). Deus pela Sua onisciência e onipresença, sabe de todas as coisas que tem acontecido, desde a criação do mundo. Ele sabe dos pensamentos, das intenções, dos atos de bondade e das maldades de cada ser humano. Ele sabe das alegrias e das tristezas; das vitórias e das derrotas, das conquistas e das aflições de cada um de nós. Ele sabe de tudo o que tem acontecido de bom e de mal na terra e como diz a passagem de Hebreus, “todas as coisas estão descobertas e patentes” aos seus olhos. Precisamos é confiar nEle e saber que Ele pode pelo seu eterno poder nos livrar de todo mal. Porém, mesmo que sejamos fiéis a Ele, passaremos por aflições e tribulações neste mundo, como o próprio Senhor Jesus disse, mas o importante é saber que a nossa alma, o nosso maior tesouro, está assegurada eternamente nas mãos do Deus Todo Poderoso.
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Os antigos “comeram de um só manjar espiritual”, mas “Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto” (vers. 3,5). Os israelitas sofriam amargamente no Egito como escravos de um povo pagão. Deus em sua misericórdia e amor cumpriu a sua promessa feita aos seus antepassados que faria deste povo uma grande nação; a nação que carregaria o nome do Senhor. Não contentes com as dádivas de serem libertos da escravidão e terem Iavé como seu único Senhor e Deus, eles preferiram os tempos como escravos, esquecendo-se do sofrimento e opressão exercida por seus antigos senhores. Eles também, além de murmurarem, se voltaram para idolatria, cometendo toda forma de abominações como as que vimos pela passagem da primeira carta do apóstolo Paulo aos coríntios. Não podemos esquecer que de toda aquela geração que saiu da escravidão no Egito, apenas dois entraram na terra prometida, além é claro, dos descendentes.
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De igual forma, hoje os cristãos também tem a promessa de Deus de habitarem numa “terra prometida”; um novo lar, a pátria celestial (Filipenses 3:20,21). Deus na Sua infinita misericórdia, vendo o nosso sofrimento sob a escravidão - mas uma escravidão espiritual - enviou um Libertador, igualmente prometido em épocas passadas. Éramos escravos do pecado, mas Deus por meio de Cristo, o Salvador, nos libertou dessa escravidão. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13). Jesus faz o Seu chamado e quem atende, arrependido de seus pecados e passa pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” é “justificado” pela sua graça, e assim se torna seu herdeiro, “segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3:5,6). Tornamo-nos assim, peregrinos em “terra estranha”, pois a nossa pátria, passa ser a pátria celestial e não mais este mundo corrompido pelo pecado. Porém, assim como os antigos, podemos ficar pelo “deserto” deste mundo, cedendo aos apelos constantes dos prazeres da carne e da impiedade. Podemos experimentar das delícias espirituais (1 Coríntios 10:3,4), mas se não as valorizarmos, retornando a escravidão do pecado, cedendo aos seus “encantos”, com certeza pereceremos como muitos pereceram sem entrar na terra prometida.
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“Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós” (1 Coríntios 10:3-6a).
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Que possamos usar estes exemplos que o Senhor deixou pelas sagradas escrituras e valorizar o que tem valor e refugar o que não tem valor em nossas vidas (Filipenses 3:7-11). E ao contrário dos antigos, possamos agradar a Deus nos submetendo ao senhorio de Cristo e obedecendo sem hesitar a Sua soberana e única vontade para a sua honra, glória e virtude.
Fonte: http://simplesmentecristao.com/2010/09/27/perecendo-no-deserto/

Perigos que a caminhada no deserto oferecem

1 Coríntios 10.1-10 PDF Imprimir E-mail

Introdução:
ISRAEL - quase sempre na história deste povo existe um deserto e uma terra e no meio destes dois elementos UMA PROMESSA.
Neste deserto, muitos andam, mas muitos, muitos mesmo estão prostrados no deserto.
“Deus não se agradou da maioria deles, razão porque ficaram prostrados no deserto” (v.5)
A idéia é um caminho no deserto e nos dois lados há pessoas caídas, mortas, prostradas no deserto.
Como está você nesta noite? Andando ou prostrado no deserto?
Quando Paulo escreveu isto para a Igreja de Corinto, certamente ele estava pensando nos perigos que a caminhada no deserto oferecem:
PRIMEIRO - Há o perigo de acostumar-se ao deserto.
Nunca experimentamos nada melhor. Imaginamos que isto (uma vida rasa, mesquinha, atribulada e duvidosa) é tudo o que Deus tem para nós. NÃO É!! Este não é nosso lugar!
SEGUNDO - Há o perigo de perder a esperança no deserto.
Muitas vezes oramos para que Deus aja em nossa vida, em nossa igreja, em nosso país, mas pensamos: “NADA VAI MELHORAR!”
“Deus não se agradou da maioria deles, razão porque ficaram prostrados no deserto” (v.5)
Qual a causa de minha vida estar assim prostrada, longe de Deus? O texto nos responde a partir do verso 6:
PRIMEIRA - a primeira causa é a COBIÇA.
v.6 “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más”
COBIÇAR é desejar o que Deus não nos tem dado. Talvez um bem, uma posição, uma pessoa, algo que ele não lhe deu. Isto sempre faz com que percamos nossa paixão por Jesus. Nesta noite ABRA MÃO DO QUE DEUS NÃO LHE DEU.
SEGUNDA - A segunda causa é a IDOLATRIA.
v.7 “Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles”
Idolatria é basicamente não dar glória a Deus (ver também o verso 7b) - queriam cuidar de si mesmos e se esqueciam de glorificar o nome do Senhor com suas vidas. Semelhanças conosco? Você pode cultuar a Deus, entregar o seu dízimo, cantar no coral e evangelizar.
A pergunta é: QUAL O MOTIVO DO SEU CORAÇÃO?
Satanás não se incomoda quando fazemos algo simplesmente, mas sim se glorificamos o nome de Deus. Se algo em nossa vida impede-nos de Glorificar a Deus, isto é idolatria.
TERCEIRA - A terceira causa é a IMPUREZA.
v.8 “e não pratiquemos a imoralidade”
O Espírito Santo é como fogo porque: ILUMINA nossos caminhos - é o Condutor! AQUECE nossa alma - é o Consolador! Mas também porque QUEIMA os nossos pecados é o Purificador!
Quando clamamos pela presença do Espírito Santo, então pecados começam a aparecer, vidas pecaminosas são denunciadas, nossas mentes são incomodadas, e este então não é o momento de acusações ou amarguras, mas de perdão.
QUARTA - A quarta causa é TENTARMOS A DEUS.
v.9 “Não ponhamos o Senhor à prova”
Mateus 4:1 - “peirazô” - “testar (tentar) de modo definitivo”. A mesma palavra usada aqui para “prova”. Sabiam que Deus pode ser “tentado” por nós? Nós podemos tentar Deus a tratar-nos segundo a nossa incredulidade. Isto é terrível!
O povo estava perguntando a Moisés porque Deus os tirara do Egito para morrer no deserto e Deus lhes mandou serpentes abrasadoras e morreu muitos do povo de Israel. Eles foram tratados de acordo com sua incredulidade. “Se Deus é por nós, quem será contra nós”, mas se Deus for contra nós, quem será por nós? Se Deus retirar de sobre nós a sua misericórdia, seremos consumidos... A nossa incredulidade tenta Deus a isto.
QUINTA - A quinta causa é a MURMURAÇÃO.
v.10 “nem murmureis”
Todo murmúrio é murmúrio contra Deus. Todo murmúrio nos distancia do arrependimento. Todo murmúrio nos faz culpar Deus, a igreja ou outros por algo que eu mesmo tenho culpa. A murmuração fez com que 14.000 pessoas morressem num só dia no meio do povo, porque estavam culpando seus líderes e a Deus do pecado que o povo mesmo estava cometendo.
Mas sinceramente, o que tem isto a ver conosco, 3.000 anos depois destes acontecimentos?
Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos tem chegado.(v.11)
Conclusão:
Há alguns anos atrás, um senhor, crente, de uma Igreja Presbiteriana no norte Canadá, deu um pulo do banco no meio de um culto de domingo e começou a gritar dizendo:
“Não agüento mais o deserto - sou superintendente da Escola Dominical, vivo nesta igreja há 30 anos e além de presbítero, estou à frente de todos os trabalhos, porém, minha alma vivem prostrada num deserto sem esperança, não sinto Deus por perto, nem seu amor ou perdão. Nada mais quero em minha vida do que levantar-me deste deserto e andar com Deus”.
Como está sua vida nesta noite? Sentindo as promessas de Deus ou prostrado no deserto?
Fonte: http://www.gedeon.lidorio.com.br/

UM AVISO DE DEUS PARA NÓS CRISTÃOS



"...e estas coisas foram escritas para aviso nosso...".  I Coríntios 10.11.
      É muito fácil para nós sentarmos na cadeira como juiz, e condenarmos a nação de Israel pela incredulidade deles. É verdade que eles foram rebeldes, tanto é assim que as Escrituras dizem que eles não puderam entrar por causa da incredulidade (Hebreus 3.19). Também é verdade que pela fé estamos firmes, mas devemos andar com temor durante o tempo da nossa peregrinação e não nos ensoberbecermos contra eles: "Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado" Romanos 11.18-22.
       No texto que iniciamos de I Coríntios 10, nos versos de 1 a 5 diz: "Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de uma mesma comida espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto". Em Hebreus 4, versos 1 e 2 ainda dizem: "Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás. Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram".
       Ambos os textos nos chamam a atenção para o temor que devemos ter ao olhar para a nação de Israel, sendo que eles receberam as mesmas coisas que nós temos recebido: foram batizados em Moisés (figura de Cristo), comeram da mesma comida espiritual, beberam da mesma bebida espiritual que era Cristo, mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que ficaram prostrados no deserto; e no verso 11 ele diz: "Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia".
       Alguns podem dizer: - Mas a salvação não é pela graça, e uma vez que fomos salvos por Deus, essa salvação não é eterna? Sim, é verdade, mas no verso 22 de Romanos 11, Ele diz: "Considera pois a bondade e a severidade de Deus...". Em outro lugar Ele ainda diz: "Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo" Hebreus 4.3. Deus também tinha preparado uma salvação para Israel, mas eles foram cortados porque provocaram a ira de Deus.
       Deus nos ensina isto, porque a vida cristã sem temor, crendo numa graça leviana, nos leva a uma vida indolente, frouxa, inconstante, insubordinada e insensata: "Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir" Mateus 25.7-13.
       Todas elas eram virgens, figura de uma pessoa regenerada, mas nem todas eram prudentes: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" Efésios 5.15-18. A seguir veremos os exemplos daquilo que provocou a ira de Deus sobre a nação de Israel, apresentados pela Palavra, que devemos ter para exemplo nosso.


"Não vos façais idólatras, como alguns deles...". I Coríntios 10.7.
      A idolatria da nação de Israel era de um bezerro de ouro. Israel tinha trocado o Senhor, o Deus vivo por um artifício feito pela mão humana; sem vida, e sem poder. O texto que o Espírito nos chama a atenção, é para outra idolatria, não de algo feito de ouro, mas de igual valor; feita também pela mão humana: "Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar".


A idolatria que Deus nos chama a atenção aqui, não era a de um Deus verdadeiro para outro deus feito uma figura de animal, mas da idolatria do prazer sensual (do sentimento), da satisfação do ventre, da preguiça, do ócio: "Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas" Filipenses 3.18-19. "Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. E se ensoberbeceram, e fizeram abominações diante de mim; portanto, vendo eu isto as tirei dali" Ezequiel 16.49-50.


Não é isso que mais vemos serem apresentados aos cristãos nesses dias? Prosperidades, riquezas, abundância de pão, muito tempo para lazer e etc... Essas são as bênçãos apresentadas como testemunho, mas Deus chama isso de idolatria: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom" Mateus 6.24.


Como já vimos anteriormente, muitos desprezam essa Palavra porque a consideram como maldição para um cristão: "Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" Filipenses 4.11-13.

A vida prospera de uma pessoa se tornou sinal de bênçãos nos nossos dias; e muitos se gloriam nisso dizendo: - Deus tem me abençoado muito, tenho muito mais do que eu podia pensar ou pedir. Deus tem me dado tudo isso para dela gozar. Nisso consiste a idolatria; porque o homem passa a por a sua confiança na incerteza das riquezas e não em Deus (I Timóteo 6.17). Toda pessoa que se torna abastada, se gloria naquilo que tem, no seu bezerro de ouro; faz festa, bebe, e se deleita nos seus bens.

Isso tem sido ensinado em larga escala por aqueles que dizem que conhecem a Deus, mas eles têm desprezado o verdadeiro tesouro, a riqueza eterna que é Cristo. "Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados" I Pedro 2.6-8. Toda idolatria despreza o que é verdadeiro.

    Não sejamos idólatras, como alguns deles; Cristo para nós é a preciosidade. Tudo isso aconteceu como exemplo, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Se enriquecermos não é para idolatria, mas para toda a liberalidade (II Coríntios 9.11). Se tivermos em abundância é para repartir, e se temos no que folgar, usemos bem cada oportunidade porque os dias são maus: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" I João 2.16-17.

"Não nos prostituamos, como alguns deles...". II Coríntios 2.14.
      Nesta passagem, o Espírito se refere à prostituição da nação de Israel com mulheres de outros povos. Esse pecado se deu em Baal-Peor: "E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses. Juntando-se, pois, Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel" Números 25.1-3.

      Quando Deus nos diz para que não nos prostituamos como alguns deles, Ele se refere ao jugo desigual com os incrédulos, seja no casamento, seja nos negócios ou em qualquer outra coisa: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" II Coríntios 6.14-18.

Unir-se aos incrédulos ou aos infiéis, seja em matrimonio, seja sociedade em algum negocio, seja na política, para Deus é uma prostituição, é como unir-se a uma meretriz: "Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito" I Coríntios 6.15-17.

A nação de Israel cometeu esse pecado várias vezes, casando-se com mulheres estranhas, buscando socorro quando havia guerra unindo-se a outros povos, fazendo aliança com outros reis e etc...: "Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se poluirá de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR. Levanta os teus olhos aos altos, e vê: onde não te prostituíste? Nos caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia. Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha" Jeremias 3.1-3.

Deus nunca aceitou esta prostituição da nação de Israel, e não pode aceitar a nossa também: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso" II Coríntios 6.14-18.

Israel pereceu por isso, e o Espírito nos chama atenção para o seu pecado, para não incorrermos nos meus erros. Não sejamos prostitutos, como alguns deles; tudo isso aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos: "E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil". I Coríntios 10.8. Saiba um pouco mais sobre isso no Estudo "A Família".

"E não tentemos a Cristo, como alguns

deles também tentaram...". I Coríntios 10.9.

Neste mesmo capítulo 10 de Coríntios, no verso 4, mostra do que se trata essa tentação. Tanto em Massá e Meribá (Êxodo 17.1-7), como na terra de Edom (Números 21.4-9), o povo tentou ao Senhor reclamando por água, sendo que a água estava na pedra, e a pedra era Cristo. A pedra espiritual que os acompanhava dava água a eles quando precisavam, mas eles O desprezavam: "E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel" Números 21.5-6.

Deus nos fez seus filhos e nos abençoou com toda a sorte de bênçãos em Cristo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" Efésios 1.3-5. Fez-nos seus filhos, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: "E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados" Romanos 8.17. Ele nos deu o tudo, nos deu o seu Filho Jesus: "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos" Colossenses 3.10-11.

Ele é a fonte da água da vida, portanto é dEle que devemos beber: "E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" João 7.37-38. Ele é o pão que desceu do céu, portanto é dele que temos de nos alimentar: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" João 6.35.

Não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram; porque muitos têm buscado matar a sua sede e saciar a sua fome nos homens, nas religiões, nas obras, em bênçãos, em prazeres e não em Cristo: "Porque todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus" Filipenses 2.21. Cristo vive em nós, e Ele é a fonte de toda bem-aventurança; dEle procedem as fontes da vida: "Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" Provérbios 4.20-23.

Se você tem comido desse pão e bebido dessa água da vida, você estará satisfeito(a); não necessitará de mais nada. O que você tem buscado além dEle? Não tente ao Senhor, porque em Cristo está todo o prazer de Deus: "Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido" II Pedro 1.17. Tudo isto aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos: "E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes".

"E não murmureis, como também

alguns deles murmuraram...". I Coríntios 10.10.

Muitas vezes o povo de Israel murmurou contra Deus. Dentre elas, foi quando o povo saiu do Egito e estava no deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai: "E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do SENHOR na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão" Êxodo 16.2-3.

A murmuração nem sempre é de boca, muitas vezes é no próprio coração. Ela sempre começa com algo que desejamos para nossa própria satisfação. Recorremos aos pais, ao marido, à esposa, aos colegas e etc..., e quando não recebemos começamos a murmurar, a reclamar; depois da reclamação vêm as contendas: "De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis" Tiago 4.1-2. O murmurador tem parentesco com a sanguessuga: "A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá" Provérbios 30.15.

A pior murmuração é contra Deus; contra o seu cuidado, contra a sua bondade, o seu amor, e a sua misericórdia. A murmuração procede de um coração egoísta e incrédulo, porque reclama o que não recebe. Quando não recebem dos outros, vão recorrer a Deus porque o consideram poderoso para dar; quando não recebem também, murmuram contra Ele: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites" Tiago 4.3.

A murmuração é uma reclamação constante daquilo que se deseja e não recebe; e isto faz perecer pelo destruidor: "O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta, o pulgão o comeu" Joel 1.4. O que se consegue com a murmuração diante de Deus é só a sua ira: "Assim se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos até que se consumiu toda aquela geração, que fizera mal aos olhos do SENHOR" Números 32.13.


O nosso caminho não é o da murmuração, mas é o de alegra-se no Senhor e de dar graças em tudo, porque essa é a vontade de Deus: "Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" I Tessalonicenses 5.16-18. Ainda que nos custe a morte de um ente querido, a perda dos nossos bens, uma enfermidade ou qualquer outra coisa, ao Senhor devemos dar graças: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o SENHOR. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" Filipenses 4.4-8.

Dar graças em tudo quando está tudo bem é fácil, mas dar graças nas tribulações, nas provações, nas necessidades é que mostra o verdadeiro adorador. O verdadeiro adorador não tem hora para adorar: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" João 4.23-24.

Não murmureis como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor. Tudo isto lhes aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.

"Não veio sobre vós tentação, senão humana...". I Coríntios 10.13.

Em tudo o cristão é tentado. Ele é tentado a se envolver com as seduções das riquezas, com as coisas dessa vida e não dar fruto com perfeição: "E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição" Lucas 8.14. Casar-se com os infiéis, ou fazer uma sociedade com os ímpios, e envolver-se com partidos e política: "E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria" Deuteronomio 7.2-4.

Somos tentados também a buscar as coisas espirituais fora da Pessoa de Cristo. Somos constantemente tentados a buscar conhecimento na Palavra, dons, ou mesmo crescimento espiritual nos homens intitulados pastores, nas igrejas denominacionais, nas obras e não nAquele em quem estão escondidos todos os tesouros: "Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" Colossenses 2.3.

Somos também tentados a murmurar quando não recebemos aquilo que desejamos, sendo que morremos para nós, para vivermos somente para Deus; Aquele que não nos deixa e não nos desampara: "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos" Romanos 14.8-9.

Há muitas outras tentações, e todas elas são para tirarmos os olhos de Jesus (Hebreus 12.2). Todas essas tentações são senão humana, mas fiel é Deus, que não nos deixará ser tentados acima do que podemos suportar, antes com a tentação dará também o escape, para que a possamos suportar (I Coríntios 10.13). Cristo que está em nós é o caminho (João 14.6), e os caminhantes nEle não errarão: "E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão" Isaías 35.8. Esse caminho e esse escape é Cristo em nós, que nos faz atentar quando tiramos os nossos olhos dEle e olhamos para a esquerda ou para a direita: "E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda" Isaías 30.21.

A tentação é o desejo humano, mas o querer e o efetuar a vontade de Deus é da Pessoa de Cristo que vive em nós: "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis" Gálatas 5.16-17. "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" Filipenses 2.13.

Jesus é o nosso Salvador; um Salvador bem presente, que opera em nós o que perante Deus é agradável, e nos livra de toda a tentação: "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" Hebreus 4.15. "Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre" Hebreus 13.21.

Se você crê que morreu com Cristo, que está crucificado com Ele, então você não vive mais, mas Cristo é quem vive em você (Gálatas 2.20). Agora, Jesus nos livra de tropeçar e nos apresenta ante a glória de Deus, santos e imaculado: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém" Judas 1.24-25.

Portanto, toda tentação é senão humana, mas fiel é Deus, que não deixará que sejamos tentados acima do que podemos suportar, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. Tudo isto lhes aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Amém.

Edward Burke Junior
Fonte: http://www.vida.emcristo.nom.br/aviso.htm