terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Lição 1: A apostasia no Reino de Israel

Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
Comentarista: José Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração, pesquisa e postagem no Blog: Francisco A Barbosa.

Lição 1
A apostasia no Reino de Israel
6 de janeiro de 2013
TEXTO ÁUREO
E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele(1 Rs 16.31).Esse casamento do filho de Onri com a filha de Etibaal pode ter sido arranjado por Onri devido a razões políticas. A presença de Jezabel trouxe apoio oficial, na nação de Israel, à adoração a Baal. Baal significa “senhor”ou “marido”. Baal era um deus da tempestade, uma divindade dominante da religião Cananéia. Ele era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida. [a]
VERDADE PRÁTICA
A apostasia na história do povo de Deus é um perigo real e não uma mera abstração. Por isso, vigiemos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Reis 16.29-34.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel;
  • Conscientizar-se sobre os perigos da apostasia; e
  • Compreender quais foram as consequências da apostasia para Israel.
Palavra Chave
Apostasia: (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
COMENTÁRIO

introdução
Damos início a mais um ano letivo em nossa escola dominical. Foi a misericórdia do Senhor que nos trouxe até aqui e espero nEle que, neste ano, nossas escolas se encham de alunos ávidos por conhecer mais as Escrituras; espero sinceramente que, em 2013, em todo o Corpo de Cristo, cada crente se torne um aluno da escola dominical. Nesta primeiríssima aula, estudaremos acerca do período mais sombrio na história do reino do Norte, Israel, sob a regência de Acabe, filho de Onri, o sétimo Rei de Israel (o reino do Norte). Casado com a princesa fenícia filha do rei dos Sidônios Etbaal, Jezabel. Durante seu reinado, prosperou o culto à Baal sob o patrocínio da rainha Jezabel, que não apenas continuou a adorar os deuses fenícios, mas passou a combater o culto a YAHWEH, Deus de Israel. Recorreu ao erário público para sustentar os 450 sacerdotes de Baal como também os 400 profetas da deusa fenícia da fertilidade Ishitar (Gr Astarte – Αστάρτη; heb עשתרת - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (1Reis 11.2). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos). No palácio real havia um templo dedicado a Baal. Acabe, aparentemente sentiu-se atraído pelo culto destes deuses, relegando YAHWEH à segundo plano. Os sacerdotes e profetas israelitas foram eliminados ou então tiveram que se exilar no deserto devido à perseguição promovida pela rainha. Procurou estabelecer alianças com Ben-Hadade II, Rei da Síria de Damasco, e com Josafá, Rei de Judá. Acabe liderou a Batalha de Carcar, numa coligação síro-palestina anti assíria liderada por Ben-Hadade II contra o expansionismo do Rei Shalmaneser III. Esta batalha é datada como ocorrida em 853 a.C.. Foi gravemente ferido na Batalha de Ramote Gileade contra Ben-Hadade II. Morreu durante o combate, depois de ter reinado durante 22 anos. Seu filho Acazias, sucede-lhe no trono como rei. Sua filha, Atália, casa-se com Jeorão, filho de Josafá, Rei de Judá. Segundo algumas cronologias, viveu de 897 a.C. a 817 a.C. e reinou a partir de 874 a.C.. Sua história é contada na Bíblia em livros I e II Reis. Acabe governou entre os anos 874 e 853 a.C, e o seu reinado foi marcado pela tentativa de conciliar os elementos do culto cananeu com a adoração israelita. Uma primeira leitura dos capítulos 16.29 — 22.40 do livro de 1 Reis, revela que essa mistura foi desastrosa para o povo de Deus. Na prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal [Baal (em hebraico בַּעַל) é uma palavra semítica que significa Senhor, Lorde, Marido ou Dono (Dom). Baal é representado em grego como Belos e em latim como Belus. Esta palavra em hebraico é cognata de outra em acádio, Bel, com o mesmo significado. A forma feminina de Baal é Baalath, o masculino plural é Baalin, e Balaoth no feminino plural. Esta palavra não tinha conotação exclusivamente religiosa, podendo ser empregada em relações pai e filhos (por exemplo) não sendo obrigatória uma separação hierárquica.], trazendo como consequência uma apostasia sem precedentes e pondo em risco até mesmo a verdadeira adoração a Deus. Em Canaã, os Hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração a Baal. No Livro dos Juízes, Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. Agora, Elias é levantado por YAHWEH para condenar o mau procedimento de Acabe por adorar Baal. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. AS CAUSAS DA APOSTASIA
1. Casamento misto. Pode uma forma degradante de adoração enganar alguém? Que motivos induziram um povo a contaminar a adoração pura com a falsa? A resposta a estas perguntas pode ser vista no que aconteceu a Israel à época de Acabe, Jezabel, Elias e Eliseu. O texto bíblico põe o casamento misto de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos sidônios, como uma das causas da apostasia no reino do Norte (1 Rs 16.31). É compreensível que YAHWEH quisesse proteger seu povo escolhido contra o abominável e degradante Baalismo. Sua Lei dada mediante Moisés tornava a idolatria uma violação que merecia a morte (Dt 13.6-10). YAHWEH ordenou que os israelitas destruíssem todos os vestígios de falsa adoração e se isentassem de alianças com idólatras (Dt 7.2-5). Em Seu cuidado e zelo, determinou que os israelitas sequer ‘mencionassem o nome de outros deuses’ (Êx 23.13). O reino de Israel havia caído em idolatria. A adoração de Baal se tornara a religião oficial. Os israelitas foram avisados de antemão sobre isso: “[Os] deuses [cananeus] servirão de laço para vós.” — Jz. 2.3. Um dos fatores responsável pelo envolvimento com os deuses falsos foi o casamento misto. Até mesmo o sábio rei Salomão se desviou da adoração verdadeira por se casar com mulheres que serviam a falsos deuses e deusas (1Rs 11.1-8). . Este casamento não fora realizado pelos sacerdotes diante do Senhor, mas pelos sacerdotes de Baal, diante desta mesma divindade (1Rs 16.31). A confiança de Acabe não estava mais em YAHWEH, mas nos acordos diplomáticos. Por isso casou-se com Jezabel, a fim de ratificar o acordo diplomático feito por Onri, seu pai. O adultério espiritual de Israel não começou com Acabe e Jezabel, com eles, foi apenas institucionalizada. Esta união, no entanto, trouxe a ruína moral, espiritual e social ao reino do norte, Israel. A capital Samaria tornara-se a partir de então o centro religioso do culto a Baal e a Astarte, contendo no palácio 450 profetas de Baal e 400 sacerdotisas de Astarote ou Asera (1Rs 18.4). Isto significa que não apenas foram mortos os profetas, mas também muitos sacerdotes fiéis a YAHWEH. Neste período lúgubre, o palácio transformou-se em antro de luxúria, malandragem, excessos e vícios sexuais. Tudo com a participação do rei Acabe, da rainha Jezabel e dos profetas e sacerdotisas de Baal e Astarte. O paganismo de Jezabel unia prostituição e homossexualismo com religião e religiosidade. Esta é uma das principais razões pelas quais Jezabel é conhecida como prostituta. E na verdade o era, entretanto, uma hieródula, ou prostituta sagrada. É impossível desassociar o culto pagão ao casal herogâmico Baal e Astarte da prostituição sagrada, da falolatria, dos sacrifícios de crianças, das ervas alucinógenas, feitiçaria entre outros desvios (2Rs 9.22). E, segundo a tradição fenícia e canaanita, o rei e a rainha eram elementos indispensáveis nessas festividades, pois a presença deles assegurava o favor das divindades cultuadas. A rainha Jezabel incitava o rei Acabe para fazer o que era “mau aos olhos do Senhor”, diz o redator das crônicas dos reis (1 Rs 21.25)[b].
2. Institucionalização da idolatria. Nos dias de Elias, Israel estava sendo governado por reis maus e idólatras. Elias é enviado ao Rei Acabe para anunciar que iria começar um período de seca. A Bíblia diz o seguinte de Acabe: “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (1Rs 16.30,31). Acabe contraiu matrimônio com Jezabel, filha do rei dos sidônios; casamento este, jamais aprovado por Deus. Tendo uma mulher idólatra, Acabe serviu ao deus Baal e o adorou e conduziu a nação de Israel à idolatria: “Também Acabe fez um poste-ídolo de madeira e cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel.” 1Re 16.33. O baal introduzido em Israel por Acabe foi Baal-Melkart. Mas havia outros como Baal-Zebube, o nome Belzebu (usado frequentemente no Novo Testamento para definir o príncipe dos demônios) nada mais é do que uma pronúncia mais fácil do mesmo nome.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Tanto no Antigo como em o Novo Testamento as Escrituras condenam o casamento misto.
II. OS AGENTES DA APOSTASIA
1. Acabe. Onri, pai de Acabe e rei de Israel que reinou entre os anos 885 e 874 a.C, política e militarmente, Onri foi muito bem sucedido. A pedra moabita, ma inscrição de um dos vizinhos de Israel, declara que Onri subjulgou Moabe e capturou Medeba. Muito mais tarde, os anais do rei assírio, Tiglate-Pileser III (cerca de 732 a.C.) continuavam descrevendo Israel como “casa de Onri”. Mas foi um desastre como líder espiritual do povo de Deus (1 Rs 16.25,26). Acabe foi um rei politicamente forte e muito poderoso, mas muito fraco na moralidade pessoal. Ele fez alianças com Fenícia, Judá e Síria e levantou Israel como uma nação. No entanto, ele permitiu que sua esposa e rainha, Jezabel, uma mulher estranha para Israel, tanto na nacionalidade quanto na prática religiosa, promovesse idolatria em Israel. Isso provocou a ira de Deus e levou à queda de Acabe. O pecado de Acabe foi andar nos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (1 Rs 16.26) e também ter aderido aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (1 Rs 16.31). Ele juntou-se a sua rainha na prática de idolatria, no entanto se humilhou diante de Deus ocasionalmente. Ele morreu em batalha em 853 a.C. Devemos ser imitadores do que é bom e não daquilo que é mau.
2. Jezabel. Do hebraico, 'Iyzebel, “casta”, todavia essa rainha é conhecida na história bíblica como mulher impudica e idólatra. Talvez, ela tenha sido uma alta sacerdotisa do culto à deusa Astarte, divindade consorte de Baal. No culto a esses deuses eram praticados todos os tipos de orgias e, embora a Lei Mosaica proibisse o casamento com povos pagãos, Acabe contraiu essa aliança com a mais poderosa e vil mulher da Fenícia. Uma das primeiras iniciativas da rainha Jezabel foi exterminar os profetas do Senhor e colocar no palácio os sacerdotes, sacerdotisas e profetas de Baal e Astarte. Depois, preocupou-se em matar os poucos servos de Deus que lhe resistiam o poder inconteste. Assim, começa a perseguir Elias, o único profeta ainda a lhe resistir o poder publicamente (1Rs 18 e 19) e, mais tarde, o indefeso Nabote (1Rs 21.14) [c].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Em Israel, Acabe e Jezabel foram os agentes mais eficazes da apostasia.
III. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA
1. A perda da identidade nacional e espiritual. O profeta Elias desafiou o povo a deixar de coxear entre dois pensamentos. As palavras de Elias: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1 Rs 18.21), revela a crise de identidade dos israelitas do reino do Norte. A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor? Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à adoração falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo essa identidade. Muitas pessoas em nossos dias precisam responder à mesma pergunta que Elias fez no Monte Carmelo. Talvez quando você ouvir isto, perceberá que é um daqueles que tentam ficar em cima do muro, quando se apresenta a palavra de Deus. De um lado, você vê as crenças costumeiras e as tradições religiosas do povo. Talvez você tenha confiança no fato que foi batizado e educado na fé tradicional de seus pais e avós. Talvez você confie na sabedoria e no conhecimento de seu pastor ou padre. Você pode reconhecer o fato que as doutrinas dele nem sempre concordam totalmente com a Bíblia, mas você se agarra a essa fé tradicional porque ele é o pastor e você é uma ovelha submissa[d].
2. O julgamento divino. Nesse contexto de reis ímpios e idólatras – Surge Elias – o profeta. É um dos personagens bíblicos mais extraordinários e comoventes da Bíblia. Era um homem simples em sua aparência e no vestir. Em 2 Rs 1.8 temos: “Homem vestido de pelos, com os lombos cingidos com um cinto de couro....” Como tal, é um protótipo de João Batista. No Novo Testamento, quando os evangelhos narram a transfiguração de Jesus .... Elias apareceu junto com Moisés. Ele era Tesbita ou seja .... natural de Tisbe, que se encontrava na região de Gileade, situada a leste do Rio Jordão [e]. Elias foi chamado para servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posição econômica e política desde a separação feita pelo governo Davídico em Jerusalém. [...] Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12). Em seguida, Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. É possível que esse "ribeiro" (nahal) seja o profundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água terminou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fosse restaurada à terra. A identidade de Elias como profeta ou homem de Deus foi confirmada pela divina manifestação quando o filho da viúva foi restaurado à vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.628-29) [f].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
As consequências da apostasia à nação de Israel foram duas: a perda da identidade nacional (e espiritual) e o julgamento divino.
IV. APOSTASIA
1. Um perigo real. Apostasia (Gr απόστασις [apóstasis], "estar longe de") não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa. Tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto. O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado. À época do rei Acabe, esse abandono deliberado da nação do culto à YAHWEH para seguirem aos deuses cananeus é exemplo crasso de apostasia. Apostatar, no Novo Testamento, é afastar-se de Deus como resultado de uma mudança de pensamento, e levantar-se em rebelião aberta contra ele e contra a sua verdade revelada, com o objetivo de pervertê-la. Os escritores do Novo Testamento continuamente advertem os crentes quanto aos perigos da apostasia. Em suas cartas, Paulo frequentemente trata do assunto. Aos Colossenses, o apóstolo assegura que os crentes serão apresentados diante de Deus, santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se não se afastarem do Evangelho que lhes havia pregado (Cl 1.22,23). Aos Tessalonicenses Paulo relembra o surgimento da apostasia, substanciada na aparição do anticristo, precedendo o fim (2Ts 2.3). O apóstolo descreve esse evento futuro em termos de um desvio e rebelião contra a verdade. A apostasia não é, entretanto, um fenômeno reservado apenas para o fim dos tempos. Desde o início da presente era, os últimos tempos, ela tem estado em operação, conforme Paulo ensina nas Pastorais, referindo-se a mestres que apostataram da fé, seguindo doutrinas de demônios (1Tm 4.1), os quais se desviaram da fé professando o falsamente chamado “saber”, uma provável referência de Paulo ao gnosticismo (1Tm 6.21), levados pela cobiça (1Tm 6.10). Paulo os considera “homens desviados da verdade” (Tt 1.14)[g].
2. Um mal evitável. O Juízo divino, proferido através de Elias, mudou a atitude de Acabe. Os atos de rasgar as vestes e de usar pano de saco eram sinais de profunda lamentação e arrependimento (Gn 37.34; 2Sm 3.31; 2Rs 6.30; Lm 2.10; Jl 1.13). Essa atitude de Acabe retardou o castigo. Deus reviu a punição que tinha decretado em 1Rs 21.21-24. A penalidade não foi rescindida, mas foi adiada por uma geração, devido à misericórdia de Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
A apostasia é um perigo real, mas também é um mal evitável através da vigilância do crente.
CONCLUSÃO
A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. John Owen destacou três áreas nas quais a apostasia normalmente começa: doutrina, estilo de vida e adoração. Owen relacionou a apostasia doutrinária com a falta de experiência cristã. Ele disse que quando alguém não tem uma experiência de necessidade pessoal, nenhum senso da justiça de Deus, nenhum vislumbre da glória de Deus, nenhuma submissão à soberania de Deus e nenhum temor à Palavra, então a apostasia estará logo ali na próxima esquina. Owen ressaltou que um estilo de vida sem santidade é mais capaz de levar a apostasia do que o abandono das doutrinas cristãs. Ele enxergava tanto o legalismo quanto a falta de normas como eventuais caminhos para a apostasia. Owen também argumentou que se negligenciarmos, não obedecermos ou acrescentarmos regras além do necessário à adoração, a apostasia não tarda a chegar. Isso realmente deve ser pregado antes que a apostasia ocorra, para evitar que as pessoas sejam pegas de surpresa quando de fato acontecer. Todo o Antigo Testamento é a história da apostasia de Israel. No Novo Testamento, vemos apostatas como Judas e Demas. Alguns em Corinto negaram a ressurreição e alguns na Galácia voltaram à lei como forma de salvação. Não é surpresa que os Apóstolos alertavam a igreja quanto a essa possibilidade (Atos 20.29,30; 1 Coríntios 11.19; 1 Timóteo 4.1; Judas; 1 João 2.19). Esta lição deve nos encorajar, em qualquer esfera de atuação no Corpo de Cristo, a delatar qualquer indício de apostasia, por parte de qualquer membro deste Corpo. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Recife, PE
Novembro de 2012,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.
EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, quais foram as causas da apostasia?
R. O casamento misto e a institucionalização da idolatria.
2. De que forma Acabe e Jezabel se tornaram agentes da apostasia em Israel?
R. Promovendo a adoração ao falso deus Baal e procurando suplantar o verdadeiro culto a Deus.
3. A apostasia trouxe como consequência a perda da identidade nacional e o julgamento divino. De que forma Deus usou Elias para atuar nesse processo?
R. Deus usou o profeta para predizer um período de grande fome e dessa forma fazer o povo refletir sobre o seu pecado.
4. Sobre o rei Acabe, o que o cronista destaca?
R. Que “ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava” (1 Rs 21.25).
5. Faça um breve comentário sobre os perigos da apostasia.
R. Resposta pessoal.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;

- Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

OBRAS CONSULTADAS:
[a] -.
Bíblia de Estudo Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. Nota 1Rs 16.31, p. 416;
[b] -. http://cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/?POST_1_10_JEZABEL:+INTRIGANTE+RAINHA.html;
[c] -. Ibdem [b];
[d] -. http://www.estudosdabiblia.net/d36.htm;
[e] -. http://www.ipiavare.org/2008/modelo.php?id=42&autor=Levi%20Franco%20Alvarenga&tipo=estudosbiblicos&assunto=Serm%F5es%20&%20Estudos%20B%EDblicos;
[f] -.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-eemp-1tr13-aapostasianoreinodedeus.htm;
[g] -.
http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_VIII__2003__2/a_nicodemus.pdf;
-.
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;

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