quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A dura vida de quem, mesmo, senhora Eliane Brum?

 
"A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico". Este é o título de um recente artigo da colunista Eliane Brum (foto), da revista Época. Ela afirmou, entre outras coisas, que muitos ateus sequer podem assumir a sua condição, temendo ser hostilizados pelos evangélicos. Isso não é comovente?

Considerando o argumento "ultra-imparcial" da premiada jornalista, sugiro outros títulos de artigos, pelos quais expoentes cristãos poderão demonstrar que os "cruéis" e "inconvenientes" evangélicos também têm sido hostilizados, em outras circunstâncias.

Que tal "A dura vida das famílias evangélicas em um Brasil cada vez mais imoral"? Ou: "A dura vida dos cristãos em um Brasil cada vez mais evangelicofóbico"? Ou ainda: "A dura vida dos heterossexuais em um Brasil cuja mídia está cada vez mais dominada pelo ativismo gay"?

A grande verdade é que muitos dos ateus e ativistas gays, que desejam não ser incomodados pela pregação do Evangelho, ao mesmo tempo querem ter (e têm tido) a liberdade para propagar a sua ideologia. Haja incoerência! Isso mostra que desejar cercear a liberdade de expressão sob a égide do Estado laico é demonstração de intolerância.

Todos os brasileiros, religiosos ou ateus, têm a liberdade, garantida na Constituição Federal, de dizerem o que pensam. Cada um de nós pode defender a sua crença, desde que respeite, também, as pessoas que pensam de modo diferente.

Ciro Sanches Zibordi

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