Jesus é o caminho a verdade e a vida

Quem sou eu?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Casei errado. E agora?

Tenho chorado. Literalmente. Leio comentários aqui no APENAS, no Facebook ou de pessoas que pedem meu e-mail e me escrevem contando suas histórias e pedindo conselhos – ou somente para desabafar. Alguns desses textos, confesso, me levam às lágrimas, simplesmente porque eu gostaria de responder uma coisa mas a Bíblia me diz que responda outra, que eu não quero responder. Mas é a frase de Atos dos Apóstolos: “Antes importa agradar a Deus do que aos homens”. Por isso, eu, como cristão, não posso aconselhar ninguém que não seja tomando por base as Sagradas Escrituras. E muitas vezes isso me dói ao ponto de a dor transbordar em lágrimas. “Mas, Zágari, do que você está falando?”. Querido irmão, querida irmã, estou falando de um assunto que tem lotado minha caixa de entrada de e-mails: cristãos infelizes no casamento. Cristãos que não amam seus cônjuges. Sim, isso existe e, pelo que tenho visto, numa proporção maior do que gostaríamos de admitir. Pressionados por suas igrejas, enganados por falsas profecias e “revelações”, acreditando que “construirão o amor com o tempo”, seduzidos pela ânsia de ter filhos, com medo de viverem sós, enfim, seja qual for a razão errada, milhares de milhares de servos sinceros de Deus estão entrando num matrimônio fadado à falência. Simplesmente porque se casam sem amor, o alicerce de um enlace matrimonial. Uma pessoa querida está vivendo esse problema e me pediu que escrevesse sobre isso. Mantenho tal pessoa no anonimato, mas aqui compartilho minha reflexão sobre pessoas que casam sem amor e o que fazer a partir daí.
Peço desculpas desde já pois este post é um pouco longo. Mas, pela seriedade do assunto, preciso abordar o tema com muito cuidado, tato, detalhamento e respeito às Escrituras. Pois muito do que será dito aqui pode entristecer pessoas e é fundamental que fique claro que estou baseando absolutamente tudo o que digo na Bíblia. Ou seja, se algo te entristecer, que não seja por achismos meus nem por uma má hermenêutica, mas pela compreensão de que a soberana e absoluta vontade de Deus corre muitas e muitas vezes o risco de contrariar o que seria mais cômodo para a minha e a sua vida. Respiremos fundo e vamos lá – tendo em mente o tempo inteiro as palavras do Cristo: “Então Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará’.”
Recentemente escrevi o post As razões de casamento e divórcio entre cristãos, com base numa enquete que mostrou que 19% dos cristãos que votaram não acham que o amor deve ser a causa principal de um matrimônio. Se você não o leu acesse o post e entenderá biblicamente por que o amor bíblico (de João 3.16) é a única razão que deve levar homem e mulher a firmar um compromisso de união pelo resto de suas vidas.  E, meu irmão, minha irmã, esse post fez chover testemunhos, inclusive um de uma pessoa próxima a mim, que amo e que não sabia que vivia esse problema. Assim, chorei.
Já tinha sentido o gosto do problema meses atrás, quando publiquei no APENAS um post chamado Solitários, carentes e infelizes, em que falo sobre as pessoas que se casam por N motivos errados e assim se condenam à infelicidade pelo resto de suas vidas, ao divórcio ou até mesmo a “soluções” mais drásticas. Na ocasião, a quantidade de depoimentos de pessoas que passam por isso e que vivem uma situação de solidão a dois me impressionou. Agora, com o novo texto do APENAS, a enxurrada só aumentou. Vou relatar alguns casos, mudando algumas informações, para preservar a identidade de quem me escreveu.
Recentemente, uma irmã entrou no espaço dos comentários e me pediu meu e-mail. Conversamos. E ela confessou que vivia tão infeliz no casamento que estava pensando seriamente em suicídio. Mãe, esposa, cristã e… suicida. Meu Deus… Tudo porque casou-se errado e hoje não suporta a mentira em que vive. Esse contato e o de tantas outras irmãs (geralmente quem escreve são mulheres, os homens simplesmente dão seu jeito e vão em frente) me fizeram voltar a refletir sobre o assunto e a escrever sobre ele. Pois praticamente todas(os) os que me escrevem terminam da mesma forma: “Estou miseravelmente infeliz. E o que faço agora?”
Vejamos um caso: “Eu não gostava tanto assim dele enquanto namorávamos, mas muitas pessoas da igreja me diziam que amor se constrói, que eu aprenderia a amá-lo. Afinal ele era um rapaz tão bom pra mim, espiritual, tinha um bom emprego, era um dos mais cobiçados da igreja”, contou uma das  irmãs. Curiosamente é uma coisa que tenho ouvido com alguma frequência: “Amor se constrói”. Não acredito nisso. Acredito que amor se mantém. Se preserva. Se alimenta. Mas… se constrói? Me soa muito estranho. Deus, que é amor, disse “Eu Sou”. O amor é. Ele não “pode vir a ser”. E todas as pessoas que entraram em roubadas matrimoniais acreditando que o tempo resolveria a falta de amor e que deixaram depoimentos nos comentários aqui do blog descobriram com o passar dos anos que o conto-de-fadas do amor que se constrói não passa de um conto da carochinha. Simplesmente porque não se pode construir algo do nada. Se não há amor no ponto de partida não haverá amor na linha de chegada. E a maratona será árdua.
Outra irmã desabafou: “Eu tive três filhos com ele ao longo de 15 anos de casamento. Olho para eles e, em vez de sorrir, eu choro, pois cada um deles tornou-se um memorial da minha infelicidade. Hoje em dia só de pensar em me deitar com meu marido me dá asco”, confessou-me com uma franqueza que me impactou e me entristeceu profundamente. Em vez de ter em seus filhos a lembrança de uma história de amor vê neles marcos de infelicidade e arrependimento. “Se fosse possível eu os empurraria de volta ao meu útero, só para não lembrar da minha tristeza que não passa e eu tenho que fingir para todos que não existe. Vivo um eterno teatro”, foi além essa mãe em seu desabafo. Detalhe: todas são palavras de uma cristã.
Outra pessoa querida, também serva de Deus, me confidenciou: “Não tive um ‘maurício’ para iluminar a mente e estou casada. E quando li o que você escreveu confirmei que meu casamento foi precipitado demais. Me sinto culpada e mal, já que tenho um filho que é meu amor. Casei sem amá-lo”, contou-me essa irmã. Mas ela prosseguiu em seu relato, que me cortou o coração: “Tudo errado, quero fugir! Achei que as qualidades dele fossem superar tudo e eu o amaria muito com o tempo. Exatamente como você escreveu, eu tinha medo de ficar sozinha… Tinha o sonho de ser mãe…”
E foi então que ela disparou a pergunta que eu não queria responder, e que todos os que estão vivendo essa situação fazem: “O que fazer agora??”. Ai. Vamos lá.
O que eu gostaria de responder? O que o mundo responderia: divorcie-se, vá buscar a sua felicidade. Mas não posso responder isso. Estou atado à Palavra revelada do Criador do universo. E tenho de responder conforme Ele nos ensina:
1. Deus odeia o divórcio. Isso está claro em Malaquias 2.16. Então o divórcio não é uma opção. Isso se confirma em Mateus 19: “Vieram a ele [Jesus] alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? [Observe que aqui eles perguntam QUALQUER MOTIVO]. Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio”.
Ou seja, Deus odeia o divórcio e, no principio, no estado perfeito das coisas, Deus não permitira o que o homem Moisés permitiu. Separação de um matrimônio é, portanto, algo antinatural aos olhos do Criador.
2. Um dos assuntos sobre os quais Jesus fala com mais clareza na Bíblia é sobre o divórcio. Simplesmente porque essa questão lhe foi perguntada diretamente. E a resposta dele é absolutamente clara, como consta em Mateus 19.9 em diante “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério”. Ou seja, embora Deus odeie o divórcio, Jesus abre uma única exceção – e não me pergunte por quê, eu não sei: relações sexuais ilícitas, ou, no original grego, “porneia”. Isso incluiria adultério, prostituição, sexo com animais ou qualquer outro tipo de desvio sexual. É a única exceção que encontramos no Novo Testamento.
Marcos 10 reconta essa passagem: “E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas [observe o termo que a Bíblia usa: "Mas". Que significa "por outro lado", "todavia", "de forma diferente", "em oposição a", "em discordância a"] Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; porém desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem [repare que a vontade do homem é nitidamente submissa à do Criador]. Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”.
É bíblica a separação de corpos e o celibato?
Creio que está claro que o divórcio não é uma opção. Outra teoria alega que, se há infelicidade no casamento, o casal poderia separar-se mas manter-se solitário, sem novos relacionamentos e preservar-se celibatário. A esse respeito, no Sermão do Monte, em Mateus 5.31, o Mestre reafirma a posição celestial: “Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério”.  Repare com muita atenção o que Ele diz: se alguém repudia o cônjuge exceto pela “porneia” o expõe a se tornar adúltero. Então é nítido que essa separação proposta de corpos é uma porta de entrada ao adultério e aquele que optou pelo afastamento expõe o outro a adulterar. Logo, a teoria antibíblica de um casal rompendo o padrão original moldado por Deus no início e vivendo afastado tentando o celibato também é repudiada por aquele que, segundo João 1, participou da criação de todas as coisas.
Nesse ponto o adepto da ideia de que é possível separar-se desde que se mantenha o celibato e a solidão alega que Jesus disse que é permitido “manter-se eunuco” (ou seja, sem ter relações sexuais). Ou seja, segundo essa linha de pensamento, bastaria permanecer sem se casar e sem fazer sexo e isso garantiria a aprovação de Deus do seu divórcio (o que contraria a ordem original da união de um casal). Só que, aí, vamos à Bíblia e lemos na sequência de Mateus 19: “Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita”. Sim, Jesus diz que os celibatários existem. A questão é: onde aqui o celibato é justificado por “infelicidade no casamento”? “Por causa do reino dos céus” seria a justificativa? Não, pois essa é uma péssima hermenêutica.  O caso aqui, ao se comparar ao celibato de Paulo, por exemplo, é de abster-se de ter uma família para se dedicar às coisas de Deus. Não tem absolutamente nada a ver com um casamento mal-sucedido e quem usa essa passagem para tal faz violência às Escrituras.
Paulo, a partir de 1 Coríntios 7.11,  levanta novamente a questão do afastamento: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido, (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher”.  Aqui alguém poderia vibrar: uma brecha em tudo o que a Bíblia disse até agora! Calma. Não é bem assim. Leia com atenção: o apóstolo diz que o Senhor ORDENA que o cônjuge não se separe do outro. Ponto. Incontestável e completamente de acordo com o resto das Escrituras. Mas… ele continua entre parênteses, ou seja, fazendo um adendo ao que é absoluto: “Se, porém, ela vier a separar-se”. Quando lemos que Deus ORDENA que não se separe mas em seguida vemos “se, porém, ela vier a separar-se”, o que fica claro para quem lê com olhos imparciais?
Desobediência.
Ou seja: se o cônjuge desobedece a ordem de Deus e persiste no seu intento de separar-se, vejamos o que é dito: “que não se case ou que se reconcilie com seu marido”. O que se entende disso? Que se a pessoa desobedeceu o Criador e fez o que Ele proibiu, que, no mínimo, para minimizar o estrago, não se case. Ou que faça o que Deus deseja: se reconcilie com o cônjuge. Tanto que Paulo orienta o repudiado a não se afastar de quem se afastou dele. E por que ele diria isso? Para que haja a reconciliação. Veja que essa passagem, usadíssima para justificar a separação de corpos e de vidas entre casais infelizes, mostra que Deus ordena (pense no peso dessa palavra) que não haja separação, mostra que os desobedientes não devem se casar e que o correto é a reconciliação, a ponto de dizer ao repudiado, parafraseando: “Se você foi abandonado, não parta para outra, permaneça perto de quem te abandonou, com vistas à reconciliação.
Resumo da ópera: se alguém peca (desobedece a ordem de Deus) e se afasta do cônjuge, mesmo “que não se case”, isso não deixa de constituir pecado. E a solução para esse pecado é voltar para casa. Divórcio, logo, Deus odeia e é pecado.
3. Jesus manda perdoar 70 vezes 7, ou seja, mesmo que haja relações sexuais ilícitas, o perdão do cônjuge e a tentativa de reconciliação devem ser sempre a primeira alternativa.
E aí? O que fazer?
Ou seja: em momento nenhum da Bíblia a “falta de amor” ou a “infelicidade” dão base para uma separação. Duro. Mas verdadeiro.  E aí retornamos à pergunta da irmã: “O que fazer agora??”. E é aqui que eu gostaria de sair correndo, de me esconder. Pois as respostas são difíceis de se ouvir. Mas lá vou eu encarar a Bíblia, correndo o risco de ser chamado de legalista, fariseu, biblicista ou de não ter graça no coração – como já me acusaram algumas vezes porque eu digo o que a Bíblia diz e não o que as pessoas querem ouvir.
Fato é que se a pessoa vive um casamento infeliz, o que ela deve fazer é pedir de Deus um milagre. Pela Bíblia, não há outra resposta.
A boa noticia é que Deus faz milagres. E, nesse caso, o milagre seria a paz de Cristo tomar conta do casal a ponto de conseguirem, se não em amor pleno, viver em harmonia, respeito, companheirismo e outras virtudes. Dois grandes amigos compartilhando uma vida. Eu sei, muitos vão discordar, que voem as pedras – afinal vivemos numa civilização hedonista, onde o prazer e a alegria são os fatores mais importantes do ser humano, superando em muito a obediência a Deus. Só que cumprir o querer de Deus deve ser o primordial em nossas vidas, antes de qualquer benefício pessoal – afinal, fomos criados para a Sua glória e não para o nosso bem-estar e prazer.
Não vejo absolutamente nenhuma base bíblica que mostre que Deus constrói amor onde ele não existe. Se houver, por favor me mostrem, pois revirei as Escrituras ao avesso, li sobre o assunto de diversas fontes e não encontrei. Nem que fosse um único versículo que diga que por fazer uma corrente de sete semanas você passará a amar subitamente o marido que não ama. Isso simplesmente não está na Bíblia. E, por favor, não cometa erros hermenêuticos como “tudo posso naquele que me fortalece”. Não tire textos do contexto para tentar justificar o injustificável. Por isso falei em milagre.
Deus abriu o mar? Abriu o Jordão? Parou o Sol? Curou cegos, leprosos e paralíticos? Então o soberano Deus pode fazer o que bem quiser. E, pela subversão da ordem natural das coisas (que chamamos “milagre”) é capaz de transformar água em vinho. Mas para isso é preciso que haja água. Para ressuscitar um morto é necessário que antes houvesse vida. Para fazer um casamento frutificar é preciso que antes tenha havido amor. Aí Deus entra, conserta as rachaduras, desempena as portas, costura as cortinas e o Sol volta a brilhar. Mas se o casamento ocorreu sem amor, por qualquer razão errada… Aí só um milagre. E milagres não acontecem todos os dias.
Essa, minha irmã, meu irmão, é a realidade. Deus nos permite escolher com quem casar. A escolha é SUA. Se escolher pelos motivos errados, biblicamente terá de colher o que plantou: falta de amor. Triste sim. Mas não posso mentir a você para deixá-la  mais sorridente. Perceba: se você, por decisão própria, um dia decepar uma de suas pernas, não espere que Deus vai fazer brotar outra nova no lugar. Ele poderia fazer esse  milagre? Poderia fazer surgir uma perna nova? Claro! Ele pode tudo! A pergunta é: quantas vezes você já viu ou ouviu falar que o Senhor fez isso? Eu não conheço nem nunca soube de nenhum caso concreto. Assim, com que frequência Deus faria o milagre de fazer brotar amor onde ele nunca houve? Pode acontecer? Sim. É provável? Aí já é discutível.
Preparado para ouvir a realidade? O que é bíblico? Então vamos lá: se você decepar sua perna, as chances são que você tenha de viver o resto da vida sem ela, suportando a situação, dependente de uma muleta ou de uma cadeira de rodas. É triste, é difícil, eu não gostaria de te dizer isso. De igual modo, se você casou sem amor, as chances são que você tenha de viver o resto da vida num casamento sem amor, suportando a situação, dependente da força de Deus e do fruto do Espírito. É triste, é difícil, eu não gostaria de te dizer isso.
Mas é a verdade.
Este sem dúvida é o post mais difícil que já escrevi. Pois sempre que escrevo, procuro encaixar o texto na tríade de funções da profecia: exortação, consolo ou edificação.  Mas não consigo encaixar este em nenhuma das três categorias. É um post sobre a soberania e a vontade de Deus (que é boa, perfeita e agradável), sempre sob a sombra da graça. Resta a todos os irmãos e as irmãs que estão enfrentando o deserto de um casamento sem amor olhar para Deus, Sua graça e Sua misericórdia e falar como Jó, que no momento de maior desespero e angustia adorou o Todo-Poderoso e disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!”. Isto é: seja feita a vontade do Altíssimo, assim na terra como no Céu. Romanos 9.14 afirma: “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!”. Bendito seja o nome do Senhor. E, como em tudo devemos dar graças, mesmo na tribulação o faremos.
Caminho para o fim deste difícil post com um peso sobre as costas, mas com mais uma passagem bíblica. Na sequência da explanação de Jesus sobre o porquê de Ele estar subvertendo o que Moisés estipulou humanamente, em Mateus 19, os discípulos mostram que a resposta do Mestre os deixou bem desconfortáveis, para não dizer revoltados. Como muitos leitores devem estar se sentindo. Pois os discípulos (e talvez você) certamente queriam que o Senhor viesse com alguma fórmula mágica que resolvesse os casamentos infelizes, que fosse tiro e queda, bate-pronto e, assim, desse um jeito de validar o divórcio e resolver num estalar de dedos os problemas de milhares de pessoas que vivem um matrimônio em que não gostariam de estar. Por isso, eles peitam Jesus, no versículo 10: “Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar”. E aí, perdoem-me os que consideram os argumentos aqui apresentados legalistas (detalhe: só expus argumentos do Novo Testamento), mas concluo não com a Lei, mas com as palavras do próprio Cristo  (que, acredito eu, não era legalista) no versículo 11. Palavras que não dão uma resposta fácil, rápida e pronta, mas sim a que conveio a Deus. Não me culpem, por favor. Apenas reproduzo o que o Criador do Universo disse: “Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado”.
Oro a Deus por cada irmão e irmã que vive um casamento infeliz. Oro com toda a minha alma, com dor no coração e cheio de solidariedade e carinho. E peço para esses um milagre. Peço consolo. Peço restauração e uma vida de abundância em Cristo. Peço graça. Que suas famílias sejam abençoadas. Também deixo um alerta aos solteiros: NÃO SE CASEM SEM AMOR. Não se casem sem o amor sacrificial de João 3.16. Para que não venham a sofrer no futuro. Aos que já sofrem, oro ao Deus do impossível que sare suas feridas. Que os faça felizes apesar dessa dificuldade. E que lhes traga a paz que excede todo o entendimento.
Paz. Como precisamos dela. Por isso desejo paz também a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte:http://apenas1.wordpress.com

A Armadura

 Efésios 6.10-18

- INTRODUÇÃO: Um grande desafio para um servo de Deus é estar armado e principalmente saber usar a sua armadura.
Talvez nós não saibamos tanto sobre a importância do armamento porque o nosso país não é um país de guerra, graças a Deus.
Em Mateus 24: Jesus disse que um dos sinais da sua volta seria ouvirmos falar de “guerras e rumores de guerras” e isto está se cumprindo em nosso meio.
A pior guerra não é aquela que nós vemos ou ouvimos os seus rumores, mas aquela que não vemos porque é espiritual. Os nossos principais inimigos não são as pessoas que vemos, mas o diabo a quem não vemos e tem guerreado assiduamente vencendo este mundo, mas não pode vencer o povo de Deus.
“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Efésios 6:12
A Vanguarda e a Retaguarda:
Na luta pode-se notar os guerreiros que ficam à frente (vanguarda) e os que ficam mais atrás dando cobertura (retaguarda).
A vanguarda é composta por soldados mais fortes e mais corajosos, que enfrentam diretamente o inimigo. São também os que levam as melhores armas.
A retaguarda é composta de soldados talvez menos experientes com armamentos mais leves e têm a tarefa de reforçar e ajudar a vanguarda. Estes, no entanto são os primeiros a correr quando a guerra é difícil.
Hoje a retaguarda do exército de deus está com problemas de excesso de contingente, enquanto faltam soldados na vanguarda, o que muito tem enfraquecido o povo de Deus em sua luta no mundo. Deus precisa de soldados valentes que venham assumir a frente da batalha.
Qual é a sua posição no exército de Deus?
Você está armado e preparado para a luta?
Vamos analisar os versículos de Efésios 6.10-18: - v.10 A força:
Um guerreiro tem que ser forte. Os escolhidos para uma guerra geralmente são os mais fortes do povo.
Aqui diz que devemos ser “fortalecidos no Senhor e na força do seu Poder”. A nossa força vem de Deus, então nós estamos do lado mais forte, o lado de Deus e é Deus que peleja por nós (Êxodo 14.14). O texto de II Crônicas 20:15 diz: “pois a peleja não é vossa, mas de Deus”.

- v.11 Ficar firme: Leia II Timóteo 2.3-5
O soldado deve ficar atento, firme contra seus inimigos, durante a sua batalha não pode se distrair com outras coisas, mas ser atento a todo o momento.
Essa firmeza vem da confiança em Deus (Salmo 125.1).

- v.12 O inimigo:
Devemos reconhecer momentos de perigo, saber quem é o inimigo e lutar com as armas à sua altura ou melhores que as do adversário.
Se o inimigo ataca com canhões não podemos ir até ele com espadas, devemos ir com bombas mais poderosas.
Leia II Coríntios 10.3-5
Se o nosso inimigo é espiritual, luta no campo espiritual e com armas espirituais devemos lutar com ele espiritualmente, pois o ESPÍRITO que está conosco é mais forte.
Também temos uma posição privilegiada quanto ao adversário, nós o atacamos de cima, pois estamos muito acima dos nossos inimigos, quando estamos em Deus (Efésios 1.21 e 22).

- v.13 toda a armadura:
O lutador tem que estar bem equipado porque o inimigo sabe qual é o ponto fraco da pessoa e se faltar qualquer peça da sua armadura é justamente ali que ele vai atacar.
Leia I Samuel 17.38-39 e 17.45
Davi não sabia usar uma armadura, mas reconheceu que seu Deus é o “Senhor dos Exércitos” (um Deus de Guerra) que está sobre todo e qualquer exército possuindo a maior milícia. Então Davi foi a Golias em nome do Senhor dos Exércitos, com armas espirituais e venceu a luta.
Mas o texto de I Samuel indica que Davi era um servo disciplinado e depois dessa vitória ele se tornou um grande guerreiro, e aprendeu a usar a armadura dos homens, mas principalmente a armadura d Deus.

(Fazer a seguinte dinâmica: dividir em 6 grupos, cada grupo faz uma arma de papel em 10 minutos e pedir que discutam a função de cada uma delas).

Vamos agora analisar cada peça da armadura e discutir a sua utilidade:

- v.14ª Cinto da verdade:
O cinto é o lugar onde o lutador prende suas armas e munições; o cinto servia para guardar coisa como dinheiro, cantil, etc. (veja Mateus 10.9)
A verdade é necessária para o cristão porque uma das principais armas de Satanás é a mentira (João 8.44). Se o cristão não tiver o cinto da verdade não terá onde prender suas armas de ataque e pode ficar sem elas. Nossas armas estão na verdade.

- v.14b Couraça da justiça: Isaías 59.14-17
Se o cristão não estiver protegido com a justiça (justificado pelo sangue de Jesus - I João 1.9), se houver pecado em seu coração pode vir a perfurar a couraça e correr risco de vida.
A couraça protege o coração!

- v.15 Calçados do Evangelho: Isaías 52.7 e Salmo 119.105
O guerreiro tem que estar calçado para não correr o risco de machucar os pés e ficar impossibilitado de andar. Quando o crente está firmado sobre a Palavra não corre o risco de tropeçar e cair.

- v.16 Escudo da Fé: Provérbios 30.5
“tomai sobre tudo”- o escudo serve para proteger todo o corpo.
Deus quer que o cristão ao pelejar coloque a sua fé na frente dos problemas como sua defesa. Com a fé podemos apagar os dardos do maligno.

- v.17a Capacete da salvação: I Tessalonicenses 5.8
O capacete serve para proteger a cabeça que é a parte que comanda todo o corpo. O crente precisa estar com sua mente protegida contra as setas (heresias e tentações) do inimigo e a proteção é a salvação; se estivermos com a mente envolvida com a certeza da salvação, não cairemos em ciladas.

- v.17b Espada do Espírito: Hebreus 4.12 (Salmo 149.5-6).
A espada serve para ferir, cortar, sangrar. Todas as outras armas são de defesa e essa é a única de ataque.
Esta é a melhor arma e a que o inimigo mais teme. Infelizmente os cristãos hoje não têm usado muito essa arma e alguns não a conhecem bem. Jesus usou a Palavra de Deus para enfrentar Satanás em todas as tentações no deserto (Mateus 4.1-11).
É interessante notar que essa espada é do Espírito e o servo de Deus depende do espírito santo para usa-la com autoridade (João 14.26 e II Pedro 1.20-21). Satanás tentou usa-la contra Jesus, mas não teve sucesso porque não tem o espírito (autor da Bíblia).
Da mesma forma nós ao citar a palavra de Deusa não teremos êxito se o Espírito não estiver conosco para convencer a pessoa (João 16.7-13).

- v.18 O General e o quartel:
“O nosso General é Cristo”
O soldado de Cristo deve estar ligado ao seu superior, tem que ter contato com o general para obedecer as suas ordens “Com toda oração e súplica no Espírito”.
Também é preciso estar atento ao seu superior, observando cada atitude e ordens suas, não desanimando nunca “... e para isso vigiando com toda perseverança”.
O guerreiro não pode estar sozinho, precisa estar com os outros soldados, ajudando e sendo ajudado, para vencer juntos com apoio, oração“e súplica por todos os santos”. Há cristãos que parecem estar lutando sozinhos ou até mesmo contra os soldados do mesmo exército.

- CONCLUSÃO:
Em Ezequiel 37.1-10 Deus fez o seu exército através de ossos secos, portanto não precisamos achar que não podemos ser guerreiros valentes; o Senhor nos quer na Vanguarda da Vitória.
É importante pensar que o cristão deve lutar uma luta de cada vez e evitar arrumar problemas desnecessários ou comprar brigas que não lhe diz respeito. Deus tem nos chamado para fazer parte do seu exército e aprender a usar suas armas.
O Senhor dos Exércitos quer recrutar-nos para sermos treinados para suas batalhas.

A VITÓRIA É NOSSA!
Fonte: http://www.esbocosermao.com/2009/11/armadura.html

Qualidades de um Pescador

-Tema: EVANGELIZAÇÃO
Marcos 1.17
-Introdução: Jesus chamou seus discípulos quando estavam pescando e lhes chamou para pescar outras pessoas para o evangelho. A partir daquele momento os discípulos usaram suas técnicas de pesca para ganhar pessoas para Cristo.
Quais seriam as qualidades primordiais de um bom pescador?

Você é um bom pescador?

Vamos comparar algumas qualidades de um bom pescador com um evangelista:
1- Paciência: Marcos 15.15,16.
A pesca exige espera e paciência para que o peixe venha e morda a isca. Às vezes é rápido, mas tem horas que demora muito até pegar o primeiro peixe.
O mesmo acontece com a pregação do evangelho. É preciso estar pronto e incansável, disponível para abençoar vidas e no momento certo a pessoa se entrega ao evangelho. Jesus mandou pregar para todas as pessoas sem exceção.
Você tem sido paciente ao evangelizar?
Tenha paciência com a pessoa que está evangelizando!
                  
2- Coragem: I Coríntios 9.16
O pescador não pode ter medo de água, vento, frio, espinhos, mosquitos ou qualquer outro perigo. Deve ter coragem de pescar em rios, cachoeiras, lagos, açudes e até no mar.
O pregador do evangelho também precisa dessa coragem. Não pode temer às pessoas nem a satanás. Para isso deve pensar como o apóstolo que necessita ganhar almas e então esquecer toda dificuldade.
Você tem coragem para evangelizar?
Seja corajoso, ouse e não tenha medo de falar!

3- Perseverança: II Timóteo 4.2
Se o pescador chegar ao lugar da pescaria e desanimar no primeiro instante, ele não consegue pegar nada. Precisa continuar tentando até fisgar o primeiro peixe.
Na evangelização é necessário ter essa persistência. Insistir até a pessoa entender a mensagem. Não pode desanimar nunca, pois quem convence o homem do pecado é o Espírito Santo (João 16.8) a obra da conversão é dele e a nossa tarefa é anunciar.
Você tem sido perseverante na evangelização?
Persevere, tente outra vez, você consegue!

4- Conhecer o peixe: II Timóteo 2.2
Dependendo do gosto do pescador, este se dá ao prazer de escolher qual peixe quer pegar. Para isso precisa conhecer o peixe e preparar o anzol, a vara e a isca adequada. Esta é uma pescaria seletiva. Mesmo se não consegue o que quer, o pescador sempre se satisfaz pescando seja qualquer espécie.
No discipulado é preciso conhecer o tipo de pessoa que você deseja alcançar. Se você tem condições para fisgar tal pessoa. Por exemplo, jovens alcançam mais eficazmente outros jovens. Se você souber conviver no meio que a pessoa vive e falar os assuntos que conhece, poderá comunicar de maneira mais eficaz.
Você conhece a pessoa que está evangelizando?
Faça amizade com quem quer evangelizar!

5- Não envergonhar: Romanos 1.15-17
O pescador não tem vergonha de sair de casa com um monte de equipamentos, andar molhado da água, ficar cheirando peixe ou mesmo de assumir que pescou uns poucos peixinhos pequenos.
Um verdadeiro cristão não pode ter vergonha de ser crente, de falar de Jesus, carregar a Bíblia, falar em público, etc. Quando estava no mundo não tinha vergonha de fazer as coisas do mundo e muito menos agora deveria se envergonhar do que é certo.
Você tem vergonha de falar de Jesus?
Tenha orgulho de ser um evangelista!

6- Ser sábio: Provérbios 11.30
A sabedoria é o segredo de uma boa pescaria. A sombra do pescador deve ficar ao contrário da água para que o peixe não perceba. Evitar o reflexo da pessoa na água também é bom para não espantar os peixes. E sabe a hora e o jeito que o peixe morde na isca.
Também o pregador da Palavra deve ser sábio, não se mostrar demais e sim anunciar a Cristo. Não espante as pessoas assustando com exigências. Às vezes o silêncio pode falar mais que muitas palavras. Aqui também vale o testemunho de vida que ajuda a pessoa a crer mais.
Você tem buscado sabedoria para ganhar almas?
Peça a Deus para te dar sabedoria na Palavra!

7- Não pesca em lugar errado: II Coríntios 10.16
Um pescador sabe onde pode pescar. Não vai a lugares proibidos nem em períodos proibidos. Também conhece o lugar apropriado para cada espécie. Além disso, nunca deve entrar em terreno privativo sem permissão para não furtar peixes em território alheio.
Um bom evangelista não fica pregando para crentes. Não ‘pesca em aquário’. Não fica procurando membros de outras igrejas. O verdadeiro evangelista sempre prega para pessoas que ainda não conhecem a Jesus.
Você tem evangelizado pessoas sem Jesus?
Evangelize pessoas que não conhecem Jesus!

Seja um pescador de Almas!
-CONCLUSÃO:
A pescaria com anzol é como a evangelização pessoal. Você fisga uma pessoa de cada vez.
Procure ter estas qualidades na evangelização:
-PACIÊNCIA, espere que conseguirá;
-CORAGEM, nunca tenha medo;
-PERSEVERANÇA, tente sempre mais uma vez;
-CONHECIMENTO, faça amizade com as pessoas;
-NÃO TEM VERGONHA; enfrente a realidade;
- SABEDORIA; seja sensível às oportunidades;
-NÃO PESCA EM AQUÁRIO; prega para não cristãos.

Boa pescaria!

O DIABO CONTINUA GANHANDO TERRENO

Leia as matérias abaixo:  

Pastor presbiteriano, casado pela quarta vez, casa famosos e não crê em casamento para sempre

Julio Severo
O jornal O Dia classificou, em entrevista recente, o Rev. Luiz Longuini como o “pastor das estrelas” e o “queridinho das celebridades”. Longuini, de 54 anos, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) há 32 anos e hoje pastoreia a Igreja Presbiteriana do Rio Comprido, no Rio de Janeiro.
Casado pela quarta vez e pai de dois filhos, o professor de Teologia e Filosofia com doutorado na Alemanha é habilitado a realizar casamentos com efeito civil.
Rev. Luiz Longuini: divorciado três vezes, pregando a Teologia da Libertação e casando ao som de baianas e atabaques
Ele já realizou aproximadamente 1.200 casamentos. Entre famosos, a atriz Lavínia Vlasak e Celso Colombo Neto; a atriz Juliana Paes e Carlos Eduardo Baptista (empresário), a atriz Déborah Secco e o jogador de futebol Roger, o meia tricolor Thiago Neves e Marcella, Fabio Porchat e Patrícia Vasquez, Arlindo Cruz e Babi.
Além de se inspirar em Martin Luther King Jr., Longuini faz as cerimônias muitas vezes ao som de Raul Seixas, Tom Jobim, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, etc. A cerimônias às vezes também incluem baianas e atabaques.
O Rev. Longuini explica que sua forma de casar é inspirada no amor. Ele diz: “A postura que assumo perante o casal, a família e os convidados é ecumênica, de aceitação da realidade de todos. Não imponho fórmula ou doutrina. Não falo de religiosidade, mas de espiritualidade. O centro da espiritualidade é o amor”.
Longuini tem sido importante referência em obras da Teologia da Missão Integral. Ele é autor do livro “O Novo Rosto da Missão”, publicado pela Editora Ultimato. O resumo do livro esclarece que os “evangelicais, com medo de utilizar o termo ‘pastoral’, devido à forte conotação católica e à relação com o marxismo, preferiram utilizar o termo ‘missão’”, mas que os objetivos são os mesmos: “a inserção dos cristãos na sociedade, visando sua transformação”, a partir, é claro, de uma perspectiva esquerdista.
Sobre o casamento como uma aliança até que “a morte os separe”, Longuini ensina: “Aceitamos o divórcio… a possibilidade de reconstruir uma nova vida em amor e fidelidade…” Pelo jeito, quantas vezes ele achar necessário.
As posturas liberais do Rev. Longuini deveriam estar sendo alvo de condenações firmes, mas a vasta maioria dos calvinistas (onde se incluem os presbiterianos) prefere no Brasil atacar os neopentecostais. Sites calvinistas, como o Genizah, debocham incessantemente de igrejas neopentecostais, enquanto líderes calvinistas liberais são ali mesmo exaltados como referência.
É difícil saber se as grandes denominações presbiterianas dos EUA e Europa, que já sucumbiram diante do supremacismo gay e estão hoje ordenando pastores gays e lésbicas, terão alguma influência entre calvinistas e presbiterianos do Brasil. Mas os sinais não são bons. O exemplo do Rev. Longuini está aí, preparando a Igreja Presbiteriana no Brasil para mais liberalismo.
O Rev. Amaral tem também sido um queridinho da mídia brasileira. Pregue um “evangelho” ecumênico, ao sabor da Teologia da Libertação, e a mídia se encarrega de lhe dar IBOPE.
Evidentemente, muitos líderes da IPB e outros calvinistas não devem estar de acordo com o liberalismo do Rev. Longuini. Mas a voz deles precisa ser ouvida. O liberalismo e o esquerdismo precisam ser denunciados. Se eles permanecerem calados, vozes calvinistas liberais serão a única referência para outros calvinistas. É por isso que o tabloide sensacionalista Genizah tem feito tanto sucesso entre os calvinistas.
A Assembleia de Deus dos EUA e do Brasil não estão, nem de longe, pensando em ordenar homossexuais. Mesmo assim, calvinistas mal-intencionados como Danilo Fernandes, do Genizah, miram em grande parte Silas Malafaia, um pastor assembleiano.
Ele chama Malafaia de “vigarista”, sendo que os registros mostram que quem está com problemas judiciais nessa área é o próprio Danilo.
Enquanto calvinistas mal-intencionados atacam os alvos errados, outros calvinistas mal-intencionados se divorciam várias vezes, fazem casamentos ao som de atabaques e Raul Seixas e se unem a pais-de-santo, ou então defendem bispos vermelhos pró-poligamia.
Estão coando mosquitos, e engolindo manadas de camelos.

 

SEGUNDA MATÉRIA - 25 de maio de 2012

Comissão do Senado aprova criminalização da “homofobia” no novo Código Penal
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal, numa atitude ousada, violou a Constituição ao igualmente desfazer o conceito consagrado de união entre “homem e mulher” e ao estabelecer, em nome de distorcidos direitos humanos e uma distorcida dignidade humana, a união entre indivíduos de mesmo sexo.
A Constituição teve de se prostrar à vontade ideológica dos ministros do STF em prol de supremacistas gays.
O projeto de Marta Suplicy veio como um reforço para garantir a vitória dos supremacistas gays no STF. “Além de trazer segurança jurídica à decisão do STF, o projeto dá um passo adiante permitindo a conversão da união homoafetiva em casamento”, comemorou a senadora do PT. “Muito me emociona ver o Senado, pela primeira vez em 186 anos de história, aprovar um projeto dessa natureza. Sem dúvida é um dia histórico para a luta pelos direitos de LGBTs”, afirmou.
Marta Suplicy: mais um golpe contra a família natural
O maior estímulo para Suplicy foi a declaração recente do presidente americano Barack Obama apoiando o “casamento” gay. Não é a primeira vez que ela recebe estímulo da nação americana. Seu treinamento em universidades americanas, nas décadas de 1960 e 1970, foi um importante alicerce para seu radical ativismo sexual nas décadas seguintes. Portanto, sua conduta de incansável promotora de anormalidades sexuais não é surpresa.
O que é surpresa é que dois membros evangélicos da Comissão do Senado que aprovou a mutilação do Código Civil em favor da ideologia gay não estavam presentes nem para votar nem para fazer frente à mutilação.
Os senadores Magno Malta e Eduardo Lopes, que fazem parte da chamada Bancada da Família no Congresso Nacional, estavam ausentes da votação.
O Partido Social Cristão, que usa os horários eleitorais para defender os valores cristãos, tem um membro na Comissão, o senador Eduardo Amorim. Mas o senador social cristão votou a favor do projeto de Suplicy.
Magno Malta tem anos de experiência com o PLC 122 e as jogadas do PT para puxar o tapete da oposição. Do PT ele sabe que só pode esperar golpes baixos e enganações. Portanto, onde estava a assessoria dele para avisá-lo do que Suplicy faria na quinta-feira?
Se a desculpa de Malta é que sua assessoria é incompetente, então demita-a, e contrate outra com melhor qualificação.
E as desculpas dos outros senadores?
Suplicy está comemorando sua vitória e animadíssima em sua causa homossexualista, graças ao mau exemplo de Obama.
Contudo, onde está o ânimo dos parlamentares cristãos? Onde estão eles enquanto Suplicy está comemorando?
Resta saber o que está acontecendo com os senadores cristãos que passam suas campanhas eleitorais apregoando defesa à família e se ausentam de uma votação importante onde a rainha dos supremacistas gays desfere mais um golpe mortal na sagrada instituição do casamento.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A necessidade de superpastores…

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Smith Wigglesworth, pouco antes de sua morte, sentado à mesa em sua pequena casa, com seu genro e companheiro de ministério, conferindo convites para pregar que chegaram de todo o mundo, por volta do ano 1945, aos 80 e poucos anos, cheio de saúde, completamente lúcido, começou a chorar copiosamente. Seu genro não entendeu o que estava acontecendo e perguntou-lhe porque ele chorava tanto, uma vez que ele deveria estar contente por receber tantos convites. A resposta de Smith Wigglesworth foi: – “estou chorando porque essas pessoas não querem ver a Jesus, mas querem ver a mim, já não sou mais necessário”. Poucos dias depois Wigglesworth partiu para o Senhor.
Quem lê a biografia desse homem de Deus que impactou a sua geração, vê nele um exemplo a ser imitado, exatamente como o Apóstolo Paulo. Apesar de toda a fama e do montante de ofertas que recebia, vivia uma vida muito simples, mas ajudava muitos missionários e ministérios e entendia que sua vida e seu ministério jamais deveriam ser o centro das atenções. Assim como Jesus dava toda a glória recebida a quem de direito, uma vez que o Senhor afirmou que Sua glória Ele não daria a mais ninguém.
Cada vez que acesso a internet e as redes sociais vejo mais e mais exemplos de superpastores e o que mais eu fico espantado é com a necessidade dos cristãos e até mesmo de muitos pastores em se espelharem nessas pessoas. Como fãs dos astros e estrelas da música e de filmes, esses cristãos alimentam o ego, a megalomania, a sede de poder e de riquezas desses homens. E o pior geralmente acontece: eles começam a achar que podem fazer o que querem sem prestar contas quem quer que seja.
Assim como as pessoas do mundo tem necessidade de um ídolo, de um superastro, comprando, adquirindo, assistindo, ouvindo tudo o que diz respeito a esse astro assim também muitos evangélicos têm necessidade de um superpastor: alguém que os faça sentir bem, alguém que diga a eles o que querem ouvir e ao mesmo tempo trazendo animo e afirmando que os sonhos serão realizados, se eles conseguiram você também pode conseguir algo mais ou menos assim, sempre afirmando a necessidade de honra e excelência. Como Barack Obama que imortalizou sua frase: “Yes, we can” “Sim, nós podemos”, assim também esses superpastores criam os seus bordões e fazem com que os seus seguidores acreditem que todos os seus sonhos serão realizados – “Não desista, não pare de lutar, os sonhos de Deus jamais vão morrer…”.
O mais triste de tudo isso é que, ainda hoje, as pessoas estão atrás de mediadores entre Deus e os homens, pensando que o avivamento que tanto desejam vem por intermédio de A, B, ou C e que virá desse ou daquele lugar e assim pesquisam na internet, fazem viagens como verdadeiras procissões a “lugares santos” como Manaus no Brasil, ou na Guatemala, entre outros tantos lugares, sem contar as viagens a “Terra Santa”. Alimentam construções de megacatedrais, movimentam negócios de milhões e milhões de dólares, transformam a pregação do evangelho em fonte de lucro, e que lucro, isento de impostos e taxas.
Vamos deixar claro, dinheiro é estritamente necessário para a pregação do evangelho e quanto mais, melhor. Ninguém faz absolutamente nada sem dinheiro, nem tão pouco pregar o Evangelho. Tudo custa e muito: aluguéis de salas, equipamentos de som, salários, viagens, ajuda aos necessitados, treinamentos, equipamentos. Então dinheiro é necessário. Onde então está o erro? Transformar a pregação do Evangelho em negócios e o que os superpastores fazem.
A superexposição, os exageros, os excessos fazem mal a qualquer pessoa, de um astro da música a uma estrela de TV. Quanto mais a um pastor, que em muitos casos começa sua vida ministerial com muitas dificuldades, chegando muitas vezes a passar necessidades. Essa exposição excessiva cria brechas, cria problemas no relacionamento conjugal, expões os filhos, expõe à intimidade do homem, qualquer erro passa a ter um peso excessivo e as consequências ficam ainda mais graves e os escândalos são inevitáveis.
O erro é deles, mas também é dos cristãos. Quando Wigglesworth viu que as pessoas não queriam ver Jesus e sim a ele, imediatamente percebeu que não era mais necessário. Falta isso nos superpastores, falta perceber que eles não são nada, nem são melhores do que alguém, simplesmente são vasos que no momento estão em honra, mas que isso não depende deles e sim Daquele que os criou e os chamou.
A beleza do Evangelho está na simplicidade. Os homens que mais deixaram impressão duradora eram homens simples. Isso não nada tem haver com conhecimento e formação e sim com ostentação. Jesus viveu com simplicidade, os apóstolos viveram com simplicidade. Pedro sendo apóstolo, recebendo juntamente com os outros apóstolos riquezas que vinham dos irmãos, afirmou juntamente com João que não tinha ouro nem prata diante de um pedinte, mas aquilo que tinham eles davam e ordenaram a cura daquele homem. As pessoas esperavam esse mesmo Pedro passar, para que ao menos a sua sombra os tocassem para serem curadas. No entanto não vemos um superapóstolo, vemos Pedro com toda sua simplicidade.
O grande problema está em que os cristãos e pastores perdem muito tempo a procura de homens quando deveriam estar à procura do Senhor, estando em Sua presença, orando, meditando tendo comunhão com Ele. Qualquer um que estiver diante do trono da graça sairá dali mostrando aos outros onde esteve e suas palavras não serão comuns, mas serão cheias de Espírito e Vida. Suas palavras serão fogo e o coração dos ouvintes como palha seca.
Procuram avivamento de onde ele não virá. Muitos desses avivamentos que se propagam por ai são mentirosos, são falsos. Mas as pessoas que vão atrás desses movimentos não se dão ao trabalho de atestar a veracidade de acordo com a Palavra de Deus.
Todos os dias vemos denúncias de superpastores se envolvendo em apostasia, heresia, traição, divórcio. Também com envolvimento em maçonaria, nova era, com seitas, envolvimento com o Rev. Moon, com os cavaleiros templários e por ai afora. Um caso que ficou famoso foi o falso avivamento de Lakeland com Todd Bentley (o Pr. João de Souza abordou sobre isso em seu site www.pastorjoao.com.br).
Assim como falsos profetas, falsos superpastores, falsos avivamentos encontram tanta facilidade no meio evangélico, sinceramente não duvido que o anticristo tenha alguma dificuldade em enganar a muitos.
O avivamento, tão necessário, virá quando os cristãos e os homens de Deus se dispuserem a buscá-lo no lugar certo que é diante do trono de Deus. Quando pararem de perambular por ai a busca de pastores famosos, quando pararem de buscar modelos disso ou daquilo em livros de autores famosos que nem sabemos realmente quem são nem como vivem.
Como dizia um pastor português acerca do seu ministério: “as pessoas que participam apenas de nossas reuniões, ou de nossas conferencias, veem apenas a ponta do iceberg. Somente quando se tornam membros da igreja e fazem os cursos de formação é que irão conhecer mais da visão”. Mas a realidade é que somente as pessoas próximas a ele é que depois de algum tempo de convivência é que realmente puderam conhecer o seu caráter e as suas manias. É muito fácil se encantar com a beleza de um iceberg, mas aquela beleza esconde perigos e destruição. Aquilo que vemos é nada diante do que está sob a água. Assim são esses superministérios.
Comunhão, unidade, aprendermos uns com os outros é necessário, faz parte do Reino de Deus. Acima de tudo nossos olhos precisam estar postos em Jesus Cristo e a Ele devemos imitar sem reservas. Aos homens imitamos aqueles que imitam a Cristo, mas sempre com atenção para não sermos enganados com sofismas e sutilezas.
Moisés só existiu um e era uma figura de Jesus Cristo. Não necessitamos mais de Moisés em nossos dias. Necessitamos de Jesus Cristo. Também não necessitamos de superpastores, necessitamos de pastores, homens que como nós estão sujeitos a paixões, mas que oram e que se relacionam com Deus, que vivem com simplicidade. Homens que buscam o Senhor com todo o seu coração e que nos dão exemplos assim como os apóstolos nos deram e homens como Smith Wigglesworth, Charles Finney, John Wesley, Jonatham Edwards, e muitos outros.
A Ele seja a glória…
Fonte: Site Pr Jonas Santana
http://www.afimdeproclamar.com