quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL NESTA ÚLTIMA HORA

A missão evangelizadora da Igreja tem várias dimensões e assume também um papel de trans-formação social. Esta componente inclui todo o vasto espectro das preocupações sociais, que vai da atenção concreta à educação, à saúde ou à família até à promoção do bom governo ou da paz.

A verdadeira missão evangelizadora da Igreja é constituída por diversos componentes e dimensões, que fazem parte integrante da mesma. Esta visão integral serviu bem a Igreja durante as últimas décadas. 

A IGREJA E A NECESSIDADE DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Podemos entender a missão da Igreja em três esferas, ou seja, em relação a Deus que é a Igre-ja que adora e que glorifica o nome do Senhor, em relação a si mesma, onde promove a união e o crescimento espiritual de seus membros e em relação ao mundo, sendo instrumento de transformação da sociedade como um todo

Sabemos que Deus deseja que todos os homens sejam salvos (I Timóteo 2.4), porém sabemos que a população do mundo aumenta em proporções maiores que o número daqueles que aceitam a Cristo como Seu Senhor e Salvador. Assim que, enquanto passam os anos o número de pessoas não convertidas aumenta, e a igreja vai ficando mais e mais em dívida com o Senhor no cumprimento de sua missão. Não é por falta de consagração ou dedicação dos Pastores e líderes, mas por falta de um número maior de obreiros.

Nos últimos tempos, o Senhor tem tocado nos líderes de Sua Igreja, a fim de que façam um chamado geral a todo cristão, lembrando-lhes do seu compromisso e responsabilidade pessoal como cristão. Pois só desta maneira a igreja poderá levar o evangelho às multidões que estão sem Cristo. 

O alcance do evangelho será cada vez maior, na medida que cada um de nós sejamos conscientizados de nossa missão como filho de Deus e mensageiro de Cristo. Baseado neste propósito, o Apostolo Paulo nos ensina em Efésios 4, que não bastam algumas horas na Escola Dominical ou em algumas reuniões evangelística na congregação. Também sabemos que a seara é grande, e os crentes ociosos são muitos. Oremos para que o Senhor desperte em cada um de nós (Pastores e Cristãos em geral), um sentimento de multiplicação, e que nos induza a sair das quatro paredes de nossos templos a fim de que possamos permitir um brilho maior da luz do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos que a necessidade de obreiros é ilimitada. Isso faz com que a igreja esteja atrasadíssima no cumprimento de sua suprema missão. É necessário que ela (a igreja – nós) assuma o lema: “Esta geração de cristãos terá que evangelizar a esta geração de inconversos”.

A evangelização integral demanda um chamado universal
Há um motivo pelo qual todos os cristãos convertidos ao Senhor Jesus são chamados para proclamar o evangelho. Sabemos que a vida e a natureza de Jesus Cristo, a Cabeça da Igreja, se caracterizam pelo amor às almas perdidas e por um grande espírito de evangelismo (Lucas 19.10). Se nosso Senhor Jesus Cristo como cabeça da Igreja, derrama sua vida pelos perdidos e constantemente procura salvá-los, certamente que o corpo (nós) que participa da mesma vida e natureza da Cabeça, buscará a salvação dos perdidos. Caso contrario não fazemos parte deste corpo, pois um corpo é orientado pela cabeça (Romanos 12.4; João 15.1-8).

A Bíblia nos diz que todos os cristãos recebem o poder da mesma autoridade do Senhor para fazer as mesmas obras que Ele realizou e obras maiores (João 14.12).

A evangelização integral também demanda uma integração dos novos discípulos

Antes de subir aos céus Jesus nos deu um comando (Mateus 28:18-20). Ele nos ordenou a fa-zermos discípulos, introduzindo as pessoas no reino, também salientou a necessidade de ensi-ná-los a guardar todas as coisas que Ele havia ordenado. Isto é o Caminho, aprender a viver conforme Jesus ensinou.

“O discipulado é uma relação comprometida e pessoal onde um discípulo mais maduro ajuda outros discípulos de Jesus Cristo a aproximarem-se mais dEle e assim reproduzirem”

Para ajudar o novo convertido em sua fé é necessário um contínuo acompanhamento para edificá-lo na Palavra de Deus. Não apenas ministrar estudos bíblicos, mas envolvê-lo na prá-tica do evangelho. É muito importante providenciar algum material impresso para ajudá-lo neste sentido. 

Uma das grandes lástimas das igrejas evangélicas de nossos dias é ver um grande número de convertidos que frequentam a igreja e que até se tornam membros, mas que não estão integra-dos à comunidade. Estes cristãos são passivos, comparecendo à igreja como espectadores, para ver, ouvir e talvez sentir a presença de Deus. Não têm compromisso com a igreja, não participam ativamente das atividades e das decisões do grupo, não assumem responsabilida-des e não desenvolvem relacionamentos de fraternidade com outros membros. Não há integração à vida da igreja.

Estes cristãos são também extremamente deficientes no conhecimento bíblico de base, nas disciplinas espirituais em sua vida (leitura da Bíblia, oração, meditação, jejum, evangelização, etc.) e na mordomia cristã (gerenciamento de seu tempo, dos bens materiais e de seus dons e habilidades). Não receberam orientação no início da sua vida cristã e agora se arrastam ano após ano sem crescimento espiritual.

Não é desta forma que a Bíblia ensina o cristão a viver. A igreja cristã é uma comunidade em que todos participam do Corpo de Cristo.

A evangelização integral demanda um treinamento discipular
Jesus não apenas informou e ensinou. Ele formou discípulos. A Igreja do Senhor Jesus é composta de discípulos. Jesus sempre teve a multidão ao seu redor, mas Ele não se iludia com a multidão, pois a multidão vem e vai. Contudo, Ele se dedicou a um pequeno grupo de pessoas, próximas a Ele, que estavam dispostas a tudo por Ele: os discípulos. Jesus procurou enraizar neles a visão do Pai e fez dos discípulos pessoas capazes de dar continuidade à sua obra. Através de um relacionamento intenso com o Mestre os discípulos aprenderam tudo e então aplicaram da mesma maneira à Igreja.

Não vamos encontrar na Bíblia as palavras “membro de igreja” nem “evangélico” como refe-rência aos cristãos e, sim, discípulos. Sempre que a Igreja estava reunida, ali estavam reunidos os discípulos de Jesus. A Igreja são os discípulos de Jesus! 

OS CRISTÃOS DOTADOS PARA UMA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Todos os cristãos são dotados ou capacitados para o serviço do Senhor e instruídos para trabalhar para Deus. Isso fica comprovado no que lemos em Atos 8.4. Naquela oportunidade, não eram os Apóstolos que pregavam, mas os que foram convertidos, isto é, os membros da Igreja Apostólica. A notável Igreja de Antioquia foi fundada por pregadores que não eram Pastores. “E havia entre eles alguns varões chiprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (Atos 11.20).

O plano de evangelização foi inaugurado por Jesus e praticado por Seus discípulos, resultou na proclamação do Evangelho a toda criatura daquela geração. (Col. 1.6-23).

É inegável que no campo da comunicação moderna, temos instrumentos de grande utilidade para uma maior difusão do evangelho. Através do Radio, da imprensa escrita, da Televisão e a Internet, podemos chegar simultaneamente a milhões de pessoas, mas isso não deve anular o testemunho de cada cristão em particular. Se a atual geração de cristãos, tanto de pastores como congregados das igrejas, estivessem tão cheios do Espírito Santos como a primeira geração de cristãos, mesmo que hoje contássemos com dez bilhões de pessoas, certamente que o evangelho já teria sido pregado a toda essa massa humana.

Peçamos a Deus que nos desperte ou que envie um avivamento ao seu povo e que sejamos muito mais que membros de um ministério ou denominação, e nos sintamos como membros do CORPO VIVO DE CRISTO.

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Quando a igreja proclama o Reino de Deus, ela está obedecendo ao mandado de Jesus, que ao falar aos onze discípulos na Galiléia, disse: “...É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinado-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (assim seja feito)” (Mat. 28:16-20). Proclamar o evangelho é manter-se ao alcance da promessa de Cristo, de estar com a igreja até a consumação dos séculos. O livro de Atos dos Apóstolos, registra o último encontro de Jesus com os onze. Nesta oportunidade, Jesus recomendou-lhes, que permanecessem em Jerusalém, à espera do Consolador que Ele haveria de enviar da parte do Pai. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (Atos 1:8). Em seguida Jesus sobe para os céus na presença de seus discípulos deixando esta recomendação mais uma vez, de que a igreja deve primar pela proclamação do evangelho. A proclamação virá sempre em primeiro lugar, se antecedendo a adoração na ordem dos fatores da missão da igreja. Somente pessoas convertidas, regeneradas e restauradas pelo sangue de Cristo poderão adentrar no Santo dos Santos e adorar a Deus em espírito e em verdade. 

A grande comissão
Aonde recorreremos para obter conselho e instrução acerca da obra de evangelizar o mundo? A comissão apostólica é o ponto de partida. Isso porque ela contém as ordens que Jesus deu aos seus apóstolos escolhidos ao enviá-los ao mundo. Ela apresenta a vontade dele — o que o Senhor de todo o universo queria ver executado no mundo.

Evangelizar é obedecer a grande comissão de Mateus 28:18. A igreja deve ter a evangelização como algo prioritário. Deve ser a grande meta e objetivo da igreja, evangelizar a tempo e a fora de tempo (II Tim. 4:2). É necessário, portanto que todo o corpo de Cristo abrace esse ideal que é apresentar a salvação a um mundo sem Deus e sem salvação. Em Mateus 9:35-38, está relatado que Jesus depois de percorrer cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas dos judeus, pregando e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo, vendo a multidão, teve grande compaixão, porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não tem pastor.

Há crentes que passaram a vida inteira dentro de uma igreja e comparecerão diante do Tribunal de Cristo sem ter ganho uma única alma para ele. A igreja do Senhor Jesus precisa desse algo mais que movia Paulo e outros cristãos da igreja primitiva a conduzirem homens e mulheres ao pleno conhecimento de Deus, apesar da perseguição que enfrentavam. Falta-nos esse ardor dos primeiros dias no evangelismo.

Evangelizamos para mostrar que o sacrifício do Senhor não foi em vão.

Quando crucificaram a Jesus, sua morte não foi uma derrota, e sim uma vitória. Mas a morte de Jesus só tem valor para quem o aceita. Não queremos que o sacrifício do nosso Senhor seja em vão, por isso devemos anunciar a todos quantos queiram ouvir que Jesus morreu pelos nossos pecados, e cada um é convidado a fazer parte do reino de nosso Pai celestial. Se você ama a Jesus, você também vai querer que o seu sacrifício tenha eficácia na salvação de muitas vidas.

O apóstolo Paulo amava tanto a Jesus que não queria que o sacrifício de Jesus fosse em vão e anunciava em todos os lugares, incansavelmente, o amor de Deus. Na sua casa, de porta em porta, nas esquinas, nas praças, em todos os lugares que podia ele anunciava a salvação em Cristo Jesus.

A igreja que não evangeliza, deixa de ser evangélica.
Evangelizar não é uma simples prática da igreja, mas sim é a razão dela existir, nós somos a continuidade do trabalho que Jesus iniciou aqui na terra, por isso que nós fomos definidos como corpo de Cristo (Ef 1:22-23) e Ele a cabeça desse corpo. É na cabeça que fica o cérebro, que é responsável por todos os movimentos do corpo, seja ele voluntário ou involuntário. Esses movimentos são produzidos por estímulos que são enviados para os músculos. O estímulo que produz o movimento do corpo de Cristo (igreja) é o Espírito Santo.

Quando uma igreja não evangeliza, ela perde a razão de existir, pois ela não está exercendo sua função de corpo. A palavra de Deus fala que Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades (Mt 4:23). Cristo continua essa obra ainda hoje, porém quem o leva somos nós, pois Cristo sendo a cabeça só consegue chegar aos lugares onde o seu corpo (igreja) o leva, afinal uma cabeça não anda sem um corpo para carregá-la.

CONCLUSÃO
A igreja deve estar preocupada com a sua expansão, criando espaços para novas frentes evangelísticas e missionárias. Enviando e sustentando obreiros de modo que o Reino de Deus se propague em todos os cantos e recantos.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade.

O nosso papel e testemunhar de Cristo (At 1:8) para que todos saibam que Deus amou o mundo e reconciliou toda a humanidade com Ele, através de Cristo, por isso sejamos cartas de Cristo (2 Co 3:2-3) conhecida e lida por todos e nela está escrito SOMOS PERDOADOS///

Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.;Th.D.) 
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – Obreiro aprovado
Augusto Bello de Souza Filho – A igreja e a evangelização
James H. Kroeger - Evangelização: As várias dimensões da missão 
Sebastião Luiz de Souza - Evangelizar: Vocação e missão da Igreja
L. A. Mott, Jr. – Os objetivos da evangelização
Rodrigo Goulart – Uma igreja que não evangeliza, deixa de ser evangélica

sábado, 17 de setembro de 2016

Por que vir à Igreja? Aqui há 21 razões

‹‹Alegrei-me quando me disseram: Vamos á casa do SENHOR›› (Sl 122.1 – ACF)
‹‹Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios›› (Sl 84.10 – ACF)
 POR CAUSA DA SALVAÇÃO – Antes de sermos salvos andávamos “segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar” (Efés 2:2), gozando de tudo o que há no mundo: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I João 2:16). Agradar a Deus nos era impossível(Rom 8:8) e, mesmo que o fosse, não era o nosso desejo agradá-lo (João 5:40).  A igreja verdadeira é o último lugar onde o pecador quer se achar, porque lá se prega a Palavra de Deus que é, para o homem, loucura (I Cor 1:23). O homem natural apenas participa da religião para ter o seu orgulho engrandecido como os fariseus (Luc 18:11,12). MAS,depois da salvação, regenerado, ele passa a ter uma nova natureza (II Cor 5:17) que se renova para o conhecimento segundo a imagem daquele que o criou (Col. 3:10). O desejo desse novo Cristão, assim como o dos mais antigos da Bíblia é: “quanto mais conhecimento da Palavra de Deus e de Cristo, melhor!” Vamos já à igreja! Com a nova natureza a igreja tornou-se sinônimo de benção.Em contrapartida, a velha vida entre os amigos do mundo tornou-se antônimo de benção (Sal 84:10). Se você não tiver o desejo de ir à igreja do Deus vivo para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pedro 3:18), há um problema sério e espiritual na sua alma. Talvez você necessite da obra graciosa efetuada pela salvação. Se esta for a tua necessidade, saiba que Deus manda o pecador a se arrepender dos seus pecados e crer em Cristo Jesus, o único salvador dos pecadores (I Pedro 3:18). Se você já tem o desejo de congregar com o povo de Deus e crescer na graça e no conhecimento de Cristo, então, venha cumprir o desejo do teu coração junto a pessoas que professem a mesma fé e ordem. Faça isso, venha à igreja!
 POR QUE DEUS MANDA OS SEUS IREM À IGREJA – Os salvos têm uma marca distintiva:obediência. Sim, a salvação se prova pela obediência (I João 2:3-5). Os que amam o Senhor, devem guardar os seus mandamentos (João 14:15; 15:14). Quem é ovelha de Jesus ouve a voz do seu pastor e O segue (João 10:27). A salvação faz que o crente tenha algumas características distintivas e quem as tem andam em “novidade de vida” (Rom 6:4). Os que se tornaram novas criaturas estão se conformando à imagem de Cristo (Rom 8:29).Lembremo-nos que Cristo foi obediente em tudo (João 17:4; Fil. 2:8). Aqueles que estão se conformando à sua imagem, são mais e mais obedientes. (Prov. 4:18). Deus manda por princípio (Heb 10:25) e por exemplo (João 20:19,26) que os seus não deixem a sua congregação. Esses mandamentos por princípio e pelos bons exemplos de Cristo são boas razões para que aqueles que querem agradar a Deus venham à igreja. De outra maneira, a pergunta é: “Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Luc 6:46).
PARA PARTICIPAR EM ADORAÇÃO PÚBLICA – Os que são salvos têm a distinção de gostar de estar aonde o Senhor determinou a Sua adoração (Sal 84:1-10). A igreja é justamente aquele lugar que Deus instituiu para publicamente ajuntar os Seus em Teu nome para O adorar.  Por ser o Seu corpo (Efés 1:23; Col 1:18) a igreja é visível, pública, presente não em figura mas em verdade.  Se Deus revela Seu corpo pela igreja, os que estão em Cristo estarão nela para O adorar (João 10:27, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e elas me seguem”).  Indo à igreja é uma oportunidade especial para o povo de Deus.  É tempo para pausar e refletir no que é eterno e celestial.  É uma oportunidade sem igual de alimentar a alma e refrescar o ânimo espiritual pela comunhão da Palavra de Deus (Sal 19:7-11). Talvez por essas razões Davi cantou que entrar no templo era uma ação tão abençoada (Sal 122:1).  A adoração pública é uma forte testemunha diante dos que estão fora. Quando alguém deixa as conveniências do lar e da vida para participar no que glorifica o Senhor Deus, as suas prioridades estão manifestas publicamente.  Cristo falou aos discípulos que o Espírito Santo faria eles testemunhas (Atos 1:8).  De certo, indo à igreja para participar em adoração pública faz que testemunhemos da diferença que a salvação efetuou em nós.  Devemos entender que os cultos na igreja são para adoração pública e nada mais.  É lugar de cantar louvores espirituais e reverentes (Col 3:16), ouvir a Palavra pregada (Atos 2), observar as ordenanças(Mat. 28:19-20), trazer as nossas ofertas (I Cor 16:1,2) e de orar juntos com o Teu povo.  Não é lugar do comércio religioso (Mat. 21:13), das brincadeiras ou dos trabalhos sociais (Habacuque 2:20).  Deus quer ser adorado em espírito e em verdade e nada é mais lógico do que O adorar no lugar dedicado pelo Teu Espírito (Atos 2) e onde Deus, pelo Espírito Santo, ministra a Palavra de Deus (João 15:26).  Adorar Deus publicamente como Ele quer, é uma boa razão vir à igreja.
SEGUIR O EXEMPLO DE CRISTO – Cristo tinha o costume de ir a sinagoga (Luc 4:16) e Ele é o nosso exemplo (I Ped 2:21; Hebreus 12:1,2). Sem dúvida Cristo foi à sinagoga para cumprir a Lei de Moisés. Se a justiça de Deus pela Lei de Moisés ensinava o Seu povo a O adorar publicamente no lugar que Deus tinha estabelecido, será que os de Deus hoje, que conhecem a Sua graça por Jesus Cristo, devem fazer menos?  Os discípulos não estavam sob a lei e eles reuniram se no primeiro dia da semana e isso depois que Cristo ressuscitou(Mat. 28:1,18-20; João 20:19, 26; Atos 20:7; I Cor 16:2).  O apóstolo João chamou este dia, “o dia do Senhor’ (Apoc. 1:10) como uma identificação especial entre os outros dias, sendo este o dia em que Jesus ressuscitou e em qual Ele reuniu com Seus discípulos (Gill).  Se  não havia outra razão de vir a igreja no primeiro dia da semana senão a razão de seguir o exemplo de Cristo na primeira igreja primitiva, temos razão suficiente de reunirmos.  Cultuar o Senhor Deus na assembléia dos santos como o exemplo que Cristo nos deu é boa razão virmos a igreja.
OUVIR A PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS – A instrução para o Filho de Deus é“desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que  por ele vades crescendo” (I Ped 2:2). O Cristão não está sozinho na sua busca deste leite racional pois Deus colocou na igreja pastores e doutores (professores) justamente para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, para que os membros não sejam mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente (Efés 4:11-14). Aquele que vai à igreja para ouvir a Palavra de Deus está obedecendo a Deus para seu próprio crescimento espiritual. Tendo Deus colocado Seus homens na igreja para apascentar o rebanho (Atos 20:28), os que arrebanham receberão o cuidado e a alimentação que Deus particularmente preparou para eles por Seus servos.  Deve ser uma benção maravilhosa comer da Palavra que Deus preparou exatamente para suprir o que cada ovelha necessita no Seu aprisco (igreja). Aproveite constantemente desta benção vindo à igreja!
PARA TER APERFEIÇOAMENTO ESPIRITUAL PESSOAL – A instituição eclesiástica, que tem como fundador o Senhor Jesus Cristo, tem o propósito de aperfeiçoar os santos (Efés 4:12,13).  Este aperfeiçoamento não é físico, financeiro, emocional, psicológico ou profissional mas espiritual, santo e celestial pelo ensino doutrinário(Efés 4:13; João 17:17; 18:36). Pela instrução da Palavra de Deus o crente é feito perfeito e é perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Tim 3:17). Só pode ser aprovado a Deus aquele que maneja bem a palavra da verdade (II Tim 2:15).  É a igreja que foi instituída justamente para ensinar essa Palavra (“sobre esta pedra”, Mat. 16:18; “que pregues a palavra”, II Tim 4:2).  A pessoa que participa sempre na sua igreja que maneja bem a palavra é edificada e aperfeiçoada espiritualmente e assim preparada para toda a boa obra.  Não é essa uma boa razão para vir a igreja?
PARA SER UM EXEMPLO AOS OUTROS – Mat. 5:13-16.  O desejo eterno de Deus é ser glorificado em tudo (Isa 42:8; Rom 11:36). Não deve ser surpresa que na salvação o crente torna ser representado como aquele que preserva (“o sal da terra”), ilumina (“a luz do mundo”) e que é impossível esconder (“uma cidade edificada sobre um monte”). O propósito dessa testemunha pública é para que os homens “vejam as vossas boas obras e glorificam a vosso Pai, que está nos céus” (Mat. 5:13-16).  Pouco antes de Cristo voltar fisicamente para o céu Ele prometeu o Espírito Santo aos Seus. Pela virtude do Espírito os seus discípulos seriam testemunhas(Atos 1:8).  Serão testemunhas dEle!  Esta testemunha é conseguida pela nossa obediência à Palavra de Deus.  É fato: vindo à igreja somos testemunhas públicas. O mundo precisa de tal prova. O coração natural do homem não busca Deus, mas pelo bom exemplo da nossa vida pregamos Cristo ao ponto que a testemunha que somos julga os rebeldes no último dia (I Ped 4:3-7).  A nossa vinda à igreja prega!.  Se outras atividades tiverem preeminência sobre a freqüência na igreja, o que é que estaremos dizendo da importância da obediência pública da Palavra de Deus?  Também, se andemos com os que amam a igreja, o nosso próprio andar e testemunha serão afetadas (Prov. 13:20).  Quando consideremos que o que fazemos no corpo prega o que cremos no coração e todo aquele que dizer pela boca (Mat. 7:21-27),temos bons motivos para virmos à igreja.
PARA TER CONFRATERNIDADE COM CRISTO – Sendo que Cristo é o cabeça da Sua igreja (Efés 5:23; Col 1:18) nada é mais lógico que o cabeça esteja junto com o seu próprio corpo.  Vindo à igreja é mais do que ir a um clube cristão ou participar em um programa virtuoso.  O próprio Cristo realmente anda no meio das Suas igrejas (Apoc 1:12-16). Pela frequência obediente em amor na igreja, o membro pode ter uma confraternidade maior com o próprio Cristo.  Pela obra obediente dos irmãos na igreja, Deus recebe a glória por Cristo que Ele almeja (Efés 3:21). Quando amamos o lugar aonde permanece a tua glória estamos identificados com o povo que agradava Deus no passado (Sal 26:8; 84:10; 122:1) e que O agradará no futuro (Apoc 5:12).  A promessa de Cristo é estar no meio de dois ou três que estejam reunidos no Seu nome (Mat. 18:20).  Pode pensar em outro lugar mais abençoado para gastar suas horas do que aquele lugar onde tem confraternidade com o próprio Cristo?  Tal união fraterna é uma boa razão de vir à igreja.
PARA TER UM DIA DIFERENTE DOS DEMAIS – a Lei de Moisés representa os desejos eternos do Deus divino.  O espírito da Lei representa os princípios eternos divinos.  Desde a criação do mundo Deus deseja ser glorificado pela Sua criação.  O homem tornou-se pecador e, para facilitar que o homem encarasse a impiedade do seu pecado, a Lei foi dada (Rom 5:20, “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse”; 7:13, “a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.”). É estipulada, pela Lei de Moisés, um dia exclusivamente “do SENHOR” (Êxodo 20:8-11).  Para deleitar-se no Senhor, na Lei, aquele que desejava dar glória ao SENHOR pela obediência, deveria abster de tudo que era comum neste dia especial (Isaías 58:13,14).  O homem é tão cheio de si e preocupado em seus próprios fazeres que se não tivesse um dia estipulado para ser diferente, ele si mataria “gozando” da sua vida vã.  Quando o crente diferencia um dia especialmente para o SENHOR ele faz bem para seu corpo, sua mente e para todos os aspectos da sua vida.  Ele também dá glória ao SENHOR.  Será que tudo isso é somente coincidência?  Hoje, o Cristão não está mais sob a lei, mas é responsável para observar os eternos princípios do espírito da Lei de Deus em Cristo (Rom 7:6, “para que sirvamos em novidade de espírito”).  Quando Cristo ressuscitou, Ele, Quem é maior do que a Lei, estipulou, pelo Seu exemplo, um novo dia para ajuntar e adorar o SENHOR publicamente – O Primeiro Dia da Semana.  Neste dia foi consagrado pela prática dos que O seguiam (João 20:19;26; Atos 20:7; ICor 16:2).  Se olharmos bem a nossa vida, precisamos mesmo deste dia diferente que Deus deseja termos.  Participando em todos os cultos da igreja fazemo-nos este dia diferente.  Participando em todos os cultos da igreja conhecemos as bênçãos à nossa vida que podem ser proporcionadas por Cristo.  É muito para glorificar o SENHOR e para fazer bem ao nosso corpo, a nossa mente e vida?  De fato, precisamos deste dia diferente dos demais, e Deus é glorificado por tal obediência.  Para ter um dia gloriosamente diferente dos demais é uma boa razão para virmos a igreja.
 PARA CONSIDERAR E ESTIMULAR OS OUTROS – Por estarmos em Cristo, temos uma vida nova que zela para a glória de Deus.  Temos privilégios novos para com Deus também.  Um destes privilégios é poder chegar confiante na presença do Senhor durante a nossa vida aqui na terra (Heb 10:19-22). Um outro privilégio e responsabilidade é considerar e estimular os outros crentes a participarem mais e mais “ao amor e às boas obras”(Heb 10:24,25).  A palavra ‘considerar’ significa: perceber, comentar, observar ou entender.  Essa palavra carrega com ela o sentido de observar atentamente com os olhos ou a mente fixada em algo (Strong’s, – 2657). A palavra ‘estimular’ significa: incitar, até a possibilidade de ser uma irritação (Strong’s – 3948). A intenção de considerar e estimular os outros é de produzir o bem e o útil (Prov 27:17).  Varias vezes isso acontece pela Bíblia(o Senhor a Josué – Josué 1:1-8; Paulo à igreja – I Tess 3:3; Tito aos irmãos – Tito 3:1,2; Tiago aos irmãos – Tiago 1:2; Pedro aos irmãos – I Ped 4:12,13) e deve acontecer entre os irmãos ainda hoje também.  Cada um de nós precisa de um estímulo pelos que olham em amor por nós.  O lugar apropriado para considerar e estimular um ao outro é “a nossa congregação” – juntos na igreja.  Se você quer que a sua vida esteja estimulada para o bem, e se quer ajudar um outro a ter uma vida mais frutífera, você tem uma boa razão para vir participar nos cultos da igreja.
 PORQUE A IGREJA É A ÚNICA ORGANIZAÇÃO INSTITUÍDA COM O PROPÓSITO ESPECÍFICO DE DAR A DEUS TODA A GLÓRIA – Tudo na vida (O Lar, o governo, o comércio, a escola, etc.) tem a sua preocupação.  O propósito primordial da igreja é a glória a Deus por Cristo (Efés. 3:14-21, v. 21, “a esse glória na igreja”).  Essa organização é única.  Ela não pode ser substituída por uma organização boa, por um homem ‘santo’ ou por uma atividade cristã qualquer.  Deus recebe a glória desejada em Cristo pela igreja de uma maneira especial e diferenciada das outras atividades gloriosas dEle.  A igreja que Cristo instituiu não é uma denominação, uma religião, uma fraternidade, um clube cristão, um acampamento ou uma programação na TV. A igreja é o ajuntamento bíblico dos teus eleitos que são separados biblicamente em um local específico para obedecerem a Palavra de Deus publicamente.  Por ser um ajuntamento de pessoas é uma organização local e visível.  Importa a Deus que a obediência a Ele seja feita somente conforme o Seu mandar (Isa 8:20). Qualquer outra maneira é imprudência (II Sam 6:1-9).  Quando participamos em obediência fiel “na igreja” estamos submetendo-nos à maneira, à doutrina e à pratica que Deus estabeleceu, instituiu, designou, organizou e autorizou.  Pela a igreja ser mantida pelo poder divino, ela está continuando para a Sua glória ainda hoje (Mat. 16:18, “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”).  Ser parte ativa dessa organização é uma boa razão para o Cristão vir a igreja!
PORQUE A IGREJA É A ÚNICA ORGANIZAÇÃO ETERNA NA TERRA – Existem outras instituições na terra além da igreja (lar, governo, escola). Porém, não existem outras organizações terrenas que vão existir no céu como o ajuntamento verdadeiro.  A igreja é uma instituição que começou na mente de Deus, veio à terra por Cristo e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mat. 16:18).  Cristo voltará para seu povo e para sempre estará com o ajuntamento dele no céu (I Tess 4:17; Hebreus 12:22,23).  A igreja funciona conforme o eterno propósito que Deus fez em Cristo Jesus para que Ele tenha toda a glória em todas as gerações para todo o sempre (Efés. 3:10,11,21; Heb 3:4).  Essa organização divina opera com ordem e planejamento.  A igreja dEle não foi um acidente mas foi programada e planejada a ter características distintas, a declarar uma mensagem única e a praticar ordenanças específicas.  Tudo o que Jesus ordenou na igreja deve ser administrado com exatidão para redundar para a Sua eterna glória.  O passado da igreja é Cristo; o presente dela é pela Sua graça e o seu futuro é glorioso, pois estará com Cristo para sempre (Efés. 5:25-27).  Os que participam biblicamente nesse ajuntamento que Cristo instituiu participam de uma instituição gloriosa.  Servindo e adorando a Deus pela igreja guardamos galardões eternos para gozarmos para sempre no céu. Não há outra instituição eterna igual a essa na terra.  Pela igreja ser uma organização eterna temos hoje razões gloriosas para vir a igreja!
PORQUE A IGREJA É A MAIS ALTA INSTITUIÇÃO COM O MAIOR CONHECIMENTO NO UNIVERSO – Efés. 3:8 mostra a superioridade do Evangelho.  A natureza do Evangelho que pregamos é: as riquezas incompreensíveis de Cristo.  Efés. 3:9 estipula que a mensagem de Cristo é“a dispensação do mistério”. Ainda em Efés. 3:10 é revelado o que é ensinado pelo Evangelho: a multiforme sabedoria de DeusNão existe outro lugar no mundo onde tais assuntos estão honestamente tratados senão na igreja. A igreja tem os ofícios equipados particularmente para tratar desta mensagem da multiforme sabedoria de Deus (Efés 4:11-12).  A multiforme sabedoria de Deus é a coleção total das variedades de todo o conhecimento de Deus.  O Evangelho tem riquezas incompreensíveis (Efés. 3:8), quais são insondáveis, inescrutáveis, profundas (Rom. 11:33) e é segundo toda a vontade de Deus (Efés. 1:11).  Pelo ministério da Palavra de Deus pela igreja, essa multiforme sabedoria é conhecida ao mundo todo e aos principados e potestades nos céus (Efés. 3:10).  A multiforme sabedoria de Deus é resumida em uma pessoa: Jesus Cristo (Efés. 3:11).  É a igreja verdadeira que tem a comissão de ensinar tais assuntos.  Não é a responsabilidade de uma escola secular ou religiosa, uma creche ou uma organização cristã qualquer.  Pela igreja ser o lugar onde tal Evangelho é proclamado e ensinado, temos gloriosas razões para virmos a igreja.
PORQUE A IGREJA É O CORPO DE CRISTO  –  Efés. 1:22,23. Cristo é o cabeça do Seu ajuntamento: a Sua igreja.  Sendo assim a igreja não é uma organização humana.  Há organizações fundadas pelos religiosos no mundo, mas a igreja verdadeira não é uma delas.  A sede da igreja não está em Roma ou Jerusalém ou outra cidade terrena.  A sede da igreja verdadeira está no céu.  A posição de cabeça não é vaga.  A posição suprema da igreja é preenchida com o Ser Eterno – Cristo.  Por ter Cristo como cabeça, a igreja tem tudo que precisa: “a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos” (Efés 1:23). Na esfera da igreja não são necessárias invenções humanas para melhorar a propagação do Seu Evangelho; não são necessárias inspirações criativas para aperfeiçoar a sua administração; não é necessário algo proveniente da mente do homem para aprofundar a sua doutrina ou para emendar o seu ministério.  Cristo é suficiente para tudo que Ele instituiu (Col. 2:9, “Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade;”).  No ajuntamento manifesta a sua “plenitude” como não é manifesta fora dele.  Para que o conhecimento tenha o espírito de sabedoria e de revelação; para que os olhos do entendimento tenham iluminação; para saber a esperança e as riquezas gloriosas da nossa posição em Cristo; para que saibamos a sobre excelente grandeza do Seu poder sobre nós em Cristo, convém que estejamos no ajuntamento correto e que sejamos submissos a Cristo, o cabeça (Efés 1:17-23).  A nossa preparação para os cultos e o comportamento nosso na igreja deve ser um comportamento de reverência pois o ajuntamento é uma reunião espiritual e literal do corpo de Cristo.  Pela igreja ser o corpo de Cristo temos uma boa razão de vir ao Seu ajuntamento.
PARA EXTERIORIZAR A NOSSA FÉ – Por não ser crentes verdadeiros todos que dizem: “Senhor Senhor”, uma manifestação além do verbal é necessária para manifestar os falsos dos cristãos verdadeiros (Mat. 7:21-23).  É a obediência que faz essa manifestação (Mat. 7:21, “mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”). A fé sem as obras da obediência da Palavra de Deus é uma fé morta e é o que manifesta a diferença dos santos dos impuros (Tiago 2:17-19).  É fácil falar e expressar somente a nossa fé verbalmente.  Todavia, são somente os que conhecem Deus verdadeiramente que vão servir o Senhor em verdade continuamente até o fim apesar da perseguição (Apoc 2:26).  O mundo precisa de uma testemunha viva da fé Cristã (II Cor 4:3).  Uma das maneiras de ver a fé é através a obediência fiel do Cristão verdadeiro que inclui a ação de publicamente congregar-se no ajuntamento verdadeiro que Cristo instituiu.  Nessa maneira a fé verdadeira é exteriorizada diante do mundo para a glória de Deus (Mat. 5:13-16).  Tal testemunha pública é uma boa razão para virmos à igreja todas as vezes que temos a oportunidade.
PARA VER A MAJESTADE DE CRISTO – Cristo anda no meio das suas igrejas (Apoc. 1:10-17,20). Cristo é a justiça de Deus, a redenção do Seu povo, o amor de Deus revelado, a expressão do Seu julgamento, a imagem plena da divindade e a soberania de Deus encarnada (I Cor. 1:30; Col. 2:9). Não há ninguém soberanamente exaltado por Deus como Cristo (Fil. 2:7-11). Essa majestade anda no meio das Suas igrejas.  Onde o Seu povo se ajunta em conformidade aos Seus ensinamentos e ao Seu exemplo, Ele, pessoalmente, está no meio deles(Mat. 18:20; 28:20).  Existem outras organizações boas no mundo (organizações filantrópicas que ajudam os orfanatos, asilos dos velhos, crianças com defeitos, etc.), e, existem outras pessoas e ocupações necessárias em nossas vidas, mas, nenhuma compara à majestade de Cristo.  Por Cristo, na Sua glória, andar no meio das Suas igrejas, temos razões inumeráveis a virmos a igreja.  Venha para vê-Lo pela Palavra dEle no ajuntamento dEle!
PARA LEMBRAR DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO – Encontrar com Cristo depois da Sua ressurreição, no primeiro dia da semana, no ajuntamento, foi algo especial para os discípulos de Cristo.  Cristo ressurgiu no primeiro dia da semana (Mat. 28:1-8; Mar 2, 9; Luc. 24:1; João 20:1).  O Jesus ressurrecto, no primeiro dia da semana, no mesmo dia em que Ele ressurgiu,ajuntou-se com os seus discípulos (Mat. 28:9,10; Mar 16:9,10; Luc. 24:9, 10, 33-45; João 20:9).  Foi um dia de Jesus começar “por Moisés, e por todos os profetasexplicar-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras (Luc. 24:27,44).  Foi um dia em que os olhos de entendimento dos discípulos foram abertos (Luc. 24:31, 45; João 20:20).  Foi um dia em qual Cristo pregou paz aos ajuntados (Luc. 24:36; João 20:19).  Foi um dia de repreensão (João 20:27-29).  Foi um dia em que a igreja foi comissionada (Mat. 28:18-20; Mar 16:15; Luc. 24:46-47; João 20:21).  Foi um dia de instrução de coisas futuras (Luc. 24:49).  Foi um dia para os discípulos serem abençoados por Jesus (Luc. 24:50; João 20:21-23) e um dia de grande júbilo para os discípulos (Luc. 24:52).  Depois destes exemplos de Jesus com Seus discípulos, a Bíblia mostra o povo de Deus ajuntando-se no primeiro dia da semana para ouvir da pregação de Cristo por Seus ministros (Atos 20:7),fazer o trabalho de amor pela igreja (I Cor. 16:1,2) e receber do Senhor a Sua mensagem (Apoc. 1:10, “no dia do Senhor”).  Quando nós reunimos no primeiro dia da semana, seguimos o exemplo de Cristo e o exemplo bíblico dos Seus discípulos.  Foi a ressurreição de Cristo que deu início de tantas bênçãos no primeiro dia da semana.  Quando ajuntarmos nesse dia, celebramos a Sua vitória sobre o pecado, a morte e o diabo.  Todo Domingo celebramos a Sua Vitória.  Está vendo?  Temos razões gloriosas para reunirmos com júbilo todo Domingo junto com os Seus discípulos.
POR CAUSA DO TEMOR MERECIDO AO SENHOR – O serviço ao SENHOR é estipulado pelo próprio Deus.  Ele instituiu o Seu tipo de igreja para a Sua glória (Mat. 16:18; Romanos 11:36; Apoc 4:11).  Por ser serviço ao SENHOR Deus, os Seus servos devem servi-lo com temor saudável (Sal. 2:11).  Por não servir ao Senhor na Sua casa com temor, os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram consumidos pelo fogo (Lev 10:1-3).  Por não obedecerem ao SENHOR nos sacrifícios, os filhos de Eli, Hofni e Finéias, foram mortos em um único dia (I Sam 2:12-17; 4:11).  Por não temer corretamente o SENHOR na sua adoração, Uzá, acendeu contra si, a ira do SENHOR e foi morto (I Cron. 13:8-10).  Por Ananias e Safira mentirem diante do servo do SENHOR, na casa de Deus, foram mortos por Deus(Atos 5:1-10).  Houve muitos fracos e doentes em Corinto, e até alguns morreram, por não levarem a sério as ordenanças da igreja (I Cor. 11:29,30).  Vir a igreja e servir ao SENHOR em temor é um dever abençoado do servo do SENHOR.  Por ser do SENHOR Deus a igreja, o servo deve servir em obediência específica de um coração reto e temente a Deus que ordenou tal serviço para a Sua glória.  O temor de Deus é uma boa razão para vir a igreja servir ao SENHOR.
POR CAUSA DO ALICERCE DELA  Mat. 16:18.  Na primeira vez no Novo testamento que a palavra “igreja” foi usada, e na primeira das duas vezes que Jesus usou essa palavra, podemos achar uma boa razão para virmos a igreja. Os discípulos tinham confessados que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus Vivo” (Mat. 16:16). Cristo parabenizou os discípulos pela confissão correta e disse algo além que sobre tal verdade a Sua igreja é edificada. Isso quer dizer que o alicerce da igreja é a verdade que Cristo é o Messias, o verdadeiro Filho do Deus Vivo.  A igreja é composta de pessoas que fazem tal confissão de coração, ou seja, o alicerce da igreja é Cristo, a mensagem principal dos Apóstolos. A mensagem principal da igreja verdadeira é Cristo (Atos 20:21).  A pedra fundamental da igreja é Cristo (Efés. 2:20).  O cabeça da igreja é Cristo (Efés. 1:22).  A igreja é o corpo de Cristo(Efés. 2:23).  Ele deve estar em todos os membros da igreja e todos os membros da igreja devem ser nEle (Efés.4:15,16).  O ajuntamento daqueles que confessam Cristo tem o seu começo com o próprio Cristo e os discípulos(Efés. 4:11; I Cor. 12:28).Neste ajuntamento verdadeiro Cristo está exaltado como Ele não está em outras ocasiões. Pela igreja verdadeira ser a congregação daqueles que são em Cristo, e por Ele alicerçar o seu ajuntamento, os verdadeiros Cristãos têm múltiplas razões para priorizarem o ajuntamento de Cristo. Por isso estamos aqui.
POR CAUSA DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL – Hb. 10.19-25. Existem ações que somente podem ser feitas se feitas juntos. O autor do livro de Hebreus menciona algumas dessas. Em versículo 22 o cristão, por causa da salvação por Cristo e por ser feito um sacerdote a Deus por Cristo (vs. 19-21), é exortado a exercitar essas posições junto aos irmãos. Em versículo 23 o cristão é incentivado a esforçar à prática da sua fé com os outros irmãos. Em versículo 24 o cristão é exortado a lembrar da condição dos irmãos na fé, que mesmo tendo posições em Cristo, também tenham fraquezas nas paixões da carne. Em versículo 25 o cristão é mandado a não ser displicentes com as suas responsabilidades de adoração publica. Também cada cristão deve prezar o ajuntamento pelo conforto, edificação, instrução, e deleite que tal congregação verdadeira fornece. Cada uma dessas exortações (vs. 19-25) só pode ser realizada se os cristãos são juntos na assembleia. É um ajuntamento com bênçãos sociais e mentais, mas especialmente espirituais dando-nos boas razões para virmos à congregação nossa.
PARA APRIMORAR A NOSSA OBEDIÊNCIA CRESCENTE  Lc. 16.10; Mt. 5.19. O cristão verdadeiro deleita-se na lei do Senhor (Rm. 7.22) e deseja mais e mais a crescer na aplicação da Palavra de Deus na sua vida diária (I Pe. 2.2). A desobediência mínima da Palavra de Deus impede esse crescimento – Lc. 16. 10, “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.” Como temos estudado anteriormente, a frequência fiel na casa do Senhor é importante para atingirmos crescimento espiritual. Assim também se somos injustos nas coisas mínimas seremos injustos nas coisas de mais importância, como a frequência fiel  na igreja. Acontecerá que seremos impedidos a crescer na nossa obediência espiritual aqui na terra e isso causar-nos-á ser chamados o menor no Reino de Deus – Mt. 5.19, “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” Portanto, temos boas razões a sermos sempre presentes na casa do Senhor.
 “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus” (Ef 2.19 – ACF)
Bibliografia:
BÍBLIA SAGRADA, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, Brasil, 1/94
BUNYAN, John, The Fear of God. Soli Deo Gloria Publications, Morgan, 1999.
GILL, John, Commentary on the Whole Bible. Online Bible, Vers. 7.05b, 1998, http://www.OnlineBible.Org .
ROSS, Tom, Why go to Church?.  http://users.aol.com/LIBCFL
STRONG, James LL.D., S.T.D., Exhaustive Concordance of the Bible. Abingdon, Nashville, 1980 
Revisão gramatical: Edson Elias Basílio 10/2009
Pelo Pastor Calvin G Gardner
http://www.iepaz.org.br/por-que-vir-a-igreja-aqui-ha-21-razoes/

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL

EVANGELIZAR NA INTERNET
Jesus era um excelente comunicador. A estrutura de suas mensagens, seus recursos e práticas produziram grande impacto na vida das pessoas. A igreja do primeiro século seguiu o exemplo do mestre e usou os melhores recursos de comunicação à sua disposição: Viagens, cartas, eventos etc.

O desafio da interatividade rápida em um mundo digital

Com a invenção da internet, nós entramos na chamada “cultura digital”, ou seja, um mundo novo com novas formas de se comunicar e relacionar, tudo isso proposto por novas tecnologias que avançam tão rapidamente como a própria velocidade da rede.
O MUNDO DIGITAL
"O mundo digital é um mundo irreversível", afirma a especialista Martha Gabriel
O mundo digital, a partir da internet, tem causado uma ruptura com o mundo analógico, trazendo uma segregação tanto de quem imerge na esfera digital quanto de quem não tem o acesso. A segregação não parte só de quem fica de fora desta nova esfera, mas de quem está dentro, pois é notável um uso exacerbado por parte do usuário. Uso exacerbado entende-se aquele que tanto depende e passa horas a fio, quase que se esquecendo da realidade analógica. Este é um cenário que vem crescendo, ainda mais com o fenômeno da inclusão digital.
A internet é um meio gigantesco e cresce como o universo real, são milhares de terabytes em expansão disponíveis a quem navega. Porém, o fenômeno deve ser tomado com cuidado, pois a vida digital está em vias de sobrepujar a analógica. O uso racional é bom podendo-se dizer necessária nos dias atuais, no entanto, há de saber limitar, pois o uso extenso leva a uma desconexão com a vida real, diminuindo os prazeres, produtividade e sensibilidade humana.
É impossível pensar o mundo como o vemos hoje, sem estarmos conectados. “Se pararmos para pensar, nós não conseguiremos imaginar o mundo sem eletricidade. Eu diria que é a mesma coisa com relação à internet”, diz Martha Gabriel.
Para muita gente, no entanto, o fenômeno das redes sociais como Twitter e Facebook são “modinhas” que vão passar, mas não é o que pensa Armindo Ferreira, jornalista e especialista em Marketing Digital. Segundo o profissional, as mídias digitais vão passar por transformações, no entanto, vieram para ficar.
A Igreja aproveita da mesma tecnologia que permite às pessoas estabelecer amizade, iniciar um relacionamento e em alguns casos até se casarem, para promover também o trabalho pastoral em ambiente virtual.
Por intermédio de e-mails, messengers, blogs, orkuts, entre outros, essa tecnologia ganha uma notoriedade sobre os demais meios de comunicação. Pois, a internet tem como característica principal o poder de abranger milhares de pessoas, que por sua vez interagem entre si quase que simultaneamente.
AS ARMAS: ORAÇÃO E BÍBLIA
Agora te apresento suas principais armas na evangelização pela internet. Vamos ver cada uma delas de forma detalhada:

Oração -
Um Cristão de joelho move o céu e abala o inferno. Sua oração e muito importante, para seu trabalho de evangelizar pela internet.
Essa arma abre portas e corações, além de levar sua mensagem com mais poder e mais longe.
Seu sucesso nessa missão depende da oração.

Bíblia
A Palavra de Deus que transforma a vida do homem. Use a Palavra de Deus com sabedoria e com tranquilidade.
Deixe o Espirito Santo falar através de você. Busque a sua presença. Você conhece o poder do Espirito Santo?

RELIGIÃO E CULTURA DIGITAL
A verdade é que os cristãos resistiram um pouco à “nova mania” que de perto e de longe, parecia concorrer com o ideal de vida cristã, afinal passar tempo em frente a tela de um computador poderia desvirtuar a comunhão, roubar o tempo, atrapalhar os relacionamentos e corromper a fé. Todos esses medos ainda permeiam o meio cristão, que hoje é bem mais consciente de que os perigos existem tanto na esfera virtual quanto física e real.
Se a internet é um mundo no qual as pessoas se relacionam e compartilham de tudo, será que há espaço para Deus neste mundo? Será que a fé e a religião têm espaço nesta nova cultura?
Evangelizar significa propagar as Boas Novas do Evangelho, fazer missões, e cada discípulo que se propõe a realizar esse trabalho por vocação, chamado e amor ao Reino de Deus é assim como aquele semeador da parábola de Jesus que espalha sementes em vários tipos de solos sem saber qual semente prosperará. Evangelizar através da internet é esse campo que alcança milhões de vidas, mas o evangelista não tem noção de quantas vidas serão alcançadas por sua mensagem. Não se sabe em que lugar do globo terrestre a semente irá germinar, e se isso é motivo de alegria para alguns blogueiros evangélicos, é motivo de desânimo para outros que gostariam de apalpar os frutos de sua labuta.
"Deus está presente na rede porque o homem está aí"
Sim. Deus é presente no mundo on-line, porque o homem está presente aí”, diz padre Antônio Spadaro, doutor em teologia da comunicação pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Segundo o sacerdote, é preciso mudar o conceito de que a internet é apenas um instrumento, um meio de comunicação. “Internet é um ambiente de vida que exprime o desejo mais antigo do homem: conhecimento e relação”, relata o sacerdote.
Será que nós cristãos temos testemunhado o rosto de Cristo neste mundo? Será que ainda não estamos tímidos neste campo de missão? Uma pesquisa realizada com cristãos, no Reino Unido, apontou que 64 % dos entrevistados usam a internet para postar conteúdos religiosos, sendo que a faixa etária de 16 a 18 anos responde por 87% das pessoas que evangelizam, intencionalmente, por esses meios.
Não se trata apenas de postar conteúdos religiosos na rede, o cristão deve ser ele mesmo, dar testemunho de sua fé; é assim que ele evangeliza”.
A comunicação Cristã
A tarefa da Igreja cristã sempre foi muito clara nos seus parâmetros. A teologia judaico-cristã foi completamente ancorada na missão de comunicar a Boa Notícia que vem de Deus. Tão somente porque, para tal missão ela foi criada e é essa a tarefa que respalda a sua existência até hoje.
Quando mencionamos a preocupação da igreja cristã com a propagação desse evangelho de salvação, salientamos que tal atividade comunicacional tem sido feita há séculos, utilizando diversos suportes, que foram da forma direta de comunicação interpessoal, por meio do testemunho partilhado a outra pessoa ou na pregação perante um grupo, até a sua ampliação pela comunicação escrita, música e artes plásticas, que se constituíram em canais de comunicação extremamente otimizados. Contudo, nos dias de hoje, a mídia, principalmente a internet e televisiva, mostram-se como o mais novo horizonte visível de propagação para a mensagem cristã.
A verdade é que hoje, contemplamos uma humanidade conectada pela palavra, bombardeada por uma multiplicidade de sons, imagens, signos e mensagens. Em todas as esferas do nosso cotidiano esta é a realidade.
ANUNCIADORES DA BOA NOVA NA "ÁGORA" MODERNA
Considerando o quadro evolutivo da trajetória da comunicação e a provocação que a cultura midiática cria e re-cria na sociedade hoje, damo-nos conta de que algo, nunca vivido anteriormente, está se passando e “forjando um novo sujeito” na sociedade, onde permanecem necessidades fundamentais do ser humano, mas modificam-se rápida e profundamente a sua forma de se relacionar.
desafio digital
O mundo digital se transformou hoje num novo campo de missão que exige, junto com a necessária capacitação técnica, uma renovada fidelidade ao Evangelho.
No mundo digital abre-se um novo campo de missão para a Igreja. Como Paulo, nos primor-dios do Cristianismo, somos convocados a lançar as redes em águas mais profundas para anunciar e testemunhar, de maneira destemida e objetiva, o Evangelho de Jesus Cristo nesses novos areópagos.
Era digital abre novas possibilidades à pregação do evangelho
"Estar alienado do mundo digital significa deixar de alcançar uma parcela significativa do rebanho a nós confiado pelo Senhor".
Vivemos numa época de mudanças profundas no planeta. A internet seria o equivalente ao invento da imprensa, algo inclusive parecido com a invenção da escrita, afirma Jesus Martín Barbero, semiólogo, antropólogo e filósofo. Sendo assim, a internet abre novas possibilidades para a pregação do evangelho e a Igreja precisa estar atenta a essas oportunidades.
De acordo com o pastor Wellington Barbosa, “estar alienado do mundo digital significa deixar de alcançar uma parcela significativa do rebanho a nós confiado pelo Senhor”.
Precisamos promover online e off-line relacionamentos sólidos, profundos e duráveis, tanto em relação ao Senhor quanto ao próximo. Há necessidade de ajudar as pessoas a cruzar a ponte entre a experiência virtual e a vida real, onde se desfruta verdadeiramente a salvação, a paz e a plenitude das bênçãos de Deus”, enfatiza.
Evangelismo e mídias digitais

Evangelismo e mídias digitais Quais as mudanças que a comunicação digital traz para a Igre-ja? O Evangelho continua o mesmo. E o propósito do evangelismo de testemunhar as boas-novas de Jesus Cristo também não mudou. O que está em transformação são as ferramentas de comunicação. A mesma essência, a mesma fé, porém utilizando-se de tecnologias distintas, que não podem ser ignoradas em seu poder de alcance e mobilização.

O que é denominado mídias digitais são instrumentos que permitem quebrar os limites físicos e geográficos, com a capacidade de tornar o longe em próximo; o estranho em conhecido e o restrito em compartilhado, superando barreiras antes transponíveis depois de horas de espera, dias de viagem ou anos de paciência.

Imagine um sermão que foi inspirado pelo Espírito Santo, estudado com afinco, enriquecido com testemunhos e usado para a salvação de muitos. Agora amplifique o alcance dessa pregação. Transmita digitalmente para os impossibilitados de estarem no templo, e estes, impactados em seus lares, compartilham com os/as que ainda não conhecem o Evangelho, e a mensagem, antes restrita às quatro paredes do templo, foi lançada ao mundo.
O exemplo acima é apenas uma das possibilidades disponíveis nas mídias digitais que podem ser utilizadas para a proliferação de diversos formatos de comunicação, como textos, sons, imagens e vídeos, por meio das mais variadas plataformas como sites, e-mails, tecnologias mobile (GPS, smartphone e tablet), redes sociais digitais (Facebook, Twitter, Instagram), sites de buscas e localização (google, bing, yahoo, maps) e mídias out of home (CD, DVD, displays eletrônicos). Cada uma com sua especificidade, formato e usuário/a.
Todas essas tecnologias digitais estão disponíveis para que a Igreja as utilizem como ferra-mentas para o crescimento do Reino de Deus, com custos que vão variar de acordo com a forma de utilização e objetivo, sendo a maioria delas de baixo investimento financeiro e alto poder de impacto.
Saber o que as pessoas realmente precisam ver.
Quando se trata de evangelizar e principalmente em um meio como a web, ter uma noção do que devemos postar, publicar ou escrever é muito importante. Você precisa esquecer do que gosta e se concentrar no que precisa fazer. Dependendo do canal a ser utilizado (blog, site, redes sociais), a linguagem, tipo de posts e recursos a serem escolhidos devem levar em conta a facilidade de uso por quem vai postar e alimentar de informações estes canais. Se você vai postar versículos no Twitter, por exemplo, crie um método de postagem e jamais deixe de postar no horário e frequência estabelecidos. Isso mostra respeito com a sua audiência e seriedade no trabalho que você está fazendo.
Blogs
Os blogs funciona como diários onde você registra ideias, achados e opiniões que outros podem ler. Eles praticamente substituíram os web-sites porque são muito mais dinâmicos e interativos e podem suportar uma grande quantidade de diferentes mídias, inclusive fotos, vídeos e músicas. Podemos incluir mensagens evangelísticas curtas, hinos, vídeos, etc.
Também é muito importante a periodicidade com que seu blog é atualizado, para toda vez que seu leitor acessar, possa encontrar conteúdo bom e novo.
Descobrindo evangelização na era digital

A nova evangelização e a era digital. Quais são os desafios e oportunidades das novas ferramentas de comunicação no anúncio de Cristo?
Ao lidar com o desafio da nova evangelização, a Igreja deve levar em conta os novos cenários socioculturais do mundo globalizado, incluindo o que o desenvolvimento vertiginoso dos meios digitais de comunicação ocupa como lugar de particular importância. É um fenômeno que não deve ser reduzido apenas às novas tecnologias de comunicação.

É um mundo muito complexo que desperta muito interesse, porque abre diante de nós um horizonte completamente novo e de oportunidade inédita. Mas – infelizmente – também existem sérios riscos, que não devem ser subestimados. Penso, por exemplo, o perigo de se tornar escravos do mundo virtual e incapazes de estabelecer relações autênticas com as pessoas ao nosso redor; para não mencionar o conteúdo destrutivo que a rede transmite, como pornografia ou incitação à violência e comportamento desviante. Quantos suicídios de adolescentes ocorrem por causa do cyber-bullying na rede!

A rede, por isso, tem faces muito diversas e, portanto, requer uma grande capacidade de discernimento. O mundo digital é um desafio que, sobretudo nós, cristãos, devemos saber assumir com coragem.
Não podemos deixar de ressaltar que a juventude e as novas gerações vivem a fome de informação. Para o trabalho de evangelização nos meios tecnológicos acontecer, cada usuário deverá se tornar um evangelizador em potencial, seja este ministério manifestado com a ajuda de um comportamento digno de cristão no meio virtual, seja com a ajuda do anúncio direto do Evangelho.///
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Joana T. Puntel –Apaixonados anunciadores da boa nova na “Ágora” moderna
Germano Luiz Ourique – Como evangelizar na internet
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